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sábado, 20 de junho de 2015

Paraíba já desmatou 90% da Mata Atlântica de seu território, diz IBGE


20/06/2015 19h07 - Atualizado em 20/06/2015 19h08 

Estado só mantém 483km² de área de Mata Atlântica.
Presidente da Apan diz que situação é preocupante.
 
Krystine Carneiro Do G1 PB

A Paraíba só tem 483km² de área remanescente de Mata Atlântica, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável divulgados na sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, 90,1% da área original - que era de 5.980 em todo o estado - já foi desmatada. Os dados são referentes ao ano de 2012.
 
De acordo com a publicação, também restam 111 km² de mangue. Com esses dados, a Paraíba é o estado que teve o quinto maior percentual de desmatamento de Mata Atlântica no país, ficando atrás apenas de Goiás (97,3%), Rio Grande do Norte (90,8%), Sergipe (90,7%) e Alagoas (90,3%). 
 
Para o presidente da Associação Paraibana da Natureza (Apan), Antonio Augusto, o dado é preocupante. A Mata Atlântica é um pequeno ecossistema fundamental para a preservação dos mananciais de água potável. Se essa cobertura vegetal foi extinta, as consequências serão desastrosas. João Pessoa, que hoje não tem escassez de água, passará a ter, principalmente porque tivemos uma precipitação pluviométrica baixa esse ano”, comentou.

Segundo Antonio Augusto, a Mata Atlântica na Paraíba ainda tem uma faixa estreita no Litoral e alguns resquícios no Brejo. “Os órgãos ambientais deveriam ser extremamente rigorosos com relação a licenciamento e autorização para desmatamento. Isso, infelizmente, não acontece”, disse.
 
O presidente da Apan ainda atribuiu o alto índice de desmatamento à falta de planejamento urbano dos municípios onde há Mata Atlântica. “Hoje o litoral é a região com a maior densidade demográfica do estado, onde as cidades têm um crescimento acelerado. Seria primordial que houvesse um disciplinamento desse crescimento”, disse Antonio Augusto. Outra causa é a “falta de educação ambiental e conscientização da população e, sobretudo, dos empresários e empreendedores”.

O G1 solicitou, às 17h da sexta-feira, um posicionamento em relação aos dados à Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). A assessoria de imprensa informou que ia encaminhar o pedido ao setor responsável, mas que, no horário em que a solicitação foi realizada, não havia mais expediente no órgão e que só seria possível comentar o assunto na segunda-feira (22).



quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Cuidado com a pele: Aesa alerta sobre índice de radiação solar na Paraíba


Publicado em 08/01/2015 11h22

O índice de raios ultravioleta deve ficar entre 13 e 14, na escala que varia de 1 a 16

Por Assessoria


A Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) prevê para esta quinta-feira (8) sol entre poucas nuvens em toda a Paraíba. No Litoral, a previsão é de ocorrência de chuvas passageiras ao longo do dia, com maior possibilidade de chover à noite. A previsão é que a mínima seja de 25 ºC e a máxima chegue aos 31 ºC. Não há indicação de chuvas para as demais regiões do Estado. Por conta da existência de poucas nuvens, a população deve redobrar a atenção para a maior incidência de raios ultravioleta.

De acordo com a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, o índice de raios ultravioleta deve ficar entre 13 e 14, na escala que varia de 1 a 16. “É um índice que requer muita atenção, sobretudo para quem está no Litoral, onde a incidência geralmente é bem maior do que em outras regiões do estado”, pontuou.

Ainda de acordo com a previsão, a temperatura mínima no Brejo deve ficar em torno dos 21 ºC, enquanto a máxima deve chegar aos 29 ºC.

Já no Agreste a mínima deve ser de 22 ºC e a máxima, de 30 ºC. A temperatura para a região do Curimataú e Cariri deve ser de 22 ºC a mínima e de 34 ºC a máxima.

No Alto Sertão, a temperatura mínima deve ser de 22 ºC e a máxima de 35 ºC. No Sertão paraibano, a previsão é de que os sertanejos tenham 23 ºC de temperatura mínima e 36 ºC de temperatura máxima durante esta quinta-feira.

Fonte: Secom/PB foto divulgação
 Fonte
 
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Apesar das chuvas, Paraíba ainda tem açudes com reservas abaixo da média


05/07/2013 13h05 - Atualizado em 05/07/2013 13h05 

Açudes que abastecem João Pessoa, Mari e região do Brejo estão cheios.
Vaca Brava e Canafístula estão abaixo dos 20% da capacidade.
 
Do G1 PB
 
 
As chuvas que caíram recentemente na Paraíba foram concentradas nas regiões do litoral, agreste e brejo, como informou a Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado (AESA) nesta sexta-feira (5). Os reservatórios de água das cidades de Conde, Araçagi e Mari sangraram, mas a previsão é de que a realidade do sertão, que ainda enfrenta problemas, não mude muito.
  
Os açudes estão com as reservas abaixo da metade e devem permanecer assim até o ano que vem, quando começa o novo período de chuvas. De acordo com Isnaldo Cândido, gerente de bacias hidrográficas da AESA, a situação dos principais açudes, como Coremas e Mãe d'Água é preocupante, pois ainda não ultrapassaram os 40% da capacidade. O açude Epitácio Pessoa, no Cariri, está com 48,1% de de abastecimento.
 
Isnaldo também informou que as chuvas no litoral, brejo e agreste recarregaram os açudes de Gramame e Mamuaba, que abastecem João Pessoa; o de Araçagi, que abastece a região do Brejo e  o Olho d'Água, que fornece água para Mari, atingiram a cota. Mas os açudes de Vaca Brava e Canafístula estão abaixo dos 20% de capacidade.
 
Ainda de acordo com o gerente de bacias hidrográficas, a meteorologia continuar a prever chuvas para o mês de julho e a expectativa é que a recarga seja suficiente para os próximos meses nos reservatórios que estão abaixo da média. As cidades que mais tiveram precipitações nas últimas 24 horas foram Conde, com 58 milímetros, Lagoa Seca, com 52,3, Areia, com 34,4, Salgado de São Félix, com 39,1, Campina Grande, com 24,8 e João Pessoa, com 4,6 milímetros.


 

sábado, 15 de junho de 2013

Aesa prevê chuva neste domingo, 16, em João Pessoa

15/06/2013 - 14:57

A temperatura deve ficar entre 29º e 22º, com nebulosidade variável e ocorrência de chuvas.

 
Apesar do sol deste sábado, 15, na Capital paraibana, a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) informou que o domingo, 16, deverá ser de chuva.

A temperatura deve ficar entre 29 ºC e 22 ºC, com nebulosidade variável e ocorrência de chuvas.
 
Segundo a Aesa, as chuvas devem permanecer no Litoral, Agreste e Brejo da Paraíba até o mês de julho, já que este é o período chuvoso da região.
 
Para as regiões do Sertão, Cariri e Curimataú, o período característico de chuvas já se encerrou, o que se pode esperar são apenas precipitações isoladas.

da redação
WSCOM Online


sábado, 18 de maio de 2013

Chuvas destroem feira livre, avenidas e provocam alagamentos em Rio Tinto

Publicado em 18/05/2013 00h00

De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), a previsão é de tempo instável e abrange também as regiões do Agreste e Brejo.


Por Felipe França

As fortes chuvas que caíram nas primeiras horas da tarde desta sexta-feira em Rio Tinto, litoral norte paraibano, provocaram transtornos aos transeuntes e feirantes da feira de frutas e verduras do mercado público da cidade.
 
 
De forma surpreendente, um grande volume de água que desceu da parte alta da cidade em direção ao centro provocou estragos nos calçamentos nas imediações do mercado, e muito entulho misturado com barro e água invadiu o setor de frutas e verduras do comercio central, levando parte das frutas e danificando bancos dos vendedores da ‘feira livre’.
Outro ponto da cidade que ficou alagado foi a Avenida Santa Elizabeth, próximo a antiga cogerência. Por mais de 1 hora o trecho ficou submersos e o transito ficou lento, dificultando a passagem de alguns veículos.

Foto: Internet
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Rural da Prefeitura de Rio Tinto mobilizou de imediato cerca de 20 homens, uma retroescavadeira, uma catrepilha e duas caçambas para a retirada dos entulhos e da areia trazidas pelas chuvas no entorno do mercado público.
Segundo Aesa, chuvas vão continuar
"As frutas tiveram que ser recolhidas na calçada"
A chuva que começou na manhã desta sexta-feira e atinge o litoral paraibano deve continuar até a noite.
De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), a previsão é de tempo instável e abrange também as regiões do Agreste e Brejo.
“Para as próximas horas, o tempo deve permanecer favorável à ocorrência de chuva de intensidade moderada a forte no setor leste do Estado. Nas demais regiões, a previsão é de nebulosidade variável”, explicou a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira.
Temperatura
Em todo o Estado, a expectativa é de que os termômetros variem entre a máxima de 36°C e mínima de 20°C graus. Para quem pretende programar atividades ao ar livre neste final de semana, a dica é ficar de olho no site da Aesa (www.aesa.pb.gov.br). Diariamente são divulgados dois boletins com a previsão meteorológica, sempre no começo da manhã e no final da tarde.
Mais fotos:
"Máquinas tiveram que tirar as areias da rua ao lado do mercado"

 
"Bancos foram arrastados e ficaram danificados"

 

"Trecho de acesso Centro às ruas do Porto e da Linha também ficou submerso"
Fonte: PBVale
  Fonte
 
 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Projeto recupera mata ciliar do Mamanguape

Projeto Rio Mamanguape abrange sete municípios do Brejo paraibano e já beneficiou cerca de 15 pessoas. 




Há 6 anos um projeto vem trabalhando para a recuperação do Rio Mamanguape, que abrange sete municípios do Brejo paraibano, através da conservação e preservação de suas nascentes. De acordo com o engenheiro civil Lucílio Vieira, da Cooperativa de Projetos, Assistência Técnica e Capacitação do Nordeste – Ltda. (Coopacne), que executa o Projeto Rio Mamanguape, cerca de 15 mil pessoas já foram beneficiadas através da iniciativa, que já começou a recuperar a mata ciliar do rio, degradada por anos com o desmatamento.

Ele explicou que o projeto tem o intuito de ajudar especialmente os agricultores das cidades de Alagoa Nova, Areial, Esperança, Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Matinhas e Montadas, inclusive com ações educativas e construção ou recuperação de tanques e cisternas. “A grande solução para o abastecimento de água nessas cidades seria a recuperação da Barragem de Camará, já que apesar das chuvas serem consideráveis na região, não existem reservatórios para captar essa água”, informou.
 
As cisternas, uma solução encontrada pelo projeto como solução pontual, estão beneficiando hoje centenas de famílias. Conforme o engenheiro, já foram disponibilizadas entre mil a 1.200 equipamentos do tipo, para a reserva de água. “O trabalho educativo se estende na recuperação da mata ciliar do rio Mamanguape, inclusive com a ajuda dos próprios agricultores. Nós reflorestamos com 50% de plantas nativas, assim como árvores frutíferas e outras que possam também servir como fonte produtiva para os agricultores”, explicou.
 
O Projeto Rio Mamanguape está realizando a II Semana da Água, que aconteceu nas sete cidades do Brejo paraibano, sendo encerrada amanhã, em Lagoa Seca. Conforme a coordenadora da área de Educação da Coopacne, Maria Zélia Araújo, cerca de 600 pessoas, em cada um dos municípios, estiveram presentes ao evento, dentre gestores municipais, educadores, agricultores e estudantes. “Nós realizamos um trabalho de educação para a conservação do meio ambiente, desde o manuseio dos resíduos sólidos, o reaproveitamento da água, passando pelas doenças que podem ser ocasionadas por causa da exposição ao lixo”, disse.
 
O evento está acontecendo no Convento Ipuarana e se estenderá também através de uma oficina sobre as expectativas pertinentes à reedição do Projeto Rio Mamanguape em suas várias áreas de atuação, a partir da 8h, na Câmara de Vereadores, que acontecerá hoje. Amanhã haverá uma concentração ao lado da Secretaria de Ação Social, a partir das 8h, para uma caminhada que percorrerá várias ruas centrais da cidade e será encerrada na Praça da Igreja Matriz da cidade.

Fonte

 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Em três dias Aesa registra metade das chuvas de abril em João Pessoa


29/04/2013 11h55 - Atualizado em 29/04/2013 12h00 

Da última sexta (26) até esta segunda-feira (29) foram registrados 110 mm.
Defesa Civil atendeu ocorrências em nove áreas de risco da capital.
 
Do G1 PB
 
 
Alguns pontos de alagamento foram registrados em João Pessoa após as chuvas deste domingo (28) (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Alguns pontos de alagamento foram registrados
em João Pessoa após as chuvas deste domingo (28)
Foto: Walter Paparazzo/G1)
Nas últimas 72 horas foram registradas chuvas em todas as regiões da Paraíba, conforme dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa). Os maiores volumes foram encontrados na faixa leste do estado, nas regiões do Litoral, Agreste e Brejo. Somente em João Pessoa choveu cerca de 110 mm entre a sexta-feira (26) e a manhã desta segunda-feira (29), quase metade dos 259 mm que foram registrados durante todo o mês de abril.
 
Em João Pessoa, as chuvas causaram alagamentos em todos os bairros, enchentes em comunidades ribeirinhas e um pequeno deslizamento em uma barreira no bairro do Cristo Redentor. Segundo a Defesa Civil de João Pessoa, o maior problema registrado nas últimas horas na capital é a obstrução de galerias, o que causa alagamentos nas principais vias.
  
“Registramos ocorrências em vários pontos de João Pessoa nesta segunda, devido às chuvas. Principalmente por conta da enchente no Rio Jaguaribe. Tivemos problemas no bairro São José e na comunidade do Timbó, no Bancários. Ainda estamos monitorando as áreas do Cuiá e de Cruz das Armas. Todas as famílias atingidas pela enchente estão sendo levadas para abrigos. Estamos trabalhando juntos com a Seinfra (Secretaria Municipal de Infraestrutura) para desobstruir as galerias que estão com lixo, principal causa dos alagamentos na cidade”, explicou Genival Filho, técnico da Defesa Civil de João Pessoa.
 
De acordo com a Aesa, a previsão é de que o tempo fechado permaneça na área do Litoral, Agreste e Brejo nas próximas 24 horas. Segundo a meteorologista Marle Bandeira, as chuvas que atingiram a faixa leste da Paraíba foram causadas pela umidade vinda do oceano. “Os ventos vindos do Nordeste e Sudeste trouxeram a umidade vinda do oceano e contribuíram para o clima de instabilidade na faixa litorânea, principalmente. A previsão para as próximas horas é de chuvas persistentes no Leste do estado e chuvas isoladas no Sertão, Cariri e Curimataú”, avaliou.
   

 

sábado, 27 de abril de 2013

Sertão, Cariri e Curimataú da PB têm chuva neste fim de semana, diz Aesa

27/04/2013 06h00 - Atualizado em 27/04/2013 06h00 

No Agreste, Brejo e Litoral, o sol aparece, mas há possibilidade de chuvas.
Maior precipitação da quinta foi em São José de Caiana, com 16 mm.
 
Do G1 PB

 
A Paraíba tem previsão de mais chuvas nesse fim de semana, com chuvas isoladas principalmente à noite nas regiões do Sertão, Cariri e Curimataú, confome informou a meteorologista Carmem Becker, da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). Ainda segundo ela, no Agreste, Brejo e Litoral, o sol aparece, mas há possibilidade de chuvas ocasionais. Para a próxima semana, há previsão das chuvas serem mais frequentes e mais fortes.
 
Entre as 7h da quinta-feira (25) e as 7h desta sexta-feira (26), a Aesa registrou chuva em 22 das 269 estações pluviométricas monitoradas pelo órgão. As chuvas ocorreram em 22 municípios com maior precipitação em São José de Caiana, onde choveu 16 mm.

O período chuvoso do Sertão, Cariri e Curimataú é de fevereiro a maio e o inverno do Agreste, Brejo e Litoral acontece entre os meses de abril a julho e, com essas primeiras chuvas a temperatura, já começa a baixar um pouco.

De acordo com a meteorologista Carmem Becker, até esta sexta-feira (26), os municípios onde mais choveu são: Vista Serrana (219.5 mm), Belém do Brejo do Cruz (211.7 mm), Diamante (210.7 mm) e São José do Brejo do Cruz (209.5 mm). Em João Pessoa, o acumulado das chuvas de abril registra 150.9 mm e, na cidade de Campina Grande, choveu 95.5 mm.

Os 122 açudes monitorados pela Aesa estão hoje com o volume acumulado de aproximadamente 1,5 bilhão de metros cúbicos (1.488.081.947 m³). A capacidade máxima dessas barragens é de 3.942.343.207 de metros cúbicos d’água.
 
Fonte

domingo, 21 de abril de 2013

Obras da transposição vão começar no Cariri

Ordem de serviço autorizando o início das obras no trecho que passa pela cidade de Monteiro deve ser assinada em junho.



O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, anunciou que está prevista para junho a assinatura da ordem de serviço autorizando o início das obras da Transposição das Águas do Rio São Francisco no trecho que passa pela cidade de Monteiro, Cariri do Estado. O anúncio foi feito na Câmara Municipal de Monteiro, durante audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e pela Comissão do Senado responsável por fiscalizar a execução das obras.

Em Monteiro será construído o último trecho do Eixo Leste da Transposição, que vai trazer as águas do rio São Francisco para a bacia do rio Paraíba. De acordo com o projeto, esta etapa da obra vai beneficiar 72 municípios paraibanos das regiões do Cariri, Agreste, Brejo e Litoral. Entre as cidades beneficiadas, segundo o governo federal, estão João Pessoa, Campina Grande, Itabaiana, Cabaceiras, Bayeux e Santa Rita.

Ao todo, 127 cidades do Estado devem ser beneficiadas pela transposição. Além do eixo leste, via Monteiro, a Paraíba também vai receber os canais do Eixo Norte da Transposição, que vai beneficiar mais 55 cidades do Sertão paraibano. De acordo com o Ministério da Integração, as obras estão em andamento no município de São José de Piranhas, com trabalhos noturnos.

Durante a audiência, o ministro admitiu que a obra está com o cronograma atrasado e chegou a afirmar que “ninguém do governo federal está satisfeito com a situação”. Mesmo diante do panorama adverso, Fernando Bezerra garantiu que a expectativa do governo federal é que as águas do Rio São Francisco possam chegar à Paraíba até o final de 2015. “Superamos os atrasos e a água está chegando, com certeza em 2015 esta obra estará totalmente pronta”, completou.

2ª VISITA
Esta foi a segunda vez que o ministro e a Comissão do Senado vieram à Paraíba em ocasião das obras da transposição no Estado. Em março, o ministro e os senadores visitaram as obras em São José de Piranhas. Mas Fernando Bezerra prometeu voltar a Monteiro assim que concluído o processo licitatório.
“Até o final de abril a licitação será concluída, em maio será contratada e no início de junho já quero estar aqui em Monteiro assinando a ordem de serviço para o trabalho começar”, afirmou.

Novo eixo no Vale do Piancó
Outro anúncio de Bezerra foi que o Ministério da Integração está estudando a viabilidade técnica e financeira de abrir um eixo da obra no rio Piancó, no Sertão da Paraíba, para atender os municípios da região.

O ministro destacou ainda as várias obras estruturantes realizadas nos estados da bacia receptora da obra, a exemplo de recuperação de açudes para receber as águas e o canal vertentes litorâneas da Paraíba estão em plena execução para receber as águas que circularão no Estado.

Ele acrescentou que até a próxima semana também será concluída a licitação para a construção do túnel da serra de Jabitacá, chamado de Meta III, pelo qual a água da transposição entrará em Monteiro, no eixo Leste.

Segundo ele, nesta fase a obra seguirá o sentido inverso, de Monteiro para o estado de Pernambuco. O ministro também ratificou que até 2014 o pagamento das dívidas dos pequenos agricultores familiares e dos agricultores empresariais está suspensa.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Aesa contesta estudo do Inmet

Meteorologistas da Aesa afirmam que estudo do Inmet não retrata a realidade paraibana, e que o estado deve registrar chuvas acima da média.





Apesar de um estudo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicar que as chuvas na região do semiárido nordestino devem ficar abaixo da média histórica este ano, meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) afirmam que o estudo não retrata a realidade paraibana e que o estado deve registrar chuvas acima da média, especialmente a partir de março, com a regularidade da ocorrência de chuvas em todas as regiões.

De acordo com o meteorologista Alexandre Magno, o estudo realizado pelo Inmet faz uma previsão geral, colocando nas mesmas condições Estados com períodos chuvosos diferenciados, o que leva a um equívoco sobre a previsão de chuvas em cada unidade da federação. “Cada Estado possui regiões com períodos chuvosos diferentes, então, a previsão falha porque coloca uma realidade para todos os estados como se fosse uma coisa só, mas não é”, disse.

Ele explicou que todos os estudos feitos pela Aesa mostram que a Paraíba vai ter melhoria na ocorrência de chuvas. “A perspectiva continua sendo de que, a partir de março, deve aumentar a regularidade das precipitações chuvosas e todas as regiões do estado vão ter seus totais chuvosos oscilando dentro da média histórica”, afirmou Alexandre Magno, acrescentando que, este ano, os índices de registro de chuvas em pontos estratégicos de cada região paraibana, mesmo com as chuvas ainda sendo irregulares, se mantém dentro da média.

Como exemplos, o meteorologista mencionou alguns dos índices alcançados do início do ano até agora nos principais pontos de verificação de cada região. “No Alto Sertão, tivemos 236,5 milímetros (mm) em Riacho dos Cavalos. Em Coremas, 148 mm; Alhandra, 194,1 mm; No Brejo, Bananeiras teve 122,2 mm; Matinhas, 118,9; Monteiro, 102,3 mm. Tudo dentro da média, e ressaltando que estamos apenas no primeiro mês do período chuvoso das regiões do Semiárido, Cariri e Sertão, e, no Litoral, o período chuvoso se inicia somente em abril”, salientou.

A meteorologista Marle Bandeira, que participou da divulgação do estudo do Inmetpor meio de vídeo-conferência, explicou que os resultados dos estudos são divulgados em forma de probabilidades. “As chances das chuvas ficarem abaixo do normal são de 40%. Já a perspectiva das precipitações permanecerem dentro do padrão normal, que é de 35%. Há ainda 25% de probabilidade de chover acima da média histórica”, informou.

O relatório foi elaborado para o setor Norte da região Nordeste que, no caso da Paraíba, abrange o Sertão, Cariri e Curimataú. “É importante destacar que não estamos falando da previsão para todo o nosso Estado. De modo geral, as outras regiões devem ter chuva dentro da média histórica, apenas no semiárido é que temos essa possibilidade de chover abaixo do normal”, destacou Marle Bandeira.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Aesa prevê continuidade das chuvas nas próximas 24 horas

18/02/2013 - 19:56 - Atualizado em 18/02/2013 - 19:58 

Na capital paraibana, foram registrados 24,5 mm em apenas quatro horas

Nesta terça-feira (19), a previsão é de variação de nuvens e possibilidade de pancadas de chuva nas regiões da Paraíba. Isto se deve ao deslocamento de nebulosidade proveniente da Zona de Convergência Intertropical. O Município de Alhandra, localizado a 48 quilômetros de João Pessoa, foi a cidade onde mais choveu nas últimas 24 horas. De acordo com as estações meteorológicas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), o índice pluviométrico registrado foi 109,3 mm.

Na capital paraibana, foram registrados 24,5 mm em apenas quatro horas. “Este foi resultado do monitoramento entre as 6h e 10h desta manhã, que foi um período mais intenso. Mas os números estão dentro da normalidade. Até o momento não há motivo para preocupação”, explicou a meteorologista Carmem Becker.

Durante o final de semana, o líder no ranking das chuvas foi o município Riacho  dos Cavalos, com 105 mm de chuvas. Catolé do Rocha também esteve entre as cidades mais chuvosas, contabilizando 78,5 mm do sábado para o domingo.

“As condições meteorológicas continuam favoráveis à ocorrência de chuvas em virtude do deslocamento de nebulosidade proveniente da Zona de Convergência Intertropical. Poderão ser registradas chuvas de intensidade moderada a forte tanto no semiárido paraibano quanto em áreas do Agreste, Brejo e Litoral no decorrer das próximas 24 horas”, concluiu a meteorologista.

Da Redação (com Assessoria)

Fonte

 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Aesa analisa o assoreamento de reservatórios na Paraíba

Objetivo do estudo da Aesa é analisar o processo de assoreamento dos açudes e detectar o volume real de cada um dos mananciais. 



 


A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) está realizando um trabalho de análise do processo de assoreamento dos açudes da Paraíba, com o intuito de detectar o volume real de cada um dos mananciais. O trabalho foi realizado inicialmente no manancial de Vaca Brava, localizado no Município de Remígio, no Brejo paraibano, mas a maioria dos 60 açudes monitorados pela Aesa também será analisada.

Conforme o gerente de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, Lucílio Vieira, o procedimento que está sendo realizado para a verificação do assoreamento é chamado de batimetria, que mede a profundidade dos mananciais, detectando qualquer obstrução nos açudes. No Brasil, o assoreamento é uma das principais causas de morte de rios e mananciais, causado inclusive pela ação do homem, através do desmatamento e construções inadequadas.

“O assoreamento provoca um controle errado da quantidade de água de um manancial. Nossa análise pretende identificar qual a capacidade real dos açudes, muitos como o de Vaca Brava, que abastecem uma grande quantidade de pessoas e que estão obstruídos muitas vezes por sedimentos”, informou. Ele contou que o processo foi iniciado em Vaca Brava, que abastece os municípios de Remígio e Esperança, com capacidade de três milhões de m³, mas que está com menos de 50% do total do seu volume.

“O trabalho também será feito na maioria dos açudes monitorados pela Aesa”, informou. Ele contou que o resultado das análises será divulgado em breve. Ontem pela manhã, o presidente da Aesa, Moacir Rodrigues, participou de inspeções nos açudes de Boqueirão e Vaca Brava. As vistorias são de rotina e realizadas por técnicos e engenheiros da Agência


sábado, 26 de janeiro de 2013

Camará: Estado recorre de decisão

Segundo o procurador-geral do Estado, todas as providências quanto ao assunto já foram adotadas, não cabendo danos morais. 


 
 

O procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, afirmou ontem que o governo do Estado vai recorrer da decisão da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, com sede em Recife, que manteve sentença de primeiro grau condenando o Estado da Paraíba a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivo, pelo rompimento da barragem Camará, na região do Brejo, em 17 de junho de 2004. “Entendemos que todas as providências que eram cabíveis o governo adotou, não só para reconstruir a barragem como para indenizar as famílias tendo em vista os prejuízos materiais. E por isso estamos recorrendo da decisão”, explicou Carneiro.

Ainda segundo ele, o governo do Estado está investindo R$ 35 milhões para reconstrução da nova barragem Camará. O governador Ricardo Coutinho, não obstante o problema não tenha surgido no seu governo, já tomou a decisão política e administrativa de fazer a reconstrução da barragem. Estão sendo investidos R$ 35 milhões para reconstruir, as obras já estão em andamento e a previsão é que até o final deste exercício de 2013 seja reinaugurada”, disse.

Além disso, o procurador do Estado garantiu que o governo vem cumprindo as sentenças de 1º grau determinando indenização às famílias pelas perdas materiais. “No tocante às indenizações materiais, que são aqueles prejuízos financeiros que as pessoas efetivamente tiveram, o governo já vem indenizando essas famílias através de indenizações que são fixadas nas comarcas de origem, no caso Guarabira e Alagoa Grande, de modo que, com o devido respeito que tenho pelo TRF que não é cabível indenização por dano moral a encargo do Estado”, comentou.

A ação proposta pelo Ministério Público Federal requeria a reparação e punição do Estado e das construtoras pelo rompimento da barragem. A sentença, proferida pela juíza Cristina Garcez, da 3ª Vara Federal, condenou o Estado a, dentre outras medidas, reconstruir a barragem de Camará, promovendo a inserção das famílias atingidas dentro das políticas públicas já existentes, reimplantação dos serviços públicos afetados pelo rompimento e reconstrução das casas destruídas na zona urbana de Alagoa Grande e na zona rural de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.

A barragem rompeu no governo de Cássio Cunha Lima, segundo a perícia, por falta de monitoramento após a construção, conforme recomendado pelo Manual de Segurança e Inspeção de Barragem do Ministério da Integração Nacional.


 

sábado, 19 de janeiro de 2013

Apicultura é fonte de renda em assentamento no Brejo paraibano

Sábado, 19 de janeiro de 2013 17h24

Fonte: Da Redação com Secom/PB

Foto: Secom/PB
A produção de mel de abelhas traz novas perspectivas para agricultores familiares no Brejo paraibano. No assentamento Socorro, em Areia, a atividade ganha uma dimensão ainda maior porque está se tornando a principal fonte de renda para muitos trabalhadores. Um exemplo de sucesso é o caso do assentado José Geraldo Trajano.

Ele exerce as atividades agrícolas em uma área de seis hectares, mas foi somente há três anos que iniciou o projeto de apicultura. Trabalha com 180 colmeias com uma produção de 60 quilos. José Geraldo considerou uma excelente produtividade e ficou tão animado que já pensa em dedicação exclusiva.

Sua história com a apicultura começou há alguns anos quando, por recomendação de médica, seu filho passou a consumir mel da abelha uruçu. O mel dessa espécie, além de muito saboroso, dá um excelente retorno. Em épocas favoráveis, a produção chega a 10 litros/ano/colônia.

“Pensamos, inclusive, em trabalhar exclusivamente com a criação de abelhas uruçu”, disse. O mel da abelha uruçu, devido suas potencialidades medicinais, tem um alto valor comercial. “Um livro de mel de uruçu está sendo comercializado em média a R$ 50,00”, completa.

Destacando o apoio recebido do Governo do Estado, por meio da Emater, cujo projeto foi acompanhado pelos escritórios local e regional de Areia, o financiamento inicial foi para 20 colmeias. Os técnicos enfatizam que as acomodações foram adaptadas em uma antiga residência, que depois foi ampliada com a construção de um galpão.
 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Agreste tem aventura e trilhas

Ingá possui um dos maiores sítios arqueológicos do país.

 
Para quem quer aproveitar o passeio de férias para ampliar o conhecimento sobre história, um roteiro indicado é o Município de Ingá, no Agreste paraibano, que possui um dos maiores sítios arqueológicos do país, guardada nas inscrições rupestres de mais de cinco mil anos, com segredos até hoje indecifráveis. O passeio para a Pedra do Ingá custa R$ 30,00 para duas pessoas.

No local, os visitantes podem observar as inscrições rupestres produzidas em baixo relevo ao longo de um paredão de 46 metros de comprimento e 3,8m de altura, que se eleva sobre um lajedo do riacho Bacamarte.

Quem preferir realizar uma caminhada ou rapel, a opção é subir a Serra Velha com 655 metros de altura e que oferece ótimas atrações ao longo de 4 km de percurso. Durante o trajeto é possível conhecer outros atrativos, como a Pedra do Convento, que guarda uma série de lendas. “Dizem que, antigamente, as pessoas vinham até a pedra do convento para procurar por talheres de ouro”, conta o pesquisador Denis Mota, que integra a Sociedade Paraibana de Arqueologia. Também é possível conhecer as grutas existentes no local que eram usadas pelos cangaceiros.

ENGENHOS NO BREJO
O Brejo paraibano também é uma ótima opção para quem quer apreciar um conjunto de paisagem serrana com altitude média de 550 m e uma paisagem formada por rios, cachoeiras, trilhas, mata atlântica e um rico patrimônio histórico.

A cidade de Areia costuma atrair visitantes durante todo o ano, principalmente pelo rico patrimônio histórico. Região importante produtora da rapadura artesanal e da cachaça de alambique, uma viagem na história desta região leva aos tempos áureos dos engenhos de cana-de-açúcar, permite ao visitante degustar produtos feitos na hora e participar da produção.



Interior da Paraíba oferece roteiros de férias

Regiões do Brejo e Cariri têm opções que incluem as belezas naturais e o patrimônio histórico do Estado.



 

Francisco França
Cabaceiras, a 'Roliúde Nordestina', é um dos principais atrativos do interior do Estado

Estamos no período de férias e nem todos os paraibanos escolhem as praias do Litoral do Estado para curtir os dias de descanso. O interior da Paraíba oferece diversas opções para quem deseja realizar trilhas e conhecer as belezas naturais e o patrimônio histórico das regiões do Brejo e do Cariri. São sítios arqueológicos, lajedos, cachoeiras e outros locais que encantam pela beleza e acolhimento dos moradores das pequenas cidades.
 
A região do Cariri está localizada no trópico semiárido do Estado da Paraíba, na mesorregião da Borborema, e se caracteriza por apresentar elevadas temperaturas e poucas chuvas ao longo do ano. O destino turístico mais visitado na região é Cabaceiras, conhecida nacionalmente como a “Roliúde Nordestina”. Suas belezas naturais têm atraído uma média de 5 mil turistas por ano. Os visitantes podem realizar trilhas a pé ou de bicicleta pela zona rural e visitar casas e igrejas antigas que serviram de cenários para 30 filmes e documentários já gravados na cidade.
 
Conforme explicou a diretora de Turismo do município, Josineide Pereira, diariamente quatro guias turísticos treinados são responsáveis em guiar os turistas e mostrar todo o patrimônio do município. “O nosso passeio começa pelo Museu Histórico e depois seguimos pelas praças, casas e pelas igrejas do Rosário e Matriz. Ao longo do trajeto, o turista conhece toda a história da cidade e recebe informações sobre os filmes que já foram gravados na região, a exemplo do Auto da Compadecida”, ressaltou Josineide.
 
Em Cabaceiras, o Lajedo de Pai Mateus, formação rochosa composta por grandes pedras arredondadas, encanta os visitantes. “Nos últimos meses nós temos recebido turistas de várias partes do Brasil e até de outros países, que ficam encantados com a energia do lugar”, acrescentou Josineide.


sábado, 22 de dezembro de 2012

Sertão deve registrar temperatura máxima em torno de 37 ºC, diz Aesa

22/12/2012 06h00 - Atualizado em 22/12/2012 06h00 

Previsão é para o verão que começou nesta sexta-feira (21).
Meteorologista diz que temperatura está dentro da média.
 
Do G1 PB
 
Com a maré acima de 0.4m os corais ficam submersos em Picãozinho (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Temperatura no Litoral deve ficar em torno de 31 ºC
a máxima (Foto: Krystine Carneiro/G1)
O verão começou às 8h11 desta sexta-feira (21), segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). De acordo com a meteorologista Marle Bandeira, as temperaturas que devem ser registradas durante a estação ficarão dentro da média. A região do Sertão da Paraíba terá temperatura máxima em torno de 37 ºC. “Está dentro de uma média que vem se mantendo. Houve época em que as temperaturas já foram mais altas”, explicou. 
 
Para o Litoral, a Aesa prevê que a temperatura mínima deve ficar em torno de 23 ºC, enquanto que a máxima deve chegar aos 31 ºC. O Brejo deve ter uma temperatura mínima em torno de 21 ºC e a máxima em torno de 30 ºC.
 
No Sertão, a temperatura mínima  que deve ser registrada gira em torno de 24 ºC e a máxima deve chegar aos 37 ºC. No Cariri, a mínima deve ficar em 21 ºC e a máxima em torno de 35 ºC. 

O agreste terá uma temperatura mínima em torno de 21 ºC e a máxima deve chegar aos 31 ºC. A meteorologista Marle Bandeira ressalta ainda que, mesmo durante o verão, podem ocorrer chuvas isoladas em todo o estado.

Previsão para 2013
Na quarta-feira (19), a Aesa divulgou previsão em que diz que o período de seca deve se prolongar até fevereiro de 2013. Segundo a previsão, só em março é que a Paraíba voltará a ter um índice pluviométrico normal.

Os meteorologistas acreditam que o ano terá condições climáticas um pouco melhores que 2012 e preveem o início do plantio agrícola a partir de março.

O início do período chuvoso será retardado, mas deve se aproximar da média histórica principalmente no Semiárido, que abrange as regiões Cariri, Curimataú e Sertão da Paraíba. O somatório é de 1.880 milímetros nas três regiões entre os meses de março a maio.

A afirmação do gerente da Aesa, Lucílio Vieira, é de que até fevereiro também é necessário manter o racionamento e a preocupação com o volume dos açudes. “Não haverá recarga significativa nos açudes até fevereiro. Locais com perigo iminente de racionamento, cujo volume é abaixo dos 30%, necessitam de atenção maior. É importante a manutenção para evitar o colapso. Aconselhamos os agricultores a começarem o plantio em março de 2013”.


 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Seca mata até abelhas e reduz em 80% produção de mel no Estado


03/12/2012 às 09:59

 
Um fenômeno atípico observado nos últimos meses na Paraíba está preocupando os apicultores do Estado. Cerca de 70% dos enxames de abelhas abandonaram suas colméias por conta da seca que assombra o Sertão, o Cariri, o Curimataú e até o Brejo paraibano. A estiagem dizimou a florada, o que impõe uma queda de até 60 toneladas na produção anual.

Os dados apontam números decrescentes da produção de mel em algumas cidades, como é o caso de Catolé do Rocha (localizada no Sertão, a 411 km de João Pessoa). Considerada pelos criadores de abelhas o município com maior potencial de produção da Paraíba, sua arrecadação em 2012 ainda não ultrapassou a margem de 40 toneladas de mel, número bem inferior aos anos anteriores, onde os produtores alcançavam a marca de 150 toneladas do produto anualmente.

Já no Brejo paraibano - região que tradicionalmente não enfrenta problemas com falta de água -, cerca de 70% dos enxames abandonaram suas colméias por conta da seca. Em Bananeiras e cidades circunvizinhas, que possuem a média de 150 criadores de abelhas, a escassez de água frustra o desenvolvimento da agricultura, por conta disso, as abelhas não encontram alimentos para se manterem e saem em busca de sobrevivência.

A confirmação deste fenômeno veio do presidente da Associação Paraibana de Apicultura, Caetano José de Lima. “As abelhas estão abandonando as colméias porque não encontram alimentos nas cidades atingidas pela seca. Temos cidades que das 50 toneladas de mel que produziam por ano, arrecadaram apenas 15, em 2012”.

Diante da situação, os apicultores paraibanos encaminharam à Confederação Brasileira de Apicultura, uma solicitação para inserção da discussão do problema, na pauta do encontro anual entre a CBA e o Ministério da Agricultura. “Precisamos de políticas públicas para o Nordeste, que auxiliem os apicultores durante os meses de estiagem. Vamos solicitar esta discussão também ao Governo do Estado da Paraíba”, conclui o presidente.

A imigração e a morte das abelhas devem influenciar a produção de mel em toda a Paraíba. Estima-se uma queda superior a 80% na produção de mel. São projeções da Cooperativa Regional dos Produtores Rurais (Coaprodes), sediada em Bananeiras.

Em 2011, a Paraíba produziu 303 toneladas de mel, 12,2% a mais do que o ano anterior, segundo a Pesquisa Municipal Agropecuária do IBGE.  

Redação com Polyanna Sorrentino





segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Chuvas isoladas atingem leste da Paraíba durante o fim de semana

03/12/2012 09h16 - Atualizado em 03/12/2012 09h16 

Medição prévia registrou 13,1 milímetros de precipitação em toda a Paraíba.
Segundo a Aesa, chuvas atingiram Agreste, Brejo e Litoral do estado.
 
Do G1 PB
 
 

O fim de semana foi marcado por chuvas fracas em toda a área leste da Paraíba, segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). De acordo com medição prévia, houve precipitação pluviométrica de 13,1 milímetros nas regiões Agreste, Brejo e Litoral. A previsão é de que chuvas continuem a atingir as três áreas durante o resto da semana.
 
 O Semi-Árido paraibano, entretanto, continua sem previsão de chuva. De acordo com a Aesa, chuvas esparsas devem atingir Litoral, Agreste e Brejo.

Conforme a medição prévia, durante o fim de semana na Paraíba houve chuvas nos municípios de Campina Grande (4,4 milímetros), Areia (3mm), João Pessoa (2,5mm), Camaratuba (1,6mm) e Bananeiras (1,6mm).

“As chuvas durante o fim de semana foram esparsas e passageiras, em toda a faixa leste do estado. Ao longo da semana, devem continuar havendo precipitações isoladas nas mesmas regiões”, afirmou a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira. A medição completa da Aesa será concluída no fim da manhã desta segunda-feira (3).


 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

PB tem 38 quilombos com 2,6 mil famílias

Repressão e esquecimento ainda marcam história de muitos moradores de quilombos na Paraíba. 

 


Ontem, o Brasil comemorou o Dia da Consciência Negra, mas as marcas da escravidão, que durou anos, ainda permanecem na expressão dos que viveram essa fase, que permaneceu mesmo depois de 124 anos da abolição. Na Paraíba, existem 38 quilombos registrados, com 2.693 famílias e aproximadamente 12 mil pessoas. Nestas comunidades a repressão e o esquecimento ainda estão vivos e marcam histórias de vidas como a da ceramista Maria de Lourdes Tenório, de 67 anos, moradora do quilombo Grilo, no município de Riachão do Bacamarte, no Agreste paraibano.

Durante a infância, Maria de Lourdes sofreu inúmeras adversidades, incluindo a fome e a perseguição dos “brancos” fazendeiros. Entre uma lembrança e outra, a ceramista, que apresentou seu trabalho no Museu de Artes Assis Chateaubriand ontem pela manhã, contou que um dos maiores absurdos que viveu foi a exploração do trabalho pelos donos da terra. “A gente trabalhava cinco dias da semana para os donos da terra e dois pra gente. No final das contas, a gente continuava escravo”, lembrou.

Mas os problemas não acabavam com o abuso do poder e se estendiam até a casa dos quilombolas, onde um prato de comida era um luxo de poucos. “A gente colhia muito pouco e tinha que passar com uma refeição por dia. Muitas vezes a comida era só farinha com rapadura”, disse. A falta de terras próprias foi sempre o principal empecilho dos negros, que mesmo em pleno século 21, ainda enfrentam situações de humilhação, como na comunidade negra Senhor do Bonfim, localizada em Areia, Brejo paraibano. Um dos moradores do local, José Sebastião Gomes, 46, que revelou o último conflito entre os quilombolas e os proprietários da terra onde vivem.

“Em 2003, o dono da terra morreu e a herança teve que ser partilhada. Um dos proprietários queria expulsar as 25 famílias que moram lá e durante o conflito, nós fomos humilhados e sofremos até ameaças de morte e violência física. A gente sente que as leis ainda não chegaram até nós”, lamentou. Para a socióloga e diretora da Associação de Apoio às Comunidades Afrodescendente da Paraíba, Francimar Fernandes, em muitas localidades esquecidas, a escravidão ainda não acabou, seja através da exploração do ser humano ou ainda da falta de políticas públicas que sejam aplicadas para o desenvolvimento destas comunidades.