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Lei foi sancionada pelo governador Ricardo Coutinho nesta quarta-feira (19).
Por G1 PB
Sinalização vai ser mais ampla que a balneabilidade, incluindo
profundidade, o movimento e a força das marés (Foto: Krystine
Carneiro/G1)
A campanha de sinalização de áreas de risco aos banhistas, turistas e
pescadores no litoral paraibano passa a ser uma ação institucionalizada,
que deve ser sempre cumprida pelo governo, independentemente do grupo
político. A medida entra em vigor nesta quarta-feira (19) após sanção do
governador Ricardo Coutinho e publicação da medida no Diário Oficial do
Estado.
Além da institucionalização, o texto prevê que o governo do estado
feche parcerias para dar cumprimento à determinação. "O poder público
poderá conveniar com a União, os Municípios e Entidades de Preservação
Ambiental, no sentido de sinalizarem as referidas áreas de risco dentro
de suas competências territoriais", diz a lei.
A lei regulamenta ainda que o alerta deve ser feito e exposto "em
placas e cartazes, indicando a profundidade, o movimento e a força das
correntes marinhas".
Segundo
moradores do Saturnino de Brito argumento da PMJP para ter autorização
judicial de demolir as casas não condiz com realidade.
Jaine Alves Rizemberg FelipeNa comunidade existem cerca de 1.200 famílias, sendo que 86 já saíram do local, por terem suas casas demolidas
Os moradores da comunidade Saturnino de
Brito, no bairro do Jaguaribe, em João Pessoa, estão insatisfeitos com o
projeto de urbanização da área, devido à demolição das casas. Eles
alegam que não querem sair da moradia própria para viver em imóveis
alugados e que o argumento utilizado pela prefeitura para ter a
autorização judicial de demolir as residências não condiz com a
realidade. Os moradores ainda denunciam que o auxílio-aluguel, pago pela
Prefeitura (R$ 200), é incompatível com o valor dos imóveis disponíveis
para este fim.
Na comunidade existem cerca de 1.200 famílias, sendo que 86 já saíram
do local, por terem suas casas demolidas, como parte do projeto de
urbanização, iniciado em abril do ano passado e previsão de término para
outubro de 2015. O valor do investimento da obra é superior a R$ 24,6
milhões, segundo a Secretaria Municipal de Habitação Social (Semhab).
O líder comunitário Marcos de Souza disse que os moradores não são
contra a urbanização da comunidade, apenas não aceitam o argumento
utilizado pela prefeitura para ganhar o direito judicial de demolir as
casas, bem como a determinação de desocupar a área para morar de
aluguel.
“A prefeitura alegou que vivemos em situações de extrema pobreza e
insalubridade, em barracos feitos de restos de material, o que não é
verdade. Como se pode ver, todas as casas são de alvenaria, bem
estruturadas e há inclusive imóveis com primeiro andar. Queremos que se
convença a Justiça com a verdade e não com mentira, como fez a
prefeitura”, afirmou.
“Além disso, não aceitamos deixar nossas casas próprias para viver de
aluguel. Se tem que sair, que seja de nossa casa para nossa casa, de
modo que a prefeitura nos indenize para comprar um imóvel em outro
lugar, ou nos dê moradias próprias. Não aceitamos auxílio-aluguel”,
declarou.
Já o eletricista Cláudio Amanso, 41 anos, ressaltou que o valor de R$
200 (auxílio-aluguel), disponibilizado pela prefeitura é incompatível
com o preço de mercado, obrigando o morador a desembolsar o restante do
valor para pagar o aluguel. “Não queremos atrapalhar a obra, mas que
seja feita de forma justa, nos acomodando em um lugar próprio. Esse
auxílio-aluguel é muito baixo, teremos que completar, e muita gente
aqui, assim como eu, não possui renda fixa, o que ganhamos é para nos
alimentar. Como teremos dinheiro para pagar aluguel?”, questionou.
Conforme o secretário adjunto de Habilitação Social da capital, José
Mariz, as famílias retiradas da área de risco – encosta sujeita a
desmoronamentos em épocas de chuvas – serão relocadas para terreno
próximo às antigas moradias, dentro da própria comunidade.
“O projeto prevê a construção de 400 unidades habitacionais,
comércios e centro comunitário. Assim como urbanismo, com recuperação
ambiental, áreas verdes, ciclovia, pavimentação e toda a infraestrutura
necessária para contemplar as 1.292 famílias beneficiadas direta e
indiretamente com a urbanização do espaço”, garantiu, acrescentando que a
obra está prevista para terminar no final de 2015.
Casas foram demolidas nesta terça-feira (20) no bairro São José.
Pelo menos 12 famílias tiveram que deixar os locais.
Do G1 PB com TV Cabo Branco
A Prefeitura de João Pessoa
começou nesta terça-feira (20) a desocupação e a demolição de algumas
casas situadas em áreas de risco no bairro São José, que fica na Zona
Leste da capital paraibana.
Pelo menos 12 famílias tiveram que sair das suas casas na operação realizada nesta terça.
Uma das moradoras que precisou deixar a casa onde viveu durante 13
anos, foi a doméstica Maria das Graças, que há três meses recebeu a
notícia de que teria que deixar o imóvel. Segundo Maria, por causa dos
constantes alagamentos parte da mobília da casa era de cimento e outros
móveis precisavam ficar suspensos, para evitar danos.
"A água dava no joelho, sofá eu tinha de cimento, o guarda-roupa
também. A geladeira, eu já tinha até um equipamentozinho para colocar
ela em cima porque não tinha condições. Agora eu aluguei uma quitinete,
eu prefiro, é melhor que ficar na água", disse.
O trabalho faz parte de um projeto da Defesa Civil da capital para
evitar riscos em áreas mais afetadas com as chuvas. Os moradores que
tiveram as casas demolidas recebem um auxílio-aluguel no valor de R$ 200
mensais e são cadastradas na Secretaria de Habitação, como prioritários
para receber novas casas entregues em programas sociais da prefeitura.
"A prefeitura oferece esse benefício para a pessoa que é o auxílio
aluguel, nós também oferecemos a questão do transporte dos móveis e toda
a estrutura que for necessária para as famílias a gente está
oferecendo. A medida que nós vamos retirando, vamos também procurando
demolir as residências para que não haja uma nova ocupação", explicou
Noé Estrela, coordenador da Defesa Civil de João Pessoa.
Além da queda
de uma árvore, que interditou a principal via de acesso do bairros do
Bancários, foram identificados pontos de alagamento.
Nathielle Ferreira
Kleide TeixeiraSegundo a Semam, árvore ficou com a copa pesada por conta das chuvas e caiu
As chuvas causaram transtornos a moradores de
João Pessoa ontem. Houve pontos de alagamentos, queda de uma árvore e
congestionamento. Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas
(Aesa), uma umidade vinda do Oceano Atlântico apressou a ocorrência de
chuvas que estavam previstas para abril. Até as 18h de ontem, choveu
33,8 milímetros na capital, segundo a meteorologista da Aesa, Marlei
Bandeira.
Apesar de considerar a quantidade pequena, Marlei Bandeira informou
que as chuvas causaram problemas porque foram intensas e caíram, de uma
só vez, em um curto espaço de tempo.
“Não houve chuvas durante esse período todo. Houve momentos de sol e
de chuva intensa. São chuvas rápidas e intensas, não dá tempo da água
escoar e, por isso, ocorrem problemas urbanos. São chuvas por ocasião.
Isso ocorreu por conta de uma umidade muito forte que está vindo do
Oceano Atlântico em direção à costa oeste (do Brasil)”, explicou.
Ainda de acordo com a especialista, a previsão é que o tempo não seja
alterado nos próximos dias na Paraíba. Ela explicou que as regiões do
Litoral e do Brejo, como estão sendo mais atingidas pela umidade do
oceano, deverão registrar altos índices pluviométricos ainda hoje. Já no
Cariri, Curimataú e Sertão também deverá chover, mas em menor
intensidade.
Em João Pessoa, enquanto chovia ontem, uma árvore da espécie
“leucena”, com cerca de 15 metros de altura, desabou sobre a rua, no
começo da tarde. O caso ocorreu no bairro dos Bancários, próximo a um
girador que dá acesso ao campus I da Universidade Federal da Paraíba
(UFPB).
Segundo o chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da
Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa, Anderson Fontes, a árvore
que caiu não estava infectada por cupins. No entanto, ela veio abaixo
porque a copa ficou pesada com a força das águas. Por precaução, outras
duas árvores da mesma espécie e que estavam na mesma área também foram
removidas pelas equipes da prefeitura.
“Vamos podar outras árvores daquela região, a partir de
segunda-feira. Os estragos não foram maiores por conta dos serviços
preventivos que foram realizados ao longo de 2013.
Fizemos um trabalho de podas e de tratamento de cupins em árvores da
cidade, para evitar quedas durante as chuvas. Tratamos 1.250 árvores. Em
2014, serão 1.500” disse Fontes.
ÁREAS DE RISCO
Por conta das chuvas, técnicos da Defesa Civil de João Pessoa
vistoriaram algumas das 31 áreas de risco que existem na cidade. Mas,
não houve nenhum chamado urgente. As inspeções foram preventivas, como
explicou o coordenador do serviço, Francisco Noé Estrela.
“O nosso cuidado é permanente. A Aesa nos aciona quando há previsão
de chuva forte e deixamos nossas equipes em alerta, principalmente com
as comunidades do São José (em Manaíra) e do Tito Silva (Castelo
Branco). Mas como as chuvas foram rápidas, não houve ocorrências”.
Já no trânsito, houve congestionamentos. Trechos da BR 230, da
avenida Pedro II, por exemplo, precisaram se transitados com cautela.
“Eu gasto em média 15 minutos para chegar ao trabalho. Hoje, foram 30
minutos, porque os carros estavam parados na rodovia. Era muita água”,
disse o barman Martinho Barbosa.
Tempo nublado e início das chuvas causam preocupação em moradores do Timbó e do Bairro São José, áreas consideradas de risco.
Katiana Ramos Francisco FrançaMoradores enfrentam a água suja e os insetos que invadem as casas durante o período chuvoso
É só o céu ficar nublado para a dona de casa
Rosa de Lourdes de Oliveira ficar com medo de que a casa onde mora, na
comunidade do Timbó, em João Pessoa, volte a ser invadida pela água do
rio que passa pelo local. A preocupação da moradora é a mesma de outras
pessoas que vivem nas áreas consideradas de risco, na capital, já que
desde a última sexta-feira, a ocorrência de chuvas tem sido frequente no
Litoral paraibano e a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia
(Inmet) é que as precipitações continuem ao longo desta semana na
região.
Para hoje, a previsão do Inmet é de ocorrência de chuvas isoladas
durante todo o dia na capital. No Timbó, 136 famílias foram beneficiadas
com moradias em condomínio popular. Mas, outras dezenas têm a esperança
de conseguir um imóvel em um local seguro.
A casa de Rosa de Lourdes está localizada bem próxima ao rio Timbó.
Ela conta que além da água suja, ratos e insetos invadem a residência
constantemente e bastou as poucas chuvas dos últimos dias para que o
piso ficasse encharcado pelas infiltrações.
“Na minha casa a água entra por baixo do chão. Moro aqui com duas
crianças e vejo a hora as paredes caírem por cima da gente. No ano
passado, o pessoal da prefeitura me cadastrou, mas até hoje não recebi
nada e estou na mesma situação”, lamentou a dona de casa.
A mesma situação de risco é a da família da catadora Ângela
Lorentino. Além da proximidade com o rio Timbó, a casa onde ela mora
fica em frente a uma galeria, que está sem cobertura, oferecendo risco
principalmente às crianças que passam pelo local. Parte da galeria não
foi coberta pelas placas e o esgoto correndo a céu aberto atrai insetos
para as residências. “O pessoal da prefeitura começou a tapar a galeria,
mas não terminaram. Faz mais de um mês que está assim, tudo aberto.
De lá para cá, crianças, idosos e outras pessoas que passavam por aqui caíram nesse esgoto”, denunciou.
No bairro São José o clima de tensão entre os moradores que ainda
estão nas residências às margens do rio Jaguaribe não é diferente. Os
moradores contam que a limpeza do rio é feita com regularidade, mas
muitos que foram cadastrados para deixar as casas e ir para o auxílio
aluguel ainda não foram contemplados com o benefício.
A aposentada Maria Lúcia Matias, moradora do bairro há mais de 30
anos, desde o ano passado não consegue deixar a casa arrumada. Temendo
uma nova inundação na casa onde mora, ela deixa os móveis suspensos,
roupas e objetos menores empacotados. Quando começam as chuvas, ela não
consegue ficar tranquila em casa.
“Nas chuvas do ano passado, a água do rio entrou na minha casa e
entrou cobra, sapo, rato. Foi uma imundície. Também perdi móveis e um
microondas”, lembra Maria Lúcia. A moradora relata ainda que foi
cadastrada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) para
receber o auxílio aluguel e gostaria de deixar a casa na área de risco,
mas o benefício ainda não foi concedido.
MORADORES RECLAMAM DE APARTAMENTOS
Outros moradores da comunidade do Timbó, nos Bancários, reclamam que
alguns apartamentos do condomínio popular foram entregues com a obra
inacabada, como falta de encanação para esgotamento sanitário e
instalação de portas, além do calçamento das ruas, que não foi
concluído.
A dona de casa Ana Maria da Silva conta foi contemplada com um dos
apartamentos há três meses. Ela conta que há cerca de um mês, as telhas
já apresentaram problemas de rachaduras e com as últimas chuvas, a água
infiltrou as paredes e parte da laje. Outro problema apontado por ela é
a falta de calçamento na maior parte das ruas do condomínio e um outro
trecho para escoamento da água que oferece risco de acidentes para as
crianças. “Esse buraco aqui é um perigo grande para as crianças, porque
não tem nenhuma proteção. Semana passada mesmo, um menino caiu aqui e
quebrou o braço. Quando começar o inverno mesmo vai ficar mais
perigoso”, disse a moradora.
A sogra de Betânia da Silva também recebeu um apartamento, porém o
banheiro da residência não estava com o sistema de encanação completo e
os quartos estão sem portas. “O pessoal da prefeitura que estava
trabalhando aqui disse que não vão colocar as portas e que os moradores é
quem tem que consertar o que estiver faltando”, lamentou.
Por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Infraestrutura
(Seinfra), o secretário Ronaldo Guerra explicou sobre o calçamento.
Segundo o órgão, projeto está no momento passando por retificação para
que seja dada continuidade à obra.
Enquanto isso, a secretária de Habitação do município, Socorro
Gadelha, garantiu que o condomínio do Timbó foi entregue aos moradores
em bom estado. “Entregamos com todos os ajustes.
Fizemos inclusive a vistoria com os moradores que assinaram
reforçando que estava tudo certo”, lembrou. “O muro de contenção também
está pronto. Estamos apenas terminando uma pequena parte da
pavimentação, que devemos concluir em até 20 dias e não afeta em nada a
segurança do condomínio”, completou.
Ainda de acordo com Socorro Gadelha, há outros projetos estão em
andamento e o foco das ações da secretaria são as áreas de risco.
“Estamos construindo o muro de contenção da Saturnino de Brito. Depois,
construiremos as 400 unidades (habitacionais)”, disse.
Local abriga 200 famílias por trás do Centro de Convenções.
Justiça inspecionou área para propor solução consensual.
Do G1 PB
Invasão por trás do Centro de Conveções de João Pessoa (Foto: Antônio Carneiro/TJ-PB)
Após um pedido de reintegração de posse na justiça, impetrado pelo
Governo da Paraíba, de um terreno invadido por mais de 200 famílias
atrás do Centro de Convenções de João Pessoa,
a 4ª Vara da Fazenda de João Pessoa divulgou na sexta-feira (31) que
realizou uma inspeção no local. Segundo o juiz Antônio Carneiro de Paiva
Júnior, será tentada uma solução consensual entre as partes.
A visita à área aconteceu na quinta-feira (30). O terreno seria
destinado à construção de casas do programa federal Minha Casa, Minha
Vida, no Bairro Mangabeira. O governo estadual entrou com ação com
pedido liminar para a reintegração de posse da área ocupada
irregularmente.
No local, o judiciário encontrou famílias vivendo em barracos de
plástico e madeira, com crianças e idosos. A área é considerada de
risco, segundo o magistrado. Acompanharam a visita o promotor Luiz
Urquiza e policiais militares do 5º Batalhão da Polícia Militar.
"Segundo dados da Polícia Militar, trata-se de uma área de muitas
ocorrências policiais e de grande risco, tendo sido montada uma operação
especial para que a inspeção judicial ocorresse", explicou o juiz.
Ele afirmou que haverá uma audiência de conciliação envolvendo
representantes do Governo do Estado e dos invasores, visando uma solução
pacífica para o impasse. "Em razão do alto grau de conflituosidade
social, envolvendo minorias altamente vulneráveis, vamos tentar uma
solução consensual, onde os interesses de todos os envolvidos sejam
considerados e, ao final, seja resolvida a demanda de forma amigável,
sem necessidade de uma sentença judicial, contribuindo com a cultura de
paz social", concluiu Paiva Júnior.
Playgrounds depredados, pichações e formação de matagais são realidade desses locais.
Artur Lira
Criadas para oferecer lazer, as praças públicas de Campina Grande tornam-se, a cada dia, local de medo para a população.
Pouca iluminação, formação de matagais, playgrounds depredados e o
lixo retratam a situação de abandono. Esta realidade atinge grande parte
das praças da cidade, que também estão servindo de abrigo para
moradores de rua, esconderijo para marginais e pontos de venda e consumo
de drogas. Em alguns bairros, casais utilizam as praças como motéis a
céu aberto.
A situação de perigo não está apenas nos bairros periféricos de
Campina Grande. Até mesmo no Centro da cidade os problemas podem ser
encontrados. Além da infraestrutura, a insegurança é o que tem mais
preocupado a população.
Na praça da Bandeira, por exemplo, o alvo dos bandidos são as paradas
de ônibus. Eles aproveitam os momento em que trabalhadores e estudantes
esperam o coletivo para realizarem pequenos roubos e furtos.
Na praça Clementino Procópio, a situação é mais delicada. Há muito
tempo o local tornou-se abrigo para moradores de rua e adolescentes que
fugiram de suas casas. Vários dependentes químicos também passam o dia
inalando sustâncias como tiner e cola de sapateiro. Os comerciantes que
trabalham nas galerias da praça estão sofrendo as consequências da
violência no local.
O comerciante Edvaldo Inácio Oliveira, 56 anos, possui uma lanchonete
na praça Clementino Procópio e relatou que, devido à insegurança, os
clientes estão deixando de frequentar o local.
Segundo ele, os bandidos aproveitam para roubar pessoas que passam
desacompanhadas pela praça ou em situação de descuido, mas grande parte
dos assaltos acontecem nos banheiros.
“Os marginais aproveitam o momento em que mulheres e idosos vão aos
banheiros da praça e realizam os assaltos. Eles não querem nem saber se o
banheiro é feminino ou masculino e entram anunciando os assaltos,
geralmente usando facas. Às vezes, clientes nossos estão lanchado e
eles passam correndo e furtam bolsas, celulares e carteiras”, disse o
comerciante.
Na praça Professor Chico Colares, no Conjunto dos Professores, no
bairro Universitário, na zona Oeste de Campina Grande, a situação de
abandono é mais delicada.
O local possui uma área de 23,4 mil metros quadrados, onde o matagal
toma conta de toda sua extensão. Ainda é possível ver um piso de uma
antiga quadra esportiva.
Os moradores vivem uma rotina de medo e evitam ficar em frente às
residências. Durante à noite, os bandidos se escondem no matagal e
esperam as vítimas passarem. Segundo os moradores, alguns casais param
veículos e utilizam a praça como motel.
O engenheiro mecânico aposentado, José da Silva Quirino, 81 anos, e
há 20 anos mora na rua José Gonçalves de Melo, em frente à praça. Sem
ações da prefeitura, há 15 anos, ele começou a plantar árvores na praça e
criou um espaço para passarinhos, onde todos os dias coloca água e
comida. Segundo ele é lamentável que uma área tão grande não seja
aproveitada.
“Temos aqui um espaço riquíssimo que nunca foi aproveitado. A praça
possui uma grande área verde, onde poderia ser feita uma praça com um
grande jardim, aproveitando essas árvores que formam boas sombras. Seria
um ótimo espaço para programas em família e piqueniques”, contou ele.
(Especial para o JP)
Defesa Civil fez ação em uma das 31 áreas de risco da capital.
Moradores foram transferidos para conjunto ou estão recebendo auxílio.
Do G1 PB
Sessenta casas começaram a ser demolidas por estarem em uma área de
risco de desabamento, em uma comunidade no bairro do Padre Zé, em João Pessoa. A ação, coordenada pela Defesa Civil da Paraíba, teve início na manhã desta terça-feira (2) e deve ser finalizada ainda hoje.
A Defesa Civil informou que os moradores da comunidade do Gadanho foram
transferidos para um conjunto residencial, entregue pela Prefeitura de
João Pessoa, ou estão recebendo algum auxílio aluguel. A comunidade se
encontra em uma das 31 áreas de risco da Região Metropolitana da capital
paraibana.
Com o período das chuvas, o risco de desabamento aumenta nas áreas de
risco e, por isso, a Defesa Civil se antecipou às chuvas para evitar os
futuros acidentes. A previsão meteorológica é de um mês de julho
chuvoso na Grande João Pessoa.
Barreira deslizou sobre trecho da BR-230 que precisou ser interditado. Defesa Civil já atendeu chamados em vários bairros da capital.
Do G1 PB
Barreira
deslizou sobre um trecho da BR-230, que precisou ser interditado pela
Polícia Rodoviária Federal (Foto: Walter Paparazzo/G1)
As chuvas que caíram durante a noite deste sábado (8) e toda a madrugada do domingo (9) em João Pessoa
deixou ruas alagadas e diversas ocorrências foram registradas pela
Defesa Civil em vários pontos da capital paraibana. Uma barreira
desmoronou sobre um trecho da BR-230, que fica próximo ao bairro do
Castelo Branco, e uma faixa da via foi interditada pela Polícia
Rodoviária Federal. No Centro da cidade, uma infiltração fez uma das
paredes de um viaduto cair, espalhando destroços pela avenida.
Segundo o superintendente da Emlur, Anselmo Castilho, o desmoronamento
no viaduto Dorgival Terceiro Neto, que fica no Centro de João Pessoa,
próximo ao Shopping Popular Terceirão, aconteceu porque a água da chuva
se acumulou em um banheiro desativado que fica na parte de baixo e a
parede, que não tinha fendas para o escoamento da água não suportou a
pressão e desabou.
Nenhum veículo foi atingido pelos destroços; equipes da Emlur e da
Defesa Civil foram deslocadas até o local para retirar os escombros que
ficaram espalhados por toda a avenida que dá acesso ao Terminal de
Integração e Rodoviária. De acordo com a Defesa Civil a estrutura do
viaduto não ficou comprometida.
O coordenador da Defesa Civil em João Pessoa, Noé Estrela, informou que
durante a manhã deste domingo foram atendidos chamados no Bairro São
José por causa do aumento no volume das águas do rio, que invadiu
residências. Outras ocorrências foram atendidas nos bairros do Roger,
Jardim 13 de Maio, Comunidade do Timbó e Padre Zé, onde casas ficaram
comprometidas com a queda de muros de contenção e deslizamento de
barreiras. Algumas famílias precisaram ser removidas.
Já em um trecho da BR-230, uma barreira deslizou e uma faixa da via
precisou ser interditada pela Polícia Rodoviária Federal. O trecho fica
próximo a Comunidade Santa Clara, no Castelo Branco. Segundo Noé
Estrela, a faixa deverá ficar interditada até que as chuvas diminuam e
providências possam ser adotadas para resolver o problema na área. A
retirada das famílias que vivem mais próximo à barreira e a construção
de um muro de contenção podem ser algumas das alternativas, de acordo
com Estrela, mas essas medidas ainda serão discutidas pela Defesa Civil
municipal.
Ruas no bairro das Indústrias ficaram alagadas e condutores precisaram redobrar a atenção (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Noé Estrela disse ainda que a Defesa Civil está em alerta monitorando
as 31 áreas consideradas de risco, com uma atenção especial às
comunidades ribeirinhas, a exemplo da Padre Hildon Bandeira, Porto do
Capim, Chatuba, São José e São Rafael e reforçou que em caso de
ocorrência a população deve ligar para a Linha Direta 0800 285 9020, que
funciona 24 horas. A partir do registro, a equipe viabiliza a visita ao
local e os procedimentos adequados, da interdição até a remoção de
famílias, a serem tomados pela Prefeitura Municipal de João Pessoa.
Demolições estão sendo realizadas na comunidade Saturnino de Brito, localizada no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa.
Francisco FrançaMoradores da comunidade se mostraram insatisfeitos com a decisão da prefeitura de João Pessoa
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano
(Sedurb) termina na próxima segunda-feira, dia 10, as demolições de
casas que estão sendo realizadas na comunidade Saturnino de Brito,
localizada no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. Desde a semana
passada, a ação está ocorrendo no local e obedece às determinações da
Defesa Civil, que encontrou irregularidades e constatou que as
construções estavam em áreas de risco. Até o momento, sessenta e sete
imóveis foram demolidos.
Moradores da comunidade se mostraram insatisfeitos com a decisão da
prefeitura de João Pessoa, que solicitou o esvaziamento do local. “A
prefeitura nos deu um auxílio aluguel de R$ 200 para sairmos daqui, mas
isso é muito pouco. As casas que encontramos têm valor mais alto”,
reclamou a dona de casa Cristiane Avelino da Silva.
Cristiane contou ainda que desde o dia 23 do mês passado está morando
numa casa alugada nas Trincheiras, mas que o aluguel custa R$ 230. “Não
trabalho e meu marido está desempregado, só faz bico. Recebo R$ 102 do
Bolsa Família”, disse.
Outro morador que se mostrou incomodado com a situação é o agente de
limpeza Paulo Francisco da Costa. “Minha casa estava sem nenhuma
rachadura, tinha feito uma reforma e mesmo assim derrubaram. Agora estou
morando no Renascer e pagando cerca de R$ 300”, relatou.
A esposa de Paulo Francisco, Maria do Carmo, disse que a solução
seria que a prefeitura desse uma casa a cada morador. “Queremos uma
casa”, afirmou.
A Secretaria de Habitação, através da assessoria de comunicação,
garantiu que as famílias vão receber as casas. “O governo pretende,
através da Sedes, construir quatrocentas casas na região, mas precisa
cuidar primeiro da parte de infraestrutura. Só depois do trabalho
inicial de demolição é que podemos começar a construção das novas
moradias”, explicou. “Essa é uma questão momentânea, todas as famílias
já estão cadastradas para essas novas casas”, acrescentou.