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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Açude de Boqueirão começa a receber água

Publicada em 05/02/2015
Açude de Boqueirão começa a receber água Os moradores de 19 municípios paraibanos já podem comemorar. O açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) já começou a receber água proveniente dos Rios Taperoá e Paraíba, que estão registrando desde ontem à noite fortes enchentes. O açude está em situação crítica e encontra-se com apenas 21,4% de sua capacidade.

O reservatório gerenciado pela Agência Nacional das Águas (ANA), em parceria com a Aesa e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), comporta 411 milhões de metros cúbicos e está com pouco mais de 88 milhões de metros acumulados.

Choveu em vários municípios do Cariri e na cidade de São José dos Cordeiros ocorreu a maior precipitação:152 milímetros. Já em Taperoá, choveu 138,5 milímetros. Segundo a Aesa, a precipitação ocorreu entre a tarde de quarta-feira (4) e a manhã desta quinta-feira (5), sendo a maior dos últimos 21 anos na cidade.

Segundo dados da Aesa, desde ontem choveu em 57 éreas monitoradas. Conforme os meteorologistas, a previsão é de que mais chuvas isoladas ocorram durante a tarde e noite em cidades do Cariri, Sertão e Alto Sertão.

Fonte



domingo, 16 de fevereiro de 2014

Monitoramento confirma déficit de água no solo no Agreste da Paraíba

16/02/2014 06h00 - Atualizado em 16/02/2014 06h00 

Estudo indica "vegetação submetida a condição de estresse hídrico".
Alto Sertão teve melhora devido a chuvas, mas quadro é preocupante.
 
Do G1 PB
 
NDVI monitora situação do solo paraibano (Foto: Reprodução/Insa)
NDVI monitora situação do solo paraibano (Foto: Reprodução/Insa)
Um monitoramento feito pelo Instituto Nacional do Semiárido (Insa) confirma a situação considerada como preocupante do solo no Agreste da Paraíba por conta da estiagem. De acordo com o trabalho feito pela instituição, numa escala que varia entre 0 e 1, o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) na maior parte da região é de 0,2. Isso significa que há registro de "vegetação sem folhas e submetida a condição de estresse hídrico por déficit de água no solo".
 
Especialistas advertem que o ÍNDVI permite perceber que o solo exposto tende a sofrer maior degradação. O índice se traduz por um indicador numérico, que varia, teoricamente, de 0 (referente à vegetação sem folha, submetida a condição de estresse hídrico por déficit de água no solo) a 1 (relativo à vegetação com folhas, sem restrições hídricas e na plenitude de suas funções metabólicas e fisiológicas).
 
Os dados mais recentes são do período entre os dias 21 e 26 de janeiro, quando o Alto Sertão do estado apresentou leve melhora devido às chuvas caídas no início do ano. O instituto explica que o NDVI permite não só mapear a vegetação, mas também medir sua quantidade e condição em uma determinada área.
 
O índice de vegetação varia ao longo do ano, de acordo com a influência do período chuvoso. O mapa acima ilustra os últimos dias do mês de janeiro deste ano. Quanto mais próximo do verde, entende-se que há uma maior cobertura vegetal, enquanto os tons avermelhados indicam maior exposição do solo, pois há menor vegetação e folhagem.
 
Segundo o pesquisador em Geoprocessamento do Insa, Anderson Maciel Lima de Medeiros, as "áreas onde o índice de vegetação é considerado baixo por longos períodos deixam o solo exposto e, por isso, tendem a sofrer uma maior degradação, o que prejudica a fertilidade do mesmo e terá consequências negativas na produção agrícola da região".
 
Apesar da leve melhora indicada pelo NDVI no Alto Sertão paraibano devido às chuvas recentes, a perspectiva não deixa de ser preocupante. "A situação preocupante na Paraíba se encontra na porção inserida no polígono do semiárido. Isso inclui 170 dos 223 municípios paraibanos. De acordo com os últimos dados, a que está em melhor situação seria o Alto Sertão, em virtude da ocorrência recente de chuvas. Mas deve-se notar que esta condição poderá variar com a continuidade ou não da precipitação pluviométrica", relata o pesquisador.
 
Os dados do NDVI são empregados em estudos desenvolvidos pelo Insa, como a modelagem climática e hidrológica; balanço de carbono, detecção de mudanças climáticas, estimativas de parâmetros da vegetação (cobertura vegetal, índice de área foliar); monitoramento do ciclo de crescimento de culturas, produtividade de plantações; monitoramento de secas; detecção de desmatamentos e avaliação de áreas queimadas, entre outras aplicações.
 
Reflorestamento na Paraíba
Para reduzir os impactos climáticos diagnosticados pelo monitoramento, o Insa atua com a produção de mudas para reflorestamento. Em 2013, foram produzidas 14.213 mil mudas de 10 espécies nativas e quatro exóticas. "Está sendo implantado um viveiro na estação experimental do instituto para produzir mudas destas espécies, com foco nas consideradas em vias de extinção ou raras, mas resistentes às condições do semiárido", concluiu Anderson Maciel.
Fonte

sábado, 1 de junho de 2013

Temperatura pode atingir 15ºC na PB

Chegada do inverno não representa aumento de chuvas, mas no Brejo e no Agreste o período coincide, deixando temperaturas amenas. 


 


O inverno está se aproximando e com ele dias mais frios. Em algumas regiões da Paraíba, como Agreste, Brejo e Litoral, as temperaturas tendem a cair cada vez mais. Segundo a meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), Marle Bandeira, o inverno começa às 2h40 do dia 21 de junho, mas em agosto, algumas cidades podem registrar temperaturas de 15 ºC.
 
A meteorologista explicou que as temperaturas são ainda mais amenas nas regiões do Brejo e Agreste, porque o período de inverno coincide com a estação chuvosa. “O mês mais chuvoso nessas regiões acontece em julho e a temperatura tende a cair ainda mais, podendo chegar a 15 ºC no mês de agosto em alguns municípios do Brejo, como Areia. Já em Campina Grande, a temperatura pode chegar a 16 ºC”, contou.
 
A especialista também afirmou que nas demais regiões do Estado, o período de chuvas está se encerrando. “É importante destacar que o inverno oficial não representa altos índices pluviométricos em todas as regiões da Paraíba. Muita gente ainda confunde inverno com chuva. No Alto Sertão, Sertão, Cariri e Curimataú acontece o inverso: as precipitações vão diminuindo gradualmente”, explicou.
 
Ela disse que as chuvas deste ano serão esparsas. De acordo com Marle, as temperaturas já começaram a cair. No Agreste, o registro é de máxima de 29 ºC e mínima de 19 ºC. “Isso é um alívio considerando que a cidade chegou a atingir até 34 ºC em dias mais quentes”, disse. Já no Brejo, a máxima é de 26 ºC e mínima de 16 ºC. No Litoral, as temperaturas variam entre 23 ºC e 30 ºC.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Aesa contesta estudo do Inmet

Meteorologistas da Aesa afirmam que estudo do Inmet não retrata a realidade paraibana, e que o estado deve registrar chuvas acima da média.





Apesar de um estudo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicar que as chuvas na região do semiárido nordestino devem ficar abaixo da média histórica este ano, meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) afirmam que o estudo não retrata a realidade paraibana e que o estado deve registrar chuvas acima da média, especialmente a partir de março, com a regularidade da ocorrência de chuvas em todas as regiões.

De acordo com o meteorologista Alexandre Magno, o estudo realizado pelo Inmet faz uma previsão geral, colocando nas mesmas condições Estados com períodos chuvosos diferenciados, o que leva a um equívoco sobre a previsão de chuvas em cada unidade da federação. “Cada Estado possui regiões com períodos chuvosos diferentes, então, a previsão falha porque coloca uma realidade para todos os estados como se fosse uma coisa só, mas não é”, disse.

Ele explicou que todos os estudos feitos pela Aesa mostram que a Paraíba vai ter melhoria na ocorrência de chuvas. “A perspectiva continua sendo de que, a partir de março, deve aumentar a regularidade das precipitações chuvosas e todas as regiões do estado vão ter seus totais chuvosos oscilando dentro da média histórica”, afirmou Alexandre Magno, acrescentando que, este ano, os índices de registro de chuvas em pontos estratégicos de cada região paraibana, mesmo com as chuvas ainda sendo irregulares, se mantém dentro da média.

Como exemplos, o meteorologista mencionou alguns dos índices alcançados do início do ano até agora nos principais pontos de verificação de cada região. “No Alto Sertão, tivemos 236,5 milímetros (mm) em Riacho dos Cavalos. Em Coremas, 148 mm; Alhandra, 194,1 mm; No Brejo, Bananeiras teve 122,2 mm; Matinhas, 118,9; Monteiro, 102,3 mm. Tudo dentro da média, e ressaltando que estamos apenas no primeiro mês do período chuvoso das regiões do Semiárido, Cariri e Sertão, e, no Litoral, o período chuvoso se inicia somente em abril”, salientou.

A meteorologista Marle Bandeira, que participou da divulgação do estudo do Inmetpor meio de vídeo-conferência, explicou que os resultados dos estudos são divulgados em forma de probabilidades. “As chances das chuvas ficarem abaixo do normal são de 40%. Já a perspectiva das precipitações permanecerem dentro do padrão normal, que é de 35%. Há ainda 25% de probabilidade de chover acima da média histórica”, informou.

O relatório foi elaborado para o setor Norte da região Nordeste que, no caso da Paraíba, abrange o Sertão, Cariri e Curimataú. “É importante destacar que não estamos falando da previsão para todo o nosso Estado. De modo geral, as outras regiões devem ter chuva dentro da média histórica, apenas no semiárido é que temos essa possibilidade de chover abaixo do normal”, destacou Marle Bandeira.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Condições do Atlântico Sul continuam ruins e previsão de seca no semiárido paraibano em 2013 segue mantida

23 de fevereiro de 2013, 20:01


De acordo com o físico e meteorologista Rodrigo Cézar Limeira, as condições térmicas do Oceano Atlântico Sul continuam desfavoráveis as chuvas no setor norte do nordeste, do qual faz parte o semiárido paraibano.

"Estamos nos aproximando do fim de Fevereiro, e as condições de temperaturas do Oceano Atlântico Sul na altura da costa nordestina continuam ruins, e isto está de acordo com as previsões que fiz e divulguei no início de Janeiro, 2013 será um ano de seca no interior da Paraíba, diz Rodrigo".

Atualmente na costa da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, as águas do Atlântico Sul continuam levemente aquecidas, com desvios que oscilam entre 0,5 °C e 1 °C acima de média, aquecimento que é insuficiente para provocar nas condições atuais chuvas no interior dos referidos estados.

Além disso, Rodrigo afirma que as oscilações no aquecimento continuam na costa do nordeste, ou seja, numa semana o Atlântico esquenta um pouco, na semana seguinte esfria, depois esquenta novamente e em seguida esfria, e esta situação é péssimo indicativo para as chuvas do cariri, sertão e alto-sertão da Paraíba.

Rodrigo disse que também é importante mencionar o fato do Oceano Atlântico Norte está mais quente que o Atlântico Sul nesta época do ano, quando deveria está ocorrendo o contrário, para favorecer boas chuvas aqui na região.

A conjuntura de acordo com Rodrigo Cézar Limeira é bem desfavorável e a seca deve se confirmar neste ano no semiárido paraibano.
 
Quanto as chuvas de Fevereiro, Rodrigo disse que não há mais previsão de chover neste mês, e que as mesmas ficaram abaixo da média conforme ele mesmo previu.

Relembre as previsões feitas pelo físico e meteorologista Rodrigo Cézar Limeira e que foram divulgadas no início de Janeiro:

Agora em 2013 a tendência é de chover pouco. As principais chuvadas na região ocorrerão nos meses de Janeiro e Fevereiro, sendo que devem ficar abaixo da média, e o trimestre Março, Abril e Maio deve ser muito ruim para chuvas na região, e toda a conjuntura muito semelhante a de 2012.

A prática da agricultura está descartada para a região este ano, e caso as chuvas não caíam num curto espaço de tempo, os reservatórios serão comprometidos. As chuvas deverão oscilar entre 50% e 70% abaixo da média neste ano nas microregiões do cariri, sertão e alto-sertão da Paraíba.

Rodrigo Cézar Limeira é formado em Física e em Meteorologia e tem Mestrado em Meteorologia. Atualmente é o físico responsável pelo Espaço Energia (museu de eletricidade da Energisa na cidade de Sousa – PB).


Patosonline.com
Informações de Rodrigo Cézar Limeira


 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fortes chuvas no Sertão enchem barragens e derrubam casas

18/02/2013 - 09:05 - Atualizado em 18/02/13 - 11:04
Em 72h choveu 65mm na cidade de Sousa

As chuvas que caíram na cidade de Catolé do Rocha causaram a queda de um muro e no desabamento de uma casa. O acidente quase resultou em uma tragédia, porém, os moradores da casa tiveram apenas alguns ferimentos.

Enquanto Maria de Fátima de Almeida, 49 anos, dormia com mais duas crianças, o muro da residência visinha, localizada na Rua Castelo Branco, no Bairro Sady Soares, desabou e caiu sobre a casa, destruindo metade do local.

“Eu dormia em uma rede armada na sala, em companhia de minha filha de criação, e uma neta, quando acordei por um forte barulho provocado pelo desabamento do telhado e paredes de minha residência. Abri os olhos e me deparei com os escombros por cima de mim, daí me levantei e fui ao encontro das crianças, que graças a Deus estão ilesos”, narrou a proprietária.


Sousa
Sousa
De acordo com informações não oficiais, nas últimas 72 horas choveu aproximadamente 65 mm na cidade de Sousa, com o registro de relâmpagos e trovões. O Corpo de Bombeiros informou que foram recebidas vários chamados alagamento de residências.

A forte chuva também atingiu também a Zona Rural do município. No sítio Caiçara dos Batistas, a barragem de “Caiçara” encheu. Segundo os agricultores, praticamente todos os açudes pequenos encheram e a barragem de Caiçara voltou a sangrar.

Apesar de ser motivo de alegria para os agricultores, a chuva causou alagamentos no bairro Sorrilândia III, fazendo com que a população fizesse um desvio para o escoamento da água no asfalto que liga o contorno da BR 230 ao aeroporto.

A Prefeitura Municipal, através da secretaria de infraestrutura, realizou uma ação voltada para o atendimento da comunidade. O prefeito André Gadelha determinou ajuda para a comunidade e um projeto de escoamento da água.

Volume açudes
De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (AESA), atualmente o açude de São Gonçalo está com 22,3% do volume total, o equivalente a 9.945.440m³, já o açude Engenheiro Ávidos (Boqueirão) em Cajazeiras, se encontra em situação de observação, pois está apenas com 15,7% do volume total, o equivalente a 40.119.200m³.

Previsão
De acordo com a meteorologista da AESA, Marli Bandeira, o mês de março será um período chuvoso. Entretanto, ela alerta que fenômenos climáticos conhecidos como El Niño e La Niña, que são imprevisíveis, podem prejudicar a chegada das águas. “Se tudo ocorrer bem, março será chuvoso nas regiões do Sertão, Alto Sertão, Curimataú e Cariri”, prevê Marli.

da Redação (com fotos e informações da Folha do Se
WSCOM Online




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Paraíba tem 11 açudes com capacidade abaixo do 5%, diz Aesa


13/02/2013 18h34 - Atualizado em 13/02/2013 18h34 

Segundo Aesa, o maior em estado crítico está situado em Jericó, no Sertão.
Previsão é de que período chuvoso se inicie em março.
 
Do G1 PB
 

 
Nem os maiores açudes, como o da Gamela, têm resistido à seca deste ano (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Segudo Aesa, 11 açudes da Paraía estão em
estado crítico (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Conforme levantamento da Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa), dos 121 açudes do estado que são monitorados, 11 estão com sua capacidade abaixo de 5%, considerados em situação crítica. Segundo Lucílio Vieira, gerente de monitoramento de mananciais da Aesa, outros 25 açudes que estão com cerca de 20% da capacidade estão sob observação, não sendo considerado estado crítico ainda. A previsão da Aesa é de que o período chuvoso no Sertão e Agreste se inicie nos meses de março e abril.

Ainda segundo Lucílio Vieira, o maior açude em estado crítico está situado no Município de Jericó, no Sertão paraibano. “O maior açude que se encontra entre os 11 em estado crítico é o Açude Carneiro, que possui capacidade para 31 milhões de metros cúbicos e se encontra com 1,1 milhão, que em termos percentuais dá 3,6% da capacidade”, explicou. Os açudes entram na fase de observação para que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) possa programar medidas emergenciais, como racionamento de água.
 
Segundo a meteorologista Marle Bandeira, a chuva costuma cair com mais frequência nas regiões do alto Sertão, Cariri e Curimataú nos meses de fevereiro e março. “Climatologicamente, os meses de março e abril tendem a ser os mais chuvosos. Então a tendência para essas regiões é de que ocorram chuvas mais homogeneas”, explicou. As condições oceânicas detectadas no início de 2013 são mais favoráveis que as encontradas pela Aesa no início do 2012.
 
Segundo Lucílio Vieira, o nível dos mananciais paraibanos no início deste ano eram esperados pelos metereologistas devido às poucas chuvas em 2012. “Devido ao ano seco que tivemos em 2012, entedemos que o nível dos açudes é considerado normal. Mas como a previsão de que o período chuvoso no Sertão e no Agreste inicie neste mês de março, a tendência é que boa parte dos açudes em observação sejam reabastecidos”, completou. Dos 121 açudes monitorados, 77 deles estão com nível acima dos 20% da capacidade.

Fonte

sábado, 19 de janeiro de 2013

Vórtice Ciclônico continuará provocando chuvas no sertão da Paraíba no final de Janeiro

19 de janeiro de 2013, 20:51

 
De acordo com prognósticos realizados pelo fisico e meteorologista Rodrigo Cézar Limeira, chuvas isoladas deverão continuar atingindo o sertão e alto-sertão da Paraíba nos próximos dias, pois um novo Vórtice Ciclônico de Altos Níveis, que está atuando sobre o nordeste na altura da costa da Bahia deve contribuir para provocar chuvas no interior do estado. O fenômeno é comum esta época do ano, e está recebendo umidade de uma ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul), que é um canal de umidade que se estende da Amazonia até o interior da Bahia.

Dessa forma, deve ocorrer elevação da umidade do ar e chuvas isoladas entre os dias 21 e 25 de Janeiro, de acordo com as estimativas realizadas por Rodrigo Cézar Limeira.


CENÁRIO ATUAL DO OCEANO ATLÂNTICO SUL NA COSTA DO NORDESTE

O fisico Rodrigo Cézar Limeira disse que entre os dias 08 e 19 de Janeiro o cenário para a estação chuvosa do setor norte do nordeste melhorou um pouco, mas que a situação continua preocupante principalemente pelo fato do Oceano Atlântico Sul está aquecendo um pouco na costa da Paraíba, Pernambuco e R. Grande do Norte, antes de esquentar na costa do Pará e Amapá, ou seja, o correto é o aquecimento ocorrer de norte para sul no Atlântico, e está ocorrendo o contrário.

Rodrigo disse que o aquecimento é leve (entre 0,5 °C e 1 °C), e mostra a bagunça em que se encontra o Oceano Atlântico Sul neste momento. Rodrigo também afirmou que este aquecimento surgiu de repente, entre os dias 16 e 17 deste mês, e representa muito pouco em termos de melhora para as chuvas deste ano na região.

Rodrigo também informou que mantém a previsão que já fez para a estação chuvosa deste ano no semiárido da Paraíba, a qual foi divulgada no início deste mês.

  • Chuvas no cariri, sertão e alto-sertão do estado deverão oscilar entre 50% e 70% abaixo da média. Em Patos por exemplo chove em média 600 mm de Fevereiro a Maio, este ano deve chover entre 180 mm e 300 mm;
  • O semiárido do estado em 2013 não terá estação chuvosa, ou seja, terá apenas chuvadas principalmente em janeiro e fevereiro;
  • A prática da agricultura em 2013 está descartada para o semiárido do estado devido a irregularidade e ausência de chuvas na região;
  • 2013 também será ano muito ruim para armazenamento de água nos reservatórios, caso as chuvas não caíam num curto espaço de tempo;
  • 2013 também será ano ruim para pastagens dévido também em alguns momentos a ausência de chuvas.

Rodrigo Cézar Limeira é formado em Física e em Meteorologia e tem Mestrado em Meteorologia. Atualmente é o físico responsável pelo Espaço Energia (museu de eletricidade da Energisa na cidade de Sousa – PB).


 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

População denuncia descaso no Sertão com a água sendo usada para irrigação

Assessoria

A população do Município de Cajazeiras e região do Alto Sertão da Paraíba continua bastante preocupada com os volumes baixíssimos dos principais açudes que estão em situação muito críticas, mas mesmo assim, a água de alguns desses reservatórios que deveria ser destinada para o consumo humano e animal ainda continua sendo utilizada para a produção agrícola, com projetos de irrigação por inundação.

A população tem reclamado, porém nenhuma providência tem sido tomada por parte dos responsáveis dos órgãos de controle dos reservatórios, o que é um verdadeiro absurdo, em razão da situação bastante grave.

Em Cajazeiras há dois reservatórios que servem à população. O Engenheiro Ávidos com capacidade para 255.000.000 milhões de metros cúbicos encontra-se com apenas 44.617.365 milhões de metros cúbicos, ou seja, 17,5% de sua capacidade, de acordo com medição da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa), no último dia 24 de dezembro de 2012.

O Açude Lagoa do Arroz com capacidade para 80.220.750 milhões de metros cúbicos está com apenas 19.550.950 milhões de metros cúbicos, isto é 24,4% da capacidade, segundo levantamento realizado em 03 de janeiro de 2013.

Vale salientar que, em anos de muita chuva, o DNOCS, por medida de segurança, não permite que o Açude de Boqueirão encha.

A Imprensa, a exemplo do Correio da Paraíba tem denunciado a situação, mas até agora, nenhuma medida concreta tem sido adotada por quem de direito.

Confira no site do Governo estadual no link a seguir toda a realidade dos reservatórios de água do Estado http://site2.aesa.pb.gov.br/aesa/volumesAcudes.do?metodo=preparaUltimosVolumesPorMunicipio

Hoje a Paraíba enfrenta a maior seca dos últimos 30 anos e, de acordo com levantamento feito pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa), dos 121 açudes monitorados pelo órgão, 10 reservatórios estão secos ou quase secos na Paraíba.

A estiagem, que castiga quatro das cinco regiões do Estado, já deixou 22,3% desses reservatórios com, no máximo, 20% de sua capacidade total. Em dez deles, segundo a Agência, o acumulado é menor de 5% e a situação é considerada crítica.

Fonte



domingo, 2 de dezembro de 2012

Aesa prevê chuvas pontuais para as próximas semanas na Paraíba

02/12/2012 - 16:29

Agência ainda prevê o Estado da Paraíba sofra menos com os efeitos da seca em 2013


A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) informou que a previsão do tempo para as próximas semanas é de chuvas pontuais no Alto Sertão e que a umidade do ar na região vem melhorando.
 
Ainda segundo a Aesa, para o ano que vem a previsão fica por conta de uma seca mais amena, em comparação a que castigou o estado no inicio deste ano.
 
As taxas de umidade do ar no sertão, que chegaram a 11% no início do mês, começam a dar sinais de melhora. Na tarde de ontem (27), segundo o 3° distrito de Recife, no período de menor umidade, as cidades do Sertão e do Cariri tiveram as taxas de umidade oscilando entre 27% em Patos, 35% em Sousa, passando pelos 32% na cidade de Monteiro.
 
As altas temperaturas no sertão paraibano são consideradas normais para esta época do ano, segundo a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira. “Em outubro nós registramos 39 ºC em Patos. A tendência é de que até o final do ano tenhamos muito calor naquela região", conforme Marle.
 
As previsões para chuvas e planos de meteorologia para o ano de 2013 serão definidas no planejamento da Aesa que ocorrerá nos dias 17, 18 e 19 do próximo mês conforme indica a meteorologista.


Assessoria/AESA


 

sábado, 24 de novembro de 2012

Paraibanos passam fome e racionam água por causa de seca no Sertão


23/11/2012 07h30 - Atualizado em 23/11/2012 12h45

G1 viajou 1,5 mil km no Sertão e encontrou paraibanos com fome e sede.
Nordeste sofre com uma das piores secas dos últimos 30 anos.


Taiguara Rangel  

Do G1 PB 


Dona Deló (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Dona Deló é uma dos dois milhões de paraibanos que racionam água para
poder sobreviver (Foto: Taiguara Rangel/G1)

As regiões do Cariri, Curimataú e Sertão da Paraíba são as mais afetadas pela seca que atinge o estado e registraram 62% abaixo da média histórica no seu período chuvoso, que é de 1.880 milímetros no somatório das três regiões. Entre fevereiro e maio, a análise da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB) constatou que o Alto Sertão ficou 48,6% abaixo da média, o Cariri/Curimataú registrou menos 78,9% e o Sertão com 58,7% inferior ao índice histórico de chuvas.

O homem e o gado lutam pela sobrevivência em uma das secas mais rigorosas dos últimos 30 anos na Paraíba, segundo os agricultores. Os cadáveres e ossadas dos bichos mortos de fome e sede acumulados nas estradas chegam a formar cemitérios de animais a céu aberto no Sertão do estado. Quase dois milhões de paraibanos sofrem com a falta de comida e o racionamento de água e muitas vezes tiram do próprio sustento para a sobrevivência dos animais.

Este é um dos retratos da seca que afeta os nordestinos. Na zona rural de Monteiro, no Cariri do estado, a agricultora Helena Deodato da Silva mora há mais de 40 anos no sítio Várzea Limpa. 'Dona Deló', como é mais conhecida na região, tem 77 anos e sobrevive graças à ajuda de vizinhos. Com o que resta de esperança, ela aguarda a chegada chuva.
 
A torturante rotina da idosa se estende desde o início do ano. A plantação está deserta onde antes havia apenas alguns pés de palma. “Seca igual a essa eu nunca enfrentei, porque antes tinha pelo menos algo para dar aos bichos. A última chuva na região foi em fevereiro, de lá para cá nem um pingo caiu. Por isso a gente não tem mais nem palma sobrevivendo nesse sol e nem consegue plantar nada porque não dá. Os vizinhos de vez em quando me ajudam. Me deram esse mandacaru, estou capinando ele para retirar os espinhos e dar ao gado”, contou a agricultora.

Dona Deló (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Apesar dos espinhos do Mandacaru, Dona Deló agradece o
cactáceo oferecido por vizinhos  (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Seus animais estão morrendo lentamente, três já se foram somente nos últimos meses, e em seu terreno não nasce mais nada que possa servir de ração para o gado. “Tenho que ter esperança de chuva. Se não escapar dessa vez, minha vida termina por aqui. Não vou sair da minha terra. Só saio direto para o cemitério”, garantiu.
 
O G1 viajou 1,5 mil quilômetros cortando o interior da Paraíba, percorreu 7 cidades e acompanhou o sofrimento de paraibanos que enfrentam a seca vivenciada por habitantes dos 195 municípios que estão há quase um ano em situação de emergência, devido à estiagem.

Criadores esperam até três meses para conseguir uma única saca de ração para o gado nos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a superintendência do órgão, existe uma conjuntura de dificuldade em âmbito nacional que dificulta o socorro aos agricultores e o racionamento de grãos não tem previsão de fim. Enquanto a maioria convive com a escassez das chuvas, o açude de Coremas, maior reservatório de água do estado, esvazia sua capacidade e está de comportas abertas para o abastecimento do Rio Grande do Norte, segundo o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs).

Animais aproveitam o resto de água que ainda há em alguns barreiros (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Animais aproveitam o resto de água que ainda há em
alguns barreiros (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Poços artesianos, raros açudes particulares já enlameados e carros-pipa ajudam a abastecer as comunidades. No solo ressecado, nem mesmo a palma forrageira, planta cáctea que se desenvolve na mais rigorosa das secas, está sobrevivendo. Com a falta de chuvas, agricultores na região de Patos estão dando ao gado para beber água de esgoto, oriunda do Rio Espinharas.
 
Manoel Tavares costuma dividir a água de seu açude, mas agora a seca ameaça até a ele (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Manoel Tavares costuma dividir a água de seu açude,
mas agora a seca ameaça até a ele
(Foto: Taiguara Rangel/G1)
Na zona rural de Conceição, no Sertão paraibano, pequenos açudes particulares garantem a subistência de 18 mil habitantes. “Todo mundo em Conceição vem buscar água no meu açude. Já secou muito e não tem outros. Vou esperar até o fim do mês ajudando porque gosto de todos, mas não ganho nada com isso. Quase não tem mais água nem para minha família e não vou deixar que continuem pegando água até que chova de novo, não posso fazer nada”, disse o agricutor Manoel Tavares de Menezes, de 78 anos, morador do sítio Lagoa Nova.

Um dos açudes que abastece o município de Monteiro, no Cariri do estado, está com apenas 1,6% da sua capacidade. “Esse açude só sangrou em 1986, no ano em que eu nasci. Até semanas atrás ainda vinha carro-pipa buscar água, mas agora só tem lama e ninguém tira mais nada”, agricultor Ricardo Gonçalves, 26 anos, sobre o reservatório.

Meteorologia
De acordo com a Aesa-PB, as regiões do Cariri, Curimataú e Sertão do estado são as mais castigadas pela estiagem. As chuvas registradas de fevereiro a maio foram 62% abaixo da média histórica. “Entre fevereiro e maio, a análise constatou que o Alto Sertão ficou 48,6% abaixo da média, o Cariri/Curimataú ficou 78,9% abaixo e o Sertão com 58,7% inferior ao índice histórico”, afirmou a meteorologista Marle Bandeira.

A fraca precipitação pluviométrica é comparada à intensa seca registrada em 1998, quando o clima paraibano foi afetado pelo fenômeno 'El Niño' e foi registrado 70% abaixo da média histórica. “As condições eram diferentes. Em 2012, foram as condições do oceano Atlântico Sul que estava com águas mais frias que a média. Com isso houve o desvio negativo de chuvas”, pontuou a especialista. Em dezembro a Aesa realiza reunião onde irá elaborar previsão climática para 2013.


 

domingo, 11 de novembro de 2012

Na Paraíba, 70% da população vive em situação de emergência por causa da seca

11/11/2012 - 10:40 

Famílias caminham 5 km para buscar água em jumentos. Governador pede ajuda à União para minimizar efeitos da seca


A seca prolongada já afeta 2,3 milhões de paraibanos, cerca de 70% da população em 198 dos 223 municípios do Estado. São famílias que enfrentam os efeitos da estiagem, como a fome, a sede e a perda do rebanho, há mais de três meses. Os 122 açudes monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) já perderam 2,1 bilhões de metros cúbicos de água - a capacidade total é de 3,9 bilhões. As cidades mais prejudicadas são Triunfo, no Alto Sertão, e Cabaceiras, na região do Cariri, onde já falta água há um mês.

"Nos próximos 180 dias, vamos continuar com os carros-pipa, a recuperação de 486 poços e fornecimento de ração", afirma o secretário estadual de Infraestrutura, Efraim Morais, que coordena o Comitê Integrado de Enfrentamento à Estiagem. "A situação é crítica. Começamos a perder a água dos mananciais e fica cada vez mais distante buscar e distribuir. Doze cidades já racionam água para evitar o colapso", diz.

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, prorrogou na terça-feira passada os decretos de situação de emergência de 170 cidades por mais 180 dias. As outras 28 cidades terão os decretos prorrogados no dia 26 deste mês. Segundo Morais, o governo já pediu mais R$ 32 milhões para mais 180 dias de estiagem ao governo federal, além dos R$ 10 milhões já liberados para os últimos 90 dias de seca.

Em Pedra Branca, a 480 km de João Pessoa, famílias caminham mais de 5 km para buscar água com jumentos. A cidade tem apenas 4 mil habitantes e fica no Vale do Piancó, no Polígono da Seca, formado por 23 municípios.

O agricultor Sebastião Silva já perdeu as cabras que tinha e é um dos que usam o jumento. "É uma situação difícil, não temos ajuda", reclama.

Fé e protesto. O padre da cidade, Djacy Brasileiro, tem celebrado missas de protesto dentro de barragens para alertar sobre a situação crítica. "Vi muito gado morrer e muita gente desesperada. A situação é dramática e existe morosidade por parte dos governos", diz o sacerdote.

No total, 684 carros-pipa abastecem áreas urbanas e rurais na Paraíba - 239 são do Estado e 445 do Exército. De acordo com o governo, a Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais (CDRM) perfurou neste ano 169 poços. A Companhia de Água e Esgotos precisou racionar a oferta de água em 15 cidades e nove distritos.

O Programa Nacional de Agricultura Familiar liberou R$ 18 milhões para o Estado. Segundo a Secretaria Executiva de Agricultura Familiar, o dinheiro já foi repassado aos produtores.

Prejuízo. A perda chega a 40% do rebanho animal e a 90% da safra agrícola, de acordo com o governo. A falta de chuva afeta cerca de 60 mil produtores e causa prejuízos. Alimentos e água tiveram quase 50% de aumento nas áreas de seca.
Estadão

Fonte

domingo, 21 de outubro de 2012

Seca afeta 195 municípios da PB e 2 cidades vão ter racionamento de água

20/10/2012 06h35 - Atualizado em 20/10/2012 06h35

Em maio, governo decretou situação de emergência em 195 municípios.
No Cariri e Curimataú choveu 58,74% abaixo da média esperada.


Do G1 PB
 
Falta de água tem matado animais e maltratado as pessoas na Paraíba (Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)
Falta de água tem matado animais no interior
e maltratado as pessoas na Paraíba
(Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)

Pelo menos 87,44% dos municípios paraibanos estão sendo atingidos pela estiagem. Em maio deste ano, o governo decretou situação de emergência em 195 dos 223 municípios da Paraíba e medidas como o racionamento de água e abastecimento com carros-pipa já foram adotadas. Os meteorologistas afirmam que as regiões mais afetadas são Cariri, Curimataú, Sertão e Alto Sertão. No período que deveria chover mais no Cariri e Curimataú, choveu 58,74% abaixo da média esperada.

De acordo com a Defesa Civil da Paraíba, a lista de cidades em situação de emergência por causa da seca deve deve ser atualizada em novembro, quando se encerram os prazos do decreto e as prefeituras apresentarem dados sobre as situações nos municípios.

Marle Bandeira, meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), explicou que entre os meses de fevereiro e maio, considerado o período mais chuvoso em algumas regiões do estado, foi registrado um saldo negativo em diversos municípios paraibanos. No Alto Sertão, era esperado uma média de 653,2 mm, mas choveu apenas 336 mm. Ou seja, 48,6% abaixo do esperado para o período considerado o mais chuvoso.
 
Já no Sertão, a média para o período era de 603,5mm, mas choveu apenas 249,1mm, que foi 58,74% do esperado. A região que foi mais afetada pela estiagem entre fevereiro e maio foi o Cariri e Curimataú. Os meteorologistas aguardavam uma média de 356,1mm, mas o registrado foi 75,2%, ou seja, 78,9% abaixo da média esperada para o período. Em Patos, no Sertão da Paraíba, a Aesa registrou uma das temperaturas mais altas, 36º C.

A situação é crítica no Alto Sertão da Paraíba, de acordo com o Secretário de Agricultura de Catolé do Rocha. É necessário percorrer 60km para buscar água em um açude em São José do Brejo do Cruz. A adutora que leva água do rio Piranhas, abastecendo os 28 mil habitantes do município, está passando por racionamento e quase todo o fornecimento na zona urbana e zona rural vem sendo feito através de carros-pipa.

“Desde julho o abastecimento está apertado por causa do racionamento. Estamos buscando a solução no Açude do Baião, distante mais de 60km de Catolé do Rocha. Escolas, unidades do Programa Saúde da Família (PSF) e até o presídio estão sofrendo com a situação. Está crítico”, afirmou o secretário Adjailson de Almeida Silva.
De acordo com a assessoria de imprensa da Defesa Civil da Paraíba, as regiões afetadas pela seca estão sendo assistidas tanto pelo governo Estadual quanto o Federal. Carros-pipa estão abastecendo os moradores da região. Equipes estão realizando a recuperação de poços artesianos e ração está sendo distribuídas para os animais, que também sofrem com a estiagem.

Causa
Marle Bandeira explicou que a falta de chuva no interior do estado foi provocado pelas baixas temperaturas registradas nas águas do oceano atlântico. “As águas superficiais do oceano estavam com as temperaturas mais baixas que o normal e isso contribuiu para a não ocorrência de chuva em toda Paraíba. Por conta das baixas temperaturas, não foi possível ocorrer a formação de nuvens para levar chuva para os municípios paraibanos”, explicou Marle Bandeira.

A previsão para os próximos dias é de variação de nuvens no Curimataú e Sertão. Para o Litoral, Brejo e Agreste, a previsão é de chuvas espaças.

Racionamento
Por conta a estiagem, a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) informou nesta sexta-feira (19) que as cidades de Remígio e Esperança, e os distritos de Lagoa do Mato, São Miguel e Cepilho, todas localizadas no Agreste paraibano, devem adotar um sistema de racionamento de água.

Conforme notícia divulgada nos perfis de redes sociais da Cagepa, o racionamento se deve ao baixo volume de água armazenada no Açude Vaca Brava, responsável pelo abastecimento das cidades que vão precisar racionar água. Os municípios de Remígio e Esperança estão localizados na microrregião paraibana do Curimataú, uma das mais afetadas pela estiagem no estado.

Combate a seca
Entre as ações do Comitê de Combate a Estiagem, estão a entrega de cerca de 7 mil cestas básicas do Ministério do Desenvolvimento Humano Nacional, recuperação de poços artesianos e Operação Carro Pipa. O Exército Brasileiro fez 293.678 atendimentos à população de 107 municípios.

A Secretaria de Infraestrutura do Estado em parceria com o Ministério da Integração Nacional atenderam 93 municípios com 222 carros-pipa. Além de distribuírem 19 mil toneladas de ração animal em 20 pólos de atendimento, que atendem mais de 20.000 produtores em 50 municípios.


 

Seca afeta 195 municípios da PB e 2 cidades vão ter racionamento de água

20/10/2012 06h35 - Atualizado em 20/10/2012 06h35 

Em maio, governo decretou situação de emergência em 195 municípios. 
No Cariri e Curimataú choveu 58,74% abaixo da média esperada.

Do G1 PB 

Falta de água tem matado animais e maltratado as pessoas na Paraíba (Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)
Falta de água tem matado animais no interior e
maltratado as pessoas na Paraíba
(Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)
Pelo menos 87,44% dos municípios paraibanos estão sendo atingidos pela estiagem. Em maio deste ano, o governo decretou situação de emergência em 195 dos 223 municípios da Paraíba e medidas como o racionamento de água e abastecimento com carros-pipa já foram adotadas. Os meteorologistas afirmam que as regiões mais afetadas são Cariri, Curimataú, Sertão e Alto Sertão. No período que deveria chover mais no Cariri e Curimataú, choveu 58,74% abaixo da média esperada.

De acordo com a Defesa Civil da Paraíba, a lista de cidades em situação de emergência por causa da seca deve deve ser atualizada em novembro, quando se encerram os prazos do decreto e as prefeituras apresentarem dados sobre as situações nos municípios.

Marle Bandeira, meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), explicou que entre os meses de fevereiro e maio, considerado o período mais chuvoso em algumas regiões do estado, foi registrado um saldo negativo em diversos municípios paraibanos. No Alto Sertão, era esperado uma média de 653,2 mm, mas choveu apenas 336 mm. Ou seja, 48,6% abaixo do esperado para o período considerado o mais chuvoso.
 
Já no Sertão, a média para o período era de 603,5mm, mas choveu apenas 249,1 mm, que foi 58,74% do esperado. A região que foi mais afetada pela estiagem entre fevereiro e maio foi o Cariri e Curimataú. Os meteorologistas aguardavam uma média de 356,1mm, mas o registrado foi 75,2%, ou seja, 78,9% abaixo da média esperada para o período. Em Patos, no Sertão da Paraíba, a Aesa registrou uma das temperaturas mais altas, 36º C.

A situação é crítica no Alto Sertão da Paraíba, de acordo com o Secretário de Agricultura de Catolé do Rocha. É necessário percorrer 60km para buscar água em um açude em São José do Brejo do Cruz. A adutora que leva água do rio Piranhas, abastecendo os 28 mil habitantes do município, está passando por racionamento e quase todo o fornecimento na zona urbana e zona rural vem sendo feito através de carros-pipa.

“Desde julho o abastecimento está apertado por causa do racionamento. Estamos buscando a solução no Açude do Baião, distante mais de 60km de Catolé do Rocha. Escolas, unidades do Programa Saúde da Família (PSF) e até o presídio estão sofrendo com a situação. Está crítico”, afirmou o secretário Adjailson de Almeida Silva.

De acordo com a assessoria de imprensa da Defesa Civil da Paraíba, as regiões afetadas pela seca estão sendo assistidas tanto pelo governo Estadual quanto o Federal. Carros-pipa estão abastecendo os moradores da região. Equipes estão realizando a recuperação de poços artesianos e ração está sendo distribuídas para os animais, que também sofrem com a estiagem.

Causa
Marle Bandeira explicou que a falta de chuva no interior do estado foi provocado pelas baixas temperaturas registradas nas águas do oceano atlântico. “As águas superficiais do oceano estavam com as temperaturas mais baixas que o normal e isso contribuiu para a não ocorrência de chuva em toda Paraíba. Por conta das baixas temperaturas, não foi possível ocorrer a formação de nuvens para levar chuva para os municípios paraibanos”, explicou Marle Bandeira.

A previsão para os próximos dias é de variação de nuvens no Curimataú e Sertão. Para o Litoral, Brejo e Agreste, a previsão é de chuvas espaças.

Racionamento
Por conta a estiagem, a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) informou nesta sexta-feira (19) que as cidades de Remígio e Esperança, e os distritos de Lagoa do Mato, São Miguel e Cepilho, todas localizadas no Agreste paraibano, devem adotar um sistema de racionamento de água.

Conforme notícia divulgada nos perfis de redes sociais da Cagepa, o racionamento se deve ao baixo volume de água armazenada no Açude Vaca Brava, responsável pelo abastecimento das cidades que vão precisar racionar água. Os municípios de Remígio e Esperança estão localizados na microrregião paraibana do Curimataú, uma das mais afetadas pela estiagem no estado.

Combate a seca
Entre as ações do Comitê de Combate a Estiagem, estão a entrega de cerca de 7 mil cestas básicas do Ministério do Desenvolvimento Humano Nacional, recuperação de poços artesianos e Operação Carro Pipa. O Exército Brasileiro fez 293.678 atendimentos à população de 107 municípios.

A Secretaria de Infraestrutura do Estado em parceria com o Ministério da Integração Nacional atenderam 93 municípios com 222 carros-pipa. Além de distribuírem 19 mil toneladas de ração animal em 20 pólos de atendimento, que atendem mais de 20.000 produtores em 50 municípios.