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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Paraíba vai produzir mais 90 MW de energia eólica até 2017

05 de fevereiro de 2015 • Atualizado às 10h24 
O investimento total nos projetos chega a R$ 300 milhões.
O investimento total nos projetos chega a R$ 300 milhões.

O Estado da Paraíba se prepara para receber três novos parques eólicos. Conforme resultado do último leilão nacional de energia, três municípios paraibanos serão contemplados com investimentos em usinas eólicas, com potencial total para geral 90 MW de energia.

Os empreendimentos serão construídos pelo grupo Força Eólica do Brasil, formado pelas empresas Neoenergia e Iberdrola, nos Municípios de São José do Sabugi, Santa Luzia e Junco do Seridó. O investimento total nos projetos é de R$ 300 milhões, para que eles estejam funcionando até o final de 2017.

Além da construção das usinas, o estado deve passar por outras melhorias, que viabilizem e facilitem a estruturação para que seja possível produzir energia limpa com qualidade. Para isso, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, garantiu que o estado investirá em infraestrutura, licenciamentos e na formação de mão-de-obra qualificada.

O potencial dos novos parques eólicos é grande. De acordo com a diretora de Operações da Força Eólica do Brasil, Laura Porto, apenas a usina instalada na região do Vale do Sabugi será capaz de fornecer energia limpa para 150 mil pessoas.

O grupo, responsável pelos projetos paraibanos, já possui 16 projetos de energia eólica apenas no Nordeste brasileiro. A capacidade combinada já alcança 462 MW, suficientes para abastecer 873 mil casas. 

Com informações da Secretaria de Comunicação da Paraíba

Redação CicloVivo

sábado, 6 de dezembro de 2014

Paraíba deve ganhar três novos parques eólicos até 2019

05/12/2014 14h47 - Atualizado em 05/12/2014 14h47 

São José do Sabugi, Santa Luzia e Junco do Seridó vão receber os parques.
Novo conjunto de parques vai ter 90 megawatts de potência.
 
Do G1 PB
 
A Paraíba deve ganhar três parques eólicos, com potência de 30 megawatts cada, até 2019. Os parques Lagoa I e II e Canoas vão funcionar nas cidades de São José do Sabugi, Santa Luzia e Junco do Seridó.

A vencedora do Leilão A-5 foi a Força Eólica do Brasil, empreendimento conjunto formado pelo grupos Neoenergia e Iberdrola. Ainda não há previsão para o início das obras, mas, de acordo com a Neoenergia, os parques devem começar a operar em 2019.

As empresas vão investir 150 milhões de euros (US$ 186 milhões) no projeto, disse a Iberdrola em comunicado. Segundo a Neoenergia, com estes novos empreendimentos, a Força Eólica totalizará 16 parques de geração de energia a partir dos ventos no Nordeste, alcançando uma capacidade combinada de 462 megawatts, o equivalente ao consumo de 873 mil lares.
 
Fonte
 
 

sábado, 24 de agosto de 2013

Paraíba não receberá novas usinas eólicas

Paraíba apresentou nove projetos durante leilão, mas nenhum foi contratado; Estado passa de 4º para 7º lugar no ranking de usinas eólicas.
 



Franscisco França
Outra razão para a perda no leilão é que o Estado teve poucos investidores interessados
Sem seguir a tendência do Nordeste – de região com maior potencial de captar investimentos para novos parques eólicos –, nenhum dos nove projetos da Paraíba habilitados no leilão para energia de reserva foi contratado.

O leilão foi realizado ontem na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. A inexistência de um Atlas do Potencial Eólico Estadual somado à forte competição de mercado fez com que os projetos de novos parques eólicos para o Estado ficassem sem vencedores. Com o resultado, o Estado perderá posições no ranking de usinas eólicas, passando do 4º lugar para a 7º posição no país, com 13 parques.
 
Após construção dos projetos vencedores do leilão, o cenário atual passará por grandes mudanças. O Estado da Bahia passará da 6º posição para o primeiro lugar, com 36 usinas, 28 a mais que o número atual. O Ceará ganhou em seis projetos e passará a ter 26 usinas. Em seguida vem o Rio Grande do Norte, que ganhará mais sete usinas, ficando com 21 até 2015. O Estado ultrapassou o Rio Grande do Sul, que terá 19 parques eólicos.
 
De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, o fracasso da Paraíba no leilão está relacionado à forte competição de mercado. “O leilão foi muito competitivo, uma oferta muito grande para a demanda baixa. O projeto da Paraíba perdeu por preços. Ganharam aqueles que ofereceram os menores, e os projetos da Paraíba eram muito caros, por isso não ganharam”.
 
Outra razão para a perda no leilão é que o Estado teve poucos investidores interessados em construir usinas na região. Enquanto a Bahia teve 123 projetos habilitados, a Paraíba só contou com nove. Segundo a presidente da Abeeólica, se a Paraíba tivesse com seu Atlas do Potencial Eólico pronto, este cenário seria diferente.
 
“A captação de projetos depende do atlas. É ele que sinaliza para os investidores onde estão os potenciais eólicos do país, por isso a necessidade de produzir este estudo. Se um Estado, como no caso da Paraíba, não tem o atlas, terá dificuldade de atrair os investidores”, apontou Élbia Melo.
 
O resultado do leilão de energia eólica também reforçou o potencial energético do Nordeste. Dos seis parques vencedores, cinco estão localizados na região. Segundo a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), o interesse dos investidores é resultado das condições naturais nordestinas.
 
“O Nordeste apresenta os maiores potenciais de energia eólica do Brasil. A velocidade e a constância do vento no Nordeste é superior a de todo país. Isto resulta no melhor aproveitamento dos ventos para energia, colocando o Brasil como o líder na América Latina em energia eólica”, disse Elbia Melo. A capacidade atualmente instalada de energia eólica é 2.8 gigawatt (GW), volume que abasteceria, por mês, uma cidade com 5 milhões de residências e aproximadamente 15 milhões de pessoas. A previsão é que em 2017 esta produção seja de 10.4GW, o equivalente a 6% da matriz elétrica do país.
 
Levantamento divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostra que também foram contratados sete projetos no Rio Grande do Norte, sete em Pernambuco e seis no Ceará. Além da Paraíba, também não foram contratados projetos no Maranhão. Os dois Estados possuíam empreendimentos habilitados.
 
O Piauí, que hoje só tem uma usina em operação, contará com 15 nos próximos anos. Pernambuco, que está duas posições abaixo da Paraíba, ganhou o leilão com sete novos projetos, empatando com o Estado. Os Estados da Bahia e do Piauí foram os principais vencedores do 5º Leilão de Energia de Reserva realizado ontem. Juntos, os dois Estados responderam por 42 dos 66 empreendimentos contratados no certame.
 
Já a principal decepção ficou com o Rio Grande do Sul, que teve apenas quatro projetos contratados. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) havia habilitado 94 projetos gaúchos para o certame.
 
Os projetos contratados na Bahia demandarão investimentos de R$ 2,11 bilhões, ou 38,6% dos desembolsos totais (R$ 5,45 bilhões) esperados nos empreendimentos vencedores do leilão realizado ontem. Os investimentos nas usinas eólicas a serem construídas no Piauí devem totalizar R$ 1,44 bilhão. "É importante destacar os projetos no Piauí e no interior da Bahia e lembrar que os parques eólicos têm se mostrado grande vetor em termos de desenvolvimento social", disse o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.
 
Além da participação no volume total negociado no leilão desta sexta-feira, os dois Estados também se destacaram em termos de preços oferecidos. O valor médio dos projetos eólicos contratados na Bahia ficou em R$ 107,04 por Megawatt-hora (MWh), o mais baixo do país. A Bahia receberá o projeto considerado mais competitivo, do Consórcio EGP - Serra Azul, que ofertou energia a R$ 98,50 por MWh.
 
No Piauí, o preço médio foi de R$ 109,97 por MWh, o segundo mais baixo do país. O valor mais alto foi registrado em Pernambuco, com R$ 116,00 por MWh. O valor médio da energia contratada no certame ficou em R$ 110,51 por MWh, um deságio de 5,5% em relação ao preço teto estabelecido inicialmente, de R$ 117 por MWh.
 
RESULTADO FOI POSITIVO PARA O SETOR
Para a presidente executiva da Abeeólica, Elbia Melo, o resultado foi um importante sinal positivo de investimento para os players do setor. “As recentes mudanças implementadas, como as alterações nas regras de conteúdo nacional no Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos), na metodologia dos leilões, a obrigatoriedade do P90 e a situação atual das linhas de transmissão, posicionam o setor eólico brasileiro em uma situação de muita expectativa. O resultado desse leilão, em termos de demanda e preço, marca efetivamente a consolidação dessa fonte na matriz elétrica nacional”.
 
O LER 2013 teve a oferta de 377 empreendimentos eólicos habilitados, somando capacidade de 8.999 MW no total. Esses projetos estão divididos em oito Estados: Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Segundo a presidente executiva da ABEEólica, Elbia Melo, esse certame demonstra o surgimento de usinas eólicas em novas regiões, como o Piauí.
 
O preço inicial da energia para esse leilão foi de R$ 117,00 por megawatt-hora e os empreendimentos vendidos terão início de suprimentos em 1° de setembro de 2015, com prazo de 20 anos.
 
Com deságio médio de 5,5% no preço, o setor comemora a contribuição do leilão para a sustentabilidade da cadeia produtiva, o desenvolvimento da energia eólica no Brasil e o compromisso com o meio ambiente.
 
POTENCIAL EÓLICO
O Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce no setor eólico, atrás somente da China, Estados Unidos e Índia. Atualmente ocupa a 15ª posição entre os países com maior capacidade eólica instalada no mundo. Em 2012, o país continuou na liderança do mercado latino-americano, com capacidade total instalada de 2.500 MW. Hoje, a nação brasileira tem 2,8MW de capacidade instalada de energia eólica em 119 parques, distribuídos por onze estados. A fonte tem 2% de participação na composição da matriz elétrica brasileira e, até 2017, esse número chegará em 6% referente a 10,3GW de capacidade instalada. (Especial para o JP)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Grupo vai implantar usina eólica

Estudos para implantação de um parque eólico, também estão sendo realizados na região.


O presidente do Grupo Bertin Energia, José Faustino, revelou que está fazendo estudos técnicos na Paraíba para implantação também de uma usina de energia eólica. O projeto dá seguimento ao fortalecimento da matriz energética renovável do Brasil.

Sem especificar datas para concretização deste parque eólico no Estado, Faustino enfatizou que o grupo já produz energia proveniente do vento no Ceará, e as áreas viáveis ainda serão indicadas. Mas a capacidade de produção é projetada em 500 MW.

Na audiência com o governador, participou também o presidente da Inside Desenvolvimento Imobiliário, Athos Rache. A empresa desenvolve projetos de energia solar e eólica.