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quarta-feira, 29 de maio de 2013

'Cidade Expressa' debate mobilidade urbana em Campina Grande

29/05/2013 11h35 - Atualizado em 29/05/2013 18h15

Seminário acontecerá no dia 7 de junho, no Teatro da Facisa.
Região metropolitana de Campina Grande foi criada em 2009.
 
Do G1 PB
 
 
Vice-governador Rômulo Gouveia compareceu à abertura do 'Cidade Expressa' (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Vice-governador Rômulo Gouveia compareceu à abertura do
'Cidade Expressa' (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Uma solenidade de abertura nesta quarta-feira (29) marcou o início do seminário 'Cidade Expressa' em Campina Grande. O debate visa despertar a atenção para a mobilidade urbana e concretização da região metropolitana de Campina Grande. O evento acontece no próximo dia 7 de junho, no Teatro da Facisa.



O lançamento do seminário aconteceu na sede da Associação Comercial de Campina Grande (ACCG) e contou com a presença do vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia, do secretário de de Planejamento de Campina Grande, Marcio Caniello, do consultor em cooperativismo e desenvolvimento regional Rosalvo Meneses Filho e do superintendente da Rede Paraíba de Comunicação, Guilherme Lima, além da presença de empresários e pesquisadores do tema.

Para o vice-governador, a importância da região metropolitana e do debate em torno da mobilidade urbana passam pela própria preponderância de Campina Grande enquanto entreposto comercial da Paraíba. "É um esforço importante para a geração de emprego e renda. Fico muito feliz pelo compromisso firmado pela nossa cidade. O desenvolvimento da Paraíba passa muito por Campina Grande e precisamos descobrir novos ciclos para alavancar o crescimento da cidade", afirmou Rômulo Gouveia.
 
Segundo o superintendente da Rede Paraíba de Comunicação, Guilherme Lima, "será prestado todo apoio e adesão do grupo na divulgação das propostas. Campina Grande é uma cidade que precisa dessa discussão em torno da mobilidade". De acordo com o consultor da ACCG, Rosalvo Meneses Filho, é importante que a Região Metropolitana de Campina Grande, criada através da Lei Complementar 92/2009, saia do papel. "Precisamos que se torne instrumento de ação, pensando os problemas que já se acumulam para resolver em um futuro próximo", alegou.
 
O secretário de Planejamento de Campina Grande, Marcio Caniello, afirmou que a Prefeitura vem tomando medidas que possam ajudar a sanar os problemas de mobilidade e implementar definitivamente a Região Metropolitana. "Queremos parabenizar a iniciativa. Precisamos discutir planos para que o crescimento de Campina Grande não se transforme em transtorno", disse.
 
No próximo dia 7 de junho, a programação contará, dentre os vários debates, com a palestra do ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro, o pernambucano doutor em engenharia do transporte Osvaldo Lima Neto, o potiguar doutor em arquitetura Ruskin Freitas, o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Helvio Polito Lopes Filho, o vice-presidente do Fórum Nacional das Regiões Metropolitanas, Luciano Pinto, e o secretário de Planejamento da Paraíba, Gustavo Nogueira.

A Paraíba tem 11 regiões metropolitanas regulamentadas por leis: Araruna, Cajazeiras, Esperança, Itabaiana, Guarabira, Vale do Piancó, Sousa, Mamanguape, Patos, João Pessoa e Campina Grande.
 
Seminário Cidade Expressa
Data: sexta-feira (7)
Horário: 8h
Local: Teatro da Facisa

Fonte

 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Açudes estão com 36% do volume e 10 estão em colapso na Paraíba

12/01/2013 12h13 - Atualizado em 12/01/2013 12h13

Segundo Aesa, 10 reservatórios estão impedidos de abastecer população.
Volume baixo é comparado aos índices registrados na seca de 1998.
 
Do G1 PB
 
 
Açude de Coremas é o maior reservatório hídrico da Paraíba (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude de Coremas, maior reservatório da PB, está com 43,7%
da capacidade (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Os 122 reservatórios hídricos da Paraíba estão com 36,42% de sua capacidade, que é de 3,9 bilhões de metros cúbicos de água. Dez açudes da Paraíba estão em colapso, apresentando volume abaixo de 5%, considerado crítico pela gerência de bacias hidrográficas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa). A situação dos reservatórios é comparada pelo órgão à seca enfrentada em 1998.
 
O racionamento no abastecimento de água atinge 13 cidades (Riachão, Monte Horebe, Alagoa Grande, Pilões, Nova Palmeira, Dona Inês, Campo de Santana, Araruna, Esperança, Remígio, Bananeiras, Solânea e Cacimba de Dentro) e 10 distritos paraibanos, segundo a assessoria de comunicação da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), nas regiões do Agreste e Semi-Árido do estado.
 
De acordo com o gerente de bacias Lucílio dos Santos Vieira, o atual volume dos mananciais na Paraíba é semelhante à seca registrada na Paraíba em 1998. "Os açudes em situação crítica estão em colapso, pois não atendem mais à população e estão com volume insuficiente", afirmou.
 
Os últimos índices pluviométricos registrados no estado não devem possibilitar nenhuma recuperação destes reservatórios hídricos, segundo a Aesa. "As últimas chuvas foram insuficientes para refletir nos açudes, pois são concentradas e de baixa intensidade. Isso porque a água tem primeiro que chegar no leito do rio, que já está muito seco, depois é que chega ao açude. Somente quando houver intensidade de chuvas é que deve se refletir nos volumes dos reservatórios. A gente compara este volume à seca de 1998", explicou Lucílio dos Santos Vieira.

Meteorologista Marle Bandeira aponta estudo climático da Aesa (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Meteorologista Marle Bandeira aponta estudo
climático da Aesa (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Segundo o relatório da reunião de previsão climática da Aesa, realizada em dezembro do ano passado, a seca deve continuar assolando a Paraíba neste início de ano. O orgão acredita que haverá escassez de chuvas até fevereiro e a partir do início de março deverá voltar a ser registrado um índice pluviométrico regular. Os meteorologistas acreditam ainda que o ano terá condições climáticas um pouco melhores que 2012 e preveem o início das chuvas a partir de março.

Em situação crítica
Teixeira - Açude Bastiana 3,0%
Barra de São Miguel - Açude Bichinho 4,2%
Cachoeira dos Índios - Açude Cachoeira da Vaca 2,5%
São João do Rio do Peixe - Açude Chupadouro 1,8%
Ouro Velho - Açude Ouro Velho 1,7%
Prata - Açude Prata II 4,3%
Teixeira - Açude Sabonete 2,8%
Monteiro - Açude Serrote 1,6%
Teixeira - Açude São Francisco II 0,6%
São José do Sabugi - Açude São José IV 0,0%

  
Mesmo com a água se tornando lama, sertanejo ainda tenta a sorte em pescaria (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude da Gamela, que abastece o Município de Triunfo,
está em colapso. (Foto: Taiguara Rangel/G1)



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