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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

PB também oferece cultura local e contato com a natureza aos visitantes

28/08/2013 09h36 - Atualizado em 28/08/2013 09h42 

Turista pode dançar o Coco numa comunidade Quilombola do Conde.
Passeio também pode incluir trilhas ecológicas e meditação ao ar livre.
 
Paula Brito Especial para o G1 PB
 
 
Caminhadas ecológicas exploram as belezas das praias do Conde, na Paraíba. (Foto: Setur Conde/ Vanessa de Lima)
Caminhadas ecológicas exploram as belezas das praias do Conde,
na Paraíba. (Foto: Setur Conde/ Vanessa de Lima)

Incentivados pelas histórias de Economia Criativa de sucesso do Brejo, moradores do Litoral Sul do Estado decidiram apostar em atividades de economia criativa nos Municípios do Conde e Pitimbu. Na comunidade quilombola Ipiranga, a 5 km do Conde, a Festa do Coco, antes restrita aos moradores, agora recebe turistas, que entram na roda para dançar com as mulheres e crianças. “Aqui no quilombo, a gente praticamente não dançava mais o coco, que só era mostrado fora. Com a vinda dos turistas, resgatamos essa tradição, o que tem sido muito bom, principalmente para as crianças, que têm a oportunidade de aprender sobre a nossa cultura e reproduzir esse saber”, conta Ana Lúcia Rodrigues, coordenadora do projeto.

A comunidade também oferece trilhas guiadas e em breve vai inaugurar a réplica de uma casa quilombola como as que existiam 150 anos atrás. No dia da Festa do Coco, todo último sábado de cada mês, os artesãos aproveitam para vender os seus produtos. Para os que acreditam no poder das rezadeiras, Dona Lenita do Nascimento, 73 anos, reza de graça. No ofício há 20 anos, ela atendia apenas os moradores do quilombo. A ideia de atender os turistas foi do Sebrae.


As trilhas ecológicas foram incrementadas com paradas para meditação, no Conde, Paraíba. (Foto: Divulgação)
As trilhas ecológicas foram incrementadas
com paradas para meditação, no Conde,
Paraíba. (Foto: Divulgação)
Caminhada com meditação
As trilhas ecológicas não são novidade na Paraíba, mas no Conde três amigos decidiram oferecer uma caminhada diferente, que vai além da atividade esportiva. Durante o percurso, os participantes fazem pausas para meditar e interagir com a natureza. O serviço surgiu de uma brincadeira entre amigos. “Sempre gostei de caminhada e um dia, durante uma trilha com alguns amigos, decidimos fazer algumas conexões com os elementos da natureza. Foi uma experiência tão bonita e prazerosa que decidimos oferecer a outras pessoas. Com a ajuda do Sebrae, organizamos o negócio e hoje temos uma atividade formalizada”, conta Cláudia Tombolato, psicóloga e terapeuta que criou o projeto Caminhando e Meditando junto com dois amigos.
 
As caminhadas acontecem pela manhã no bosque da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba. Mas em noite de lua cheia, as trilhas são realizadas no final da tarde e terminam no mirante da praia de Tambaba, de onde os turistas apreciam a lua cheia nascendo.

Atividade em expansão
Segundo a Organização das Nações Unidades (ONU), a Economia Criativa é responsável por 10% do PIB mundial. Só no Brasil, as empresas desse segmento já movimentam R$ 381 milhões, ou 2,6% do PIB brasileiro, segundo mapeamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Em 2011, o governo federal criou a Secretaria da Economia Criativa, vinculada ao Ministério da Cultura, que oferece benefícios para micro e pequenos empreendimentos criativos.

Qualquer pessoa pode abrir um negócio nesse segmento, já que não é preciso ter muito dinheiro e sim talento. “É mais fácil abrir um negócio nas áreas da economia criativa, já que não é necessário um grande capital inicial. O mais importante é valorizar a cultura e ser criativo. O Sebrae presta todo o apoio necessário para quem deseja investir nesse segmento”, disse Regina Amorim, gestora de Turismo do Sebrae Paraíba e coordenadora da Ruraltur. Na hora de formalizar a atividade, o empreendedor pode optar pela categoria Microempreendedor Individual (MEI), que tem faturamento anual de até R$ 60 mil.
 
Apoio à Economia Criativa
O Sebrae presta consultoria aos empreendedores que têm interesse em investir em atividades criativas com foco na produção associada ao turismo, além de organizar viagens de benchmarking (visitas técnicas para conhecer casos de sucesso). Também realiza eventos que promovem e divulgam a atividade, como o 4º Seminário Nordeste de Turismo Rural, que acontecerá nesta quinta (29) e sexta-feira (30) durante a Ruraltur. Com o tema Turismo Rural com foco na Economia Criativa e na Economia da Experiência, o seminário terá 11 palestras. As inscrições podem ser feitas no Sebrae ou pelo e-mail regina@sebraepb.com.br. O valor é R$ 80, mas estudantes e filiados às entidades de classe do turismo têm 50% de desconto.
 
Para o designer Eduardo Barroso Neto, um dos palestrantes do seminário, é preciso acreditar no potencial local e não pensar que tudo que vem de fora é melhor. “Abrir um negócio baseado na criatividade significa, antes de tudo, acreditar no valor daquilo que é singular, exclusivo e inovador. Afinal, a cultura é nosso único e inalienável patrimônio. Temos que parar de imitar e tentar interpretar o gosto do turista e valorizar nossa historia e tradições, agregando valor aos nossos produtos e serviços”, disse Eduardo, que é diretor da empresa Ser Criativo Empreendimentos Culturais do Brasil, de Florianópolis (SC).
  
 
Fonte


domingo, 6 de janeiro de 2013

Agreste tem aventura e trilhas

Ingá possui um dos maiores sítios arqueológicos do país.

 
Para quem quer aproveitar o passeio de férias para ampliar o conhecimento sobre história, um roteiro indicado é o Município de Ingá, no Agreste paraibano, que possui um dos maiores sítios arqueológicos do país, guardada nas inscrições rupestres de mais de cinco mil anos, com segredos até hoje indecifráveis. O passeio para a Pedra do Ingá custa R$ 30,00 para duas pessoas.

No local, os visitantes podem observar as inscrições rupestres produzidas em baixo relevo ao longo de um paredão de 46 metros de comprimento e 3,8m de altura, que se eleva sobre um lajedo do riacho Bacamarte.

Quem preferir realizar uma caminhada ou rapel, a opção é subir a Serra Velha com 655 metros de altura e que oferece ótimas atrações ao longo de 4 km de percurso. Durante o trajeto é possível conhecer outros atrativos, como a Pedra do Convento, que guarda uma série de lendas. “Dizem que, antigamente, as pessoas vinham até a pedra do convento para procurar por talheres de ouro”, conta o pesquisador Denis Mota, que integra a Sociedade Paraibana de Arqueologia. Também é possível conhecer as grutas existentes no local que eram usadas pelos cangaceiros.

ENGENHOS NO BREJO
O Brejo paraibano também é uma ótima opção para quem quer apreciar um conjunto de paisagem serrana com altitude média de 550 m e uma paisagem formada por rios, cachoeiras, trilhas, mata atlântica e um rico patrimônio histórico.

A cidade de Areia costuma atrair visitantes durante todo o ano, principalmente pelo rico patrimônio histórico. Região importante produtora da rapadura artesanal e da cachaça de alambique, uma viagem na história desta região leva aos tempos áureos dos engenhos de cana-de-açúcar, permite ao visitante degustar produtos feitos na hora e participar da produção.



Interior da Paraíba oferece roteiros de férias

Regiões do Brejo e Cariri têm opções que incluem as belezas naturais e o patrimônio histórico do Estado.



 

Francisco França
Cabaceiras, a 'Roliúde Nordestina', é um dos principais atrativos do interior do Estado

Estamos no período de férias e nem todos os paraibanos escolhem as praias do Litoral do Estado para curtir os dias de descanso. O interior da Paraíba oferece diversas opções para quem deseja realizar trilhas e conhecer as belezas naturais e o patrimônio histórico das regiões do Brejo e do Cariri. São sítios arqueológicos, lajedos, cachoeiras e outros locais que encantam pela beleza e acolhimento dos moradores das pequenas cidades.
 
A região do Cariri está localizada no trópico semiárido do Estado da Paraíba, na mesorregião da Borborema, e se caracteriza por apresentar elevadas temperaturas e poucas chuvas ao longo do ano. O destino turístico mais visitado na região é Cabaceiras, conhecida nacionalmente como a “Roliúde Nordestina”. Suas belezas naturais têm atraído uma média de 5 mil turistas por ano. Os visitantes podem realizar trilhas a pé ou de bicicleta pela zona rural e visitar casas e igrejas antigas que serviram de cenários para 30 filmes e documentários já gravados na cidade.
 
Conforme explicou a diretora de Turismo do município, Josineide Pereira, diariamente quatro guias turísticos treinados são responsáveis em guiar os turistas e mostrar todo o patrimônio do município. “O nosso passeio começa pelo Museu Histórico e depois seguimos pelas praças, casas e pelas igrejas do Rosário e Matriz. Ao longo do trajeto, o turista conhece toda a história da cidade e recebe informações sobre os filmes que já foram gravados na região, a exemplo do Auto da Compadecida”, ressaltou Josineide.
 
Em Cabaceiras, o Lajedo de Pai Mateus, formação rochosa composta por grandes pedras arredondadas, encanta os visitantes. “Nos últimos meses nós temos recebido turistas de várias partes do Brasil e até de outros países, que ficam encantados com a energia do lugar”, acrescentou Josineide.


sábado, 21 de julho de 2012

Bananeiras abre programação do Caminhos do Frio na Paraíba

21/07/2012 07h41 - Atualizado em 21/07/2012 07h41
 
Turistas poderão participar do Festival Gastronômico e de trilhas ecológicas.
Caminhos do Frio vai passar por seis cidades do Brejo paraibano.

Do G1 PB 

Bananeiras é a primeira cidade da rota cultural (Foto: Arquivo/Sesc)
Bananeiras é a primeira cidade da rota cultural
(Foto: Arquivo/Sesc)
Começa na segunda-feira (23) o projeto 'Rota Cultural Caminhos do Frio'. Bananeiras, cidade localizada na Serra da Borborema, região do Brejo paraibano, inicia as atividades do projeto com a programação “Aventuras e Arte na Serra”, entre os dias 23 e 29 de julho.

Na cidade, os turistas poderão participar do Festival Gastronômico, de trilhas ecológicas, de oficinas culturais e de apresentações teatrais e musicais, como da Orquestra Sanfônica e show da banda Cabruêra. A programação pode ser conferida na íntegra no site do evento.

Segundo divulgou a organização do evento, Bananeiras tem uma altitude de 526m e possui clima frio úmido, com temperatura média de 28°C no verão e 10°C no inverno. De acordo com a gestora de Turismo do Sebrae Paraíba, Regina Amorim, o Caminhos do Frio promove o desenvolvimento sustentável do turismo nas cidades que fazem parte do roteiro, contribuindo para que a comunidade local seja beneficiada com o incremento econômico e cultural. “Na programação, por exemplo, temos apresentações teatrais de crianças das cidades, que desenvolvem desde cedo um trabalho artístico que pode ter continuidade ao longo da vida”, disse a gestora.
Caminhos do Frio
Até o dia 2 de setembro, cerca de 30 mil turistas devem participar das atividades em seis cidades do brejo paraibano. Bananeiras, Serraria, Pilões, Areia, Alagoa Grande e Alagoa Nova são as que fazem parte do roteiro. As seis cidades juntas irão movimentar mais de R$200 mil apenas na área cultural, oferecendo uma vasta programação.


domingo, 29 de janeiro de 2012

Sítio paleontológico na Paraíba deve receber projeto de revitalização

28/01/2012 13h12 - Atualizado em 28/01/2012 15h10

Vale dos Dinossauros de Sousa, no Sertão, terá estrutura reformada.
Convênio entre governo e Petrobras prevê investimento de R$ 1,2 milhão.

Do G1 PB
 
Vale dos Dinossauros, em Sousa (PB), vai ganhar melhorias após convênio do governo estadual com a Petrobras (Foto: Francisco França/Secom-PB)
Visitantes do parque podem conhecer
pegadas de dinossauros (Foto: Francisco
França/Secom-PB)
O Parque Vale dos Dinossauros, localizado no município de Sousa, no Sertão paraibano, receberá um projeto de revitalização no valor de R$ 1,2 milhão. Conhecido como um dos sítios paleontológicos com a maior incidência de pegadas de dinossauros da América do Sul, a unidade paraibana de conservação deve iniciar suas obras de restauração assim que o processo licitatório for concluído.

A notícia foi dada pelo governador Ricardo Coutinho, que apresentou o projeto em convênio com a Petrobras, durante solenidade na sexta-feira (27).

Com foco na expansão do turismo no interior do estado, estão previstas melhorias na área de urbanização e estacionamento do parque, incluindo acessos para portadores de deficiência. Ainda foram programadas reforma do auditório, construção de novas passarelas, reconstrução de quiosques, reforma do museu, recuperação da casa de apoio ao pesquisador e a implantação de sete réplicas de dinossauros.

"Quem tem algo assim não pode ignorar, por isso articulamos esforços para explorar o parque de forma sustentável, da melhor maneira possível”, declarou o governador, destacando o Vale dos Dinossauros como patrimônio nacional. Para o prefeito de Sousa, Fábio Tyrone, o sítio que já recebe dois mil turistas por mês, com a infraestrutura atual, deve multiplicar o número de visitantes. “A expectativa é que o vale se transforme em nosso parque dos dinossauros”, adiantou o prefeito.

A verba do convênio destinada para a revitalização do sítio, antes projetada para investir 40% em infraestrutura e 60% para capacitação de pessoal, inverteu sua prioridade inicial. Porém, pelo menos 25% do montante total continua mantido para aplicação na área social, destinado à capacitação para a população nas áreas de paleontologia e identificação de pegadas de dinossauros, além de cursos de artesanato para a produção de artigos relacionados ao tema dinossauros.

Vale do Dinossauro, em Sousa (PB), vai ganhar melhorias após convênio do governo estadual com a Petrobras (Foto: Francisco França/Secom-PB)
Projeto prevê instalação de mais quatro réplicas de dinossauros
(Foto: Francisco França/Secom-PB)
 Fonte

Cenários de cinema e ecoturismo são os atrativos de Cabaceiras, PB

27/01/2012 10h34 - Atualizado em 27/01/2012 10h34

Após 30 produções, cidade recebeu o título de 'Roliúde Nordestina'.
Monumentos naturais e cultura do bode movimentam economia local.

Karoline Zilah  
Do G1 PB
 
Lajedo de Pai Mateus é o principal atrativo da região (Foto: Maurício Melo/G1)
Lajedo de Pai Mateus é o principal atrativo da região
(Foto: Maurício Melo/G1)

Apesar de ter apenas 5 mil habitantes, a cidade de Cabaceiras, na Paraíba, já entrou na rota dos amantes do ecoturismo no Brasil. A cidade ganhou popularidade depois de ser 'descoberta' por cineastas interessados nos cenários naturais típicos do semiárido e na boa luminosidade, que permitia mais tempo de filmagem por dia. Uma das produções mais famosas é a minissérie O Auto da Compadecida, gravada na região em 1998.

Desde então, Cabaceiras transformou-se em 'set' para, pelo menos, 30 filmes entre documentários e ficções. A vocação para o cinema e o clima seco semelhante à Hollywood original norteamericana lhe renderam o título de 'Roliúde Nordestina'. No currículo, além da adaptação das aventuras de Chicó e João Grilo criadas pelo escritor paraibano Ariano Suassuna, estão os filmes 'Cinema, Aspirinas e Urubus', 'Romance' e a microssérie 'A Pedra do Reino'. As gravações mais recentes foram feitas para a novela 'Aquele Beijo'.

O município fica localizado a 199 km da capital João Pessoa e o acesso se dá por estradas estreitas, incluindo trechos de terra. Para quem viaja de ônibus, é possível sair de Campina Grande, que fica a 66 km de distância. A cidade está localizada na microrregião do Cariri paraibano, ornamentada por uma vegetação rasteira que se alterna entre galhos secos e um verde discreto. Apesar de registrar o menor índice pluviométrico do país, as plantas locais conseguem alcançar lençóis freáticos e deles obter água.

As boas-vindas são dadas pelo letreiro 'Roliúde Nordestina', instalado em uma serra na entrada da cidade. Depois da parada obrigatória para foto, o visitante encontra o espaço que sedia anualmente a Festa do Bode Rei, criada em 1998 para valorizar a caprinovinocultura. De acordo com o Sebrae, o evento dura quatro dias e atrai cerca de 50 mil pessoas.

O bode, que antes era visto como alimento para famílias pobres, hoje é uma das principais atividades econômicas do Cariri. Sua carne ganhou espaço em mercados, virou recheio para almôndegas, pizzas, linguiças, estrogonofe (ou estrogobode), tapiocas (bodioca) e até panquecas e chega a ser estrela em festivais de alta gastronomia.

Cidade cinematográfica
A poucos metros de distância do local que sedia a Festa do Bode Rei, o turista já encontra o Centro da cidade, cujas casas antigas e até a cadeia pública foram cenários de filmes. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, abrigou algumas das últimas cenas de 'O Auto da Compadecida', onde os personagens são submetidos ao 'juízo final'. A infraestrutura das ruas teve que ser adaptada para o enredo, a exemplo de postes que foram retirados. Entre os moradores, muitos já acumulam um extenso currículo como figurantes.

Na mesma manhã, é possível visitar também o Memorial Cinematográfico, onde são expostas fotografias, roteiros e material usado nas gravações, e o Museu Histórico dos Cariris, que abriga antiguidades e peças artesanais produzidas na região. O artesanato local também é atração na Casa de Zé de Cila, apelido de José Nunes, figura da cidade que adora um bate-papo sobre recordações de acontecimentos históricos e que participou das grandes produções que passaram pelo local.

Como o bode é rei na cidade, a cabrita é a rainha. É dela que vem uma bebida típica que vale conferir antes do turista se despedir do Centro. É o Xixi de Cabrita, um licor suave que mistura leite de cabra, aguardente e baunilha. A receita completa, porém, é segredo.

Ribeira concentra produção artesanal à base de couro (Foto: Karoline Zilah/G1)
Ribeira concentra produção artesanal à base
de couro (Foto: Karoline Zilah/G1)
Distrito de Ribeira
Seguindo 14km por uma estrada de terra, chegamos ao distrito de Ribeira de Cabaceiras, comunidade rural que concentra a produção do artesanato em couro de cerca de 30 oficinas. Juntos, 72 'sócios' mantêm desde 1998 a Cooperativa dos Curtidores e Artesãos em Couro de Ribeira de Cabaceiras, que beneficia cerca de 200 pessoas diretamente. Batizada com o nome fantasia de Arteza, a cooperativa produz sandálias, chapéus, carteiras, bolsas, cintos e outros acessórios, tudo de couro de boi e bode.

Segundo o diretor presidente José Carlos de Castro, são mais de 100 anos de tradição dos curtumes com técnicas manuais de processamento do couro repassadas pais para filhos. Com a ajuda de consultorias sobre moda e gerenciamento, o que era rústico virou negócio e a cooperativa recebeu investimentos no maquinário para aprimorar o acabamento e aumentar a quantidade.

Hoje a Arteza distribui seus itens para venda em João Pessoa, Natal, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Também participou de feiras internacionais de artesanato, recebendo encomendas de Espanha, Portugal e Alemanha. Em sua sede no distrito de Ribeira é possível acompanhar o passo a passo do processo de criação das peças e comprar artigos para usar ou presentear.

Disposição dos blocos de pedra da Saca de Lã desafiam turista a acreditar que não houve interferência humana (Foto: Karoline Zilah/G1)
Disposição das pedras da Saca de Lã desafia
turista a acreditar que não houve interferência
humana (Foto: Karoline Zilah/G1)
Saca de Lã
Saindo do distrito de Ribeira, o visitante segue de carro por mais 10km de estrada de terra para chegar até a antiga fazenda Tapera, que hoje abriga o Hotel Fazenda Pai Mateus. Adentrando a propriedade chega-se aos dois bens ecológicos mais preciosos de Cabaceiras: a Saca de Lã e o Lajedo de Pai Mateus. Ambos também serviram de locações para filmes, mas, além de atrair amantes da sétima arte para conhecer os cenários naturais, estão se tornando populares pelos passeios com trilhas e esportivos, como trekking, bike e rapel.

A primeira parada é o monumento natural Saca de Lã, que recebeu este nome por lembrar pacotes de algodão empilheirados de Campina Grande, na época em que a cidade era uma das maiores exportadoras do mundo. Devido ao sol forte, o guia Ribamar Farias recomenda que o passeio seja feito pela manhã, entre as 7h e as 10h. O visitante segue por um trilha de arbustos típicos da caatinga até se surpreender com o que vê pela frente: um monumento de pedras empilhadas.

Custa a acreditar que a obra não foi feita pelo homem, mas sim pela natureza. Segundo o guia, estudiosos dizem que um processo demorado – de milhares de anos – fez com que uma única pedra rachasse em blocos em forma de paralelepípedos. Além disso, a erosão molda as pontas, o que deixou a estrutura em forma de pirâmide. Árvores também crescem nas brechas e suas raízes ajudam a separar os blocos. “Diz a lenda que os egípcios se inspiraram na Saca de Lã para criar suas pirâmides”, brinca Ribamar.

Com a orientação de um guia de turismo capacitado, é possível escalar a Saca de Lã e adentrar suas rachaduras. As pedras são ocas por dentro, o que permite o aventureiro a chegar ao topo do monumento.

Lajedo de Pai Mateus
A formação rochosa de 1,5 km² é composta por cerca de 100 blocos de pedras arredondadas e foi eleita a primeira entre as Sete Maravilhas da Paraíba, em votação popular promovida pela Assembleia Legislativa em 2010.

Blocos do lajedo têm formatos curiosos, como a Pedra do Capacete (Foto: Maurício Melo/G1 PB)
Blocos do lajedo têm formatos curiosos, como a Pedra do Capacete
(Foto: Maurício Melo/G1 PB)
O local recebeu este nome devido à lenda do curandeiro Pai Mateus, que teria morado em uma das pedras no século XVIII e era considerado pelos moradores como uma personalidade sagrada, por usar ervas medicinais em época de escassez de profissionais na região. Além da pedra em forma de 'cumbuca' de sopa invertida, onde ele teria morado, a Pedra do Capacete é uma das mais interessantes devido ao seu formato.

O melhor horário para visitação é entre as 15h e as 18h, durante o por do sol, que ilumina as rochas com um aspecto dourado – fenômeno responsável por atrair fotógrafos de várias partes.

Italiano Bruno De Nicola reconheceu cenários de novela pela cidade (Foto: Karoline Zilah/G1)
Italiano Bruno De Nicola reconheceu cenários
de novela pela cidade (Foto: Karoline Zilah/G1)
O consultor em Comunicação italiano Bruno De Nicola mora no Brasil há sete anos, mas visita pela primeira vez a Paraíba. Depois de seis dias no estado, ele revela que sempre teve o desejo de conhecer a região e, apesar da beleza das praias, ficou impressionado com o processo de erosão e formatos das pedras da Saca de Lã e do Lajedo.

"Reconheci alguns cenários do começo da novela. Também gostamos muito também da receptividade dos moradores locais", comenta.

Uma das opções de passeio é a trilha por sítios arqueológicos. Nos pequenos lagos dos arredores, há fósseis de animais históricos e algumas pedras contêm inscrições rupestres ainda visíveis, que teriam sido deixadas por índios cariris há cerca de 12 mil anos. Acredita-se que o local era cultuado como sagrado e utilizado como centro cerimonial, por isso muitos visitantes consideram o espaço místico e perfeito para contemplar o por do sol e revigorar as energias.

Cerca de 100 blocos milenares de granito compõem paisagem do lajedo (Foto: Karoline Zilah/G1)
Cerca de 100 blocos milenares de granito compõem paisagem do lajedo
(Foto: Karoline Zilah/G1)
 Fonte


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Trilha ecológica com banho de argila é opção de lazer no Litoral Sul da PB

25/01/2012 18h30 - Atualizado em 25/01/2012 18h42

Aldeia Flor d'Água fica no município do Conde, no Litoral Sul da Paraíba.
No total, são 16 nascentes com três delas represadas para o banho.

Inaê Teles 
Do G1 PB
 
Aldeia Flor d'Água na Paraíba é uma opção de lazer nas férias (Foto: Inaê Teles/G1)
Visitantes se refrescam em piscina natural da
Aldeia Flor d'Água (Foto: Julindio Macuxi/Divulgação)
Três horas de passeio ecológico por um trilha com diversas plantas, banho de argila e ainda paradas em três nascentes para refrescar o corpo é o que o visitante vai encontrar na Aldeia Flor d'Água localizada no município do Conde, no Litoral Sul da Paraíba. Durante o passeio, também é possível encontrar animais como pássaros, macacos e até cobras.

Julindio Macuxi, guia turístico e proprietário de uma das 12 casas localizadas nos 6 hectares da aldeia, acompanha os visitantes durante o trajeto que conta com 16 nascentes. Os passeios só são feitos com horário marcado, por isso é importante reservar com antecedência. A partir das 6h, o neto de índio já está acordado para descer com o primeiro grupo pela mata.

Aldeia Flor d'Água na Paraíba é uma opção de lazer nas férias (Foto: Inaê Teles/G1)
Julindio e visitante aproveitam duarante o banho de argila
(Foto: Inaê Teles/G1)
Na entrada da casa, que foi construída pelo próprio Julindio, as sandálias são deixadas. Enquanto Julindio pinta cada um dos visitantes com tirna (fuligem da panela de barro), é possível observar os detalhes da casa. Garrafas de vidro dispostas na parede permitem que a luz do sol entre na casa refletindo  diversas cores. A escada é no estilo da mesma da casa de Santos Dummont, só é possível subir começando pelo pé direito.
Na cozinha, tem o Cantinho da Gertrudes logo embaixo da pia. Lá mora uma aranha caranguejeira que já se tornou uma das atrações da casa. Um outro detalhe interessante é que a casa não tem nem portas e nem janelas.

Com a tribo reunida é hora de iniciar a trilha. É preferível descer para o passeio vestido apenas com a roupa de banho e, se possível, descalço. Já que depois do banho de argila fica difícil carregar qualquer coisa sem melar e ainda é possível perder os calçados no caminho, que tem lama em alguns trechos.

Aldeia Flor d'Água na Paraíba é uma opção de lazer nas férias (Foto: Milton Rosa/Divulgação)
Na trilha ecológica Julindio ensina sobre a flora
(Foto: Milton Rosa/Divulgação)
 
Na entrada da mata já é possível sentir o clima fresco e úmido. Julindio vai fazendo algumas paradas ao longo da trilha para falar sobre as propriedades medicinais de algumas plantas da mata. É importante lembrar que durante o trajeto o visitante pode se deparar com cobras, aranhas e outros animais silvestres.

No tronco da Munguba, uma árvore centenária da reserva, o neto de índio convida todos a darem um abraço coletivo no tronco. Boa parte do trajeto é feito às margens de nascentes e com o barulho da água correndo em direção aos rios.

A próxima parada é para ouvir a natureza. Ao lado de mais uma nascente Julindio pede para que todos se agachem e ouçam os pássaros. O som das aves se mistura com o da água correndo e juntos proporcionam um dos melhores momentos do passeio.

Banho de argila
Aldeia Flor d'Água na Paraíba é uma opção de lazer nas férias (Foto: Inaê Teles/G1)
Na preparação para o banho argila
(Foto: Inaê Teles/G1)
Um dos momentos mais esperado do passeio é o banho de argila. Nele cada um dos visitantes pega um pouco da argila que se encontra próximo de uma das nascentes e espalha por todo corpo.

Na visão popular a argila tem propriedades desintoxicante, mineralizante e antiinflamotoria.

Banhos
Aldeia Flor d'Água na Paraíba é uma opção de lazer nas férias (Foto: Inaê Teles/G1)
Primeiro banho da trilha (Foto: Inaê Teles/G1)
A retirada da argila é feita no primeiro rio da trilha. Ele não é muito profundo e por isso, dependendo do horário da visita, a água fica um pouco quente.

O passeio pode ser feito com grupos de até 15 pessoas. É preferível ir nos primeiros grupos do horário da manhã por conta do sol.

Aldeia Flor d'Água na Paraíba é uma opção de lazer nas férias (Foto: Inaê Teles/G1)
Segundo banho tem fonte (Foto: Inaê Teles/G1)
O segundo banho acontece em uma pequena queda d' água. O local não é tão extenso quanto o primeiro rio, mas a água é mais fresca.

A queda d'água faz uma massagem agradável no corpo e o difícil é se levantar para ir para o terceiro banho da trilha.

Aldeia Flor d'Água na Paraíba é uma opção de lazer nas férias (Foto: Inaê Teles/G1)
Terceiro banho dá até para 'surfar' no estilo
de Julindio (Foto: Inaê Teles/G1)

O terceiro é na verdade uma piscina natural que foi construída por Julíndio que represou a água de uma das nascentes. A piscina natural é mais profunda que o primeiro rio e a água é tão fresca quanto a do segundo banho.

É importante o visitante levar o que for consumir porque o local não dispõe de lanchonete. Na cozinha da casa de Julindio é possível preparar as refeições. Caso os visitantes queiram dormir no local basta levar uma barraca de camping ou se hospedar em uma das duas ocas localizadas na aldeia.

O passeio é uma oportunidade de entrar em contato com a natureza e ainda aprender um pouco mais sobre a fauna e flora brasileira.


Fonte


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Passeio por sete praias do Litoral Sul da PB tem naturismo e gastronomia

25/01/2012 07h15 - Atualizado em 25/01/2012 08h25

Roteiro começa por Barra de Gramame e termina em praia naturista.
Carapibus, Coqueirinho e Tambaba são outros destaques do roteiro.

Inaê Teles  
Do G1 PB
 
Praia de Coqueirinho na Paraíba (Foto: Inaê Teles/G1)
Banhistas aproveitam o sol na Praia de Coqueirinho (Foto: Inaê Teles/G1)
 
As praias do Litoral Sul da Paraíba aguardam turistas interessados em belas paisagens e uma certa dose de aventura. A mais tradicional maneira de curtir o roteiro, de preferência sempre com emoção, é fazer o passeio de buggy. No trajeto, que dura aproximadamente quatro horas, o visitante conhece as praias do Amor, Carapibus, Coqueirinho, Jacumã, Tabatinga, Tambaba e ainda Barra de Gramame. Os mais animados podem, inclusive, conhecer uma praia dedicada ao naturismo.

Programação Turismo Paraíba (Foto: Arte/G1)


O roteiro normalmente começa por Barra de Gramame, onde há o encontro do rio com o mar. Quem optar pelo banho, precisa ficar atento com a correnteza e não se afastar muito da margem. O prato típico do local é galinha de capoeira.

No Bar do Zezinho, que fica à beira da barra, a grande atração é um goiamum, um caranguejo que foi "treinado" para tirar fotos com turistas e é chamado de "Robocop V". O seu antecessor," Robocop IV", morreu ao ser derrubado por um turista quando era fotografado.

Saindo de Gramame, a próxima parada no passeio de buggy é a Praia do Amor, que tem este nome devido a uma pedra furada com formato semelhante ao de um coração. Em seguida, vem a Praia de Jacumã, com ondas um pouco mais fortes e um maceió com água doce. Na beira-mar, bares servem petiscos e bebidas.

Já em Carapibus, é possível tomar banho em piscinas naturais que se formam nos corais quando a maré está baixa. Em determinadas épocas do ano, a água fica cristalina e peixes coloridos podem ser vistos . Polvos e moreias também costumam aparecer entre os corais. Para mergulhos, é necessário levar máscara e snorkel.
A próxima praia é Tabatinga, com mar mais agitado e dois maceiós. No período da tarde é possível ver tartarugas no momento que elas levantam a cabeça para respirar. Não é sempre que elas aparecem, mas com um pouco de paciência vale a pena se sentar nas falésias e ficar olhando para o mar na espera das tartarugas.

O trajeto entre a Praia do Amor e a Praia de Carapibus é possível fazer caminhando pela areia. Já para seguir ao Coqueirinho é necessário pegar o asfalto e seguir por uma estrada de barro. Nesta praia há o maior número de bares à beira-mar, além de áreas distintas para surfistas e banhistas.


Praia de Tambaba na Paraíba (Foto: Inaê Teles/G1)
Entrada da Praia de Tambaba (Foto: Inaê Teles/G1)
 
A última praia do percurso é Tambaba, que tem uma área para prática do naturismo. Os visitantes que não quiserem ficar nus podem ficar na parte reservada para pessoas vestidas.  O passeio também pode ser feito de carro, a pé ou de bicicleta.

GastronomiaAo longo das praias é possível se deliciar com a culinária local. Os frutos do mar estão presente em praticamente todos os restaurantes e bares.

Pratos típicos na Paraíba (Foto: Canyon/Divulgação)
Frutos do mar ganham espaço nos restaurantes
(Foto: Canyon/Divulgação)

Na Praia de Tambaba, na área naturista, o Camarão à Tambaba, que reúne quatro tipos de camarão (ao alho e óleo, milanesa, ao molho de tomate e à francesa), é servido em uma pousada com restaurante na beira-mar. Arroz e purê acompanham o prato. 

Outra opção em Tambaba é a Arca do Bilu, cujo proprietário é um surfista com muitas histórias para contar. É bom ir com tempo para ouvir os contos de Bilu. Uma em especial é a que explica o prato Lenda de Tambaba.

Em uma única refeição o turista se delicia com marisco, carne de siri, peixe, camarão e lagosta. O prato acompanha arroz, pirão e farofa com dendê.

Já em Coqueirinho, o restaurante Canyon oferece pratos como a Sinfonia Marítima (com peixe, camarão, lagosta, siri mole, lula, ostra e sururu) e também aperitivos, como pastéis de camarão que ficam ainda mais gostosos com as caipifrutas, caipirinhas feitas com frutas locais.

Fonte


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

'Piscinas' entre corais são destaque de passeio em Picãozinho, na Paraíba

24/01/2012 06h15 - Atualizado em 24/01/2012 06h43

Local fica a 15 minutos de barco da Praia de Tambaú, em João Pessoa.
Pôr do sol na Praia do Jacaré é destaque no programa.

Krystine Carneiro  
Do G1 PB
 
 
Picãozinho (Foto: Bráulio Chacon)
De dezembro a março, os corais de Picãozinho ficam à mostra e a água
mais clara (Foto: Bráulio Chacon/Divulgação)

As praias são as mais importantes atrações turísticas da Paraíba. Mas, algumas das mais belas paisagens naturais só podem ser vistas dentro da água. Em Picãozinho, uma barreira de recifes localizada a aproximadamente 15 minutos da Praia de Tambaú, em João Pessoa, é possível mergulhar e registrar os momentos em fotos subaquáticas ao lado de diversas espécies de peixes.

Programação Turismo Paraíba (Foto: Arte/G1)

O apelido da barreira de recifes foi dado por pescadores locais. Eles viam um pequeno pico de pedra no mar que formava piscinas naturais e resolveram batizá-lo de Picãozinho. O período de dezembro a março, quando a água fica mais clara, é o mais indicado para a visitação. Porém, o passeio com mergulho, que dura cerca de duas horas, pode ser feito em qualquer época do ano. O importante mesmo é consultar a tábua de marés antes de fazer o passeio. Com a maré de até 0,4m, os corais ficam à mostra formando uma linda vista.

No barco, o visitante pode alugar máscaras de mergulho por R$ 10 para apreciar melhor a fauna do local, pegar boias emprestadas e encomendar fotos subaquáticas, cujo preço varia de R$ 25 a R$ 30. O fotógrafo garante a presença de peixes nas fotos usando comida para peixe envolta em um plástico. Mesmo sem comer a ração, os peixes se atraem pelo cheiro do alimento e tornam a foto ainda mais bonita.

Visitante pode tirar fotos subaquáticas com os peixes (Foto: Bráulio Chacon)
Visitante pode tirar foto subaquática com peixes
(Foto: Bráulio Chacon/Divulgação)
 
 
As principais proibições do local são não pisar nos recifes e não alimentar os peixes. As limitações foram definidas para preservar a fauna do local e os corais, que estavam sendo destruídos devido ao grande número de visitantes. Apesar das regras, é possível ver os peixinhos por todos os lados e fotografá-los.

As embarcações também são submetidas a algumas regras. Nenhum barco pode ficar a menos de cinco metros dos corais. Por isso, o visitante tem que ter disposição para nadar pelas piscinas naturais, além de tomar cuidado para não pisar nos corais.

Os barcos de passeio ainda têm serviço de bordo com restaurante, onde são servidos espetinhos (R$ 4 a unidade), porção de carne de sol com batata frita (R$ 15) e refrigerantes (R$ 2 a lata). A comida, no entanto, só pode ser consumida dentro do barco, já que é proibido ir para a água com qualquer tipo de alimento.

O casal de Brasília Lucas Riulena e Márcia Thuin foi pela primeira vez a Picãozinho e registrou fotos debaixo d'água. “Foi muito legal, nunca tinha tirado foto com os peixes”, disse Lucas. O casal passou oito dias de férias na Paraíba e conheceu outras praias como Jacaré, Bessa e Tambaú. “É lindo, maravilhoso”, disse Márcia.

Visitante pode assistir ao pôr-do-sol à bordo de um catamarã (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Visitante pode assistir ao pôr-do-sol à bordo de um
catamarã (Foto: Krystine Carneiro/G1)
 
Pôr-do-sol no Jacaré
Depois de passar a manhã e a tarde no mar, uma boa opção é assistir ao pôr do sol ao som do Bolero de Ravel à bordo de um catamarã sobre o Rio Paraíba. O passeio de barco na Praia do Jacaré, em Cabedelo, dura cerca de uma hora e meia com direito a explicações históricas e geográficas do local e um show de humor no lugar onde o sol se põe primeiro no país, aproximadamente às 17h15.

No fim do passeio, os visitantes assistem ao espetáculo da natureza ao som de Jurandy do Sax, que toca vinte minutos de bolero ao vivo em cima de uma canoa todos os dias. O artista já tocou a composição mais de 4 mil vezes e já é considerado uma atração turística da Paraíba.

O Rio Paraíba nasce na Serrá do Jabitacá, na cidade de Monteiro, a 303 km da capital João Pessoa, e desagua em Cabedelo. A área localizada na Praia do Jacaré, onde acontece o encontro do rio com o mar, tem 750 m de largura e 12 m de profundidade.
 
Para quem prefere ver o espetáculo em terra firme, a Praia do Jacaré tem diversos bares às margens do Rio Paraíba de onde o pôr do sol é acompanhado pelo som do saxofone de Jurandy. O local também tem lojinhas com produtos da terra, uma feira de artesanato e uma praça de alimentação que o visitante não pode deixar de conhecer quando não estiver a bordo do barco.

A Praia do Jacaré é um dos locais que mais concentram embarcações que atuam em esporte e recreio na Paraíba, incluindo catamarãs, jet skis e lanchas. Na Paraíba, estão inscritos na Capitania dos Portos aproximadamente 3 mil embarcações de esporte e recreio, sendo que 1,2 mil são apenas de jet skis.

A partir de janeiro, a Secretaria de Meio Ambiente e Pesca de Cabedelo vai iniciar um processo de “balizamento”, onde será formada uma área de exclusão durante o período de apresentação de Jurandy do Sax. “Vamos proteger o artista, porque alguns barcos estavam se aproximando muito e ele poderia cair”, explicou o secretário Walber Farias.

Praia do Jacaré também tem um grande volume de barcos (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Praia do Jacaré também tem uma grande concentração de
barcos (Foto: Krystine Carneiro/G1)
 

Areia Vermelha é opção para quem busca sossego ou badalação na PB

23/01/2012 09h35 - Atualizado em 23/01/2012 14h05


Ilha é santuário para espécies que vivem em área de recifes.
Passeio é diferente em cada época do ano e até em cada dia da semana.



Krystine Carneiro  

Do G1 PB
 
Suspeita-se de que tom avermelhado da areia da ilha seja devido à grande concentração de ferro (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Tom avermelhado da areia pode ser resultado da concentração
de ferro (Foto: Krystine Carneiro/G1)
 
A pequena ilha batizada de Areia Vermelha, na Paraíba, é destino que pode combinar com diferentes programas. Dependendo da época escolhida, ela pode ser considerada um paraíso onde é possível encontrar isolamento e águas calmas. Em outros, a faixa de areia vira ponto de badalação e concentra a maior parte da frota de jet skis e de barcos do litoral paraibano.

Com vista para as cidades de João Pessoa e Cabedelo, ela é parte do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha. O local é um banco de areia temporário localizado a 15 minutos da Praia do Poço e que só aparece durante a maré baixa.

Programação Turismo Paraíba (Foto: Arte/G1)

A ilha foi batizada assim devido à coloração avermelhada da areia. Segundo o coordenador de Estudos Ambientais da Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema), Jerônimo Villas Boas, a suspeita é que a cor seja resultado da grande concentração de ferro na região. No entanto, a confirmação oficial virá de testes que estão em processo de finalização.

Areia Vermelha tem características diferentes dependendo da época do ano e do dia da semana em que é visitada. Aos sábados e domingos, quando a maré está baixa entre 9h e 13h, a ilha fica lotada e bem agitada. Na alta estação, de dezembro a março, o clima é de paquera. O local é sempre bem frequentado no verão, principalmente aos fins de semana.
É importante ficar atento à tábua de marés antes de conhecer Areia Vermelha. A maré ideal é de no máximo 0,4m, quando a areia fica à mostra. Com marés muito altas a visitação fica inviável. O passeio pode ser de barco, jet ski ou catamarã e dura cerca de três horas, dependendo do tempo de estadia na ilha.

Para os turistas que querem mais calma a dica é que façam o passeio durante a semana. Wanderson Teodoro, de Campinas, SP, levou a esposa Lara e a filha de 2 anos, para passar férias na Paraíba e aprovou o passeio. “É uma sensação de isolamento, de maior contato com a natureza”, disse Wanderson.
 
Depois de ter feito outros passeios pelo litoral, Lara elegeu Areia Vermelha como o melhor deles. “Tem a tranquilidade da água e é maravilhoso para nadar com criança”, complementou. A água rasa e sem muitas ondas deixa os pais à vontade para deixarem seus filhos brincarem sozinhos. Porém, é importante que os adultos fiquem atentos às âncoras das embarcações para que as crianças não se machuquem nelas.

Lara Teodoro aprovou a ilha pois sua filha de 2 anos pode brincar com tranquilidade (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Lara aprovou a ilha pois sua filha de 2 anos
pode brincar tranquilamente
(Foto: Krystine Carneiro/G1)
A ilha proporciona uma bela vista do Oceano Atlântico e da costa paraibana com o conforto de mesas próximas ao mar e de bares flutuantes que atendem aos visitantes de Areia Vermelha. No parque, o turista pode degustar o caranguejo no típico molho de coco a R$ 4 a unidade, além do coquetel de frutas, com ou sem álcool, servido em um abacaxi, por R$ 10.

O visitante também poderá provar outros pratos típicos de ambientes praianos, como uma porção de agulhinha (R$ 28), uma porção de abacaxi fatiado com raspas de limão (R$ 5) ou um peixe inteiro, cujo preço e tamanho é negociado diretamente com o garçom. O cardápio variado de bebidas tem desde cachaça (R$ 1 a dose) até whisky (R$ 7 a dose) e os bares ainda aceitam cartão de crédito.

Bandeiras limitam o acesso dos visitantes aos corais da ilha de Areia Vermelha (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Bandeiras limitam o acesso dos visitantes aos corais da ilha de
Areia Vermelha (Foto: Krystine Carneiro/G1)

A ilha de Areia Vermelha tem um banco de corais onde os visitantes podiam mergulhar. Porém, com a definição de normas emergenciais para preservar o parque, em 2007, o acesso aos corais foi limitado por bandeirinhas e agora é pertimitido apenas tirar fotos deles. Regras definitivas para Areia Vermelha ainda vão ser estabelecidas no Plano de Manejo, segundo Villas Boas.

Estima-se que as águas de Areia Vermelha protejam ao menos nove espécies de corais, nove tipos de esponjas-do-mar, 41 de moluscos, 31 de crustáceos, 55 de peixes, entre outros grupos da fauna recifal. Várias espécies de peixes vivem nos recifes da ilha, como pargos, sirigados, garoupas e meros.

Frota de barcos
Segundo informações do capitão dos Portos da Paraíba, o comandante Paulo Santos de Oliveira, a maior concentração de embarcações que atuam em esporte e recreio na Paraíba, incluindo catamarãs, jet skis e lanchas, está na ilha de Areia Vermelha. De acordo com ele, um dia de final de semana durante a alta estação pode reunir centenas de barcos no parque. A lista segue com Picãozinho, em João Pessoa, e Praia do Poço, Camboinha, Jacaré e Prainha, todos em Cabedelo.

Na Paraíba, estão inscritos na Capitania dos Portos aproximadamente 3 mil embarcações de esporte e recreio, sendo que 1,2 mil são apenas de jet skis. Esse número abrange também os barcos que ficam no interior do estado, principalmente em açudes como os de Coremas, Cajazeiras e Boqueirão.

Não existe restrição quanto ao número de embarcações que vão a Areia Vermelha e passam por lá, diariamente, embarcações particulares e comerciais. Por isso, a Sudema não tem estimativa de quantas embarcações circulam pela região por dia. Porém, todos os prestadores de serviços que atuam na ilha são cadastrados no órgão. Ao todo, são seis barcos bares e 17 catamarãs.

Com a chegada da alta temporada, que, segundo o comandante Paulo, dura de dezembro a março na Paraíba, a Capitania dos Portos intensificou a fiscalização das embarcações com a Operação Verão 2011/2012, para garantir a segurança no mar e minimizar acidentes envolvendo barcos e banhistas.

Fonte