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domingo, 21 de abril de 2013

Cooperativa da Paraíba aproveita água baixa e vende 8 toneladas de peixe


21/04/2013 06h00 - Atualizado em 21/04/2013 06h00 

1.200 pescadores de 17 cidades se unem para fornecer pescado.
Água baixa está facilitando a captura dos peixes e a pescaria artesanal.
 
Do G1 PB
 
 
Pescadores do Cariri paraibano estão unindo forças durante o período de estiagem. A Cooperativa de Agronegócios do Cariri, em Monteiro, vendeu oito toneladas de tilápias, traíras e curimatãs, durante a Semana Santa. A água baixa está facilitando a captura dos peixes e a pescaria artesanal acelerou muito. “Somente em Sumé chegamos a pescar quatro toneladas”, comemorou o presidente da Cooperativa, José de Deus Barbosa. Na cooperativa, existem pescadores de várias associações, somando 1.200 trabalhadores.
 
Dezessete cidades do Cariri produzem pescados e vendem grande parte da sua produção para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Até o final do ano, deverá ser inaugurada a Usina de Beneficiamento de Pescado, na cidade de Camalaú, o que poderá aumentar ainda mais as vendas.

De acordo com a presidência da Cooperativa, os pescadores querem vender seus produtos no Estado todo. “Por enquanto estamos vendendo em Monteiro, Camalaú e Sumé. Três açudes, de Camalaú, Sumé e Congo, estão ainda com boas produções de pescados, fora alguns açudes menores, que não deixam de ter peixes, como de Livramento, São Sebastião do Umbuzeiro e Coxixola”, afirma.
 
 
Fonte
 
 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

880,7 mil paraibanos não têm água tratada

Sem aceso à água tratada, 23,38% da população paraibana, precisa recorrer a poços e outros tipos de fontes para garantir abastecimento.


 
Rizemberg Felipe
De acordo com dados do IBGE, a Paraíba possui 57.089 domicílios sem água encanada
Por outro lado, a pesquisa apontou que 829.018 domicílios são atendidos pela rede pública de fornecimento de água. Ao todo, são 2.901.563 paraibanos que dispõem desse serviço, já que o IBGE calcula que cada moradia possui, em média, 3,5 habitantes.

Das pessoas que não têm água encanada em casa, a maior parte recorre a poços ou nascentes naturais, existentes dentro da propriedade. São 57.089 domicílios nessa situação, o que corresponde a 199.811 pessoas, segundo estimativa do IBGE. A maior quantidade de casas, nestas condições, está localizada nas cidades de Jericó (6.795), Pedras de Fogo (2.494), São Sebastião de Umbuzeiro (2.366), Santa Rita (2.113), Mamanguape (1.699), Mari (1.468), São José do Rio do Peixe (1.191), Areia (1.097) e Baía da Traição (963).

Outras 50.988 moradias também são atendidas por poços ou nascentes naturais, no entanto, localizadas longe das propriedades, o que obriga que 178.458 habitantes precisem se deslocar, por alguma distância, para fazer o transporte de latas e baldes cheios com a água. Ainda de acordo com IBGE, a maioria dessas pessoas que não têm acesso à água encanada vive na zona rural.

Entre essas pessoas está a dona de casa Maria das Mercês da Silva, 59 anos. Ela mora numa comunidade conhecida como “Ilha dos Pescadores”, localizada às margens da PB 008, na divisa de João Pessoa e Conde. No local, só há apenas três casas, que não são atendidas por tratamento de água. Os moradores precisam recorrer a lago e a um poço artesiano, construído na área.

“Todos os dias, eu pego meu balde, coloco na cabeça e vou atrás da água. Preciso caminhar uma meia hora para ir e voltar. É um sofrimento grande, mas não tem jeito. Faz 23 anos que vivo assim”, lamenta.

Na precária casa, feita de taipa, Maria das Mercês vive com dois adultos e duas crianças, que já apresentaram na saúde as consequências da falta do tratamento de água. “Minha neta vive com dores de barriga. Acho que é por causa dessa água mesmo, que é muito barrenta. Meu sonho é que um dia a água encanada chegasse aqui, mas isso é muito difícil”, diz a dona de casa.

Perto dali, outra área também sofre a falta da água de qualidade, apesar de estar localizada em zona urbana. Mesmo atendida pela rede da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a Comunidade de Paratibe, localizada ao lado do bairro do Valentina Figueiredo, precisa recorrer a poços artesianos.

Segundo a moradora Jorlane Nascimento Pereira, 23 anos, o motivo disso são as constantes faltas de água que ocorrem na região. “Aqui, falta água umas três vezes por semana. Às vezes, ficamos o dia todo sem uma gota de água na torneira. Por isso, tiramos água no poço”, diz.

O poço ao qual Jorlane se refere fica no quintal da casa e possui 25 metros de profundidade. Apesar da estrutura ficar perto de uma fossa, a água retirada é usada sem tratamento doméstico prévio. “A gente tira a água para beber, tomar banho, limpar a casa e fazer comida. Não colocamos água sanitária e nem fervemos, não", explica a dona de casa.