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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Estado tem 120 dias para corrigir licenciamento do Centro de Convenções

Ratificação deverá atender a todos os requisitos estabelecidos pela legislação que regulamenta a proteção do ecossistema no local.

 

 
O Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba estabeleceu o prazo de 120 dias para que seja deflagrado processo administrativo de confirmação da licença ambiental concedida pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) para instalação do Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha Lima, em João Pessoa. A ratificação da licença deverá atender a todos os requisitos cabíveis previstos na Lei do Bioma Mata Atlântica (Lei 11.428/2006) e do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), incluindo os condicionantes estabelecidos pelo Ibama para supressão da vegetação do bioma presente no local.
 
De acordo com o MPF, o processo de licenciamento do Centro de Convenções, que faz parte do projeto Polo Turístico Cabo Branco, contém graves vícios de legalidade que precisam ser sanados, tendo em vista que a obra já foi concluída e se encontra em pleno funcionamento.
 
Os condicionantes exigidos pelo Ibama, que já deveriam ter sido implementados pelo Estado, referem-se à demonstração da eventual caracterização do empreendimento como sendo de utilidade pública e interesse social, à demonstração da ausência de alternativas técnicas e locacionais, bem como demonstração da preferência por instalação em área já degradada, além de esclarecimentos quanto à data de inserção da área no perímetro urbano de João Pessoa e quanto aos impactos nas unidades de conservação próximas.
 
Além disso, a Sudema deve realizar apreciação da complementação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), referente ao Centro de Convenções, incluindo realização de audiência pública; inserção da exigência das duas compensações ambientais previstas na Lei do Bioma Mata Atlântica e na Lei do SNUC (uma em replantio ou averbação de uma área protegida e outra em recurso financeiro); e submissão ao Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) para a devida homologação da referida licença.

Compensações ambientais
O governo do Estado já adiantou que pretende aplicar o valor da compensação ambiental na construção de um Batalhão de Polícia Florestal que também funcionará como sede administrativa da unidade de conservação do Parque Estadual das Trilhas dos Cinco Rios, criado pelo Decreto nº 35.325, de 16/09/2014. Segundo o governo do Estado, a área a ser preservada por esse Parque será superior àquela exigida para averbação ou replantio pela Lei do Bioma Mata Atlântica.
 
Após o cumprimento das etapas formais, caso seja efetivamente ratificada a licença referida, o Estado da Paraíba deverá indicar o prazo em que pretende implementar as compensações ambientais eventualmente aprovadas no processo de licenciamento, incluindo previsão orçamentária, para, em seguida, ser firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo MPF. O prazo estabelecido para a deflagração do processo administrativo do licenciamento do Centro de Convenções decorre de reunião realizada no dia 16 de maio, no MPF, com representantes da Procuradoria-Geral do Estado, Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Sudema, Ibama e MPF.
 
Polo Turístico
O Polo Turístico do Cabo Branco, criado em 1988, na gestão do então governador Tarcísio Burity, é um projeto de parceria público-privada que abrange, além do Centro de Convenções, a construção de hotéis, pousadas e albergues. Em razão de danos ambientais causados pelas obras de construção do Centro de Convenções, o Ibama ajuizou em 2004 a Ação Civil Pública nº 2004.82.00.006111-9, com pedido de liminar, para compelir a Empresa Paraibana de Turismo S/A (PBTur) a dar início a projeto de recuperação ambiental do polo turístico. O processo judicial foi suspenso em 19 de maio de 2005, para que as partes formulassem termo de ajustamento de conduta. Após as tratativas, Ibama, PBTur e Ministério Público Federal firmaram o acordo que foi homologado por sentença, prevendo a imediata execução do projeto de recuperação da área degradada.
 
Com a retomada das obras, especificamente para o Centro de Convenções, o MPF instaurou procedimento investigativo em 2009, a partir de representação da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza. Foram detectadas diversas irregularidades no pertinente processo de licenciamento e por isso, em março de 2010, o Ministério Público recomendou à Caixa Econômica Federal que suspendesse novos repasses de recursos federais para a execução das obras, até que fossem corrigidas irregularidades do licenciamento ambiental.
 
Ainda em 2010, o Estado da Paraíba conseguiu reverter no Supremo Tribunal Federal a suspensão dos repasses dos recursos e, desde então, o Ministério Público Federal vem buscando a regularização do licenciamento das obras com observância de todas as exigências legais.
  


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Projeto Tartarugas Urbanas ganha box no Centro Turístico Tambaú

 
 
Inauguração ocorre às 10h desta sexta-feira. Criada há 12 anos, entidade luta pela preservação e proteção das tartarugas marinhas.
 
Da Redação com Secom
Kleide Teixeira
  Kleide Teixeira
Guariju trabalha nas áreas de desova das tartarugas.
O projeto 'Tartarugas Urbanas', da ONG Guariju, ganhará um box para comercialização de itens alusivos à preservação de tartarugas marinhas no Centro Turístico de Tambaú nesta sexta-feira (19), às 10h. O projeto, que existe há 12 anos, tem por objetivo a proteção e a preservação das tartarugas da região.
 
De acordo com a presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), Ruth Avelino, a iniciativa tem como intenção possibilitar à entidade a geração de recursos para sua manutenção e continuidade em sua atuação ambiental. Com o box, a Guajiru pode divulgar seu trabalho e comercializar itens diversos (camisetas, chaveiros, bonecos e outros produtos) relacionados à proteção das tartarugas marinhas.
 
A bióloga e vice-presidente da ONG, Rita Mascarenhas, afirmou que a parceria vai ajudar nas verbas para o sustento da organização. "Pelo local circulam muitas pessoas, e poderemos divulgar nosso trabalho de preservação das tartarugas, além de vender itens que irão nos manter financeiramente como entidade", explicou.

A ONG é formada por pesquisadores, ambientalistas, estudantes e voluntários, e atua na manutenção das áreas onde ocorrem as desovas de quatro espécies de tartarugas. 
 
 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Bugueiros da Paraíba serão agentes ambientais e usarão GPS

Cidades,
segunda-feira, 05/03/2012

Fábio Cardoso e Haryson Alves

Os bugueiros da Paraíba serão equipados com GPS, farão novo roteiro de turismo ecológico para os Litorais Norte e Sul do Estado e ainda poderão se tornar agentes ambientais. A proposta foi lançada pela categoria e prevê um processo de capacitação e qualificação dos bugueiros através de cursos ministrados por técnicos do Departamento de Educação Ambiental da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). A previsão é de que o curso inicie até o próximo mês.

A iniciativa foi apresentada em uma reunião, em João Pessoa, na última quinta-feira, 01, pela Cooperativa dos Profissionais de Turismo e Lazer da Paraíba (Cooperbuggy Paraíba), à Sudema e a Empresa Paraibana de Turismo (PBTur). Também entrarão na negociação o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam).

Além da capacitação, os bugueiros, juntamente com os técnicos da Sudema e da PBTur, iniciarão nos dias 12 e 13 de março o trabalho de roteirização oficial, que será seguido pelos profissionais nos pacotes comercializados com os turistas. O roteiro será extensivo às faixas que compreendem o Litoral Norte e Sul paraibano, e irá criar oportunidades de emprego e renda entre a população de algumas áreas indígenas e quilombolas, por onde os bugueiros deverão transitar. Nessa roteirização serão utilizados, inclusive, GPS. Ao todo, 40 profissionais utilizarão a tecnologia.

“O uso do GPS é uma nova ferramenta que vai nos auxiliar a respeitar as paisagens naturais e mantê-las protegidas. A tecnologia poderá nos avisar as rotas que não podem ser tomadas. Muitos bugueiros ainda fazem o turismo de forma ilegal, sem autorização dos órgãos competentes e sem respeitar rotas apropriadas, como em manguezais, falésias e maceiós”, explicou Paulo Menezes. De acordo com ele, a roteirização vai proporcionar um turismo seguro, orientado e de forma sustentável.

De acordo com o presidente da cooperativa dos bugueiros, Paulo Menezes, ao se tornar um agente ambiental, o bugueiro passará a ser um defensor do meio ambiente de fato e poderá até mesmo atuar no trabalho de fiscalização e conscientização dos clientes, além de proteger o patrimônio histórico e cultural da Paraíba. “Queremos ter mais segurança para podermos atuar com conhecimento”, disse Menezes. O curso ainda não tem data definida para ser iniciado, mas deve ocorrer ainda no primeiro quadrimestre do ano.
  
Roteiros
Atualmente, a cooperativa dos bugueiros possui 40 profissionais associados na Paraíba. Existem pelo menos quatro roteiros definidos e que são comercializados. No Litoral Sul e Norte, existem, roteiros completos - que têm a duração de mais de seis horas -, que inclui as áreas urbanas e rurais. O preço chega a R$ 350, o buggy, com capacidade para quatro pessoas. O roteiro Litoral Sul rural cruza algumas fazendas de cana-de-açúcar, a R$ 200. Já o urbano, passa pelas cidades da região do Conde. O preço desse pacote gira em torno de R$ 150. Esses são os preços que também são cobrados para o Litoral Norte, que inclui passagem pela área indígena, em Baía da Traição, e uma visita ao Projeto Peixe-boi Marinho, do Ibama, em Mamanguape. O pacote mais caro custa R$ 1 mil e equivale ao passei que vai até Natal (RN).
 
 
 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Sudema e PBTur mapeiam acesso de bugres em áreas de preservação ambiental

29/02/2012 - 19:35

O encontro servirá para comemorar o Dia do Turismo Ecológico e acontecerá no auditório da PBTur

 

A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), em parceria com a Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), promoverá, nesta quinta-feira (1º), às 9h, uma reunião com representantes da Cooperativa dos Bugueiros. O objetivo é discutir o mapeamento das áreas por onde os bugres poderão circular no litoral paraibano. O encontro servirá para comemorar o Dia do Turismo Ecológico e acontecerá no auditório da PBTur, no Centro Turístico de Tambaú.

A coordenadora de Capacitação da PBTur, Alba Lígia, explicou que a Sudema quer saber quais são os roteiros realizados pelos bugueiros com os seus clientes. Para ampliar e melhorar o processo de fiscalização, o setor de Educação Ambiental do órgão pretende mapear essas rotas, para evitar o risco de degradação do meio ambiente e de perigo para os banhistas, com o tráfego dos veículos em determinadas faixas de praia.

Ela disse que, apesar de a comercialização de passeios de bugres ser bastante intensa, em especial nos períodos de alta estação, pouco se sabe sobre as rotas utilizadas pelos bugueiros. "Sabemos apenas que existe esse serviço o ano inteiro, mas não temos conhecimento sobre as áreas por onde esses veículos transitam”, esclareceu Alba.

Durante o encontro, técnicos do setor Educação Ambiental da Sudema farão uma explanação sobre as áreas proibidas para o tráfego de veículos e tentarão conscientizar os bugueiros da importância de preservar o meio ambiente. Alba admite que a Sudema deve limitar o acesso dos bugres em algumas áreas, a serem reveladas durante a reunião.

da Redação

Fonte