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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Lei busca incentivar uso de bicicleta na cidade de João Pessoa

 
 
A proposta estabelece que o Poder Executivo pode firmar convênio com empresas, organizações não governamentais e financeiras, a fim de instituir campanha publicitária de educação para implementação da política cicloviária
 
Créditos: Reprodução / WEB
Ciclistas da cidade de João Pessoa poderão contar com a nova Lei Municipal 13.246, cuja política é o incentivo ao uso da bicicleta para promover sua utilização como meio de transporte. A norma visa proporcionar acesso democrático às vias e espaços públicos, ampliando a mobilidade urbana.

Segundo o documento, a implementação desta política garantirá: o desenvolvimento de atividades relacionadas com o sistema de mobilidade cicloviária e de pedestres; a promoção de ações e projetos em favor de ciclistas, pedestres e cadeirantes, a fim de melhorar as condições para o deslocamento; a melhoria da qualidade de vida na cidade, por intermédio de ações que favoreçam o caminhar e o pedalar; a eliminação de barreiras urbanísticas aos ciclistas e cadeirantes; a implementação de infraestrutura cicloviária urbana, como ciclovias, ciclofaixas, faixas compartilhadas, bicicletários e sinalização específica; a integração da bicicleta ao sistema de transporte público existente; a promoção de campanhas educativas voltadas para o uso da bicicleta.

“O uso eficiente da bicicleta como modalidade de transporte urbano é bastante viável no município de João Pessoa, pois é um equipamento acessível a quase toda a população, devido ao preço e ao baixo custo de manutenção. Logo, as ações de incentivo ao uso da bicicleta como modalidade de transporte atendem a uma parcela considerável da população, que precisa se deslocar diariamente para o trabalho, estudo ou mesmo lazer. Trata-se de uma alternativa importante e sustentável”, avaliou o vereador Marmuthe Cavalcanti (PSD), autor da lei.

A proposta estabelece que o Poder Executivo pode firmar convênio com empresas, organizações não governamentais e financeiras, a fim de instituir campanha publicitária de educação para implementação da política cicloviária, especialmente no que concerne à aplicação de normas de uso da bicicleta. Nesse contexto, o Executivo Municipal também poderá regulamentar a Lei, no que couber.

“Além de ambientalmente eficiente e saudável para o usuário, o uso da bicicleta como meio de transporte pode representar uma economia considerável para milhares de pessoas. O desafio principal da nova Lei é garantir mais oportunidades para utilização da bicicleta no espaço urbano, proporcionando segurança aos ciclistas, eliminando barreiras urbanísticas e implantando a infraestrutura cicloviária adequada e necessária para a popularização da bicicleta”, disse Marmuthe.



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mobilidade elétrica ganha espaço em João Pessoa

Opção por bicicleta elétrica tem a vantagem de evitar o uso do automóvel

Postado em por edificar
 
Por Hallita Avelar

Mobilidade elétrica ganha espaço em João PessoaHá muito tempo já se fala nas vantagens do uso da bicicleta no dia a dia. Além de proporcionar saúde e bem estar a seu usuário, os benefícios são inúmeros quando a questão é preservação do meio ambiente e economia nos gastos com combustível. É inegável, no entanto, que a correria do dia a dia pode dificultar a aquisição desse novo hábito. Uma boa forma de contornar esse problema acaba sendo a bicicleta elétrica, que vem sendo introduzida aos poucos no mercado paraibano.
 
De acordo com o proprietário da Energia Zero, Diogo Azevedo, a mobilidade elétrica é um conceito já muito bem disseminado em outros países e que está sendo bastante usado em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. “Em João Pessoa ainda é um tema novo, mas mundo afora já é bastante utilizado. É uma opção que não é tão cara e que traz grandes benefícios, inclusive no que diz respeito à economia de combustível”, explicou.
 
Segundo ele, uma bicicleta elétrica custa hoje em torno de R$ 2.500,00 a R$ 3.000,00 e uma bateria resiste por 40 a 50 quilômetros. Apesar de poder ser abastecida por qualquer tipo de energia, a proposta da Energia Zero é de que o cliente faça uso da energia solar. Algumas construtoras já vêm adquirindo bicicletas para deixar à disposição dos moradores dos condomínios.
 
“A proposta é de que os moradores tenham a opção de se deslocar pela cidade sem usar um veículo a combustível, o que economiza não só dinheiro, mas tempo também. Se a pessoa passa duas horas no trânsito por dia reduz esse tempo para uns 20 minutos com a bicicleta”, acrescentou Diogo, lembrando ainda que o veículo é bastante versátil, podendo ser pedalado como uma bicicleta comum.
 
Por ser elétrica, a bicicleta se torna ideal para idosos ou pessoas que não podem fazer muito esforço.


 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Semob inicia pesquisa na internet com ciclistas de João Pessoa

Questionário será aplicado até o dia 17 de maio
Postado em por edificar

“Anda de bicicleta? Então queremos conhecer você. Responda nossa pesquisa e ajude a construir uma cidade melhor para todos os ciclistas”. É com esse chamamento aos internautas que a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) de João Pessoa inicia, nesta quarta-feira (8), uma pesquisa pela internet com objetivo de coletar dados sobre os ciclistas que circulam na cidade. A pesquisa que vai até o dia 17 deste mês está disponível nas páginas oficiais do Facebook  da Prefeitura (pmjponline) e o da Autarquia (Semob), onde as pessoas vão encontrar o link http://bit.ly/pesquisacicloviaria  para visualizar o questionário.

A enquete online é semelhante a que foi feita em nove pontos da cidade, entre os dias 9 e 10 de abril, e basicamente aborda questões como a origem e destino dos que utilizam a bicicleta, os problemas enfrentados, tempo de percurso, faixa etária, classe social, escolaridade e, se a bicicleta é utilizada para o deslocamento às atividades diárias ou apenas para ao lazer.

A pesquisa virtual é uma oportunidade para os ciclistas que não participaram da anterior também opinarem para a melhoria das condições de mobilidade para quem pedala em João Pessoa, contribuindo na tomada de decisões para os projetos e os investimentos que visam a garantia da segurança viária dos que circulam de bicicleta na Capital.

Primeira etapa - A Semob fez uma avaliação positiva da primeira etapa da pesquisa com ciclistas realizada em abril. Na pesquisa, feita em nove pontos da cidade, houve contagem dos ciclistas e entrevistas em horários específicos. Durante os três dias foram contados 11.215 ciclistas que passaram por esses locais e entrevistados 1.343. Os dados ainda estão sendo analisados pela empresa que está prestando consultoria para a Prefeitura Municipal de João Pessoa e serão somados aos da enquete online.

A pesquisa cicloviária tem como finalidade construir um perfil das pessoas que usam bicicleta na cidade, o que vai permitir a execução de projetos e ações do poder público, a exemplo da expansão da rede cicloviária, que conta hoje com 45 quilômetros. Os planos são de superar os 100 quilômetros de extensão, dando segurança e mobilidade a quem utiliza este meio de transporte no deslocamento.

Avaliação positiva - A coordenadora da pesquisa, Aída Pontes, avaliou como positiva a primeira etapa da coleta de dados e entrevistas com os usuários de bicicletas. “Eu estou bastante satisfeita com o resultado da primeira etapa da pesquisa. Tivemos uma boa receptividade dos ciclistas, que revelaram suas dificuldades e fizeram sugestões para melhorar o deslocamento deles. Esperamos também a adesão dos ciclistas que usam a internet”, disse.

Ela ressaltou a importância da pesquisa para fazer um diagnóstico e um prognóstico da situação dos ciclistas na cidade. “A partir daí teremos uma visão definida de como está à situação no momento, e de como poderá ficar no futuro”.

Depois da análise de toda a pesquisa, a Semob vai utilizar os dados para desenvolver o projeto de integração entre a bicicleta e os corredores de ônibus que serão implantados, expandir o plano cicloviário existente, com base nas linhas de desejo encontradas na pesquisa, e decidir quais serão as prioridades na política pública em favor do deslocamento seguro dos ciclistas.
 
Fonte: Secom-JP.






sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ciclofaixas também são alvo de queixas

Veículos estacionados na ciclofaixa ou utilização para outros fins também estão entre as queixas dos ciclistas.

 
O guia turístico Fernando Daudt se anima com a ideia de ter uma malha cicloviária integrando a cidade. “A bicicleta é um meio de transporte muito antigo e, ao mesmo tempo, futurista. As vantagens são muitas. Essa é uma boa solução para amenizar o caos no trânsito, mas para fazer dar certo é preciso investir em campanhas de incentivo”, sugere o guia turístico.

Fernando utiliza regularmente a ciclofaixa da orla e tem algumas queixas relacionadas ao uso do espaço. “Algumas pessoas ainda insistem em utilizar a via para passear ou andar de patins ou skate e isso poderia ser melhorado com campanhas educativas e sinalização. A conservação das pistas também deve ser observada, porque de vez em quando o ciclista é surpreendido com falha no calçamento ou asfalto, desníveis e bueiros, obstáculos que podem até provocar um acidente”.

O Código de Trânsito Brasileiro disciplina a atividade dos ciclistas e o uso das ciclofaixas e ciclovias. É proibido estacionar veículos motorizados em cima de ciclofaixas ou ciclovias. A infração é considerada grave, passível de remoção e multa. Por lei, ciclofaixa é a parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica. A ciclovia é a pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum.


 

Ciclovias vão interligar bairros de João Pessoa

Sistema cicloviário elaborado pela PMJP prevê a construção de dez rotas cicloviárias, bicicletários e paraciclos e terá mais de 115 quilômetros.


João Pessoa deverá ter 115 quilômetros de ciclovias interligando os principais bairros das quatro zonas da cidade quando for concluído o sistema cicloviário elaborado pela Prefeitura Municipal. Foram implantados 28% do projeto inicial e a Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) aguarda liberação de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para dar prosseguimento às instalações. O projeto prevê a construção de dez rotas cicloviárias, bicicletários e paraciclos.

A população da capital dispõe atualmente de 32 quilômetros de vias destinadas ao tráfego de bicicletas. A rota em estado mais adiantado é a número quatro, que sai da Praia do Seixas ao Jardim Oceania e deverá ter ao todo 20 quilômetros (km), dos quais 50% já foram concluídos. As outras nove rotas estão em fase de planejamento e implantação. João Pessoa foi contemplada com o PAC da Mobilidade e deverá receber R$ 188 milhões. Parte do montante será destinada ao projeto do sistema cicloviário.

O diretor de Planejamento da Semob, Adalberto Araújo, explica que o objetivo é instalar as ciclovias e ciclofaixas em corredores de ônibus. “A bicicleta ainda não serve como meio de transporte efetivo porque o que temos são pedaços de rotas isolados. O desafio é captar recursos para construir todas as rotas e integrá-las à malha de transporte coletivo”, afirma. A primeira etapa do projeto consiste em estabelecer a rede interbairros, interligando as zonas norte, sul, leste e oeste. Posteriormente, será feita a rede intrabairros, cobrindo as principais avenidas de cada bairro.

Adalberto Araújo acredita que, depois de concluído o processo de implantação das rotas, a população poderá usar a bicicleta para atividades do cotidiano, como ir ao trabalho. “A bicicleta é um meio de transporte fantástico e a Europa assimilou isso há muito tempo. Muitas capitais investem nela por ser um meio econômico, não poluente, que ocupa pouco espaço e combate o sedentarismo. Acredito que a adesão dos pessoenses acontecerá quando a estrutura estiver pronta”, pondera o diretor.

A finalização do sistema cicloviário de João Pessoa beneficiará o assistente administrativo Manoel Correia, que utiliza a bicicleta para ir ao local de trabalho eventualmente. Ele mora no Geisel, trabalha no Parque Solon de Lucena e leva aproximadamente 45 minutos para chegar ao destino quando vai de ônibus. Com a bicicleta, o tempo de viagem é reduzido para 20 minutos. “O meu trajeto não tem ciclovia, então vou ocupando os espaços aleatoriamente e preciso tomar cuidado com os obstáculos.

Tirando essa questão da segurança, gosto muito de andar de bicicleta porque chego mais rápido, economizo o dinheiro do ônibus e me exercito”, avalia Manoel.

Fonte
 
 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Bicicletada na Paraíba reúne cerca de 300 ciclistas pela paz no trânsito

Manifestantes pedalaram da praia até o Centro da cidade e voltaram.
Ato pretende valorizar a bicicleta como meio de transporte diário.

Do G1 PB
 
Ciclistas pedalaram pela orla em direção à Avenida Ruy Carneiro para seguirem até a Lagoa, no Centro da cidade (Foto: Maurício Melo/G1)
Ciclistas pedalaram pela orla em direção à Avenida Ruy Carneiro para
seguirem até a Lagoa, no Centro da cidade (Foto: Maurício Melo/G1)

Seguindo a tendência do resto do Brasil, João Pessoa sediou pela segunda vez a manifestação denominada Bicicletada na noite desta terça-feira (6). Em um ato público pedindo consciência em relação à violência no trânsito contra as bicicletas, cerca de 300 ciclistas da capital paraibana partiram do Busto de Tamandaré para orla seguindo até a Avenida Ruy Carneiro, de onde pedalaram até a Lagoa, no Centro da cidade, e voltaram para a praia pela Avenida Epitário Pessoa, chegando novamente ao ponto de partida.

Manifestação reuniu cerca de 300 ciclistas (Foto: Maurício Melo/G1)
Manifestação reuniu cerca de 300 ciclistas
(Foto: Maurício Melo/G1)
A Bicicletada é uma movimentação nacional que tem como intuito apoiar o crescimento e a valorização da bicicleta como meio de transporte diário. O manifesto apoia o uso do veículo de duas rodas por não ser poluente e ser de grande ajuda nos congestionamentos.

Além da Bicicletada, uma Marcha Crítica também foi realizada com cartazes, faixas e panfletos protestando o número elevado de mortes de ciclistas no trânsito e cobrando mais eficiência às políticas públicas de mobilidade. A organização explicou que o passeio foi feito em busca de uma sociedade mais pacífica e humana.

 
Ciclistas fizeram manifesto pela paz no trânsito (Foto: Maurício Melo/G1)
Ciclistas fizeram manifesto pela paz no trânsito
(Foto: Maurício Melo/G1)

Fonte

 

 

sábado, 7 de janeiro de 2012

João Pessoa tem 36 km de ciclovias





Os ciclistas em João Pessoa dispõem atualmente de apenas 36 quilômetros (km) de ciclovia. O trecho mais utilizado pelos ciclistas é o que segue pela orla, nas praias do Cabo Branco e Tambaú, até a divisa com a praia de Manaíra. Além dele há também o trajeto que vai do Viaduto do Cristo Redentor, passando pelos bairros do José Américo (paralela à avenida Hilton Souto Maior, em Mangabeira), Altiplano (Estação Cabo Branco) e vai até a Praça de Iemanjá, no Cabo Branco.

Embora não tenha ciclovia, a estrada que segue da Estação Cabo Branco em direção ao município do Conde, Litoral Sul, também é bastante utilizada pelos ciclistas. O estudante Victor Souza, 15 anos, forma um grupo com outros quatro amigos que se aventuram no trajeto sem ciclovia. Ferido no joelho após um tombo no asfalto, ele disse que o sangramento foi resultado da tentativa de desvencilhar dos carros. “Os carros passam em alta velocidade por aqui. Quando menos esperamos ele avançam sobre a gente e o único jeito é tentar se desvencilhar”, explica.

O problema, segundo o comerciante André Nascimento, do grupo Pedal Jampa, é a falta de ligações eficientes entre as ciclovias nos bairros periféricos.

“A zona Norte não tem ligações eficientes, rápidas e seguras com as demais ciclovias. Ou de acessos sinalizados nas ruas de maior fluxo e centrais da cidade para quem deseja fugir dos congestionamentos”, explica.

CONVÊNIO
Para reverter o problema, Governo do Estado e Prefeitura Municipal de João Pessoa celebraram convênio que vai permitir a ligação viária entre os bairros do Castelo Branco, Bancários e Altiplano, onde serão feitas pistas duplas, canteiro central, ciclovia e calçadas laterais. Além desse trecho, há ainda um projeto da Secretaria de Planejamento para a orla do Bessa ter ciclovia.

Fonte

Pedalar em João Pessoa é cada vez mais arriscado

Uso das ciclovias por pedestres e praticantes de outros esportes prejudica ciclistas, que cobram mais fiscalização nas áreas.

 
Usar a bicicleta como meio de transporte ou simplesmente para pedalar em João Pessoa é um risco.

Usar a bicicleta como meio de transporte ou simplesmente para pedalar nas ruas de João Pessoa tem se tornado uma prática arriscada nos últimos meses. Faltam vias adequadas para o ciclistas e, mesmo nas áreas em que foram construídas ciclovias, o risco de acidentes é eminente. As queixas recaem sobre pedestres que fazem caminhadas ou corridas, skatistas, motocicletas, vendedores ambulantes de DVD e até automóveis, que obstruem a passagem que deveria ser exclusiva para as bikes.

Representante do grupo de ciclistas 'Pedal Jampa', o comerciante André Nascimento, 34 anos, critica a falta de fiscalização e de controle do espaço que deveria ser exclusivo para a prática do esporte. “Skatistas, pedestres, motos e até carros obstruem a via do pedal, sem falar nas pessoas que soltam seus filhos na ciclovia sem nenhuma preocupação”, denuncia.

O diretor de Trânsito da Superintendência de Transportes e Trânsito (STTrans), Cristiano Nóbrega, disse que o órgão já realizou inúmeras melhorias para coibir o avanço de equipamentos que não sejam bicicletas, mas não pode coibir o trânsito de pessoas. “Substituímos os caixões (pequenos blocos de concreto) por uma proteção maior, de 30 cm, para tentar evitar que outros não ultrapassem. Os fiscais estão constantemente trafegando nos principais trechos e fazemos a fiscalização”, garantiu.

Além da concorrência com outros esportistas, o ciclista André Nascimento conta que há ainda problemas de ordem física que criam armadilhas para quem está pedalando, como os pontos de escoamento de água da chuva com desnível acentuado e bocas de lobo.

Pedaleiro há mais de cinco anos, o publicitário Eduardo Araújo, 30 anos, aponta outro obstáculo nas ciclovias que poderiam facilmente ser evitados. “Os vendedores ambulantes e os pedestres mal educados atrapalham muito o pedal nas ciclovias, mas além disso os próprios setores públicos não colaboram. A Autarquia Municipal Especial de Limpeza Urbana (Emlur), por exemplo, coloca os tambores de lixo na nossa via”, reclama.

De acordo com o coordenador de Varrição e Coleta da Emlur, José Antônio Araújo, a responsabilidade pelos tambores é dos proprietários de barracas que deveriam recolhê-los após o resgate do lixo pelo caminhão da empresa de lixo. “Já notificamos para que eles deixassem o lixo ensacado e eles continuam desrespeitando. Estamos multando os infratores para ver se eles cumprem. A multa pode chegar a 400 mil UFIRs. Não entendo como as pessoas não zelam pelo ambiente onde ganham o pão”, comenta.

Caso a situação continue, o grupo Pedal Jampa ameaça realizar uma grande manifestação nas principais vias da capital. “Do jeito que está não tem como continuar. Cobramos das autoridades e até agora nada foi feito. A Superintendência de Trânsito de João Pessoa alega que não pode fiscalizar a ciclovia, apenas os estacionamentos. Queremos que a prefeitura faça um trabalho de conscientização da população, pelo menos, já que não pode multar”, afirma André Nascimento.