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segunda-feira, 3 de março de 2014

Casos de perturbação do sossego no carnaval da PB ultrapassam de 2013


03/03/2014 10h29 - Atualizado em 03/03/2014 10h29 

São 432 ocorrências, superando as 427 do ano passado, segundo a PM.
Número de pessoas detidas passou para 61 e foram 20 armas apreendidas.
 
Do G1 PB
 
Os chamados para ocorrências de perturbação do sossego no carnaval de 2014 na Paraíba já ultrapassaram os do ano passado, de acordo com novo levantamento da Polícia Militar divulgado nesta segunda-feira (3). Foram registradas 432 ocorrências deste tipo, superando as de 2013, que somaram 427 casos.
As ocorrências de perturbação de sossego geralmente ocorrem quando as pessoas incomodadas com o barulho de som e música alta acionam a PM. As cidades com maior número de casos foram João Pessoa, com 197 casos, Lucena com 66, Jacumã com 52 e Santa Rita com 26 chamados.

O número de pessoas detidas subiu para 63 e, o de armas de fogo apreendidas, para 22. No último balanço, divulgado na manhã do domingo (2), eram 53 suspeitos detidos e 15 armas apreendidas. As últimas cinco armas retiradas de circulação foram encontradas em quatro cidades. Duas em Campina Grande, e uma em Bananeiras, Cuité e Santa Rita, respectivamente.
 
 
Fonte
 
 

domingo, 29 de setembro de 2013

Ibama faz vistoria e constata regularidade em obra do Shopping

29/09/13 - 08:54 - Atualizado em 29/09/2013 - 08:57 

Técnicos realizam estudos e ratificam construção da obra 


Técnicos do IBAMA já concluíram a série de avaliações feita na área onde está sendo liberado pela Sudema para construção do primeiro Shopping de Bananeiras definindo em Laudo entregue às autoridades de que não há irregularidades na implementação do equipamento.


Esta é a mais importante decisão anunciada nos últimos dias, depois de pedido de embargo da obra pela promotora Mirian Vasconcelos, mas sem guarida na Justiça estadual e, ainda, a solicitação da autoridade para que o Ibama fizesse o estudo técnico.


De acordo com o rito processual, os técnicos do Instituto passaram alguns dias em Bananeiras fazendo a metrificação e estudos de impacto da obra na área chegando à conclusão de que inexiste irregularidades.


NORMALIDADE  – Já os empresários envolvidos na obra disseram que não querem comentar decisões dos órgãos ambientais, embora considerem importante a decisão do Ibama, preferindo cuidar da implementação da obra e geração de empregos e mais renda na região, a partir de Bananeiras.

Da Redação

Fonte

 

Bananeiras Shopping

29/09/2013 - 14:59

Por Rubens Nóbrega

Você pode não acreditar, mas tem gente contra o shopping que estão construindo em Bananeiras, investimento de R$ 29 milhões que deve proporcionar mais de 500 empregos diretos e outros 1,5 mil indiretos, além de impulsionar positivamente a economia de mais oito municípios vizinhos onde vivem cerca de 180 mil pessoas. 

Desses 180 mil viventes, que eu saiba dois ou três não querem ver o shopping num pedaço de serra entre Bananeiras e Solânea. Dizem que é crime ambiental. Com eles parece concordar uma promotora de Justiça que tenta embargar o empreendimento sob o argumento de que a obra afronta o novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) porque invade uma área de proteção permanente (APP).
 
No final de junho deste ano, a promotora ajuizou ação contra a construtora do shopping, a Prefeitura de Bananeiras e a Sudema, que concederam as licenças da competência de cada um para o investidor tocar a obra. Para fundamentar a sua causa, a representante do Ministério Público Estadual pediu ao Ibama, órgão federal que cuida do meio ambiente, uma vistoria no local e emissão do competente laudo técnico. 

Em atenção ao pedido, o Ibama mandou pra lá dois analistas ambientais no dia 1º de agosto último. Eles foram, pediram e pegaram documentos, observaram a topografia do terreno (situado numa encosta à beira da estrada enladeirada que liga Bananeiras a Solânea) e fizeram os cálculos matemáticos necessários para determinar “o ângulo de inclinação do terreno nas seções de maior declividade”.  

O resultado desse cálculo é decisivo para dizer se é ou não uma APP a área do shopping. Se a declividade for igual ou superior a 45 graus, é uma APP. Se inferior, não é. Pois bem, segundo os especialistas do Ibama, “as declividades no local do empreendimento são inferiores a 45º, portanto a área não é de preservação permanente”. É o que está dito com todas as letras no Relatório Técnico emitido 15 dias após a vistoria realizada pelos analistas ambientais.  

Ah, dirão, mas também não foram feitos Estudo de Impacto Ambiental (EIA), o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima) e audiência pública sobre a obra! Sobre esses pontos, o Ibama atesta que pela localização e características do terreno (onde só existe capim e a única árvore existente está sendo preservada), EIA, Rima e audiência ficariam a critério da (Sudema), pois não existe norma específica a exigi-los.  

De qualquer forma, houve recentemente uma audiência pública na Câmara dos Vereadores de Bananeiras (onde oposição e situação se uniram em apoio ao shopping) para debater a questão. A Promotora faltou, mas cinco ou seis estudantes do Campus da UFPB em Bananeiras que seriam do contra por lá apareceram. Pelo visto, mudaram de posição após ouvirem as explicações dos empreendedores na palavra do empresário (e professor aposentado) Alírio Trindade, que compareceu à audiência. 

Também já fui contra  
Não gostei quando cerca de um ano atrás Alírio Trindade me disse que iria construir o shopping. Sugeri que fizesse em outro lugar, já que ali a construção iria enfear a paisagem e descaracterizar o patrimônio natural de Bananeiras, no qual se inclui a encosta onde está sendo erguido o empreendimento. 

Lembro ainda que na ocasião também manifestei dúvidas sobre a concessão da licença ambiental para a obra. Argumentei que taludes como aquele teriam proteção especial da lei contra edificações do gênero. Alírio garantiu que não, suponho que baseado nos estudos técnicos que contratou junto a profissionais especializados para fazer avaliação de impactos ambientais, orientar controle e proteção na área, medir a capacidade de absorção do solo e elaborar um plano de gerenciamento de resíduos de construção civil, entre outras providências necessárias a uma obra desse porte.  

Quanto à localização, ele informou que o terreno, de sua propriedade, estava situado num ponto estratégico, entre dois núcleos urbanos de municípios que juntos formam uma população superior a 50 mil pessoas. Compreendi então o seguinte: não havendo impedimento legal, como proprietário ele tinha e tem o direito de fazer o que quiser em sua propriedade; como empresário, deve ter a inteligência de decidir a melhor localização do seu investimento. 

Uma quase unanimidade  
Apesar daquela conversa com Alírio, não descartei a possibilidade de o shopping vir a ser obstaculizado pela questão ambiental ou uma presumível reação negativa de parte da população bananeirense que o colunista julgava preocupada com o suposto impacto ambiental da obra. Voltando a Bananeiras na última semana, contudo, depois de conversar com pessoas do povo e autoridades locais, depois de reunir documentos e informações sobre tudo o que envolve essa polêmica, concluí que o único impacto temido pela quase totalidade da população local é ver inviabilizado o investimento que pode colocar a cidade em um patamar mais alto de prosperidade humana e material.  

Mas isso só acontecerá se não forem bem sucedidas a ação da Promotora e uma lamentável campanha de acusações e ofensas de toda ordem levada a efeito em redes sociais (facebook, sobretudo) contra quem está fazendo ou apoiando o shopping. Algumas das postagens que me foram mostradas chamam de ‘comprado’, ‘vendido’ ou ‘corrupto’ todo mundo que é a favor do shopping ou que não sentenciou, não deu parecer nem escreveu contra o shopping. Devo estar indexado nessa, também. Sem problemas. Convencido e convicto de que o empreendimento é bom para Bananeiras, por Bananeiras sou capaz até de relevar a mais estúpida, inverossímil e ressentida infâmia, mas sem prejuízo de recorrer à Justiça para obrigar o(a) acusador(a) a provar que sou ‘comprado’, ‘vendido’ ou ‘corrupto’. 


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

MPPB quer estudo sobre impacto ambiental em shopping a ser construído em Bananeiras

Qua, 31 de julho de 2013 15:43  
 
A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em Bananeiras (município paraibano localizado na Região do Brejo, a 120 quilômetros da capital, João Pessoa), recorreu (agravo de instrumento) ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB) da decisão que indeferia um pedido de liminar contra a construção irregular de um shopping às margens da rodovia PB-105, que liga as cidades de Bananeiras e Solânea.

O agravo de instrumento foi interposto pela promotora de Justiça Miriam Pereira Vasconcelos contra a decisão do juiz Antônio Gomes, da Comarca de bananeiras. Ele havia indeferido o pedido de liminar na ação cautelar preparatória de ação civil pública ajuizada pela promotora, contra a empresa LTL Construções e Incorporações Ltda., a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e a prefeitura de Bananeiras.
 
De acordo com a ação civil pública, a empresa LTL estaria construindo um empreendimento imobiliário composto de um centro comercial (shopping) e um condomínio residencial vertical numa encosta extremamente íngreme localizada entre Bananeiras e Solânea sem a realização do estudo prévio de impacto ambiental, conforme determina a Lei Complementar 140, de 2011, e das Leis Federais 12.305/10, 12.651/2012 e 6938/1981.
 
Segundo a promotora Miriam Vasconcelos, ela instaurou procedimento preparatório após receber reclamação vinda da Ouvidoria do Ministério Público, no dia 17 de maio deste ano. “Nosso objetivo foi o de apurar as irregularidades apontadas na construção”, diz a promotora, ressaltando que, depois de notificado, a empresa encaminhou ao MPPB um relatório ambiental simplificado e a licença prévia concedida pela Sudema, além do alvará de construção emitido pela prefeitura de Bananeiras. “O problema é que sequer foi aferido pela Sudema se a área era ou não era de preservação permanente”, explica a promotora, expedindo, no dia 27 de maio, recomendação à Sudema para que realizasse vistoria no local, determinando o embargo da obra, até a emissão da licença de instalação.
 
A promotora também também apontou uma condicionante da licença prévia, exigindo um estudo de impacto ambiental, com análise geomorfológica do solo; identificação de fontes; cursos e corpos d’água; identificação de espécies da fauna; identificação das espécies vegetais constantes na área; identificação, quantificação e composição dos resíduos que serão produzidos antes, durante e depois da edificação do empreendimento, bem como o plano de gestão desses resíduos; e a quantificação e composição dos resíduos sanitários com plano de gestão.
 
Na recomendação, a promotora ressaltou que o estudo de impacto ambiental, conforme a legislação, tem que ser feita por uma equipe multidisciplinar, composta pelo menos por geógrafo, geólogo, engenheiro florestal com especialização em Botânica, engenheiro civil, com especialização em Engenharia Sanitária e Ambiental, e biólogo.
 
Ao prefeito de Bananeiras, Douglas Lucena, foi expedida uma recomendação para que a prefeitura exija o estudo de impacto de vizinhança a ser realizado por equipe particular, conforme é previsto na Lei 10.257/01, apontando os impactos positivos e negativos que resultarão pelo adensamento populacional informado no empreendimento Serra Shopping; a sobrecarga de equipamentos urbanos e comunitários; a geração de tráfego na área; demanda de transporte público; modificação da paisagem e impactos ao patrimônio natural no local da obra, bem como geração de resíduos líquidos e sólidos e sua destinação final; além do impacto à valorização imobiliária da área.
 
“Para a nossa surpresa, a Sudema expediu a licença de instalação pelo prazo de 1.080 dias, no último dia 20 de julho”, afirma a promotira, informando que, mais uma vez recomendou à Sudema que suspendesse imediatamente a licença concedida à LTL Construções. “A Sudema tem que verificar se o local onde se pretende construir trata-se de área de preservação ambiental permanente, atentando para modificação de uma condicionante da licença prévia, exigindo o estudo de impacto ambiental”.
 
E completa a promotora: “Após o silêncio da Sudema, não nos restou nada mais além do ajuizamento da ação cautelar com pedido de liminar, sendo que o juiz monocrático de Bananeiras indeferiu, razão pela qual se interpôs o agravo de instrumento”.
 
Para a promotora Miriam Vasconcelos, o princípio da precaução que deve nortear o Direito Ambiental foi “contundentemente ferido” nesse caso. “O que se questiona na ação é exatamente a concessão de licença de instalação pela Sudema e alvará de construção pelo município de Bananeiras sem que tenha havido o estudo prévio de impacto ambiental, ou seja, sem as cautelas legais, omissão que o Ministério Público, em absoluto, não concorda”, aponta a promotora, acrescentando: “Então, seria racional e prudente que a construção da obra fosse suspensa até a realização de tal estudo, até porque, prevenir é sempre melhor do que tentar desfazer os nefastos efeitos da lesão ambiental”.
 
E a promotora faz um alerta: “Para saber se o Ministério Público tem razão basta se perguntar: se a obra em questão for suspensa até a realização do estudo prévio de impacto ambiental que dano terá o empreendedor? Agora, se a obra segue seu curso e após se verifica que a licença e o alvará estão eivados de vícios, como reparar o dano, se a barreira onde se constrói o condomínio e o shopping já se mostra quase completamente devastada com as obras em andamento?”.



 

MPPB quer estudo sobre impacto ambiental em shopping a ser construído

João Pessoa, 31/07/2013 - 15h59

Empresa LTL estaria construindo numa encosta extremamente íngreme localizada entre Bananeiras e Solânea


Maquete da parte externa do Shopping
A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em Bananeiras (município paraibano localizado na Região do Brejo, a 120 quilômetros da capital, João Pessoa), recorreu ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) da decisão que indeferia um pedido de liminar contra a construção de um shopping às margens da rodovia PB-105, que liga as cidades de Bananeiras e Solânea.

O agravo de instrumento foi interposto pela promotora de Justiça Miriam Pereira Vasconcelos contra a decisão do juiz Antônio Gomes, da Comarca de Bananeiras. Ele havia indeferido o pedido de liminar na ação cautelar preparatória de ação civil pública ajuizada pela promotora, contra a empresa LTL Construções e Incorporações Ltda., a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e a prefeitura de Bananeiras.

De acordo com a ação civil pública, a empresa LTL estaria construindo um empreendimento imobiliário composto de um centro comercial (shopping) e um condomínio residencial vertical numa encosta extremamente íngreme localizada entre Bananeiras e Solânea sem a realização do estudo prévio de impacto ambiental, conforme determina a Lei Complementar 140, de 2011, e das Leis Federais 12.305/10, 12.651/12 e 6938/81.

Segundo a promotora Miriam Vasconcelos, ela instaurou procedimento preparatório após receber reclamação vinda da Ouvidoria do Ministério Público, no dia 17 de maio deste ano. “Nosso objetivo foi o de apurar as irregularidades apontadas na construção”, diz a promotora, ressaltando que, depois de notificado, a empresa encaminhou ao MPPB um relatório ambiental simplificado e a licença prévia concedida pela Sudema, além do alvará de construção emitido pela prefeitura de Bananeiras. “O problema é que sequer foi aferido pela Sudema se a área era ou não era de preservação permanente”, explica a promotora, expedindo, no dia 27 de maio, recomendação à Sudema para que realizasse vistoria no local, determinando o embargo da obra, até a emissão da licença de instalação.

A promotora também apontou uma condicionante da licença prévia, exigindo um estudo de impacto ambiental, com análise geomorfológica do solo; identificação de fontes; cursos e corpos d’água; identificação de espécies da fauna; identificação das espécies vegetais constantes na área; identificação, quantificação e composição dos resíduos que serão produzidos antes, durante e depois da edificação do empreendimento, bem como o plano de gestão desses resíduos; e a quantificação e composição dos resíduos sanitários com plano de gestão.

Na recomendação, a promotora ressaltou que o estudo de impacto ambiental, conforme a legislação, tem que ser feita por uma equipe multidisciplinar, composta pelo menos por geógrafo, geólogo, engenheiro florestal com especialização em Botânica, engenheiro civil, com especialização em Engenharia Sanitária e Ambiental, e biólogo.

Ao prefeito de Bananeiras, Douglas Lucena, foi expedida uma recomendação para que a prefeitura exija o estudo de impacto de vizinhança a ser realizado por equipe particular, conforme é previsto na Lei 10.257/01, apontando os impactos positivos e negativos que resultarão pelo adensamento populacional informado no empreendimento Serra Shopping; a sobrecarga de equipamentos urbanos e comunitários; a geração de tráfego na área; demanda de transporte público; modificação da paisagem e impactos ao patrimônio natural no local da obra, bem como geração de resíduos líquidos e sólidos e sua destinação final; além do impacto à valorização imobiliária da área.

“Para a nossa surpresa, a Sudema expediu a licença de instalação pelo prazo de 1.080 dias, no último dia 20 de julho”, afirma a promotira, informando que, mais uma vez recomendou à Sudema que suspendesse imediatamente a licença concedida à LTL Construções. “A Sudema tem que verificar se o local onde se pretende construir trata-se de área de preservação ambiental permanente, atentando para modificação de uma condicionante da licença prévia, exigindo o estudo de impacto ambiental”.

E completa a promotora: “Após o silêncio da Sudema, não nos restou nada mais além do ajuizamento da ação cautelar com pedido de liminar, sendo que o juiz monocrático de Bananeiras indeferiu, razão pela qual se interpôs o agravo de instrumento”.

Para a promotora Miriam Vasconcelos, o princípio da precaução que deve nortear o Direito Ambiental foi “contundentemente ferido” nesse caso. “O que se questiona na ação é exatamente a concessão de licença de instalação pela Sudema e alvará de construção pelo município de Bananeiras sem que tenha havido o estudo prévio de impacto ambiental, ou seja, sem as cautelas legais, omissão que o Ministério Público, em absoluto, não concorda”, aponta a promotora, acrescentando: “Então, seria racional e prudente que a construção da obra fosse suspensa até a realização de tal estudo, até porque, prevenir é sempre melhor do que tentar desfazer os nefastos efeitos da lesão ambiental”.

E a promotora faz um alerta: “Para saber se o Ministério Público tem razão basta se perguntar: se a obra em questão for suspensa até a realização do estudo prévio de impacto ambiental que dano terá o empreendedor? Agora, se a obra segue seu curso e após se verifica que a licença e o alvará estão eivados de vícios, como reparar o dano, se a barreira onde se constrói o condomínio e o shopping já se mostra quase completamente devastada com as obras em andamento?”.

MaisPB com Assessoria

domingo, 9 de junho de 2013

Promotora barra crime ambiental em empreendimento apoiado pelo Governo


BananeirasPlacaLoteamento

 
BananeirasVista
DiárioOficialMPBananeiras

A bucólica Bananeiras se tornou, nos últimos anos, uma referência no setor turístico e imobiliário da Paraíba. Gente de toda Paraíba e até de outros Estados passou a investir na cidade. Mas, com o boom do progresso também emergiu a avidez capitalista, que pode rapidamente destruir as belezas que tanto atraíram turistas e investidores.

Relatório recente da promotora Miriam Pereira Vasconcelos, curadora do Meio Ambiente, chama a atenção para um crime ambiental que se comete na cidade. Sob o pretexto da construção de um shopping que, na verdade, é um conjunto habitacional com uma galeria comercial, os responsáveis estão destruindo um morro inteiro, um grave prejuízo ambiental.

A promotora alerta para “grave infração administrativa (uma vez que tem apoio da Prefeitura) e, quiçá, até mesmo, crime ambiental” o desmanche de “área de relevante interesse ambiental, mais precisamente, na Estrada que liga a cidade de Bananeiras à de Solânea”. O desmanche do morro está sendo executado pela LTL Construções e Incorporações.

O empreendimento, o condomínio vertical Alto Serra e o Shopping da Serra estão sendo iniciados, conforme apurou a promotora, sem a existência de um Estudo de Impacto Ambiental e, ainda, “sem que o Município tenha concedido licenciamento ambiental a tal empreendimento”. Dai porque pede providências da Prefeitura.

O mais grave, no entanto, vem no final: pelo que se comenta em Bananeiras, o empreendimento está sendo tocado com apoio disfarçado do Governo do Estado, sob o pretexto de que irá promover o desenvolvimento de Bananeiras. Mas, se vê que este não é o entendimento da promotora Miriam Vasconcelos.




terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Aesa contesta estudo do Inmet

Meteorologistas da Aesa afirmam que estudo do Inmet não retrata a realidade paraibana, e que o estado deve registrar chuvas acima da média.





Apesar de um estudo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicar que as chuvas na região do semiárido nordestino devem ficar abaixo da média histórica este ano, meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) afirmam que o estudo não retrata a realidade paraibana e que o estado deve registrar chuvas acima da média, especialmente a partir de março, com a regularidade da ocorrência de chuvas em todas as regiões.

De acordo com o meteorologista Alexandre Magno, o estudo realizado pelo Inmet faz uma previsão geral, colocando nas mesmas condições Estados com períodos chuvosos diferenciados, o que leva a um equívoco sobre a previsão de chuvas em cada unidade da federação. “Cada Estado possui regiões com períodos chuvosos diferentes, então, a previsão falha porque coloca uma realidade para todos os estados como se fosse uma coisa só, mas não é”, disse.

Ele explicou que todos os estudos feitos pela Aesa mostram que a Paraíba vai ter melhoria na ocorrência de chuvas. “A perspectiva continua sendo de que, a partir de março, deve aumentar a regularidade das precipitações chuvosas e todas as regiões do estado vão ter seus totais chuvosos oscilando dentro da média histórica”, afirmou Alexandre Magno, acrescentando que, este ano, os índices de registro de chuvas em pontos estratégicos de cada região paraibana, mesmo com as chuvas ainda sendo irregulares, se mantém dentro da média.

Como exemplos, o meteorologista mencionou alguns dos índices alcançados do início do ano até agora nos principais pontos de verificação de cada região. “No Alto Sertão, tivemos 236,5 milímetros (mm) em Riacho dos Cavalos. Em Coremas, 148 mm; Alhandra, 194,1 mm; No Brejo, Bananeiras teve 122,2 mm; Matinhas, 118,9; Monteiro, 102,3 mm. Tudo dentro da média, e ressaltando que estamos apenas no primeiro mês do período chuvoso das regiões do Semiárido, Cariri e Sertão, e, no Litoral, o período chuvoso se inicia somente em abril”, salientou.

A meteorologista Marle Bandeira, que participou da divulgação do estudo do Inmetpor meio de vídeo-conferência, explicou que os resultados dos estudos são divulgados em forma de probabilidades. “As chances das chuvas ficarem abaixo do normal são de 40%. Já a perspectiva das precipitações permanecerem dentro do padrão normal, que é de 35%. Há ainda 25% de probabilidade de chover acima da média histórica”, informou.

O relatório foi elaborado para o setor Norte da região Nordeste que, no caso da Paraíba, abrange o Sertão, Cariri e Curimataú. “É importante destacar que não estamos falando da previsão para todo o nosso Estado. De modo geral, as outras regiões devem ter chuva dentro da média histórica, apenas no semiárido é que temos essa possibilidade de chover abaixo do normal”, destacou Marle Bandeira.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ciclistas desbravam as belezas da Serra do Talhado, em Santa Luzia



Assessoria
Ciclistas desbravam as belezas da Serra do Talhado, em Santa Luzia


Conhecida mundialmente por servir de cenário para o curta-metragem "Aruanda" (1960) - documentário de Linduarte Noronha -, a serra que abriga a comunidade quilombola "Talhado", localizada na zona rural do município de Santa Luzia, será palco do "2º Eco Pedal Talhado", no próximo dia 10 de março. O evento já se consolida como um dos mais importantes para os praticantes do ciclismo, no Sertão paraibano.

Este ano, são esperados em torno de 250 participantes. Ciclistas de várias regiões da Paraíba, além dos Estados do Rio Grande do Norte e de Pernambuco já confirmaram presenças. A primeira edição do evento, em 2012, registrou pouco mais de 200 participações.

De acordo com um dos organizadores do "EcoPedal Talhado", o advogado Petrônio Nóbrega, o evento tem o objetivo de se tornar uma grande confraternização entre os praticantes do esporte, que cresce a cada dia em todo o Estado. "Além da pratica sadia do ciclismo, o evento tem esse cunho de promover um grande encontro entre os adeptos do pedal", salienta.

Percurso
O "Eco Pedal Talhado" dispõe de dois percursos parecidos, porém, o que muda é à distância e o nível de dificuldade. O primeiro possui 55 quilômetros e é indicado pela organização aos ciclistas de nível técnico elevado, que curtem uma boa trilha de montain bike com dificuldade moderada. Já o outro é de 42 km, indicado para os praticantes de nível intermediário.

Além disso, o aspecto visual do local chama a atenção dos participantes. A trilha é composta de serras, além de vegetação seca, forte presença de arbustos com galhos retorcidos e com raízes profundas, proveniente da caatinga que assola a região do semiárido nordestino.

"O que seria então uma trilha de percurso técnico e dificuldade moderada? O percurso é um mix de tudo isso e foi à solução encontrada pela organização do evento, juntar algumas trilhas e assim fazer um caminho só pela enigmática Serra do Talhado, com trechos suaves, algumas subidas e muitos períodos técnicos em suas ladeiras, para que todos que se inscrevam no evento, consigam fazer o trajeto de forma tranquila, porém, com algumas dificuldades para apimentar um pouco o evento", diz Petrônio Nóbrega.

Inscrições

As inscrições para o "2º Eco Pedal Talhado" estão abertas. O valor é de R$ 50 por ciclista. Todos os inscritos receberão camisetas personalizadas do evento. Além disso, os participantes contarão com um café da manhã reforçado, e com o apoio de ambulâncias e uma equipe de socorristas, pontos de hidratação e carros para o transporte dos ciclistas que não conseguirem concluir o percurso.

 Os interessados podem se inscrever individualmente ou por equipes.  Já confirmaram participação grupos dos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Juripiranga, Bananeiras, Sôlanea, Guarabira, Alagoinha, Sapé, Patos, Sousa, Cajazeiras, Picuí e São Mamede, todos da Paraíba; além de Recife e Timbaúba, em Pernambuco; e de cidades como Natal, Parelhas, Currais Novos, Jaçanã e Tangará, no Rio Grande do Norte.

Fonte

 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Açudes estão com 36% do volume e 10 estão em colapso na Paraíba

12/01/2013 12h13 - Atualizado em 12/01/2013 12h13

Segundo Aesa, 10 reservatórios estão impedidos de abastecer população.
Volume baixo é comparado aos índices registrados na seca de 1998.
 
Do G1 PB
 
 
Açude de Coremas é o maior reservatório hídrico da Paraíba (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude de Coremas, maior reservatório da PB, está com 43,7%
da capacidade (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Os 122 reservatórios hídricos da Paraíba estão com 36,42% de sua capacidade, que é de 3,9 bilhões de metros cúbicos de água. Dez açudes da Paraíba estão em colapso, apresentando volume abaixo de 5%, considerado crítico pela gerência de bacias hidrográficas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa). A situação dos reservatórios é comparada pelo órgão à seca enfrentada em 1998.
 
O racionamento no abastecimento de água atinge 13 cidades (Riachão, Monte Horebe, Alagoa Grande, Pilões, Nova Palmeira, Dona Inês, Campo de Santana, Araruna, Esperança, Remígio, Bananeiras, Solânea e Cacimba de Dentro) e 10 distritos paraibanos, segundo a assessoria de comunicação da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), nas regiões do Agreste e Semi-Árido do estado.
 
De acordo com o gerente de bacias Lucílio dos Santos Vieira, o atual volume dos mananciais na Paraíba é semelhante à seca registrada na Paraíba em 1998. "Os açudes em situação crítica estão em colapso, pois não atendem mais à população e estão com volume insuficiente", afirmou.
 
Os últimos índices pluviométricos registrados no estado não devem possibilitar nenhuma recuperação destes reservatórios hídricos, segundo a Aesa. "As últimas chuvas foram insuficientes para refletir nos açudes, pois são concentradas e de baixa intensidade. Isso porque a água tem primeiro que chegar no leito do rio, que já está muito seco, depois é que chega ao açude. Somente quando houver intensidade de chuvas é que deve se refletir nos volumes dos reservatórios. A gente compara este volume à seca de 1998", explicou Lucílio dos Santos Vieira.

Meteorologista Marle Bandeira aponta estudo climático da Aesa (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Meteorologista Marle Bandeira aponta estudo
climático da Aesa (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Segundo o relatório da reunião de previsão climática da Aesa, realizada em dezembro do ano passado, a seca deve continuar assolando a Paraíba neste início de ano. O orgão acredita que haverá escassez de chuvas até fevereiro e a partir do início de março deverá voltar a ser registrado um índice pluviométrico regular. Os meteorologistas acreditam ainda que o ano terá condições climáticas um pouco melhores que 2012 e preveem o início das chuvas a partir de março.

Em situação crítica
Teixeira - Açude Bastiana 3,0%
Barra de São Miguel - Açude Bichinho 4,2%
Cachoeira dos Índios - Açude Cachoeira da Vaca 2,5%
São João do Rio do Peixe - Açude Chupadouro 1,8%
Ouro Velho - Açude Ouro Velho 1,7%
Prata - Açude Prata II 4,3%
Teixeira - Açude Sabonete 2,8%
Monteiro - Açude Serrote 1,6%
Teixeira - Açude São Francisco II 0,6%
São José do Sabugi - Açude São José IV 0,0%

  
Mesmo com a água se tornando lama, sertanejo ainda tenta a sorte em pescaria (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude da Gamela, que abastece o Município de Triunfo,
está em colapso. (Foto: Taiguara Rangel/G1)



Fonte

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Seca mata até abelhas e reduz em 80% produção de mel no Estado


03/12/2012 às 09:59

 
Um fenômeno atípico observado nos últimos meses na Paraíba está preocupando os apicultores do Estado. Cerca de 70% dos enxames de abelhas abandonaram suas colméias por conta da seca que assombra o Sertão, o Cariri, o Curimataú e até o Brejo paraibano. A estiagem dizimou a florada, o que impõe uma queda de até 60 toneladas na produção anual.

Os dados apontam números decrescentes da produção de mel em algumas cidades, como é o caso de Catolé do Rocha (localizada no Sertão, a 411 km de João Pessoa). Considerada pelos criadores de abelhas o município com maior potencial de produção da Paraíba, sua arrecadação em 2012 ainda não ultrapassou a margem de 40 toneladas de mel, número bem inferior aos anos anteriores, onde os produtores alcançavam a marca de 150 toneladas do produto anualmente.

Já no Brejo paraibano - região que tradicionalmente não enfrenta problemas com falta de água -, cerca de 70% dos enxames abandonaram suas colméias por conta da seca. Em Bananeiras e cidades circunvizinhas, que possuem a média de 150 criadores de abelhas, a escassez de água frustra o desenvolvimento da agricultura, por conta disso, as abelhas não encontram alimentos para se manterem e saem em busca de sobrevivência.

A confirmação deste fenômeno veio do presidente da Associação Paraibana de Apicultura, Caetano José de Lima. “As abelhas estão abandonando as colméias porque não encontram alimentos nas cidades atingidas pela seca. Temos cidades que das 50 toneladas de mel que produziam por ano, arrecadaram apenas 15, em 2012”.

Diante da situação, os apicultores paraibanos encaminharam à Confederação Brasileira de Apicultura, uma solicitação para inserção da discussão do problema, na pauta do encontro anual entre a CBA e o Ministério da Agricultura. “Precisamos de políticas públicas para o Nordeste, que auxiliem os apicultores durante os meses de estiagem. Vamos solicitar esta discussão também ao Governo do Estado da Paraíba”, conclui o presidente.

A imigração e a morte das abelhas devem influenciar a produção de mel em toda a Paraíba. Estima-se uma queda superior a 80% na produção de mel. São projeções da Cooperativa Regional dos Produtores Rurais (Coaprodes), sediada em Bananeiras.

Em 2011, a Paraíba produziu 303 toneladas de mel, 12,2% a mais do que o ano anterior, segundo a Pesquisa Municipal Agropecuária do IBGE.  

Redação com Polyanna Sorrentino





segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Chuvas isoladas atingem leste da Paraíba durante o fim de semana

03/12/2012 09h16 - Atualizado em 03/12/2012 09h16 

Medição prévia registrou 13,1 milímetros de precipitação em toda a Paraíba.
Segundo a Aesa, chuvas atingiram Agreste, Brejo e Litoral do estado.
 
Do G1 PB
 
 

O fim de semana foi marcado por chuvas fracas em toda a área leste da Paraíba, segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). De acordo com medição prévia, houve precipitação pluviométrica de 13,1 milímetros nas regiões Agreste, Brejo e Litoral. A previsão é de que chuvas continuem a atingir as três áreas durante o resto da semana.
 
 O Semi-Árido paraibano, entretanto, continua sem previsão de chuva. De acordo com a Aesa, chuvas esparsas devem atingir Litoral, Agreste e Brejo.

Conforme a medição prévia, durante o fim de semana na Paraíba houve chuvas nos municípios de Campina Grande (4,4 milímetros), Areia (3mm), João Pessoa (2,5mm), Camaratuba (1,6mm) e Bananeiras (1,6mm).

“As chuvas durante o fim de semana foram esparsas e passageiras, em toda a faixa leste do estado. Ao longo da semana, devem continuar havendo precipitações isoladas nas mesmas regiões”, afirmou a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira. A medição completa da Aesa será concluída no fim da manhã desta segunda-feira (3).


 

sábado, 24 de novembro de 2012

Aprovado conselho que irá preservar o Roncador

Conselho Gestor, composto por representantes de 12 instituições, será responsável por impedir degradação da região onde fica a Cocheira do Roncador.


 
 


A ativação de conselhos responsáveis pela gestão de áreas de proteção ambiental aparecem como uma nova possibilidade de preservação do meio ambiente na Paraíba. Essa é a intenção da Sudema (Superintendência de Administração do Meio Ambiente), após a publicação de ontem no Diário Oficial dos nomes dos conselheiros que terão a missão de cuidar da Unidade de Conservação do Roncador, região de Mata Atlântica que fica localizada entre os municípios de Bananeiras e Pirpirituba, no Brejo paraibano.
O Conselho Gestor será composto por representantes de 12 instituições e terá o trabalho de impedir a degradação da região, que é conhecida pela existência da Cocheira do Roncador, apurando denúncias e desenvolvendo planos de manejo da área. A partir da implantação desse grupo de pessoas voltadas ao trabalho no meio ambiente, a Sudema espera que até o final do primeiro semestre de 2013 mais dois conselhos sejam criados para preservar a área verde do Estado.
De acordo com André Elutério, membro da Coordenação de Estudos Ambientais (CEA/Sudema), as próximas áreas ambientais que serão geridas por esse tipo de conselho serão a praia de Tambaba, localizada no litoral Sul da Paraíba, e o Monumento Natural do Vale dos Dinossauros, em Sousa, que passarão a ter profissionais de gestão ambiental que possam desenvolver projetos que contribuam para que a ação do homem não destrua parte do patrimônio natural do Estado.
“A unidade de conservação é o principal e mais efetivo instrumento de conservação da Biodiversidade. É preciso que haja a efetiva conservação dos biomas e serviços ambientais a eles associados, como água de boa qualidade, já que na Paraíba temos menos de 1% do estado protegido”, explicou o analista ambiental, acrescentando que a Paraíba conta agora com 16 unidades de conservação, sendo nove de mata atlântica, quatro de caatinga, duas florestas e uma de corais, além de um jardim botânico na cidade de João Pessoa.
Ainda de acordo com a Coordenação de Estudos Ambientais, outro papel importante do conselho está na avaliação do orçamento da unidade e do relatório financeiro anual elaborado pelo órgão executor, uma vez que com a necessidade de execução de projetos na área, será necessário desenvolver políticas que possibilitem a manutenção da área preservada. "Um dos nossos desafios é conseguir orçamento para esses projetos de ações voltadas para a manutenção da área. Mas estamos cientes daquilo que devemos fazer para que o conselho funcione bem”, finalizou André.


 

sábado, 10 de novembro de 2012

Açudes secam na Paraíba

Com a seca dos açudes, sistema de abastecimanto de água entrou em colapso; apenas carros-pipa estão abastecendo a região. 


 


Leonardo Silva
Serviço de abastecimento prestado pelos caminhões-pipa é insuficiente para atender à demanda


A população do município de Triunfo, localizado na microrregião de Cajazeiras, a 475 quilômetros de João Pessoa, está sem abastecimento de água e não há previsão para o serviço ser normalizado. O sistema entrou em colapso após o Açude Gamela, principal manancial da área, atingir o nível mínimo de armazenamento e ficar impossibilitado de fornecer água aos mais de 9 mil habitantes do município.

A população está sendo atendida, exclusivamente, por carros-pipa. O anúncio foi feito ontem pelo superintendente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Deusdete Queiroga. O problema foi causado pela estiagem, que já castiga a Paraíba desde o começo deste ano. Outras 12 cidades já estão sofrendo com o racionamento de água e correm o risco de também suspenderem definitivamente o serviço, se a seca se prolongar no Estado.

Esperança, Remígio, Malta, Lagoa de Dentro, Bananeiras, Caiçara, Solânea, Conceição e alguns distritos localizados em volta dessas cidades só possuem água na torneira durante alguns dias da semana. Nessas localidades, o abastecimento é complementado por carros-pipa, fornecidos pelo Exército Brasileiro e Governo do Estado.

No entanto, o serviço é insuficiente para atender à demanda, como explica o prefeito eleito de Conceição, Nelson Lacerda. “O carro-pipa não dá para a população toda. As pessoas precisam pagar R$ 150,00 pela água de um carro-pipa, que só dura 10 dias.

Esse valor já penaliza o agricultor que está maltratado, sem água, sem produzir nada e vendo o rebanho morrer”, lamenta Lacerda.

Dos 223 municípios paraibanos, 198 decretaram estado de emergência por causa da seca. Inicialmente, a decretação dessa situação era válida apenas por 90 dias e o prazo seria encerrado no último final de semana. No entanto, o governo resolveu prorrogar por mais 180 dias o estado de emergência das cidades, em virtude do agravamento da situação.

Com a prorrogação, o Estado pretende receber R$ 34,8 milhões do Ministério da Integração Nacional, para combater os danos deixados pela seca. “Esse valor será usado no abastecimento de carros-pipa e na compra de ração para animal. Nossa expectativa é que o governo aprove a liberação total ou parcial desse recurso ainda neste mês. Não há tempo para esperar, porque precisamos pagar os pipeiros e continuar com as ações de assistência que já estamos realizando no Estado”, disse o secretário de Estado de Infraestrutura, Efraim Morais.

Morais ainda destacou que, desde que os 198 municípios decretaram o estado de emergência, o governo federal já enviou R$ 10 milhões para a Paraíba. Entre outras ações, esse dinheiro foi usado na compra de 19 mil toneladas de ração animal, que vêm sendo distribuídas gratuitamente entre os criadores. Além disso, o Estado iniciou a construção de 406 poços tubulares e subsidiou a venda de outros dois tipos de alimentação do rebanho. A “torta de algodão” e o farelo de soja estão sendo comercializadas por órgãos do governo com 50% de desconto em relação ao preço de mercado.

Além dos R$ 34,8 milhões solicitados, a Paraíba deverá receber verbas do Programa de Aceleração do Crescimento Prevenção, criado pelo governo federal, com a finalidade de ajudar os Estados a resolverem os problemas da seca. 


 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cagepa anuncia racionamento de água em cidades e distritos da PB

22/10/2012 17h31 - Atualizado em 23/10/2012 16h19

Algumas cidades só terão abastecimento uma vez por semana.
Veja como vai funcionar o racionamento em cada um dos locais.

Do G1 PB


Em reunião na manhã desta segunda-feira (22), a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) decidiu que as cidades de Bananeiras, Solânea, Cacimba de Dentro, Caiçara, Logradouro e Cachoeirinha vão sofrer racionamento de água a partir desta terça-feira (23). Os distritos de Rua Nova, em Belém, e de Braga, em Monte Horebe, também terão o sistema implantado.

A Cagepa já havia informado na última sexta-feira que as cidades de Remígio e Esperança, e os distritos de Lagoa do Mato, São Miguel e Cepilho, do Agreste paraibano, serão atingidos pelo racionamento.

Os municípios de Bananeiras, Solânea e Cacimba de Dentro, abastecidos pelo manancial de Canafístula II, ficarão sem água nos finais de semana. O racionamento nessas localidades terá início no próximo sábado (27). Vai faltar água sempre às 18h do sábado e o abastecimento só voltará na segunda-feira, às 18h.
 
O açude Canafístula II está atualmente com apenas 39% de sua capacidade. A cagepa informou que se o racionamento não fosse feito, a água só daria para abastecer os municípios até o final de janeiro do próximo ano e com o racionamento a água é suficiente para abastecer até o começo de março de 2013.
Já Rua Nova, Caiçara e Logradouro, que são abastecidas pela Lagoa do Matias, terão o sistema de racionamento implantado nesta terça-feira (23). Nestes locais, o racionamento sempre funcionará no sistema de quatro dias com abastecimento e três dias com a interrupção, sempre no horário das 7h da terça até as 7h da sexta, e deve continuar acontecendo até que o volume de água aumente.

A Lagoa do Matias está com apenas 41% de sua capacidade, em situação de alerta.

O racionamento acontecerá de forma mais crítica nas comunidades rurais de Cachoeirinha e Braga, onde só haverá abastecimento de água pela Cagepa em um dia da semana, na quarta-feira, durante 24 horas.

Objetivo
A assessoria de imprensa da Cagepa informou que a ideia do racionamento é evitar que ocorra um novo colapso, como aconteceu em 2011, entre os sistemas que abastecem esses locais, quando as cidades tiveram que ficar sendo abastecidas com carro pipa. “Se o racionamento fosse feito em 2010 essas cidades não teriam sofrido esse colapso e sofrido de maneira mais drástica em 2011”, disse a assessoria.

Estiagem
Em maio deste ano, o governo decretou situação de emergência em 195 dos 223 municípios da Paraíba e medidas como o racionamento de água e abastecimento com carros-pipa já foram adotadas. Os meteorologistas afirmam que as regiões mais afetadas são Cariri, Curimataú, Sertão e Alto Sertão. No período que deveria chover mais no Cariri e Curimataú, choveu 58,74% abaixo da média esperada.

De acordo com a Defesa Civil da Paraíba, a lista de cidades em situação de emergência por causa da seca deve deve ser atualizada em novembro, quando se encerram os prazos do decreto e as prefeituras apresentarem dados sobre as situações nos municípios.

Fonte


sábado, 21 de julho de 2012

Bananeiras abre programação do Caminhos do Frio na Paraíba

21/07/2012 07h41 - Atualizado em 21/07/2012 07h41
 
Turistas poderão participar do Festival Gastronômico e de trilhas ecológicas.
Caminhos do Frio vai passar por seis cidades do Brejo paraibano.

Do G1 PB 

Bananeiras é a primeira cidade da rota cultural (Foto: Arquivo/Sesc)
Bananeiras é a primeira cidade da rota cultural
(Foto: Arquivo/Sesc)
Começa na segunda-feira (23) o projeto 'Rota Cultural Caminhos do Frio'. Bananeiras, cidade localizada na Serra da Borborema, região do Brejo paraibano, inicia as atividades do projeto com a programação “Aventuras e Arte na Serra”, entre os dias 23 e 29 de julho.

Na cidade, os turistas poderão participar do Festival Gastronômico, de trilhas ecológicas, de oficinas culturais e de apresentações teatrais e musicais, como da Orquestra Sanfônica e show da banda Cabruêra. A programação pode ser conferida na íntegra no site do evento.

Segundo divulgou a organização do evento, Bananeiras tem uma altitude de 526m e possui clima frio úmido, com temperatura média de 28°C no verão e 10°C no inverno. De acordo com a gestora de Turismo do Sebrae Paraíba, Regina Amorim, o Caminhos do Frio promove o desenvolvimento sustentável do turismo nas cidades que fazem parte do roteiro, contribuindo para que a comunidade local seja beneficiada com o incremento econômico e cultural. “Na programação, por exemplo, temos apresentações teatrais de crianças das cidades, que desenvolvem desde cedo um trabalho artístico que pode ter continuidade ao longo da vida”, disse a gestora.
Caminhos do Frio
Até o dia 2 de setembro, cerca de 30 mil turistas devem participar das atividades em seis cidades do brejo paraibano. Bananeiras, Serraria, Pilões, Areia, Alagoa Grande e Alagoa Nova são as que fazem parte do roteiro. As seis cidades juntas irão movimentar mais de R$200 mil apenas na área cultural, oferecendo uma vasta programação.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Bananeiras abre o Caminhos do Frio na próxima segunda-feira

Entre julho e agosto, essas cidades serranas chegam a registrar temperaturas de até 12°

 
Chegou a hora de vestir o agasalho, subir a serra e desfrutar da rota cultural 'Caminhos do Frio' que começa nesta segunda-feira(23) na cidade de Bananeiras. O projeto leva na bagagem shows, teatro, dança, cinema, poesia, literatura, artesanato, gastrononomia, oficinas, exposições, trilhas, ecoturismo e visita aos engenhos. A sétima edição do roteiro parte de Bananeiras e depois segue para as cidades de Serraria, Pilões, Areia, Alagoa Grande, e encerra no dia 02 de setembro em Alagoa Nova.

Entre julho e agosto, essas cidades serranas chegam a registrar temperaturas de até 12°. Durante a temporada a região do Brejo paraibano deverá receber a visita de cerca de 30 mil turistas. Além de divulgar a cultura da região, o intuito do projeto também é lançar novos artistas e dinamizar a economia local. 'Caminhos do Frio' é praticamente a única rota turística do Estado e já é conhecida internacionalmente. A expectativa do Fórum do Turismo Sustentável do Brejo da Paraíba é que cerca de R$ 1,5 milhões sejam movimentados durante os 42 dias do evento.

Bananeiras, a quase 30 km dali e a 552 metros sobre o nível do mar, é o primeiro destino que merece uma visita. Esse município de passado colonial, recortado por ladeiras e sobrados do século 19, foi o maior produtor de café de toda a Paraíba e abriga um casario com 80 construções catalogadas pelo IPHAEP.

A região abriga também o histórico engenho Goiamunduba que, desde 1877. A cidade ainda conta com outras construções históricas como um túnel de trem de 1922 e um cruzeiro do final do século 19 localizado a 507 metros de altura, além da Cachoeira do Roncador, uma queda d’água de 45 metros.

AVENTURA E ARTE - A programação em Bananeiras começa na segunda, 23, com um dia dedicado ao cinema, com destaque para o lançamento oficial do curta-metragem “Flor”, do diretor Silvio Toledo.

O filme faz uma releitura da lenda "Comadre Florzinha", e foi quase todo filmado na cidade entre fevereiro e março deste ano, em pontos como a Mata da Bica, Cachoeira do Roncador e Cruzeiro de Roma.

“Flor” é um projeto transmídia, sem fins lucrativos, para produção de um curta-metragem em cinema digital adaptado do folheto de cordel 'Comadre Florzinha – Um romance na Serra das Flechas', de Vanderley de Brito e com aproximadamente 15 minutos de duração.

O filme traz uma novidade que é a aplicação de efeitos especiais para retratar uma personagem da fantasia do folclore nordestino, além de uma abordagem em romance diferente da abordagem de terror que o mito costuma ter.

Em Bananeiras, a programação do 'Caminhos do frio' apresenta também durante uma semana shows com Paulo Vinícios, Cabruêra, Gitana Pimentel, Sonora Sambagroove e Orquestra Sinfônica Infantil da Paraíba; e ainda exposição fotográfica, espetáculos de teatro infantil, trilha ecológica, festival gastronômico e oficinas cuturais.

Rota do Caminhos do Frio 2012:

Bananeiras – 23/07 a 29/07
Serraria – 30/07 a 05/08
Pilões – 06/08 a 12/08
Areia – 13/08 a 19/08
Alagoa Grande – 20/08 a 26/08
Alagoa Nova – 27/08 a 02/09


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sudema forma conselho para gerir Área de Proteção Ambiental do Roncador


Segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 - 12h19


A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) vai realizar uma assembléia nesta quarta-feira (15) para a formação do Conselho da Área de Proteção Ambiental (Apa) do Roncador, na região do Brejo, uma iniciativa pioneira no Estado.

Esse conselho vai funcionar como auxiliar do órgão responsável pela área, possibilitando a integração com a população e com as ações realizadas em seu entorno.
 
A assembleia será realizada às 13h no Auditório do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA), no Campus III da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em Bananeiras.

Através da criação do Conselho da Área de Proteção Ambiental do Roncador vai ser possível acompanhar a elaboração, implementação e revisão do plano de manejo da Unidade de Conservação (UC), buscar a integração da UC com as demais unidades e espaços territoriais especialmente protegidos e com o seu entorno, além de compatibilizar os interesses dos diversos segmentos sociais relacionados à unidade.

Outro papel de extrema importância desse conselho está na avaliação do orçamento da unidade e do relatório financeiro anual elaborado pelo órgão executor, que trata dos objetivos da UC. O Conselho da Apa do Roncador pode também se manifestar sobre obras ou atividades potencialmente causadoras de impacto na UC, em sua zona de amortecimento, mosaicos ou corredores ecológicos e propor diretrizes e ações para compatibilizar, integrar e otimizar a relação com a população do entorno ou do interior da unidade.

Localização - A Área de Proteção Ambiental Roncador está localizada entre os municípios de Bananeiras, Borborema e Pirpirituba. Criada pelo Decreto Estadual nº 27.204 de junho de 2006, e em conformidade com Sistema Nacional de Unidades de Conservação, a APA do Roncador tem 6.113 hectares, com vegetação de mata atlântica, relevo irregular com serras, vales e ravinas, e a famosa Cachoeira do Roncador, que dá nome ao local e é um dos pontos mais visitados da região.

A cachoeira está encravada na escarpa do planalto da Borborema, escavada por milhares de anos na rocha. Da base, a uma altitude média de 250 metros acima do nível do mar, até o topo, atinge cerca de 450 metros acima do nível do mar.

Fonte