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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Paraíba tem 11 açudes com capacidade abaixo do 5%, diz Aesa


13/02/2013 18h34 - Atualizado em 13/02/2013 18h34 

Segundo Aesa, o maior em estado crítico está situado em Jericó, no Sertão.
Previsão é de que período chuvoso se inicie em março.
 
Do G1 PB
 

 
Nem os maiores açudes, como o da Gamela, têm resistido à seca deste ano (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Segudo Aesa, 11 açudes da Paraía estão em
estado crítico (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Conforme levantamento da Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa), dos 121 açudes do estado que são monitorados, 11 estão com sua capacidade abaixo de 5%, considerados em situação crítica. Segundo Lucílio Vieira, gerente de monitoramento de mananciais da Aesa, outros 25 açudes que estão com cerca de 20% da capacidade estão sob observação, não sendo considerado estado crítico ainda. A previsão da Aesa é de que o período chuvoso no Sertão e Agreste se inicie nos meses de março e abril.

Ainda segundo Lucílio Vieira, o maior açude em estado crítico está situado no Município de Jericó, no Sertão paraibano. “O maior açude que se encontra entre os 11 em estado crítico é o Açude Carneiro, que possui capacidade para 31 milhões de metros cúbicos e se encontra com 1,1 milhão, que em termos percentuais dá 3,6% da capacidade”, explicou. Os açudes entram na fase de observação para que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) possa programar medidas emergenciais, como racionamento de água.
 
Segundo a meteorologista Marle Bandeira, a chuva costuma cair com mais frequência nas regiões do alto Sertão, Cariri e Curimataú nos meses de fevereiro e março. “Climatologicamente, os meses de março e abril tendem a ser os mais chuvosos. Então a tendência para essas regiões é de que ocorram chuvas mais homogeneas”, explicou. As condições oceânicas detectadas no início de 2013 são mais favoráveis que as encontradas pela Aesa no início do 2012.
 
Segundo Lucílio Vieira, o nível dos mananciais paraibanos no início deste ano eram esperados pelos metereologistas devido às poucas chuvas em 2012. “Devido ao ano seco que tivemos em 2012, entedemos que o nível dos açudes é considerado normal. Mas como a previsão de que o período chuvoso no Sertão e no Agreste inicie neste mês de março, a tendência é que boa parte dos açudes em observação sejam reabastecidos”, completou. Dos 121 açudes monitorados, 77 deles estão com nível acima dos 20% da capacidade.

Fonte

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Chuvas em alguns municípios castigados pela seca trazem esperanças, mas inverno ainda não chegou

As chuvas que caíram em alguns municípios nas regiões castigadas pela seca no Estado trouxeram esperanças de que o período de estiagem que já dura mais de seis meses tivesse chegado ao fim.

De acordo com o serviço de Meteorologia da Agência de Gestão das Águas (Aesa), as chuvas que têm caído, apesar de intensas, têm sido muito rápidas, não dando para acumular água no solo ou nos açudes.

De acordo com a meteorologista da Aesa, Carmem Becker, essas chuvas ainda não representam o fim da seca e o início do inverno. "As precipitações são pequenas e não dão para acumular água nos açudes", explicou. Ela informou que a previsão para o início do período de chuvas nas regiões que estão sendo castigadas pela seca é para os meses de fevereiro e março.

A meteorologista acrescentou que somente nos próximos meses é que as precipitações serão mais significantes a ponto de acumular água e melhorar os níveis de armazenamento nos reservatórios do Estado.

As chuvas que estão caindo, no entanto, estão servindo para que o agricultor acumule água nos reservatórios domésticos para amenizar os efeitos da estiagem que tanto tem penalizado, principalmente as regiões do Sertão, Cariri e Agreste.

Os municípios que registraram maiores índices pluviométricos neste fim de semana foram Mãe d'Água, no Sertão do Estado, com 26,2 milímetros; Campina Grande, no Agreste, com 23,3 milímetros; Boa Vista, também no Agreste, com 19,6 milímetros; Cajazeirinhas, no Sertão do Estado, com 18 milímetros; e são Sebastião do Umbuzeiro, no Sertão, com 10,6 milímetros.

Desde o início do ano, as cidades que tiveram os maiores índices pluviométricos registrados pela Aesa foram Jericó, no Sertão, com 28 milímetros; Mãe d'Água, com 26,2 milímetros; Juripiranga, na Zona da Mata, com 23,5 milímetros; Campina Grande, com 23,3 milímetros; e Sumé, no Cariri, com 21 milímetros.

De acordo com o serviço de meteorologia da Aesa, o sol vai predominar em todo o Estado nas próximas horas, mas há previsão e chuvas isoladas que devem ocorrer entre a tarde e a noite, principalmente nas regiões mais castigadas pela seca, a exemplo do Cariri, Sertão e Agreste.

Luciana Rodrigues
 
 
 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Chove em CG e mais sete municípios

Em Campina Grande foi registrada uma chuva de 23,2 milímetros (mm) em intervalo de apenas uma hora, no último sábado (5).



 

O último fim de semana foi de registros de mais chuvas em Campina Grande e em mais sete cidades da região. De acordo com os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), a cidade de Mãe d'Água teve o maior índice pluviométrico: 26,2 milímetros. Em Campina Grande foi registrada uma chuva de 23,2 milímetros (mm) em intervalo de apenas uma hora, no último sábado, o suficiente para que alguns bairros já enfrentassem problemas pelo acúmulo de lixo.

Na Vila dos Teimosos, no bairro de Bodocongó, o nível da água subiu e invadiu algumas residências. A chuva também arrastou o lixo nas ruas e deixou bueiros abertos. Com os ventos fortes, a cobertura de um posto de combustíveis, no bairro de Bodocongó, foi derrubada, o que causou um estrago no local. De acordo com a meteorologista da Aesa, Carmem Becker, essas precipitações foram isoladas e deverão ser irregulares, mas que deve já deixar os moradores de algumas áreas em alerta.

“Devido à alta umidade do ar, é normal que essas chuvas irregulares apareçam. Mas elas serão pontuais, uma vez que, neste final de semana passado, nós só registramos chuvas em oito cidades. Pelos nossos registros, 40 municípios já registraram chuvas, mas a maioria deles sem muita intensidade.

A cidade que teve o maior índice no último final de semana foi Mãe d'Água, onde choveu 26,2 mm”, explicou a especialista.

De 1º de janeiro até ontem, no acumulado, as cidades que apresentaram maior índice de precipitação foram Jericó e São Miguel de Taipu.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

880,7 mil paraibanos não têm água tratada

Sem aceso à água tratada, 23,38% da população paraibana, precisa recorrer a poços e outros tipos de fontes para garantir abastecimento.


 
Rizemberg Felipe
De acordo com dados do IBGE, a Paraíba possui 57.089 domicílios sem água encanada
Por outro lado, a pesquisa apontou que 829.018 domicílios são atendidos pela rede pública de fornecimento de água. Ao todo, são 2.901.563 paraibanos que dispõem desse serviço, já que o IBGE calcula que cada moradia possui, em média, 3,5 habitantes.

Das pessoas que não têm água encanada em casa, a maior parte recorre a poços ou nascentes naturais, existentes dentro da propriedade. São 57.089 domicílios nessa situação, o que corresponde a 199.811 pessoas, segundo estimativa do IBGE. A maior quantidade de casas, nestas condições, está localizada nas cidades de Jericó (6.795), Pedras de Fogo (2.494), São Sebastião de Umbuzeiro (2.366), Santa Rita (2.113), Mamanguape (1.699), Mari (1.468), São José do Rio do Peixe (1.191), Areia (1.097) e Baía da Traição (963).

Outras 50.988 moradias também são atendidas por poços ou nascentes naturais, no entanto, localizadas longe das propriedades, o que obriga que 178.458 habitantes precisem se deslocar, por alguma distância, para fazer o transporte de latas e baldes cheios com a água. Ainda de acordo com IBGE, a maioria dessas pessoas que não têm acesso à água encanada vive na zona rural.

Entre essas pessoas está a dona de casa Maria das Mercês da Silva, 59 anos. Ela mora numa comunidade conhecida como “Ilha dos Pescadores”, localizada às margens da PB 008, na divisa de João Pessoa e Conde. No local, só há apenas três casas, que não são atendidas por tratamento de água. Os moradores precisam recorrer a lago e a um poço artesiano, construído na área.

“Todos os dias, eu pego meu balde, coloco na cabeça e vou atrás da água. Preciso caminhar uma meia hora para ir e voltar. É um sofrimento grande, mas não tem jeito. Faz 23 anos que vivo assim”, lamenta.

Na precária casa, feita de taipa, Maria das Mercês vive com dois adultos e duas crianças, que já apresentaram na saúde as consequências da falta do tratamento de água. “Minha neta vive com dores de barriga. Acho que é por causa dessa água mesmo, que é muito barrenta. Meu sonho é que um dia a água encanada chegasse aqui, mas isso é muito difícil”, diz a dona de casa.

Perto dali, outra área também sofre a falta da água de qualidade, apesar de estar localizada em zona urbana. Mesmo atendida pela rede da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a Comunidade de Paratibe, localizada ao lado do bairro do Valentina Figueiredo, precisa recorrer a poços artesianos.

Segundo a moradora Jorlane Nascimento Pereira, 23 anos, o motivo disso são as constantes faltas de água que ocorrem na região. “Aqui, falta água umas três vezes por semana. Às vezes, ficamos o dia todo sem uma gota de água na torneira. Por isso, tiramos água no poço”, diz.

O poço ao qual Jorlane se refere fica no quintal da casa e possui 25 metros de profundidade. Apesar da estrutura ficar perto de uma fossa, a água retirada é usada sem tratamento doméstico prévio. “A gente tira a água para beber, tomar banho, limpar a casa e fazer comida. Não colocamos água sanitária e nem fervemos, não", explica a dona de casa.