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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Emlur faz 980 autuações por descarte de lixo em terrenos de João Pessoa

Multas por descarte de lixo irregular chegam a R$ 13,4 mil.

Por G1 PB

As multas por descarte irregular de lixo em João Pessoa variam de R$ 1.670 a R$ 13.400, que se referem à variação de 50 a 400 Unidades Fiscais de Referência (UFIR), segundo a Autarquia Especial de Limpeza Urbana (Emlur). Na capital foram 980 autuações por descarte irregular do lixo entre janeiro e setembro de 2017 e a responsabilidade pela sujeira é sempre do proprietário do terreno, seja público ou privado, disse a autarquia.

A Emlur disse que o procedimento padrão é, primeiro, uma vistoria técnica de um fiscal da autarquia. Se for constatada alguma irregularidade (falta de manutenção, conservação ou vegetação na calçada, por exemplo), o dono do terreno pode ser notificado e autuado. Pode chegar a até 30 dias para que a limpeza da área seja realizada.

A taxa de serviço público pode ser cobrada, como previsto nos Decretos nº 5.771/2006 e 6.149/1991 e da Lei nº 6.811/1991 do Regulamento de Limpeza Urbana e da Lei Complementar nº 07/1995.

As autuações também podem ter como base a Lei nº 11.176 de outubro de 2007, conforme resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), número 307, de 05 de julho de 2007, que trata de restos de resíduos sólidos da construção civil e seu destino final. 

A Emlur enumerou algumas dicas para os proprietários de terrenos notificados.
  • Após receber a notificação, o proprietário deve comparecer à sede da Emlur (Bairro dos Estados - Av. Minas Gerais, 177);
  • O passo seguinte é limpar a área. Nesse caso, o proprietário deve apresentar na Emlur o Controle de Transporte de Resíduos (CTR), que informa ao órgão a destinação dos resíduos;
  • Mantenha o cadastro atualizado na prefeitura/Secretaria de Planejamento (Seplan) para ter ciência de notificações e de todo o trâmite do processo;
  • Se a multa for publicada no Diário Oficial, a conta vai para a Dívida Ativa do Município.

 

domingo, 30 de julho de 2017

Três mil garrafas pet viram 250 vassouras ecológicas por mês em João Pessoa

Projeto é da Emlur, que usa vassouras produzidas na limpeza urbana da cidade.

Por G1 Paraíba
Vassouras ecológicas são usadas na varrição das ruas de João Pessoa (Foto: Renato Brito/Emlur)
Vassouras ecológicas são usadas na varrição das ruas de
João Pessoa (Foto: Renato Brito/Emlur)
  
Cerca de 3 mil garrafas do tipo pet são reaproveitadas todo mês na produção de 250 vassouras utilizadas na limpeza urbana de João Pessoa. A produção acontece na oficina de vassoura ecológica da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), no Bairro do Roger. 

As vassouras produzidas no local duram em média 4 meses no trabalho da varrição de rua, enquanto as de piaçava, comuns neste tipo de trabalho, duram um mês, Segundo Josué Peixoto, coordenador da Coleta Seletiva da Emlur.

Os equipamentos da oficina têm capacidade de produzir em torno de 20 peças por dia e cada vassoura utiliza 12 garrafas pet. Na produção, apenas a parte do meio da garrafa é utilizado e as extremidades são repassadas para a Oficina de Arte da Emlur ou para os catadores das associações de material reciclado.

“A Emlur tem grande potencial para desenvolver projetos sustentáveis que buscam caminhos viáveis para o melhor aproveitamento de materiais descartados. Além da Oficina de Vassoura, Oficina de Arte, temos também a Usina de Beneficiamento de Materiais da Construção Civil - Usiben, que produz material utilizado na pavimentação de vias na Capital”, reforça Peixoto.

Etapas da fabricação da vassoura ecológica
  • Retira-se o rótulo da garrafa pet, corta as extremidades e lava;
  • Coloca na máquina para produzir os fios;
  • Os fios passam para bobinas quadradas e são levados para o forno por dez minutos
  • Em seguida são colocadas na água para receber um choque térmico (esse processo faz com que os fios fiquem rígidos);
  • Depois os fios são cortados em feixes;
  • Posteriormente, os fios são socados em cepa (base da vassoura);
  • Para finalizar a peça, acrescenta o cabo de madeira
 
 
 

terça-feira, 4 de julho de 2017

Catadores recolhem 25% mais lixo no São João de Campina Grande do que em 2016

Foram mais de 150 toneladas de lixo reciclável ou não, coletados durante os 31 dias de festa, segundo prefeitura. 
 
Por G1 Paraíba
 
Lixo foi coletado no Parque do Povo, mas também nos distritos de Campina Grande, onde a festa também acontece. (Foto: Demétrio Costa e Emanuel Tadeu/Top Midia Comunicação)
Lixo foi coletado no Parque do Povo, mas também nos distritos de
Campina Grande, onde a festa também acontece.
(Foto: Demétrio Costa e Emanuel Tadeu/Top Midia Comunicação)

Mais de 150 toneladas de lixo foram recolhidas durante o São João 2017 de Campina Grande, que se encerrou no domingo (2 ), de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Serviços Urbanos nesta terça-feira (4). O número é 25% superior ao recolhido no mesmo período do ano passado, quando o órgão coletou 120 toneladas de lixo. 
 
Cerca de 200 pessoas trabalharam na limpeza do Parque do Povo durante os 31 dias de festejos juninos da cidade. “Estamos no quinto ano seguido do evento e este ano superou a nossa expectativa com um aumento considerável de retirada de lixo reciclável ou não do Parque do Povo”, afirmou o Secretário da pasta, Geraldo Nobre. 
 
Para cuidar da limpeza urbana da cidade durante o período junino, a Prefeitura de Campina Grande, por orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), realizou um processo seletivo para contratação de 190 prestadores de serviços, entre homens e mulheres. Esse efetivo foi distribuído em até três turnos para atender toda demanda, tanto dentro do Parque do Povo como nas ruas da região. Os funcionários também atuaram nos distritos de Galante e São José da Mata. 


 

sábado, 10 de junho de 2017

Estudo identifica 200 lixões na Paraíba

Desativação de um lixão deve ser acompanhada de um plano de recuperação, diz pesquisadora.
 
Por G1 PB
Lixão em Guarabira, na Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco/Arquivo)
Lixão em Guarabira, na Paraíba (Foto: Reprodução/TV
Cabo Branco/Arquivo
Um levantamento feito por uma pesquisa coordenada pelo curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), constatou que a Paraíba conta atualmente com 200 lixões e que a maior parte está localizada no interior da caatinga. Foram identificadas menos 16 espécies da flora. 
 
O estudo também alertou que a produção de chorume, emissão de gases contribuem para o aumento do efeito estufa e os organismos adaptados aquelas condições que, geralmente, detêm potencial adverso à saúde humana. 

“Dentro dessa pesquisa foram identificados vários impactos ambientais negativos, como a infiltração do chorume no solo, a poluição dos corpos aquáticos, compactação e poluição do solo, poluição visual, presença de animais e desvalorização imobiliária do entorno. Tudo isso poderia ser evitado se a Lei nº 12.305/2010 que trata do fim dos lixões estivesse sendo cumprida", disse a professora Mônica Maria Pereira da Silva, que integra o Grupo de Extensão e Pesquisa em Gestão e Educação Ambiental (GGEA). 

“A desativação de um lixão deve ser acompanhada de um plano de recuperação, o que demanda sobretudo o conhecimento da vegetação adaptada a este tipo de ambiente, por isso observamos esses efeitos no bioma caatinga”, explica a professora Mônica Maria.

Degradação do solo
Conforme a pesquisa, apesar dessas condições de degradação do solo, foram identificadas 16 espécies da flora distribuídas em oito famílias. Desse total, sete são reconhecidas como nativas da caatinga (marmeleiro, jurema, macambira, palmatória, pereiro, facheiro, xique-xique,) e nove são exóticas, mas naturalizadas (algaroba, algodão de seda, malva, urtiga, mussambê, charuteira, mamona, pinhão bravo e pinhão roxo). 

Caatinga se estende por 92% do território da Paraíba (Foto: Sidney Gouveia/Semarh/Arquivo)
Caatinga se estende por 92% do território da Paraíba
(Foto: Sidney Gouveia/Semarh/Arquivo)
 
Recuperação lenta 
Ainda de acordo com as observações feitas, à medida que essas espécies se estabeleceram provocaram mudanças essenciais para a recuperação daquele ambiente, principalmente em relação a paisagem e a regeneração do solo da Caatinga. 
 
“A promoção da conservação da biodiversidade da caatinga não é uma ação simples. Ela requer superação de grandes obstáculos. A desativação de um lixão não significa que o problema foi solucionado. A destruição da natureza ocorre com rapidez, mas a sua recuperação é lenta”, afirma a professora

A caatinga
O bioma caatinga é exclusivamente brasileiro. Compreende uma área de 850.000 km², representando 70% do Nordeste brasileiro, 11% do território nacional e 92% da Paraíba. Possui aproximadamente 28 milhões de habitantes. A região detém uma importante biodiversidade, com registro de 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 de abelhas.
 
 
 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Varredor de rua ganha direito a grau máximo de insalubridade, decide TRT-PB

Relator compreendeu que atividade de varrição é semelhante à de gari e, portanto, também tem contato com material insalubre.
 
Por G1 PB


Um ex-funcionário de uma empresa de limpeza urbana que exerceu a função de varredor em João Pessoa teve reconhecido o direito de receber a diferença do adicional de insalubridade em grau máximo após a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (TRT) manter a decisão da 8ª Vara do Trabalho da capital paraibana.

Segundo o órgão, a empresa havia recorrido da decisão pedindo para que o aumento do grau médio para máximo fosse julgado improcedente. A empregadora alegou haver diferença legal nas atividades de gari coletor e de varredor, e que não há previsão na Norma Regulamentadora 15 (NR15) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de que a varrição de vias públicas seja insalubre.

Segundo a norma, o adicional de insalubridade em grau máximo é devido apenas nas atividades que envolvem agentes biológicos nos trabalhos ou operações em contato permanente com lixo urbano. O entendimento do relator do processo, desembargador Edvaldo de Andrade, é de que o trabalhador que realiza o serviço de limpeza e varrição das ruas tem a saúde exposta não apenas pelo ato de varrer, mas por lidar diretamente com o lixo produzido no ambiente de trabalho.

Para o desembargador, o trabalho de acomodar o lixo em embalagens para viabilizar a coleta pelos trabalhadores dos caminhões equipara-se ao trabalho de gari e que, portanto, “torna-se inócua a assertiva da recorrente de que a lei estabelece distinção entre as atividades de coleta de resíduos decorrentes do lixo doméstico (coleta) e o lixo originário da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas”.

A decisão foi feita com base no relatório de uma perícia, que constatou que o trabalhador teria direito ao adicional em grau máximo uma vez que desempenhava as atividades de varrição e capinação de ruas, trabalhando com participação ativa na coleta de lixo urbano.

Durante os exames periciais, o ex-funcionário da empresa explicou que havia um contato permanente com material insalubre ao juntar lixo descartado diretamente nas ruas ou espalhados ao redor dos pontos de lixo.
 
 
 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Três novos pontos de coleta de lixo eletrônico começam a funcionar em João Pessoa

Postos funcionam em Mangabeira, Jaguaribe e Tambaú.
 
Por G1 Paraíba
João Pessoa tem mais três pontos de coleta de lixo eltrônico (Foto: Carlos Nunes/Emlur)
João Pessoa tem mais três pontos de coleta de lixo eltrônico
(Foto: Carlos Nunes/Emlur)
 
Três novos pontos de coleta de lixo eletrônico começaram a funcionar em João Pessoa. A população agora pode descartar seus eletroeletrônicos em Mangabeira, Jaguaribe e Tambaú. Segundo a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), os locais funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h

Os materiais que esses postos recebem são componentes de computadores e seus periféricos; televisores e monitores; ar condicionado; microondas, aparelhos de celular ou qualquer aparelho eletroeletrônico que acumule energia.

Esses três novos postos somam-se a outros três já existentes nos bairros do Centro, Estados e Miramar. É preciso lembrar que o lixo eletrônico não deve ser descartado no lixo comum pois pode contaminar o solo e os lençóis freáticos.

A ação da autarquia é para diminuir o descarte impróprio do lixo eletrônico na capital e cumprir com a Lei Municipal nº 12.160 que institui normas, prazos e procedimentos para o gerenciamento, coleta, reutilização, reciclagem e destinação final do lixo tecnológico.
 
Confira os pontos de coleta de lixo eletrônico da Emlur em João Pessoa
  • Sede da Emlur: Av. Minas Gerais, 177 – Bairro dos Estados - (83) 3214-7628;
  • Núcleo da Emlur Centro Dia: Av. Gouvêia Nóbrega – Roger (próximo ao Parque Arruda Câmara - Bica);
  • Escola de línguas CNA: Av. Senador Rui Carneiro, 416 - Miramar;
  • Núcleo da Emlur Tambaú: Rua Aluizio Franca, 49 - Tambaú (nos fundos da agência do Bradesco da Av. Rui Carneiro);
  • Núcleo da Emlur Mangabeira: Rua Alfredo Ferreira da Rocha – Mangabeira (na Praça Coqueiral);
  • Núcleo da Emlur Jaguaribe: Rua Floriano Peixoto S/N - Jaguaribe (ao lado da Loja de Móveis Mix).
Fonte

 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Mulher paga faculdade com material reciclável e leva latinhas para formatura

'Sou capaz de largar tudo para ir catar latinha na rua', diz sucateira que se formou em Serviço Social.
 
Por Artur Lira, G1 Paraíba
Luciene Gonçalves desceu no baile carregando latinhas para homenagear marido (Foto: David Silva/Alian Eventos)
Luciene Gonçalves desceu no baile carregando latinhas para
homenagear marido (Foto: David Silva/Alian Eventos)

As fotos e vídeos da paraibana Luciene Gonçalves descendo as escadas no seu baile de formatura carregando latinhas tomaram as redes sociais desde o sábado (1º). Se as imagens já chamam a atenção, a história de vida da sucateira de 35 anos serve como exemplo de dedicação e superação. 

A descida com latinhas não era em vão. Foi a forma que ela encontrou para homenagear o marido, também sucateiro. Ela se formou em Serviço Social pagando os quatro anos de faculdade com o dinheiro que conseguia com a venda de reciclagem. Ela se formou em uma faculdade particular de Sousa, no Sertão paraibano, onde mora com a família. 

Estudos interrompidos
Mãe aos 20 anos, Luciene terminou o ensino fundamental e deixou os planos de estudar de lado para trabalhar e ajuda a sustentar a família. Atualmente ela tem duas filhas, sendo uma de 14 anos e outra de 12.

A profissão de sucateiros do casal foi herdada do avô de Pedro Filemon, 35 anos, o marido de Luciene. “O avô do meu marido tinha um depósito de reciclagem. Com um tempo a gente percebeu que ele [o avô] já estava ficando cansado, por causa da idade, e decidimos começar a entrar no negócio”, disse ela.
 
Quase dez anos após concluir o ensino médio, longe dos livros e dedicando-se apenas ao trabalho, Luciene decidiu voltar aos estudos e realizar o sonho da graduação. A escolha do curso não foi tão difícil.
“Serviço Social foi feito pra mim. Eu gosto muito de ajudar as pessoas. E depois que entrei no curso e fiz estágios, tive a certeza de que aquilo foi feito pra mim”, diz.
Sonho da família
A sucateira não sonhou com a graduação sozinha. Quando decidiu fazer o curso ela também estimulou o marido a estudar junto para tentar uma graduação. Ele escolheu o curso de administração e também entrou na faculdade na mesma época que Luciene. Os dois foram aprovados na mesma seleção.

“Minha família me estimulou e eu também incentivei meu marido. Passamos noites e noites estudando e treinando redação. Não foi fácil, depois de tanto tempo voltar a estudar”, conta ela. 

Durante os quatro anos de curso, conseguir o dinheiro das mensalidades exigiu esforço e sacrifício. Cada centavo era contado. Conciliar trabalho, família e estudo foi outro desafio. Mas a situação ficou complicada mesmo no último ano de curso. Há nove meses, o pai de Luciene começou a enfrentar problemas renais e passou a fazer sessões de hemodiálise. 

Marido de Luciene abriu mão do baile de formatura para ver mulher comemorar o diploma (Foto: David Silva/Alian Eventos)
Marido de Luciene abriu mão do baile de formatura para ver mulher
comemorar o diploma (Foto: David Silva/Alian Eventos)
 
“Eu também tive que organizar o tempo para levar meu pai para as sessões, todas as semanas, na terça-feira, quinta-feira e sábado. Mas eu nunca desanimei. Às vezes chegava na sala de aula chorando, mas também encontrei amigas que foram como irmãs, que me apoiaram. Essa foi a época mais difícil, pois ocorreu quando eu já estava fazendo meu trabalho de conclusão de curso”, disse Luciene. 

Festa exclusiva para Luciene
Luciene e Pedro entraram na faculdade juntos e terminaram o curso juntos, mas apenas Luciene teve festa de formatura. “Meu marido abriu mão de fazer a formatura dele para que fosse feita a minha. Este também foi mais um motivo para homenagear ele. Eu não fiz isso para aparecer. Eu quis homenagear e confesso que estou um pouco surpresa com a repercussão que está tendo”, conta ela. 

Agora formada, Luciene disse que deseja um emprego na área, mas confessa que ama trabalhar como sucateira. “Por mim, eu trabalhava de dia com sucata e de noite como assistente social. Eu quero crescer na vida, mas nunca esquecer minhas origens. E se um dia for necessário eu sou capaz de largar tudo pra ir catar latinha na rua. Não tenho vergonha, pois foi com o dinheiro da reciclagem que eu sustentei minha família”, conta ela.

Exemplo de vida e inspiração para as filhas que já estão concluindo o ensino médio, Luciene disse que seu grande segredo é não perder tempo, reclamando dos problemas da vida. “E eu sempre digo ao meu marido que não reclame, pois quem reclama não sai da lama. Eu tinha que ser alguém na vida, não ser só sucateira, mas ter um curso superior pra dar exemplo para as minhas filhas. Tem gente que trabalha em escritório e diz que não tem tempo para estudar. Eu trabalho dentro da sujeira e pra mim não faltou garra pra terminar meu estudos. Tem gente que reclama de barriga cheia”, disse Luciene. 




 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

'Lixo me deu o luxo', diz sucateira da PB que levou latinhas para formatura

03/04/2017 12h22 

Luciene Gonçalves, de 35 anos, fez surpresa para família em Sousa.

Divulgação/David Silva
"Quando eu estava descendo as escadas eu pensava: 'o lixo desse povo está fazendo
eu descer essa escada", revelou



A conclusão do ensino superior é uma grande conquista na vida de qualquer pessoa. Digna de uma grande festa para marcar este momento. Pensando nisso, e em fazer uma surpresa para a família durante sua formatura no sábado (1º), a paraibana Luciene Gonçalves, de 35 anos, natural de Sousa, no sertão do estado, decidiu mostrar o orgulho de seu trabalho na festa do curso de Serviço Social. A sucateira desceu as escadas carregando latinhas vazias, que representaram sua fonte de renda para conseguir bancar os estudos em uma faculdade privada da região. A foto da moça viralizou nas redes sociais no final de semana, e vem recebendo comentários cheios de reconhecimento e felicitações.

"Vi que ali era um momento único na minha vida. Por causa da minha idade, porque entendia que seria difícil fazer outro curso, porque tenho filhas. Ali era meu orgulho, meu momento", afirmou Luciene. Ela disse que quis fazer uma surpresa para seu marido, filhas e sua família, para deixar tudo ainda mais marcante. Sobre a foto viralizar nas redes sociais, ela “não imaginou que teria toda essa repercussão”.

A formatura sempre foi um sonho da sousense, que inclusive participou da comissão de formatura - grupo de alunos responsável por também preparar a festa - e foi uma das que mais encorajou os colegas de turma a realizarem o grande evento.

A assistente social diz não sentir vergonha de trabalhar com lixo, e em nenhum momento da fase acadêmica se sentiu inferiorizada por isso. "Quando eu estava descendo as escadas eu pensava: 'o lixo desse povo está fazendo eu descer essa escada", revelou. “O lixo me deu o luxo de estar ali”, concluiu.

(Foto: Samy Play/AgitosPlay)
Sucata e rotina
Segundo Luciene, ela trabalha com sucata há sete anos. Junto com seu marido, Pedro Filemon, também de 35 anos, decidiu colocar a reciclagem após insistência de sua parte. Ele tinha medo do comércio não dar certo, e para ela, que contou ser positiva, não houve dificuldades e enxergou na reciclagem uma forma de renda para sustentar sua família. “Quando quis fazer a faculdade ele também disse que não ia dar certo. Mas eu insisti, sei como é importante ter educação”, afirmou.

Como todo panorama da economia, a crise afetou o negócio de Luciene e colocou em risco sua graduação. “Tinha mês que atrasava [a mensalidade]. Cidade pequena, muitos concorrentes, a crise. Mas a gente corria atrás”, disse a mãe de duas filhas, uma de 14 e outra de 12 anos.

A rotina de Luciene era frenética. Trabalho, família, faculdade. “Era muito difícil, eu ia correndo [após sair do trabalho] para a faculdade. Às vezes tinha dez ou quinze minutos para me arrumar e ir para a aula. Cheguei a dormir na aula por causa do cansaço, mas eu estava lá. Eu sonhava com esse curso”, relatou de forma emocionada.

Um problema de saúde do seu pai também surgiu em meio a toda essa rotina. Ele precisou iniciar hemodiálise - método de filtração do sangue por meio de um rim artificial -, um processo doloroso e repetitivo, e ficou sob os cuidados de Luciene. Segundo a sucateira, ela já chegou a fazer prova chorando por causa do estado de saúde do seu pai. Suas filhas, Hilda Maria, de 14 anos, e Camilly, de 12 anos, também nunca deixaram ela desistir. “Elas sempre me apoiaram e nunca me deixaram pensar em desistir”, exaltou.



Vergonha. Palavra que sempre é pauta na vida de Luciene. “Você não tem vergonha de trabalhar com lixo?”, “você não sente vergonha de estar no chão com seus empregados?”, são algumas das perguntas que ela revelou ouvir. Os questionamentos são respondidos com o mesmo orgulho de quem desceu as escadas com latinhas. “Eu não tenho vergonha. Não posso ter vergonha de onde tiro meu sustento. Trabalho como todos”, contou.

Sucateira ou assistente social
Luciene quer seguir na área de reciclagem e continuar gerenciando sua sucata. Porém, também almeja atuar como assistente social. “Quero comprar meu lixo de dia e ser do serviço social de noite”, resumiu.




“Se me perguntarem o que eu sou, vou dizer que sou uma sucateira - e com orgulho - e depois vou dizer que sou uma assistente social”, afirmou Luciene.

Luciene Gonçalves já possui mais dois comércios, além da sucata onde tudo começou, e agora está graduada em Serviço Social. “Nunca tive medo de enfrentar nada”, finalizou.

domingo, 26 de março de 2017

Incêndio destrói loja de descartáveis em João Pessoa, diz bombeiro

26/03/2017 18h07 - Atualizado em 27/03/2017 07h16

Incêndio foi registrado em loja no bairro do Grotão na tarde deste domingo.
Segundo Corpo de Bombeiros, oito equipes foram deslocadas para incêndio.

Do G1 PB


Fogo destruiu loja de descartáveis no Grotão, em João Pessoa, no domingo (26) (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Fogo destruiu loja de descartáveis no Grotão, em João Pessoa,
no domingo (26) (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Um incêndio de grandes proporções destruiu uma loja de materiais descartáveis na tarde deste domingo (26) no bairro do Grotão, em João Pessoa. Conforme informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros, moradores da região perceberam o incêndio e acionaram os bombeiros por volta das 15h40 deste domingo. Até as 18h, a ocorrência estava aberta e pelo menos oito equipes do Corpo de Bombeiros trabalhavam no local para  contar as chamas.
 
De acordo com a cabo Marta, da equipe do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop) do Corpo de Bombeiros, quando as chamas foram notadas pela população, o fogo já havia se espalhado e destruído grande parte da loja. “A loja se encontra completamente destruída, inclusive com o desabamento de algumas paredes do prédio. Pelo risco de desabamento, acionamos a Defesa Civil”, comentou.
 
Ainda segundo os bombeiros, as equipes trabalhavam até as 18h para evitar que o fogo se espalhasse para outro estabelecimentos, vizinhos à loja de descartáveis. Não houve registro de feridos, uma vez que a loja estava fechada.

Fogo tomou conta da loja e provocou desabamentos, segundo bombeiros (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Fogo tomou conta da loja e provocou desabamentos, segundo bombeiros
(Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

 
 
 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Cerca de 200 mil toneladas de lixo são descartadas impropriamente na Capital

Assessoria / 06 de março de 2017

Foto: Arquivo

O descarte irregular de lixo continua acontecendo em vários pontos de João Pessoa, seja este em áreas públicas ou particulares. No ano passado, de acordo com levantamento realizado pela Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), se repetiu o triste registro de 2015: aproximadamente 200 mil toneladas de lixo foram recolhidas em locais como leitos de rio, encostas, terrenos, canteiros, calçadas, praças e canais.
 
Com base no mesmo levantamento, foram registradas, no que se refere a terrenos baldios, 3.800 mil notificações no ano de 2016, sendo 2 mil autuações emitidas pelo Setor de Fiscalização da Emlur. Em janeiro e fevereiro deste ano, a média chegou a 100 notificações e autuações a cada mês.
 
Além do acúmulo de lixo atrair animais e causar doenças, somam-se as ações irregulares a queima destes materiais, aumentando a degradação do solo das áreas de proteção ambiental e das matas ciliares. “Aquele que torna comum a prática do descarte irregular deveria pensar como sua ação é nociva à população e ao meio ambiente. São resíduos que em geral demoram dezenas de anos para se decompor, outros que contaminam o solo e o lençol freático, causam doenças e a degradação ambiental”, ressalta Lucius Fabiani, superintendente da Emlur.
 
Geraldo Gean de Souza, chefe do Setor de Fiscalização da Emlur, explicou que em alguns pontos da cidade a limpeza é feita pela manhã e a tarde já tem registro de denúncia de descarte de lixo no local. “Os resíduos são diversos, como material de construção civil - terra, gesso, alvenaria, madeiras, a lixo eletrônico, mobília, eletrodomésticos, marcenaria e lixo doméstico”, informa.
 
Alô Limpinho
Para aqueles que desejam descartar corretamente o seu lixo, a Emlur oferece várias possibilidades. Quando se trata de entulhos provenientes de reformas, demolições ou construções, a Autarquia disponibiliza o serviço de recolhimento do material e aluguel de caixas estacionárias. Quando a opção for pela iniciativa privada, é importante que o contratante se certifique que o caçambeiro é cadastrado no órgão.

Em caso de móveis é oferecido o serviço do projeto Cata Treco, que pode ser acionado também no caso de descarte de equipamentos eletroeletrônicos de grande porte. É disponibilizado ainda a coleta de poda de árvores. Para ter acesso a esses serviços, basta o cidadão ligar para o teleatendimento da Emlur no número 0800 083 2425.
 
Fonte
 
 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Agricultor cria parque de diversões com materiais reciclados na Paraíba

16/02/2017 19h24 - Atualizado em 16/02/2017 19h24
José Luiz, de 78 anos, criou brinquedos e aparelhos de ginástica.
Agricultor faz a alegria de moradores de Belém, no Agreste da Paraíba.

Gabriel Costa* 

Do G1 PB

Parque construído com materiais reciclados por agricultor de Belém, região agreste da Paraíba. (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Parque construído com materiais reciclados por agricultor de Belém, região agreste da Paraíba. (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

José Luiz, agricultor de Belém, no Agreste paraibano, tem 78 anos e não pensa em parar de trabalhar. Na verdade, ele dedica boa parte do seu tempo em fazer a alegria das crianças da região: Luiz construiu um parque de diversões no quintal de casa todo feito apenas com materiais reciclados.

O agricultor deixou um pouco de lado a lavoura e sua rotina atualmente é dentro da sua oficina, o berçário das suas invenções. Utilizando materiais que encontra na rua e também recebendo doações de donos de parques da cidade, seu Luiz começou a fazer brinquedos e percebeu que era bom nisso. “Fiz uma coisa e deu certo. Aí fui trabalhando em outra, deu certo. O povo foi dando valor: ‘esse ficou bom’, ‘faz outro!’. E fui continuando”, conta o inventor.

Ele teve oito filhos que, quando cresceram, foram morar em outra cidade. Seu Luiz e a esposa ficaram sós em casa e sentiram a falta que faz uma mesa cheia. Sentiram também a falta de receber visitas em casa. Com os brinquedos que ele criou, conseguiu formar um parque de diversões no seu quintal: o Parque São Luiz.

José Luiz, agricultor e inventor do parque de diversões. (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
José Luiz, agricultor e inventor do parque de
diversões. (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Quando chega o final de semana, não dá outra: a casa fica lotada de crianças! Gabriel mesmo, menino de quatro anos, vive no parque. Já José Catarino, diz que aprendeu a andar de pernas-de-pau apenas por causa das invenções de seu Luiz. “Cheguei aqui, comecei a pegar nas pernas-de-pau e aprendi”, conta. Afinal, como não gostar de lá? O parque São Luiz tem balanços, gangorras, brinquedos até que a gente não sabe nem se tem nome, mas sabe que as crianças passam a semana pedindo que chegue o sábado para irem brincar lá.


Além dos brinquedos
O melhor é que não só a molecada é muito bem-vinda no parque de diversões, lá também tem uma academia ao ar livre. O agricultor achou pouco fazer a alegria dos pequenos e também decidiu utilizar sua criatividade para os mais velhos, senão alegres, mas com um corpo malhado. José Luiz criou equipamentos de ginástica também com a mesma lógica dos brinquedos; utilizando apenas sucata e materiais reciclados.

“Até eu que já sou adulto me sinto uma criança aqui no parque de seu Luiz. Todo mundo já conhece e fala: ‘ah, vamos lá pra seu Luiz!’”, relata o músico Luciano Gabriel, morador da região. O parque já existe há três anos e nunca cobrou nada dos seus visitantes.

O melhor pagamento
O que motiva seu Luiz é a certeza de que nos finais de semana os risos das crianças e suas brincadeiras estarão no seu quintal. “Meus netos dizem: ‘vamos lá pra casa de vô que lá tem brinquedo pra a gente brincar’; e chegam correndo um atrás do outro. Entram nem em casa pra tomar água!”, diz.

O sorriso é ainda raro no rosto de José Luiz, sofrido do Sol e do suor, como todo trabalhador da lavoura que faz da terra a sua sobrevivência. Mesmo assim o cansaço e nem a rotina dura tira dele a felicidade que é ter a casa cheia novamente. “Isso é o que me dá prazer. É a melhor coisa da vida”, conta o agricultor e inventor.

*Sob supervisão de Taiguara Rangel.






sábado, 11 de fevereiro de 2017

Mãe junta 300 kg de latinhas e realiza sonho de filho estudar na Europa

11/02/2017 08h40 - Atualizado em 11/02/2017 08h40
Paraibana fez rifa, juntou latinhas, alumínio e plástico e recebeu doações.
Estudante Pedro Fernandes faz intercâmbio na Finlândia há quase um ano.

Dani Fechine*

Do G1 PB


Isabel reuniu mais de 300kg de latas para ajudar manutenção do filho na Europa (Foto: Isabel Cristina/Acervo Pessoal)
Isabel reuniu mais de 300 kg de latas para ajudar manutenção
do filho na Europa (Foto: Isabel Cristina/Acervo Pessoal)
 
“Meus filhos vão realizar tudo que eu não pude realizar”, confessou a paraibana Isabel Cristina Fernandes, de 51 anos, que lutou contra a própria realidade para que o filho Pedro, de 18 anos, realizasse o sonho de estudar em um intercâmbio na Finlândia. Natural da Cidade de Picuí e trabalhando há 24 anos na sede recreativa da Associação dos Magistrados da Paraíba, em Cabedelo, junto com o marido Milton Viana, Isabel conseguiu arrecadar mais de R$ 1,2 mil coletando material reciclável.

Latinhas, alumínio e plástico ajudaram o filho a se manter no país onde começou a estudar idiomas. Hoje, além de trabalhar com o marido na Associação dos Magistrados, onde também mora há 24 anos, Isabel faz cocadas, trufas, cupcakes e outros doces para ajudar no custeio. O que iria para o lixo no trabalho, Isabel transformava em dinheiro. No caminho para a igreja, também apanhava o que conseguia.
  
Uma arrecadação dos magistrados da Paraíba, do Rio Grande do Norte, de São Paulo e de Pernambuco, ajudou Isabel a completar R$ 30 mil para realizar o sonho do filho. "Eu ainda vou para longe, ainda vou voar, morar em outro país", foi com esse desejo de Pedro que tudo começou, conforme conta Isabel.

Para ela, a única solução era o filho estudar. Ele queria fazer algum curso de idiomas, mas se a mãe utilizasse o dinheiro para isso, a família não teria o que comer. Então Pedro começou a estudar por conta própria, no computador. “Assistia seriado sozinho e sempre cantava em inglês, para aprender”, contou Isabel. Quando uma mulher de Taiwan se hospedou no clube da associação, todos ficaram surpresos com a desenvoltura de Pedro para conversar em inglês.

Isabel fez a inscrição de Pedro na Associação Rotary para tentar o intercâmbio e, após a realização da prova, ele foi classificado em oitavo lugar. Na preparação da papelada necessária, mais um desafio. “Quando eu vi o que eu tinha que pagar eu pensei que ele não ia mais”, refletiu a mãe.

A campanha atingiu amigos de Isabel e do magistrado Manoel Abrantes, que ajudou junto a outros a reunir o dinheiro necessário. No início, eles precisavam de mais de R$ 5,2 mil para dar início à viagem. Em menos de três dias, a conta bancária de Isabel já somava R$ 6 mil.

Sonho realizado
Pedro está na Finlândia desde agosto de 2016 e hoje ele já fala inglês, sueco e está aprendendo francês. Foi aprovado no curso de Relações Internacionais, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e deve começar o curso quando voltar ao Brasil, provavelmente no final do mês de julho deste ano.

Com a partida de Pedro, o coração de Isabel ficou pequeno. A porta do desembarque era minúscula para um futuro tão grande que estava por vir.  “É uma dor quando a gente vê nossos filhos saindo daquela portinha do aeroporto”, disse Isabel.


Pedro, de 18 anos, conseguiu realizar sonho de intercâmbio na Finlândia (Foto: Pedro Fernandes/Acervo Pessoal)
Pedro, de 18 anos, conseguiu realizar sonho de intercâmbio
na Finlândia (Foto: Pedro Fernandes/Acervo Pessoal)
 
Agora Isabel vende uma rifa. Recebeu uma doação de uma suqueira como prêmio e só vai parar com as vendas quando o objetivo for alcançado: pagar o passeio da escola do filho para conhecer outros países da Europa.

“Eu me sinto muito feliz, que às vezes é até inexplicável de falar, é incrível quando você sonha a vida toda de ir para o exterior e de repente seu sonho se realiza”, disse Pedro. “Isso mostrou que eu sou capaz e que tudo é questão de querer. E hoje eu posso ver que todo o esforço que a minha mãe fez está valendo a pena", completou.

24 anos de dedicação e amor
Casados há 24 anos e com dois filhos, Isabel e Milton fazem pela família o que não puderam fazer por si mesmos. Além de Pedro, o filho mais velho do casal tem 22 anos e se chama Severino, estudante de Farmácia, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). “Eu quero que eles sejam vitoriosos por tudo isso. Cada luta que eles viram que a gente passou, que eles reconheçam. Isso é tudo maravilhoso”, declarou.

Nascida no Município de Picuí, Isabel viveu por uma escolha da mãe. O pai não assumiu a paternidade e queria que a gravidez fosse abortada. Ela resistiu e colocou Isabel no mundo. Os sonhos de Isabel têm a mesma marca de luta e de lição de vida. “Eu vou lá ver meu filho na Finlândia. Eu sempre sonhei em ir longe, conhecer o mundo. Meu filho puxou a mim”, disse.


Isabel está casada e trabalha na Associação de Magistrados há 24 anos (Foto: Isabel Cristina/Arquivo Pessoal)
Isabel trabalha na Associação de Magistrados da Paraíba há 24 anos e teve ajuda
de uma campanha que arrecadou dinheiro para a viagem do filho
(Foto: Isabel Cristina/Arquivo Pessoal)

*Sob supervisão de Taiguara Rangel


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