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1.200 pescadores de 17 cidades se unem para fornecer pescado.
Água baixa está facilitando a captura dos peixes e a pescaria artesanal.
Do G1 PB
Pescadores do Cariri paraibano estão unindo forças durante o período de
estiagem. A Cooperativa de Agronegócios do Cariri, em Monteiro, vendeu
oito toneladas de tilápias, traíras e curimatãs, durante a Semana Santa.
A água baixa está facilitando a captura dos peixes e a pescaria
artesanal acelerou muito. “Somente em Sumé
chegamos a pescar quatro toneladas”, comemorou o presidente da
Cooperativa, José de Deus Barbosa. Na cooperativa, existem pescadores de
várias associações, somando 1.200 trabalhadores.
Dezessete cidades do Cariri produzem pescados e vendem grande parte da
sua produção para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Até
o final do ano, deverá ser inaugurada a Usina de Beneficiamento de
Pescado, na cidade de Camalaú, o que poderá aumentar ainda mais as vendas.
De acordo com a presidência da Cooperativa, os pescadores querem vender
seus produtos no Estado todo. “Por enquanto estamos vendendo em
Monteiro, Camalaú e Sumé. Três açudes, de Camalaú, Sumé e Congo, estão
ainda com boas produções de pescados, fora alguns açudes menores, que
não deixam de ter peixes, como de Livramento, São Sebastião do Umbuzeiro e Coxixola”, afirma.
Sem aceso à
água tratada, 23,38% da população paraibana, precisa recorrer a poços e
outros tipos de fontes para garantir abastecimento.
Nathielle Ferreira
Rizemberg FelipeDe acordo com dados do IBGE, a Paraíba possui 57.089 domicílios sem água encanada
Por outro lado, a pesquisa apontou que 829.018 domicílios são
atendidos pela rede pública de fornecimento de água. Ao todo, são
2.901.563 paraibanos que dispõem desse serviço, já que o IBGE calcula
que cada moradia possui, em média, 3,5 habitantes.
Das pessoas que não têm água encanada em casa, a maior parte recorre a
poços ou nascentes naturais, existentes dentro da propriedade. São
57.089 domicílios nessa situação, o que corresponde a 199.811 pessoas,
segundo estimativa do IBGE. A maior quantidade de casas, nestas
condições, está localizada nas cidades de Jericó (6.795), Pedras de Fogo
(2.494), São Sebastião de Umbuzeiro (2.366), Santa Rita (2.113),
Mamanguape (1.699), Mari (1.468), São José do Rio do Peixe (1.191),
Areia (1.097) e Baía da Traição (963).
Outras 50.988 moradias também são atendidas por poços ou nascentes
naturais, no entanto, localizadas longe das propriedades, o que obriga
que 178.458 habitantes precisem se deslocar, por alguma distância, para
fazer o transporte de latas e baldes cheios com a água. Ainda de acordo
com IBGE, a maioria dessas pessoas que não têm acesso à água encanada
vive na zona rural.
Entre essas pessoas está a dona de casa Maria das Mercês da Silva,
59 anos. Ela mora numa comunidade conhecida como “Ilha dos Pescadores”,
localizada às margens da PB 008, na divisa de João Pessoa e Conde. No
local, só há apenas três casas, que não são atendidas por tratamento de
água. Os moradores precisam recorrer a lago e a um poço artesiano,
construído na área.
“Todos os dias, eu pego meu balde, coloco na cabeça e vou atrás da
água. Preciso caminhar uma meia hora para ir e voltar. É um sofrimento
grande, mas não tem jeito. Faz 23 anos que vivo assim”, lamenta.
Na precária casa, feita de taipa, Maria das Mercês vive com dois
adultos e duas crianças, que já apresentaram na saúde as consequências
da falta do tratamento de água. “Minha neta vive com dores de barriga.
Acho que é por causa dessa água mesmo, que é muito barrenta. Meu sonho é
que um dia a água encanada chegasse aqui, mas isso é muito difícil”,
diz a dona de casa.
Perto dali, outra área também sofre a falta da água de qualidade,
apesar de estar localizada em zona urbana. Mesmo atendida pela rede da
Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a Comunidade de
Paratibe, localizada ao lado do bairro do Valentina Figueiredo, precisa
recorrer a poços artesianos.
Segundo a moradora Jorlane Nascimento Pereira, 23 anos, o motivo
disso são as constantes faltas de água que ocorrem na região. “Aqui,
falta água umas três vezes por semana. Às vezes, ficamos o dia todo sem
uma gota de água na torneira. Por isso, tiramos água no poço”, diz.
O poço ao qual Jorlane se refere fica no quintal da casa e possui 25
metros de profundidade. Apesar da estrutura ficar perto de uma fossa, a
água retirada é usada sem tratamento doméstico prévio. “A gente tira a
água para beber, tomar banho, limpar a casa e fazer comida. Não
colocamos água sanitária e nem fervemos, não", explica a dona de casa.