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domingo, 29 de setembro de 2013

Ibama faz vistoria e constata regularidade em obra do Shopping

29/09/13 - 08:54 - Atualizado em 29/09/2013 - 08:57 

Técnicos realizam estudos e ratificam construção da obra 


Técnicos do IBAMA já concluíram a série de avaliações feita na área onde está sendo liberado pela Sudema para construção do primeiro Shopping de Bananeiras definindo em Laudo entregue às autoridades de que não há irregularidades na implementação do equipamento.


Esta é a mais importante decisão anunciada nos últimos dias, depois de pedido de embargo da obra pela promotora Mirian Vasconcelos, mas sem guarida na Justiça estadual e, ainda, a solicitação da autoridade para que o Ibama fizesse o estudo técnico.


De acordo com o rito processual, os técnicos do Instituto passaram alguns dias em Bananeiras fazendo a metrificação e estudos de impacto da obra na área chegando à conclusão de que inexiste irregularidades.


NORMALIDADE  – Já os empresários envolvidos na obra disseram que não querem comentar decisões dos órgãos ambientais, embora considerem importante a decisão do Ibama, preferindo cuidar da implementação da obra e geração de empregos e mais renda na região, a partir de Bananeiras.

Da Redação

Fonte

 

Bananeiras Shopping

29/09/2013 - 14:59

Por Rubens Nóbrega

Você pode não acreditar, mas tem gente contra o shopping que estão construindo em Bananeiras, investimento de R$ 29 milhões que deve proporcionar mais de 500 empregos diretos e outros 1,5 mil indiretos, além de impulsionar positivamente a economia de mais oito municípios vizinhos onde vivem cerca de 180 mil pessoas. 

Desses 180 mil viventes, que eu saiba dois ou três não querem ver o shopping num pedaço de serra entre Bananeiras e Solânea. Dizem que é crime ambiental. Com eles parece concordar uma promotora de Justiça que tenta embargar o empreendimento sob o argumento de que a obra afronta o novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) porque invade uma área de proteção permanente (APP).
 
No final de junho deste ano, a promotora ajuizou ação contra a construtora do shopping, a Prefeitura de Bananeiras e a Sudema, que concederam as licenças da competência de cada um para o investidor tocar a obra. Para fundamentar a sua causa, a representante do Ministério Público Estadual pediu ao Ibama, órgão federal que cuida do meio ambiente, uma vistoria no local e emissão do competente laudo técnico. 

Em atenção ao pedido, o Ibama mandou pra lá dois analistas ambientais no dia 1º de agosto último. Eles foram, pediram e pegaram documentos, observaram a topografia do terreno (situado numa encosta à beira da estrada enladeirada que liga Bananeiras a Solânea) e fizeram os cálculos matemáticos necessários para determinar “o ângulo de inclinação do terreno nas seções de maior declividade”.  

O resultado desse cálculo é decisivo para dizer se é ou não uma APP a área do shopping. Se a declividade for igual ou superior a 45 graus, é uma APP. Se inferior, não é. Pois bem, segundo os especialistas do Ibama, “as declividades no local do empreendimento são inferiores a 45º, portanto a área não é de preservação permanente”. É o que está dito com todas as letras no Relatório Técnico emitido 15 dias após a vistoria realizada pelos analistas ambientais.  

Ah, dirão, mas também não foram feitos Estudo de Impacto Ambiental (EIA), o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima) e audiência pública sobre a obra! Sobre esses pontos, o Ibama atesta que pela localização e características do terreno (onde só existe capim e a única árvore existente está sendo preservada), EIA, Rima e audiência ficariam a critério da (Sudema), pois não existe norma específica a exigi-los.  

De qualquer forma, houve recentemente uma audiência pública na Câmara dos Vereadores de Bananeiras (onde oposição e situação se uniram em apoio ao shopping) para debater a questão. A Promotora faltou, mas cinco ou seis estudantes do Campus da UFPB em Bananeiras que seriam do contra por lá apareceram. Pelo visto, mudaram de posição após ouvirem as explicações dos empreendedores na palavra do empresário (e professor aposentado) Alírio Trindade, que compareceu à audiência. 

Também já fui contra  
Não gostei quando cerca de um ano atrás Alírio Trindade me disse que iria construir o shopping. Sugeri que fizesse em outro lugar, já que ali a construção iria enfear a paisagem e descaracterizar o patrimônio natural de Bananeiras, no qual se inclui a encosta onde está sendo erguido o empreendimento. 

Lembro ainda que na ocasião também manifestei dúvidas sobre a concessão da licença ambiental para a obra. Argumentei que taludes como aquele teriam proteção especial da lei contra edificações do gênero. Alírio garantiu que não, suponho que baseado nos estudos técnicos que contratou junto a profissionais especializados para fazer avaliação de impactos ambientais, orientar controle e proteção na área, medir a capacidade de absorção do solo e elaborar um plano de gerenciamento de resíduos de construção civil, entre outras providências necessárias a uma obra desse porte.  

Quanto à localização, ele informou que o terreno, de sua propriedade, estava situado num ponto estratégico, entre dois núcleos urbanos de municípios que juntos formam uma população superior a 50 mil pessoas. Compreendi então o seguinte: não havendo impedimento legal, como proprietário ele tinha e tem o direito de fazer o que quiser em sua propriedade; como empresário, deve ter a inteligência de decidir a melhor localização do seu investimento. 

Uma quase unanimidade  
Apesar daquela conversa com Alírio, não descartei a possibilidade de o shopping vir a ser obstaculizado pela questão ambiental ou uma presumível reação negativa de parte da população bananeirense que o colunista julgava preocupada com o suposto impacto ambiental da obra. Voltando a Bananeiras na última semana, contudo, depois de conversar com pessoas do povo e autoridades locais, depois de reunir documentos e informações sobre tudo o que envolve essa polêmica, concluí que o único impacto temido pela quase totalidade da população local é ver inviabilizado o investimento que pode colocar a cidade em um patamar mais alto de prosperidade humana e material.  

Mas isso só acontecerá se não forem bem sucedidas a ação da Promotora e uma lamentável campanha de acusações e ofensas de toda ordem levada a efeito em redes sociais (facebook, sobretudo) contra quem está fazendo ou apoiando o shopping. Algumas das postagens que me foram mostradas chamam de ‘comprado’, ‘vendido’ ou ‘corrupto’ todo mundo que é a favor do shopping ou que não sentenciou, não deu parecer nem escreveu contra o shopping. Devo estar indexado nessa, também. Sem problemas. Convencido e convicto de que o empreendimento é bom para Bananeiras, por Bananeiras sou capaz até de relevar a mais estúpida, inverossímil e ressentida infâmia, mas sem prejuízo de recorrer à Justiça para obrigar o(a) acusador(a) a provar que sou ‘comprado’, ‘vendido’ ou ‘corrupto’. 


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

MPPB quer estudo sobre impacto ambiental em shopping a ser construído em Bananeiras

Qua, 31 de julho de 2013 15:43  
 
A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em Bananeiras (município paraibano localizado na Região do Brejo, a 120 quilômetros da capital, João Pessoa), recorreu (agravo de instrumento) ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB) da decisão que indeferia um pedido de liminar contra a construção irregular de um shopping às margens da rodovia PB-105, que liga as cidades de Bananeiras e Solânea.

O agravo de instrumento foi interposto pela promotora de Justiça Miriam Pereira Vasconcelos contra a decisão do juiz Antônio Gomes, da Comarca de bananeiras. Ele havia indeferido o pedido de liminar na ação cautelar preparatória de ação civil pública ajuizada pela promotora, contra a empresa LTL Construções e Incorporações Ltda., a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e a prefeitura de Bananeiras.
 
De acordo com a ação civil pública, a empresa LTL estaria construindo um empreendimento imobiliário composto de um centro comercial (shopping) e um condomínio residencial vertical numa encosta extremamente íngreme localizada entre Bananeiras e Solânea sem a realização do estudo prévio de impacto ambiental, conforme determina a Lei Complementar 140, de 2011, e das Leis Federais 12.305/10, 12.651/2012 e 6938/1981.
 
Segundo a promotora Miriam Vasconcelos, ela instaurou procedimento preparatório após receber reclamação vinda da Ouvidoria do Ministério Público, no dia 17 de maio deste ano. “Nosso objetivo foi o de apurar as irregularidades apontadas na construção”, diz a promotora, ressaltando que, depois de notificado, a empresa encaminhou ao MPPB um relatório ambiental simplificado e a licença prévia concedida pela Sudema, além do alvará de construção emitido pela prefeitura de Bananeiras. “O problema é que sequer foi aferido pela Sudema se a área era ou não era de preservação permanente”, explica a promotora, expedindo, no dia 27 de maio, recomendação à Sudema para que realizasse vistoria no local, determinando o embargo da obra, até a emissão da licença de instalação.
 
A promotora também também apontou uma condicionante da licença prévia, exigindo um estudo de impacto ambiental, com análise geomorfológica do solo; identificação de fontes; cursos e corpos d’água; identificação de espécies da fauna; identificação das espécies vegetais constantes na área; identificação, quantificação e composição dos resíduos que serão produzidos antes, durante e depois da edificação do empreendimento, bem como o plano de gestão desses resíduos; e a quantificação e composição dos resíduos sanitários com plano de gestão.
 
Na recomendação, a promotora ressaltou que o estudo de impacto ambiental, conforme a legislação, tem que ser feita por uma equipe multidisciplinar, composta pelo menos por geógrafo, geólogo, engenheiro florestal com especialização em Botânica, engenheiro civil, com especialização em Engenharia Sanitária e Ambiental, e biólogo.
 
Ao prefeito de Bananeiras, Douglas Lucena, foi expedida uma recomendação para que a prefeitura exija o estudo de impacto de vizinhança a ser realizado por equipe particular, conforme é previsto na Lei 10.257/01, apontando os impactos positivos e negativos que resultarão pelo adensamento populacional informado no empreendimento Serra Shopping; a sobrecarga de equipamentos urbanos e comunitários; a geração de tráfego na área; demanda de transporte público; modificação da paisagem e impactos ao patrimônio natural no local da obra, bem como geração de resíduos líquidos e sólidos e sua destinação final; além do impacto à valorização imobiliária da área.
 
“Para a nossa surpresa, a Sudema expediu a licença de instalação pelo prazo de 1.080 dias, no último dia 20 de julho”, afirma a promotira, informando que, mais uma vez recomendou à Sudema que suspendesse imediatamente a licença concedida à LTL Construções. “A Sudema tem que verificar se o local onde se pretende construir trata-se de área de preservação ambiental permanente, atentando para modificação de uma condicionante da licença prévia, exigindo o estudo de impacto ambiental”.
 
E completa a promotora: “Após o silêncio da Sudema, não nos restou nada mais além do ajuizamento da ação cautelar com pedido de liminar, sendo que o juiz monocrático de Bananeiras indeferiu, razão pela qual se interpôs o agravo de instrumento”.
 
Para a promotora Miriam Vasconcelos, o princípio da precaução que deve nortear o Direito Ambiental foi “contundentemente ferido” nesse caso. “O que se questiona na ação é exatamente a concessão de licença de instalação pela Sudema e alvará de construção pelo município de Bananeiras sem que tenha havido o estudo prévio de impacto ambiental, ou seja, sem as cautelas legais, omissão que o Ministério Público, em absoluto, não concorda”, aponta a promotora, acrescentando: “Então, seria racional e prudente que a construção da obra fosse suspensa até a realização de tal estudo, até porque, prevenir é sempre melhor do que tentar desfazer os nefastos efeitos da lesão ambiental”.
 
E a promotora faz um alerta: “Para saber se o Ministério Público tem razão basta se perguntar: se a obra em questão for suspensa até a realização do estudo prévio de impacto ambiental que dano terá o empreendedor? Agora, se a obra segue seu curso e após se verifica que a licença e o alvará estão eivados de vícios, como reparar o dano, se a barreira onde se constrói o condomínio e o shopping já se mostra quase completamente devastada com as obras em andamento?”.



 

MPPB quer estudo sobre impacto ambiental em shopping a ser construído

João Pessoa, 31/07/2013 - 15h59

Empresa LTL estaria construindo numa encosta extremamente íngreme localizada entre Bananeiras e Solânea


Maquete da parte externa do Shopping
A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em Bananeiras (município paraibano localizado na Região do Brejo, a 120 quilômetros da capital, João Pessoa), recorreu ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) da decisão que indeferia um pedido de liminar contra a construção de um shopping às margens da rodovia PB-105, que liga as cidades de Bananeiras e Solânea.

O agravo de instrumento foi interposto pela promotora de Justiça Miriam Pereira Vasconcelos contra a decisão do juiz Antônio Gomes, da Comarca de Bananeiras. Ele havia indeferido o pedido de liminar na ação cautelar preparatória de ação civil pública ajuizada pela promotora, contra a empresa LTL Construções e Incorporações Ltda., a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e a prefeitura de Bananeiras.

De acordo com a ação civil pública, a empresa LTL estaria construindo um empreendimento imobiliário composto de um centro comercial (shopping) e um condomínio residencial vertical numa encosta extremamente íngreme localizada entre Bananeiras e Solânea sem a realização do estudo prévio de impacto ambiental, conforme determina a Lei Complementar 140, de 2011, e das Leis Federais 12.305/10, 12.651/12 e 6938/81.

Segundo a promotora Miriam Vasconcelos, ela instaurou procedimento preparatório após receber reclamação vinda da Ouvidoria do Ministério Público, no dia 17 de maio deste ano. “Nosso objetivo foi o de apurar as irregularidades apontadas na construção”, diz a promotora, ressaltando que, depois de notificado, a empresa encaminhou ao MPPB um relatório ambiental simplificado e a licença prévia concedida pela Sudema, além do alvará de construção emitido pela prefeitura de Bananeiras. “O problema é que sequer foi aferido pela Sudema se a área era ou não era de preservação permanente”, explica a promotora, expedindo, no dia 27 de maio, recomendação à Sudema para que realizasse vistoria no local, determinando o embargo da obra, até a emissão da licença de instalação.

A promotora também apontou uma condicionante da licença prévia, exigindo um estudo de impacto ambiental, com análise geomorfológica do solo; identificação de fontes; cursos e corpos d’água; identificação de espécies da fauna; identificação das espécies vegetais constantes na área; identificação, quantificação e composição dos resíduos que serão produzidos antes, durante e depois da edificação do empreendimento, bem como o plano de gestão desses resíduos; e a quantificação e composição dos resíduos sanitários com plano de gestão.

Na recomendação, a promotora ressaltou que o estudo de impacto ambiental, conforme a legislação, tem que ser feita por uma equipe multidisciplinar, composta pelo menos por geógrafo, geólogo, engenheiro florestal com especialização em Botânica, engenheiro civil, com especialização em Engenharia Sanitária e Ambiental, e biólogo.

Ao prefeito de Bananeiras, Douglas Lucena, foi expedida uma recomendação para que a prefeitura exija o estudo de impacto de vizinhança a ser realizado por equipe particular, conforme é previsto na Lei 10.257/01, apontando os impactos positivos e negativos que resultarão pelo adensamento populacional informado no empreendimento Serra Shopping; a sobrecarga de equipamentos urbanos e comunitários; a geração de tráfego na área; demanda de transporte público; modificação da paisagem e impactos ao patrimônio natural no local da obra, bem como geração de resíduos líquidos e sólidos e sua destinação final; além do impacto à valorização imobiliária da área.

“Para a nossa surpresa, a Sudema expediu a licença de instalação pelo prazo de 1.080 dias, no último dia 20 de julho”, afirma a promotira, informando que, mais uma vez recomendou à Sudema que suspendesse imediatamente a licença concedida à LTL Construções. “A Sudema tem que verificar se o local onde se pretende construir trata-se de área de preservação ambiental permanente, atentando para modificação de uma condicionante da licença prévia, exigindo o estudo de impacto ambiental”.

E completa a promotora: “Após o silêncio da Sudema, não nos restou nada mais além do ajuizamento da ação cautelar com pedido de liminar, sendo que o juiz monocrático de Bananeiras indeferiu, razão pela qual se interpôs o agravo de instrumento”.

Para a promotora Miriam Vasconcelos, o princípio da precaução que deve nortear o Direito Ambiental foi “contundentemente ferido” nesse caso. “O que se questiona na ação é exatamente a concessão de licença de instalação pela Sudema e alvará de construção pelo município de Bananeiras sem que tenha havido o estudo prévio de impacto ambiental, ou seja, sem as cautelas legais, omissão que o Ministério Público, em absoluto, não concorda”, aponta a promotora, acrescentando: “Então, seria racional e prudente que a construção da obra fosse suspensa até a realização de tal estudo, até porque, prevenir é sempre melhor do que tentar desfazer os nefastos efeitos da lesão ambiental”.

E a promotora faz um alerta: “Para saber se o Ministério Público tem razão basta se perguntar: se a obra em questão for suspensa até a realização do estudo prévio de impacto ambiental que dano terá o empreendedor? Agora, se a obra segue seu curso e após se verifica que a licença e o alvará estão eivados de vícios, como reparar o dano, se a barreira onde se constrói o condomínio e o shopping já se mostra quase completamente devastada com as obras em andamento?”.

MaisPB com Assessoria

domingo, 9 de junho de 2013

Promotora barra crime ambiental em empreendimento apoiado pelo Governo


BananeirasPlacaLoteamento

 
BananeirasVista
DiárioOficialMPBananeiras

A bucólica Bananeiras se tornou, nos últimos anos, uma referência no setor turístico e imobiliário da Paraíba. Gente de toda Paraíba e até de outros Estados passou a investir na cidade. Mas, com o boom do progresso também emergiu a avidez capitalista, que pode rapidamente destruir as belezas que tanto atraíram turistas e investidores.

Relatório recente da promotora Miriam Pereira Vasconcelos, curadora do Meio Ambiente, chama a atenção para um crime ambiental que se comete na cidade. Sob o pretexto da construção de um shopping que, na verdade, é um conjunto habitacional com uma galeria comercial, os responsáveis estão destruindo um morro inteiro, um grave prejuízo ambiental.

A promotora alerta para “grave infração administrativa (uma vez que tem apoio da Prefeitura) e, quiçá, até mesmo, crime ambiental” o desmanche de “área de relevante interesse ambiental, mais precisamente, na Estrada que liga a cidade de Bananeiras à de Solânea”. O desmanche do morro está sendo executado pela LTL Construções e Incorporações.

O empreendimento, o condomínio vertical Alto Serra e o Shopping da Serra estão sendo iniciados, conforme apurou a promotora, sem a existência de um Estudo de Impacto Ambiental e, ainda, “sem que o Município tenha concedido licenciamento ambiental a tal empreendimento”. Dai porque pede providências da Prefeitura.

O mais grave, no entanto, vem no final: pelo que se comenta em Bananeiras, o empreendimento está sendo tocado com apoio disfarçado do Governo do Estado, sob o pretexto de que irá promover o desenvolvimento de Bananeiras. Mas, se vê que este não é o entendimento da promotora Miriam Vasconcelos.




sábado, 12 de janeiro de 2013

Açudes estão com 36% do volume e 10 estão em colapso na Paraíba

12/01/2013 12h13 - Atualizado em 12/01/2013 12h13

Segundo Aesa, 10 reservatórios estão impedidos de abastecer população.
Volume baixo é comparado aos índices registrados na seca de 1998.
 
Do G1 PB
 
 
Açude de Coremas é o maior reservatório hídrico da Paraíba (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude de Coremas, maior reservatório da PB, está com 43,7%
da capacidade (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Os 122 reservatórios hídricos da Paraíba estão com 36,42% de sua capacidade, que é de 3,9 bilhões de metros cúbicos de água. Dez açudes da Paraíba estão em colapso, apresentando volume abaixo de 5%, considerado crítico pela gerência de bacias hidrográficas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa). A situação dos reservatórios é comparada pelo órgão à seca enfrentada em 1998.
 
O racionamento no abastecimento de água atinge 13 cidades (Riachão, Monte Horebe, Alagoa Grande, Pilões, Nova Palmeira, Dona Inês, Campo de Santana, Araruna, Esperança, Remígio, Bananeiras, Solânea e Cacimba de Dentro) e 10 distritos paraibanos, segundo a assessoria de comunicação da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), nas regiões do Agreste e Semi-Árido do estado.
 
De acordo com o gerente de bacias Lucílio dos Santos Vieira, o atual volume dos mananciais na Paraíba é semelhante à seca registrada na Paraíba em 1998. "Os açudes em situação crítica estão em colapso, pois não atendem mais à população e estão com volume insuficiente", afirmou.
 
Os últimos índices pluviométricos registrados no estado não devem possibilitar nenhuma recuperação destes reservatórios hídricos, segundo a Aesa. "As últimas chuvas foram insuficientes para refletir nos açudes, pois são concentradas e de baixa intensidade. Isso porque a água tem primeiro que chegar no leito do rio, que já está muito seco, depois é que chega ao açude. Somente quando houver intensidade de chuvas é que deve se refletir nos volumes dos reservatórios. A gente compara este volume à seca de 1998", explicou Lucílio dos Santos Vieira.

Meteorologista Marle Bandeira aponta estudo climático da Aesa (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Meteorologista Marle Bandeira aponta estudo
climático da Aesa (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Segundo o relatório da reunião de previsão climática da Aesa, realizada em dezembro do ano passado, a seca deve continuar assolando a Paraíba neste início de ano. O orgão acredita que haverá escassez de chuvas até fevereiro e a partir do início de março deverá voltar a ser registrado um índice pluviométrico regular. Os meteorologistas acreditam ainda que o ano terá condições climáticas um pouco melhores que 2012 e preveem o início das chuvas a partir de março.

Em situação crítica
Teixeira - Açude Bastiana 3,0%
Barra de São Miguel - Açude Bichinho 4,2%
Cachoeira dos Índios - Açude Cachoeira da Vaca 2,5%
São João do Rio do Peixe - Açude Chupadouro 1,8%
Ouro Velho - Açude Ouro Velho 1,7%
Prata - Açude Prata II 4,3%
Teixeira - Açude Sabonete 2,8%
Monteiro - Açude Serrote 1,6%
Teixeira - Açude São Francisco II 0,6%
São José do Sabugi - Açude São José IV 0,0%

  
Mesmo com a água se tornando lama, sertanejo ainda tenta a sorte em pescaria (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude da Gamela, que abastece o Município de Triunfo,
está em colapso. (Foto: Taiguara Rangel/G1)



Fonte

sábado, 10 de novembro de 2012

Açudes secam na Paraíba

Com a seca dos açudes, sistema de abastecimanto de água entrou em colapso; apenas carros-pipa estão abastecendo a região. 


 


Leonardo Silva
Serviço de abastecimento prestado pelos caminhões-pipa é insuficiente para atender à demanda


A população do município de Triunfo, localizado na microrregião de Cajazeiras, a 475 quilômetros de João Pessoa, está sem abastecimento de água e não há previsão para o serviço ser normalizado. O sistema entrou em colapso após o Açude Gamela, principal manancial da área, atingir o nível mínimo de armazenamento e ficar impossibilitado de fornecer água aos mais de 9 mil habitantes do município.

A população está sendo atendida, exclusivamente, por carros-pipa. O anúncio foi feito ontem pelo superintendente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Deusdete Queiroga. O problema foi causado pela estiagem, que já castiga a Paraíba desde o começo deste ano. Outras 12 cidades já estão sofrendo com o racionamento de água e correm o risco de também suspenderem definitivamente o serviço, se a seca se prolongar no Estado.

Esperança, Remígio, Malta, Lagoa de Dentro, Bananeiras, Caiçara, Solânea, Conceição e alguns distritos localizados em volta dessas cidades só possuem água na torneira durante alguns dias da semana. Nessas localidades, o abastecimento é complementado por carros-pipa, fornecidos pelo Exército Brasileiro e Governo do Estado.

No entanto, o serviço é insuficiente para atender à demanda, como explica o prefeito eleito de Conceição, Nelson Lacerda. “O carro-pipa não dá para a população toda. As pessoas precisam pagar R$ 150,00 pela água de um carro-pipa, que só dura 10 dias.

Esse valor já penaliza o agricultor que está maltratado, sem água, sem produzir nada e vendo o rebanho morrer”, lamenta Lacerda.

Dos 223 municípios paraibanos, 198 decretaram estado de emergência por causa da seca. Inicialmente, a decretação dessa situação era válida apenas por 90 dias e o prazo seria encerrado no último final de semana. No entanto, o governo resolveu prorrogar por mais 180 dias o estado de emergência das cidades, em virtude do agravamento da situação.

Com a prorrogação, o Estado pretende receber R$ 34,8 milhões do Ministério da Integração Nacional, para combater os danos deixados pela seca. “Esse valor será usado no abastecimento de carros-pipa e na compra de ração para animal. Nossa expectativa é que o governo aprove a liberação total ou parcial desse recurso ainda neste mês. Não há tempo para esperar, porque precisamos pagar os pipeiros e continuar com as ações de assistência que já estamos realizando no Estado”, disse o secretário de Estado de Infraestrutura, Efraim Morais.

Morais ainda destacou que, desde que os 198 municípios decretaram o estado de emergência, o governo federal já enviou R$ 10 milhões para a Paraíba. Entre outras ações, esse dinheiro foi usado na compra de 19 mil toneladas de ração animal, que vêm sendo distribuídas gratuitamente entre os criadores. Além disso, o Estado iniciou a construção de 406 poços tubulares e subsidiou a venda de outros dois tipos de alimentação do rebanho. A “torta de algodão” e o farelo de soja estão sendo comercializadas por órgãos do governo com 50% de desconto em relação ao preço de mercado.

Além dos R$ 34,8 milhões solicitados, a Paraíba deverá receber verbas do Programa de Aceleração do Crescimento Prevenção, criado pelo governo federal, com a finalidade de ajudar os Estados a resolverem os problemas da seca. 


 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cagepa anuncia racionamento de água em cidades e distritos da PB

22/10/2012 17h31 - Atualizado em 23/10/2012 16h19

Algumas cidades só terão abastecimento uma vez por semana.
Veja como vai funcionar o racionamento em cada um dos locais.

Do G1 PB


Em reunião na manhã desta segunda-feira (22), a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) decidiu que as cidades de Bananeiras, Solânea, Cacimba de Dentro, Caiçara, Logradouro e Cachoeirinha vão sofrer racionamento de água a partir desta terça-feira (23). Os distritos de Rua Nova, em Belém, e de Braga, em Monte Horebe, também terão o sistema implantado.

A Cagepa já havia informado na última sexta-feira que as cidades de Remígio e Esperança, e os distritos de Lagoa do Mato, São Miguel e Cepilho, do Agreste paraibano, serão atingidos pelo racionamento.

Os municípios de Bananeiras, Solânea e Cacimba de Dentro, abastecidos pelo manancial de Canafístula II, ficarão sem água nos finais de semana. O racionamento nessas localidades terá início no próximo sábado (27). Vai faltar água sempre às 18h do sábado e o abastecimento só voltará na segunda-feira, às 18h.
 
O açude Canafístula II está atualmente com apenas 39% de sua capacidade. A cagepa informou que se o racionamento não fosse feito, a água só daria para abastecer os municípios até o final de janeiro do próximo ano e com o racionamento a água é suficiente para abastecer até o começo de março de 2013.
Já Rua Nova, Caiçara e Logradouro, que são abastecidas pela Lagoa do Matias, terão o sistema de racionamento implantado nesta terça-feira (23). Nestes locais, o racionamento sempre funcionará no sistema de quatro dias com abastecimento e três dias com a interrupção, sempre no horário das 7h da terça até as 7h da sexta, e deve continuar acontecendo até que o volume de água aumente.

A Lagoa do Matias está com apenas 41% de sua capacidade, em situação de alerta.

O racionamento acontecerá de forma mais crítica nas comunidades rurais de Cachoeirinha e Braga, onde só haverá abastecimento de água pela Cagepa em um dia da semana, na quarta-feira, durante 24 horas.

Objetivo
A assessoria de imprensa da Cagepa informou que a ideia do racionamento é evitar que ocorra um novo colapso, como aconteceu em 2011, entre os sistemas que abastecem esses locais, quando as cidades tiveram que ficar sendo abastecidas com carro pipa. “Se o racionamento fosse feito em 2010 essas cidades não teriam sofrido esse colapso e sofrido de maneira mais drástica em 2011”, disse a assessoria.

Estiagem
Em maio deste ano, o governo decretou situação de emergência em 195 dos 223 municípios da Paraíba e medidas como o racionamento de água e abastecimento com carros-pipa já foram adotadas. Os meteorologistas afirmam que as regiões mais afetadas são Cariri, Curimataú, Sertão e Alto Sertão. No período que deveria chover mais no Cariri e Curimataú, choveu 58,74% abaixo da média esperada.

De acordo com a Defesa Civil da Paraíba, a lista de cidades em situação de emergência por causa da seca deve deve ser atualizada em novembro, quando se encerram os prazos do decreto e as prefeituras apresentarem dados sobre as situações nos municípios.

Fonte