Mostrando postagens com marcador Lagoa Seca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lagoa Seca. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

'Banco Mãe de Sementes' deve beneficiar 5 mil agricultores de 14 cidades da PB

Banco funciona no Sítio Quicé, entre Lagoa Seca e São Sebastião de Lagoa de Roça e representou investimento de R$ 1,5 milhão.
Por G1PB


Inauguração Banco Mãe de Sementes (Foto: Francisco Franca / Secom)
Inauguração Banco Mãe de Sementes (Foto: Francisco Franca / Secom)
 
Foi inaugurado na quarta-feira (27) o Banco Mãe de Sementes, que deve beneficiar cerca de 5 mil agricultores de 14 municípios do Polo da Borborema, na Paraíba. O banco funciona no Sítio Quicé, entre os municípios de Lagoa Seca e São Sebastião de Lagoa de Roça e é fruto de um investimento de R$ 1,5 milhão em parceria entre os governos estadual e federal.

“As sementes naturais estão relacionadas com a sobrevivência, com o desenvolvimento local e cuidam da biodiversidade. Elas precisam ser valorizadas e necessitam de políticas públicas que preservem esse tipo de agricultura”, afirmou o governador Ricardo Coutinho durante o evento de inauguração.

Na ocasião, o governador assinou Termo de Autorização de uso do local e de equipamentos pelos agricultores. O local vai agregar a produção de diversas comunidades e proporcionar condições mais adequadas para os agricultores. 


O Banco Mãe de Sementes serve para armazenar as sementes produzidas pelos agricultores, de maneira adequada. (Foto: Francisco Franca / Secom )
O Banco Mãe de Sementes serve para armazenar as sementes produzidas pelos agricultores,
de maneira adequada. (Foto: Francisco Franca / Secom)
 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

MPPB investiga se água usada em irrigação no Agreste está contaminada


19/08/2014 10h43 - Atualizado em 19/08/2014 10h44 

Propriedades passarão por uma análise da água solicitada pelo MPPB.
Pesquisa mostra desvio da água do esgoto para irrigar as plantações.

Do G1 PB
 

Uma denúncia feita ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) relata que a água utilizada para irrigação de plantações de hortaliças do município de Lagoa Seca, no Agreste paraibano, pode estar contaminada pelo esgoto da cidade. De acordo com a promotoria de Meio Ambiente do MP-PB, as propriedades passarão por uma análise para verificar se existe a contaminação.

O agricultor Francisco de Assis explica que abandonou uma área de dois hectares onde produzia alface e coentro por causa da contaminação. “Essa água aqui não tem condições para mais nada, nem para plantar, é muito poluída. Não é lama, ela já vem assim de Lagoa Seca, porque o esgoto passa por aqui”, contou o agricultor em entrevista à TV Paraíba.

Uma pesquisa feita por estudantes de mestrado da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) verificou que em algumas regiões, há um desvio da água do esgoto para o uso na irrigação. “Em vários pontos identificamos a interferência da população, colocando canalizações ou quebrando o emissário no intuito de que este esgoto possa servir de água para irrigação de determinados cultivos”, diz a engenheira civil e professora Patrícia Feitosa, que orientou o trabalho. As imagens anexadas na dissertação mostram os canos adaptados à tubulação por onde passa a rede de esgoto.

De acordo com Eulâmpio Duarte, promotor do meio ambiente, as propriedades afetadas pelo problema deverão passar por uma análise da água. A procuradoria, através de um laudo emitido pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), verificou um alto índice de coliforme termotolerante em um dos reservatórios da região.

“Eles alegam que somente este [reservatório] que foi avaliado é o que oferece risco. Nós sabemos que os outros também podem oferecer risco e estamos solicitando isso e aguardando somente o endereço e o nome de cada proprietário para pedir à Sudema uma nova avaliação”, disse Eulâmpio.

A prefeitura do município já foi notificada e deve fazer um levantamento das áreas que podem estar contaminadas. “O Ministério Público deu um prazo de 30 dias para que possamos identificar todos os irrigantes e, quando fizermos isso, entregarmos ao MP-PB, ele vai providenciar a análise destas águas e em seguida tomar as providências cabíveis”, explicou Noaldo Andrade, diretor de meio ambiente de Lagoa Seca.


 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Ministério da Integração diz que 'nova' Camará será entregue até 2015

17/06/2014 18h57 - Atualizado em 17/06/2014 21h33 

Barragem estourou há dez anos, matou cinco e deixou 3 mil desabrigados.
Estado diz que primeira etapa estará concluída até o fim de 2014.
 
Wagner Lima  

Do G1 PB
 
'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
Cerca de três mil pessoas ficaram desabrigadas e
cinco morreram quando a barragem estourou
(Foto: Severino Antonio da Silva /
arquivo pessoal)
A obra de reconstrução da barragem de Camará, destruída há dez anos, está prevista para terminar no segundo semestre de 2015. O cronograma é do Ministério da Integração Nacional. Na época em que estourou, a barragem lançou 17 milhões de metros cúbicos de água que percorreram cerca de 25 km até invadir as ruas da parte baixa de Alagoa Grande, Areia, Alagoa Nova e Mulungu, no Brejo da Paraíba.

Mais de 28 mil habitantes da cidade de Alagoa Grande, a 119 km de João Pessoa tiveram suas vidas afetadas. Cinco pessoas morreram e três mil ficaram desabrigadas. Mas apesar da previsão do governo federal, o secretário estadual de Recursos Hídricos do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo, ressaltou que a primeira etapa estará concluída até o final de 2014.
A reconstrução de Camará acontece por decisão da Justiça. Dados fornecidos pela assessoria de Comunicação do Ministério da Integração Nacional apontam que o investimento é da ordem de R$ 84.976,067, do qual R$ 75 milhões são originários do governo federal com a contrapartida de R$ 9.976.067 do tesouro estadual.
 
Com mais de 75 km do sistema de adutora e investimentos, a obra está orçada em R$ 75 milhões e atendimento direto a mais de 45 mil pessoas de cidades a exemplo de  Alagoa Nova, Arara, Areial,  Lagoa Seca, Remígio, Serraria, Matinhas, Remígio e Esperança. As duas obras juntas contemplarão 175 mil paraibanos.

A assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional explicou  que “é importante frisar que, além da reconstrução da Barragem Camará, o Ministério irá implantar a 1ª etapa do Sistema Integrado de Abastecimento de Água, composta por estação elevatória, adutoras e ETA visando abastecimento humano”.

'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
'Tragédia de Camará' completa dez anos (Foto: Severino
Antonio da Silva / arquivo pessoal)
O conjunto de obras do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC)  irá beneficiar as cidades de Alagoa Grande, Alagoa Nova, Areia, Areial, Esperança, Cepilho, Lagoa Seca, Matinhas, Montadas, Remígio, São Miguel, São Sebastião de Lagoa de Roça e Cepilho (Distrito de Areia) e Lagoa do Mato (Distrito de Remígio).

João Azevedo explicou que o governo do Estado atendeu a todas as determinações feitas pela Justiça e que todas as obras foram realizadas: reconstrução da ponte sobre o rio Mamanguape; a restauração da PB -079; a restauração da PB -075; a recuperação das estradas vicinais de Alagoa Grande; a reconstrução da passagem molhada de São José do Miranda.

Também foram concluídas a recuperação das casas semi-destruídas na zona urbana de Alagoa Grande; a reconstrução de uma escola na zona rural de Alagoa Nova; a reconstrução de muros, calçadas e pavimentação de ruas, e a reconstrução das casas destruídas na zona urbana de Alagoa Grande e na zona rural de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.
 
Fonte
 
 
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Apesar das chuvas, Paraíba ainda tem açudes com reservas abaixo da média


05/07/2013 13h05 - Atualizado em 05/07/2013 13h05 

Açudes que abastecem João Pessoa, Mari e região do Brejo estão cheios.
Vaca Brava e Canafístula estão abaixo dos 20% da capacidade.
 
Do G1 PB
 
 
As chuvas que caíram recentemente na Paraíba foram concentradas nas regiões do litoral, agreste e brejo, como informou a Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado (AESA) nesta sexta-feira (5). Os reservatórios de água das cidades de Conde, Araçagi e Mari sangraram, mas a previsão é de que a realidade do sertão, que ainda enfrenta problemas, não mude muito.
  
Os açudes estão com as reservas abaixo da metade e devem permanecer assim até o ano que vem, quando começa o novo período de chuvas. De acordo com Isnaldo Cândido, gerente de bacias hidrográficas da AESA, a situação dos principais açudes, como Coremas e Mãe d'Água é preocupante, pois ainda não ultrapassaram os 40% da capacidade. O açude Epitácio Pessoa, no Cariri, está com 48,1% de de abastecimento.
 
Isnaldo também informou que as chuvas no litoral, brejo e agreste recarregaram os açudes de Gramame e Mamuaba, que abastecem João Pessoa; o de Araçagi, que abastece a região do Brejo e  o Olho d'Água, que fornece água para Mari, atingiram a cota. Mas os açudes de Vaca Brava e Canafístula estão abaixo dos 20% de capacidade.
 
Ainda de acordo com o gerente de bacias hidrográficas, a meteorologia continuar a prever chuvas para o mês de julho e a expectativa é que a recarga seja suficiente para os próximos meses nos reservatórios que estão abaixo da média. As cidades que mais tiveram precipitações nas últimas 24 horas foram Conde, com 58 milímetros, Lagoa Seca, com 52,3, Areia, com 34,4, Salgado de São Félix, com 39,1, Campina Grande, com 24,8 e João Pessoa, com 4,6 milímetros.


 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Projeto recupera mata ciliar do Mamanguape

Projeto Rio Mamanguape abrange sete municípios do Brejo paraibano e já beneficiou cerca de 15 pessoas. 




Há 6 anos um projeto vem trabalhando para a recuperação do Rio Mamanguape, que abrange sete municípios do Brejo paraibano, através da conservação e preservação de suas nascentes. De acordo com o engenheiro civil Lucílio Vieira, da Cooperativa de Projetos, Assistência Técnica e Capacitação do Nordeste – Ltda. (Coopacne), que executa o Projeto Rio Mamanguape, cerca de 15 mil pessoas já foram beneficiadas através da iniciativa, que já começou a recuperar a mata ciliar do rio, degradada por anos com o desmatamento.

Ele explicou que o projeto tem o intuito de ajudar especialmente os agricultores das cidades de Alagoa Nova, Areial, Esperança, Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Matinhas e Montadas, inclusive com ações educativas e construção ou recuperação de tanques e cisternas. “A grande solução para o abastecimento de água nessas cidades seria a recuperação da Barragem de Camará, já que apesar das chuvas serem consideráveis na região, não existem reservatórios para captar essa água”, informou.
 
As cisternas, uma solução encontrada pelo projeto como solução pontual, estão beneficiando hoje centenas de famílias. Conforme o engenheiro, já foram disponibilizadas entre mil a 1.200 equipamentos do tipo, para a reserva de água. “O trabalho educativo se estende na recuperação da mata ciliar do rio Mamanguape, inclusive com a ajuda dos próprios agricultores. Nós reflorestamos com 50% de plantas nativas, assim como árvores frutíferas e outras que possam também servir como fonte produtiva para os agricultores”, explicou.
 
O Projeto Rio Mamanguape está realizando a II Semana da Água, que aconteceu nas sete cidades do Brejo paraibano, sendo encerrada amanhã, em Lagoa Seca. Conforme a coordenadora da área de Educação da Coopacne, Maria Zélia Araújo, cerca de 600 pessoas, em cada um dos municípios, estiveram presentes ao evento, dentre gestores municipais, educadores, agricultores e estudantes. “Nós realizamos um trabalho de educação para a conservação do meio ambiente, desde o manuseio dos resíduos sólidos, o reaproveitamento da água, passando pelas doenças que podem ser ocasionadas por causa da exposição ao lixo”, disse.
 
O evento está acontecendo no Convento Ipuarana e se estenderá também através de uma oficina sobre as expectativas pertinentes à reedição do Projeto Rio Mamanguape em suas várias áreas de atuação, a partir da 8h, na Câmara de Vereadores, que acontecerá hoje. Amanhã haverá uma concentração ao lado da Secretaria de Ação Social, a partir das 8h, para uma caminhada que percorrerá várias ruas centrais da cidade e será encerrada na Praça da Igreja Matriz da cidade.

Fonte

 

sábado, 3 de novembro de 2012

Agricultores aprendem técnicas de produção orgânica na Paraíba

02/11/2012 21h21 - Atualizado em 02/11/2012 21h21
 
Evento ensinou aos produtores rurais técnicas de produção sustentável.
Produtores aprenderam na prática o uso das novas técnicas. 

Do G1 PB
 

Produtores rurais e pesquisadores paraibanos estão desenvolvendo e compartilhando experiências no cultivo de legumes e hortaliças sem uso de agrotóxicos.

A Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, evento começou no centro de convenções Raimundo Asfora em Campina Grande e foi realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PB) em parceria com outras instituições. O principal objetivo trazer mais informações aos agricultores sobre a produção de alimentos orgânicos e o ensino de técnicas sustentáveis.

Em um dia de campo, pequenos produtores de outras cidades do Estado, visitaram a propriedade do agricultor Antônio Rodrigues que fica no município de Lagoa Seca, no Agreste paraibano, para assistirem na prática como são aplicadas as novas técnicas de cultivo sem veneno para combater as pragas.

Há três anos o projeto, que disponibiliza instrução, assistência técnica e toda a parte de irrigação' adotou a propriedade do senhor Antônio Rodrigues, onde são cultivadas mais de 40 tipos de verduras e legumes orgânicos.
 
O agricultor que hoje tem uma produção 100% orgânica disse que não foi sempre assim, e que antes ele costumava gastar muito dinheiro com a compra dos defensivos agrícolas para sua plantação de hortaliças. “Eu já usei veneno de R$ 5 a R$ 1,2 mil eu não podia comprar um quilo, comprava 200 gramas e pulverizava”. Comentou o agricultor, que vende seus produtos para os municípios de Campina Grande e Lagoa Seca.

Para o agroecólogo Renato Alberque o projeto é importante pois além de trabalhar os conceitos de sustentabilidade também contribui com a vida social dos produtores rurais, além de trazer produtos de melhor qualidade para a mesa dos consumidores. “Vem trazendo o beneficio de vida, trabalhando com o produto orgânico, sem nenhum tipo de insumo, nenhuma qualidade de agroquímico e trazendo o social, quando a gente trata com agroecologia, a gente vê muito a questão social do produtor, que é o bem estar, que é a questão de eliminar o atravessador, que ele tenha o acesso a economia, que ela faça suas feiras e venda para as compras institucionais.”


 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Agricultores atestaram experiência agroecológica

Baseada em conceitos de sustentabilidade, propriedade produz alimentos sem agrotóxicos e oferece mais saúde. 

 






Depois de participarem da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que envolveu mais de 400 produtores agrícolas, dezenas de agricultores e técnicos em agroecologia visitaram uma propriedade na zona rural de Lagoa Seca, no Brejo, na manhã de ontem e atestaram a eficiência da atividade agroecológica na produção de alimentos.

Foi esse o exemplo de Antonio Rodrigues de Araújo, 61 anos, que planta 49 tipos de alimentos sem a utilização de agrotóxicos e oferece saúde aos consumidos dos produtos e trabalhadores de sua propriedade.

Focado em projetar sua produção utilizando conceitos de sustentabilidade, com sistema de irrigação por gotejamento direto na raiz, preparação da terra para renovação de nutrientes e utilização do território sem desperdício de área ou produtos, Antonio Araújo apresentou as experiências com a intenção de ajudar colegas produtores. “Essa troca de experiências é muito importante para todos nós. Se eu tenho uma dificuldade na minha plantação, pode ser que outro produtor possa ter superado este mesmo problema, e irá me orientar para superar essa dificuldade”, afirmou o produtor que só na produção de verduras cultiva 32 espécies diferentes, além de há mais de 10 anos ter deixado de utilizar agrotóxicos e passado a combater pragas utilizando óleo de soja e castanha, urtigas e outros compostos.

Para Renato Albuquerque, agroecólogo, os produtores que passam a desenvolver esses tipos de ações em suas plantações têm uma maior possibilidade de aumentar sua produção, melhorar a qualidade dos seus produtos e ainda participar de políticas de sustentabilidade.


 

sábado, 8 de setembro de 2012

Campanha utiliza a internet para a revitalização do Riacho das Piabas

Campanha iniciada por ambientalistas, já conta com 200 assinaturas e visa evitar que nascente de água doce desapareça.


 

 
A campanha para revitalização do Riacho das Piabas, que nasce entre o distrito de Jenipapo e os municípios de Lagoa Seca e Puxinanã, alcançou a internet para evitar que a única nascente de água doce da cidade possa desaparecer.

Iniciada por ambientalistas e pessoas ligadas à sociedade civil e religiosa, foi aberta uma petição na internet que já conta com cerca de 200 assinaturas para mobilizar a população e o poder público e projetar a diversidade natural que existe no local.

Para Veneziano Sousa, um dos envolvidos na causa, está havendo uma veloz deterioração da microbacia hidrográfica, que possui uma área com aproximadamente 500 hectares apenas na área rural. Segundo ele, a microbacia abriga uma centena de nascentes de água doce, com flora e fauna ainda desconhecidas e que precisa ser preservada para beneficiar toda a sociedade.

“Nas últimas décadas nós temos assistido a uma perda de biodiversidade muito grande naquela área. Há muitos animais que ainda são caçados e que hoje estão ameaçados de extinção, como é o caso do gato do mato azul. Além disso, já identificamos que em época de chuva aparecem muitos problemas como enxurradas que contribuem com o aparecimento de vários problemas para as pessoas que vivem naqueles arredores”, atestou o pesquisador.

Após a sua nascente, o curso de água chega até a região de Campina Grande conhecida como Conceição, corta o Açude Velho e vai até a Alça Sudoeste da cidade. Lá, ele se estende até o bairro da Catingueira, onde se encontra com o riacho Bodocongó. “O curso da água é bastante extenso, tanto na zona rural como na urbana. Nós estimamos que cada área supera cinco quilômetros de extensão”, avaliou Veneziano.

O secretário de Planejamento de Campina Grande, Ricardo Pedrosa, confirmou que existe um projeto que aborda a revitalização de toda a área por onde passa o Riacho das Piabas.

Segundo ele, o local já vem merecendo uma atenção especial há algum tempo, e que as obras fazem parte do processo de recuperação que se estende até o canal de Bodocongó. “Nós temos pressa em resolver essa situação. O que eu posso adiantar no momento é que nós temos um projeto em andamento que vai contemplar as pessoas que moram naquelas regiões”, disse Pedrosa, que não apontou quando as obras poderão começar.


 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ministério Público pede a interdição de açude no Brejo

De acordo com análises da Sudema, reservatório estaria com as águas contaminadas; no local há uma área de cultivo de hortifrutigranjeiros.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por intermédio da promotoria de Defesa do Consumidor de Campina Grande, impetrou uma ação civil pública na Justiça para obrigar o município de Lagoa Seca, no Brejo do Estado, a interditar a área de cultivo de hortifrutigranjeiros ao redor do açude “Luiz Leal”. A água do reservatório, conforme laudos da Superintendência da Administração do Meio Ambiente (Sudema), estaria contaminada. A área de plantio dos produtos é de aproximadamente 70 hectares.

As frutas e verduras produzidas em Lagoa Seca são comercializadas na central de abastecimento da Empasa de Campina Grande, o que reforça a tese segundo a qual as populações dessas duas cidades estão consumindo alimentos contaminados, como defendem os promotores Bertrand de Araújo Asfora e Clístenes Bezerra de Holanda, autores da ação.

A contaminação do açude, ainda de acordo com os laudos do órgão de fiscalização ambiental, é proveniente do escoamento de todos os resíduos sólidos e líquidos produzidos na zona urbana de Lagoa Seca.

O procurador-geral de Lagoa Seca, Hermano Brandão Rocha, informou que o poder público municipal ainda não foi notificado da ação do MP.


 

sábado, 16 de junho de 2012

Projeto vai criar 50 unidades

Além do ambiente de feira, os agricultores participarão de um encontro onde trocarão experiências.

Publicado em 16/06/2012 às 06h00 

Neste ano, mais 50 unidades do projeto Agroecológico Integrado Sustentável serão instaladas nas cidades de Campina Grande e Lagoa Seca.

Além do ambiente de feira, os agricultores participarão de um encontro. “Como eles devem se organizar em feiras e torná-las mais um canal de comercialização? Essa é uma questão a ser discutida com os produtores”, afirmou o analista do Sebrae.

Segundo ele, os produtores de Monteiro e Sumé estão mais à frente nas vendas, com faturamento de R$ 800 a R$ 2,5 mil mensalmente. No encontro, as experiências destes produtores serão apresentadas.

“Os produtores das outras cidades, em sua maioria, conseguem um salário mínimo por mês no começo do projeto Pais, podendo crescer e chegar no patamar dos outros”, explicou. O projeto está conseguindo inserir produtores na empresa Rio de Una, do Paraná, além de evitar o êxodo da família agroecológica por causa da escassez dos recursos.