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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Projeto usa sonar para pesquisar vida do peixe-boi em estuário na Paraíba

14/02/2015 20h01 - Atualizado em 14/02/2015 20h01

Peixe-boi é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil.
Projeto acontece no estuário do Rio Mamanguape.




 
Do G1 PB


Projeto Peixe Boi usa sonar para fazer pesquisas em Mamanguape, na Paraíba (Foto: Acervo / Fundação Mamíferos Aquáticos)
Pesquisadores querem conhecer a população de Peixe Boi no estuário do
Rio Mamanguape (Foto: Acervo / Fundação Mamíferos Aquáticos)
Pesquisadores da Fundação Mamíferos Aquáticos estão usando a tecnologia de sonar para pesquisar a população de peixe-boi marinho na Paraíba. O objetivo do Projeto Biologia Populacional do Peixei-Boi Marinho é localizar os peixes-bois marinhos no estuário da Área de Proteção Ambiental (APA) da Barra do Rio Mamanguape. O animal é considerado o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil.
 
O projeto é realizado em parceira com a Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Universidade Federal do Ceará (UFC) e conta com o patrocínio da iniciativa privada. O sonar é colocado na lateral de uma embarcação e faz uma varredura no local. Além da distribuição e abundância, o projeto também estuda dados comportamentais e bioacústicos dos animais.

Segundo a bióloga responsável pelo projeto, a ideia surgiu após um censo aéreo feito em 2010 no Nordeste. A APA da Barra do Rio Mamanguape foi escolhida por ser historicamente uma das principais áreas de concentração deste animais. "Estamos trabalhando para estimar a população desta localidade com uma nova metodologia que está sendo implantada aqui no Brasil nos últimos anos. Nós passamos pelo estuário com este aparelho que faz a captação de imagens com base no som acústico que estes animais emitem embaixo d’água", explica. Na frente da embarcação, a equipe fez uma cabine onde foi acoplado um monitor de vídeo, por onde os pesquisadores conseguem fazer a leitura das imagens captadas pelo sonar.

Cinco profissionais participam das buscas no rio: dois observadores, um pesquisador, um responsável pela anotação dos dados e um piloto, que faz manobras pré-estudadas pelo projeto que facilitam a pesquisa. Ainda é usado um hidrofone, que capta o som feito pelos animais.

Projeto Peixe Boi usa sonar para fazer pesquisas em Mamanguape, na Paraíba (Foto: Acervo / Fundação Mamíferos Aquáticos)
Pesquisadores adapataram a embarcação para instalar equipamento (Foto: Acervo /
Fundação Mamíferos Aquáticos)

Fonte

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Educadores do Litoral Norte da PB fazem oficina sobre meio ambiente


04/10/2013 09h29 - Atualizado em 04/10/2013 09h48 

Ao todo são 35 professores da rede pública de Rio Tinto.
Ação quer sensibilizar comunidades da Barro do Rio Mamanguape.
 
Do G1 PB
 
 
Educadores são sensibilizados para a importância de preservar a região. (Foto: Genilson Geraldo/Acervo FMA)
Educadores são sensibilizados para a importância de preservar
a região. (Foto: Genilson Geraldo/Acervo FMA)
Um grupo de 35 professores do ensino fundamental da rede pública de Rio Tinto, no Litoral Norte da Paraíba, está participando de oficinas de sensibilização em Educação Ambiental. A capacitação acontece até a sexta-feira (11) e é promovida pelo Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho, que está sendo executado pela Fundação Mamíferos Aquáticos no litoral paraibano para evitar a extinção do peixe-boi marinho no Nordeste do Brasil.
 
O objetivo das oficinas é sensibilizar as comunidades que integram a Barra do Rio Mamanguape, considerada Área de Proteção Ambiental Federal, sobre a importância da conservação da biodiversidade e proteção ao habitat do peixe-boi marinho. Na oportunidade, os professores estão tendo acesso a informações sobre meio ambiente, desenvolvimento sustentável, educação ambiental e aspectos ecológicos dos peixes-bois marinhos.

Além disso, os participantes também estão se inteirando sobre a importância da APA da Barra do Rio Mamanguape para a população e para a manutenção da biodiversidade e aprender algumas técnicas de arte-educação ambiental e atividades criativas que poderão ser desenvolvidas com seus alunos.

Oficina ensina técnicas lúdicas para serem usadas em sala de aula. (Foto: Genilson Geraldo/Acervo FMA)
Oficina ensina técnicas lúdicas para serem usadas em
sala de aula. (Foto: Genilson Geraldo/Acervo FMA)
Numa parceria com a Secretaria de Educação de Rio Tinto, os encontros acontecem sempre às sextas-feiras, na escolinha da Barra de Mamanguape, das 8h às 16h. Os professores contemplados são das comunidades da Barra de Mamanguape, Praia de Campina, Lagoa de Praia, Tanques, Tavares, Cravaçu, Aritingui, Pacaré e Peba.

Entre julho e setembro, o Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho também promoveu, na Barra de Mamanguape, a Oficina de Agentes Ambientais, que capacitou 21 jovens das comunidades locais. Ao final da oficina, os alunos desenvolveram pequenos projetos ambientais para conservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida da localidade. O Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho vem atuando no litoral paraibano, desde fevereiro deste ano, com ações inovadoras que incluem desenvolvimento de pesquisa e tecnologia, educação ambiental, sustentabilidade, promoção da cidadania e inclusão social.
 
Fonte
 
 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Projeto de defesa do peixe-boi se instala em praia da Paraíba


16/07/2013 06h00 - Atualizado em 16/07/2013 06h00 

ONG apresenta projeto à comunidade nesta terça-feira (16).
Ação envolve pesquisa e defesa da espécie e educação ambiental.
 
Do G1 PB
 
Projeto 'Viva o Peixe-Boi Marinho' realiza ação em Barra de Mamanguape (Foto: Divulgação/Luciano Candisani)
Projeto 'Viva o Peixe-Boi Marinho' realiza ação em
Barra de Mamanguape (Foto: Divulgação/Luciano Candisani)

Os moradores da Barra de Mamanguape conhecem na manhã desta terça-feira (16) um projeto de preservação do peixe-boi marinho que vai oferecer oficinas de educação ambiental e atividades de pesquisa sobre a espécie, que habita a região. A ação faz parte do projeto 'Viva o Peixe-Boi Marinho' e é realizada pela Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA). Barra de Mamanguape, que é considerada Área de Proteção Ambiental (APA), é a primeira região contemplada para abrigar o projeto no Brasil. A atividade desta terça acontece na Colônia de Pescadores.

Equipe faz estudo e avaliação dos contaminantes (Foto: Divulgação/Viva o Peixe-boi Marinho)
Equipe faz estudo e avaliação dos contaminantes
(Foto: Divulgação/FMA)
Segundo o coordenador executivo do projeto e diretor-presidente da FMA, João Carlos Gomes Borges, a Barra de Mamanguape tem uma grande presença de peixes-boi marinhos por manter atributos ecológicos que asseguram a ocorrência desta espécie. “No entanto, percebemos que a região vem passando por mudanças, alterações, influências ligadas a questões antrópicas. Este projeto foi muito discutido, bastante pensado e tem referenciais de estratégia internacional e nacional para a conservação dos sirênios”, diz.
  
As atividades de educação ambiental estão programadas para começar dia 23 e serão desenvolvidas  pela equipe do projeto, que inclui uma coordenação científica, uma médica veterinária e uma educadora ambiental, além da equipe de pesquisadores para análise, estudo e avaliação dos contaminantes e das áreas de forrageio do local. O projeto ainda inclui o trabalho de engenheiros que vão desenvolver uma tecnologia de localização e rastreamento do peixe-boi marinho para melhoria dos estudos com efeitos voltados para conservação da espécie.
 
O trabalho também vai envolver atividades de inclusão social, com capacitação sobre gestão empresarial na Eco Oficina Peixe-Boi & Cia.“A nossa equipe já está instalada na Barra de Mamanguape desde maio. Estamos montando escritório, fazendo articulações no local e alguns estudos prévios”, explica o coordenador.
 
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domingo, 27 de janeiro de 2013

Em Rio Tinto: Necropsia dos 3 peixes-bois mortos em 2012 indica 'envenenamento'

Paraíba 24/01/2013 às 20:00
 
"Descobrimos que os três animais apresentavam substâncias tóxicas nos organismos, chamadas de ‘carbamato’e, popurlamente podemos dizer que esta substância é um veneno", relatou a chefe interina da APA.

No mês de junho do ano passado (2012) a cidade de Rio Tinto perdeu misteriosamente (3) três dos (4) quatro peixes-bois que viviam em um viveiro de reabilitação localizado na Praia de Barra de Mamanguape, a 29 km do centro.


"Chefe da Área de Preservação Ambiental em
Rio Tinto, Thalma Grisi"

No mês de julho de 2012, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) na Paraíba informou que fez uma análise da água coletada na área de proteção ambiental de Barra de Mamanguape, e que não houve indício de contaminação que justificasse a morte dos peixes-boi.

A água foi coletada em pontos de influência direta ao local onde viviam os animais. A equipe da Coordenadoria de Medições Ambientais da Sudema realizou análises físico-química, bacteriológica e de metais nas amostras coletadas no Rio do Saco, no Rio Gamboa e no mar localizados no município de Rio Tinto e que alimentam o viveiro do Projeto Peixe-Boi.

Entretanto, em entrevista na última terça-feira 22, à equipe de reportagem do PBVale, a chefe da APA sediada em Rio Tinto, Thalma Grisi, informou que o laudo da necropsia já chegou a unidade e foi recebido com ‘surpresa’. 

“Descobrimos que os três animais apresentavam substâncias tóxicas nos organismos, chamadas de ‘carbamato’ e, popularmente podemos dizer que esta substância é um veneno. Esta grande quantidade, dessa substância provocou a morte desses animais. Até o momento não sabemos de onde veio esse carbamato”, afirmou.

Questionada sobre qual seria a próxima decisão da APA para uma conclusão a respeito da origem desse veneno, ela explicou que, no momento o processo se encontra na unidade de conservação, e será enviado à coordenadoria regional, a CR6 e o órgão decidirá se será dado prosseguimento ou não a investigação.

Compostos comerciais à base de carbamato:
Pesticidas
O grupo funcional carbamato está presente em muitos compostos pesticidas extremamente tóxicos como o Aldicarb, Carbofuran (Furadan), Fenoxicarbe, Carbaril (Sevin) e BPMC. Esses pesticidas podem causar envenenamento por inibição da enzima neurotransmissora colinesterase, pela inativação reversível da enzima acetilcolinesterase (colinesterase verdadeira). Os pesticidas organofosforatos também inibem essa enzima, mas de forma irreversível, o que causa a forma mais severa de envenenamento colinérgico.

Por Felipe França
PBVale.com.br


terça-feira, 24 de julho de 2012

Situação de espécies preocupa

Órgãos de defesa do meio-ambiente estão preocupados com a morte dos três peixes-boi, ocorridas recentemente na Paraíba.

 


A morte de três peixes-boi, ocorrida nos últimos 15 dias, na Paraíba, aumentou a preocupação de órgãos de defesa do meio ambiente com a situação das espécies ameaçadas de extinção.

Além destes animais marinhos, outras 626 espécies da fauna brasileira estão atualmente protegidas por leis federais, em virtude do risco de desaparecerem do país, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As aves representam 82% dos registros.

Na lista dos ameaçados estão jaguatiricas, tatus, arara vermelha, onça pintada, lobo guará, tucanos, pica-paus e tartarugas. De acordo com o ICMBio, das 627 espécies ameaçadas, 313 estão presentes em biomas, como a Mata Atlântica e Zona Costeira-Marinha. Estas áreas chegam a concentrar até 75% dos animais que correm o risco de desaparecer do país.

Na Paraíba, não existem dados oficiais sobre a quantidade de animais que sofrem do risco de extinção. No entanto, um levantamento feito pela Organização Não Governamental Fundação Mamíferos Aquáticos, estimou que o Estado era habitado, há dois anos, por 30 peixes-bois.

Porém, essa quantidade, que já era considerado pequena, sofreu redução de 10% neste mês, quando três animais morreram, dentro de uma área de proteção ambiental, no município de Mamanguape. As causas da morte ainda estão sendo investigadas.

Para o médico veterinário e ambientalista João Carlos Borges, presidente da Organização Não Governamental Fundação Mamíferos Aquáticos, o caso é motivo de preocupação e deve ser apurado corretamente. “Esses animais são costeiros e vivem principalmente em áreas próximas a praias e aos rios. Esses óbitos foram precoces e repentinos e nos preocuparam muito porque os animais já estão ameaçados de extinção”, opinou.

Já o chefe da Área de Preservação Ambiental da Barra de Mamanguape, Sandro Roberto da Silva Pereira, explicou que, após as mortes, foram feitos exames no rio Mamanguape, no entanto, os resultados mostraram que a água está em níveis normais, sem alteração que justificasse o óbito dos animais.
Apesar disso, novas análises serão feitas para encontrar as causas da morte. “Estamos tentando fazer um diagnóstico maior, com exames da água, plantas e crustáceos para ter uma resposta sobre o que aconteceu com os peixes-bois. Não iremos trazer mais animais para cá até descobrirmos o que aconteceu”, explica.


sábado, 21 de julho de 2012

Morre o terceiro peixe-boi em Barra de Mamanguape

De acordo com a direção da Área de Preservação Ambiental de Mamanguape, somente exames detalhados poderão explicar mortes.


Rizemberg Felipe
Análise apresentada pela Sudema não atestou contaminação na água da reserva, mas teste será refeito

A causa da morte dos dois peixes-bois que viviam na área de preservação ambiental da Barra de Mamanguape, na cidade de Rio Tinto, Litoral Norte de João Pessoa, ainda não foi esclarecida. No último sábado mais um animal da espécie morreu e a última espécie da reserva, um peixe-boi fêmea, já apresenta os mesmos sintomas.

De acordo com a direção da Área de Preservação Ambiental de Mamanguape (APA-Mamanguape), somente exames detalhados de sedimentos dos rios que correm pela reserva e o resultado da análise das vísceras dos animais poderá explicar a morte dos peixes-bois. Na última terça-feira, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) informou que a análise das amostras de água, coletada em seis pontos diferentes da reserva dos animais, apontou que não há indício de contaminação que justifique a morte dos dois peixes.

O chefe da Sandro Roberto da APA-Mamanguape, Sandro Roberto da Silva Pereira, não descartou por completo o resultado da análise apresentado pela Sudema. Segundo ele, a partir do resultado dos exames nas vísceras dos animais mortos e da análise de amostras dos sedimentos presentes no fundo dos rios que compõem a reserva, será possível identificar a causa da morte dos mamíferos. Ainda de acordo com Sandro Roberto, as necropsias realizadas nos dois peixes-bois mortos no dia 7, indicam uma infecção generalizada.

Ainda sobre o resultado da análise apresentado pela Sudema, Sandro Roberto explica que os exames não atestaram contaminação na água da reserva após a morte dos animais, mas o teste será refeito com amostras do sedimento dos rios que passam pela reserva. “Essa análise mais detalhada ajudará a identificar a causa, porque nos sedimentos podem ser encontradas substâncias que estariam na água no período anterior à morte dos animais”, explica.

Ainda de acordo com o chefe da APA-Mamanguape, a fêmea, chamada 'Tita' recebeu tratamento médico e foi retirada da reserva por medida preventiva. “Ela está em ambiente aberto e sendo monitorada por nossa equipe”, completa.


APA realiza reuniao com a comunidade para prestar esclarecimentos sobre as mortes dos peixes-boi na PB

sexta-feira, 20 de julho de 2012
Na manhã de ontem, 19, o chefe da APA da Barra do Rio Mamanguape, Sr. Sandro Pereira, realizou uma reunião com a comunidade local para prestar esclarecimentos sobre as mortes dos animais no cativeiro da base do Projeto Peixe-Boi na Paraíba. Segundo informações, todos os esforços estão sendo feitos para que o caso seja esclarecido, mas infelizmente ainda não foi possível chegar a uma conclusão. Segundo o Sr. Sandro Pereira, nem todos os laboratórios estão aptos a realizar os exames, o que tem dificultado o fechamento do caso. A visitação ao cativeiro em Barra de Mamanguape está suspenso por tempo indeterminado e nenhum animal será trazido para a região até que se descubra a causa da mortandade. Vale lembrar que apesar da suspensão das visitas ao cativeiro, o Centro de Visitação continuará funcionando normalmente. 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Morre mais um peixe-boi e causa segue indefinida na Paraíba

20/07/2012 10h37 - Atualizado em 20/07/2012 10h44
 
Sudema informou que água não causou as mortes.
Só resta um animal no Projeto Peixe-boi Marinho, que também está doente.

Do G1 PB
 
Outro peixe-boi morre na Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Outro peixe-boi morre na Paraíba
(Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Morreu no sábado mais um peixe-boi do Projeto de Barra do Rio Mamanguape, no Litoral Norte paraibano. A causa da morte de 'Miriri', como era apelidado o animal, e dos outros dois peixes-boi que morreram no mesmo local no dia 7 de julho, ainda não foi descoberta. A reserva informou nesta sexta-feira (20) que só resta 'Tita', um peixe-boi fêmea, que também está muito doente, mas não vai ser transferida porque corre risco de morrer no caminho.

As visitas ao Projeto Peixe-boi Marinho estão suspensas até que sejam entregues os laudos com as causas da morte dos animais. A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) informou na terça-feira (17) que fez uma análise da água coletada na área de proteção ambiental de Barra de Mamanguape, no município de Rio Tinto e que não há indício de contaminação que justifique a morte de dois peixes-boi.

A água foi coletada em pontos de influência direta ao local onde viviam os animais. A equipe da Coordenadoria de Medições Ambientais da Sudema realizou análises físico-química, bacteriológica e de metais nas amostras coletadas no Rio do Saco, no Rio Gamboa e no mar localizados no Município de Rio Tinto e que alimentam o viveiro do Projeto Peixe Boi.

Também passaram pelo mesmo processo analítico as amostras coletadas no viveiro dos animais e do poço, de onde é retirada a água para a hidratação dos peixes-boi.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Dois peixes-bois morrem em área de preservação

Animais podem ter morrido por contaminação na água ou alimentos; corpos foram necropsiados e amostras coletadas para determinar a causa da morte.

Rizemberg Felipe
ONG que administra a área de preservação ambiental aguarda resultados de exames para saber causa das mortes

A contaminação da água é uma das principais suspeitas da morte dos dois peixes-bois marinhos, que foi registrada último sábado, na área de preservação ambiental que funciona na Barra de Mamanguape, na cidade de Rio Tinto, a 64 quilômetros de João Pessoa. O local é administrado por uma Organização Não Governamental (ONG), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

Os corpos dos animais foram removidos para um instituto de pesquisas que funciona em Itamaracá, em Pernambuco, e necropsiados no domingo. Além da necropsia, os especialistas coletaram amostras da água do rio Mamanguape, de alimentos e de água doce que era fornecido aos animais. O material está sendo examinado, mas ainda não há previsão para a divulgação dos resultados. Já a água está sendo examinada pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e o resultado pode demorar de um até cinco dias.

Segundo o chefe da Área de Preservação Ambiental da Barra de Mamanguape, sediada no Rio Tinto, Sandro Roberto da Silva Pereira, os animais começaram a morrer no início da noite de sábado. “O primeiro que foi a óbito foi 'Cacau', um peixe-boi menor, com cerca de 200 quilos, fêmea. Ele teve uma morte rápida. Duas horas depois, quem morreu foi 'Guape' (macho), um peixe-boi que tem 400 quilos e era o principal atrativo da visitação”, disse

Eles estavam em um cativeiro, com aproximadamente 100 metros de comprimento, que fica às margens do rio Mamanguape. No mesmo local, havia outros dois animais (um casal). Um deles apresentou os mesmos sinais de debilitação. “Ele ficou sem querer comer, sem beber água e fazendo movimentos giratórios, comportamento semelhante aos que morreram. Mas, imediatamente, os veterinários foram mobilizados para salvar os dois que sobraram. Aquele que estava debilitado recebeu medicação que combate toxinas e, agora, os dois estão bem, se alimentando e bebendo água”, contou Sandro Roberto.

De acordo com o pesquisador, essas foram as únicas mortes registradas em cativeiro ao longo de 30 anos de existência do Projeto Peixe-Boi. Ele acrescenta que há várias hipóteses para a causa da mortandade.
“Ainda é precipitado, de nossa parte, fazer qualquer comentário sobre as causas da morte, porque estamos fazendo análises e investigações sobre isso. Mas, pela característica da morte, por ter sido muito rápida, há a possibilidade disso ter sido causado por doença, vírus ou presença de toxinas ou nos alimentos fornecidos aos animais ou na água, a deixando contaminada. Só o resultado dos exames é que esclarecerá isso”, declarou.

PREOCUPAÇÃO
Até 2010, a Área de Preservação Ambiental da Barra de Mamanguape era administrada pela ONG Fundação Mamíferos Aquáticos, presidida atualmente pelo médico veterinário João Carlos Borges. O trabalho era feito em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), ligado ao Ministério do Meio Ambiente. Em 2010, porém, o governo federal resolveu substituir os serviços da ONG e contratou o Centro de Mamíferos Aquáticos, outra Organização Não Governamental, que é a atual responsável pelas atividades de preservação na Barra de Gramame.

Com as duas mortes registradas, aumentou a preocupação com a extinção do peixe-boi. O veterinário João Carlos Borges disse que, em recente levantamento feito pelos especialistas na área, ficou constatado que existem apenas cerca de 460 animais dessa espécie na área que compreendem os Estados de Alagoas a Piauí. Na Paraíba, não há dados precisos sobre o número desses indivíduos, mas a suspeita é que eles não passem de 30.

“Esses animais são costeiros e vivem principalmente em áreas próximas a praias e ao rio de Mamanguape. Já fazem parte da lista de animais ameaçados de extinção. Esses dois óbitos, repentinos e precoces, precisam ser bem investigados e esclarecidos à sociedade”, comentou João Carlos.


Área precisa de melhorias

Pesquisadores pedem que além da investigação sobre as mortes dos peixes-bois, sejam realizadas melhorias no cativeiro.




Rizemberg Felipe
Coordenador da Área de Preservação Ambiental diz que mortes não estão relacionadas com falta de estrutura
Para a pesquisadora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Thaís Garcia, além de realizar uma investigação minuciosa sobre a mortandade no cativeiro dos peixes-bois, as autoridades responsáveis também precisam melhorar as instalações da Área de Preservação Ambiental. Ela é coordenadora de um projeto de extensão que beneficia pescadores do Rio Tinto e conta que o local onde é feita a assistência aos peixes-bois é deficitário.

“Não há equipamentos, laboratórios e nem a presença permanente de veterinários e biólogos. Tudo que acontece aqui é preciso acionar as equipes que ficam em Itamaracá. Os exames também são feitos em Pernambuco. Nas instalações da Área de Preservação Ambiental existe apenas uma casa que funciona mais como ponto de apoio dos funcionários e nada mais”, lamenta.

Já o chefe da Área de Preservação Ambiental, Sandro Roberto da Silva Pereira, rebate as críticas. Ele explicou que o Projeto Peixe-Boi funciona em diferentes linhas de trabalho. Uma equipe é especializada por fazer o resgate de animais que ficaram encalhados e correndo risco de morte. Eles são levados para um centro de tratamento que fica em Itamaracá e ficam no local até serem totalmente recuperados. A próxima fase é entregar o animal ao mar ou rio, para eles seguirem a vida normal. No entanto, antes disso, os peixes-bois são enviados para um cativeiro natural, onde são monitorados, alimentados e readaptados a viver no mar.

“A base da Paraíba funciona para isso. É um cativeiro de readaptação de animais por mais de seis meses e, depois, são devolvidos ao mar. Não é necessário ter uma base de laboratório ali. Os veterinários vêm de Pernambuco, regularmente, para fazer visitas. Em 2011, foram devolvidos quatro animais ao oceano”, disse Sandro Roberto.

Em 2011 houve óbito de peixe-boi na Barra de Mamanguape, mas a morte ocorreu quando o animal foi solto no mar. A suspeita é que o animal tenha consumido plástico. “Depois de soltar, ainda monitoramos os peixes-bois por dois anos, graças a rádio que prendemos ao corpo dele. É claro que nossa estrutura poderia melhorar, mas as duas mortes registradas no sábado não foram causadas por qualquer falta de estrutura”, destacou Sandro Roberto.

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Técnicos investigam morte de peixes bois em área de preservação de Rio Tinto

Ciência e Tecnologia | Em 11/07/12 às 18h30, atualizado em 11/07/12 às 18h33 | Por Secom-PB

Na terça-feira (10), uma equipe da Sudema esteve no local e realizou uma inspeção técnica
 
Equipes da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio) e da Área de Proteção Ambiental (Apa) estão investigando as causas das mortes de dois peixes bois, no último dia 7, na Área de Proteção Ambiental da Barra de Mamanguape, no município de Rio Tinto.
Na terça-feira (10), uma equipe da Sudema esteve no local e realizou uma inspeção técnica, além da coleta de água em seis pontos que poderiam indicar se houve ou não contaminação da área.
As análises do material, coletado pela Sudema, estão sendo realizadas no Laboratório da Coordenadoria de Medições Ambientais, na sede da Sudema em João Pessoa, e devem ser concluídas até o fim da semana.


terça-feira, 10 de julho de 2012

Após morte de animais na PB, visitas ao Projeto Peixe-boi são suspensas

10/07/2012 16h38 - Atualizado em 10/07/2012 16h38

Peixes-boi morreram no fim de semana na Barra do Rio Mamanguape.
Visitas estão suspensas até entrega de laudos com as causas das mortes.

Do G1 PB
 

Estão suspensas as visitas ao Projeto Peixe-Boi Marinho da Barra do Rio Mamanguape, no Litoral Norte paraibano. A medida foi tomada após a morte de dois animais no último fim de semana na unidade.  "Foram mortes muito rápidas e inesperadas, pois os animais estavam bem até então",  o diretor da Área de Proteção Ambiental (APA) da Barra do Rio Mamanguape, Sandro Roberto.

Segundo Sandro, as visitas estão suspensas até que sejam entregues os laudos com as causas das mortes dos animais. Outros dois peixes-boi que sobreviveram estão sob cuidados e provavelmente serão encaminhados para o Centro de Mamíferos Aquáticos em Pernambuco.

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