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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Centro de Zoonoses diagnostica 30 animais com leishmaniose em João Pessoa por mês

Doença não tem cura e orientação do Ministério da Saúde é sacrificar.
 
Por G1 Paraíba
 
Pelo menos 30 animais são infectados pela leishmaniose em João Pessoa
Pelo menos 30 animais são infectados pela leishmaniose em João Pessoa
 
 
Pelo menos 30 animais são infectados pela leishmaniose em João Pessoa todos os meses e a situação já é considerada crítica pelo Centro de Controle de Zoonoses. Mais conhecida como ‘calazar’, a doença visceral é transmitida pelo mosquito-palha e atinge mais os cães. 

Em algumas áreas da cidade, a situação é considerada endêmica, como Mangabeira, Valentina, Oitizeiro, Altiplano, Cabo Branco, Penha, Gramame e Bairro das Indústrias, onde a presença do mosquito é constante, segundo a médica veterinária Suely Ruth Silva. 

A testagem para diagnosticar a doença é oferecida gratuitamente no Centro de Zoonoses, mas o tratamento, que é considerado caro, não é oferecido na rede pública. O teste rápido deve ser feita antes do animal ser vacinado. A doença não tem cura e a recomendação do Ministério da Saúde é sacrificar o animal doente, mas muitos proprietários lutam para tratar seus animais. 


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Varredor de rua ganha direito a grau máximo de insalubridade, decide TRT-PB

Relator compreendeu que atividade de varrição é semelhante à de gari e, portanto, também tem contato com material insalubre.
 
Por G1 PB


Um ex-funcionário de uma empresa de limpeza urbana que exerceu a função de varredor em João Pessoa teve reconhecido o direito de receber a diferença do adicional de insalubridade em grau máximo após a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (TRT) manter a decisão da 8ª Vara do Trabalho da capital paraibana.

Segundo o órgão, a empresa havia recorrido da decisão pedindo para que o aumento do grau médio para máximo fosse julgado improcedente. A empregadora alegou haver diferença legal nas atividades de gari coletor e de varredor, e que não há previsão na Norma Regulamentadora 15 (NR15) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de que a varrição de vias públicas seja insalubre.

Segundo a norma, o adicional de insalubridade em grau máximo é devido apenas nas atividades que envolvem agentes biológicos nos trabalhos ou operações em contato permanente com lixo urbano. O entendimento do relator do processo, desembargador Edvaldo de Andrade, é de que o trabalhador que realiza o serviço de limpeza e varrição das ruas tem a saúde exposta não apenas pelo ato de varrer, mas por lidar diretamente com o lixo produzido no ambiente de trabalho.

Para o desembargador, o trabalho de acomodar o lixo em embalagens para viabilizar a coleta pelos trabalhadores dos caminhões equipara-se ao trabalho de gari e que, portanto, “torna-se inócua a assertiva da recorrente de que a lei estabelece distinção entre as atividades de coleta de resíduos decorrentes do lixo doméstico (coleta) e o lixo originário da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas”.

A decisão foi feita com base no relatório de uma perícia, que constatou que o trabalhador teria direito ao adicional em grau máximo uma vez que desempenhava as atividades de varrição e capinação de ruas, trabalhando com participação ativa na coleta de lixo urbano.

Durante os exames periciais, o ex-funcionário da empresa explicou que havia um contato permanente com material insalubre ao juntar lixo descartado diretamente nas ruas ou espalhados ao redor dos pontos de lixo.
 
 
 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Operação 'estoura' olaria em Santa Rita estocando lixo hospitalar irregularmente

A investigação também envolve fraudes em licitações públicas, utilização de documentos falsos, desvio de recursos públicos, crimes ambientais e outras condutas criminosas

A investigação também envolve fraudes em licitações
públicas (Foto: Graça Macena)
Uma operação foi desencadeada pelo Ministério Público (GAECO) em conjunto com a Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (1º) em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, para investigar o descarte irregular de lixo hospitalar. O descarte irregular de lixo era feito pela empresa contratada como responsável pelo recolhimento dos resíduos.

O Portal ClickPB apurou que a Servlimp, empresa que fazia o descarte irregular do lixo hospitalar, presta serviço à prefeitura de Santa Rita e dezenas de outras prefeituras do interior do estado, de acordo com o delegado Lucas Sá. Quem primeiro denunciou o esquema da Prefeitura de Santa Rita com a Servlimp foi o presidente da Câmara Municipal, vereador Anésio Miranda, no mês de junho deste ano. 

O delegado Lucas Sá ainda destaca que a empresa “coletava lixos de grandes hospitais aqui em João Pessoa, hospitais públicos e privados também. Trazia os lixos para o depósito da empresa e também para a olaria”.

A Olaria Redenção, onde foi encontrado o lixo, fica localizada às margens do Rio Paraíba com toneladas de material descartado. O total de lixo acumulado no local ainda está sendo calculado, mas sabe-se que o depósito tem uma extensão de 70 metros.


A investigação também envolve fraudes em licitações públicas, utilização de documentos falsos, desvio de recursos públicos, crimes ambientais e outras condutas criminosas supostamente praticadas por empresas de serviços ambientais localizadas em Santa Rita e João Pessoa.


De acordo com o promotor Otávio Paulo Neto, a movimentação da empresa já vinha sendo acompanhada “e nós percebemos que essa empresa não vinha fazendo o descarte correto do lixo e que ela vinha acumulando esse lixo hospitalar nessa olaria”.
 
Este descarte irregular do lixo hospitalar no local apresenta um “risco epidemiológico descomunal para a população até porque a olaria fica nas margens do Rio Paraíba”, como explica o promotor.


Nesta primeira fase da Operação Descarte, segundo apurou o ClickPB, estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão deferidos pela Justiça Criminal de Santa Rita. Dois mandados devem ser cumpridos nas sedes das empresas localizadas em Santa Rita e João Pessoa, dois mandados nos endereços pessoais dos proprietários das empresas e um mandado ainda na sede de uma olaria localizada em Santa Rita.
 
No mês de junho o presidente da Câmara de Vereadores de Santa Rita, Anésio Miranda, denunciou a contratação da empresa de descarte de lixo com dispensa de licitação. Ele denunciou o esquema da Prefeitura de Santa Rita com a Servlimp, depois de deixar de pagar ao aterro sanitário que recebia o lixo anteriormente.  
 
"Fiz as denúncias na minha função de fiscalizar. A prefeitura estava cometendo crime ambiental, má versação do dinheiro público e pondo em risco a saúde pública", disse o vereador ao ClickPB, nesta quinta-feira, dia 1º.  
  

 

sábado, 2 de maio de 2015

Animais de rua doentes poderão ser mortos para proteger saúde pública na Paraíba

Alegação de especialistas em saúde pública é de que os cães e gatos que vivem nas ruas podem transmitir doenças que oferecem risco a saúde humana, como a raiva e o Calazar, que pode ser transmitida

Cidades | Em 01/05/15 às 13h12, atualizado em 01/05/15 às 13h30 | Por Halan Azevedo

  Alisson Correia
Prefeituras estudam situações
Prefeituras estudam situações
Os animais doentes que vivem abandonados e espalhados em ruas de cidades paraibanas poderão ter que ser sacrificados. As autoridades alegam que a medida é para proteger saúde pública, mas grupos de defesa de animais dizem que cidades do interior estariam armazenando cães em locais inadequados, sem estrutura mínima e defendem o controle populacional com medidas de castração.

A alegação de especialistas em saúde pública é de que os cães e gatos que vivem nas ruas podem transmitir doenças que oferecem risco a saúde humana, como a raiva e o calazar, que pode ser transmitida através de mosquitos infectados, que picam os animais doentes e podem passar a doença se entrarem em contato com a pele humana. A doença tem cura para os humanos, mas não para os animais.

A prefeitura do Município de Sumé, a 265 km de João Pessoa, é uma das cidades que vem se reunindo para tentar solucionar o problema. De acordo com o secretário de Saúde municipal, Antônio Carlos, existe uma estrutura local e a possibilidade de sacrifício de cães é levada em conta.

“Nós temos uma estrutura aqui na cidade e estamos tentando resolver a situação dos animais de rua. São muitos e temos que tomar providências porque é uma questão de saúde pública e eles podem transmitir doenças. Ainda estamos em fase de planejamento, mas a intenção é de sacrificar os animais que estejam doentes e sem condições de tratamento”, disse o secretário.

Em nota, a prefeitura de Sumé informou ao Portal Correio que "não se tomará uma política pública de extermínio indiscriminado de cães e gatos, mas sim, unicamente, o sacrifício de animais doentes que sejam nocivos à saúde humana, desde que haja prévio exame clínico atestado por órgão competente".

No entanto, Lindally Gonzaga, representante da ONG Harpias, que cuida e promove ações de adoção de animais de rua em João Pessoa, as cidades do interior não possuem suporte para custear ou garantir o tratamento correto e as devidas acomodações desses animais, que muitas vezes sofrem com a má alimentação, falta de cuidados e chegam a morrer nos canis.

“Uma prefeitura de cidade do interior não consegue manter um centro com uma estrutura minimamente possível se não houver planejamento. No caso de Sumé, recebemos denúncias de que animais mortos estão no mesmo local que os vivos, em local a céu aberto e sem cuidados. Não podemos tolerar esse tipo de descaso com os animais, que só podem ser sacrificados com confirmação de laudos”, afirmou Lindally Gonzaga. A prefeitura de Sumé nega.

Para a representante da ONG, as cidades devem promover a castração de animais de rua, que é o método mais indicado para o controle populacional. “A melhor maneira de se cuidar e evitar um aumento dessa população é a castração. O que não pode é recolher animais de rua e colocá-los em um local sem condições. Apenas jogá-los para adoção não resolve, até porque a taxa de adoção desses animais é de apenas 10%”, garantiu Lindally.

Centro de Zoonoses em João Pessoa
Na Capital, o trabalho do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses, ligado a Secretaria de Saúde, é de recolher animais que estejam doentes, oferecendo risco a população ou ao trânsito.

Segundo a médica veterinária Suely Silva, os animais que chegam ao local passam por um período de observação para avaliação da saúde e exames. “Os animais chegam e são feitos exames para detectar doenças. Estando bem de saúde, o animal vai para adoção e fica conosco até ser adotados, mas se estiver com alguma doença, como o Calazar, ele tem que ser sacrificado porque a doença não tem cura nos animais e eles podem ajudar a infectar os outros”, falou.

Além dos testes de saúde, os animais não dóceis também correm o risco de serem sacrificados. “Se for dócil e não apresentar comportamento agressivo, vai direto para adoção. Se o animal for de comportamento difícil, nós tentamos ressocializá-lo para que seja adotado”, concluiu a veterinária.

Outras cidades pretendem adotar medidas
Além de João Pessoa e Sumé, outras cidades da Paraíba, como Bayeux, Cabedelo e Santa Rita também estariam com ações de controle populacional de animais de rua.

Segundo o coordenador do Núcleo de Zoonoses da Secretaria Estadual de Saúde, Assis Azevedo, as cidades devem tomar precauções para poder realizar serviços de recolhimento e sacrifício de animais de rua.

“A partir do momento que a prefeitura recolhe esses animais, ela fica responsável por eles. As cidades devem ter estrutura para fazer isso. Elas podem procurar o Zoonoses estadual para orientações. Quanto à eutanásia de animais, a prefeitura só pode realizar isso com os devidos laudos que confirmem a doença e se houver também algo no código de postura do Município. Se o sacrifício for feito sem autorização no código, o Município cometerá um crime”, alertou Assis Azevedo.


 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Lixo hospitalar é achado despejado em terreno baldio de Campina Grande

20/02/2015 16h28 - Atualizado em 20/02/2015 18h27 

No local há lençóis manchados de sangue, esparadrapos e outros itens.
Direção de maternidade afirma que não houve descarte incorreto.
 
Do G1 PB




Lixo hospitalar foi encontrado despejado em um terreno baldio na cidade de Campina Grande, na manhã desta sexta-feira (20). Após relato dos moradores do bairro do Jardim Quarenta, a reportagem da TV Paraíba constatou no local lençóis do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea) manchados de sangue, além de sacolas, máscaras hospitalares, esparadrapos e pinças usadas em procedimentos médicos.
 
Segundo a direção do Isea, o material teria sido utilizado pela maternidade há bastante tempo e não foi descartado recentemente, a exemplo dos lençóis, que seriam antigos. Portanto, não teria havido um despejo realizado pela unidade, mas por terceiros.
 
O terreno fica localizado no cruzamento das Ruas Iaiá de Melo e Rua do Sol. A área não possui nenhum tipo de cerca ou muro e, além do lixo hospitalar, entulho e lixo doméstico também foram depositados no local.
 
No momento da reportagem, um caminhão de lixo da Prefeitura de Campina Grande passou pelo local, mas a equipe foi informada que o lixo hospitalar não poderia ser recolhido pelo veículo.

Fonte

 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Mais de 19 mil pneus são recolhidos durante um mês em João Pessoa


16/12/2014 17h19 - Atualizado em 16/12/2014 17h20
 
Pneus foram recolhidos em ações de combate ao mosquito da dengue.
Após serem recolhidos, material é reaproveitado como fonte energética.
 
Do G1 PB

O gerente da Cvaz, Nilton Guedes destacou alguns cuidados que as pessoas devem ter em suas próprias residências para evitar o acúmulo de água parada, o que favorece a reprodução do mosquito. “Os principais locais a serem observados são as calhas, devido às folhas que se acumulam; além dos quintais, por conta dos materiais descartáveis, plásticos e outros objetos que possam acumular água”, explicou ele. 

Ele ainda ressaltou a importância da participação popular no processo de prevenção. “Estamos num período propício para a reprodução do Aedes aegypti, pois a partir do momento em que aumenta a temperatura e a concentração de água, as fêmeas ficam mais ativas para a reprodução. O foco surge rapidamente e por isso é importante a participação cidadã para que tenhamos sucesso”, comentou Nilton Guedes.

De acordo com Nilton Guedes, as equipes de Vigilância Ambiental e Zoonoses seguem com o trabalho de controle químico e a retirada dos focos do mosquito em todos os bairros da Capital, principalmente cemitérios, sucatas e borracharias.


 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Criança de 7 anos morre após comer fruta encontrada em lixão na Paraíba

16/11/2014 20h12 - Atualizado em 17/11/2014 10h51 

Dois irmãos da vítima estão na UPA de Guarabira em observação.
Irmãos teriam comido alimentos do lixão em Alagoinha, no Brejo da Paraíba. 

Wagner Lima Do G1 PB




Uma criança de 7 anos morreu e os dois irmãos, de 6 e 10 anos, estão em observação na UPA de Guarabira, a 105km da capital, com suspeita de envenamento por terem ingerido alimentos em um lixão de Alagoinha, a 13,9km de Guarabira, segundo o Serviço Social da unidade. Uma das vítimas, de 10 anos, seria transferida para o Hospital de Emergência e Trauma, em João Pessoa, após apresentar uma piora. 

Por volta das 11h (horário local) deste domingo (16), a primeira criança deu entrada na UPA de Guarabira, mas sem responder aos estímulos da equipe médica, segundo a assistente social da unidade, Andreia Bernardino. Minutos depois, os outros dois irmãos da vítima chegaram apresentando os mesmos sintomas, incluindo os vômitos. Eles passaram por lavagem estomacal, sonda e foram medicados.

A criança de 10 anos seria transferida ainda neste domingo para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa porque continuava vomitando. A regulação foi confirmada e só dependia de uma unidade avançada para a transferência, acompanhada por um médico.

Os pais relataram, segundo o Serviço Social da UPA, que as crianças foram ao lixão para pegar madeira para a casa de taipa em que moram. No lixão, eles comeram laranjas jogadas no lixo e, em seguida, começaram a passar mal.

Por conta do caso, a Polícia Militar fez um Boletim de Ocorrência registrando o caso. O pai das crianças esteve na Central de Polícia de Guarabira e conversou com o delegado plantonista, Fábio Facciollo. Segundo o agente da Polícia Civil, Luiz Otávio Negromonte Lopes, na segunda-feira (17), o delegado enviará a queixa prestada no Boletim de Ocorrência para a Delegacia de Alagoinha, que deverá abrir inquérito para apurar o caso.

Proibição dos lixões
Os lixões a céu aberto são proibidos desde o dia 2 de agosto deste ano. A proibição faz parte das regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sanciada em 2 de agosto de 2010. Além da extinção dos lixões, a Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê a implantação da reciclagem, reuso, compostagem, tratamento do lixo e coleta seletiva nos municípios. Na Câmara Federal há propostas de prorrogar o prazo para que os prefeitos não sejam penalizados criminalmente por descumprimento à lei, o que exigiria recursos para a implantação de aterros.


 

Criança intoxicada após comer fruta de lixão recebe alta médica na Paraíba

17/11/2014 12h12 - Atualizado em 17/11/2014 12h12 

Menino de 6 anos foi liberado nesta segunda; irmão segue internado.
Três irmãos comeram frutas, um deles morreu devido à intoxicação. 

Do G1 PB




Um dos irmãos internados por intoxicação após comer laranjas encontradas em um lixão recebeu alta médica na manhã desta segunda-feira (17). A criança, de 6 anos, e os irmãos, de 7 e 10 anos, comeram frutas encontradas em um lixão na Zona Rural de Alagoinha, no Brejo da Paraíba, ao saírem para cortar lenha com o pai.
 
Os três foram internados na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Guarabira no domingo (16). O irmão de 7 anos não resistiu e morreu devido a uma parada cardio-respiratória, e o mais velho, de 10 anos, foi transferido para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. O estado de saúde do único que permanecia internado até a manhã desta segunda é considerado estável, conforme o hospital.
A mãe dos meninos intoxicados com as laranjas comentou, em entrevista à TV Cabo Branco, que os meninos pegaram as frutas perto de um estrada. “Eles iam descendo para ir para mata, e aí eles colocaram na boca. Eles não sabiam”, disse Ana Lúcia da Silva Henrique, mãe das três crianças intoxicadas. A ocorrência foi registrada na delegacia de Guarabira, cidade vizinha à Alagoinha.
 
A conselheira tutelar de Alagoinha, Gilvaneide Feliciano, ressaltou que a família está sendo acompanhada. Segundo ela, apesar das dificuldades que a família enfrenta, as crianças tinham suporte dos poderes públicos. “Checamos com as escolas, com a prefeitura, todos os meninos frequentavam escola e tinham acompanhamento de programas sociais. Foi uma infelicidade, eles aproveitaram um momento de distração do pai, que cortava lenha, e comeram as laranjas”, explicou.
 
A delegacia de Alagoinha informou por volta das 10 h (horário local) desta segunda que esperava o envio da documentação da Central de Polícia de Guarabira, onde a ocorrência foi registrada, para dar prosseguimento às investigações. O delegado Janduí Pereira, de Alagoinha, deve ser o responsável pelo inquérito.


 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

JP: Animais nas ruas não podem ser recolhidos e doação só é permitida para maiores de 18 anos


Zoonoses só pode intervir na situação dos bichos se eles estiverem com doenças contagiosas; animais saudáveis são acompanhados, mas permanecem onde estão

Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente | Em 17/09/2014 às 16h02, atualizado em 17/09/2014 às 16h30 | Por Alisson Correia

   Alisson Correia
Sob chuva ou sol, eles atuam como 'guardas' das ruas
Sob chuva ou sol, eles atuam como 'guardas' das ruas
João Pessoa tem uma população estimada de 80 mil cachorros e 20 mil gatos, conforme levantamento da Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses da Capital. Apesar desses dados, não há uma quantidade específica de bichos que vivem soltos nas ruas, causando dor para algumas pessoas e transtornos para outras. Esse problema existe em vários pontos da cidade, como na rua Caetano de Figueiredo, por exemplo, no bairro Cristo Redentor. Veja abaixo o que fazer para adotar, lidar com a situação e evitar atritos com a vizinhança.

Cachorros que foram abandonados por ex-donos, que já nasceram nas ruas ou são alimentados pela vizinhança, dormem nas calçadas, sob sol e chuva, são os ‘guardas’ da rua, mas não podem ser recolhidos, a não ser por interessados em criá-los. A Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses da Capital disse que só pode intervir na situação dos animais quando eles estão doentes.

O médico veterinário e chefe do setor de Controle Animal, Marcelino Freitas Xavier, disse ao Portal Correio que a Gerência deve cumprir a Lei 9605/98 que trata dos crimes ambientais e da proteção aos animais e não permite a intervenção do órgão nessas situações. “Não podemos utilizar carrocinha e recolhê-los. Os animais só são levados para a Zoonoses quando estão com doenças incuráveis, transmissíveis e em situação grave. Fora isso, eles ficam onde estão”, afirmou.

Ele disse ainda que a Gerência pode ser acionada para acompanhar a situação desses animais soltos nas ruas, como para fazer exames, coletas de sangue e vacinações. Porém, estando saudáveis, permanecem soltos.

A dona de casa Maria do Livramento, de 52 anos, disse que alimenta os cachorros soltos na rua porque se sentimentaliza com a situação deles. “Fico triste em vê-los assim, largados. Eu dou comida, mas não posso criá-los porque já tenho um cachorro em casa. Se eu levar outro, eles podem se estranhar e até se matar, como quase aconteceu quando tentei”, explicou.

Já a dona de casa Judidth Sousa, de 68 anos, falou que tem duas cadelas e não tira cachorros da rua pelo mesmo pensamento da vizinha Maria. “Eles se estranham; é difícil juntar animais que não foram criados juntos desde pequenos. Além disso, já tenho duas, não há mais espaço na minha casa”, afirmou.

O médico veterinário Marcelino Freitas falou que os animais que não crescem juntos se estranham naturalmente e não recomenda que eles sejam levados para casa sem que o interessado em criá-los passe antes por um procedimento específico, necessário para quem deseja adotar.
Adoção

Quem pensava que adotar animais é um procedimento fácil e pode ser feito por qualquer pessoa, se enganou. A Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses tem promovido exposições de animais para adoção e explica como funciona o processo, que não pode ocorrer de forma aleatória.

Em uma exposição, por exemplo, o interessado passa pela Equipe de Posse e Responsáveis, onde é feita a entrevista que coleta informações sobre as condições psicológicas e de moradia dessas pessoas. Ter muitos bichos não ajuda e, segundo o doutor Marcelino, é necessário ter mais de 18 anos. Muitas pessoas acabam chateadas porque voltam para casa sem um bichinho.

“Já mudamos esse conceito de ‘feira de animais’ porque a palavra ‘feira’ remete a compra, venda e troca. Animais não são objetos nem produtos para serem comercializados. Usamos o termo ‘exposição’ que é mais apropriado e reunimos pessoas que têm interesse de adotá-los, mas sob orientação. Ter um animal é saber que será preciso cuidar, alimentar, dar banho, vacinar, dar espaço e conforto para que ele viva com segurança”, destacou.

Marcelino Freitas falou ainda que duas exposições de animais já foram feitas só em setembro na Capital. Segundo ele, a próxima está marcada para ocorrer no dia 23 de setembro, no bairro dos Funcionários 1, na Zona Sul.

Além das exposições, ele disse que a Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses tem ainda um canal via internet que possibilita o intercâmbio e a comunicação entre os interessados em doar ou adotar animais, sem que eles fiquem largados nas ruas.

Por meio do endereço eletrônico vigiambiental.jp@gmail.com, as pessoas podem enviar fotos dos animais, outras formas de contato e o interesse em adotar o doar os bichos. De acordo com o doutor Marcelino, a Gerência tem parceria com cerca de dez instituições, entre ONGs e associações protetoras de animais, e mantém comunicação com pelo menos 60 pessoas para adiantar as adoções.

Quem não gosta de bichos também tem opções

Se há pessoas apaixonadas por animais e que os tratam como humanos, há também quem não gosta e se incomoda com latidos, sujeira e aglomeração deles pelas ruas.

Para essas situações, o doutor Marcelino recomenda que haja um diálogo entre os vizinhos, para que eles entrem em acordo sobre o que fazer com os bichos soltos na rua. De acordo com o especialista, cães e gatos sempre vão estar presentes nesses ambientes enquanto houver alguém prestando assistência a eles.

“Se tem bicho na rua, é porque tem alguém dando comida. Quem se incomoda com a situação deve conversar com os vizinhos que alimentam esses animais para que sejam tomadas medidas, como encaminhá-los para a adoção, por exemplo, da forma como já foi orientado. Caso a situação seja difícil ou se transforme numa confusão, a Polícia Ambiental pode ser acionada”, finalizou.

Fonte

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Sucatas: perigo para dengue

Além do risco à saúde, alguns depósitos funcionam de forma irregular e chegam a burlar o Código de Posturas do município.






Expostos a céu aberto, os depósitos de sucatas e ferros-velhos de João Pessoa acumulam água neste período chuvoso e são fáceis criadouros do mosquito da dengue, dentre outras pestes urbanas, como ratos e baratas. Além do risco à saúde, alguns depósitos funcionam de forma irregular e chegam a burlar o Código de Posturas do município de João Pessoa, ocupando áreas públicas com peças de carros, além de materiais de sucata de outra natureza.
 
Apenas no primeiro semestre deste ano, um total de sete denúncias foram formalizadas na Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Seman-JP) contra sucatas por funcionamento sem documentação ou infringindo a legislação ambiental. As sucatas irregulares estavam localizadas nos bairros de Cruz das Armas, Mangabeira, José Américo e Valentina.
 
O gerente do Centro de Vigilância Sanitária e Zoonoses de João Pessoa, Milton Guedes, por sua vez, informou que os principais locais de concentração de sucata, que tem sido foco de atenção redobrada da Vigilância Sanitária, são os bairros do Baixo Róger, Comunidade Saturnino de Brito e no Distrito Mecânico.
Para Milton Guedes, o ideal seria que materiais dessa natureza fosse armazenados em espaços cobertos. “Sucata, depósitos de materiais de construção, locais de recicláveis são úteis, mas é necessário que as pessoas tenham um certo cuidado de proteger da chuva porque a céu aberto acumulam água e se tornam criadouros de mosquito da dengue”, afirma.
 
O chefe de Divisão de Fiscalização da Seman-JP, Waldir Diniz Farias Júnior, explicou que todas as sete sucatas foram autuadas. “Nosso primeiro procedimento é cobrar o licenciamento ambiental e alvará de funcionamento. Esgotado o prazo é que autuamos com cobrança de multas diárias até que seja sanado o problema”, afirma.

Waldir Diniz contou que muitos dos ferros-velhos e sucateiros que foram denunciados e investigados pela Sedurb acabaram fechando antes mesmo do fim do prazo, o que prejudica as possíveis punições por irregularidades. “Alguns, quando voltamos para autuação, já estão fechados. Não sabemos, no entanto, se eles reabriram em outro local ou desistiram do negócio. Essa constatação só pode ser feita quando vier outra denúncia”, justificou.

O diretor de Fiscalização da Secretaria de Limpeza Urbana de João Pessoa (Sedurb-JP), Flávio Monteiro, disse que o órgão tem retirado os materiais encontrados nas ruas sempre que solicitado através de denúncia. O grande problema, segundo ele, são as sucatas abandonadas em áreas particulares. “Não temos competência para retirar sucata, nem quaisquer outros materiais, em terrenos particulares. Mas sempre que solicitados, retiramos carros e outros objetos abandonados em logradouros públicos”, explicou.
 
No que se refere à saúde pública, entretanto, Milton Guedes, disse que foi iniciada, desde a semana passada, uma operação de combate às proliferação do mosquito da dengue. “Sempre que há uma denúncia vamos ao local, para fazer um diagnóstico e tomar as medidas cabíveis. Com esse período de chuva, estamos realizando visitas quinzenais. Primeiramente passamos com um fumacê, cedido pela Secretaria de Estadual de Saúde, e estamos aplicando para acabar com as formas adultas do mosquito, ao mesmo tempo em que usamos um larvicida para acabar com o mosquito na forma de larvas”, disse O gerente do Centro de Vigilância Sanitária e Zoonoses de João Pessoa, Milton Guedes.
 
Serviço.
Seman - Disque Denúncia: 0800 281 9208/ 3218-9208

domingo, 20 de julho de 2014

Vigilância recolhe pneus em Patos


Bairros do Jatobá e Santo Antônio são os que mais apresentaram focos do mosquito da dengue, segundo Vigilância Ambiental.


 



Nelsina Vitorino
Equipes recolherem mais de 1.300 pneus que estavam servindo como pontos de proliferação do mosquito
A Vigilância Ambiental de Patos intensificou o recolhimento de pneus de veículos abandonados em terrenos baldios para buscar diminuir os focos do mosquito da dengue naquele município. Até o final do primeiro semestre deste ano, o índice de infestação predial de residências com focos do mosquito foi de 6,1%. Após a ampliação do trabalho que começou no último mês de maio, as equipes recolherem mais de 1.300 pneus velhos que estavam servindo como pontos críticos de proliferação do mosquito em todo o município.
 

O recolhimento dos pneus já deu resultado positivo no município, o Levantamento de Índice Rápido (LIRA) do município mostra que reduziu de 6,1% para 4,1% de infestação, mas o número ainda coloca a cidade em situação de risco pelo alto índice de infestação. De acordo com a coordenação da Vigilância Sanitária de Patos, os bairros do Jatobá e Santo Antônio são os que mais apresentaram focos do mosquito e a maior parte dos pneus abandonados foram recolhidos em terrenos abertos dessas localidades.

Segundo Gorete Batista, coordenadora da Vigilância Ambiental, o mal hábito das pessoas em descartar esse tipo de produto prejudica o controle endêmico no município que apresenta índices ainda longe do ideal. Ela ainda apontou que o trabalho dos agentes comunitários de saúde também tem sido prejudicado, uma vez que em algumas residências os proprietários dificultam a entrada desses profissionais para averiguar e combater possíveis focos da doença.

“A população tem que receber bem o agente. Se ele visita um quarteirão, mas apenas uma casa não o deixa entrar, o trabalho inteiro fica comprometido. Sobre os pneus, nós temos nos esforçado e recebido pelo menos uma ligação por dia de pessoas denunciando a existência desses itens em terrenos baldios. Até agora foram mais de 360 denúncias que atendemos. Tentamos conscientizar as pessoas, mas é um trabalho que precisa ter a cooperação da população”, disse Gorete Batista.

Sobre a fiscalização nessas áreas onde os pneus velhos são despejados, a coordenadora da Vigilância Sanitária de Patos disse que não tem como impedir que as pessoas joguem lixo nos terrenos. Ela apontou que os agentes de saúde também trabalham na conscientização das pessoas, mas que não há condições de impedir o abandono dos pneus nem criar qualquer tipo de multa que impeça as pessoas de realizar essa prática.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Falta saneamento básico na PB

Estudo aponta que 12.517 pessoas foram internadas por problemas de saúde relacionados à falta de saneamento básico na PB.





Rizemberg Felipe
Segundo a pesquisa do Trata Brasil 48.149 são desprovidos de esgotamento sanitário
 
A falta de investimento em saneamento básico na Paraíba causou internações hospitalares desnecessárias, interferiu no desempenho escolar e ainda gerou prejuízos à economia e ao turismo. Foi o que apontou a pesquisa 'Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento Básico', divulgada ontem pelo Instituto Trata Brasil, uma organização não governamental que atua na área sanitária.
 

De acordo com o estudo, na Paraíba, no ano passado, 12.517 pessoas foram internadas após apresentarem problemas de saúde relacionados à falta de saneamento básico. Deste total de procedimentos, 2.518 poderiam ter sido evitados, caso o Estado tivesse melhores condições de infraestrutura sanitária.

O motivo é que o Estado ainda oferece com deficiência serviços considerados essenciais para a população. Segundo a pesquisa do Trata Brasil, 383.067 domicílios paraibanos não têm acesso à água tratada, enquanto que outros 948.149 são desprovidos de esgotamento sanitário. Além de causar internações hospitalares, a ausência do saneamento também provocou prejuízos à economia. Os pesquisadores explicaram que a falta de tratamento da água e do esgoto eleva principalmente o número de casos de diarreia entre a população.

Em média, cada trabalhador se afasta do trabalho por até três dias a cada vez que é acometido pela doença. Em 2012, só na Paraíba, foram contabilizadas 17.163 faltas ao trabalho por até duas semanas, em virtude de complicações médicas associadas ao saneamento. Os pesquisadores estimam que, em 4.311 casos, as faltas ao emprego poderiam ter sido evitadas, caso não existissem os problemas urbanos.

Os diagnósticos de diarreia ainda levaram a Paraíba a perder 2.391.852 horas de trabalho em 2012. Como consequência, houve um custo anual de R$ 13,99 milhões em apenas um ano.

Outra consequência da falta de investimentos na água e no esgoto atinge diretamente a educação. De acordo com a pesquisa, os estudantes da Paraíba apresentaram no ano passado uma média de 4,8 anos de atraso na escolaridade. É o 7º menor do Nordeste, atrás de Rio Grande do Norte (5,29), Alagoas (5,13), Pernambuco (5,02), Piauí (5,01), Bahia (4,95), Sergipe (4,83). Apenas Maranhão (4,79) e Ceará (4,00) apresentaram atraso escolar menor que o encontrado na Paraíba.

O estudo também mostrou como a falta de saneamento básico afeta a geração de empregos. De acordo com a pesquisa, em 2013, a Paraíba contabilizou 13.970 postos de trabalho ligados ao turismo. No entanto, se houvesse maior investimento no tratamento da água e do esgoto, outras 17.300 ocupações também poderiam ter sido criadas no ano passado. Com isso, seriam gerados cerca de R$ 145,79 milhões em renda.

Para o engenheiro sanitário e presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária Ambiental /seção Paraíba, Edmilson Fonseca, os dados são considerados preocupantes. Com 40 anos de atuação na área, ele observa que a falta de investimentos em água e em esgoto gera problemas em cadeia.

“Sem o tratamento adequado, esgoto corre a céu aberto e contamina as pessoas que, por sua vez, adoecem, faltam ao trabalho e vão ao serviço médico. Com isso, causam prejuízos ao trabalho e também ao serviço de saúde”, afirmou.

O especialista ainda acrescenta que, mesmo com esses danos, o saneamento básico ainda não é prioridade, por conta de uma questão cultural. “Essa situação tem melhorado muito nos últimos anos na Paraíba, mas ainda precisa mudar muito. As pessoas têm aquela ideia de que obras públicas são apenas de responsabilidade do governo. Por isso, o particular não quer investir e nem colaborar. Falta de consciência, porque poderia ocorrer, sim, uma parceria. Mas isso não acontece”, diz.

Paraíba já registra 19,3 mil casos de diarreia este ano

Estado já registrou 19.352 casos de Doenças Diarreicas Agudas, 499 a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado.


 
Francisco França
Má qualidade da água, sobretudo no interior, está gerando alerta para surto de diarreia
 
A má qualidade da água, sobretudo no interior da Paraíba, está gerando alerta para surtos de diarreia em vários municípios.
 

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), de janeiro a março deste ano foram registrados 19.352 casos de Doenças Diarreicas Agudas (DDA), 499 a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram notificados 18.853 casos. Várias ações de controle da qualidade da água estão sendo desenvolvidas pela SES e pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) para tentar reverter a situação.

Conforme esclarece a nota técnica sobre DDA encaminhada em 2013 pela SES para os municípios paraibanos, “a ocorrência de no mínimo dois casos com o mesmo quadro clínico após ingestão do mesmo alimento ou água da mesma origem caracteriza-se como surto de doença transmitida por alimento ou água”. Dados do último relatório sobre o quadro de doenças diarreicas no Estado encaminhado pela SES ao Ministério da Saúde, mostram que nas duas primeiras semanas de janeiro de 2014, nove municípios paraibanos estavam em situação de epidemia: Cuité, Nova Floresta, Sossego, Assunção, Campina Grande, Esperança, Bonito de Santa Fé, São João do Rio do Peixe e Uiraúna.

O monitoramento das doenças diarreicas agudas acontece diariamente, segundo informou a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas da SES, Anna Stella Pachá, através de informações encaminhadas pelos gestores municipais online.
 
Entretanto, os dados referentes ao início de março ainda não foram consolidados para atualizar a situação dos municípios em situação epidêmica.
 
A gerente operacional de Vigilância Epidemiológica da SES, Bernadete Moreira reforça que a má qualidade da água repercute no agravamento destas doenças. “Isso repercute no aumento do número de casos e no agravamento das doenças diarreicas. Também é responsabilidade dos municípios monitorar e garantir o controle da qualidade da água, verificar a situação dos mananciais, encaminhar as amostras de água. A secretaria vem desenvolvendo várias ações junto aos municípios para sanar este quadro”, disse.

Para o presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup) Buba Germano, os gestores municipais estão realizando as ações de controle específicas.

“Um surto de diarreia pode acontecer por vários motivos além da qualidade da água, como o próprio período chuvoso, que contribui para a proliferação destas doenças. Todos os municípios dispõem de estrutura de atenção básica para realizar este controle. Desconheço estas situações de epidemia.

Mas é preciso analisar caso a caso a situação de cada município”, afirmou.

sábado, 1 de março de 2014

Banhistas devem evitar seis praias da Paraíba no Carnaval, diz Sudema


01/03/2014 06h00 - Atualizado em 01/03/2014 06h00 

Praias estão impróprias para banho.
Relatório é válido até quinta-feira (6).
 
Do G1 PB
 
Praia de Manaíra, em João Pessoa (PB) (Foto: Krystine Carneiro/G1 PB)
Toda a extensão da Praia de Manaíra está imprópria
para banho (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Os visitantes e moradores do litoral paraibano devem evitar seis praias durante o período de carnaval. O alerta foi feito pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), que as classificou como impróprias para banho. O relatório de balneabilidade é válido até quinta-feira (6).

As praias que devem ser evitadas são as praias do Bessa I e II (nos trechos de 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do maceió e da galeria de águas pluviais), Manaíra (toda a extensão da praia), Penha (no trecho de 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Rio Cabelo), Maceió (localizada no Município de Pitimbu, 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho do Engenho Velho) e Praia do Jacaré (localizada em Cabedelo, na margem direita do Estuário do Rio Paraíba).

Outras 50 praias podem ser aproveitadas, uma vez que foram classificadas nas categorias excelente, muito boa e satisfatória. Apesar das praias recomendadas, a Sudema orienta que os banhistas evitem os trechos de praias localizados em áreas frontais a desembocaduras de galerias de águas pluviais, principalmente se houver indício de escoamento recente.


 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Área de preservação é usada como sucata

Segundo os moradores da área, sucata e carcaças de veículos são colocados semanalmente no local há quase um ano.
 


Francisco França
Além dos ferros velhos, restos de plástico, peças automotivas e lixo doméstico ameaçam a preservação da reserva
Uma área de preservação ambiental próxima à comunidade do Riachinho, no Bairro Treze de Maio, em João Pessoa, está servindo como depósito para sucatas de caçambas coletoras de lixo e veículos velhos. Segundo os moradores da área, os objetos são colocados semanalmente no local há quase um ano e além do perigo e poluição, o entulho pode gerar criadouros de insetos.

O terreno onde dezenas de caçambas e carcaças de veículos estão abandonados conserva ainda uma área verde e é um das rotas de passagem do Rio Riachinho. Além dos ferros velhos, restos de plástico, peças automotivas e lixo doméstico também ameaçam a preservação da reserva. Muitos veículos ainda conservam equipamentos do motor, que podem conter resíduos de combustível com riscos de contaminação do solo ou escoamento para o rio.
 
Para quem mora próximo ao local, a sucata representa riscos para a segurança e bem-estar dos moradores. A dona de casa Maria de Fátima da Silva, morou por mais de três anos na comunidade do Riachinho. Ela conta que a área de preservação não recebia monitoramento e que servia como “depósito de lixo” por moradores das proximidades. Para ela, a presença dos restos de veículos no local pode prejudicar os moradores da área e é um risco para as crianças.
 
“Isso aqui só está servindo de esconderijo para bandidos e é um perigo para as crianças que moram por aqui”, disse Maria de Fátima. Mesmo morando do outro lado da avenida Boto de Menezes, onde está localizada a sucata, Carmelita Barbosa teme pela segurança dos moradores da área e lamenta o descaso com a conservação da reserva ambiental.
 
“Essas sucatas são um perigo para todo mundo. De vez em quando, a gente vê a polícia fazendo rondas dentro da mata procurando bandidos. Já encontraram até gente morta aí dentro”, revela a aposentada.
 
Outro problema apontado pelos moradores é a presença de insetos nas residências e possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue existentes nas caçambas velhas. A dona de casa Aparecida de Lima mora em um dos condomínios recém-construídos pela prefeitura da capital e que estão localizados ao lado da sucata. Ela conta que é comum a presença de aranhas e escorpiões nas residências e acredita que os insetos que invadem as casas tenham saído do ferro velho.
 
“Vários vizinhos meus já encontraram escorpiões em casa, rato e baratas. Sem contar nos restos de água acumulada nas caçambas e nas peças dos carros que podem trazer o mosquito da dengue e prejudicar todo mundo por aqui”, reclama Aparecida.
 
RECUPERAÇÃO
o ser questionado sobre a situação da comunidade do Riachinho, o secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Edilton Raimundo Nóbrega, disse ainda não ter conhecimento do caso. Contudo, se a situação for confirmada, de acordo com ele, a secretaria irá tomar as devidas providências para recuperar a área prejudicada e punir a empresa responsável pela degradação. “Preciso mandar o pessoal para o local, preparar relatórios e estudar o caso. A ações são variadas e vão depender do tipo de área”, disse.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

População sofre com esgotos a céu aberto

Na rua Cordélia Velloso Frade, o esgoto está escorrendo pelo asfalto e formou até uma poça de água no meio de um cruzamento.



 

Kleide Teixeira
No local, parte do asfalto também cedeu e deu origem a buracos que estão acumulando o esgoto
Conviver com um esgoto a céu aberto não é um problema somente de pessoas que residem em locais sem esgotamento sanitário. Em João Pessoa, tem se tornado frequente encontrar problemas nas tubulações de esgotamento e galerias, fazendo com que o mau cheiro e a presença de insetos se tornem algo constante também em locais onde há saneamento básico.

Na capital, um dos bairros em que sofre com este problema é o Bancários. Na rua Cordélia Velloso Frade, por exemplo, o esgoto está escorrendo pelo asfalto e formou até uma poça de água no meio de um cruzamento. Situação semelhante também já foi verificada em ruas do bairro do Cabo Branco.

Em outro trecho do bairro dos Bancários, a situação é ainda pior. Na rua Jornalista Genésio Gambarra Filho, as duas faixas de acesso já estão tomadas pela água suja que sai de uma tubulação instalada pela Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa). No local, parte do asfalto também cedeu e deu origem a buracos que estão acumulando o esgoto que deveria ser drenado.

“Faz é tempo que esse negócio está assim e ninguém conserta.

Quando chove, essa tubulação quebra e fica derramando água para todo lado. É um mau cheiro que ninguém aguenta”, lamenta a dona de casa Luzinete Rodrigues.

Para o engenheiro sanitarista Edmilson Fonseca, os danos à saúde vão além do mau cheiro. Ele é membro da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária Ambiental, seção Paraíba, e explica que diversos tipos de patologias são causados pela contaminação da água. "São as chamadas doenças de vinculação hídrica”, destaca.

Dependendo do tipo de bactéria presente, o esgoto pode causar casos de gastroenterite, de febres tifóide e paratifóide, de hepatite infecciosa e até de cólera. O perigo aumenta com a ocorrência de chuva.

“O esgoto é uma substância altamente contaminada. Por isso, precisa ser drenado e levado para tratamento, antes de ser lançado no meio ambiente. A população não pode ter contato com esse material. Mas se chover, esse risco aumenta. Por si só, a chuva não é suja. Mas, ao se misturar com o esgoto, fica contaminada. Quem tiver contato com essa água pode desenvolver doenças”, alerta.

SEM CONTATO 
A reportagem tentou manter contato com a Cagepa, para obter informações sobre investimentos feitos em esgotamento sanitário. As tentativas foram feitas por email, enviado à assessoria de imprensa do órgão, e por meio de ligações. No entanto, até o fechamento desta edição, o email não foi respondido e os telefonemas não foram atendidos.

O JORNAL DA PARAÍBA também procurou a Secretaria de Estado de Comunicação Institucional, mas a Diretoria de Jornalismo do órgão informou que apenas a Cagepa possui os dados solicitados.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Pombos invadem Terminal do Valentina

Usuários do terminal reclamam da sujeira provocada pelas aves; controle de zoonoses foi acionado para verificar o local.


  

Alberi Pontes
Concentração dos animais aumentou a quantidade de sujeira e o risco de transmissão de doenças
 
Passageiros que transitam no Terminal de Integração do bairro Valentina Figueiredo estão sofrendo transtornos por conta da presença de pombos. Há cerca de 3 anos, segundo relato de comerciantes da área, o lugar começou a ser ocupado pelas aves que fizeram ninhos e se multiplicaram na estrutura de concreto do local. Com a concentração dos animais, aumentaram a quantidade de sujeira e o risco de transmissão de doenças. Equipes de controle de zoonoses da Secretaria de Saúde de João Pessoa foram acionados para verificar a situação.
 

A dona de casa Ivoneide Lima da Silva frequenta o Terminal de Integração e se mostra preocupada com a presença dos pombos.

“Eu estava esperando o ônibus, quando um pombo fez cocô em cima de mim. Corri para limpar logo, porque me disseram que isso passa doença”, conta.

Sufoco parecido foi testemunhado pela passageira Elza Galdino. “Eu vi quando o motorista saiu do ônibus e foi atingido no olho pelas fezes de um pombo. Ele ficou com o olho doendo.

A gente tem que tomar cuidado e ficar sempre olhando para o alto, porque os pombos sujam tudo”, lamenta.

O gerente de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde de João Pessoa, Nilton Guedes, admitiu que a concentração de pombos já é considerada como uma praga urbana. No entanto, ele diminuiu o risco de contaminação de doenças por meio das fezes.

“Existe a possibilidade de transmissão, mas não temos notificação sobre isso”, declarou.

Apesar disso, o gerente acrescentou que a presença dos pombos precisa ser controlada, mas a solução não ocorre a curto prazo. Ele destacou que a lei proíbe as equipes de zoonoses de fazer o abate dos pombos. Por isso, o controle é demorado.

“Os pombos são atraídos para um determinado lugar por conta da oferta de alimentos e do abrigo. Por conta disso, precisamos fazer uma campanha educativa junto às pessoas que transitam nesse terminal, orientando que elas não deixem resíduos de alimentos no chão. Outra medida que pode ser adotada é fazer a catação dos ovos deixados pelos pombos no local”, declarou.

“Até quinta-feira, enviaremos uma equipe ao local para verificar a situação e adotar algum tipo de providência”, acrescentou.

O QUE DIZ A EMPRESA 
O Terminal de Integração do Valentina pertence à Empresa São Jorge e recebe diariamente passageiros que viajam em seis diferentes linhas urbanas de ônibus, que cortam o bairro do Valentina Figueiredo. Segundo o chefe de Tráfego da Empresa, José Franco da Silva, o problema envolvendo os pombos já havia sido informado à Secretaria de Saúde de João Pessoa.

“A empresa não tem muito o que fazer. Quem joga as comidas no chão são os passageiros. Se a gente tirar os pombos dali, outros virão. É preciso unir forças com a prefeitura. Faremos tudo o que nos for orientado”, assegurou.