As notícias reproduzidas pelo blog Meio Ambiente da Paraíba têm o objetivo de oferecer um panorama do que é publicado diariamente sobre o meio ambiente da Paraíba e não representam o posicionamento dos compiladores. Organizações e pessoas citadas nessas matérias que considerem seu conteúdo prejudicial podem enviar notas de correção ou contra-argumentação para serem publicadas em espaço similar e com o mesmo destaque das notícias anteriormente veiculadas.
O investimento total nos projetos chega a R$ 300 milhões.
O Estado da Paraíba se prepara para receber três novos parques eólicos.
Conforme resultado do último leilão nacional de energia, três
municípios paraibanos serão contemplados com investimentos em usinas
eólicas, com potencial total para geral 90 MW de energia.
Os empreendimentos serão construídos pelo grupo Força Eólica do Brasil,
formado pelas empresas Neoenergia e Iberdrola, nos Municípios de São
José do Sabugi, Santa Luzia e Junco do Seridó. O investimento total nos
projetos é de R$ 300 milhões, para que eles estejam funcionando até o
final de 2017.
Além da construção das usinas, o estado deve passar por outras
melhorias, que viabilizem e facilitem a estruturação para que seja
possível produzir energia limpa com qualidade. Para isso, o governador
da Paraíba, Ricardo Coutinho, garantiu que o estado investirá em
infraestrutura, licenciamentos e na formação de mão-de-obra qualificada.
O potencial dos novos parques eólicos é grande. De acordo com a
diretora de Operações da Força Eólica do Brasil, Laura Porto, apenas a
usina instalada na região do Vale do Sabugi será capaz de fornecer
energia limpa para 150 mil pessoas.
O grupo, responsável pelos projetos paraibanos, já possui 16 projetos
de energia eólica apenas no Nordeste brasileiro. A capacidade combinada
já alcança 462 MW, suficientes para abastecer 873 mil casas.
Com informações da Secretaria de Comunicação da Paraíba
São José do Sabugi, Santa Luzia e Junco do Seridó vão receber os parques.
Novo conjunto de parques vai ter 90 megawatts de potência.
Do G1 PB
A Paraíba deve ganhar três parques eólicos, com potência de 30
megawatts cada, até 2019. Os parques Lagoa I e II e Canoas vão funcionar
nas cidades de São José do Sabugi, Santa Luzia e Junco do Seridó.
A vencedora do Leilão A-5 foi a Força Eólica do Brasil, empreendimento
conjunto formado pelo grupos Neoenergia e Iberdrola. Ainda não há
previsão para o início das obras, mas, de acordo com a Neoenergia, os
parques devem começar a operar em 2019.
As empresas vão investir 150 milhões de euros (US$ 186 milhões) no
projeto, disse a Iberdrola em comunicado. Segundo a Neoenergia, com
estes novos empreendimentos, a Força Eólica totalizará 16 parques de
geração de energia a partir dos ventos no Nordeste, alcançando uma
capacidade combinada de 462 megawatts, o equivalente ao consumo de 873
mil lares.
Paraíba
apresentou nove projetos durante leilão, mas nenhum foi contratado;
Estado passa de 4º para 7º lugar no ranking de usinas eólicas.
Beto Pessoa Franscisco FrançaOutra razão para a perda no leilão é que o Estado teve poucos investidores interessados
Sem seguir a tendência do Nordeste – de
região com maior potencial de captar investimentos para novos parques
eólicos –, nenhum dos nove projetos da Paraíba habilitados no leilão
para energia de reserva foi contratado.
O leilão foi realizado ontem na Câmara de Comercialização de Energia
Elétrica (CCEE), em São Paulo. A inexistência de um Atlas do Potencial
Eólico Estadual somado à forte competição de mercado fez com que os
projetos de novos parques eólicos para o Estado ficassem sem vencedores.
Com o resultado, o Estado perderá posições no ranking de usinas
eólicas, passando do 4º lugar para a 7º posição no país, com 13 parques.
Após construção dos projetos vencedores do leilão, o cenário atual
passará por grandes mudanças. O Estado da Bahia passará da 6º posição
para o primeiro lugar, com 36 usinas, 28 a mais que o número atual. O
Ceará ganhou em seis projetos e passará a ter 26 usinas. Em seguida vem o
Rio Grande do Norte, que ganhará mais sete usinas, ficando com 21 até
2015. O Estado ultrapassou o Rio Grande do Sul, que terá 19 parques
eólicos.
De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica
(Abeeólica), Elbia Melo, o fracasso da Paraíba no leilão está
relacionado à forte competição de mercado. “O leilão foi muito
competitivo, uma oferta muito grande para a demanda baixa. O projeto da
Paraíba perdeu por preços. Ganharam aqueles que ofereceram os menores, e
os projetos da Paraíba eram muito caros, por isso não ganharam”.
Outra razão para a perda no leilão é que o Estado teve poucos
investidores interessados em construir usinas na região. Enquanto a
Bahia teve 123 projetos habilitados, a Paraíba só contou com nove.
Segundo a presidente da Abeeólica, se a Paraíba tivesse com seu Atlas do
Potencial Eólico pronto, este cenário seria diferente.
“A captação de projetos depende do atlas. É ele que sinaliza para os
investidores onde estão os potenciais eólicos do país, por isso a
necessidade de produzir este estudo. Se um Estado, como no caso da
Paraíba, não tem o atlas, terá dificuldade de atrair os investidores”,
apontou Élbia Melo.
O resultado do leilão de energia eólica também reforçou o potencial
energético do Nordeste. Dos seis parques vencedores, cinco estão
localizados na região. Segundo a presidente da Associação Brasileira de
Energia Eólica (Abeeólica), o interesse dos investidores é resultado das
condições naturais nordestinas.
“O Nordeste apresenta os maiores potenciais de energia eólica do
Brasil. A velocidade e a constância do vento no Nordeste é superior a de
todo país. Isto resulta no melhor aproveitamento dos ventos para
energia, colocando o Brasil como o líder na América Latina em energia
eólica”, disse Elbia Melo. A capacidade atualmente instalada de energia
eólica é 2.8 gigawatt (GW), volume que abasteceria, por mês, uma cidade
com 5 milhões de residências e aproximadamente 15 milhões de pessoas. A
previsão é que em 2017 esta produção seja de 10.4GW, o equivalente a 6%
da matriz elétrica do país.
Levantamento divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia
Elétrica (CCEE) mostra que também foram contratados sete projetos no Rio
Grande do Norte, sete em Pernambuco e seis no Ceará. Além da Paraíba,
também não foram contratados projetos no Maranhão. Os dois Estados
possuíam empreendimentos habilitados.
O Piauí, que hoje só tem uma usina em operação, contará com 15 nos
próximos anos. Pernambuco, que está duas posições abaixo da Paraíba,
ganhou o leilão com sete novos projetos, empatando com o Estado. Os
Estados da Bahia e do Piauí foram os principais vencedores do 5º Leilão
de Energia de Reserva realizado ontem. Juntos, os dois Estados
responderam por 42 dos 66 empreendimentos contratados no certame.
Já a principal decepção ficou com o Rio Grande do Sul, que teve
apenas quatro projetos contratados. A Empresa de Pesquisa Energética
(EPE) havia habilitado 94 projetos gaúchos para o certame.
Os projetos contratados na Bahia demandarão investimentos de R$ 2,11
bilhões, ou 38,6% dos desembolsos totais (R$ 5,45 bilhões) esperados nos
empreendimentos vencedores do leilão realizado ontem. Os investimentos
nas usinas eólicas a serem construídas no Piauí devem totalizar R$ 1,44
bilhão. "É importante destacar os projetos no Piauí e no interior da
Bahia e lembrar que os parques eólicos têm se mostrado grande vetor em
termos de desenvolvimento social", disse o presidente da EPE, Maurício
Tolmasquim.
Além da participação no volume total negociado no leilão desta
sexta-feira, os dois Estados também se destacaram em termos de preços
oferecidos. O valor médio dos projetos eólicos contratados na Bahia
ficou em R$ 107,04 por Megawatt-hora (MWh), o mais baixo do país. A
Bahia receberá o projeto considerado mais competitivo, do Consórcio EGP -
Serra Azul, que ofertou energia a R$ 98,50 por MWh.
No Piauí, o preço médio foi de R$ 109,97 por MWh, o segundo mais
baixo do país. O valor mais alto foi registrado em Pernambuco, com R$
116,00 por MWh. O valor médio da energia contratada no certame ficou em
R$ 110,51 por MWh, um deságio de 5,5% em relação ao preço teto
estabelecido inicialmente, de R$ 117 por MWh.
RESULTADO FOI POSITIVO PARA O SETOR
Para a presidente executiva da Abeeólica, Elbia Melo, o resultado
foi um importante sinal positivo de investimento para os players do
setor. “As recentes mudanças implementadas, como as alterações nas
regras de conteúdo nacional no Finame (Financiamento de Máquinas e
Equipamentos), na metodologia dos leilões, a obrigatoriedade do P90 e a
situação atual das linhas de transmissão, posicionam o setor eólico
brasileiro em uma situação de muita expectativa. O resultado desse
leilão, em termos de demanda e preço, marca efetivamente a consolidação
dessa fonte na matriz elétrica nacional”.
O LER 2013 teve a oferta de 377 empreendimentos eólicos habilitados,
somando capacidade de 8.999 MW no total. Esses projetos estão divididos
em oito Estados: Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí,
Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Segundo a presidente executiva
da ABEEólica, Elbia Melo, esse certame demonstra o surgimento de
usinas eólicas em novas regiões, como o Piauí.
O preço inicial da energia para esse leilão foi de R$ 117,00 por
megawatt-hora e os empreendimentos vendidos terão início de suprimentos
em 1° de setembro de 2015, com prazo de 20 anos.
Com deságio médio de 5,5% no preço, o setor comemora a contribuição
do leilão para a sustentabilidade da cadeia produtiva, o desenvolvimento
da energia eólica no Brasil e o compromisso com o meio ambiente.
POTENCIAL EÓLICO
O Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce no
setor eólico, atrás somente da China, Estados Unidos e Índia.
Atualmente ocupa a 15ª posição entre os países com maior capacidade
eólica instalada no mundo. Em 2012, o país continuou na liderança do
mercado latino-americano, com capacidade total instalada de 2.500 MW.
Hoje, a nação brasileira tem 2,8MW de capacidade instalada de energia
eólica em 119 parques, distribuídos por onze estados. A fonte tem 2% de
participação na composição da matriz elétrica brasileira e, até 2017,
esse número chegará em 6% referente a 10,3GW de capacidade instalada. (Especial para o JP)
Estudos para implantação de um parque eólico, também estão sendo realizados na região.
O presidente do Grupo
Bertin Energia, José Faustino, revelou que está fazendo estudos técnicos
na Paraíba para implantação também de uma usina de energia eólica. O
projeto dá seguimento ao fortalecimento da matriz energética renovável
do Brasil.
Sem especificar datas para concretização deste parque eólico no
Estado, Faustino enfatizou que o grupo já produz energia proveniente do
vento no Ceará, e as áreas viáveis ainda serão indicadas. Mas a
capacidade de produção é projetada em 500 MW.
Na audiência com o governador, participou também o presidente da
Inside Desenvolvimento Imobiliário, Athos Rache. A empresa desenvolve
projetos de energia solar e eólica.