Mostrando postagens com marcador SUDEMA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SUDEMA. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de outubro de 2017

PB tem cinco praias impróprias para banho e ondas vão de 0,1 m a 2,6 m

João Pessoa, Cabedelo, Baía da Traição e Pitimbu têm praias impróprias, diz Sudema. 
Por G1 PB
Praia da Penha, João Pessoa (Foto: Gabriel Costa/G1/Arquivo)
Praia da Penha, João Pessoa (Foto: Gabriel Costa/G1/Arquivo)
Marés
Às 11h08 deste sábado (7) a maré deve chegar a 0,1 m, segundo o Banco Nacional de Dados Oceanográficos (BNDO), o que se repete às 23h30. As marés altas vão ser às 5h04 e às 17h24, chegando a 2,6 m e 2,5 m respectivamente. No domingo (8), a maré mais baixa é às 11h51 com 0,2 m. As mais altas do dia são às 5h47 e 18h06, ambas com 2,5 m.

Praias próprias para o banho

Mataraca
  • todas
Baía da Traição
  • Camaratuba
  • Cardosas
  • Giz Branco
  • Baía da Traição
  • Trincheira
Rio Tinto
  • todas
Lucena
  • todas
Cabedelo
  • Miramar
  • Mato
  • Formosa
  • Areia Dourada
  • Camboinha
  • Poço
  • Ponta de Campina
  • Intermares
João Pessoa
  • Bessa I e II
  • Caribessa
  • Tambaú
  • Cabo Branco
  • Seixas
  • Jacarapé
  • Arraial
  • Camurupim
  • Barra de Gramame
Conde
  • Jacumã
  • Carapibus
  • Tabatinga
  • Coqueirinho
  • Tambaba
  • Barra do Graú
Pitimbu
  • Bela
  • Barra do Abiaí
  • Pitimbu
  • Guarita
  • Azul
  • Coqueiros
  • Acaú/Pontinha
Praias impróprias para o banho
Cabedelo
  • Jacaré - à esquerda do estuário do rio Paraíba;
João Pessoa
  • Manaíra - em toda sua extensão - e Penha;
Conde
  • Amor - nas proximidades da desembocadura do Rio Gurugi
Baía da Traição
  • Praia do Forte
Pitimbu
  • Praia do Maceió - às margens da desembocadura do Rio Engenho Velho

Fonte

sábado, 30 de setembro de 2017

PB tem cinco praias impróprias e 44 excelentes para banho neste fim de semana, diz Sudema

Maré vai chegar a 1,8m às 12h49, céu deve ficar parcialmente nublado e radiação solar deve chegar ao extremo. 
Por G1 Paraíba

Praia do Bessa é uma das consideradas excelentes; céu deve ficar parcialmente dublado neste sábado (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Praia do Bessa é uma das consideradas excelentes; céu deve ficar parcialmente dublado
neste sábado (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Cinco praias estão impróprias para banho neste fim de semana na Paraíba, mas outras 44 foram consideradas com excelente condição de balneabilidade pela Sudema, de acordo com o relatório publicado na sexta-feira (29). As outras sete praias do litoral foram consideradas em condição muito boa ou satisfatória. 

A maré mais baixa deste sábado (30) vai ser registrada às 6h32 e às 18h51, ambos os horários com 0,8m, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). Às 12h49, a maré deve chegar ao seu máximo no dia, com 1,8m. O céu deve ficar entre parcialmente nublado a claro em todo o litoral paraibano e a temperatura deve variar entre 22°C e 29°C. E o Índice de Radiação Ultravioleta (IUV) nas cidades do litoral deve chegar 12, considerado extremo, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Praias consideradas excelentes para o banho
  • Mataraca - todas
  • Baía da Traição - todas
  • Rio Tinto - todas
  • Lucena - todas
  • Cabedelo - Miramar, Formosa, Camboinha, Ponta de Campina e Intermares
  • João Pessoa - Bessa II, Tambaú, Busto de Tamandaré, Penha, Jacarapé, Arraial, Camurupim, Barra de Gramame
  • Conde - Jacumã, Carapibus, Tabatinga, Coqueirinho, Tambaba, Barra do Graú
  • Pitimbu - Bela, Abiaí, Guarita, Azul, Coqueiros, Acaú/Pontinha
Praias impróprias para o banho
  • Cabedelo
  • Jacaré - à esquerda do estuário do rio Paraíb
  • João Pessoa
  • Manaíra - em toda sua extensão
  • Conde
  • Amor - nas proximidades da desembocadura do Rio Gurugi
  • Jacumã - 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Maceió de Jacumã
  • Pitimbu
  • Maceió - 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho Engenho Velho
Tábua de marés
  • 0h - 1,8m
  • 6h32 - 0,8m
  • 12h49 - 1,8m
  • 18h51 - 0,8m




sábado, 29 de julho de 2017

Onze praias do litoral da PB estão impróprias para banho neste fim de semana

As outras 45 praias paraibanas estão liberadas para o banho. 

Por G1 Paraíba

Praia de Manaíra, em João Pessoa, está imprópria para banho (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Praia de Manaíra, em João Pessoa, está imprópria para banho
(Foto: Krystine Carneiro/G1)
 
Onze praias da Paraíba estão qualificadas como impróprias para banho neste fim de semana, de acordo com relatório da Sudema publicado na sexta-feira (28). Elas estão nas cidades de João Pessoa, Cabedelo e Pitimbu. As outras 45 praias paraibanas estão liberadas para o banho. A análise da Sudema vale até a quinta-feira (3).
 
 
Veja os trechos a serem evitados


Cabedelo
  • Jacaré: trecho à esquerda do Estuário do Rio Paraíba.
  • Miramar: trecho de 100 metros à direita e à esquerda da galeria de águas pluviais
  • Ponta de Mato: toda extensão
João Pessoa
  • Bessa I: evitar banho 100 metros à direita e 100 metros à esquerda do maceió
  • Manaíra: toda extensão
  • Cabo Branco: evitar banho 100 metros à direita e 100 metros à esquerda da rotatória da final da avenida Cabo Branco
  • Penha: evitar banho 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do riacho do Cabelo
Pitimbu
  • Praia de Pitimbú: evitar banho nas proximidades do final da Rua da Paz
  • Maceió: evitar banho 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho Engenho Velho
  • Coqueiros: toda extensão
  • Acaú/Pontinha: evitar banho no Rio Goiana.
 



sábado, 15 de julho de 2017

PB tem oito trechos de praias impróprias para banho este fim de semana; veja tábua das marés

Previsão é de nebulosidade com chuvas passageiras no litoral e temperatura mínima de 21 °C.
Por G1 Paraíba


Praia do Jacaré deve ser evitada por banhistas neste fim de semana (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Praia do Jacaré deve ser evitada por banhistas neste fim de semana
(Foto: Krystine Carneiro/G1)

Oito praias da Paraíba estão impróprias para banho neste fim de semana, segundo relatório da Sudema divulgado na sexta-feira (14). As praias impróprias estão nas cidades de Cabedelo, João Pessoa e Pitimbu. Outras praias 48 praias estão totalmente liberadas para os banhistas, sendo 36 delas consideradas com condições excelentes.

Quem for aproveitar as praias, também deve ficar atento ao nível da maré, que vai neste sábado (15) estar alta às 8h17, quando começa a baixar e chega a 0,6 m às 14h28.

Os banhistas devem enfrentar nebulosidade variável com possibilidade de chuvas passageiras no litoral do estado, segundo a Aesa. A temperatura na região deve ficar entre 21°C e 29°C.
 

Cabedelo
  • Jacaré: evitar banho à esquerda do estuário do rio Paraíba.
  • Miramar: evitar trecho de 100 metros à direita e à esquerda da galeria de águas pluviais
João Pessoa
  • Manaíra: evitar toda extensão
  • Cabo Branco: evitar proximidades da rotatória da final da Avenida Cabo Branco (100m à direita e 100m à esquerda)
  • Penha: evitar toda extensão
Pitimbu
  • Pitimbu: evitar as proximidades do final da Rua da Paz
  • Maceió: evitar banho 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho Engenho Velho
  • Acaú/Pontinha: evitar banho no Rio Goiana
Tábua das marés no sábado (15)
  • 1h58 - 0,6m
  • 8h17 - 2,1m
  • 14h28 - 0,6 m
  • 20h53 - 2 m



quarta-feira, 12 de julho de 2017

Técnicos do Instituto Chico Mendes avaliam que área da Serra de Teixeira está apta para criação de parque

quarta-feira, 12 de julho de 2017 - 17:29
Técnicos da Secretaria Executiva de Meio Ambiente e representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão do Governo Federal ligado ao Ministério do Meio Ambiente, estão realizando visita técnica na Serra de Teixeira para avaliar as condições físicas para a criação do Parque Nacional da Serra de Teixeira, que engloba mais de 10 municípios paraibanos com predominância do Bioma Caatinga. Numa primeira avaliação, eles consideraram apta a área para criação do parque.

Por meio de um sobrevoo de avião, os ambientalistas puderam fazer um reconhecimento de toda a área que engloba a Serra de Teixeira. De acordo com Aldilzio Lima, coordenador substituto da coordenação de criação de unidades de conservação do ICMBIo, fez um breve relato do que foi constatado na visita técnica até o momento, destacando que foi observado que há uma grande área conservada apta para a criação de unidade de conservação federal. “Já aqui em terra, com a visita de campo, constatamos que a área também é propícia para a prática do turismo ecológico. Nós também conversamos com alguns moradores da área e eles apresentaram interesse na preservação da Serra de Teixeira”, relatou.

O secretário executivo de Meio Ambiente, Fabiano Lucena, que também integra a equipe que está no local, ressalta a importância da criação do parque para a Paraíba e para o Brasil. “Será um Parque de grande importância para o nosso Estado. Entendemos a importância de protegermos o bioma da caatinga e percebemos o potencial da área para o desenvolvimento do turismo sustentável”, observou.

Nesta quarta-feira (12), a equipe realizou uma reunião no Casarão do Jabre com os prefeitos da região e o fórum permanente Salve o Pico do Jabre. Nesta quinta-feira (13), haverá visitas às Serras do Melado (Cajazeirinhas) e Santa Catarina (São José de Lagoa Tapada).  As atividades se encerram na sexta-feira (14), com uma reunião interna de avaliação e planejamento das etapas futuras. Posteriormente, o ICMBio vai elaborar uma consulta pública  para que a população se manifeste apoiando ou não a existência do parque e também para escolher um nome para o local.

A Serra de Teixeira possui uma grande riqueza da fauna e da flora, além das nascentes existentes no local, em torno de 70, é possível encontrar na serra animais como veados, macaco-prego, onça puma, e novas espécies de lagartos e borboletas.

Fonte


sexta-feira, 7 de julho de 2017

CLÃ CUNHA LIMA NA MIRA: Empresa de filho de Cássio é multada por poluição ambiental

Publicado por: Amara Alcântara em 07/07/2017 às 05:15
  


A empresa Interblock Artefato de Cimento S/A, que tem como um dos sócios Diogo Oliveira Cunha Lima, filho do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), foi multada pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), por funcionar “estabelecimento potencialmente poluidor, sem o devido licenciamento”.

A empresa de Diego Cunha Lima foi multada, pela Sudema, na última quarta-feira (5), e terá 20 dias para corrigir as irregularidades encontradas ou recorrer. Interblock Artefato de Cimento fica situada em Alhandra e está ativa desde oito de abril de 2010, é uma indústria de artefatos de cimento e fornece pré-fabricados como pisos intertravados, meio-fio e blocos estruturais e de vedação.


Empresa de filho de Cássio é multada por poluição ambiental
Empresa de filho de Cássio é multada por poluição ambiental

Fonte


Oito praias estão imprópria para o banho no litoral paraibano no fim de semana

Os banhistas devem evitar a praias de Manaíra em toda extensão. Na praia da Penha, é bom evitar o banho nas proximidades da desembocadura do Rio do Cabelo 


Já na praia do Cabo Branco, a Sudema recomenda evitar banho
nas proximidades da rotatória (Foto: Walla Santos)
 
De acordo com o relatório semanal, em João Pessoa, os banhistas devem evitar a praias de Manaíra em toda extensão. Na praia da Penha, é bom evitar o banho nas proximidades da desembocadura do rio do Cabelo. Já na praia do Cabo Branco, a Sudema recomenda evitar banho nas proximidades da rotatória, da final da Av. Cabo Branco (100 metros à direita e 100 metros à esquerda).

No município de Cabedelo, é bom evitar a praia do Jacaré, no trecho que fica à esquerda do estuário do rio Paraíba. Enquanto no Município de Pitimbu, deve-se evitar a Praia do Maceió, no trecho que fica 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do riacho Engenho Velho. Na Praia do Pitimbu, evitar banho nas proximidades do final da Rua da Paz. Na praia do Guarita, recomenda-se evitar o trecho100 metros à direita e à esquerda da desembocadura da lagoa. Na Praia de Acaú/Pontinha, evitar o banho no Rio Goiana.

A autarquia ainda recomenda aos banhistas que evitem os trechos de praias localizados em áreas frontais às desembocaduras de galerias de águas pluviais, principalmente se houver indício de escoamento recente.

Das 56 praia localizadas no litoral da Paraíba, 48 foram classificadas como apropriadas ao banho pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). A qualidade da água varia entre excelente, muito boa e satisfatória.

A equipe da Coordenadoria de Medições Ambientais da Sudema divulga, uma vez por semana, a situação de balneabilidade das 56 praias, por meio de coleta de material para análise nos municípios costeiros do Estado. Em João Pessoa, Lucena e Pitimbu, que são praias localizadas em centros urbanos com grande fluxo de banhistas, o monitoramento é semanal. Nos demais municípios do litoral paraibano, a análise é realizada mensalmente.


 

sábado, 1 de julho de 2017

Seis praias do litoral da PB têm trechos impróprios para banho neste fim de semana

As praias estão nas cidades de Cabedelo, João Pessoa e Pitimbu. 
 
Praia do Jacaré, em Cabedelo, deve ser evitada pelos banhistas (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Praia do Jacaré, em Cabedelo, deve ser evitada pelos banhistas
(Foto: Krystine Carneiro/G1)
 
Seis praias do litoral paraibano têm pelo menos um trecho impróprio para banho neste fim de semana, segundo relatório da Sudema divulgado na quinta-feira (29). As praias estão nas cidades de Cabedelo, João Pessoa e Pitimbu. As outras 50 praias paraibanas estão liberadas para o banho. Veja os trechos que devem ser evitados.
Cidade de Cabedelo
  • Praia do Jacaré: evitar banho à esquerda do estuário do rio Paraíba.
João Pessoa
  • Manaíra: em toda sua extensão.
  • Penha: evitar banho nas proximidades da desembocadura do rio do Cabelo.
Pitimbu
  • Pitimbu: evitar banho nas proximidades do final da Rua da Paz.
  • Maceió: evitar banho 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho Engenho Velho.
  • Acaú/Potinha: evitar banho no Rio Goiana. 

Fonte


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Vendedores de madeira para fogueira devem pedir licença à Sudema

O cadastro deve ser feito na sede do órgão, onde o comerciante deve solicitar a licença.
Por G1 Paraíba
 
Madeira deve ser de reflorestamento autorizado (Foto: Vital Florêncio)
Madeira deve ser de reflorestamento autorizado (Foto: Vital Florêncio)

Vendedores de madeira para fogueiras na Paraíba estão sendo cadastrados pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). O cadastro deve ser feito na sede do órgão, onde o comerciante deve apresentar RG, CPF, comprovante de residência e declaração de origem da lenha para solicitar a licença.
Quem for flagrado vendendo madeira sem a licença é notificado, pode responder criminalmente e pagar multa que varia entre R$ 5 mil e R$ 50 mil. A madeira também é apreendida.

A Sudema orienta que os consumidores peçam para ver os documentos antes de fazer a compra, garantindo que estão comprando madeira de origem legal. O órgão ambiental aconselha que a madeira para a fogueira deva ter origem de reflorestamento autorizado como eucalipto, pinheiro e sabiá e galhos provenientes de poda de árvores.

Fonte

sábado, 10 de junho de 2017

Litoral da Paraíba tem 12 trechos impróprios para banho, alerta Sudema

Trechos que devem ser evitados estão em João Pessoa, Cabedelo e Pitimbu.
 
Por G1 PB
Praia de Manaíra, em João Pessoa, está imprópria para banho em toda a sua extensão (Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)
Praia de Manaíra, em João Pessoa, está imprópria para banho em toda
a sua extensão (Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)
O litoral paraibano tem 12 trechos de praias impróprios para banho esta semana, de acordo com o relatório semanal de balneabilidade da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). Oito dos trechos impróprios estão em João Pessoa, onde duas praias devem ser evitadas em toda a extensão. Os outros trechos estão em Cabedelo e Pitimbu.

Em João Pessoa, os banhistas devem evitar toda a extensão das praias de Manaíra e Penha. Na praia do Cabo Branco, é recomendado evitar três trechos: 100 m à direita e 100 m esquerda do final da Rua Áurea, da rotatória no final da Av. Cabo Branco e no final da Rua Gregório Pessoa de Oliveira. 
 
Na praia do Bessa I e II, é recomendável evitar o trecho que fica 100 metros à direita e 100 metros à esquerda do maceió. Na Praia do Seixas, deve-se evitar a área 100m à esquerda do rio do Cabelo. 
 
Ainda na capital, na praia do Arraial, está impróprio para o banho o trecho que fica 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Cuiá. Enquanto isso, na praia do Jacarapé os banhistas devem evitar banho nas proximidades da desembocadura do Rio Jacarapé. 

Em Cabedelo, é recomendado evitar a praia do Jacaré, no trecho que fica à esquerda do estuário do rio Paraíba e a Praia de Miramar, num trecho de 100 metros à direita e à esquerda da galeria de águas pluviais. 

No município de Pitimbu, deve-se evitar o trecho que fica 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho do Engenho Velho, na praia do Maceió. Em Acaú/Pontinha, o rio Goiana também está impróprio para banho.
 
 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Banhistas devem evitar dez trechos do litoral da Paraíba neste fim de semana

Trechos impróprios para banho estão nas cidades de Cabedelo, João Pessoa e Pitimbu.
 
Por G1 Paraíba
 
Praia de Manaíra, em João Pessoa, está imprópria para banho (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Praia de Manaíra, em João Pessoa, está imprópria para banho
(Foto: Krystine Carneiro/G1)
 
Dez praias devem ser evitadas pelos banhistas neste fim de semana de São João na Paraíba, segundo relatório da Sudema divulgado na quinta-feira (22). As praias com balneabilidade reprovada ficam nas cidades de Cabedelo, João Pessoa e Pitimbu. 
 
Outras 46 praias do litoral paraibano estão totalmente liberadas para o banho.

Devem ser evitados os seguintes trechos: 

Em Cabedelo
  • Jacaré, à esquerda do estuário do rio Paraíba
  • Miramar, trecho de 100 metros à direita e à esquerda da galeria de águas pluviais
Em João Pessoa
  • Bessa I, 100 metros à direita e 100 metros à esquerda do maceió da praia do Bessa
  • Bessa II, 100 metros à direita e 100 metros à esquerda do maceió da praia do Bessa
  • Manaíra, toda sua extensão
  • Tambaú, 100 metros a esquerda e a direita da desembocadura da galeria pluvial
  • Cabo Branco, Final da Rua Gregório Pessoa de Oliveira (100 m à direita e 100 m à esquerda), Final da Rua Áurea (100 m à direita e 100 m à esquerda) e na rotatória da final da Av. Cabo Branco (100 m à direita e 100 m à esquerda)
  • Penha, nas proximidades da desembocadura do rio do Cabelo
Em Pitimbu
  • Maceió, 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho Engenho Velho
  • Acaú/Pontinha, evitar banho no Rio Goiana
Fonte

 

sábado, 6 de maio de 2017

SONHOS SOTERRADOS: perigo e miséria que brotam do subsolo no Sertão da PB

06 de maio de 2017 

 

SONHOS SOTERRADOS: perigo e miséria que brotam do subsolo no Sertão da PBO mundo se comoveu em 2010 com o resgate dramático e épico dos 33 mineiros chilenos das profundezas de uma mina de cobre, no Chile, depois de 70 dias de tensão e incerteza. Quatro anos depois, 160 operários morreram soterrados e pelo menos 400 ficaram retidos por vários dias no subsolo, na província de Manisa, na Turquia, após a explosão de uma mina de carvão.

Essas duas tragédias de proporções mundiais e que chocaram o planeta retratam uma realidade dura de centenas de paraibanos que também ganham a vida embaixo da terra, retirando o caulim, minério usado para a fabricação de artigos de porcelana. Descumprimento da legislação, escravidão e condições precárias de trabalho fazem parte da rotina dos mineiros que vivem dessa atividade de risco.

Sem gozar de direitos básicos assegurados pela Constituição Federal, como férias, 13º salário e outros benefícios, os trabalhadores travam uma verdadeira batalha entre a vida e morte para tirar das entranhas da terra o sustento da família, nas minas de caulim escavadas no Junco do Seridó, Sertão da Paraíba, a pouco mais de 265 quilômetros da capital, João Pessoa. O setor de mineração no município emprega na informalidade cerca de 40% da mão de obra local, segundo a Cooperativa dos Garimpeiros do Seridó (Cooperjunco). 





Embaixo da terra, sem luz nem equipamentos de segurança, os trabalhadores suam para escavar a rocha dura e retirar o caulim em condições desumanas. A jornada de quase 10 horas ininterruptas começa cedo e muitas vezes termina de forma trágica. Os acidentes nas banquetas são constantes e já ceifaram a vida de dezenas de mineiros.

Os heróis da banqueta, também chamados de “homens tatu”, não temem o perigo e se arriscam nas madrugadas.

Muitos já perderam sonhos, se acomodaram no tempo, se conformaram com a realidade e não pretendem deixar a atividade, visto que em Junco do Seridó praticamente não existem oportunidades de emprego. O caulim é a única fonte de renda. “Aqui não existe trabalho. Só dependemos da extração do caulim”, diz um mineiro.

Em torno da banqueta, nome que se dá ao lugar onde um buraco é cavado e instala-se os equipamentos para a extração do minério, os mineiros mostram resistência física e coragem para enfrentar o perigo.

Edson, Fagner e Adelson já trabalham juntos há 10 anos e sabem que a disputa entre as banquetas de caulim é uma atividade de alto risco. A rotina deles é árdua e arriscada. Todos os dias acordam de madrugada, se reúnem em casa, pegam as ferramentas de trabalho e seguem para as banquetas. O caminho das minas da cidade até a área de exploração do minério é feito por estradinhas de terra cobertas por pó branco, que cai durante o transporte do produto pelas carretas. No trajeto é possível avistar várias banquetas espalhadas pelos morros na Zona Rural de Junco do Seridó, muitas delas desativadas e escondendo histórias de sofrimento e morte. Ao chegar na banqueta, dois deles descem para escavar e encher os baldes no subsolo. O terceiro puxa o material por um carretel de cordas improvisado, sustentado por uma frágil estrutura de madeiras, borracha e pregos. O equipamento artesanal é operado por Adelson e a segurança dos dois mineiros que trabalham no subsolo depende dos braços dele. 




De acordo com dados de órgãos que atuam na fiscalização de minério, existem cerca de 300 minas que desenvolvem atividades de extração de minério no município de Junco do Seridó. Os garimpeiros que sobrevivem da extração de minério trabalham até 10 horas diárias para ganhar uma quantia de R$ 30 por dia por um trabalho árduo e de risco à vida.

O ambiente em que os garimpeiros trabalham em Junco do Seridó é perigoso e insalubre. Edson, Fagner e Adelson retiram em média 120 tambores de caulim por dia da banqueta, cada um pesando 80 quilos. A maior produção é feita ainda de madrugada. A carrada de caulim contém, em média, 10 mil quilos do minério e é vendida pelos garimpeiros por valores entre R$ 100 e R$ 200, dependendo do tamanho da malha utilizada. Com a atividade em crise, eles são obrigados a vender o produto com o preço bem abaixo do mercado, não chegando a tirar um salário mínimo por mês. “Continuamos arriscando nossas vidas debaixo do chão, sem nenhum direito trabalhista, nos sujeitando a ganhar no máximo R$ 900 por mês, R$ 130 por cada carrada de 10 toneladas”, desabafa um dos mineiros.

O minério retirado da mina é despejado nas caçambas que o levam até os as empresas de beneficiamento, onde o caulim é decantado e processado antes de exportado.

A busca do precioso minério custa muito suor, esforço, dor e lágrimas de famílias que perderam seus entes queridos. O trabalho pesado, realizado em uma profundidade de 17 até 50 metros, é a única fonte de sustento dos minerados. O mais grave é que em pleno ano de 2017 muitas das minas continuam operando na clandestinidade. E com a chegada das chuvas aumenta ainda mais o risco de desabamentos.

O caulim, extraído de debaixo do chão, é o ouro branco que vale mais do que o próprio homem. Embaixo da terra não existe limite entre a vida e a morte. Abaixo da aridez, em uma terra considerada pobre, que não serve para plantar, a riqueza está escondida. Carlos de Oliveira, minerador há 10 anos, confessa que quando desce para o precipício nunca sabe se voltará a ver a luz do sol brilhar de novo. Todos os dias ele trava uma luta pela sobrevivência.

Trabalho na área interditada
Combater o trabalho clandestino tem sido um desafio dos órgãos responsáveis pela fiscalização na Paraíba e uma luta da Cooperativa dos Mineradores. A fiscalização existe, mas não tem sido suficiente para evitar que os mineiros continuem escavando os túneis de forma ilegal. Em 2015, acatando denúncia da Cooperativa dos Garimpeiros do Seridó (Cooperjunco), sobre a exploração ilegal do minério, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), interditou uma área de cerca de 700 hectares no município de Junco do Seridó. Pelo menos 30 minas foram desativadas na operação.

Segundo um garimpeiro, só na região do Junco do Seridó, quando não havia fiscalização ou qualquer impedimento para extração de caulim, aproximadamente 250 homens trabalhavam embaixo da terra, nos túneis escavados manualmente com picaretas e outras ferramentas artesanais, muitas vezes à luz de velas e sem qualquer equipamento de segurança.

Apesar das mais de 50 mortes causadas pelos desmoronamentos das banquetas de caulim e da proibição de explorar o minério sem autorização do DNPM e da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), somente no município do Junco do Seridó mais de 70 garimpeiros ainda arriscam suas vidas debaixo do solo, trabalhando clandestinamente.

“É tudo como era antes, mas muitos garimpeiros foram embora e os que restaram trabalham escondidos”, conta um garimpeiro. O atual diretor da Cooperativa dos Garimpeiros do Seridó, José Ivanildo da Silva, o Dila, contou ao PB Agora que depois da interdição as atividades ilegais foram interrompidas. Ele disse que desconhece a existência de minas funcionando clandestinamente. “Nossa luta é para legalizar toda a atividade em Junco”, disse Dila. Hoje, segundo ele, cerca de 180 mineradores cooperados trabalham junto com as instituições públicas em busca da legalização desse trabalho.

Denunciar a irregularidade também é um trabalho de risco. Em 2015 a ex-presidente do sindicato, Maria Aparecida Batista, chegou a ser ameaçada de morte por causa do trabalho realizado no combate à exploração clandestina dos minérios na região. Apesar da atual gestão da cooperativa desconhecer a existência de minas clandestinas, estima-se que existam no local pelo menos 30 minas irregulares com jornadas de trabalho de 10 horas para ganhar R$ 30 por um dia inteiro de trabalho.

“Quase não tem fiscalização, mas temos que fingir que não existe extração desse tipo na cidade para não atrair a atenção”, conta um garimpeiro, acrescentando que “a gente quase passa fome, porque só vem gente para cobrar imposto, ninguém preocupado com garimpeiro que morre e viúva com menino que fica desamparada”.

Luta para legalizar a área e capacitar os heróis da banqueta do Caulim e o alerta do Ministério Público
Legalizar a área em que ocorre a exploração do minério é apenas um dos desafios da Cooperativa. Os mineiros precisam de capacitação para se proteger do perigo. Substituir as técnicas rudimentares de extração por máquinas modernas poderia ser o caminho para evitar mais mortes e pôr fim no trabalho escravo. A capacitação é a saída para aumentar a produção e evitar riscos à saúde, como a silicose e acidentes com queda de barreiras.

As agências governamentais, que deveriam fomentar essas iniciativas, possuem amarras burocráticas que dificultam o acesso ao dinheiro pela população mais necessitada. No ano passado, o Sindicato chegou a denunciar que havia sim exploração do homem sobre o homem, onde muitos conseguiam o sustento de suas famílias arriscando diariamente suas vidas em grandes profundidades para extrair o caulim. “Muitos, inclusive, preferem trabalhar de forma clandestina na produção, por conta própria, porque ganham mais um pouco, do que fichados em algum decantamento recebendo apenas o salário mínimo”, lamenta um minerador que pediu para não ser identificado.

O Ministério Público do Trabalho alertou para o risco que correm os heróis das banquetas que ganham a vida na extração do caulim. Em entrevista exclusiva ao PB Agora, a procuradora do Trabalho, Marcela Asfora, confirmou que os acidentes nas minas são constantes. Ela contou que o MPT atua em duas vertentes, sendo que a primeira, no âmbito de inquéritos civis, são procedimentos investigativos, por meio dos quais se busca identificar os reais empregadores dos mineradores para exigir o cumprimento da legislação trabalhista, em especial no que refere-se às normas de saúde e segurança.

Marcela destaca que o Ministério Público também tem atuado por meio de procedimentos promocionais, que são as iniciativas através dos quais o procurador do Trabalho atua como agente de transformação social. Esse trabalho é realizado em uma ação conjunta com outros órgãos que desempenham funções vinculadas à área da mineração, saúde e segurança do trabalhador, como o DNPM, a Receita Estadual e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) para tentar diminuir com os acidentes.

A procuradora conta que geralmente as pessoas que trabalham na exploração de minérios na Paraíba são trabalhadores informais, submetidos a vários riscos e a situações precárias. Além da falta de segurança, muitos mineradores trabalham de forma clandestina. As condições de trabalho nas minas de caulim, segundo ela, são preocupantes pela forma rudimentar como a exploração é realizada. “As condições de trabalho nas minas de caulim são precárias. A clandestinidade contribui para a manutenção do ciclo de insegurança nas minas, pois desencoraja a busca pela modernização e pela profissionalização da forma de extração”, revela a procuradora.

Marcela Asfora destaca ainda que o Ministério do Trabalho tem realizado fiscalizações nas áreas de extração e beneficiamento de caulim, contudo a grande dificuldade na formalização dos vínculos trabalhistas reside na resistência dos mineradores em romper com a cultura local, tendo em vista que há décadas o trabalho é realizado de maneira informal. Tudo isso aliada à intenção de alguns mineradores não firmarem contratos de trabalho ante a impossibilidade de, como mineradores, conseguirem os benefícios previdenciários destinados aos trabalhadores rurais.

Marcela ressalta que o Ministério Público não possui dados sobre o número de mineradores na área de Junco, em razão da fluidez das pessoas que trabalham na mineração. “Aliada à dificuldade de conseguir dados referentes aos mineradores, quer em razão da clandestinidade ou do receio de testemunhas ouvidas pelo MPT em prestar informações – temendo fiscalizações e a consequente proibição de continuar o desenvolvimento da atividade, ante a total irregularidade e ilegalidade no desempenho da mineração”, observa.

O trabalho realizado por operários de forma irregular em mineradoras da Paraíba fez com que apenas este ano fossem encaminhados cerca de 30 procedimentos ao Ministério Público Federal pedindo a apuração de acidentes e formas precárias de exploração do trabalho.

Superintendente do DNPM admite que órgãos federais não tem fiscais suficientes
A Superintendência Regional do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), ligado ao Ministério de Minas e Energia, garante que o órgão tem procurado discutir as condições de trabalho de mineradores do Seridó paraibano. De acordo com o superintendente Eduardo Sérgio Colaço, o órgão tem analisado laudos sobre o último acidente.

Em entrevista exclusiva ao PB Agora, ele reconheceu que a extração mineral ainda é uma atividade de risco, mas os órgãos federais não dispõem de fiscais suficientes para atender a demanda. A extração de caulim e quartzito constitui uma das principais atividades financeiras do Município de Junco do Seridó, onde aconteceram quatro das cinco mortes deste ano.

Eduardo Sérgio confirma que o órgão recebe relatos dos garimpeiros de que as empresas que os contratam não fornecem qualquer tipo de maquinário ou proteção individual para que eles trabalhem com segurança. Segundo ele, em várias minas também não há registros de acompanhamento de profissionais especializados na atividade, como engenheiro de minas, geólogo e técnico em mineração, o que aumenta o risco de acidentes e mortes. O superintendente estadual do Departamento Nacional de Produção Mineral enfatiza que é comum encontrar irregularidades na exploração de minérios, principalmente na região do Seridó, e o órgão está investindo em tecnologia já que são poucos os fiscais.

O trabalho realizado por operários de forma irregular em mineradoras fez com que apenas este ano fossem encaminhados 30 procedimentos ao Ministério Público Federal, pedindo a apuração de acidentes e formas precárias de exploração do trabalho.

Ao pó voltarás



A frase bíblica, “ao pós voltarás” se aplica bem na vida de muitos garimpeiros de Junco. Os acidentes nas minas são constantes. A área conhecida pelo alto número de minas de garimpo que não oferecem nenhuma estrutura de segurança para seus trabalhadores.

As valas abertas a céu aberto numa área de 700 hectares, encurta a distância entre o dia e a noite e podem se transformar em passagens para a morte. Em cinco ano, mais de 50 mineradores já morreram soterrados nas minas de Junco, segundo dados da Cooperativa dos Mineradores.

O garimpeiro Luis Carlo Leite de 27 anos, conhecido na região por 'Tôta', filho de Luis Rufino da Comunidade da Serra de Santana, foi uma vítima das baquetas do caulim. Ele morreu soterrado, em decorrência de um deslizamento de uma encosta na Serra de Santana.

Os acidentes fatais destroem famílias e sepultam sonhos

Cinco anos após a tragédia que resultado na perda do filho de 27 anos, a viúva Geraldina fez um apelo dramático ao programa da Rede Record, para que as autoridades aumentassem a fiscalização nas minas de Junco, contendo assim, a onda da morte na extração do minério.

Com uma foto do filho na mão, e visivelmente com olhar de tristeza, ela recorda de Luiz Carlos, que morreu na escuridão de uma das minas de caulim da região. “Ele era aproximado pelas aquelas malditas banquetas que levou a vida dele embora” lamentou. Dona Geraldina conta que o filho trabalhou 10 anos nas banquetas, e ganhava a vida trabalhando embaixo da terra. Ganhava R$ 400 por mês, fundamentais para sustentar a família.

A dor de dona Geraldinha é a mesma de Maria e seu Inácio que mora na localidade batizada de Várzea Carneira, na divisa entre Rio Grande do Norte e Paraíba. Eles também conviveram com a tragédia e perderam o filho na extração de minério. O casal de aposentados não esquece o dia em que o filho Vilanir de 24 anos, mais conhecido como “Vila” sofreu o acidente.

“Foi a dor maior que eu já sofri na minha vida, quando eu recebi essa notícia” lamentou dona Maria com rosto sofrido, e lágrimas nos olhos,

Assim como ela, muitas Marias sofrem a perda dos filhos na extração do caulim, um trabalho degradante que destroem vidas e sepulta sonhos.

Os acidentes estão cada vez mais preocupando os operários, que trabalham todos os dias com o mínimo de segurança, em espaços sem condições favoráveis para o desenvolvimento do trabalho, que merece tanto cuidado e atenção.

O sindicato dos mineradores confirma que a precariedade no trabalho de mineração na comunidade de Várzea de Carneira, na cidade de Junco do Seridó, no Sertão da Paraíba, tem ceifado muitas vítimas.

Faltam fiscais para combater o trabalho clandestino
A sombra da escuridão das banquetas, os garimpeiros se arriscam.  O esforço do Ministério do Trabalho é no sentido de acabar de vez com o trabalho clandestino nas minas de caulim de Junco do Seridó. Só que o órgão não dispõe de estrutura nem fiscais suficientes para manter uma fiscalização mais arrojada e intensa. Com isso, os acidentes continuam se multiplicando na área ilegal e a fila da morte crescendo.

A participação do Departamento Nacional de Produção Mineral também é fundamental, uma vez que há concessões de lavras vencidas que devem ser legalizadas para possibilitar o acesso pleno dos trabalhadores. Órgãos de defesa do meio ambiente, como o Ibama, são fundamentais na elaboração de um projeto. Escavar o subsolo ou alterar a superfície sem estudos mais aprofundados pode levar à degradação de um ecossistema ou à contaminação de lençóis freáticos.

O Departamento de Produção Mineral, em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o Sebrae e o Governo do Estado, tem um programa de regularização das mineradoras, oferecendo suporte técnico e acompanhamento profissional. Em Junco do Seridó ninguém quer falar sobre a exploração do caulim na região e as poucas pessoas que quebram o silêncio dizem que a extração do minério está proibida e que, a não ser algumas empresas particulares que não aceitam conceder entrevista, esse tipo de comercialização está paralisada. No entanto, não é esta a realidade presenciada por quem passa no município e avista pelo menos cinco empresas de beneficiamento do minério.

Segundo a Superintendência Estadual do Departamento Nacional de Produção Mineral, há mais de 3 mil processos ativos na Paraíba. Destes, pouco mais de 140 estão em fase de concessão de lavra, ou seja, são de fato minas com extração de minérios autorizada.


Severino Lopes S
PB Agora 

Foto: Antônio Ronaldo 
Ilustração: Júlio César

Fonte