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Uso irregular pode acelerar a degradação da área que é considerada vulnerável.
Vanessa Furtado Fotos: Francisco FrançaDenúncia chegou a SPU através de moradores e ambientalistas, que teriam visualizado pousos
A Superintendência do Patrimônio da União na
Paraíba (SPU-PB) recebeu denúncias de que helicópteros estão pousando no
cânion de Coqueirinho, localizado no Conde, Litoral Sul da Paraíba. O
uso irregular pode acelerar a degradação da área que é considerada
vulnerável e já sofre com o desgaste natural causado pela erosão.
Segundo a superintende da SPU, Daniella Bandeira, o caso foi denunciado
para a Aeronáutica que deverá fiscalizar o tráfego aéreo na região.
A denúncia chegou a SPU através de moradores e ambientalistas, que
teriam visualizado o pouso de aeronaves nos finais de semana. A
superintendente pediu a população que, em caso de novas ocorrências, as
denúncias sejam feitas diretamente para a Aeronáutica.
Localizado na praia de Coqueirinho, a formação geológica do cânion se
destaca pela exuberância, e chama atenção de turistas que se encantam
durante as visitações que se intensificam durante o verão. Apesar de
belo, a área sofre com a ação natural da erosão. Segundo o secretário de
Meio Ambiente do Conde, a Prefeitura ainda não dispõe de projeto para
preservação do cânion.
Nos próximos dias, equipes da SPU vão fiscalizar a ocupação na região
do cânion de Coqueirinho. O objetivo da ação é identificar se barracas,
bares e restaurantes retirados da área da União ano passado e que podem
acelerar o processo de degradação ambiental voltaram a ocupar
irregularmente a área do cânion. Contudo, Daniella esclarece que a
superintendência só atua no combate a ocupação de área da União quando
recebe denúncias de órgãos ambientais.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente do Conde, Alexandre
Cunha, a área onde o cânion está localizado pertence a lotes privados.
“A verdade é que o que existe é que quando vamos discutir esse tema e
buscar medidas que minimizarmos os impactos naturais e garantir a
preservação, nos deparamos com o problema de identificar os
proprietários e entrar em acordo com ambientalistas”, declarou o
secretário.
Segundo ele, a erosão que atinge mais fortemente o cânion é provocada
pela ação das chuvas e do vento, e que, portanto, as ações de contenção
devem ser feitas de cima para baixo.
“Aquele é um terreno bem extenso e inclinado, mas que fica distante
cerca de um quilômetro do mar, não sofrendo tanto com o impacto das
ondas. No entanto, no período chuvoso, as águas vão abrindo as voçorocas
e é possível observar claramente as grande valas que se formam e que
deterioram progressivamente e irredutivelmente a formação rochosa”,
explicou o secretário de Meio Ambiente do Conde.
Contudo, o secretário Alexandre Cunha explica que o plano de
preservação do cânion é um projeto a longo prazo principalmente porque a Cidade do Conde tem carências que dificultam a preservação do atrativo
turístico. “Apenas através do saneamento básico, calçamento e drenagem é
que é possível minimizar os impactos no local. Sem contar que não
podemos entrar em terreno privado e impor a contenção”, frisou o
secretário.
Existem obras para melhorar a infraestrutura da área que envolvem
acesso e saneamento além da preservação do meio ambiente, entre elas a
pavimentação da PB-008 até a descida de Coqueirinho. A obra diminuirá o
volume de água que desce para o cânion e contempla a criação de córregos
que canalizam parte das águas da chuva para um córrego, que deságua em
um rio e consequentemente no mar. (Colaborou Luzia Santos)
Sudema inseriu área no Plano de Manejo de Tambaba . O problema da
erosão do cânion de Coqueirinho já chegou ao conhecimento da Secretaria
de Administração do Meio Ambiente (Sudema). O órgão inseriu a área no
Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba, que
ficará pronto no primeiro semestre deste ano, conforme informações do
coordenador de estudos ambientais da Sudema, Thiago Cesar Farias da
Silva.
Atualmente, o Plano de Manejo está na fase de levantamento de
documentação. Com ele, a Sudema buscará normatizar as ações em toda a
área do Litoral Sul da Paraíba, desde a construção de um novo
equipamento, passando pelo levantamento dos pontos críticos de ameaça do
cânion, desde seu início em Tabatinga, até Praia Bela, onde se encerra.
“Nossos técnicos estão elaborando ideias de ação para a recuperação das
encostas do cânion, com o objetivo de reduzir os avanços das voçorocas,
com previsão de apresentação ainda neste primeiro semestre de 2014.
Estamos elaborando o cronograma para então decidir sobre algo mais
concreto, delinear o problema e planejar o orçamento e as ações, que
deverão ser de suavização do talude (parte inclinada do terreno), mas é
tudo ainda muito empírico, talvez sejam necessárias medidas mais
enérgicas, mas ainda não sabemos quais”, afirmou Thiago César Farias da
Silva, coordenador de estudos ambientais da Sudema.
Segundo Rosa, os impactos poderão ser semelhantes aos
observados em Boa Viagem, em Recife. Na Paraíba, seriam afetadas as
praias do Litoral Sul, como Pitimbu, Praia Bela e até Tambaba.
O risco de um ataque de tubarão no
litoral paraibano é ínfimo, mas essa situação pode mudar, caso seja
construído o Porto de Goiana (PE), que tem sido estudado, nos últimos
anos, pelo Governo de Pernambuco. O alerta é do biólogo, oceanógrafo e
especialista em tubarões e arraias, Ricardo Rosa, que é também professor
da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Segundo Rosa, os impactos
poderão ser semelhantes aos observados em Boa Viagem, em Recife. Na
Paraíba, seriam afetadas as praias do Litoral Sul, como Pitimbu, Praia
Bela e até Tambaba.
Isso acontece porque, conforme explica o pesquisador, a construção desse
tipo de obra pode impactar profundamente o bioma aquático, como fez o
Porto de Suape, no litoral pernambucano. Além do tráfego intenso de
navios na costa (que faz com que os tubarões sejam atraídos e entrem em
correntes de deriva, que os fazem chegar às praias urbanas), há fatores
como a degradação dos ambientes naturais, como os arrecifes e os
estuários.
“Para algumas espécies que vivem mais nos ambientes de arrecife, como
o tubarão-lixa, a alimentação já está comprometida pela degradação e
pela pesca. Então, eles se aproximam do litoral”, explicou.
Diferente de Pernambuco – que tem mais de 50 incidentes envolvendo
tubarões e banhistas –, a Paraíba só tem um registro de ataque, ocorrido
ainda no começo do século passado. A depender da própria ecologia
paraibana, esse risco continua a ser mínimo, ainda que o Porto de
Cabedelo se expanda.
“Em Suape, a circulação marinha foi alterada. Eles fizeram
quebra-mares e chegaram a modificar o estuário. Em Cabedelo, não. Só
existe um quebra mar e a dragagem, que não foi tão grave. Não é que não
exista possibilidade, mas é mais remota, também pelas características do
nosso litoral, que não tem grandes estuários e é mais protegido, com
arrecifes e sem canais profundos próximos às praias”, observou Ricardo
Rosa.
Com o Porto de Goiana, entretanto, a ameaça viria de Pernambuco. “Se ali
houver modificação ambiental significativa, os tubarões podem se
deslocar para o nosso Litoral Sul. Essas correntes de deriva costeira
são, em geral, no sentido sul para o norte”, explicou. É por isso que
estaria ameaçada a balneabilidade em praias de cidades como Pitimbu e
Acaú.
Vídeo mostra tubarão
Nos últimos dias, um vídeo está circulando na internet, mostrando um
tubarão-tigre morto na Praia da Penha, em João Pessoa. Apesar disso, a
bióloga Rita Mascarenhas explica que a captura ocorreu ainda em junho,
ressaltando que a população não deve temer, uma vez que se trata de um
animal capturado em alto mar. O biólogo e oceanógrafo Ricardo Rosa
também tranquiliza a população, embora destaque que algumas espécies se
aproximam do litoral, para dar à luz.
“As fêmeas adultas do tubarão-tigre e do tubarão-martelo podem ser
pescadas bem perto da praia, porque elas vêm parir em águas muito rasas.
Isso ocorre normalmente, mas, nesses períodos, esses animais nem se
alimentam. Eles não são risco potencial”, observou. Além do
tubarão-tigre, são espécies comuns no litoral paraibano o cação-frango e
o cação-lixa.
Turista morta em Recife
Uma turista de São Paulo foi morta na segunda-feira da semana passada,
após um ataque de tubarão, na praia de Boa Viagem, em Recife (PE). Bruna
Gobbi tinha 18 anos e se encontrava numa área sinalizada como de grande
risco de ataques. O oceanógrafo Ricardo Rosa explica que, embora a
espécie não tenha sido identificada, provavelmente o tubarão estava em
busca de alimento, já que não é agressivo. “Mas, sua característica é o
reconhecimento do alimento através da mordida, por isso deve ter mordido
a jovem para identificar se aquele alimento o servia ou não”, pontuou.
Respeito ao habitat natural
O oceanógrafo lamentou o fato de que, em geral, as pessoas acreditam que
todos os tubarões são perigosos. “Se fizermos as contas, só 10 espécies
no mundo todo, em relação às 500 que existem, oferecem risco potencial.
Ainda assim, a questão está muito bem colocada pelo Cemit (Comitê
Pernambucano de Monitoramento de Incidentes com Tubarões), através da
professora Rosângela Lessa. Ela diz que o tubarão está no seu ambiente
natural. Se a pessoa sabe que existe risco de encontro, ela está
assumindo esse risco quando vai nadar, surfar... Nós não podemos culpar o
tubarão pelo ataque”, disse, reforçando a importância de obedecer à
sinalização.
Governo de Pernambuco: sem resposta
A reportagem entrou em contato com as secretarias de Imprensa,
Desenvolvimento Econômico e do Governo de Pernambuco, para obter
informações sobre como anda o projeto de implantação de um porto na
cidade de Goiana (PE). Entretanto, até o fechamento desta edição, não
obteve resposta. As informações divulgadas na internet sinalizam,
entretanto, que o projeto já está pronto, sendo analisado pela Fundação
Getúlio Vargas, antes de ser aprovado.
Como evitar ataques
- Ao ir a praias com risco de tubarão, como Boa Viagem, respeite a sinalização;
- Ao entrar no mar, evite ir para o fundo. Fique no raso;
A
Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) divulgou
relatório de classificação de balneabilidade das praias paraibanas. O
relatório classificou 44 praias como próprias para o banho. Segundo o
relatório, as chuvas dos últimos dias, no litoral paraibano,
contribuíram para que os rios desaguassem grande quantidade de
efluentes no mar.
Das 12 praias classificadas como impróprias para
banho. Litoral Norte: quatro em João Pessoa, duas em Lucena e duas são
de Cabedelo. No Litoral Sul são quatro impróprias para o banho no
município de Pitimbu. As demais praias foram classificadas como
próprias, variando entre excelente, muito boa e satisfatória. Essa
classificação é válida até a emissão do próximo relatório, no dia treze
desse mês.
As praias consideradas impróprias ao banho na capital
são Bessa I, Penha, Arraial e Camurupim. Em Pitimbu os banhistas devem
evitar as praias Bela, do Acaú/Pontinha, de Pitimbu e do Maceió; em
Lucena estão impróprias as praias de Lucena e da Gameleira; além das
praias do Jacaré e de Miramar, em Cabedelo.
A equipe da
Coordenadoria de Medições Ambientais da Sudema efetua a coleta de
material para análise nos municípios costeiros semanalmente em João
Pessoa, Lucena e Pitimbu, cujas praias estão em centros urbanos com
grande fluxo de banhistas. Nos demais municípios do litoral paraibano,
essa análise é realizada mensalmente.
Relatório semanal da Superintendência de Administração do Meio
Ambiente (Sudema) classificou 41 das 56 praias monitoradas como próprias
para o banho. Segundo o relatório, as chuvas que caíram nos últimos
dias na faixa litorânea do Estado contribuíram para que os rios
desaguassem grande quantidade de efluentes no mar e também para que os
canais de água pluvial dos trechos urbanos escoassem parte da sujeira
das ruas para o mar, interferindo assim na balneabilidade das praias do
litoral paraibano.
Das 15 praias classificadas como impróprias para banho cinco são em
João Pessoa, quatro no município de Pitimbu, quatro em Lucena e duas no
município de Cabedelo. As demais praias foram classificadas como
próprias, variando entre excelente, muito boa e satisfatória. Essa
classificação é válida até a emissão do próximo relatório, no dia seis
de julho.
As praias consideradas impróprias ao banho são Manaíra, Bessa, Cabo
Branco, Jacarapé e Camurupim, em João Pessoa; em Pitimbu, os banhistas
devem evitar as praias Bela, de Barra do Abiaí, de Pitimbu e do Maceió;
em Lucena, estão impróprias para o banho as praias de Lucena, Ponta de
Lucena, da Gameleira e de Costinha; além das praias do Jacaré e de
Miramar, em Cabedelo.
A equipe da Coordenadoria de Medições Ambientais da Sudema efetua a
coleta de material para análise nos municípios costeiros do Estado
semanalmente em João Pessoa, Lucena e Pitimbu, cujas praias estão em
centros urbanos com grande fluxo de banhistas. Nos demais municípios do
litoral paraibano, essa análise é realizada mensalmente.