Mostrando postagens com marcador Rio Piranhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio Piranhas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de março de 2013

Começa o racionamento no açude São Gonçalo, no Sertão da Paraíba


19/03/2013 11h48 - Atualizado em 19/03/2013 11h48 


Águas do açude que abastece Sousa serão racionadas.
Abastecimento será reduzido em 25%.
 

Do G1 PB
 
 
O Açude de São Gonçalo, no Sertão da Paraíba, inicia nesta terça-feira (19) um racionamento que pretende gerar uma economia de 25% no consumo de água ao mês, segundo a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Uma das bombas de captação, localizada na Estação de Tratamento de São Gonçalo, será desligada durante 30 dias, entre 17h e 4h da manhã.
 
O açude está localizado em área pertencente ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), na bacia hidrográfica de Alto de Piranhas, sub-bacia do Rio Piranhas. O reservatório com capacidade hídrica de 44 milhões e 600 mil metros cúbicos de água, está atualmente com 24,4% de sua capacidade, pouco mais de 10,8 milhões de metros cúbicos, conforme medição da Aesa. Conforme o órgão, 56 reservatórios na Paraíba estão abaixo de 20% da sua capacidade, com volume considerado em observação ou crítico.

Segundo a Cagepa, após esse prazo, caso a população não se conscientize da necessidade de economizar água e caso a chuva não venha, serão adotadas medidas mais drásticas, como o racionamento efetivo de água, no formato de 24 horas com abastecimento e 24 horas sem abastecimento.

A medida é resultado de acordo firmado em audiência realizada no dia 14 de março, em Sousa, entre representantes do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Sousa, Cagepa, e Junta dos Usuários das águas do Açude de São Gonçalo. Também foi definido que antes do racionamento efetivo deve haver ampla divulgação do acordo e preve ainda a possibilidade de interrupção diária do fornecimento de água.
 


sábado, 16 de março de 2013

Seca na Paraíba: águas do Açude São Gonçalo serão racionadas

15/03/2013 - 17h10

Racionamento começa a partir da terça-feira (19) com o desligamento de uma das bombas de captação. 

Em razão da baixa quantidade de água do Açude de São Gonçalo, no sertão da Paraíba, a partir da próxima terça-feira (19) a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) efetuará o desligamento de uma das bombas de captação, localizada na Estação de Tratamento de São Gonçalo, no Município de Sousa (PB), a 433 km da capital João Pessoa. A bomba será desligada durante 30 dias, entre 17 h e 4 h da manhã, gerando uma economia de 25% no mês.

Após esse prazo, caso a população não se conscientize da necessidade de economizar água e caso a chuva não venha, serão adotadas medidas mais drásticas, inclusive o racionamento efetivo de água, no formato de 24 horas com abastecimento e 24 horas sem abastecimento.

O racionamento é resultado de acordo firmado em audiência realizada ontem (14), em Sousa, que teve a participação de integrantes do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Sousa, Cagepa, e Junta dos Usuários das Águas do Açude de São Gonçalo.

Também foi definido que antes do racionamento efetivo (24h/24h) deve haver ampla divulgação do acordo para a população mediante divulgação nas rádios. Caso o racionamento não surta efeito, o período de desligamento da bomba pode ser ampliado, chegando-se, inclusive, à interrupção diária do fornecimento de água.

O Açude de São Gonçalo está localizado em área pertencente ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), na bacia hidrográfica de Alto de Piranhas, sub-bacia do Rio Piranhas, no oeste da Paraíba. As obras de construção do açude iniciaram em 1932, finalizando em 1936, com capacidade hídrica de 44 milhões e 600 mil metros cúbicos, tendo como objetivo dirimir os efeitos nocivos da estiagem sofridos pela população do local.



domingo, 3 de fevereiro de 2013

ALPB cobrou obras da transposição

Relatório da Caravana da Seca cobra agilidade na execução das obras.


 
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) alertou sobre o problema da ausência de obras em vários municípios do Estado que vão receber as águas do Rio São Francisco no relatório final da Caravana da Transposição realizada de 4 a 7 de setembro. O documento cobra a agilização de obras sanitárias nos 54 municípios paraibanos que serão beneficiados com o projeto e pede ainda a despoluição e desassoreamento de mananciais que integram as bacias dos Rios Piranhas e Paraíba.
Para o deputado estadual Assis Quintans (DEM), que coordenou os trabalhos da comitiva que vistoriou as obras na Paraíba, a falta de rede de saneamento poderá impedir que os paraibanos sejam beneficiados com a transposição. “As cidades da Paraíba deverão ser preparadas para receber as águas do São Francisco e cumprir os requisitos exigidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), mas não são dadas as condições para que os municípios cumpram. O governo do Estado já fez projetos de tratamento de resíduos sólidos e esgotamento sanitário, mas cadê o dinheiro?”, questionou.
De acordo com o Ministério da Integração Nacional, os editais de licitação de mais três trechos da transposição serão publicados até fevereiro, entre eles estão as obras do Reservatório Poções, em Monteiro (PB), e no Reservatório Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras (PB), além do canal de 287 km que liga a Barragem de Itaparica, em Pernambuco, com o Rio Paraíba. A conclusão das obras está prevista para 2015. “O governo federal nem licitou o túnel de Monteiro”, criticou Quintans.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

ALPB entrega amanhã relatório da transposição

Além do relatório, também será entregue um manifesto em defesa das obras a presidenta Dilma Rousseff.


A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) vai entregar amanhã aos deputados federais e senadores nordestinos o relatório que resultou de uma inspeção realizada nas obras de transposição das águas do Rio São Francisco. A Casa também lançou um manifesto em defesa das obras, que será entregue à presidenta Dilma Rousseff (PT).

Entre as sugestões apresentadas no relatório está a criação pelo governo do Estado de um grupo de trabalho multidisciplinar para estudar os problemas ambientais que irão ocorrer com a entrada das águas no Estado. A agilização de obras sanitárias nos 54 municípios paraibanos que serão beneficiados com o projeto e a proposta de fortalecimento da Agência Executiva de Gestão da Águas (Aesa) também integram a lista.

O deputado estadual Assis Quintans (Democratas) será o responsável pela entrega do documento. O parlamentar viaja hoje a Brasília, atendendo recomendação do presidente da Casa, o deputado Ricardo Marcelo (PEN). Além disso, Assis Quintans também vai coletar assinaturas para um manifesto em favor das obras. O documento que será encaminhado à presidente já conta com a assinatura de várias autoridades paraibanas.  

“Eu ficarei o tempo que for necessário para mobilizar a bancada federal dos quatro Estados beneficiados com a transposição. O manifesto assinado para a presidente é para mostrar a situação testemunhada por nossa visita a todo o percurso da obra”, destacou Quintans.

Segundo o deputado, é preciso uma explicação para a paralisação das obras, que tem prejudicado os nordestinos que sofrem com a seca. “A esperança do sertanejo está se evaporando, tal como se evaporam as águas dos açudes que, um a um, estão secos pela inclemência do sol. Contudo, enfrentamos o sentimento de impotência, mas não perdemos a esperança de reverter o quadro atual das obras do São Francisco”, disse.

“A transposição das águas do Rio São Francisco é uma bandeira de luta da Assembleia Legislativa da Paraíba. A seca vem maltratando muito os nordestinos e essa obra vai matar a sede de muita gente e trazer desenvolvimento para a nossa região que é tão sofrida”, disse o presidente Ricardo Marcelo.

Em setembro deste ano, o Poder Legislativo formou uma comissão com políticos e representantes do Executivo e da sociedade e fizeram uma visita para fiscalizar o andamento das obras. A transposição das águas do Rio São Francisco começou em 2007 e foi orçada em R$ 4,5 bilhões. Hoje ela custa R$ 8,2 bilhões.

No documento são elencadas ao todo 14 sugestões para viabilizar a conclusão do projeto e otimizar sua execução. O relatório é fruto do trabalho de uma comissão que percorreu 1.900 quilômetros nos eixos Norte e Leste do projeto de transposição e constatou alguns problemas, como a paralisação em trechos da obra e problemas ambientais nos Rios Paraíba e Piranhas.