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segunda-feira, 24 de abril de 2017

UFPB convida comunidade universitária para discutir Política Ambiental

A Prefeitura Universitária (PU) vai realizar no dia 5 de maio, às 9h, no Auditório do Bloco Multimídia do Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba (CT/UFPB), Campus de João Pessoa, audiência pública para a formulação da Política Ambiental da instituição. A Comissão de Gestão Ambiental está solicitando, da comunidade universitária, sugestões que serão elencadas e discutidas durante o debate. Os interessados podem enviar suas propostas até sexta-feira (28), para o endereço de e-mail: politica.ambiental@prefeitura.ufpb.br.

O prefeito universitário João Marcelo Alves Macêdo, em entrevista à Agência de Notícias (AgN), falou dos objetivos da Política Ambiental da Universidade. Ele revelou que durante os seus 60 anos de existência, a instituição nunca obteve regularização de licença para desenvolver esse plano.

O trabalho está sendo feito em parceria com a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA) e deve ser implementado após consulta feita aos estudantes, professores, técnico-administrativos e à comunidade extra universitária, depois da aprovação do Conselho Universitário (CONSUNI) no mês de maio.

Segundo João Marcelo, a política ambiental, com um prazo de 180 dias para ser implantada, abrangerá todos os quatro Campi da UFPB. O prefeito é da opinião que ainda falta à comunidade universitária uma consciência ambiental e a que instituição pode ser autossustentável.

AgN/UFPB: A Prefeitura Universitária (PU), em audiência pública, vai debater com os seus segmentos, órgãos públicos e outras organizações municipais, estaduais e federais, sua política ambiental para os próximos anos. Qual é o objetivo principal do Plano Ambiental da UFPB?
João Macedo (JM): A Universidade há muito tempo viveu à margem da legislação por decisões equivocadas, por achar que ela só se submetia as decisões e legislação de âmbito federal, porque tinha uma autonomia. A autonomia universitária foi confundida. Por exemplo, nós tivemos obras sem alvará e uma série de complicadores. Diante de tudo isso, quando assumimos, começamos a discutir justamente um trabalho de regularização. Então, o que nos fizemos? Primeiro nós buscamos a SUDEMA e fizemos a regularização da licença de operações. O Campus nunca foi licenciado. Em seus 60 anos, a Universidade nunca teve uma licença ambiental. Com a SUDEMA, acertamos 17 condicionantes, que são pontos que devemos cumprir ao longo de 180 dias. Temos prazo para cada uma dessas situações e estamos dando cumprimento. Um dos itens, por exemplo, é manter atualizado um contrato ou um convênio com as cooperativas e associações de catadores, porque devemos fazer a chamada reciclagem. Precisamos separar o nosso lixo.

AgN/UFPB: Quais seriam os demais pontos a serem cumpridos?
JM: Outro ponto que nós temos é a criação de uma política ambiental, ou seja, imagine que o Campus I está dentro de um resquício de Mata Atlântica. Nós temos uma reserva. Salvo engano, são aproximadamente 82 hectares. Os limites da Universidade vão até ao rio lá embaixo, ou seja, o rio que divide o Castelo Branco dos Bancários ou daquela parte lá que tem o Conjunto Paulo Miranda, que é a ponta dos Bancários, depois das três ruas. Então aquela divisão ali, aquela Mata pertence à Universidade e ela deve ser preservada. A gente tem uma cerca que delimita o Campus de João Pessoa e as pessoas acham que ali é do público, mas pertence à UFPB. Na Unidade de Mangabeira, são aproximadamente 40 hectares. Nós temos que dar conta de tudo isso. Dentro de toda essa política ambiental, nós lançamos uma chamada pública para discutir tudo isso.

AgN/UFPB: O que será repensado dentro dessa politica ambiental voltada à melhoria da UFPB? O que pretende contemplar?
JM: Nesse sentido, a política ambiental vai discutir tudo que é de responsabilidade da Universidade e daqueles que convivem com a Universidade, para preservação do meio ambiente. Vamos contemplar desde a A3P, que é a Agenda do Ministério do Meio Ambiente, até toda discussão ambiental. Ou seja, nós temos aqui um espaço riquíssimo e que precisa de cuidados. Então, hoje nós estamos convocando toda a comunidade universitária (estudantes, professores e técnico-administrativos), bem como os órgãos ambientais. Nós expedimos ofício convidando a SUDEMA; Secretaria do Municipal do Meio Ambiente (SEMAM); Polícia Florestal; o Ministério Público Estadual; Ministério Público Federal; Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para discutirem essa politica ambiental da UFPB. Precisamos repensar toda essa estrutura ambiental dentro da universidade, que vai desde o estudo sobre a coleta de resíduos; ao tratamento dado aos resíduos químicos; à política de gestão de processos; ao uso de construções inteligentes e construções sustentáveis; e à regularização fundiária, ou seja, ao uso do solo. Tudo isso está contemplado dentro dessa política.

AgN/UFPB: Essa política vai contemplar todos os Campi da UFPB?
JM: Sim. Todos os quatros Campi. Campus I, no bairro Castelo Branco, Unidade de Mangabeira, Unidade de Santa Rita; Campus II, Areia; Campus III, Bananeiras; Campus IV, Rio Tinto e Mamanguape. Considere também que nós temos outros locais como o futuro Museu de Medicina, que vai funcionar no antigo Instituto de Medicina Legal, onde funcionou a Faculdade de Medicina, perto do Cemitério Boa Sentença; a antiga Fundação José Américo, onde hoje funciona a Clínica de Psicopedagogia; a antiga Faculdade de Direito, onde funciona a Prática Forense, no centro da Capital, entre outros espaços que são de propriedade da UFPB.

AgN/UFPB: No momento atual, a UFPB tem estrutura representativa para discutir essa política ambiental?
JM: Nesse sentido, nós temos toda uma estrutura que vai contemplar e ser afetada por essa política ambiental. Nós não pensamos coisas mirabolantes. Na verdade, por isso é que nós estamos convidando a comunidade universitária a contribuir com essa discussão e a debater, para que nós possamos colocá-la em prática. Não adiantaria que nós, aqui, no Gabinete da Prefeitura Universitária, discutíssemos uma política ambiental, fizéssemos uma redação belíssima com todo o cientificismo necessário para colocar no papel, mas que, quando chegasse à comunidade, não fosse implementada, não tivesse a adesão dos nossos estudantes, professores e servidores técnico-administrativos. Convidamos também as entidades representativas do segmento universitário como Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba (SINTESPB), Associação dos Docentes da UFPB (ADUFPB) e Diretório Central do Estudante (DCE), para que se façam presente a essa discussão, pois nós precisamos pensar tudo isso.

AgN/UFPB: Em sua opinião, falta, ainda, na comunidade universitária, uma consciência ambiental?
JM: Sim. Como instituição educacional, nós precisamos pensar nisso. De vez em quando, penso em nossos netos que não vão ter os recursos naturais abundantes. Hoje, o que mais assola a gente é um calor, que é fruto do uso desregrado de recursos ambientais, ou seja, devastação de matas ou uso de combustíveis fósseis, e uma série de outras coisas. Então, se nós não tivermos essa consciência ambiental, nós vamos ter sérios problemas. Digo isso, preocupado com esses dez 10 ou 15 anos que temos pela frente, não é coisa para 50 ou 100 anos. Vejamos o problema hídrico que nós passamos, estamos saindo, mas nós não podemos nos descuidar. E a Universidade tem um papel fundamental, porque aqui estamos formando novos recursos humanos. Aqui é onde temos cursos de engenharia, se tivermos construções inteligentes e sustentáveis que usem, por exemplo, luz solar, que recolham resíduos sólidos e reutilizem a água. Se tudo isso ocorrer, o que vai acontecer? Nós vamos formar melhor nossos engenheiros. Então, a Universidade tem que ser exemplo nas suas ações, mas não exemplos ruins como, infelizmente, em alguns momentos nós fomos.

AgN/UFPB: Como corrigir esse erro institucional de 60 anos?
JM: Reconhecendo esse erro institucional da Universidade, nós buscamos corrigir. Então a discussão dessa nova política é isso. Existe todo um simbolismo também. Daí levamos essa discussão para dentro do CT, que é um Centro de Tecnologia e que é responsável por isso, já que lá tem Curso de Engenharia Ambiental, de Engenharia Civil e de Arquitetura que podem impactar essa política. Vamos começar a discussão por lá. Agora é um momento ímpar. Essa discussão que nós vamos levar ao CONSUNI da UFPB, precisa passar por uma etapa antes. Estou muito feliz porque desde o dia 18 de abril deste ano, quando expedimos memorando solicitando sugestões para a melhoria da nossa política ambiental, recebemos diversas contribuições. As pessoas realmente estão vindo até a instituição se mostrando preocupadas e querendo discutir isso. Uma demonstração que nós podemos ter sucesso nessa nova política ambiental.

AgN/UFPB: Qual é o prazo para implantação desse Plano Ambiental?
JM: O prazo é de 180 dias. Nós assinamos no dia 20 de fevereiro deste ano. Então temos até 20 de agosto para entregar o Plano junto à SUDEMA. Vamos fazer a discussão no dia 5 de maio. Pretendemos fechar o mês de maio com esse processo chegando ao CONSUNI e tendo um relator designado.

AgN/UFPB: De fato, a UFPB tem condições de ser uma cidade autossustentável?
JM: Com certeza. Uma instituição educacional que não acredita na mudança, não pode ser educacional. A educação é capaz de mudar o mundo; ela muda as pessoas. Se você pegar uma pessoa antes de ser letrada e depois de letrada - como diriam os mais antigos – você vai ver a diferença. É um compromisso nosso, o de ensinar. Na medida que nos policiarmos para ter uma consciência da separação do lixo, uma consciência daqueles espaços de preservação e que pensemos na sustentabilidade de uma maneira geral, nós conseguiremos, sim, fazer diferente e transformar a sociedade. A Universidade se propõe a repensar seus hábitos e, ao repensar os hábitos, nós vamos ter um avanço. É uma série de ações que já existe e que vai ser concatenada e inclusa dentro de um grande plano, que é um plano de política ambiental, ou seja, pensar diferente. A política ambiental é pensar as ações de maneiras diferentes. Nós desenvolvemos e dispomos de diversas tecnologias, mas durante muito tempo não foram fomentadas. O problema é que muitas vezes não era visto isso. Nós hoje estamos tentando descobrir, dentro de tudo que a Universidade produz, as melhores soluções. Temos que separar o que é técnico do que é político, o que não contempla a instituição. Na Prefeitura Universitária, nos buscamos as decisões técnicas. Qual a decisão técnica? Nós precisamos ter uma politica ambiental. Qual a decisão técnica? Nós precisamos reutilizar a água. Qual a decisão técnica? Nós precisamos melhorar a eficiência iluminatória da nossa Instituição, a iluminação dela precisa mudar. Nesse sentido, a Universidade está pensando diferente, está pensando no futuro, numa mudança e numa transformação que está chegando. Primeiro passo: definição de uma política ambiental. Pensar diferente. Transformar. Isso é uma nova UFPB que tem refletido sobre o seu papel diante da sociedade. Quando concluirmos essa política ambiental, ela será exemplo para as demais instituições públicas do nosso Estado. As soluções aqui construídas poderão inspirar outros gestores públicos a pensarem diferente.

Fonte: Agência de Notícias da UFPB - Paulo César Cabral
 
 
 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

São João do Tigre está entre municípios que mais conservam a Mata Atlântica







De acordo com os dados, a cidade com maior desmatamento foi Matacara, que fica no Litoral Norte paraibano, a 105 km de João Pessoa, onde foram desmatados 49 hectares de restinga. Os municípios de Baía da Traição, Mataraca, Jacaraú e Itabaiana são os que mais desmataram áreas de Mata Atlântica entre os anos de 2014 e 2015 na Paraíba. Os dados fazem parte do Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, um estudo elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE). Os dados mostram que juntos, esses municípios foram responsáveis pela perda de 60 hectares de Mata Atlântica, área equivalente a 64 campos de futebol. 
 
De acordo com os dados, a cidade com maior desmatamento foi Mataraca, que fica no Litoral Norte paraibano, a 85 km de João Pessoa, onde foram desmatados 49 hectares de restinga. Em Baía da Traição, também no Litoral Norte, a 90 km de João Pessoa, desmatamento de sete hectares de mata.
Em Jacaraú, também no Litoral Norte, a 97 km de João Pessoa, a diminuição da Mata Atlântica foi em três hectares de mata. Já em Itabaiana, no Agreste paraibano, a 92 km de João Pessoa, o desmatamento foi de 1 hectare de mata.

Ainda segundo os dados, os municípios de São Sebastião do Umbuzeiro, Cabedelo, São João do Tigre e Bayeux são os quatro que mais conservam as áreas de Mata Atlântica, com, respectivamente, 67%, 32,8%, 32,2% e 28% das suas áreas naturais preservadas.

Questionada pelo Portal Correio sobre os dados do estudo, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente na Paraíba (Sudema) afirmou que as áreas de Mata Atlântica em Baía da Traição e Mataraca são reservas indígenas, por isso são de responsabilidade do governo federal.

“A Sudema esclarece que as áreas de Mata Atlântica, localizadas nos municípios de Mataraca e Baía da Traição são reservas indígenas, sendo de competência dos órgãos ambientais federais a sua fiscalização. Dentro de João Pessoa, contamos com quatro Unidades de Conservação (UC) e em outras áreas do Estado, temos mais seis UC, isso representa cerca de 20.304,60 hectares protegidos, locais que sequer foram citados no relatório. Com isso, a Sudema pede à população que denuncie qualquer crime ambiental, que por ventura seja presenciado”, declarou a Sudema.

Procurado pelo Portal Correio, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão federal responsável pela fiscalização e combate ao desmatamento, afirmou que conta com 20 agentes ambientais para fiscalizações em toda a Paraíba, e considera o número como “suficiente”.

Ainda segundo o Ibama, a Paraíba é considerada estado com nível de desmatamento ‘zero’, que é quando o desflorestamento é de menos do que 100 hectares por ano.

“O Ibama acompanha os dados referente ao desmatamento do Bioma Mata Atlântica. São realizadas ações fiscalizatórias periódicas e constantes, bem como o monitoramento através de imagem de satélite e acompanhamento do número de focos de calor, que indicam o uso de fogo na área”, afirmou o Ibama.

Questionado sobre a fiscalização nas áreas desmatadas, o órgão afirmou que grande parte desse desmatamento está situado nos municípios abrangidos pela Terra Indígena Potiguara, assim o Ibama tem intensificado a fiscalização nesses municípios, buscando coibir a exploração do carvão e o avanço do cultivo da cana-de-açúcar.

Fonte

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Estado tem 120 dias para corrigir licenciamento do Centro de Convenções

Ratificação deverá atender a todos os requisitos estabelecidos pela legislação que regulamenta a proteção do ecossistema no local.

 

 
O Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba estabeleceu o prazo de 120 dias para que seja deflagrado processo administrativo de confirmação da licença ambiental concedida pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) para instalação do Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha Lima, em João Pessoa. A ratificação da licença deverá atender a todos os requisitos cabíveis previstos na Lei do Bioma Mata Atlântica (Lei 11.428/2006) e do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), incluindo os condicionantes estabelecidos pelo Ibama para supressão da vegetação do bioma presente no local.
 
De acordo com o MPF, o processo de licenciamento do Centro de Convenções, que faz parte do projeto Polo Turístico Cabo Branco, contém graves vícios de legalidade que precisam ser sanados, tendo em vista que a obra já foi concluída e se encontra em pleno funcionamento.
 
Os condicionantes exigidos pelo Ibama, que já deveriam ter sido implementados pelo Estado, referem-se à demonstração da eventual caracterização do empreendimento como sendo de utilidade pública e interesse social, à demonstração da ausência de alternativas técnicas e locacionais, bem como demonstração da preferência por instalação em área já degradada, além de esclarecimentos quanto à data de inserção da área no perímetro urbano de João Pessoa e quanto aos impactos nas unidades de conservação próximas.
 
Além disso, a Sudema deve realizar apreciação da complementação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), referente ao Centro de Convenções, incluindo realização de audiência pública; inserção da exigência das duas compensações ambientais previstas na Lei do Bioma Mata Atlântica e na Lei do SNUC (uma em replantio ou averbação de uma área protegida e outra em recurso financeiro); e submissão ao Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) para a devida homologação da referida licença.

Compensações ambientais
O governo do Estado já adiantou que pretende aplicar o valor da compensação ambiental na construção de um Batalhão de Polícia Florestal que também funcionará como sede administrativa da unidade de conservação do Parque Estadual das Trilhas dos Cinco Rios, criado pelo Decreto nº 35.325, de 16/09/2014. Segundo o governo do Estado, a área a ser preservada por esse Parque será superior àquela exigida para averbação ou replantio pela Lei do Bioma Mata Atlântica.
 
Após o cumprimento das etapas formais, caso seja efetivamente ratificada a licença referida, o Estado da Paraíba deverá indicar o prazo em que pretende implementar as compensações ambientais eventualmente aprovadas no processo de licenciamento, incluindo previsão orçamentária, para, em seguida, ser firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo MPF. O prazo estabelecido para a deflagração do processo administrativo do licenciamento do Centro de Convenções decorre de reunião realizada no dia 16 de maio, no MPF, com representantes da Procuradoria-Geral do Estado, Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Sudema, Ibama e MPF.
 
Polo Turístico
O Polo Turístico do Cabo Branco, criado em 1988, na gestão do então governador Tarcísio Burity, é um projeto de parceria público-privada que abrange, além do Centro de Convenções, a construção de hotéis, pousadas e albergues. Em razão de danos ambientais causados pelas obras de construção do Centro de Convenções, o Ibama ajuizou em 2004 a Ação Civil Pública nº 2004.82.00.006111-9, com pedido de liminar, para compelir a Empresa Paraibana de Turismo S/A (PBTur) a dar início a projeto de recuperação ambiental do polo turístico. O processo judicial foi suspenso em 19 de maio de 2005, para que as partes formulassem termo de ajustamento de conduta. Após as tratativas, Ibama, PBTur e Ministério Público Federal firmaram o acordo que foi homologado por sentença, prevendo a imediata execução do projeto de recuperação da área degradada.
 
Com a retomada das obras, especificamente para o Centro de Convenções, o MPF instaurou procedimento investigativo em 2009, a partir de representação da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza. Foram detectadas diversas irregularidades no pertinente processo de licenciamento e por isso, em março de 2010, o Ministério Público recomendou à Caixa Econômica Federal que suspendesse novos repasses de recursos federais para a execução das obras, até que fossem corrigidas irregularidades do licenciamento ambiental.
 
Ainda em 2010, o Estado da Paraíba conseguiu reverter no Supremo Tribunal Federal a suspensão dos repasses dos recursos e, desde então, o Ministério Público Federal vem buscando a regularização do licenciamento das obras com observância de todas as exigências legais.
  


sábado, 8 de agosto de 2015

Campanha em prol da preservação do Pico do Jabre promete agilizar processo de implantação do parque

07 de agosto de 2015, 22:32


A campanha de preservação em favor do Pico do Jabre, localizado próximo ao Município de Maturéia-PB, está a cada dia tomando corpo e mobilizando diversos poderes em prol dessa causa.
 
O Pastor John Philip Medcraft, um dos defensores da ideia, disse que o processo para criação do Parque Pico do Jabre está indo bem.
 
“Já tivemos três visitas, duas da SUDEMA de Patos e uma de uma comitiva muito grande vinda de João Pessoa, o governador realmente está mobilizando seu pessoal para buscar os proprietários das antenas instaladas lá no topo do pico e, além disso, está havendo uma conscientização do problema e consequentemente uma união do povo, inclusive resultando em mais de quinze mil assinaturas no abaixo assinado. Também temos o pessoal da universidade e do governo municipal engajados nisso. Nós queremos que a Unidade de Conservação Parque Pico do Jabre saia do papel para a realidade”, explicou.
 
Segundo a professora da UFCG, Maria do Carmo, a flora do Pico do Jabre não está incluída na Caatinga, mas dentro dos domínios da Mata Atlântica.
 
“Nosso trabalho mostrou a singularidade da flora daquela região, espécies que ocorrem quando comparamos com outras matas de altitude, com outras florestas de altitude da região nordeste. E detectamos também que existem algumas áreas onde a flora está sendo modificada pela ação humana. A degradação tem diminuído a riqueza de algumas áreas. Isso mostra que aquela área precisa ser preservada. A riqueza de espécies arbóreas que temos estudado mostra que a riqueza é muito maior em números de espécies”, afirmou.
 
 

sábado, 20 de junho de 2015

Paraíba já desmatou 90% da Mata Atlântica de seu território, diz IBGE


20/06/2015 19h07 - Atualizado em 20/06/2015 19h08 

Estado só mantém 483km² de área de Mata Atlântica.
Presidente da Apan diz que situação é preocupante.
 
Krystine Carneiro Do G1 PB

A Paraíba só tem 483km² de área remanescente de Mata Atlântica, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável divulgados na sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, 90,1% da área original - que era de 5.980 em todo o estado - já foi desmatada. Os dados são referentes ao ano de 2012.
 
De acordo com a publicação, também restam 111 km² de mangue. Com esses dados, a Paraíba é o estado que teve o quinto maior percentual de desmatamento de Mata Atlântica no país, ficando atrás apenas de Goiás (97,3%), Rio Grande do Norte (90,8%), Sergipe (90,7%) e Alagoas (90,3%). 
 
Para o presidente da Associação Paraibana da Natureza (Apan), Antonio Augusto, o dado é preocupante. A Mata Atlântica é um pequeno ecossistema fundamental para a preservação dos mananciais de água potável. Se essa cobertura vegetal foi extinta, as consequências serão desastrosas. João Pessoa, que hoje não tem escassez de água, passará a ter, principalmente porque tivemos uma precipitação pluviométrica baixa esse ano”, comentou.

Segundo Antonio Augusto, a Mata Atlântica na Paraíba ainda tem uma faixa estreita no Litoral e alguns resquícios no Brejo. “Os órgãos ambientais deveriam ser extremamente rigorosos com relação a licenciamento e autorização para desmatamento. Isso, infelizmente, não acontece”, disse.
 
O presidente da Apan ainda atribuiu o alto índice de desmatamento à falta de planejamento urbano dos municípios onde há Mata Atlântica. “Hoje o litoral é a região com a maior densidade demográfica do estado, onde as cidades têm um crescimento acelerado. Seria primordial que houvesse um disciplinamento desse crescimento”, disse Antonio Augusto. Outra causa é a “falta de educação ambiental e conscientização da população e, sobretudo, dos empresários e empreendedores”.

O G1 solicitou, às 17h da sexta-feira, um posicionamento em relação aos dados à Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). A assessoria de imprensa informou que ia encaminhar o pedido ao setor responsável, mas que, no horário em que a solicitação foi realizada, não havia mais expediente no órgão e que só seria possível comentar o assunto na segunda-feira (22).



segunda-feira, 13 de abril de 2015

Prefeitura realiza transplante de árvores em avenida de João Pessoa


13/04/2015 14h50 - Atualizado em 13/04/2015 19h20

Árvores foram transplantadas da Av. Beira-Rio para a Rua do Capim.
Ação faz parte das obras de alargamento da avenida.
 
Do G1 PB
 
Um total de 32 árvores foram retiradas e 11 transplantadas (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Um total de 32 árvores foram retiradas e 11 transplantadas (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Um total de 32 árvores foram retiradas do canteiro central da Avenida Ministro José Américo, também conhecida como Avenida Beira-Rio, na manhã desta segunda-feira (13), em João Pessoa. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente (Semam) da Prefeitura Municipal de João Pessoa, 11 árvores foram transplantadas para a Rua do Capim, nas margens do Rio Jaguaribe. A ação faz parte das obras de alargamento da avenida Beira-Rio.

De acordo com o chefe da divisão de reflorestamento e arborização da Semam, Anderson Fontes, as 21 árvores restantes não tiveram como ser replantadas, mas uma medida compensatória está sendo feito pela Semam e pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) para recuperar a mata ciliar do rio. Desde o início do mês, 320 novas árvores estão sendo plantadas em outros trechos da avenida.


“O plantio é uma medida para compensar o transplante e supressão das árvores. Essas árvores novas que estão sendo plantadas vão contribuir com o equilíbrio ecológico e também servem para a reconstrução da mata ciliar do Rio Jaguaribe”, esclareceu Anderson.

As mudas utilizadas no plantio são de espécies nativas da Mata Atlântica, como sibirina, ipê, pau-brasil e pau-formiga. A secretaria explica também que as espécies escolhidas são de plantas que atingem cerca de 15 metros e não possuem raízes agressivas, podendo ser plantadas próximo a calçadas. A previsão é de que as árvores crescam e contribuam para o sombreamento da avenida e a redução na temperatura.


 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Jiboia de 3 metros é capturada perto de pousada no Litoral Sul da Paraíba

07/02/2015 13h41 - Atualizado em 07/02/2015 13h41

Polícia Ambiental foi chamada para capturar animal na Praia de Tabatinga.
Cobra não estava ferida e deve ser libertada em reserva de Mata Atlântica.
 
Do G1 PB
 

Jiboia de 3 metros estava em área povoada na praia de Tabatinga, no Litoral Sul (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Jiboia de 3 metros estava em área povoada na praia de Tabatinga,
no Litoral Sul (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Uma jiboia de aproximadamente três metros foi capturada na manhã deste sábado (7) na imediações da Praia de Tabatinga, na Cidade do Conde, no Litoral Sul da Paraíba. Segundo informações do Batalhão de Polícia Ambiental, o animal estava perto de uma pousada. Pessoas que passavam pelo local avistaram a cobra e acionaram a polícia pelo telefone.
 
De acordo com o tenente Moreno, da Polícia Ambiental, a captura foi complexa por se trata de um animal de grande porte. “Deu trabalho, mas nossa equipe é capacitada para esse tipo de captura e conseguimos colocá-la na jaula. Ele não estava ferida e após um exame rápido será libertada de novo na natureza”, comentou.

Ainda segundo o policial, a jiboia será liberada na Reserva de Mata Atlântica que fica ao lado do Batalhão de Polícia Ambiental, em João Pessoa. “Como era uma região muito habitada, decidimos trazer a cobra para o batalhão e iremos soltá-la na mata, que é um habitat natural dela. A norma do Ibama nos permite esse tipo de procedimento”, completou.

Cobra foi levada para Batalhão de Polícia Ambiental, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Cobra foi levada para Batalhão de Polícia Ambiental,
em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Fonte

sábado, 17 de janeiro de 2015

Revitalização do Rio Paraíba e implementação de Unidades de Conservação são metas do Governo

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 - 17:03




A revitalização do Rio Paraíba, a criação, delimitação e a implementação de Parques Estaduais são os eixos prioritários da Secretaria Executiva do Meio Ambiente, além do Plano Estadual de Resíduos Sólidos, em elaboração, e o programa de combate à desertificação do semiárido paraibano.


De acordo com o secretário executivo do Meio Ambiente, Fabiano Lucena, o Parque Estadual tem grande importância para o estado.  “O Parque Estadual das Trilhas, recém-criado, é o maior dos parques e, sem dúvida alguma, tem uma importância singular, sobretudo para as pessoas que praticam o ciclismo e outros esportes naquela área”, destacou.
 
Com a criação do Parque das Trilhas, João Pessoa passa a ser uma das cidades do Brasil com maior área de Mata Atlântica protegida por unidade de conservação. Somando o parque com a reserva Mata do Buraquinho, são mil hectares de floresta conservados.

O parque tem sofrido invasões. Pessoas estão retirando areia do local de forma irregular, já que a área é de preservação ambiental. “É preciso uma ação imediata do poder público no sentido de dar solução a esses problemas”, acrescentou o secretário Fabiano Lucena.

O governador Ricardo Coutinho assinou o decreto que cria a Unidade de Conservação Parque Estadual das Trilhas dos Cinco Rios em setembro de 2014. A meta é fazer a preservação da segunda mais importante área remanescente da Mata Atlântica. Antes de o decreto ser assinado, a proposta foi submetida a uma consulta pública.
 
O nome do Parque faz referência aos rios existentes dentro da área de conservação – Cuiá, Aratu, Jacarapé, Mangabeira e Mussuré. A unidade também abriga os Riachos Sanhauá e Estivas. Dentro de todo esse território, existem trilhas já utilizadas pela comunidade.

Além do Parque das Trilhas, a Paraíba tem as seguintes Unidades de Conservação:

- Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro, 607 hectares, localizada no Município de Areia.
- Reserva Ecológica Mata do Rio Vermelho, 1.500 hectares, em Rio Tinto.
- Parque Pico do Jabre, 500 hectares, em Matureia e Mãe d’Água.
- Monumento Natural Vale dos Dinossauros, 40 hectares, na Cidade de Sousa.
- Parque Estadual Pedra da Boca,157,3 hectares, no Município de Araruna.
- Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, em Cabedelo.
- Jardim Botânico Benjamim Maranhão 329,4, em João Pessoa.
- Parque Estadual da Mata do Xém-Xém, 182 hectares, na Cidade de Bayeux.

O Estado da Paraíba tem diversas áreas com potencias para criação de novas Unidades de Conservação. É grande a diversidade de paisagens distribuídas entre áreas úmidas (Manguezais, Cerrado, Mata da Restinga, Mata Atlântica, Brejos de Altitudes e Matas Serranas) e áreas semiáridas, com cobertura florestal de caatinga, apresentando uma estratificação entre a caatinga arbórea fechada das serras e a caatinga arbustiva aberta.
 
Após a conclusão do mapeamento e diagnóstico florestal, o estado vem selecionando áreas que apresentam potencialidades para a criação de novas Unidades de Conservação.



 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ipês coloridos começam a florescer nas ruas de João Pessoa

26/11/2014 18h06 - Atualizado em 26/11/2014 18h06

Semam já observou 42 ipês roxos e cor-de-rosa florescendo.
Moradores de João Pessoa podem pegar mudas para plantar em casa. 

Do G1 PB

Ipês roxos e cor-de-rosa já floresceram em João Pessoa (Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)
Ipês roxos e cor-de-rosa já floresceram em João Pessoa
(Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)

Os ipês que chamam atenção no fim do ano em João Pessoa já podem ser observados em vários pontos da cidade. Segundo o chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento (Divar) da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), Anderson Fontes, foram observadas 42 árvores deste gênero florescendo na capital paraibana.
Ainda de acordo com Anderson, o período de floração dos ipês é de setembro a dezembro. Neste mês de novembro, em João Pessoa, estão florescendo os de cores rosa e roxa. A previsão da Divar é que os brancos e amarelos floresçam apenas em dezembro.

A Semam tem um banco de dados com cerca de 1.600 ipês cadastrados na cidade. As árvores estão distribuídas em canteiros, parques urbanos, praças e calçadas. No mês de setembro, foram plantadas 50 mudas de ipês no Parque Solon de Lucena e hoje o local possui aproximadamente 120 árvores dessa espécie.

Ipês amarelos devem florescer em dezembro (Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)
Ipês amarelos devem florescer em dezembro
(Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)
“Perguntamos aos pessoenses qual a árvore símbolo da cidade e os ipês amarelos são os favoritos. As pessoas esperam pela floração o ano todo, para contemplar. Então fizemos esse plantio para respeitar o ipê como sendo a árvore mais significativa para a cidade”, explicou Anderson.

Plantio em casas
O pessoense que quiser ter um ipê em casa pode comparecer ao Viveiro Municipal, localizado no Bairro do Valentina, próximo ao Sesc Gravatá, e solicitar de duas a quatro mudas de várias cores. O interessado vai ter que preencher uma ficha e passar por uma pequena entrevista para que a Semam possa analisar se o local onde a árvore será plantada é apto para receber a espécie.

Se o interessado não foi apto a ter um ipê, ainda pode levar outras espécies que se adequem às condições da casa. Ao todo, são disponibilizadas 2 mil espécies exclusivas da Mata Atlântica, como sibipiruna, pau-brasil, pau de ferro e oitizeiro.

Após a escolha da espécie, o morador é orientado sobre o plantio, o número de vezes que a muda vai precisar de água e até mesmo sobre a poda. Para garantir que a planta seja bem cuidada, técnicos da Semam passam periodicamente na residência para acompanhar se as instruções estão sendo seguidas corretamente.
Fonte

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Mais de 120 hectares de Mata Atlântica serão destruídas para construção de barragem na PB

Da Redação
Mais de 120 hectares de Mata Atlântica serão destruídas para construção de barragem na PBO Conselho de Proteção Ambiental - COPAM do Estado da Paraíba, aprovou na 88ª Reunião Extraordinária, com voto favorável do conselheiro da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza - APAN, a renovação da Licença Prévia nº 2478/2012 - para Construção de uma Barragem de Acumulação, dita Barra Cupissura, localizada no Município de Caaporã-PB.

A Barragem de Cupissura é mais uma obra hídrica do Estado da Paraíba, com capacidade de acumulação de água de 9,56 milhões de metros cúbicos, que faz parte do complexo da Adutora Translitorânea, que garantirá água tratada até o ano de 2030 para os moradores dos Municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Conde, Alhandra e Caaporã.

Para a construção da Barragem de Cupissura, serão desmatados cerca de 125,3 hectares de Mata Atlântica, localizados no limites da Paraíba com Pernambuco. No levantamento florístico realizado para o Estudo de Impacto Ambiental e Respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), foi encontrado um novo registro de Bromeliaceae para o Estado da Paraíba, a Canistrum aurantiacum. Essa espécie é rara e com poucos dados na literatura, com citação apenas em Alagoas e Pernambuco, e agora na Paraíba. Além dessa espécie, foi encontrada o jacarandá (Swartzia pickelii), que de acordo com a Instrução Normativa MMA nº 6/2008, referente à lista oficial das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, essa espécie é considera ameaçada de extinção.


 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

APAN aprova o licenciamento da Barragem de Cupissura com desmatamento de mais de 120 ha de Mata Atlântica

A Barragem de Cupissura é mais uma obra hídrica do Estado da Paraíba

Na 88ª Reunião Extraordinária do Conselho de Proteção Ambiental - COPAM do Estado da Paraíba, realizada no último dia 2 de outubro de 2014, foi aprovada, com voto favorável do conselheiro da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza - APAN, a renovação da Licença Prévia nº 2478/2012 - para Construção de uma Barragem de Acumulação, dita Barra Cupissura, localizada no Município de Caaporã-PB.
 
A Barragem de Cupissura é mais uma obra hídrica do Estado da Paraíba, com capacidade de acumulação de água de 9,56 milhões de metros cúbicos, que faz parte do complexo da Adutora Translitorânea, que garantirá água tratada até o ano de 2030 para os moradores dos Municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Conde, Alhandra e Caaporã.

Para a construção da Barragem de Cupissura, serão desmatados cerca de 125,3 hectares de Mata Atlântica, localizados no limites da Paraíba com Pernambuco. No levantamento florístico realizado para o Estudo de Impacto Ambiental e Respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), foram encontrado um novo registro de Bromeliaceae para o Estado da Paraíba, a Canistrum aurantiacum.

Essa espécie é rara e com poucos dados na literatura, com citação apenas em Alagoas e Pernambuco, e agora na Paraíba. Além dessa espécie, foi encontrada o jacarandá (Swartzia pickelii), que de acordo com a Instrução Normativa MMA nº 6/2008, referente à lista oficial das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, essa espécie é considera ameaçada de extinção.

Fonte

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Parque Solon de Lucena, em João Pessoa, recebe 50 novos ipês

22/09/2014 19h00 - Atualizado em 22/09/2014 19h02 

Em toda a cidade, a Semam tem 547 ipês catalogados.
Mudas têm aproximadamente dois metros e meio de altura. 

Do G1 PB
 
Ipês foram plantados no Parque Solon de Lucena (Foto: Gilberto Firmino/Secom-JP)
Ipês foram plantados no Parque Solon de Lucena
(Foto: Gilberto Firmino/Secom-JP)

O Parque Solon de Lucena, em João Pessoa, ganhou nesta segunda-feira (22) 50 novas mudas de ipês amarelos. O plantio foi feito pela Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa em alusão ao Dia da Árvore, comemorado no domingo (21), e à primavera, que começa às 23h29 desta segunda. Com essas novas árvores plantadas, o Parque Solon de Lucena tem agora 118 ipês. Em toda a cidade, a Semam tem 547 ipês catalogados.
  
As mudas plantadas na ação “Ipês do Amanhã” têm aproximadamente dois metros e meio de altura. Segundo o engenheiro agrônomo e chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento (Divar) da Semam, Anderson Fontes, em três anos, as mudas se tornarão árvores adultas, atingindo cerca de dez metros de altura e deverão dar a primeira floração.

Mas a Semam garante que, antes disso, daqui a um ano, os ipês já estarão contribuindo para diminuir a temperatura da área do Parque Solon de Lucena, pois já terão copa suficiente para fornecer sombra. As mudas serão aguadas todas as manhãs por um caminhão-pipa.

O secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Edilton Nóbrega, ressaltou que o plantio dos ipês amarelos está inserido no Programa João Pessoa Carbono Zero, que está minimizando os impactos ambientais de obras e reformas. “O plantio reforça o nosso compromisso com uma cidade mais verde, com um clima mais ameno e, claro, mais bonita. Uma cidade que contribui com a saúde de seus moradores”, concluiu.

Distribuição de mudas
A partir desta terça-feira (23), a Semam vai estar com a 'Tenda Verde' montada no Parque Solon de Lucena, na área próxima aos pontos de ônibus de Mangabeira, distribuindo 300 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica, como sibipiruna, pau-brasil e ipês, incentivando o Desafio Verde.
 
Fonte
 
 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

JP ganha mais de 10 mil árvores

Plantio é uma ação do programa “João Pessoa Carbono Zero”. Amanhã, as margens do Rio Jaguaribe receberão duas mil mudas

 
Até dezembro de 2014 mais de dez mil mudas de árvores nativas serão plantadas nos canteiros de ruas e avenidas, praças e áreas degradadas. A meta é da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), e está inserida nas ações do programa “João Pessoa Carbono Zero”, que tem como objetivo minimizar impactos no meio ambiente.

Amanhã, as margens do Rio Jaguaribe, no trecho que compreende o bairro São José, receberão duas mil mudas de árvores adaptadas para áreas de alagamento e com potencial de regeneração e equilíbrio do ambiente. Serão plantadas mudas de ingazeiros, panam, murici e jatobás, que deverão recompor a mata ciliar da área, responsável por proteger as margens do rio.

Segundo informou o engenheiro agrônomo Anderson Fontes, chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento (Divar) da Semam, “o projeto PAC São José está construindo novas casas, e a retirada de vegetação será compensada com o plantio dessas mudas. Estamos trabalhando para termos um maior equilíbrio do ambiente, já que retiramos as espécies exóticas que estavam no local, como as castanholas, e vamos compensar com o plantio de árvores nativas, bem mais adequadas à área”, concluiu.

Na próxima quarta-feira, a partir das 9h, será realizada outra ação de plantio do Programa “João Pessoa Carbono Zero”, desta vez no conjunto Cidade Verde, em Mangabeira. Próximo ao Detran será montada a Tenda Verde do Viveiro Municipal de Plantas Nativas e, em parceria com o Colégio Militar, 200 mudas de árvores serão plantadas e outras mil mudas distribuídas com a população do bairro.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Edilton Nóbrega, “nosso objetivo é reflorestar a área do Cidade Verde, com espécies nativas como sibipiruna, ipês, pau-brasil, pau-ferro e oitizeiro. Também estamos promovendo a poda de limpeza das árvores já existentes, mantendo-as saudáveis, evitando a queda de galhos”, concluiu.

Viveiro Municipal
Todas as mudas de árvores utilizadas no plantio urbano de João Pessoa e na recomposição de áreas degradadas são produzidas pelos engenheiros agrônomos, engenheiros florestais, biólogos e jardineiros do Viveiro Municipal de Plantas Nativas.

O Viveiro é referência nacional na produção de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica. Desde sua criação, em 2007, tem contribuído para a arborização urbana e recomposição de áreas degradadas de João Pessoa, estabelecendo convênios com outras cidades e ainda distribuindo mudas de árvores com a população. Escolas e outras instituições também usam o espaço do Viveiro para aulas práticas e cursos de capacitação.

O Viveiro Municipal de Plantas Nativas fica na Rua Embaixador Sérgio Vieira de Melo, sem número, no Valentina Figueiredo, próximo ao Sesc Gravatá.
 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Plantio de mudas em João Pessoa quer compensar poluição do São João

09/07/2014 08h49 - Atualizado em 09/07/2014 11h53 

Ação acontece na área de floresta da Bacia Hidrográfica do Rio Gramame.
Entre as espécies plantadas estão pau brasil, sibipiruna, ipês, sucupira.
 
Do G1 PB
 
O plantio de 3,7 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica começa em João Pessoa (Foto: Dayse Euzebio/Secom-JP)
O plantio de 3,7 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica
começa em João Pessoa (Foto: Dayse Euzebio/Secom-JP)

O plantio de 3,7 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica fazem parte de um ato promovido em João Pessoa na manhã desta quarta-feira (9). A ação acontece na área de remanescente florestal da Bacia Hidrográfica do Rio Gramame, próximo ao Parque Cowboy, no Valentina. A iniciativa faz parte da compensação ambiental pela realização do São João Pra Valer, na orla, pela prefeitura. Entre as espécies plantadas estão pau brasil, sibipiruna, ipês (amarelo e roxo), sucupira, cupiúba, jatobá e oitizeiro.

 
A iniciativa, segundo o secretário de Meio Ambiente, Edilton Rodrigues Nóbrega, vai permitir a captura de 695 toneladas de carbono, o equivalente a 8,87 vezes o volume de CO2 gerado em decorrência da festa. O cálculo para a medida de compensação ambiental levou em consideração a emissão de CO2 em todas as atividades relacionadas à festa.
 
O plantio temum custo de R$ 97.662.A área onde as mudas serão plantadas tem 2,2 hectares de extensão e fica nas proximidades do Loteamento Parque do Sol, que passou por uma limpeza e foi cercada. O local, apesar de figurar como área verde, vinha sofrendo com a degradação provocada pelo descarte ilegal de restos de material de construção e lixo.
 
A área fica próximo ao leito do Rio Gramame e, segundo o chefe da divisão de Arborização e Reflorestamento da Semam, Ânderson Fontes, poderia, no futuro, sofrer com erosões provocadas pelas chuvas.
 
Fontes explicou ainda que a área foi cercada pela prefeitura e, desde o início da semana, parte das mudas começou a ser plantada. As árvores são cultivadas no Viveiro Municipal, no Valentina. De lá, todos os anos, saem as cerca de 45 mil mudas destinadas às áreas de reflorestamento, praças, canteiros centrais da cidade e as que são distribuídas para a população. Todas de espécies são originárias da mata atlântica.


 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Descoberta uma nova espécie de cobra-coral na Mata Atlântica

17/06/2014

Daniele Bragança


CobraGentil3 120 Coberta por anéis vermelhos, pretos e brancos, a Micrurus potyguara é venenosa, assim como outras corais verdadeiras. Foto: Claudio Sampaio/divulgação.

Uma cobra coral verdadeira coletada numa pequena área preservada na capital da Paraíba é a mais nova espécie de serpente conhecida no país. A espécie descrita na edição de abril da revista Zootaxa mostra como a rica biodiversidade da maltratada Mata Atlântica ainda esconde novas descobertas.

A maioria dos exemplares usados na descrição da nova espécie, batizada de Micrurus potyguara, foi encontrada na Mata do Buraquinho, um remanescente de Mata Atlântica localizado dentro do Jardim Botânico de João Pessoa, na capital da Paraíba. Uma floresta urbana, portanto.

De hábitos preferencialmente noturnos, mas que também pode ser encontrada durante o dia, a cobra coral verdadeira de pequeno porte pode chegar até 1 metro e 20 centímetros de comprimento e alimenta-se de presas cilíndricas como anfisbenideos, conhecidas como cobra-duas-cabeças.

De acordo com o Dr. Gentil Alves Pereira Filho, um dos autores da nova descoberta, a Micrurus potyguara tem o corpo coberto por anéis vermelhos, pretos e brancos que se estendem do dorso ate o ventre. “Trata-se de uma serpente potencialmente perigosa devido a seu veneno, embora não se tenha registros de acidentes nem com humanos. Até o momento poucos exemplares desta nova espécie são conhecidos e a distribuição atual esta restrita aos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco”, explicou. Também participaram da descoberta os biólogos Matheus Godoy Pires, Nelson Jorge da Silva, Darlan Tavares Feitosa, Ana Lúcia da Costa Prudente e Hussam Zaher.

Ainda de acordo com o biólogo, a serpente difere morfologicamente de outras espécies de cobras corais verdadeiras que ocorrem na área por apresentar as escamas parietais totalmente negras, a ponta da cauda negra, a ponta do focinho também inteiramente negra. “Não se sabe muito sobre a ecologia da serpente, não sabemos se ela se distribui ao longo de toda a Floresta Atlântica ou se esta restrita apenas a porção ao norte, onde foi encontrada”.

A serpente recebeu o nome Micrurus potyguara em homenagem aos índios Potiguares que habitavam em grande número a região onde a serpente foi descoberta.

Para Alves, a principal importância da descoberta da nova espécie reside no fato que ela sobrevive no bioma mais ameaçado do país, onde muitas espécies “são extintas sem nem mesmo terem sido cientificamente descobertas”. Há 3 semanas, foram divulgado os novos dados de desmatamento na Mata Atlântica: 23,9 mil hectares de floresta foram perdidos, um aumento de 9% comparado com o período anterior (2011 e 2012), quando foram registrados 21,9 mil hectares de desmate. Os dados são da 9ª edição do Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, feito pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
 
Micrurus Apostoleps 012-1 O nome potyguara homenageia os índios Potiguares que habitavam em grande número a região onde a serpente foi descoberta. Foto: Claudio Sampaio/Divulgação.



terça-feira, 17 de junho de 2014

AGU da PB pede condenações por desmatamento da Mata Atlântica

17/06/2014 20h33 - Atualizado em 17/06/2014 20h33 

Desmatamento aconteceu em Santa Rita, Conde e Mamanguape.
AGU pede condenação e reparação dos danos causados.
 
Do G1 PB
 
O desmatamento de vegetação nativa de Mata Atlântica em Santa Rita, Conde e Mamanguape levou a Advocacia-Geral da União (AGU) a acionar judicialmente empresas e fazendeiros na Paraíba. Em quatro ações, os procuradores pedem a condenação dos acusados por degradação ambiental e reparo dos danos causados, além de penalidades penais e administrativas previstas na legislação ambiental.
 
Foram ajuizadas duas ações contra irregularidades praticadas no município de Santa Rita, na Grande João Pessoa, segundo nota da AGU. A primeira, pelo desmatamento de 100 hectares de Área de Preservação Permanente (APP), sem autorização ou conhecimento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
 
A outra ação pretende reparar danos causados também em Santa Rita, totalizando 14,02 hectares. Segundo os procuradores, três particulares jogavam entulho (raízes e vegetação) nas APPs. Também verificaram que uma das áreas foi destinada à atividade agrícola com plantação de cana-de-açúcar, e que as demais estavam sendo preparadas para o mesmo fim.
 
Contra o desmatamento de três hectares de mata de preservação em Mamanguape, no Litoral paraibano, a AGU também ajuizou ação para responsabilizar a proprietária de uma fazenda. Além disso, houve uso de fogo em vegetação secundária de Mata Atlântica, sem a devida permissão, para o plantio irrigado de mamão, destruindo várias espécies nativas.
 
Uma obra indevida potencialmente poluidora construída na praia de Carapibus, Município do Conde, no Litoral sul, também foi alvo de ação judicial. A AGU alega que não houve licença ou autorização dos órgãos ambientais, na construção de uma escadaria para acesso à praia.
 
Segundo a AGU, em todas as ações, os procuradores reforçam que as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente devem sujeitar os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. Também apontam que os danos causados em decorrência das ações isoladas de produtores rurais podem trazer consequências irrecuperáveis às áreas.
 
Fonte
 
 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Comissão monitora árvores do Campus I da UFPB em João Pessoa


20/05/2014 22h30 - Atualizado em 20/05/2014 22h40 

Monitoramento começou após uma árvore de grande porte desabar.
Árvore que caiu estava com o tronco fragilizado por larvas e fungos.




 
Do G1 PB com TV Cabo Branco
 

A comissão de gestão ambiental da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está monitorando 27 árvores de grande porte que ficam no Campus I da instituição, em João Pessoa.

O objetivo é evitar que mais uma árvore caia, como ocorreu no início deste mês de maio, quando um tronco desabou sobre a rede elétrica.

A área onde árvore caiu fica próximo da Biblioteca Central do Campus, onde era realizda uma feira agro-ecológica, o local ainda está interditado devido ao incidente, que  não deixou feridos, mas a comunidade universitária ficou assustada.

"Foi um susto grande, imagina, isso aqui é uma feira, se tivesse acontecido na hora do movimento na feira, o estrago teria sido muito maior", comentou o coordenador de serviços da UFPB, Reginaldo Meireles.

O acidente chamou a atenção para a fragilidade do tronco da árvore, que estava praticamente oco devido a ação de fungos e larvas. Com isso, a preocupação se estendeu para as demais árvores de grande porte no Campus, que também podem estar comprometidas.

As árvores que são da mesma espécie da que caiu podem alcançar até 35 metros de altura. A larva encontrada no tronco ainda está sendo identificada, um besouro diferente também foi observado nas árvores.

"Esse é um trabalho que a Comissão de Gestão Ambiental está iniciando e vai fazer em todo o Campus um monitoramento com uma olhar mais crítico do estado em que se apresentam as árvores", explicou o engenheiro Antônio Borba.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Parque Arruda Câmara (Bica) funciona em horário especial

25/12/2013 - 09:12

Parque Zoobotânico estará aberto das 8h até 12h 


No feriado do Natal, 25 de dezembro, o Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) funciona em horário especial, das 8h até 12h. Na terça e quarta-feira, dias 31 de dezembro e 1° de janeiro, a Bica abrirá os portões também das 8h até 12h. O funcionamento será normalizado, das 8h até 16h30, com permanência até 17h, no dia 2 de janeiro.

Os bilhetes de entrada para o Parque Arruda Câmara custam apenas R$ 1,00. Crianças abaixo de 7 anos de idade não pagam, assim como idosos acima de 60 anos. O diretor do Parque, Jair Azevedo, explicou que a Bica se encaixa nos serviços essenciais da Prefeitura de João Pessoa. “A Bica é um espaço de lazer procurado por muitas famílias, por isso fica aberta nos feriados, mas em horário especial”, disse.

Bica
O Parque Arruda Câmara possui atualmente 512 animais de 93 espécies. No total, 92,5% das espécies preservadas são da fauna nativa do Brasil, enquanto que, apenas 7,5% são da fauna exótica, ou seja, de outros países.

O zoológico desenvolve seus trabalhos de conservação, reprodução e bem estar dos animais, por meio de investigação científica e técnicas de enriquecimento ambiental, que proporcionem aos animais reações naturais simulando o habitat natural. O Parque dispõe de equipes técnicas com profissionais especializados, como biólogos, veterinários e zootecnistas, além de tratadores treinados para desenvolver trabalhos de manejo, manutenção e ambientação de recintos.

A Bica está situada dentro da área urbana de João Pessoa, entre os bairros de Tambiá e Róger, e proporciona a população maior contato com a natureza, assegurando o bem estar da população e ar puro. Esse espaço verde é um fragmento de Mata Atlântica que abriga muitas espécies vegetais ameaçadas de extinção, servindo também de refúgio e proteção para muitas espécies de animais nativos contra o processo acelerado de urbanização da cidade. Dentre as muitas espécies de árvores existentes podemos encontrar: Pau-Brasil (Caesalpinia echinata), Jenipapeiro (Genipa americana) e Ipê-Amarelo (Tabebuia serratifolia).

da Redação (com assessoria)
WSCOM Online



Fonte


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Preguiça é resgatada na Paraíba após operação com PM, PRF e Bombeiros

05/12/2013 11h47 - Atualizado em 05/12/2013 13h52

Animal ficou pendurado em fio de alta tensão em viaduto de João Pessoa.
Resgate durou cerca de 1h e deixou trânsito parado em duas vias.
 
Do G1 PB
 
 
Bombeiros usaram vara com galho para resgatar preguiça em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Bombeiros usaram vara com galho para resgatar preguiça em
João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

O resgate de uma preguiça no viaduto da Avenida Pedro II, no bairro Castelo Branco em João Pessoa, mobilizou equipes da Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiro e Polícia Rodoviária Federal por mais de uma hora, na manhã desta quinta-feira (5). O animal saiu da reserva de Mata Atlântica do Jardim Botânico Benjamin Maranhão e ficou pendurado em um fio de alta tensão que passa sobre o viaduto.
 
O Corpo de Bombeiros precisou utilizar um vara com um galho para remover a preguiça do fio. O trânsito ficou congestionado tanto na Avenida Pedro II, quanto na BR-230, por conta da curiosidade das pessoas que passavam pelo local. Um trecho da Pedro II chegou a ficar interditado durante alguns minutos.

Preguiça passou cerca de uma hora pendura em um fio de alta tensão na Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Preguiça passou cerca de uma hora pendurada em um fio de alta
tensão na Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1)

De acordo com o sargento da Polícia Ambiental, Valdir Pereira, a preocupação era que o bicho caísse em cima dos veículos que passavam pelo local e causasse um acidente grave. “Foi uma captura complicada. Contamos com o apoio do Corpo de Bombeiros no resgate. A melhor parte foi termos conseguido pegar o animal sem nenhum ferimento. Se trata de um animal jovem”, comentou.
 
Ainda segundo a Polícia Ambiental, o animal será devolvido à reserva de Mata Atlântica, no Jardim Botânico. Por volta das 9h30 o trânsito no local já tinha sido normalizado, de acordo com a PRF.
 
Polícia Ambiental devolverá preguiça ao habitat natural, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Polícia Ambiental devolverá preguiça ao habitat natural
(Foto: Walter Paparazzo/G1)

  Fonte


domingo, 28 de julho de 2013

Mata vira refúgio de bandidos

Falta de proteção por cercas e ocupação irregular dificultam fiscalizações e preocupam moradores, que sofrem assaltos constantes.


 

Francisco França
Criminosos estão usando a área como esconderijo e para descartar objetos
“A gente tem medo, porque não tem como saber quem pode estar escondido nessa mata, observando nossas casas”. A preocupação da moradora (que por medo não se identificou), do bairro Cristo Redentor, em João Pessoa, é compartilhado por outros moradores da rua Daura Morais Moura, que têm como vizinho os resquícios de Mata Atlântica da Mata do Buraquinho. A falta de proteção por cercas e a ocupação desordenada da área dificultam as fiscalizações da Polícia Militar (PM) no local.

Enquanto isso, os moradores do local evitam sair de casa à noite e se tornaram reféns do medo. Os moradores denunciam que a falta de uma cerca de proteção possibilita o ingresso de criminosos no local, que utilizam a área para descartar materiais ilícitos e supostamente como esconderijo.
 
“Há muitas trilhas nessa mata e já comentaram que existe até uma casa lá dentro, que é utilizada como esconderijo. Certa vez, vários homens passaram em um carro, pararam o veículo e jogaram uma sacola. Quando a gente foi olhar, a sacola estava cheia de documentos. Quando telefonamos para os proprietários, descobrimos que todos tinham sido roubados”, contou uma moradora que preferiu não se identificar.
 
Sempre às 18h os moradores se recolhem em suas residências, o que não impede a ação de bandidos. “Ficar na frente de casa, nem pensar. Mas por outro lado, até dentro de casa a gente corre perigo, porque várias residências já foram assaltadas aqui. Meu vizinho possui cerca elétrica e mesmo assim foi assaltado”, contou uma moradora que preferiu não se identificar.
 
Já Antônia Costa (nome fictício), foi assaltada às 15h, a poucos metros de sua residência. Dois homens em uma moto abordaram a vítima, apontaram um arma para sua cabeça e exigiram que ela entregasse todos os pertences. “Muita gente já foi assaltada aqui e o medo da violência impede que a gente saia de casa. Eu acredito que essa mata deveria ser murada, o que poderia evitar o acesso de pessoas que se escondem para praticar crimes”, opinou Antônia Costa.
 
De acordo com o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Bruno Faro, a área em questão pertence à Superintendência do Patrimônio da União (SPU), portanto a recolocação das cercas de proteção seria atribuição do órgão. A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA entrou em contato com a SPU, mas as ligações não foram atendidas.
 
No Ministério Público Federal (MPF), o procurador responsável pela temática, Werton Magalhães, encontra-se em férias, mas a assessoria de imprensa do órgão explicou que a situação da Mata do Buraquinho já foi alvo de ação judicial ainda no ano de 1990, e por enquanto se encontra em fase de execução. O MPF cobrou o reflorestamento de áreas desmatadas por ocupações irregulares.