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quarta-feira, 19 de julho de 2017

ANA autoriza irrigação com água da transposição e fim de racionamento na PB

Açude de Boqueirão ainda não saiu do volume morto, mas Cagepa já tem autorização de vazão.

Por G1 PB


Resolução da ANA autorizou Cagepa a retirar a vazão suficiente para que órgão encerre racionamento de água na região (Foto: Artur Lira/G1/Arquivo)
Resolução da ANA autorizou Cagepa a retirar a vazão suficiente para que
órgão encerre racionamento de água na região
(Foto: Artur Lira/G1/Arquivo)

O Diário Oficial da União divulgou na terça-feira (18) uma resolução da Agência Nacional da Águas (ANA) autorizando que uso da água da transposição do Rio São Francisco para irrigação na Paraíba. Também foi liberada uma vazão suficiente para que a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) finalize o racionamento de água em Campina Grande e outras 18 cidades. A nova resolução já está em vigor e é válida até 26 de março de 2018.

A resolução é aplicada em toda a área do sistema hídrico do Rio Paraíba, em Monteiro, até o açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão. Para a irrigação, a resolução vai beneficiar mil agricultores para a prática de irrigação para agricultura familiar, na qual cada família de agricultores vai pode plantar e irrigar até meio hectare.

O modelo de irrigação liberado vai ser limitado às técnicas de gotejamento e microaspersão. O descumprimento das regras pode resultar em infração, onde os agricultores serão punidos como embargo, lacre de bombas, apreensão de equipamentos e multas em dinheiro. Os órgãos também vão ficar responsáveis por controlar o uso da água na irrigação.

A medida vai valer até o dia 26 de março de 2018, quando termina a fase chamada de pré-operação do Rio São Francisco, ou seja, enquanto não é cobrada taxa pelo uso das águas transpostas. Depois disso, a irrigação vai depender de uma nova resolução. 


Mesmo com autorização, Cagepa informou que só vai encerrar racionamento quando açude sair do volume morto (8,2%)  (Foto: Artur Lira /G1)
Mesmo com autorização, Cagepa informou que só vai encerrar racionamento
quando açude sair do volume morto (8,2%) (Foto: Artur Lira /G1)

Racionamento
Através da resolução, a Ana também autoriza que a Cagepa possa retirar uma média mensal de até 1.300 litros de água por segundo do açude de Boqueirão. Essa vazão é suficiente para que seja encerrado o racionamento de água em Campina Grande e outras 18 cidades do Agreste paraibano. 

Apesar de já ter a permissão da ANA, a Cagepa informo que só vai encerrar o racionamento quando o açude de Boqueirão sair do volume morto, ou seja, quando ele chegar ao nível de pelo menos 8,2% da capacidade total. Nesta quarta-feira (19) o manancial está com 7,3%.

Reunião

As novas normas da resolução publicadas foram discutidas e decididas durante uma reunião realizada em 7 de julho deste ano, na cidade de Boqueirão, no Cariri paraibano, entre a ANA, Cagepa, Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) e Ministério Público da Paraíba (MPPB), além de agricultores da região.


 
 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

ANA proíbe irrigação e pesca no Açude de Coremas, no Sertão da PB

26/05/2015 13h50 - Atualizado em 26/05/2015 13h50
 
Ao todo, 102 municípios vão ser afetados com a medida.
Secretário de agricultura de Coremas diz que decisão vai gerar prejuízo.
 
Do G1 PB
 
A irrigação e a pesca estão proibidas na região do Açude de Coremas/Mãe D’Água, no Sertão da Paraíba, que compreende 102 municípios. As medidas foram anunciadas na segunda-feira (25) pela Agência Nacional das Águas (ANA), durante reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica Piranhas-Açu, naC idade de Coremas, tendo em vista o baixo volume dos reservatórios pertencentes à bacia. Aproximadamente 115 mil pessoas serão afetadas pela medida.
  
Segundo o secretário de agricultura da cidade de Coremas, Antônio Forte, a medida da ANA vai trazer um grande prejuízo ao município e também às cidades vizinhas, como Cajazeirinhas, Pombal, Paulista, São Bento, dentre outras. “Não se resolve um problema criando outro. Somente em Coremas, mais de 1.500 famílias serão prejudicadas com essa proibição. Isso sem contar os municípios vizinhos, não são menos de 115 mil pessoas que dependem dessas atividades para viver”, afirmou.
 
Ainda conforme o secretário, a medida foi considerada impopular porque não proibiu a irrigação das várzeas de Sousa. “Como é que proíbem a irrigação na cidade de Coremas e em outros municípios que estão na bacia e permitem que a água vá para as várzeas de Sousa?”, indagou. Segundo ele, haverá uma reunião no dia 6 de junho para avaliar estratégias para esses produtores.
 
Conforme a ANA, a série de reuniões na bacia do açude de Coremas acontece até a próxima sexta e têm a finalidade de apresentar e discutir o balanço hídrico na região e das ações necessárias para o enfrentamento da seca. Nas sessões estão presentes representantes da ANA, órgãos gestores de recursos hídricos dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte, usuários do sistema, representantes dos municípios, produtores rurais, além de outras instituições.
 
Segundo a assessoria de imprensa do órgão, as ações definidas podem variar desde a redução da vazão defluente dos reservatórios até mesmo a suspensão dos usos considerados como não prioritários pela legislação, já que em situações de escassez hídrica, é priorizado o abastecimento humano e animal.

Fonte



quarta-feira, 19 de junho de 2013

Agência Nacional de Águas e Governo do Estado restringem consumo da água do açude de Boqueirão

Da Redação com Assessoria
 
Governo do Estado restringe consumo da água do açude de BoqueirãoImagem ( Da Internet)
O Governo do Estado juntamente com a Agência Nacional de Água (ANA), o Ministério Público decidiram restringir o consumo da água do Açude Epitácio Pessoa, localizado no Município de Boqueirão, a partir desta quarta-feira (19), só podem ser irrigadas áreas com até cinco hectares.
 
A decisão foi anunciada nessa terça-feira (18), durante encontro de representantes dos órgãos na sede do Ministério Público da Paraíba, em Campina Grande. A expectativa é de que a determinação deva permanecer até fevereiro de 2014, quando se inicia o período chuvoso.
"A medida é importante para garantir a segurança hídrica desta região. É preciso racionalizar agora para que possamos evitar problemas maiores. Os produtores que não cumprirem a determinação poderão ser multados e terem seus equipamentos apreendidos por determinação judicial", alertou o presidente da Aesa, João Vicente Machado Sobrinho.
 
O cadastramento dos irrigantes tem início no próximo dia 26 e as fiscalizações começam a partir de 1º de julho.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Associação denuncia problema em açude

Irrigação sem controle, retirada de mata ciliar e construções estão contribuindo para o assoreamento do Boqueirão, denuncia Associação.


 

Arquivo Pessoal: Marcelo e Rose Arruda
Assoereamento vem causando uma considerável diminuição da capacidade de armazenamento de água no reservatório


O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF), em Campina Grande, recebeu denúncia formulada pela Associação Socioambiental Consciência Cidadã sobre a situação do Açude Epitácio Pessoa, o Boqueirão, que, de acordo com a denúncia, passa por um forte processo de assoreamento, devido a irrigações existentes sem o controle dos órgãos competentes.

Conforme a denúncia, além do assoreamento, outro problema enfrentado pelo reservatório é a grande quantidade de construções e chácaras luxuosas particulares no entorno do açude, contribuindo com a desertificação e o desaparecimento de mata ciliar que compõe as margens do açude e dos principais rios que o abastecem.

O assoreamento é um princípio de desertificação, e, segundo a denúncia, está causando uma considerável diminuição da capacidade de armazenamento de recursos hídricos do local.

Na denúncia, a Associação solicita uma intervenção do poder público, no sentido de combater a degradação ambiental que vem acontecendo na localidade. “Um meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito de todos, garantido pelo artigo 225 da Constituição Federal, e é dever do Poder Público e da coletividade a defesa e preservação deste bem para as gerações futuras”, consta no documento entregue ao MPF.

O Ministério Público Federal informou que a ação será analisada pelos promotores para averiguar a competência do órgão com relação ao assunto. O caso pode ser encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE-PB) para os devidos procedimentos e possível instauração de inquérito. O Açude de Boqueirão abastece 18 municípios e sete distritos do Compartimento da Borborema.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Irrigação ameaça açude e pode ser suspensa

De acordo com simulações feitas pelo Dnocs, se o volume do manancial continuar caindo, a irrigação poderá ser suspensa na região.


 


Agricultores que dependem da água do açude Epitácio Pessoa para irrigar suas plantações estão ameaçados pela seca. Nos últimos dias, o manancial chega a perder cerca de 400 mil m³ de água por dia, devido principalmente à evaporação, provocada pela temperatura elevada, que registra temperaturas médias de 30 ºC.

De acordo com simulações feitas pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), se o volume do manancial continuar caindo e chegar a menos de 50% da capacidade total, a irrigação poderá ser suspensa na região.

Segundo o engenheiro chefe da unidade de Campina Grande do Dnocs, Renato Roberto Avelar, a partir do momento da suspensão, os agricultores não poderão mais utilizar a água do Boqueirão para a irrigação, conhecida como “superficial”. “Esse tipo de irrigação é a mais utilizada na região do Boqueirão e se for suspensa, trará prejuízos aos agricultores”, disse.

O engenheiro explicou que esse método consiste em aplicar a água sobre a superfície do solo na forma de inundação permanente ou temporária. Dessa forma o solo pode ser preparado no formato de tabuleiros ou sulcos.

De acordo com ele, para “puxar” a água do Boqueirão, os agricultores utilizam bombas d'água para irrigar as plantações de verduras, frutas, milho e feijão. “Em 1998 houve a suspensão da irrigação e nós tivemos que contar com a ajuda de muitos órgãos públicos, inclusive o Ministério Público, para fiscalizar os agricultores”, informou.

Naquele ano, quando também foi iniciado um racionamento em todas as cidades abastecidas pelo Boqueirão, foi muito difícil para os produtores de alimentos, como Leôncio Francisco de Macedo, de 64 anos, que recordou o momento de sufoco.

“Eu fui até intimado porque na época me flagraram puxando água do Boqueirão. Mas eu não sabia que a irrigação estava suspensa.

Isso aconteceu com muitos agricultores aqui da região. Passamos por um grande sufoco e estamos apreensivos que isso possa acontecer novamente. Eu tenho cinco filhos que sobrevivem da agricultura”, lamentou. Com 35 anos, Valdeci de Souza, também agricultor da região, contou que os sete filhos são criados com a venda de verduras. Ele também está com medo de passar por uma situação crítica e contou que os preços dos seus produtos já começaram a subir.

“Se a irrigação for suspensa, de onde vamos tirar a água para usar nas plantações? A única coisa que temos a fazer é continuar trabalhando e esperar a chuva. Infelizmente todos vão sentir os efeitos, inclusive os meus clientes, com o aumento no preço dos produtos”, disse. Apesar da possibilidade de suspensão da irrigação, o engenheiro do Dnocs explicou que o maior volume de água se perde pelos efeitos do tempo seco, através da evaporação. Segundo ele, por dia são evaporados 170 mil m³ de água do Epitácio Pessoa, seguidos de 135 m³ utilizados diariamente pela irrigação e; 95 mil m³, pelo consumo humano.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dnocs determina suspensão de áreas irrigadas nos açudes da PB


16/01/2013 11h20 - Atualizado em 16/01/2013 11h20 

Segundo o órgão, medida pretende evitar colapso dos reservatórios.
Conforme a Aesa, 25 açudes estão em situação crítica.
 
Do G1 PB
 
 

O Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) determinou a suspensão das áreas irrigadas para evitar o colapso de cinco açudes na Paraíba. Segundo o órgão, apenas o reservatório hídrico de Epitácio Pessoa, em Boqueirão, mantém a irrigação. Conforme dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), 25 mananciais do estado estão em situação considerada crítica.
 
Para o Dnocs, a medida visa a preservar o nível de água dos açudes e barragens da Paraíba. No açude de São Gonçalo, em Sousa, no Sertão paraibano, de acordo com os agricultores a produção sofreu forte queda.
 
“A produtividade caiu 90%, só produz onde tem lençol freático e cacimbão, mas o resto está praticamente perdido”, disse o agricultor Girleno Gonçalves. Segundo o produtor Joaquim Mendes Filho, a baixa produção elevou o preço do coco da região. “A situação está crítica, precisamos de água. O coco agora é R$ 1, antes era R$ 0,30 ou R$ 0,40”, afirmou.


 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Açudes de Sousa e CZ estão secando; Falta de água gera vários cemitérios de plantações


Redação, com diário do sertão
 
Açudes de Sousa e CZ estão secando; Falta de água gera vários cemitérios de plantaçõesAçude de São Gonçalo - Fotos Diário do Sertão

Com a falta d'água, várias plantações de coqueiros estão morrendo e formando praticamente um cemitério de plantações.

Nos Núcleos Habitacionais de Sousa, alguns agricultores já perderam 100% da produção de suas fazendas. Segundo eles, a água acabou e não há mais como irrigar as plantações. ''Aqueles que ainda tem água no cacimbão, conseguem manter o que restou de suas plantações, mas quem não tem cacimbão, infelizmente vai perder todo o plantio'', disse o agricultor.







O Açude de São Gonçalo atualmente está com 22% de sua capacidade, o que corresponde a um volume de 9.903.520m³.

Irrigação suspensa 
Devido a estiagem que se estendeu durante praticamente todo o ano de 2012, Departamento Nacional de Obras contra as Secas da Paraíba (Dnocs) suspendeu o sistema de irrigação dos vazantes em 41 açudes em toda a Paraíba.

Em Sousa, o açude de São Gonçalo não libera água para irrigação. Já em Cajazeiras, O açude Engenheiro Ávidos foi um dos que mais baixou de nível porque ele libera água para o distrito de São Gonçalo, e atualmente está apenas com 17,5% de sua capacidade, o que corresponde apenas a um volume de 44.617.365m³.






Outro manancial que também teve suspenso o sistema de irrigação a partir do Dnocs foi é o de Coremas/Mãe D'água, localizado na cidade de Coremas, que está com 37% de sua capacidade. 

Previsão de chuva
De acordo com meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), nesta segunda-feira (14) as chuvas atingiram algumas áreas do Sertão, Agreste e do Litoral da Paraíba. O meteorologista Carmem Becker, acredita que as chuvas poderão atingir a paraíba nos próximos dias.

 Previsão para a cidade de Sousa (Foto reprodução Clima Bing)


 
Previsão para a cidade de Cajazeiras (Foto: Reprodução Clima Bing)


Segundo previsões climáticas do site Clima Bing, deve chover nos próximos dias nas cidades de Sousa e Cajazeiras. Já A previsão da Aesa é de mais chuvas pontuais e sol entre nuvens.


sábado, 5 de janeiro de 2013

Irrigação de 41 açudes é suspensa pelo Dnocs

Para evitar diminuição no nível dos reservatórios, Dnocs suspendeu sistema de irrigação em vazante de 41 açudes do Estado. 



 



A estiagem que se estendeu durante praticamente todo o ano de 2012 forçou o Departamento Nacional de Obras contra as Secas da Paraíba (Dnocs) a suspender em 41 açudes o sistema de irrigação de vazante para evitar a diminuição do nível dos reservatórios.
 
Esta medida, tomada em dezembro do ano passado, até o momento só não afetou o volume do açude Epitácio Pessoa, localizado em Boqueirão, que está com 60% de sua capacidade. Contudo, nos 41 mananciais restantes essa atividade está proibida.
 
Pelo que indicou Sólon Diniz, coordenador estadual do Dnocs, o último açude que precisou ter este sistema de irrigação suspenso foi o de Engenheiro Ávidos, do município de Cajazeiras, no Sertão, que tem capacidade para 255 milhões de metros cúbicos de água, mas encontra-se com apenas 44.617.365 milhões de metros cúbicos, ou seja, 17,5% de sua capacidade, de acordo com medição da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa), no último dia 24 de dezembro.
 
“Tivemos que tomar essa medida recentemente para evitar que o nível dos reservatórios diminua. Nós não estamos mais liberando esse tipo de vazão porque os açudes estão no seu limite, e o Engenheiro Ávidos foi um dos que mais baixou de nível porque ele libera água para o distrito de São Gonçalo. Estamos verificando as marcações diariamente desses reservatórios maiores, já que precisamos ter um controle dos níveis para os próximos meses”, explicou Sólon.
 
Outro manancial que também teve suspenso o sistema de irrigação a partir do Dnocs foi é o de Coremas/Mãe d'Áágua, localizado na cidade de Coremas. Segundo Sólon Diniz, com 46% da capacidade, este reservatório já está em estado de alerta, já que ele também abastece o município de Assu, no Rio Grande do Norte.
 
“Nossa determinação foi de interromper também no final do ano as irrigações no açude em Coremas. Nós estamos permitindo apenas as pequenas vazões em Boqueirão, mas somente até o mês de março. Se a chuva não vier até lá, será o último a também não ser mais permitido esse tipo de atividade”, garantiu o coordenador.

Fonte


 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

PB vai incluir Sertão, Brejo e Cariri no Mais Irrigação

Lançado na última terça-feira (13) pela presidenta Dilma Rousseff. programa 'Mais Irrigação' irá incluir três perímetros na Paraíba. 



 
Três perímetros irrigados nas regiões do Sertão, Brejo e Cariri foram incluídos no programa 'Mais Irrigação', lançado na última terça-feira pela presidenta Dilma Rousseff. O programa, coordenado pelo Ministério da Integração Nacional, visa valorizar o agricultor familiar e desenvolver, por meio de parcerias público-privadas, projetos de irrigação em áreas produtivas, fortalecendo a economia regional e gerando mais emprego e renda.

A previsão é de investimentos da ordem de R$ 3 bilhões, por meio do PAC, e mais R$ 7 bilhões da iniciativa privada.

No “Mais Irrigação” foram incluídos os perímetros de São Gonçalo, em Sousa, com 2.404 hectares; de Sumé, com 275 hectares, e os projetos e estudos das Vertentes Litorâneas com mais 3.000 hectares.

O governador Ricardo Coutinho destacou o esforço do governo federal em adotar medidas emergenciais e preventivas para minimizar os efeitos da seca no semiárido nordestino junto com os Estados. Ele afirmou que a utilização de parcerias público-privadas nestes perímetros poderão melhorar o funcionamento dos sistemas de irrigação que já existem ou que funcionam de forma precária. “O programa se adequa bem às áreas como as do distrito de Lagoa do Arroz, do perímetro irrigado de Piancó e distritos de São Gonçalo, e de Sumé, mas vamos trabalhar para incluir outras áreas irrigáveis no Estado”, comentou.

Ricardo Coutinho afirmou ainda que esses projetos citados se adequariam bem ao regime de PPP, mas outras experiências que já existem têm que ter uma ação direta do poder público. “São situações diferenciadas, mas acho que esse programa é uma luz muito forte no fim do túnel. E pode ser para o Brasil e para o Nordeste uma redenção em áreas produtivas que não têm motivo para não serem utilizadas para produzir alimentos”, enfatizou.

Para o governador, um grande problema verificado em vários sistemas de irrigação é o desperdício de água por conta dos equipamentos ultrapassados, sendo necessária a modernização das técnicas utilizadas.

“O programa vem num momento importante para promover a verdadeira inclusão produtiva no Nordeste”, completou o governador.

A presidenta Dilma Rousseff disse que o projeto terá um papel decisivo no enfrentamento à estiagem no semiárido nordestino.

“Hoje, ao lançar o Mais Irrigação, eu reafirmo um compromisso: nós vamos derrotar a seca e vamos usar para isso o que existe de melhor no mundo da tecnologia. Nós não vamos medir esforços. A irrigação permanente e terras constantemente aproveitadas, sem sombra de dúvidas, são a melhor resposta para seca também. Nós queremos esse modelo bem sucedido e esperamos que ele se espalhe pelo Brasil, recriando oportunidades de produção e esperança”.

De acordo com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, a PPP em irrigação irá oferecer terras através da seção do uso por 45 anos, e sem nenhum tipo de alienação. Bezerra explicou os produtores ou empresas terão acesso a linhas de financiamento de bancos públicos para implantar e ampliar a estrutura de irrigação para se produzir mais e melhor.

Fonte

 

domingo, 28 de outubro de 2012

Sistema ainda pode ser aperfeiçoado

Há ainda a possibilidade de instalação de sensores no solo para que a água seja interrompida assim que quantidade de água seja suficiente.



Para os alunos Jair Guedes e Jimmerson Carlos, o uso do SMS é uma das possibilidades que o projeto apresenta. Segundo eles, além de aperfeiçoar o sistema para que ele possa ser monitorado através da Internet, há a possibilidade de instalação de sensores no solo para que a irrigação seja interrompida assim que o nível de água na terra atinja o necessário.

“Quando o solo ficar úmido o bastante para que não seja preciso mais o sistema continuar irrigando, esses sensores colocados no solo vão enviar um sinal para o sistema que automaticamente suspenderão a irrigação”, contaram. Já Fábio André, outro integrante do grupo, ainda destacou que o sistema também pode ser ligado à telefonia fixa, se a área rural não tiver sob cobertura via celular. “Esse é um sistema de transmissão independente”, concluiu.

Fonte

 

Irrigação controlada por SMS

Projeto é desenvolvido pelo curso de Telecomunicações da Escola Técnica Redentorista, em Campina Grande  

Leonardo Silva
Projeto pretende desenvolver irrigação através de sistema de SMS



Os agricultores que usam sistemas de irrigação em plantações e que também se arriscam corrigindo problemas elétricos nas instalações das bombas terão ajuda em um futuro próximo. Pelo menos é essa a projeção para um grupo de cinco alunos do curso de Telecomunicações da Escola Técnica Redentorista (Eter), em Campina Grande, que desenvolveram um projeto batizado de Active Control: Automação e Segurança via SMS.

O projeto baseia-se na criação de um circuito interligado a um telefone celular que ao receber uma mensagem de texto, ou ter seu alerta vibratório acionado, colocará em funcionamento ou desligará o sistema de abastecimento de água de uma plantação.

“Um dos objetivos é diminuir o número de cidades, já que o sistema elétrico em contato com a água apresenta uma situação de risco a quem o usa”, explicou Isaac Costa, professor que orienta o projeto.
Com a instalação do Active Control, além de maior segurança no uso e manutenção de sistema de irrigação, os alunos apontam outros benefícios que o projeto pode trazer. Segundo explicou Max Alan, o grupo também desenvolveu propostas de sustentabilidade por trabalhar diretamente com a água, além de não fixar apenas uma possibilidade de automação do circuito.

“Este é um sistema que está em aberto. Ele pode ser tanto ligado ou desligado através do celular, como também do uso de ondas de rádio”, acrescentou.

Para começar a funcionar, os alunos explicaram que é preciso uma fonte para o aparelho ser ligado na rede elétrica e uma placa para a instalação de um transmissor, além de um registro, duas peças tipo relex com voltagem de 220, o que não ultrapassa um custo de R$ 10,00. Também é preciso que a área tenha cobertura de sinal de celular. “Na verdade, a única coisa que acaba pesando financeiramente é o aparelho celular, que as pessoas podem usar um modelo básico. Como a função é apenas receber uma mensagem ou acionar o despertador, não é necessário um grande investimento”, contou Franklin Guimarães.

Para o coordenador do Eter, Leonardo Pedro, a proposta da escola desenvolver estudos como esse é estimular que os próprios alunos busquem aperfeiçoar suas habilidades para prepararem melhor seu lado profissional. “Nós buscamos incentivar a formação por competência dos alunos. Esse sistema que eles desenvolveram ainda pode ser aperfeiçoado e eles estão em busca disso”, contou o coordenador.