Mostrando postagens com marcador Área de Risco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Área de Risco. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Sinalização de áreas de risco no litoral da PB é institucionalizada

Lei foi sancionada pelo governador Ricardo Coutinho nesta quarta-feira (19).

Por G1 PB

Sinalização vai ser mais ampla que a balneabilidade, incluindo profundidade, o movimento e a força das marés (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Sinalização vai ser mais ampla que a balneabilidade, incluindo profundidade,
o movimento e a força das marés (Foto: Krystine Carneiro/G1)

A campanha de sinalização de áreas de risco aos banhistas, turistas e pescadores no litoral paraibano passa a ser uma ação institucionalizada, que deve ser sempre cumprida pelo governo, independentemente do grupo político. A medida entra em vigor nesta quarta-feira (19) após sanção do governador Ricardo Coutinho e publicação da medida no Diário Oficial do Estado.

Além da institucionalização, o texto prevê que o governo do estado feche parcerias para dar cumprimento à determinação. "O poder público poderá conveniar com a União, os Municípios e Entidades de Preservação Ambiental, no sentido de sinalizarem as referidas áreas de risco dentro de suas competências territoriais", diz a lei.

A lei regulamenta ainda que o alerta deve ser feito e exposto "em placas e cartazes, indicando a profundidade, o movimento e a força das correntes marinhas".


sábado, 14 de junho de 2014

População reclama de projeto de urbanização

Segundo moradores do Saturnino de Brito argumento da PMJP para ter autorização judicial de demolir as casas não condiz com realidade.


 

Rizemberg Felipe
Na comunidade existem cerca de 1.200 famílias, sendo que 86 já saíram do local, por terem suas casas demolidas
Os moradores da comunidade Saturnino de Brito, no bairro do Jaguaribe, em João Pessoa, estão insatisfeitos com o projeto de urbanização da área, devido à demolição das casas. Eles alegam que não querem sair da moradia própria para viver em imóveis alugados e que o argumento utilizado pela prefeitura para ter a autorização judicial de demolir as residências não condiz com a realidade. Os moradores ainda denunciam que o auxílio-aluguel, pago pela Prefeitura (R$ 200), é incompatível com o valor dos imóveis disponíveis para este fim.
 

Na comunidade existem cerca de 1.200 famílias, sendo que 86 já saíram do local, por terem suas casas demolidas, como parte do projeto de urbanização, iniciado em abril do ano passado e previsão de término para outubro de 2015. O valor do investimento da obra é superior a R$ 24,6 milhões, segundo a Secretaria Municipal de Habitação Social (Semhab).

O líder comunitário Marcos de Souza disse que os moradores não são contra a urbanização da comunidade, apenas não aceitam o argumento utilizado pela prefeitura para ganhar o direito judicial de demolir as casas, bem como a determinação de desocupar a área para morar de aluguel.

“A prefeitura alegou que vivemos em situações de extrema pobreza e insalubridade, em barracos feitos de restos de material, o que não é verdade. Como se pode ver, todas as casas são de alvenaria, bem estruturadas e há inclusive imóveis com primeiro andar. Queremos que se convença a Justiça com a verdade e não com mentira, como fez a prefeitura”, afirmou.

“Além disso, não aceitamos deixar nossas casas próprias para viver de aluguel. Se tem que sair, que seja de nossa casa para nossa casa, de modo que a prefeitura nos indenize para comprar um imóvel em outro lugar, ou nos dê moradias próprias. Não aceitamos auxílio-aluguel”, declarou.

Já o eletricista Cláudio Amanso, 41 anos, ressaltou que o valor de R$ 200 (auxílio-aluguel), disponibilizado pela prefeitura é incompatível com o preço de mercado, obrigando o morador a desembolsar o restante do valor para pagar o aluguel. “Não queremos atrapalhar a obra, mas que seja feita de forma justa, nos acomodando em um lugar próprio. Esse auxílio-aluguel é muito baixo, teremos que completar, e muita gente aqui, assim como eu, não possui renda fixa, o que ganhamos é para nos alimentar. Como teremos dinheiro para pagar aluguel?”, questionou.

Conforme o secretário adjunto de Habilitação Social da capital, José Mariz, as famílias retiradas da área de risco – encosta sujeita a desmoronamentos em épocas de chuvas – serão relocadas para terreno próximo às antigas moradias, dentro da própria comunidade.

“O projeto prevê a construção de 400 unidades habitacionais, comércios e centro comunitário. Assim como urbanismo, com recuperação ambiental, áreas verdes, ciclovia, pavimentação e toda a infraestrutura necessária para contemplar as 1.292 famílias beneficiadas direta e indiretamente com a urbanização do espaço”, garantiu, acrescentando que a obra está prevista para terminar no final de 2015.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Prefeitura de João Pessoa derruba casas localizadas em áreas de risco

20/05/2014 21h37 - Atualizado em 20/05/2014 21h37 

Casas foram demolidas nesta terça-feira (20) no bairro São José.
Pelo menos 12 famílias tiveram que deixar os locais.
 
Do G1 PB com TV Cabo Branco
 

A Prefeitura de João Pessoa começou nesta terça-feira (20) a desocupação e a demolição de algumas casas situadas em áreas de risco no bairro São José, que fica na Zona Leste da capital paraibana.

Pelo menos 12 famílias tiveram que sair das suas casas na operação realizada nesta terça.

Uma das moradoras que precisou deixar a casa onde viveu durante 13 anos, foi a doméstica Maria das Graças, que há três meses recebeu a notícia de que teria que deixar o imóvel. Segundo Maria,  por causa dos constantes alagamentos parte da mobília da casa era de cimento e outros móveis precisavam ficar suspensos, para evitar danos.

"A água dava no joelho, sofá eu tinha de cimento, o  guarda-roupa também. A geladeira, eu já tinha até um equipamentozinho para colocar ela em cima porque não tinha condições. Agora eu aluguei uma quitinete, eu prefiro, é melhor que ficar na água", disse.
O trabalho faz parte de um projeto da Defesa Civil da capital para evitar riscos em áreas mais afetadas com as chuvas. Os moradores que tiveram as casas demolidas recebem um auxílio-aluguel no valor de R$ 200 mensais e são cadastradas na Secretaria de Habitação, como prioritários para receber novas casas entregues em programas sociais da prefeitura.

"A prefeitura oferece esse benefício para a pessoa que é o auxílio aluguel, nós também oferecemos a questão do transporte dos móveis e toda a estrutura que for necessária para as famílias a gente está oferecendo. A medida que nós vamos retirando, vamos também procurando demolir as residências para que não haja uma nova ocupação", explicou Noé Estrela, coordenador da Defesa Civil de João Pessoa.


 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Chuva causa queda de árvore em João Pessoa

Além da queda de uma árvore, que interditou a principal via de acesso do bairros do Bancários, foram identificados pontos de alagamento.
Kleide Teixeira
Segundo a Semam, árvore ficou com a copa pesada por conta das chuvas e caiu
As chuvas causaram transtornos a moradores de João Pessoa ontem. Houve pontos de alagamentos, queda de uma árvore e congestionamento. Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), uma umidade vinda do Oceano Atlântico apressou a ocorrência de chuvas que estavam previstas para abril. Até as 18h de ontem, choveu 33,8 milímetros na capital, segundo a meteorologista da Aesa, Marlei Bandeira.
 
Apesar de considerar a quantidade pequena, Marlei Bandeira informou que as chuvas causaram problemas porque foram intensas e caíram, de uma só vez, em um curto espaço de tempo.

“Não houve chuvas durante esse período todo. Houve momentos de sol e de chuva intensa. São chuvas rápidas e intensas, não dá tempo da água escoar e, por isso, ocorrem problemas urbanos. São chuvas por ocasião. Isso ocorreu por conta de uma umidade muito forte que está vindo do Oceano Atlântico em direção à costa oeste (do Brasil)”, explicou.

Ainda de acordo com a especialista, a previsão é que o tempo não seja alterado nos próximos dias na Paraíba. Ela explicou que as regiões do Litoral e do Brejo, como estão sendo mais atingidas pela umidade do oceano, deverão registrar altos índices pluviométricos ainda hoje. Já no Cariri, Curimataú e Sertão também deverá chover, mas em menor intensidade.

Em João Pessoa, enquanto chovia ontem, uma árvore da espécie “leucena”, com cerca de 15 metros de altura, desabou sobre a rua, no começo da tarde. O caso ocorreu no bairro dos Bancários, próximo a um girador que dá acesso ao campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Segundo o chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa, Anderson Fontes, a árvore que caiu não estava infectada por cupins. No entanto, ela veio abaixo porque a copa ficou pesada com a força das águas. Por precaução, outras duas árvores da mesma espécie e que estavam na mesma área também foram removidas pelas equipes da prefeitura.

“Vamos podar outras árvores daquela região, a partir de segunda-feira. Os estragos não foram maiores por conta dos serviços preventivos que foram realizados ao longo de 2013.

Fizemos um trabalho de podas e de tratamento de cupins em árvores da cidade, para evitar quedas durante as chuvas. Tratamos 1.250 árvores. Em 2014, serão 1.500” disse Fontes.

ÁREAS DE RISCO
Por conta das chuvas, técnicos da Defesa Civil de João Pessoa vistoriaram algumas das 31 áreas de risco que existem na cidade. Mas, não houve nenhum chamado urgente. As inspeções foram preventivas, como explicou o coordenador do serviço, Francisco Noé Estrela.

“O nosso cuidado é permanente. A Aesa nos aciona quando há previsão de chuva forte e deixamos nossas equipes em alerta, principalmente com as comunidades do São José (em Manaíra) e do Tito Silva (Castelo Branco). Mas como as chuvas foram rápidas, não houve ocorrências”.

Já no trânsito, houve congestionamentos. Trechos da BR 230, da avenida Pedro II, por exemplo, precisaram se transitados com cautela. “Eu gasto em média 15 minutos para chegar ao trabalho. Hoje, foram 30 minutos, porque os carros estavam parados na rodovia. Era muita água”, disse o barman Martinho Barbosa.


 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Chuva preocupa quem mora em área de risco

Tempo nublado e início das chuvas causam preocupação em moradores do Timbó e do Bairro São José, áreas consideradas de risco. 


  

Francisco França
Moradores enfrentam a água suja e os insetos que invadem as casas durante o período chuvoso
É só o céu ficar nublado para a dona de casa Rosa de Lourdes de Oliveira ficar com medo de que a casa onde mora, na comunidade do Timbó, em João Pessoa, volte a ser invadida pela água do rio que passa pelo local. A preocupação da moradora é a mesma de outras pessoas que vivem nas áreas consideradas de risco, na capital, já que desde a última sexta-feira, a ocorrência de chuvas tem sido frequente no Litoral paraibano e a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é que as precipitações continuem ao longo desta semana na região.
 

Para hoje, a previsão do Inmet é de ocorrência de chuvas isoladas durante todo o dia na capital. No Timbó, 136 famílias foram beneficiadas com moradias em condomínio popular. Mas, outras dezenas têm a esperança de conseguir um imóvel em um local seguro.
 
A casa de Rosa de Lourdes está localizada bem próxima ao rio Timbó. Ela conta que além da água suja, ratos e insetos invadem a residência constantemente e bastou as poucas chuvas dos últimos dias para que o piso ficasse encharcado pelas infiltrações.

“Na minha casa a água entra por baixo do chão. Moro aqui com duas crianças e vejo a hora as paredes caírem por cima da gente. No ano passado, o pessoal da prefeitura me cadastrou, mas até hoje não recebi nada e estou na mesma situação”, lamentou a dona de casa.
 
A mesma situação de risco é a da família da catadora Ângela Lorentino. Além da proximidade com o rio Timbó, a casa onde ela mora fica em frente a uma galeria, que está sem cobertura, oferecendo risco principalmente às crianças que passam pelo local. Parte da galeria não foi coberta pelas placas e o esgoto correndo a céu aberto atrai insetos para as residências. “O pessoal da prefeitura começou a tapar a galeria, mas não terminaram. Faz mais de um mês que está assim, tudo aberto.
 
De lá para cá, crianças, idosos e outras pessoas que passavam por aqui caíram nesse esgoto”, denunciou.
 
No bairro São José o clima de tensão entre os moradores que ainda estão nas residências às margens do rio Jaguaribe não é diferente. Os moradores contam que a limpeza do rio é feita com regularidade, mas muitos que foram cadastrados para deixar as casas e ir para o auxílio aluguel ainda não foram contemplados com o benefício.
 
A aposentada Maria Lúcia Matias, moradora do bairro há mais de 30 anos, desde o ano passado não consegue deixar a casa arrumada. Temendo uma nova inundação na casa onde mora, ela deixa os móveis suspensos, roupas e objetos menores empacotados. Quando começam as chuvas, ela não consegue ficar tranquila em casa.
 
“Nas chuvas do ano passado, a água do rio entrou na minha casa e entrou cobra, sapo, rato. Foi uma imundície. Também perdi móveis e um microondas”, lembra Maria Lúcia. A moradora relata ainda que foi cadastrada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) para receber o auxílio aluguel e gostaria de deixar a casa na área de risco, mas o benefício ainda não foi concedido.
 
MORADORES RECLAMAM DE APARTAMENTOS
Outros moradores da comunidade do Timbó, nos Bancários, reclamam que alguns apartamentos do condomínio popular foram entregues com a obra inacabada, como falta de encanação para esgotamento sanitário e instalação de portas, além do calçamento das ruas, que não foi concluído.
 
A dona de casa Ana Maria da Silva conta foi contemplada com um dos apartamentos há três meses. Ela conta que há cerca de um mês, as telhas já apresentaram problemas de rachaduras e com as últimas chuvas, a água infiltrou as paredes e parte da laje. Outro problema apontado por ela é a falta de calçamento na maior parte das ruas do condomínio e um outro trecho para escoamento da água que oferece risco de acidentes para as crianças. “Esse buraco aqui é um perigo grande para as crianças, porque não tem nenhuma proteção. Semana passada mesmo, um menino caiu aqui e quebrou o braço. Quando começar o inverno mesmo vai ficar mais perigoso”, disse a moradora.

A sogra de Betânia da Silva também recebeu um apartamento, porém o banheiro da residência não estava com o sistema de encanação completo e os quartos estão sem portas. “O pessoal da prefeitura que estava trabalhando aqui disse que não vão colocar as portas e que os moradores é quem tem que consertar o que estiver faltando”, lamentou.
 
Por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), o secretário Ronaldo Guerra explicou sobre o calçamento. Segundo o órgão, projeto está no momento passando por retificação para que seja dada continuidade à obra.
 
Enquanto isso, a secretária de Habitação do município, Socorro Gadelha, garantiu que o condomínio do Timbó foi entregue aos moradores em bom estado. “Entregamos com todos os ajustes.
 
Fizemos inclusive a vistoria com os moradores que assinaram reforçando que estava tudo certo”, lembrou. “O muro de contenção também está pronto. Estamos apenas terminando uma pequena parte da pavimentação, que devemos concluir em até 20 dias e não afeta em nada a segurança do condomínio”, completou.
 
Ainda de acordo com Socorro Gadelha, há outros projetos estão em andamento e o foco das ações da secretaria são as áreas de risco. “Estamos construindo o muro de contenção da Saturnino de Brito. Depois, construiremos as 400 unidades (habitacionais)”, disse.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Governo quer reintegração de posse de terreno invadido em João Pessoa


01/02/2014 12h27 - Atualizado em 01/02/2014 12h27 

Local abriga 200 famílias por trás do Centro de Convenções.
Justiça inspecionou área para propor solução consensual.
 
Do G1 PB
 
 
Invasão por trás do Centro de Conveções de João Pessoa (Foto: Antônio Carneiro/TJ-PB)
Invasão por trás do Centro de Conveções de João Pessoa
(Foto: Antônio Carneiro/TJ-PB)

Após um pedido de reintegração de posse na justiça, impetrado pelo Governo da Paraíba, de um terreno invadido por mais de 200 famílias atrás do Centro de Convenções de João Pessoa, a 4ª Vara da Fazenda de João Pessoa divulgou na sexta-feira (31) que realizou uma inspeção no local. Segundo o juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, será tentada uma solução consensual entre as partes.

A visita à área aconteceu na quinta-feira (30). O terreno seria destinado à construção de casas do programa federal Minha Casa, Minha Vida, no Bairro Mangabeira. O governo estadual entrou com ação com pedido liminar para a reintegração de posse da área ocupada irregularmente.
 
No local, o judiciário encontrou famílias vivendo em barracos de plástico e madeira, com crianças e idosos. A área é considerada de risco, segundo o magistrado. Acompanharam a visita o promotor Luiz Urquiza e policiais militares do 5º Batalhão da Polícia Militar.
 
"Segundo dados da Polícia Militar, trata-se de uma área de muitas ocorrências policiais e de grande risco, tendo sido montada uma operação especial para que a inspeção judicial ocorresse", explicou o juiz.
 
Ele afirmou que haverá uma audiência de conciliação envolvendo representantes do Governo do Estado e dos invasores, visando uma solução pacífica para o impasse. "Em razão do alto grau de conflituosidade social, envolvendo minorias altamente vulneráveis, vamos tentar uma solução consensual, onde os interesses de todos os envolvidos sejam considerados e, ao final, seja resolvida a demanda de forma amigável, sem necessidade de uma sentença judicial, contribuindo com a cultura de paz social", concluiu Paiva Júnior.
 
 
Fonte
 
 
 

domingo, 25 de agosto de 2013

Praças em situação de abandono em CG

Playgrounds depredados, pichações e formação de matagais são realidade desses locais.
 

  

 
Criadas para oferecer lazer, as praças públicas de Campina Grande tornam-se, a cada dia, local de medo para a população.
 
Pouca iluminação, formação de matagais, playgrounds depredados e o lixo retratam a situação de abandono. Esta realidade atinge grande parte das praças da cidade, que também estão servindo de abrigo para moradores de rua, esconderijo para marginais e pontos de venda e consumo de drogas. Em alguns bairros, casais utilizam as praças como motéis a céu aberto.

A situação de perigo não está apenas nos bairros periféricos de Campina Grande. Até mesmo no Centro da cidade os problemas podem ser encontrados. Além da infraestrutura, a insegurança é o que tem mais preocupado a população.

Na praça da Bandeira, por exemplo, o alvo dos bandidos são as paradas de ônibus. Eles aproveitam os momento em que trabalhadores e estudantes esperam o coletivo para realizarem pequenos roubos e furtos.

Na praça Clementino Procópio, a situação é mais delicada. Há muito tempo o local tornou-se abrigo para moradores de rua e adolescentes que fugiram de suas casas. Vários dependentes químicos também passam o dia inalando sustâncias como tiner e cola de sapateiro. Os comerciantes que trabalham nas galerias da praça estão sofrendo as consequências da violência no local.

O comerciante Edvaldo Inácio Oliveira, 56 anos, possui uma lanchonete na praça Clementino Procópio e relatou que, devido à insegurança, os clientes estão deixando de frequentar o local.

Segundo ele, os bandidos aproveitam para roubar pessoas que passam desacompanhadas pela praça ou em situação de descuido, mas grande parte dos assaltos acontecem nos banheiros.

“Os marginais aproveitam o momento em que mulheres e idosos vão aos banheiros da praça e realizam os assaltos. Eles não querem nem saber se o banheiro é feminino ou masculino e entram anunciando os assaltos, geralmente usando facas. Às vezes, clientes nossos estão lanchado e eles passam correndo e furtam bolsas, celulares e carteiras”, disse o comerciante.

Na praça Professor Chico Colares, no Conjunto dos Professores, no bairro Universitário, na zona Oeste de Campina Grande, a situação de abandono é mais delicada.

O local possui uma área de 23,4 mil metros quadrados, onde o matagal toma conta de toda sua extensão. Ainda é possível ver um piso de uma antiga quadra esportiva.

Os moradores vivem uma rotina de medo e evitam ficar em frente às residências. Durante à noite, os bandidos se escondem no matagal e esperam as vítimas passarem. Segundo os moradores, alguns casais param veículos e utilizam a praça como motel.

O engenheiro mecânico aposentado, José da Silva Quirino, 81 anos, e há 20 anos mora na rua José Gonçalves de Melo, em frente à praça. Sem ações da prefeitura, há 15 anos, ele começou a plantar árvores na praça e criou um espaço para passarinhos, onde todos os dias coloca água e comida. Segundo ele é lamentável que uma área tão grande não seja aproveitada.

“Temos aqui um espaço riquíssimo que nunca foi aproveitado. A praça possui uma grande área verde, onde poderia ser feita uma praça com um grande jardim, aproveitando essas árvores que formam boas sombras. Seria um ótimo espaço para programas em família e piqueniques”, contou ele. (Especial para o JP)



quarta-feira, 3 de julho de 2013

Casas com risco de desabamento são demolidas em João Pessoa

02/07/2013 15h27 - Atualizado em 02/07/2013 15h27 

Defesa Civil fez ação em uma das 31 áreas de risco da capital.
Moradores foram transferidos para conjunto ou estão recebendo auxílio.
 
Do G1 PB
 
 

Sessenta casas começaram a ser demolidas por estarem em uma área de risco de desabamento, em uma comunidade no bairro do Padre Zé, em João Pessoa. A ação, coordenada pela Defesa Civil da Paraíba, teve início na manhã desta terça-feira (2) e deve ser finalizada ainda hoje.

A Defesa Civil informou que os moradores da comunidade do Gadanho foram transferidos para um conjunto residencial, entregue pela Prefeitura de João Pessoa, ou estão recebendo algum auxílio aluguel. A comunidade se encontra em uma das 31 áreas de risco da Região Metropolitana da capital paraibana.

Com o período das chuvas, o risco de desabamento aumenta nas áreas de risco e, por isso, a Defesa Civil se antecipou às chuvas para evitar os futuros acidentes. A previsão meteorológica  é de um mês de julho chuvoso na Grande João Pessoa.



terça-feira, 11 de junho de 2013

Chuvas alagam ruas e causam transtornos em João Pessoa

09/06/2013 16h13 - Atualizado em 09/06/2013 16h26

Barreira deslizou sobre trecho da BR-230 que precisou ser interditado.
Defesa Civil já atendeu chamados em vários bairros da capital.
 
Do G1 PB
 
 
 
Barreira deslizou sobre um trecho da BR-230, que precisou ser interditado pela Polícia Rodoviária Federal (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Barreira deslizou sobre um trecho da BR-230, que precisou ser
interditado pela Polícia Rodoviária Federal
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
As chuvas que caíram durante a noite deste sábado (8) e toda a madrugada do domingo (9) em João Pessoa deixou ruas alagadas e diversas ocorrências foram registradas pela Defesa Civil em vários pontos da capital paraibana. Uma barreira desmoronou sobre um trecho da BR-230, que fica próximo ao bairro do Castelo Branco, e uma faixa da via foi interditada pela Polícia Rodoviária Federal. No Centro da cidade, uma infiltração fez uma das paredes de um viaduto cair, espalhando destroços pela avenida.
 
Segundo o superintendente da Emlur, Anselmo Castilho, o desmoronamento no viaduto Dorgival Terceiro Neto, que fica no Centro de João Pessoa, próximo ao Shopping Popular Terceirão, aconteceu porque a água da chuva se acumulou em um banheiro desativado que fica na parte de baixo e a parede, que não tinha fendas para o escoamento da água não suportou a pressão e desabou.
Nenhum veículo foi atingido pelos destroços; equipes da Emlur e da Defesa Civil foram deslocadas até o local para retirar os escombros que ficaram espalhados por toda a avenida que dá acesso ao Terminal de Integração e Rodoviária. De acordo com a Defesa Civil a estrutura do viaduto não ficou comprometida.
 
O coordenador da Defesa Civil em João Pessoa, Noé Estrela, informou que durante a manhã deste domingo foram atendidos chamados no Bairro São José por causa do aumento no volume das águas do rio, que invadiu residências. Outras ocorrências foram atendidas nos bairros do Roger, Jardim 13 de Maio, Comunidade do Timbó e Padre Zé, onde casas ficaram comprometidas com a queda de muros de contenção e deslizamento de barreiras. Algumas famílias precisaram ser removidas.
 
Já em um trecho da BR-230, uma barreira deslizou e uma faixa da via precisou ser interditada pela Polícia Rodoviária Federal. O trecho fica próximo a Comunidade Santa Clara, no Castelo Branco. Segundo Noé Estrela, a faixa deverá ficar interditada até que as chuvas diminuam e providências possam ser adotadas para resolver o problema na área. A retirada das famílias que vivem mais próximo à barreira e a construção de um muro de contenção podem ser algumas das alternativas, de acordo com Estrela, mas essas medidas ainda serão discutidas pela Defesa Civil municipal.

Ruas no bairro das Indústrias ficaram alagadas e condutores precisaram redobrar a atenção (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Ruas no bairro das Indústrias ficaram alagadas e condutores
precisaram redobrar a atenção (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Noé Estrela disse ainda que a Defesa Civil está em alerta monitorando as 31 áreas consideradas de risco, com uma atenção especial às comunidades ribeirinhas, a exemplo da Padre Hildon Bandeira, Porto do Capim, Chatuba, São José e São Rafael e reforçou que em caso de ocorrência a população deve ligar para a Linha Direta 0800 285 9020, que funciona 24 horas. A partir do registro, a equipe viabiliza a visita ao local e os procedimentos adequados, da interdição até a remoção de famílias, a serem tomados pela Prefeitura Municipal de João Pessoa.

Fonte

 

sábado, 8 de junho de 2013

Casas demolidas em Jaguaribe

Demolições estão sendo realizadas na comunidade Saturnino de Brito, localizada no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa.


 
Francisco França
Moradores da comunidade se mostraram insatisfeitos com a decisão da prefeitura de João Pessoa
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) termina na próxima segunda-feira, dia 10, as demolições de casas que estão sendo realizadas na comunidade Saturnino de Brito, localizada no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. Desde a semana passada, a ação está ocorrendo no local e obedece às determinações da Defesa Civil, que encontrou irregularidades e constatou que as construções estavam em áreas de risco. Até o momento, sessenta e sete imóveis foram demolidos.

Moradores da comunidade se mostraram insatisfeitos com a decisão da prefeitura de João Pessoa, que solicitou o esvaziamento do local. “A prefeitura nos deu um auxílio aluguel de R$ 200 para sairmos daqui, mas isso é muito pouco. As casas que encontramos têm valor mais alto”, reclamou a dona de casa Cristiane Avelino da Silva.
 
Cristiane contou ainda que desde o dia 23 do mês passado está morando numa casa alugada nas Trincheiras, mas que o aluguel custa R$ 230. “Não trabalho e meu marido está desempregado, só faz bico. Recebo R$ 102 do Bolsa Família”, disse.
 
Outro morador que se mostrou incomodado com a situação é o agente de limpeza Paulo Francisco da Costa. “Minha casa estava sem nenhuma rachadura, tinha feito uma reforma e mesmo assim derrubaram. Agora estou morando no Renascer e pagando cerca de R$ 300”, relatou.
 
A esposa de Paulo Francisco, Maria do Carmo, disse que a solução seria que a prefeitura desse uma casa a cada morador. “Queremos uma casa”, afirmou.
 
A Secretaria de Habitação, através da assessoria de comunicação, garantiu que as famílias vão receber as casas. “O governo pretende, através da Sedes, construir quatrocentas casas na região, mas precisa cuidar primeiro da parte de infraestrutura. Só depois do trabalho inicial de demolição é que podemos começar a construção das novas moradias”, explicou. “Essa é uma questão momentânea, todas as famílias já estão cadastradas para essas novas casas”, acrescentou.