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quarta-feira, 12 de março de 2014

Canal de Acauã-Araçagi emprego e renda para a Paraíba

Construção do canal Acauã-Araçagi gerou 1,5 mil empregos diretos e outras centenas de indiretos na região do Vale do Mamanguape.

Publicado em 12/03/2014 às 06h00

Fotos: Kleide Teixeira/ Amanda Araújo
Os dez primeiros quilômetros do canal devem ser entregues até o final do primeiro semestre deste ano
Aos 54 anos de idade, João Batista de Lima, casado e pai de dois filhos, já passou por maus bocados em casa, quando, por falta de trabalho, tinha dificuldades para fazer a feira e garantir o sustento da família. Ele, que aprendeu o ofício de carpinteiro ainda na adolescência, agora comemora o emprego de carteira assinada e todos os direitos trabalhistas garantidos. Seu João Batista, há cinco meses, trabalha na construção das obras do canal Acauã-Araçagi e não consegue esconder a felicidade.
 
Seu João chega cedo ao canteiro de obras do lote 1 do canal, localizado na zona rural do município de Itatuba. Por ser morador de outra cidade, Gurinhém, ele dorme em alojamento montado para os trabalhadores da obra e vai para casa aos finais de semana. Esse emprego, para o carpinteiro, é uma oportunidade de contribuir positivamente com o futuro dos filhos. “Um homem desempregado não é ninguém. Graças a Deus, depois que arranjei esse emprego aqui nas obras do canal nunca mais me faltou dinheiro para fazer a feira. Já passei por momentos difíceis, só Deus sabe”, afirmou.
 
Nesse mesmo dia, a reportagem encontrou Edmilson de Lima, que aos 55 anos mostra, com orgulho, as mãos calejadas de uma vida inteira de trabalho. Seu Edmilson, natural de Itabaiana, pai de família, passou anos desempregado.

Dependia exclusivamente de trabalhos informais e esporádicos, os chamados 'bicos'. “É muito ruim quando você não tem um emprego. Quando eu fiquei sabendo que a obra tinha vaga, vim correndo e fui contratado”, declarou.

Em sua simplicidade, seu Edmilson olha para o canal Acauã-Araçagi e segura o choro. Ele sabe que através desse canal, a maior obra hídrica do governo do Estado, chegarão as águas do rio São Francisco, pelo eixo leste do projeto do governo federal.

O canal representa um marco para seu Edmilson: há anos ele não conseguia um emprego de carteira assinada. “Isso foi um presente para mim e para minha família. Nosso salário é pago direitinho todo mês, temos refeição, não falta nada”, declarou.

O ajudante de produção Antônio Lúcio da Silva, 47 anos, também estava desempregado até que iniciaram as obras do canal Acauã-Araçagi. Antes, ele já havia pensado, inclusive, em tentar a sorte em São Paulo ou no Rio de Janeiro, onde há promessas de emprego para nordestinos. Para isso, deixaria para trás a pequena casa que lutou para construir, em Itabaiana, e o mais importante: a mulher e o filho.

Há 11 meses, Antônio Lúcio trabalha na construção do canal. O canteiro de obras, em alguns momentos, mais parece um recanto de lazer, não porque eles não trabalham, mas sim porque é notória a satisfação dos trabalhadores. “Aqui a gente trabalha feliz, cantando, assobiando, é uma festa só, porque quem tem um emprego tem motivos de sobra para comemorar”, afirmou.

OBRAS GERAM EMPREGOS NO VALE DO MAMANGUAPE
A construção do canal Acauã-Araçagi possibilitou a criação de 1,5 mil empregos diretos e outras centenas de indiretos na região do Vale do Mamanguape. A maioria dos trabalhadores é de Itatuba, Mogeiro, Itabaiana, Salgado de São Félix e outras cidades próximas. Quando as vagas foram criadas, as prefeituras anunciaram as oportunidades e logo apareceram os interessados. Um deles foi José Soares da Silva, 41, que havia nove meses amargava o peso do desemprego.

Ele contou que sua vida financeira mudou bastante, desde que começou a trabalhar na construção do canal como carpinteiro. A pouca escolaridade dele sempre foi um problema a mais para conseguir um emprego. “Nem meu currículo as empresas aceitavam, mas aqui nas obras do canal nos deram uma grande oportunidade de trabalhar e ganhar nosso dinheiro com honestidade”, frisou José Soares.

Para Leonardo Oliveira da Silva, 28, trabalhar nas obras do canal Acauã-Araçagi tem uma representatividade ainda maior.

“Eu nasci e cresci nessa região, já sofri com a seca, vi meus pais chorarem pela falta de água. Agora tenho orgulho de ajudar na construção do canal, sei que nunca mais nossas vidas serão as mesmas. Quero dizer aos meus netos, futuramente, que o avô deles trabalhou diretamente nessa obra”, declarou Leonardo, que há um ano ocupa a função de armador na construção.

Também chamado de Canal das Vertentes Litorâneas, a obra trouxe oportunidades de empregabilidade para operários (entre armadores, carpinteiros, motoristas, auxiliar de serviços gerais, etc) e profissionais de nível superior, sendo a maioria engenheiros das áreas civil e de produção. O lote 1 do canal tem 40,85 km de extensão. Quando os três lotes estiverem em execução, o número de empregos diretos deve saltar para três mil e transformar as vidas de trabalhadores, a exemplo das histórias que foram contadas nessa reportagem.

COMÉRCIO FICA AQUECIDO
A geração de emprego está atrelada ao aquecimento da renda na região do Vale do Mamanguape. Os 1,5 mil operários consomem, diariamente, cerca de 80 quilos de feijão, 60 quilos de macarrão, 25 quilos de arroz e 200 quilos de carne. Boa parte desses alimentos é adquirida pelo consórcio da obra no comércio do município de Mogeiro, mudando a realidade também de comerciantes locais, que antes viam os produtos se estragarem nas prateleiras pela falta de clientela.

Os dez primeiros quilômetros do canal devem ser entregues até o final do primeiro semestre deste ano, enquanto a obra deve ser concluída em 2015. A previsão inicial era de que a conclusão se desse em 2016. A obra do canal Acauã-Araçagi está dividida em três lotes: o 1 (em Itatuba); o lote 2 (que passa por Sapé, Mari, Sobrado e Riachão do Poço); e o lote 3 (que inclui Cuité de Mamanguape, Araçagi, Itapororoca e Curral de Cima). A obra cortará fisicamente 12 cidades, mas vai beneficiar 35. Serão quase 600 mil paraibanos beneficiados com a chegada da água, que sairá da barragem de Acauã e percorrerá por gravidade 112,5 km de extensão.

Em março do ano passado a presidente Dilma Rousseff autorizou o início das obras da segunda etapa do empreendimento que está sob responsabilidade do Ministério da Integração Nacional em parceria com o governo do Estado da Paraíba. O canal faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) e tem investimento aproximado de R$1 bilhão.

sábado, 11 de maio de 2013

131 municípios compram água para população

Gastos com a compra de água para abastecimento chega até R$ 100 mil mensais em 39 municípios paraibanos, conforme pesquisa da CNM.
 

 

Francisco França
Levantamento da CNM foi feito com base em informaçoes das companhias estaduais de saneamento e prefeituras

Na Paraíba, nove cidades estão em racionamento de água, 22 em colapso total, sendo abastecidas por carros-pipa, e 131 municípios afetados pela seca têm gastos mensais com compra de água. As informações integram a pesquisa nacional sobre a seca divulgada ontem pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
 
De acordo com a CNM, o Nordeste brasileiro enfrenta em 2013 a maior seca dos últimos 50 anos, com mais de 1.400 municípios afetados. A seca deste ano já é pior do que a do ano passado, que também foi recorde. Para mostrar essa realidade, a partir de amanhã o JORNAL DA PARAÍBA inicia uma série de reportagens sobre a seca no Estado.
 
O levantamento da CNM, com base em dados repassados pelas companhias de abastecimento e saneamento estaduais e as prefeituras municipais, foi realizado no período de 8 de abril a 2 de maio deste ano. Na Paraíba, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) informou que os mananciais que abastecem João Pessoa e cidades litorâneas não enfrentam risco de falta de água, mas no interior do Estado, os reservatórios ainda estão com nível de água baixo.
 
O presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga, informou que na região do Brejo, as chuvas que caíram desde o final de abril elevaram o nível de água acumulado nos reservatórios, mas ainda não foi suficiente para normalizar o abastecimento de água.
 
Em relação à decretação de situação de calamidade pública e de estado de emergência, o estudo da CNM aponta que, nos últimos 10 anos, foram reconhecidas 7.756 situações de emergência relacionadas à seca na região Nordeste, sendo que a Bahia, com 1.306 portarias, Ceará, 1.386 e a Paraíba, 1.235, são os Estados que mais se destacam em números de portarias.
 
“Esses dados demonstram que desde 2003 os estados do Nordeste vêm sofrendo cada vez mais com os danos causados pela seca prolongada e que as soluções não chegam à mesma proporção dos estragos provocados”, argumentou o presidente do CNM, Paulo Ziulkoski.

Dos 223 municípios paraibanos, a CNM conseguiu levantar dados de 163 cidades. Das localidades pesquisadas, 131 têm gastos mensais com compra de água, sendo que 87 despendem até R$ 50 mil, 39 de R$ 50 mil a R$ 100 mil, 5 gastam acima de R$ 100 mil mensais. Outros 17 declararam não comprar água. Entre os municípios que compram água, segundo o levantamento da CNM, estão Borborema, Emas, Areia, Livramento, Sobrado, Curral Velho, Malta e Jacaraú.
 
Sobre a distribuição de água, 93 dos entrevistados mostraram que são realizadas pelo Exército Brasileiro, outros 69 responderam que a distribuição é feita por serviço terceirizado e 52 indicaram outra forma de distribuição.
 
Chama muito a atenção que, em 82 municípios pesquisados, a água distribuída é exclusivamente para o consumo humano; em outros 50, 75% da água é para o consumo humano e 25% para o consumo de animais. Por sua vez, em 20 cidades, metade da água distribuída é para consumo humano e a outra metade para os animais.
 
Para o presidente do CNM, Paulo Ziulkoski, o consenso é que a maneira de conviver e enfrentar o fenômeno climático inevitável da seca só será possível através de obras hídricas estruturadoras: barragens, interligação de bacias a partir do São Francisco, infraestrutura para a agricultura irrigada e gestão permanente da água.
 
O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Rubens (Buba) Germano, afirma que a seca aflige dezenas de municípios paraibanos, matando animais e ameaçando a sobrevivência de milhares de famílias. Além de provocar perdas nas lavouras e causar prejuízo aos agricultores, compromete os reservatórios de água resultando em sede, fome e na perda de rebanho, bem como em problemas de risco à vida humana.
 
O presidente da Famup informou ainda que na próxima segunda-feira será realizada uma sessão especial na Assembleia Legislativa do Estado para discutir os problemas da seca. Na ocasião, os prefeitos farão um ato em protesto à política adotada pelo governo federal em relação à seca.
 
“Estamos cobrando uma maior atenção do governo federal sobre a questão da seca, que deixou um rastro de destruição sem comparação na história do Nordeste”, disse.
  

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Vazamentos causam falta d'água na Paraíba

15/02/2013 - 13:07

Em João Pessoa, dez bairros foram atingidos 


Para os moradores de dez bairros de João Pessoa e de sete municípios paraibanos, a sexta-feita, 15, está sendo sem água nas torneiras. De acordo com a Cagepa, através da sua página do Twitter, o serviço poderá ser normalizado no período da tarde ou noite, dependendo da localidade.

Na Capital paraibana, a falta d’água no Bairro dos Estados e Pedro Gondim ocorreu por causa de um vazamento na rua Alfredo Coitinho Lira, e a normalização está prevista para 18h. No caso dos Funcionários II, III e IV, Esplanada, Grotão, João Paulo II, Costa e Silva e Ernani Sátiro, o abastecimento foi suspenso para o conserto de um vazamento na rua Anacleto de Souza. O serviço deve retornar às 15h.

Para as cidades de Sapé, Mari, Sobrado, Mulungu, Gurinhém, Caldas Brandão e Cajá, o a água deve voltar para as torneiras às 19h, e a falta d’água foi motivada por um vazamento.

da Redação
WSCOM Online


 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Queimadas provocam falta de luz na Paraíba


Energisa orienta para que não sejam realizadas queimadas próximo à rede elétrica.


Mais um desligamento devido a queimadas de canaviais ocorreu na tarde desta terça-feira, 30, das 13h06 às 13h09. Desta vez, a queimada provocou o desligamento de toda a subestação Sapé, que supre uma população de aproximadamente 100 mil pessoas dos municípios de Sapé, Mari, Cruz do Espírito Santo, Sobrado, Riachão do Poço, Cuité de Mamanguape e Capim. 
“O número de desligamentos, em 2012, causados pelas queimadas próximas as redes de distribuição tem nos surpreendIdo. A Polícia Ambiental foi acionada e nossa equipe está aguardando para fazer os devidos registros e autuações.”, afirmou o gerente de Manutenção da Transmissão da Energisa, Tércius Cassius Melo de Morais 
As queimadas nos canaviais foram as causas das sucessivas suspensões no fornecimento de energia para cerca de 87 mil pessoas no último sábado, 27. As ocorrências foram registradas pela manhã e afetaram a distribuição de energia para municípios do litoral sul e norte. As cidades atingidas foram Mataraca, Jacaraú, Lagoa de Dentro, Curral de Cima, Pedro Regis, ao norte, e Caaporã, Pitimbí, Acaú e Condado ao sul. 
Em todas as ocorrências, houve desrespeito à faixa de segurança determinada pela lei que proíbe o uso de fogo em áreas próximas à rede elétrica. “Para as linhas de transmissão, a faixa de segurança é de, no mínimo, 20 metros, e para a distribuição, 15 m. O problema é que, quando os limites não são respeitados, o calor afeta a composição do ar, provocando curtos-circuitos entre os condutores e até mesmo entre os condutores e os postes”, explica o gerente de Manutenção da Transmissão da Energisa, Tércius Cassius Melo de Morais.
A Energisa lamenta o desconforto e reforça a orientação para que não sejam realizadas queimadas próximo à rede elétrica.
Em setembro, a Energisa lançou, em parceria com a Sudema, a campanha “Evite queimadas” cujo principal objetivo é alertar a população dos perigos e prejuízos que as queimadas podem causar ao meio ambiente e à economia do Estado. Estavam presentes na reunião de lançamento da campanha representantes de prefeituras, dos usineiros, da Associação dos Plantadores de Cana-de-açucar, da Polícia Ambiental, do Ibama, entre outros. 
Segundo Tércius Cassius, do Departamento de Manutenção da Transmissão da Energisa, cerca de 430 mil pessoas estão sujeitas a sofrer com a interrupção do fornecimento de energia elétrica decorrente das queimadas. Desde 2010, ocorreram cerca de 25 interrupções no fornecimento de energia elétrica por ano.
O problema não atinge apenas os clientes residenciais, mas também indústrias de grande porte, chegando a média de quatro ocorrências por ano. Os números apontam que três usinas eólicas deixaram de gerar cerca de 60 megawatt de energia elétrica em conseqüência das queimadas. 
Entre outros impactos, estão as sobretensões que podem causar a queima de equipamentos e  o aumento de acidentes nas áreas atingidas, devido ao risco de rompimento de condutores.
A campanha “Evite as queimadas” está sendo veiculada diariamente nas rádios, além do trabalho educativo nas comunidades e usinas, por meio da distribuição de uma cartilha alertando sobre os perigos das queimadas. A Energisa vem realizando o monitoramento das queimadas por GPS e repassa as informações a Sudema, responsável por tomar as providências legais para punir os descumpridores da legislação.
Assessoria de Imprensa

domingo, 2 de setembro de 2012

Juíza restringe propaganda sonora em Sapé, Mari, Sobrado e Riachão

Para coibir o excesso de carros de som, juíza da 4ª Zona Eleitoral proíbe o uso de veículos adaptados durante campanha.

 
 
A juíza titular da 4ª Zona Eleitoral, Israela Cláudia Asêvedo, baixou uma portaria proibindo a circulação de veículos de passeio adaptados como carros de som durante a campanha eleitoral nas cidades de Sapé, Mari, Sobrado e Riachão do Poço. A decisão já está em vigor e foi tomada em função do excesso dos carros de som na região.

Com a portaria, só poderão circular nos quatro municípios os carros de som profissionais, que são aqueles que mesmo fora do período eleitoral são utilizados para propaganda. Mas, mesmo assim, eles terão de passar por um recadastramento, que já teve início, no Cartório Eleitoral da 4ª Zona Eleitoral.

Está proibida, por exemplo, a circulação de carros do tipo caminhonete que colocaram caixas sonoras no compartimento de cargas e também os chamados 'paredões de som', que são equipamentos rebocados por veículos. Segundo a decisão da juíza Israela Cláudia, mesmo que esses veículos tenham autorização da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) eles não poderão fazer propaganda eleitoral nas cidades.

Maurício Sobreira, funcionário do cartório eleitoral, explicou que a proibição determinada por Israela Cláudia ocorreu após uma série de reclamações dos moradores de quatro cidades. Ele disse ainda que os veículos que circularem de forma irregular serão apreendidos e que isso vem sendo fiscalizado pela Justiça Eleitoral em conjunto com a Polícia Militar.

Uma ação na cidade de Mari na quinta-feira terminou com a apreensão de dois veículos que estavam circulando de maneira irregular.

Fonte

 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mais 4 cidades não vão ter carreatas nas eleições

Para evitar acidentes ou confrontos entre militantes, juíza da 4ª Zona Eleitoral proíbe carreatas em Sapé, Mari, Sobrado e Riachão do Poço.


Francisco França
Proibição também se estende à utilização de carrinhos de som para propaganda eleitoral

Em mais quatro municípios paraibanos está proibida a realização de carreatas: Sapé, Mari, Sobrado e Riachão do Poço. A decisão foi tomada ontem pela juíza da 4ª Zona Eleitoral, Israella Cláudia da Silva Pontes, em reunião com representantes das coligações partidárias das quatro cidades. A medida tem como objetivo evitar acidentes e confrontos entre militantes de coligações e partidos adversários.
A proibição também se estende à utilização de carrinhos de som para propaganda eleitoral.
Ainda no encontro, a magistrada comunicou que os carros de som, trios elétricos e paredões que forem atuar na campanha terão que apresentar autorização da Sudema e órgãos de fiscalização da área a que compete.
Em relação ao município de Mari, as duas coligações que disputam as eleições farão campanha em dias alternados. A Força do Povo, liderada pelo PSB, vai realizar seus eventos nos dias pares, enquanto a coligação "Avança Mari", encabeçada pelo PSDB, terá os dias ímpares. A portaria da juíza entra em vigor hoje.
Na última segunda-feira, a juíza Ana Carmen Pereira Jordão, da 67ª Zona Eleitoral, decidiu proibir as carreatas e passeatas no município de Remígio, permitindo apenas eventos como comícios, visitas a eleitores e panfletagem. O motivo da proibição foi o confronto ocorrido logo no primeiro evento de campanha realizado no município, no último domingo, quando militantes das duas coligações que disputam o pleito municipal se enfrentaram durante a carreata da candidata Wanessa Pontes (PSL), e o caso foi parar na delegacia.
TROPAS FEDERAIS
Os juízes eleitorais que assinaram o ofício solicitando o envio de tropas federais para reforçar a segurança das eleições em Campina também querem a presença do Exército nos municípios de Boa Vista e Massaranduba, segundo o diretor do Fórum Eleitoral e titular da 16ª Zona, Cláudio Antônio de Carvalho Xavier.
Embora reconheça o clima tranquilo da campanha, em Campina e nas demais cidades, o juiz Cláudio Xavier explicou que o histórico de acirramento político nas eleições locais aponta a necessidade de convocação preventiva das tropas. Ele lembrou que o Exército foi convocado em 2004 e 2008 para atuar nos locais de votação dos municípios. Além de Cláudio Xavier, subscreveram o pedido para o envio de tropas federais os juízes Ruy Jander Teixeira (17ª) e Ely Jorge Trindade (72ª Zona).

Caso seja aprovado o pedido pelo TRE e, posteriormente, pelo TSE, as tropas devem começar a atuar no dia 27 de setembro, dez dias antes do primeiro turno, marcado para 7 de outubro.

Já Lagoa Seca, que pertence à 71ª Zona, sediada em Campina, por enquanto está de fora do pedido encaminhado ao TRE, solicitando a atuação do Exército.
O juiz Giovanni Magalhães Porto, titular da Zona, não assinou o ofício endereçado ao Tribunal, alegando que no momento o clima da campanha, em Campina e Lagoa Seca, está tranquilo, e entende ainda estar cedo para pedir as tropas.
Os juízes apontam como locais de votação em Campina que precisam de reforço o Colégio Estadual da Prata; Embrapa, Caic das Malvinas; Escola Murilo Braga, na Liberdade; Colégio Estadual da Palmeira; Escola Estadual Assis Chateaubriand, em Santo Antônio; Colégio Nenzinha Cunha Lima e Vila Olímpica Plínio Lemos, em José Pinheiro; Escola Polivalente, no Catolé; Senai, na Prata; Faculdade de Comunicação, no São José; e Escola Major Veneziano, na Catingueira.