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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Criança de 7 anos morre após comer fruta encontrada em lixão na Paraíba

16/11/2014 20h12 - Atualizado em 17/11/2014 10h51 

Dois irmãos da vítima estão na UPA de Guarabira em observação.
Irmãos teriam comido alimentos do lixão em Alagoinha, no Brejo da Paraíba. 

Wagner Lima Do G1 PB




Uma criança de 7 anos morreu e os dois irmãos, de 6 e 10 anos, estão em observação na UPA de Guarabira, a 105km da capital, com suspeita de envenamento por terem ingerido alimentos em um lixão de Alagoinha, a 13,9km de Guarabira, segundo o Serviço Social da unidade. Uma das vítimas, de 10 anos, seria transferida para o Hospital de Emergência e Trauma, em João Pessoa, após apresentar uma piora. 

Por volta das 11h (horário local) deste domingo (16), a primeira criança deu entrada na UPA de Guarabira, mas sem responder aos estímulos da equipe médica, segundo a assistente social da unidade, Andreia Bernardino. Minutos depois, os outros dois irmãos da vítima chegaram apresentando os mesmos sintomas, incluindo os vômitos. Eles passaram por lavagem estomacal, sonda e foram medicados.

A criança de 10 anos seria transferida ainda neste domingo para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa porque continuava vomitando. A regulação foi confirmada e só dependia de uma unidade avançada para a transferência, acompanhada por um médico.

Os pais relataram, segundo o Serviço Social da UPA, que as crianças foram ao lixão para pegar madeira para a casa de taipa em que moram. No lixão, eles comeram laranjas jogadas no lixo e, em seguida, começaram a passar mal.

Por conta do caso, a Polícia Militar fez um Boletim de Ocorrência registrando o caso. O pai das crianças esteve na Central de Polícia de Guarabira e conversou com o delegado plantonista, Fábio Facciollo. Segundo o agente da Polícia Civil, Luiz Otávio Negromonte Lopes, na segunda-feira (17), o delegado enviará a queixa prestada no Boletim de Ocorrência para a Delegacia de Alagoinha, que deverá abrir inquérito para apurar o caso.

Proibição dos lixões
Os lixões a céu aberto são proibidos desde o dia 2 de agosto deste ano. A proibição faz parte das regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sanciada em 2 de agosto de 2010. Além da extinção dos lixões, a Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê a implantação da reciclagem, reuso, compostagem, tratamento do lixo e coleta seletiva nos municípios. Na Câmara Federal há propostas de prorrogar o prazo para que os prefeitos não sejam penalizados criminalmente por descumprimento à lei, o que exigiria recursos para a implantação de aterros.


 

Criança intoxicada após comer fruta de lixão recebe alta médica na Paraíba

17/11/2014 12h12 - Atualizado em 17/11/2014 12h12 

Menino de 6 anos foi liberado nesta segunda; irmão segue internado.
Três irmãos comeram frutas, um deles morreu devido à intoxicação. 

Do G1 PB




Um dos irmãos internados por intoxicação após comer laranjas encontradas em um lixão recebeu alta médica na manhã desta segunda-feira (17). A criança, de 6 anos, e os irmãos, de 7 e 10 anos, comeram frutas encontradas em um lixão na Zona Rural de Alagoinha, no Brejo da Paraíba, ao saírem para cortar lenha com o pai.
 
Os três foram internados na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Guarabira no domingo (16). O irmão de 7 anos não resistiu e morreu devido a uma parada cardio-respiratória, e o mais velho, de 10 anos, foi transferido para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. O estado de saúde do único que permanecia internado até a manhã desta segunda é considerado estável, conforme o hospital.
A mãe dos meninos intoxicados com as laranjas comentou, em entrevista à TV Cabo Branco, que os meninos pegaram as frutas perto de um estrada. “Eles iam descendo para ir para mata, e aí eles colocaram na boca. Eles não sabiam”, disse Ana Lúcia da Silva Henrique, mãe das três crianças intoxicadas. A ocorrência foi registrada na delegacia de Guarabira, cidade vizinha à Alagoinha.
 
A conselheira tutelar de Alagoinha, Gilvaneide Feliciano, ressaltou que a família está sendo acompanhada. Segundo ela, apesar das dificuldades que a família enfrenta, as crianças tinham suporte dos poderes públicos. “Checamos com as escolas, com a prefeitura, todos os meninos frequentavam escola e tinham acompanhamento de programas sociais. Foi uma infelicidade, eles aproveitaram um momento de distração do pai, que cortava lenha, e comeram as laranjas”, explicou.
 
A delegacia de Alagoinha informou por volta das 10 h (horário local) desta segunda que esperava o envio da documentação da Central de Polícia de Guarabira, onde a ocorrência foi registrada, para dar prosseguimento às investigações. O delegado Janduí Pereira, de Alagoinha, deve ser o responsável pelo inquérito.


 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ciclistas desbravam as belezas da Serra do Talhado, em Santa Luzia



Assessoria
Ciclistas desbravam as belezas da Serra do Talhado, em Santa Luzia


Conhecida mundialmente por servir de cenário para o curta-metragem "Aruanda" (1960) - documentário de Linduarte Noronha -, a serra que abriga a comunidade quilombola "Talhado", localizada na zona rural do município de Santa Luzia, será palco do "2º Eco Pedal Talhado", no próximo dia 10 de março. O evento já se consolida como um dos mais importantes para os praticantes do ciclismo, no Sertão paraibano.

Este ano, são esperados em torno de 250 participantes. Ciclistas de várias regiões da Paraíba, além dos Estados do Rio Grande do Norte e de Pernambuco já confirmaram presenças. A primeira edição do evento, em 2012, registrou pouco mais de 200 participações.

De acordo com um dos organizadores do "EcoPedal Talhado", o advogado Petrônio Nóbrega, o evento tem o objetivo de se tornar uma grande confraternização entre os praticantes do esporte, que cresce a cada dia em todo o Estado. "Além da pratica sadia do ciclismo, o evento tem esse cunho de promover um grande encontro entre os adeptos do pedal", salienta.

Percurso
O "Eco Pedal Talhado" dispõe de dois percursos parecidos, porém, o que muda é à distância e o nível de dificuldade. O primeiro possui 55 quilômetros e é indicado pela organização aos ciclistas de nível técnico elevado, que curtem uma boa trilha de montain bike com dificuldade moderada. Já o outro é de 42 km, indicado para os praticantes de nível intermediário.

Além disso, o aspecto visual do local chama a atenção dos participantes. A trilha é composta de serras, além de vegetação seca, forte presença de arbustos com galhos retorcidos e com raízes profundas, proveniente da caatinga que assola a região do semiárido nordestino.

"O que seria então uma trilha de percurso técnico e dificuldade moderada? O percurso é um mix de tudo isso e foi à solução encontrada pela organização do evento, juntar algumas trilhas e assim fazer um caminho só pela enigmática Serra do Talhado, com trechos suaves, algumas subidas e muitos períodos técnicos em suas ladeiras, para que todos que se inscrevam no evento, consigam fazer o trajeto de forma tranquila, porém, com algumas dificuldades para apimentar um pouco o evento", diz Petrônio Nóbrega.

Inscrições

As inscrições para o "2º Eco Pedal Talhado" estão abertas. O valor é de R$ 50 por ciclista. Todos os inscritos receberão camisetas personalizadas do evento. Além disso, os participantes contarão com um café da manhã reforçado, e com o apoio de ambulâncias e uma equipe de socorristas, pontos de hidratação e carros para o transporte dos ciclistas que não conseguirem concluir o percurso.

 Os interessados podem se inscrever individualmente ou por equipes.  Já confirmaram participação grupos dos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Juripiranga, Bananeiras, Sôlanea, Guarabira, Alagoinha, Sapé, Patos, Sousa, Cajazeiras, Picuí e São Mamede, todos da Paraíba; além de Recife e Timbaúba, em Pernambuco; e de cidades como Natal, Parelhas, Currais Novos, Jaçanã e Tangará, no Rio Grande do Norte.

Fonte

 

terça-feira, 22 de junho de 2004

Rompimento de barragem deixa cinco mortos na Paraíba

21/06/2004 - 10h34 

da Folha Online

Cinco pessoas morreram por causa do rompimento da barragem de Camará, em Alagoa Nova (a cerca de 150 km da capital, João Pessoa, na Paraíba), ocorrido na semana passada. No domingo, o corpo de um homem foi encontrado às margens de um rio.

Segundo o governo do Estado, três vítimas foram identificadas. São elas: Palmira Rocha Oliveira, 80, José Pedro Soares, 70, e Welington Sobral Luna, 27. As outras duas vítimas são homens.

Cerca de 3.000 pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas. De acordo com o governo, os desabrigados são os que tiveram as casas destruídas. Já os desalojados tiveram as casas inundadas, mas elas podem ser recuperadas. Elas foram encaminhadas para abrigos públicos ou estão em casas de parentes ou amigos.

Avaliação
O governador do Estado, Cássio Cunha Lima (PSDB), visitou no domingo algumas das áreas atingidas. Os municípios mais afetados foram Alagoa Grande e Mulungu. Também foram atingidos Araçagi, Alagoinha, Mamanguape e Rio Tinto -- as duas últimas já perto do litoral paraibano.

O governador passará esta segunda-feira na região para conversar com prefeito e avaliar os estragos causados pelo rompimento da barragem.

O governador aguardará um laudo técnico para saber se há condições de recuperar a barragem ou se será necessário construir uma nova.

Construção
O rompimento ocorreu por volta das 21 h de quinta-feira. Segundo o governador, o reservatório, construído entre 2000 e 2002 (gestão anterior), apresentou problemas de fundação e construção. O governo afirma que a atual gestão da Secretaria de Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e Minerais havia detectado algumas rupturas no reservatório e notificado a empresa responsável pela obra.

Um buraco de 20 m de altura por 15 m de largura, surgiu da base acima na parte esquerda da barragem, na junção entre o muro de concreto e a lateral de solo e pedra, onde ela se fixa.

Com o decorrer do tempo, o buraco foi se expandido e o volume de água do vazamento, aumentando. O período de maior vazão foi entre 21 h e 1 h de quinta para sexta, ainda segundo Góis. Ele disse que por volta das 10 h quase todo o reservatório havia secado.

A barragem tem capacidade para armazenar 27 milhões de m³ de água, o equivalente a 26,5 bilhões de litros. Antes de começar a vazar, acumulava 17 milhões de m³, o que equivale a cerca de 60% da sua capacidade.

A assessoria de imprensa do consórcio responsável pela obra, formado pela Andrade Galvão Engenharia Ltda. e CRE Engenharia Ltda., informou na sexta que técnicos das empresas estavam na barragem apurando as causas do vazamento.

Destruição
O abastecimento de água, a rede telefônica e de energia ficaram comprometidos em Mulungu e Alagoa Grande. Neste último, os telefones voltaram a funcionar na noite de sexta.

Em Mulungu, que já enfrentou uma grande enchente em fevereiro, a rede elétrica foi totalmente danificada. De acordo com informações passadas pela assessoria do governo, a cidade deverá ficar 15 dias sem energia.

Em Alagoa Grande, a energia já foi restabelecida. Neste município, o Exército, em parceria com a Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba) está distribuindo água em carros-pipa. A previsão é de que o abastecimento só volte ao normal em 15 dias.

Ajuda
Diante da situação, que descreveu como "calamitosa", Cunha Lima ligou na manhã de sexta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo ajuda humana e material. "O presidente foi extremamente solidário e ágil nas providências."

De acordo com o governo da Paraíba, com base em dados do Censo de 2000, Alagoa Grande tem cerca de 29 mil habitantes. Mulungu tem cerca de 9.000. Alagoa Nova, onde está a barragem, tem cerca de 18.500 habitantes, também de acordo com o Censo.