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domingo, 1 de junho de 2014

Obras de mobilidade urbana em João Pessoa seguem em ritmo acelerado

01/06/2014 - 08:04 - Atualizado em 01/06/2014 - 08:25 

Por sua vez, as obras de duplicação da Avenida Cruz das Armas e a construção da Perimetral Sul estão num estágio avançado. 


Os serviços de escavação das estacas para construção dos muros de arrimos para a elevação do viaduto que comporá a obra do Trevo de Mangabeira já começaram. Por sua vez, as obras de duplicação da Avenida Cruz das Armas e a construção da Perimetral Sul estão num estágio avançado. Elas fazem parte de um conjunto de obras de mobilidade urbana que o Governo do Estado vem realizando em João Pessoa, nas quais estão sendo investidos mais de R$ 33 milhões.
 
Durante visita a estas obras, na tarde deste sábado (31), o governador Ricardo Coutinho destacou que elas vão melhorar a mobilidade nos pontos críticos de congestionamento da Capital, citando ainda o viaduto do Geisel, que foi iniciado nesta semana e as passarelas da comunidade Renascer e do Cristo, ambas na BR-230.
 
Após acompanhar os serviços de alargamento e asfaltamento da avenida Cruz das Armas na altura do Mercado de Oitizeiro, ele explicou que essa é uma obra difícil porque requer desapropriações e indenizações, mas que os problemas estão sendo superados e a obra entra num bom ritmo. "Essa é a principal entrada da cidade e, finalmente, após o trabalho de desapropriação está ganhando duas pistas com 7 metros de largura e calçadas laterais beneficiando os motoristas, pedestres e comerciantes do local", afirmou o governador. Na duplicação dos 4 km da avenida, iluminação, calçadas e canteiro central estão sendo investidos R$ 5, 5 milhões.
 
Perimetral Sul - Em seguida, acompanhado do diretor de Obras do DER, Hélio Cunha Lima, do secretário de Comunicação, Luís Tôrres, e do secretário executivo de Comunicação, Célio Alves, o governador Ricardo Coutinho inspecionou as obras da Perimetral Sul, que liga a BR-101 aos bairros Gervásio Maia/Colinas do Sul/Valentina de Figueiredo/Mussumago/entroncamento da PB-008. Estão sendo investidos R$ 6.523.992,11 milhões, com recursos do Tesouro Estadual, na execução da obra que beneficia mais de 300 mil pessoas.
 
O diretor de Obras do DER, Hélio Cunha Lima, explicou que as obras compreendem uma extensão de 9 km em pista dupla de 7 metros cada e mais canteiro central e que os serviços estão em um estágio avançado com a conclusão de boa parte da drenagem e do próprio asfaltamento da área entre o Valentina e o Colinas do Sul.

Trevo - A equipe do Governo do Estado ainda vistoriou as obras do Trevo de Mangabeira e de pavimentação e drenagem de 24 ruas para facilitar o escoamento do trânsito na ligação dos bairros dos Bancários e Mangabeira. Os serviços de pavimentação das ruas já foram finalizados e começaram as obras de escavação das estacas para construção dos muros de arrimos para a elevação do viaduto. A sinalização nas imediações do giradouro e das vias alternativas será implantada na próxima semana.
 
O Governo do Estado está investindo R$ 21 milhões na construção do Trevo, que vai beneficiar diretamente mais de 250 mil moradores da região e cerca de 30 mil motoristas que trafegam diariamente pelo local.
 
O motorista Claudio Fernandes comentou que os congestionamentos no girador de Mangabeira são constantes e falta mobilidade em horários como das 6h às 8h, ao meio dia e próximo as 18h. "Quando ocorre uma batida para tudo. A nossa esperança  é esse viaduto que prepara o bairro para um crescimento ainda maior com o Shopping Mangabeira e a escola técnica estadual", completou.
 
A comerciária Fátima Cabral disse que a duplicação da avenida Cruz das Armas vai melhorar para os pedestres com as calçadas e para os motoristas porque o trânsito em determinadas horas do dia é muito caótico. Fátima acrescentou que a duplicação finalmente passou em sua porta e está muito próxima de ser concluída. "Nós comerciários também seremos beneficiados porque até para um pedestre atravessar é um risco muito grande", observou.

Secom-PB

Fonte



terça-feira, 4 de junho de 2013

Câmara realiza terceira audiência pública para revisão do Código de Urbanismo da Capital


Segunda-Feira, 3 de junho de 2013 23h42
 
 
Foto: Ascom
Foi realizada, na tarde desta segunda-feira (3), a terceira audiência pública na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) para discutir a revisão do Código de Urbanismo do município.
 
A intenção do vereador Raoni Mendes (PDT), que solicitou o debate, é discutir os artigos do Código e elaborar um documento com sugestões, o qual será entregue ao prefeito Luciano Cartaxo (PT) no Dia Mundial do Urbanismo, comemorado em 8 de novembro.
 
“Vamos preparar um Código atualizado e em consonância com a nova realidade de nossa cidade. Para tanto, precisamos de estudos paralelos de decretos sobre o tema para fazermos uma consolidação, criando um documento único que atenda às novas perspectivas de uma cidade desenvolvida e sustentável. Apesar de cansativo, é preciso que a população conheça tudo o que está sendo feito nessas audiências, com a discussão de artigo por artigo, para conseguirmos um documento bastante coeso”, comentou Raoni Mendes.

Durante essa terceira audiência, foram lidos os artigos 98 a 146 da Lei nº 2.102, de 31 de dezembro de 1975, que institui o Código de Urbanismo Integrante do Plano Diretor Físico do Município de João Pessoa, e discutida sua redação.
 
Ainda estão previstas outras cinco audiências públicas para debater o tema, as quais acontecerão dentro da reunião da Comissão de Políticas Públicas (CPP) da CMJP. A próxima audiência será realizada no dia 17 deste mês, com as discussões em torno dos artigos 147 a 195 do Código.

A mesa desta discussão foi composta pelo propositor e pelos vereadores Bosquinho (DEM) e Bruno Farias (MD); além do representante da Secretaria de Planejamento (Seplan) e diretor de Controle Urbano, Edgar Garcia; o presidente do Sindicato dos Arquitetos na Paraíba, Fábio Queiroz; e o secretario do Meio Ambiente, Edilton Nóbrega.


Sugestões de modificações
A primeira modificação foi sugerida pelo diretor Edgar Garcia e tratou do artigo 98, que fala das cadernetas topográficas: “Hoje, com toda a tecnologia disponível, não se trabalha mais com cadernetas, mas se realiza uma georreferência da área que dispensa as cartas topográficas”, comentou.

No artigo 102, houve nova modificação no tocante ao prazo de aceitação do pré-projeto, que estava estipulado em 30 dias e deverá passar para até 90 dias, podendo ser prorrogável por mais 90 dias. De acordo com Edgar Garcia, em nenhum outro lugar um loteamento é liberado antes de transcorridos 180 dias para análise de viabilização do empreendimento.

Outro destaque foi a sugestão de modificação do artigo 123, que deverá receber nova redação sobre a quantidade de cópias que deverão ser apresentadas do anteprojeto e do projeto para liberação da urbanização de terrenos.

Já no artigo 136, que trata da substituição de profissional responsável pela execução dos serviços e obras de um loteamento, o presidente do Sindicato dos Arquitetos, Fábio Queiroz, sugeriu que seja apresentado o registro de responsabilidade técnica do Conselho de classe referente à substituição para aferir melhor as responsabilidades envolvidas.

O vereador Raoni Mendes confidenciou que pretende que, na última audiência pública sobre a revisão do Código de Urbanismo de João Pessoa, programada para 16 de setembro, tenham-se incorporado todos os decretos e portarias em um único documento com as principais referências aos novos tempos de uma cidade em constante transformação.
 
Fonte: Da Redação com Ascom 
 
 
 

domingo, 10 de junho de 2012

João Pessoa tem 880 casebres

Para mudar essa realidade, a Secretaria de Habitação de João Pessoa tem investido na construção de casas populares e na substituição isolada de casas de taipa por outras feitas de tijolos.

Publicado em 10/06/2012 as 08h00


Em João Pessoa, ainda de acordo com o Censo Demográfico feito em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 880 casebres de paus e barro contabilizados, oficialmente. Para mudar essa realidade, a Secretaria de Habitação de João Pessoa tem investido na construção de casas populares e na substituição isolada de casas de taipa por outras feitas de tijolos. Desde 2005 até maio de 2012, o governo municipal já trocou 3.499 casas de paus e barro por modelos de tijolos e cimentos.

O valor unitário por imóvel oscila entre R$ 12.500 e  R$13.500. O dinheiro é oriundo do Programa de Subsídio Habitacional (PSH).

Com exceção de bairros que têm moradores com maior poder aquisitivo, a exemplo de Manaíra, Cabo Branco e Tambaú, as intervenções feitas pela prefeitura contemplam quase todas as áreas de João Pessoa. Dos 64 bairros da capital, o programa já está presente em 53. Para a prefeitura, a quantidade de casas de taipa superou os dados do IBGE.

Até o final deste ano, a prefeitura pretende trocar 1.368 casas de taipa por moradias de alvenaria. Parte do recurso será dos cofres federais, mas a Prefeitura de João Pessoa deverá arcar com 40% das despesas.

Segundo o secretário de Habitação de João Pessoa, José Guilherme, os trabalhos começam a partir de relatórios feitos por funcionários da Secretaria de Habitação e da Defesa Civil. As equipes visitam as áreas de risco para conferir a situação das casas sem infraestrutura.

Após pedir a autorização dos moradores para fazer a transformação do imóvel, os técnicos elaboram um relatório que será usado na solicitação dos recursos. Após a liberação da verba, a família é relocada para um local seguro e aguarda o início da construção da casa em alvernaria, que dura, em média, 60 dias. Durante esse tempo, os moradores ficam na casa de parentes ou recebem o auxílio-aluguel, no valor de R$ 200,00.


 

Paraíba tem 30,7 mil moradias irregulares

Mais de cinco milhões de brasileiros vivem em casas irregulares atualmente, segundo IBGE. 

Publicado em 10/06/2012 às 08h00
 

Francisco França
Cidadão vive em condições precárias
Com os pés sujos de areia e cansado pelo transporte pesado de material reciclável coletado do lixo, Sandoval Márcio da Silva olha, desolado, para as condições precárias da casa onde mora.

O casebre feito de paus e barro, com pouco mais de cinco metros quadrados, é a única propriedade que ele conseguiu adquirir ao longo de 48 anos de vida.

Castigada pelo sol e chuva, a moradia já está inclinada, marcada por fissuras, buracos e parece que vai desabar a qualquer momento. “Trabalho com artesanato. O que ganho mal dá para comer. Não tenho condições de comprar uma casa melhor”, lamenta Sandoval, com tom preocupado.

Residente da comunidade Trapiche, criada ao lado da Estação Ferroviária em João Pessoa, Sandoval divide com outras 50 famílias o mesmo drama. Todos vivem em casas de taipa, que não oferecem nenhuma segurança física e ameaçam cair a cada período chuvoso. A comunidade já está cadastrada em programas habitacionais da prefeitura, mas perde dia após dia a esperança de sair do local.

“Minha casa era de taipa e caiu por causa da chuva. Perdi tudo o que tinha. Saí de lá e aluguei outra casa aqui mesmo, também de taipa. Tenho medo desta também vir abaixo porque está cheia de rachadura. É tanto sofrimento que nem acredito mais que um dia vou sair daqui”, desabafou Sandra Silva de Araújo.

Moradora há 12 anos na comunidade, Sandra conta que o risco do desabamento é o maior, mas não é o único problema das casas humildes. Sem revestimentos, as precárias moradias também escondem insetos que ameaçam a saúde. Ratos, baratas, mosquitos e até aranhas e escorpiões são inimigos presentes.

Outro perigo vem do piso. O chão de terra batida, sem cimento, é cheio de buracos e põem abaixo quem não ficar atento.

Deficiente física, Sandra já caiu várias vezes dentro de casa. “Eu tenho apenas uma perna e uso muleta. Preciso andar, com cuidado, me segurando nas coisas”, revela.

As dificuldades estão presentes também nos banheiros. Na comunidade Trapiche, há apenas um pequeno cômodo, construído pelos próprios moradores, que é usado pelas 40 famílias do local. O ambiente, também feito em taipa, não tem nenhuma estrutura mínima de higiene sanitária. O esgoto é despejado ao ar livre e afeta diretamente as crianças.

“Os meninos daqui vivem doentes, com dengue, febre, verme.

Não tem como evitar. Além dos esgotos, há muito lixo por aqui”, reclama a moradora Maria José Pinheiro da Silva.

Segundo o Censo Demográfico feito em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de cinco milhões de brasileiros vivem em casas irregulares atualmente.

São precisamente 5.110.196 unidades no país. Destas, 925.160 são de taipa. As demais são feitas de madeira e palha. Na Paraíba, são 30.723 casas nessa situação. Entre elas, 28.923 são moradias de taipa, outras 1.547 são de madeira e 253 lares feitos de palha.