Mostrando postagens com marcador Praia do Cabo Branco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Praia do Cabo Branco. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de março de 2017

Seis praias estão impróprias para banho no fim de semana na Paraíba

25/03/2017 07h27 - Atualizado em 25/03/2017 07h27
 
Praias de Manaíra, Bessa e trechos do Cabo Branco estão impróprias.
Em Cabedelo, são as praias do Jacaré e Ponta do Mato a ser evitadas.

Do G1 PB



Praia de Tambaú é uma das preferidas dos banhistas de João Pessoa (Foto: Daniel Peixoto/G1)
Seis praias na Paraíba devem ser evitadas neste fim de semana
(Foto: Daniel Peixoto/G1/Arquivo)
Neste fim de semana, seis praias da Paraíba estão impróprias para banho, de acordo com o relatório semanal da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). As praias de Manaíra, Bessa e Cabo Branco têm trechos a serem evitados em João Pessoa. Em Cabedelo, as praias do Jacaré e Ponta do Mato estão impróprias. A praia do Maceió, em Pitimbu, também deve ser evitada por banhistas.
 
A praia de Manaíra, em João Pessoa, deve ser evitada em toda sua extensão e a praia do Bessa I, no trecho cem metros à direita e cem metros à esquerda do maceió. A praia do Cabo Branco tem dois trechos impróprios: cem metros à direita e cem metros à esquerda do mar que fica no final da rua Gregório Pessoa de Oliveira e cem metros à direita e cem metros à esquerda da parte próxima à rotatória do final da avenida Cabo Branco.

Cabedelo tem duas praias impróprias para banho. A praia do Jacaré, na margem direita do estuário do rio Paraíba, e toda a extensão da praia de Ponta de Mato. A praia do Maceió, em Pitimbu, novamente está imprópria para banho. O trecho cem metros à direita e cem metros à esquerda da desembocadura do riacho Engenho Velho deve ser evitado.

A Sudema ainda indica que os banhistas evitem praias próximas a desembocaduras de galerias pluviais que houveram escoamento recentemente.


 

segunda-feira, 6 de março de 2017

TCE notifica Prefeitura de JP para esclarecer despejo de esgoto clandestino nas praias da Capital

O conselheiro Nominando Diniz disse que notificou a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) a comparecer, amanhã, para passar a questão a limpo e para que se chegue à solução para o problema 




Esgoto na praia de Manaíra (Foto: Divulgação)

 
O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) convocou a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) para prestar esclarecimentos, nesta terça-feira (7), sobre o esgoto que vem sendo lançado de forma clandestina na orla marítima de João Pessoa, poluindo principalmente as Praias de Tambaú, Manaíra, Cabo Branco e Bessa. O conselheiro Nominando Diniz disse que notificou a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) a comparecer, amanhã, para passar a questão a limpo e para que se chegue à solução para o problema. 
 
Na sua defesa junto ao TCE, a prefeitura tem responsabilizado a Companhia de Águas e Esgoto do Estado (Cagepa) pelo despejo de esgoto na orla, mas a Cagepa afirma que a competência para fiscalizar a irregularidade é da prefeitura, por se tratar da rede de galerias pluviais. 
 
A reunião no TCE nesta terça-feira (7) será presidida pelo presidente do TCE, conselheiro André Carlo Torres. A medida foi acertada entre os conselheiros Nominando Diniz, que é relator das contas de 2017 da PMJP, e o conselheiro Marcos Costa, relator das contas da Cagepa. Ambos os relatores estarão presentes nessa reunião.
 
 
TCE
Conselheiro Nominando Diniz é relator das contas de 2017 da PMJP


Os esgotos estão sendo lançados principalmente em três pontos do trecho entre Bessa e Cabo Branco, segundo explicou o conselheiro Nominando. O primeiro despejo ocorre em frente ao Bar do Cuscuz, em Cabo Branco; outro em frente ao Hotel Verde Green, entre Tambaú e Manaíra; e ainda no Bessa. Nominando ressaltou que o problema tem trazido prejuízos ambientais e à saúde pública, com a poluição das praias pessoenses.
 
Em entrevista à RPN, o engenheiro José Mota Victor, diretor de Operação e Manutenção da Cagepa, lamentou a tentativa da Prefeitura de João Pessoa de transferir para o órgão estadual a culpa pelos problemas apontados pelo TCE-PB em duas galerias pluviais localizadas nas praias de Manaíra e Cabo Branco. Esse trabalho de fiscalização nas galerias pluviais cabe à prefeitura. À Cagepa cabe o monitoramento da rede de esgotamento sanitário.
 
 
Trecho de Cabo Branco, em frente ao Bar do Cuscuz


"A Cagepa cuida da rede de esgotos e a prefeitura da rede de galerias pluviais. Os problemas citados pelo Tribunal de Contas são em galerias pluviais, portanto, de competência da prefeitura”, esclareceu o diretor da Cagepa.
 
José Mota acredita que as galerias pluviais da prefeitura devem estar recebendo esgotos por meio de ligações irregulares. 
 
Na reunião, que será na presidência, o TCE deverá definir as medidas que serão tomadas para solucionar o problema. "Nós agendamos com o presidente André, amanhã, às 14h, uma reunião para a gente passar a limpo. E dependendo da reunião, nós abriremos um processo específico. Por enquanto não existe processo", explicou o conselheiro Nominando Diniz.


sábado, 14 de janeiro de 2017

Estabelecimentos comerciais e casas na orla de JP serão autuados por poluírem praia

O secretário do Meio Ambiente informou que neste verão foi montada uma força tarefa para intensificar a fiscalização na orla da Capital.
Praias de Manaíra e Seixas estão impróprias para o banho


Os estabelecimentos comerciais ou casas na orla de João Pessoa, que forem flagrados despejando resíduos de forma clandestina serão notificados. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Abelardo Jurema Neto, os responsáveis pela poluição na área poderão ser multados em até R$ 50 mil. Conforme relatório da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) duas praias em João Pessoa estão impróprias para o banho. Há  restrições nas Praias de Manaíra e Seixas.
 
O secretário do Meio Ambiente informou que neste verão foi montada uma força tarefa para intensificar a fiscalização na orla da Capital. Os técnicos das Secretarias de Infraestrutura (Seinfra) e Meio Ambiente (Semam) fiscalizaram os cerca de quase dez quilômetros de praia, do Cabo Branco ao Bessa – até a divisa com Intermares.

“Os donos de estabelecimentos ou casas que forem flagrados despejando resíduos de forma clandestina serão notificados. Aqueles que forem reincidentes poderão ser multados”, ressaltou Aberlado. Serão fiscalizadas eventuais ligações clandestinas de esgoto e o lixo que a população joga inadequadamente nas ruas. 

“Essas ações têm o objetivo de contribuir para manter as nossas praias livres de poluição. É uma ação que tem como foco a preservação do meio ambiente e a saúde da população. Estamos atuando num período que antecede o verão, considerando que as nossas praias são um dos maiores atrativos para o turismo da cidade”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Abelardo Jurema Neto.


 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

MPF/PB promove reunião para apurar poluição em praias de João Pessoa

23 de dezembro de 2016 às 9h55

Será formado GT entre Cagepa, Semam, Sudema e Seinfra para mapear causas de alteração de balneabilidade


O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF/PB) promoveu reunião com o chefe da Divisão de Fiscalização da Secretaria do Meio Ambiente de João Pessoa (Semam), Allison Cavalcanti de Araújo, e o presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcus Vinícius Fernandes Neves, para tratar da poluição lançada no mar em praias de João Pessoa, a ponto de se afetar a balneabilidade de trechos do Bessa, além de Manaíra, Tambaú e Cabo Branco.

A Semam havia informado ao MPF que promovera diversas autuações por infrações ambientais decorrentes de lançamentos de efluentes pela rede de saneamento da Cagepa. No entanto, o presidente da Companhia sustentou que se trataria de ocorrências comuns em qualquer rede com as dimensões daquela, sendo que estava adotando providências imediatas para a correção de todas as falhas detectadas. Acrescentou ainda que as ligações clandestinas feitas pela própria população são um fator poluente a ser considerado.

Conforme foi decidido no encontro, a Cagepa terá de informar em 30 dias um planejamento de ações para corrigir pontos de ligação clandestina de esgoto nas praias. Em 60 dias, a companhia terá de fornecer relatório de ações efetivadas. O prazo começou a contar do dia 7 de dezembro, quando foi realizada a reunião.

GT - Será formado um grupo de trabalho entre Cagepa, Semam, Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura de João Pessoa (Seinfra), para mapeamento dos pontos que possam ser associados a alterações frequentes de balneabilidade que causem poluição marítima, por meio da sobreposição de mapas com a localização da rede de drenagem, da rede de esgoto e da rede hidrográfica. A Cagepa ficará responsável por monitorar a eficácia de todas as medidas no tocante à balneabilidade.

O Ministério Público Federal acompanhará os trabalhos do grupo buscando parceria com o Ministério Público Estadual.

Investigações - As apurações se desenvolvem no âmbito de dois inquéritos civis públicos instaurados pelo MPF a partir de notícia de poluição marítima no litoral da grande João Pessoa, notadamente nas imediações da praia de Manaíra e do Bessa. Além disso, tramita na Justiça Estadual a Ação Civil Pública nº 00413465-55.2013.815.200, ajuizada pelo Ministério Público Estadual, em que se aponta o subdimensionamento da rede de esgotos em João Pessoa, sob responsabilidade da Cagepa, causador de transbordamentos de efluentes in natura para os rios da capital.

Segundo o procurador da República José Guilherme Ferraz, um dos problemas recorrentes da rede de esgotamento mantida pela Cagepa seria a ausência de bombas reservas nas estações elevatórias, de modo que, havendo pane na bomba em funcionamento, decorreria o lançamento dos referidos efluentes em cursos d’água. Outros problemas determinantes de risco de poluição detectados pelo Ministério Público são decorrentes de diversos fatores, tais como: entupimento de rede, ligações clandestinas, resíduo sólido coletado na rede e furto de equipamentos da Cagepa.

Tramita ainda na Polícia Federal o Inquérito nº 0117/2014, que visa a apurar eventuais responsabilidades da referida empresa e de outros causadores de poluição marítima. Nesse inquérito, o Ministério Público requisitou que peritos federais acompanhassem diligências do GT, inclusive coletando amostras dos poços de visita da rede da Cagepa nos bairros de Castelo Branco, Manaíra, Miramar, Tambaú e Cabo Branco para detectar possível lançamento de esgoto in natura naqueles pontos, além de averiguar o funcionamento das estações elevatórias mantidas pela empresa de acordo com as pertinentes normas técnicas de funcionamento.

Inquérito Civil nº. 1.24.000.000072/2009-14
Inquérito Civil nº. 1.24.000.000158/2012-34

Fonte

 

sábado, 17 de setembro de 2016

Cinco praias da PB estão impróprias para banho, diz relatório da Sudema

17/09/2016 07h44 - Atualizado em 17/09/2016 07h44
 
Praias impróprias estão em João Pessoa, Conde e Pitimbu.
Outras 51 praias estão liberadas para banhistas.
 
Do G1 PB
 


Banhistas se divertiram na praia do Cabo Branco durante o feriado do Dia da República  (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Techo da Praia do Cabo Branco está imprópria para banho (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Cinco praias do litoral paraibano foram classificadas como impróprias para banho pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), nesta semana. Segundo o relatório semanal de balneabilidade do órgão, as praias que devem ser evitadas pelos banhistas estão nos Municípios de João Pessoa, Conde e Pitimbu.

Em João Pessoa, os banhistas devem evitar a Praia de Manaíra em toda a sua extensão. Na praia do Cabo Branco, é recomendado evitar o banho nas proximidades da galeria de águas pluviais, de frente ao antigo Guaiamum Gigante. Na Praia do Seixas, por sua vez, está impróprio para banho o trecho que fica 100 metros à esquerda e 100 metros à direita da desembocadura do Rio do Cabelo.
No município do Conde, deve-se evitar a Praia de Jacumã, nas proximidades da desembocadura do Maceió de Jacumã. Em Pitimbu é recomendado não tomar banho na Praia do Maceió, no trecho que fica 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho do Engenho Velho.
 
Outras 51 praias estão próprias para o banho neste final de semana, com a qualidade da água variando entre excelente, muito boa e satisfatória. A Sudema ainda recomenda aos banhistas que evitem os trechos de praias localizados em áreas frontais a desembocaduras de galerias de águas pluviais, principalmente se houver indício de escoamento recente.


domingo, 3 de julho de 2016

Oito praias do litoral da Paraíba estão impróprias para banho, diz Sudema

02/07/2016 08h42 - Atualizado em 02/07/2016 08h42
Praias ficam em João Pessoa, Cabedelo e Pitimbu.
Outras 48 praias são classificadas como excelente, muito boas e satisfatória.

Do G1 PB
 

Banhistas se divertiram na praia do Cabo Branco durante o feriado do Dia da República  (Foto: Walter Paparazzo/G1) 
Trecho próximo a desembocadura do córrego na praia de Cabo Branco deve ser evitado (Foto: Walter Paparazzo/G1/Arquivo)
Oito trechos de praias do litoral paraibano foram classificados como impróprios para o banho pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). O relatório semanal de balneabilidade, divulgado na quinta-feira (30), aponta que trechos das praias do Jacaré e Intermares, em Cabedelo; Acaú-Pontinha e Maceió, em Pitimbu; e Cabo Branco, Manaíra, Arraial e Bessa I, em João Pessoa, devem ser evitadas pelos banhistas. As outras 48 praias monitoradas estão com a qualidade da água variando entre excelente, muito boa e satisfatória.
 
Em João Pessoa, devem ser evitados os trechos nas proximidades do riacho, na praia Arraial; nas proximidades da desembocadura de um córrego, na praia de Cabo Branco; no trecho 100 metros à esquerda e à direita da galeria pluvial no final da avenida Ruy Carneiro, na praia de Manaíra; e no trecho 100 metros à esquerda e à direita do maceió da praia do Bessa.

Já na cidade de Cabedelo, os banhistas devem evitar a praia do Jacaré, na área à esquerda do estuário do rio Paraíba e no trecho da desembocadura do maceió de Intermares, na praia de mesmo nome. No município de Pitimbu, estão impróprias as praias de Acaú-Pontinha, no trecho do rio Arame e Maceió, 100 metros à esquerda e à direita da desembocadura do riacho Engenho Velho.

A equipe da Coordenadoria de Medições Ambientais da Sudema divulga, uma vez por semana, a situação de balneabilidade das 56 praias do litoral paraibano, por meio de coleta de material para análise nos municípios costeiros do Estado. Em João Pessoa, Lucena e Pitimbu, que são praias localizadas em centros urbanos com grande fluxo de banhistas, o monitoramento é semanal. Nos demais municípios do litoral paraibano a análise é realizada mensalmente.


quarta-feira, 22 de junho de 2016

O mar não é o maior vilão da barreira do Cabo Branco

Bruna Vieira / 22 de junho de 2016

        Foto: Assuero Lima

Há mais de um ano, a Prefeitura de João Pessoa apresentou o projeto para proteção dos sopés da falésia de Cabo Branco, com quebra-mares ao longo de 2,6 km da costa, drenagem pluvial e pavimentação de ruas. As obras que custarão R$ 70 milhões ainda não foram iniciadas. Ambientalistas propõem um novo projeto com menos impactos e que custaria em torno de 35% desse valor. Para estudiosos, o grande problema do local é a erosão de cima para baixo e não a causada pelo mar. Mesmo assim, a faixa de areia vem diminuindo.

“O local é menos extremo agora e pode deixar de ser o ponto mais oriental. Em dois anos, o mar avançou seis metros”, afirmou Fernando Neves, coordenador do estudo defende o uso da tecnologia ‘sand saver’, que aumentaria a faixa de areia nas praias do Seixas e Cabo Branco. O pesquisador Gilberto Alves Pekala é um dos coordenadores do estudo. São três propostas que devem ser executadas para ter efetividade na contenção da barreira: drenagem pluvial da parte superior no bairro Altiplano, biomanta vegetal na barreira e contenção da erosão marítima.

A biomanta consiste em redes fixadas com plástico biodegradável com palha de coco na barreira, na qual sementes serão introduzidas. As mudas que nascerem enraizadas vão recompor a proteção vegetal, evitando a erosão causada pela chuva. Já a água pluvial será drenada para o Rio Cabelo. O sand saver (tecnologia americana de blocos de polietileno para contenção ainda não usada no Brasil) tem furos maiores no sentido do mar para a praia, permitindo que a água passe sem dissipar energia (bater com força), na volta, quando a água é mais lenta, os buracos são menores, logo, os sedimentos ficam na praia, engordando a faixa de areia. Outra vantagem é que os blocos são removíveis, após cumprirem sua função podem ser retirados”, destacou Gilberto, doutor em biologia.

Diferenças. Gilberto diferenciou os dois projetos. “A parede de cimento proposta pela prefeitura altera a fauna e flora marítima. Tem que construir um caminho no mar para que os caminhões passem com as pedras que serão instaladas a 200 metros. Ele não será retirado depois, o que prejudica a navegação das pequenas embarcações e deixa a água parada, decompondo as matérias orgânicas e gerando mau cheiro. Os blocks são colocados onde a maré espraia (onda quebra) e tem apenas 1 m de altura, não compromete os animais que vivem na areia. Essa área é um berçário de espécies endêmicas, um laboratório natural que será afetado pelo projeto. Além de não ser eficiente, é impactante”, esclareceu.

Outro problema são trilhas usadas pela população para chegar à barreira. Quando chove, os caminhos tornam-se rios, arrastando sedimentos junto com a água. A erosão é visível em qualquer ponto do local. Para o ambientalista, o tráfego de veículos também é prejudicial. “O ideal é que o acesso à Estação Ciência seja pelo outro lado e que se feche essa rotatória. O solo é frágil, veículos mais pesados tremem quando passam aqui. Não dá para retirar o que já foi construído, mas, não se deve deixar que faça mais nada”, apontou Gilberto.

Para Fernando Neves, que também coordena a pesquisa, o atual projeto da PMJP não vai solucionar o desmoronamento da barreira e o problema é reflexo também dos quebra-mares de Pernambuco. “É caro, necessita mais custos com manutenção e pode custar até R$ 120 milhões e oito quebra-mares é mirabolante. A obra é um problema e a falta de vegetação também. Um exemplo de que não resolve é Recife e Paulista. Quando a água bate no quebra-mar e não consegue passar, ela escorre para os lados, causando impacto em outros locais. Se fizer em João Pessoa, vai causar dano em outras praias. Em um ou dois anos, o sand saver recupera um metro de altura de areia”, disse.

Comerciantes. Olga Rodrigues tem um restaurante há 13 anos na Ponta do Seixas e a cada dia busca alternativas para o avanço do mar. “O bar era ali onde está aquele barco (aponta para o mar). Foi avançando e a gente subindo. Enchemos garrafas pet com areia para ajudar a fazer barreira. As autoridades têm que resolver porque é de onde tiramos nosso sustento. Muitos colegas já venderam seus bares”, contou a comerciante.

A Secretaria de Planejamento de João Pessoa informou que o projeto ainda não foi iniciado porque a Superintendência de Administração do Meio Ambiente ainda não emitiu a liberação de licença ambiental.





 

quarta-feira, 23 de março de 2016

Obras da barreira do Cabo Branco não têm estudo de correntes marítimas

Especialistas não sabem dizer impacto da intervenção em Cabo Branco nas outras praias paraibanas. Obras de contenção da falésia custarão cerca de R$ 60 milhões, mas Prefeitura de João Pessoa só tem R$ 6 mi

Projeto prevê oito quebra-mares ao longo da costa em
Cabo Branco (Foto: Walla Santos)
As obras de contenção da barreira do Cabo Branco esbarram em três obstáculos. O primeiro é a falta de recursos. Até o momento, a Prefeitura de João Pessoa dispõe de apenas R$ 6 milhões para uma intervenção estimada em cerca de R$ 60 milhões, em sua totalidade. Somente a primeira fase está orçada em R$ 12 milhões: a Prefeitura tem a metade. O segundo aspecto é a falta de licenciamento ambiental pela ausência de um estudo de correntes marítimas. E o terceiro ponto, que também depende deste segundo, é a incerteza sobre o comportamento do mar e das correntes marinhas após tamanha intervenção na costa da Capital paraibana. Quebra-mares geram impactos. Como saber se não serão catastróficos?  

São oito quebra-mares, projetados para ficar a cerca de 300 metros da costa, instalados paralelamente à costa. Cada quebra-mar tem o comprimento de 300 metros, com espaçamento de 50 metros entre cada um. A exceção são os quebra-mares sete e oito, cujo espaçamento é de 75 metros, para permitir a circulação de embarcações.

 
Serão construídos dois caminhos de serviços temporários.
 
A estrutura dos quebra-mares pode variar entre 1,5 e 5 metros, em função da profundidade.  Além disso, durante as obras, seriam construídos dois caminhos de serviços temporários, perpendiculares à costa, por onde passariam caminhões com o material da obra. A largura desses caminhos medirão 7 metros, para possibilitar o trânsito dos veículos.

Licenças - A primeira etapa da obra abrange dois quebra-mares, a proteção do pé da barreira e a pavimentação e drenagem da parte superior da barreira. Ficou definido que a Sudema licenciaria a parte continental – drenagem e pavimentação da parte superior da barreira – essa parte do projeto foi encaminhada ao órgão; e o Ibama faria o licenciamento da parte oceânica, que envolve os quebra-mares e a proteção do pé da barreira. 

Em vídeo gravado para o ClickPB, o superintendente da Sudema, João Vicente Machado, informou que a Prefeitura de João Pessoa não realizou estudo de correntes marinhas, necessário para licenciar a segunda fase da obra, que abrange a parte marítima, de implantação dos quebra-mares. 

Sem esse estudo oceanográfico, é temeroso que essa intervenção de quebra-mares em Cabo Branco possa liquidar com a balneabilidade das praias paraibanas, alerta a Sudema. 

Aliás, um grande alerta primeiramente partiu da própria empresa Acquatool Consultoria Ltda, que participou de licitação em 2014 para elaborar o projeto executivo que incluía a drenagem, pavimentação, e contenção do processo de erosão da barreira. Esse projeto consiste no que diz respeito à obra marítima de oito quebra-mares, dois caminhos de serviço, engorda da praia, o enrocamento no sopé da barreira e, no continente, a drenagem e a pavimentação. 

Ou seja, não fez parte do trabalho da consultoria estudar o impacto biológico, como fauna e flora, habitats e nichos ecológicos, locais de reprodução, abrigo, alimentação da fauna, conforme disse o engenheiro Pedro Antônio Molinas, da Acquatool. 

"Eu não sou um idiota, eu sou um engenheiro. Se eu vou substituir um metro cúbico de oceano, com peixes, com água, com micro-organismos, com plâncton por um metro cúbico de enrocamento, obviamente haverá um impacto ecológico", disse Molinas, em sessão especial que aconteceu na Assembleia Legislativa da Paraíba, em julho do ano passado. 

Nessa sessão, especialistas foram ouvidos e questionaram para onde irá essa água depois que os quebra-mares forem colocados no mar?

Se pelo menos isso salvasse a barreira...

Molinas disse que as intervenções não são uma garantia de que a barreira será protegida. Segundo ele, a barreira é um “doente em terapia intensiva”. 

“Se vive ou não vai depender de muita coisa".


Formação de quebra-mares, conforme o projeto.


Fonte


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Cagepa é multada por derramamento de esgoto em praias de João Pessoa

14/01/2016 18h02 - Atualizado em 14/01/2016 18h02
Valor da multa aplicada ultrapassa os R$ 3 milhões.
Cagepa diz que vai recorrer com uma defesa administrativa.
Do G1 PB
Praia de Manaíra, em João Pessoa (PB) (Foto: Krystine Carneiro/G1 PB)
Praia de Manaíra, em João Pessoa
(Foto: Krystine Carneiro/G1 PB)
Sete autos de infração, que somados ultrapassam os R$ 3 milhões, foram aplicados contra a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa). O motivo, segundo a Prefeitura de João Pessoa, é o derramamento de esgotos entre as praias do Cabo Branco e Manaíra, ambas na capital. Os autos foram aplicados pelas secretarias de Meio Ambiente (Semam) e de Infraestrutura (Seinfra), de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (14).

De acordo com a Prefeitura de João Pessoa, no início de janeiro técnicos detectaram derramamento de esgotos dos poços de visita da Cagepa nas praias da capital, o que gerou sete autos de infração, cada um deles no valor de R$ 452 mil. O esgoto que estoura nas ruas escorre para as galerias pluviais, desaguando no mar.

Segundo a assessoria de imprensa da Cagepa, o presidente do órgão, Marcus Vinícius Neves, questiona a postura da Semam-JP ao autuar a companhia por despejo de esgotos na orla de Cabo Branco e Manaíra. Marcus Vinícius destacou que a Cagepa não foi notificada das obstruções na rede e, portanto, foi cerceada do direito de defesa, já que os problemas foram solucionados em tempo hábil.
 
Ainda de acordo com a nota divulgada pela Cagepa, todos os casos foram sanados até um dia após o recebimento dos autos, inclusive os últimos quatro - recebidos na última quarta-feira (13) - foram resolvidos antes mesmo do recebimento e, mesmo assim, a Cagepa foi multada.
 
“Vamos recorrer com uma defesa administrativa refutando a medida, a qual consideramos arbitrária e com valores desproporcionais”, disse o presidente.
 
Denúncias
Em 2014, a Semam recebeu 625 denúncias de esgoto clandestino. Nesta primeira quinzena de 2016 foram recebidas 91 denúncias. As áreas com maior índice dessa ocorrência são os bairros da praia, Mangabeira e Bancários.
 
Quando é constatada ligação clandestina a Semam é acionada para que os responsáveis sejam autuados. Em João Pessoa existem galerias pluviais na praias do Cabo Branco, Tambaú e Manaíra.As denúncias de esgoto clandestino devem ser encaminhadas para o telefone 3218 9208, da Semam, entre às 7h e as 22h.

O esgoto, quando é lançado nas ruas e se encaminha para as galerias pluviais, pode provocar uma série de doenças como cólera, diarréia, esquistossomose, entre outros, além de contaminar solo, flora, fauna e a água do mar.
 
A rede de drenagem de águas pluviais dos bairros da orla deságua no mar. A Seinfra realiza a limpeza e manutenção periódicas dessas galerias.
 
As fiscalizações da Semam e Seinfra foram intensificadas com a chegada do verão e tem o  objetivo de garantir a qualidade da água das nossas praias e a saúde dos banhistas.


terça-feira, 28 de julho de 2015

MPPB sugere que obra na falésia do Cabo Branco não inicie sem licença

27/07/2015 20h15 - Atualizado em 27/07/2015 22h03 

Será recomendado que Sudema e Ibama façam o licenciamento ambiental. 
Projeto foi debatido nesta segunda-feira (27) em audiência pública.
 
Do G1 PB
 
 
Falésia na praia do Cabo Branco receberá obra de contenção (Foto: Divulgação/Secom-PB)
Falésia na praia do Cabo Branco receberá obra de
contenção (Foto: Divulgação/Secom-PB)
Uma audiência pública realizada na sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB) na tarde desta segunda-feira (27) em João Pessoa, debateu o projeto executivo de pavimentação, drenagem e contenção do processo de erosão marinha da falésia do Cabo Branco. Uma recomendação para que a Prefeitura de João Pessoa, não realize nenhuma obra prevista no projeto elaborado pela empresa contratada pela PMJP sem o licenciamento ambiental, será feita pela 1ª Promotoria do Meio Ambiente e Patrimônio Social, Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público Federal (MPF).
 
A recomendação será feita porque a Secretaria de Planejamento da Prefeitura informou que a licitação da drenagem da Rua Luzinete Formiga de Lucena já será feita em agosto. Esta drenagem faz parte do conjunto de obras previstas no projeto executivo, que foi apresentado durante a audiência, e é composto das seguintes etapas: construção de oito quebra-mares a 300 metros da costa, proteção do sopé da falésia com engorda da praia e enrocamento, drenagem pluvial e pavimentação de ruas do entorno da falésia.
 
De acordo com a Secretaria de Planejamento (Seplan), o projeto será executado em três etapas. Na primeira, serão construídos dois quebra-mares e feito o enrocamento; na segunda, a pavimentação e drenagem das ruas, engordamento da praia e construção de mais dois quebra-mares; na terceira etapa, será construídos os quatro últimos quebra-mares e concluída a engorda artificial.
 
Segundo o promotor de Justiça José Farias, também será recomendado que a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), façam o licenciamento ambiental em conjunto já que o projeto tem intervenções marinhas, responsabilidade do Ibama, e área do continente, cuja atribuição é da Sudema. O promotor informou ainda que vai analisar o que foi discutido na audiência desta segunda-feira (27) e convidar participantes para formarem grupos de trabalho que vão debater o projeto durante o processo de licenciamento ambiental.

Participaram da audiência ainda o procurador da República, José Godoy, o superintendente da Sudema, João Vicente, representantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), do Grupo de Amigos da Barreira (GAB), da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza (Apan), da sociedade civil e da empresa contratada para elaborar o projeto. Representantes da UFPB, Apan e GAB criticaram o projeto por causa dos impactos ambientais que ele produzirá. Segundo os professores da UFPB, que estudaram a área da falésia, o projeto vai prejudicar a fauna e flora da região.
 
Uma cópia do projeto de contenção da erosão na falésia do Cabo Branco está a disposição da população, para exame e anotações, no gabinete da 1ª Promotoria do Meio Ambiente, que fica na Rua Rodrigues Chaves, nº 65, no centro da Capital.

 
Projeto de contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado nesta quarta-feira  (Foto: Reprodução/PMJP)
Projeto de contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado
pela PMJP (Foto: Reprodução/PMJP)

sábado, 11 de abril de 2015

Cinco praias da PB estão impróprias para o banho este fim de semana


11/04/2015 08h56 - Atualizado em 11/04/2015 08h56 

Praias estão nas cidades de João Pessoa, Cabedelo e Pitimbu.
Outras 51 praias estão apropriadas para o banho, segundo a Sudema.
 
Do G1 PB
Praia do Jacaré, na Paraíba (Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)
Praia do Jacaré (Foto: Rizemberg Felipe/
Jornal da Paraíba)
Cinco trechos de praias do litoral paraibano foram classificadas como impróprios para o banho pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). O relatório semanal de balneabilidade, divulgado na sexta-feira (10), aponta que trechos das Praias do Jacaré, em Cabedelo; Cabo Branco, Manaíra, Bessa I, em João Pessoa; e a Praia de Maceió, em Pitimbu, devem ser evitados pelos banhistas.
 
No município de Cabedelo, deve ser evitada a área localizada na margem direita do estuário do Rio Paraíba. Já em João Pessoa, devem ser evitadas as praias do Cabo Branco (100 metros à direita e à esquerda da desembocadura da galeria no final da praia), Manaíra (100 metros à direita e à esquerda do final da avenida Ruy Carneiro), Bessa I (100 metros à direita e à esquerda do Maceió do Bessa.
 
No município de Pitimbu, a recomendação da Sudema para os banhistas é evitar a praia de Acaú/Pontinha e a praia de Maceió, 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho do Engenho Velho.
 
A equipe da Coordenadoria de Medições Ambientais da Sudema divulga, uma vez por semana, a situação de balneabilidade das 56 praias, por meio de coleta de material para análise nos municípios costeiros. Em João Pessoa, Lucena e Pitimbu, que são praias localizadas em centros urbanos com grande fluxo de banhistas, o monitoramento é semanal. Nos demais municípios do litoral paraibano, a análise é realizada mensalmente.
 
Fonte
 
 

sexta-feira, 27 de março de 2015

Capivara é encontrada e capturada por moradores na orla de João Pessoa

27/03/2015 09h56 - Atualizado em 27/03/2015 12h09 

Animal será devolvido ao seu habitat natural pela Polícia Ambiental.
Período de chuvas pode ter motivado a capivara a aparecer em lugar incomum.




 
Do G1 PB


Moradores ajudaram a Polícia Ambiental a capturar a capivara (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Moradores ajudaram a Polícia Ambiental a capturar a capivara (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Uma capivara foi encontrada na orla do Cabo Branco, em João Pessoa, na manhã desta sexta-feira (27). O animal foi capturado por moradores e entregue à Polícia Ambiental, que vai providenciar que a capivara seja devolvida ao seu habitat natural.
 
O morador que capturou a capivara e que se identificou apenas como Ronaldo, disse que precisou da ajuda de seu irmão. “Foi mais de uma hora de luta para conseguir laçá-la. Encontramos ela a poucos metros do mar”, disse.

Segundo a Polícia Ambiental, o período de chuva pode ter levado o animal a sair do seu habitat. “Quando começa esse período de chuvas, é comum encontrar capivaras, jacarés e cobras em locais que não vemos no cotidiano”, explicou o Sargento Edinaldo, que confirmou que o animal será levado para algum local ribeirinho.
Fonte

sábado, 21 de março de 2015

Cinco praias da Paraíba estão impróprias para o banho, diz Sudema

21/03/2015 07h43 - Atualizado em 21/03/2015 07h43 
 
Praias estão nas Cidades de João Pessoa, Cabedelo e Pitimbu.
Outras 51 praias estão apropriadas para o banho.
 
Do G1 PB
 
Praia do Jacaré, na Paraíba (Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)
Praia do Jacaré é um das que devem ser evitadas
(Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)
Cinco trechos de praias do litoral paraibano foram classificadas como impróprios para o banho pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). O relatório semanal de balneabilidade, divulgado na sexta-feira (20), aponta que trechos das Praias do Jacaré, em Cabedelo; Arraial, Cabo Branco e Bessa I em João Pessoa, e de Acaú/Pontinha, em Pitimbu, devem ser evitadas pelos banhistas. As ourtas 51 praias do litoral paraibano foram classificadas como apropriadas para o banho.
Na cidade de Cabedelo, deve ser evitada a área localizada na margem direita do estuário do Rio Paraíba. Já no município de João Pessoa, devem ser evitadas as praias de Manaíra, em toda sua extensão e a praia do Arraial, 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Rio Cuiá. Em Pitimbu, a recomendação da Sudema para os banhistas é evitar a praia de Acaú/ Pontinha.
 
A equipe da Coordenadoria de Medições Ambientais da Sudema divulga, uma vez por semana, a situação de balneabilidade das 56 praias, por meio de coleta de material para análise nos municípios costeiros do Estado. Em João Pessoa, Lucena e Pitimbu, que são praias localizadas em centros urbanos com grande fluxo de banhistas, o monitoramento é semanal. Nos demais municípios do litoral paraibano a análise é realizada mensalmente.
 
Fonte
 
 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Prefeitura de João Pessoa apresenta projeto para a falésia do Cabo Branco

11/03/2015 16h04 - Atualizado em 11/03/2015 16h09 

Investimento total previsto é de R$ 60 milhões.
Projeto foi entregue ao Iphan, Sudema e Caixa.


 
Do G1 PB


Projeto de contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado nesta quarta-feira  (Foto: Reprodução/PMJP)
Projeto de contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado nesta quarta-feira (Foto: Reprodução/PMJP)
O projeto de proteção, revitalização e contenção da erosão da falésia do Cabo Branco foi apresentado na manhã desta quarta-feira (11) pela Prefeitura de João Pessoa durante uma coletiva de imprensa. Para a execução da primeira etapa do projeto, serão investidos cerca de R$ 12 milhões. O investimento total previsto é de R$ 60 milhões.
 
O projeto de engenharia consiste na execução das obras de quebra-mares, proteção do sopé da falésia, drenagem pluvial e pavimentação de vias. A alternativa escolhida foi a construção de oito quebra-mares paralelos à costa, totalizando uma extensão de aproximadamente 2.600 metros. Segundo o secretário de Planejamento de João Pessoa, Zennedy Bezerra, a Rua Luzinete Formiga de Lucena, para a qual o trânsito da Avenida Panorâmica foi desviado desde novembro de 2014, será pavimentada de imediato.

Na terça-feira (10), o projeto foi entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), à Caixa Econômica Federal e à Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) para ser submetido a avaliação.


Além das iniciativas para amenizar o avanço e a força do mar, o projeto prevê intervenções que tem como objetivo sanar os escoamentos que partem das ruas que estão acima da falésia. Essas vias passarão por obras de drenagem ou de redimensionamento da drenagem já existente, com porte suficiente para atender o aumento dos escoamentos superficiais, decorrente da expansão urbana.
 
No que se refere à pavimentação, serão beneficiadas as ruas Luzinete Formiga de Lucena, que também será duplicada, e Ricardo Albuquerque. O trânsito no local continuará funcionando como atualmente, com a interdição da Avenida João Cirilo (Panorâmica) no trecho que vai do girador da ladeira do Cabo Branco ao girador da Estação Ciência. A intenção da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) é estimular o uso da área para atividades esportivas e de lazer.

Segundo o secretário de Planejamento de João Pessoa, Zennedy Bezerra, o projeto de pavimentação, drenagem e contenção da erosão da falésia prevê um replanejamento viário para a área, a reestruturação da drenagem, a proteção contra agressões marítimas e o planejamento urbanístico nas imediações da falésia.

Ainda de acordo com Zennedy Bezerra, a Prefeitura pretende trabalhar na recomposição de barreiras entre os corais para evitar que as correntes marinhas, principalmente em período de ressaca, acelerem a degradação da falésia.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Grupo fará ato para conscientizar sobre situação da Barreira do Cabo Branco

Publicado em 07/01/2015 11h53

Ato público acontecerá na manhã deste sábado, 10, a partir das 7 horas

Por Fatospb


O Grupo dos Amigos da Barreira (GAB) vai realizar neste sábado, 10 de janeiro, a partir das 7 horas, uma caminhada com a finalidade de sensibilizar as autoridades públicas e conscientizar a população sobre a situação em que se encontra a falésia do Cabo Branco, em João Pessoa, ponto considerado o mais oriental das Américas e cartão postal da Capital da Paraíba, que sofre há décadas  com a erosão provocada pela degradação ambiental na área, sem nenhuma interferência por parte dos órgãos ambientais da prefeitura e do Estado.

A prefeitura de João Pessoa chegou a interditar o tráfego de veículos na área, mas ainda não anunciou quando será executado um projeto que possa resolver de forma definitiva a situação.

O Grupo dos Amigos da Barreira  é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou políticos, que foi criada e idealizada por Ricardo Lombardi, tendo como vice-presidente o promotor João Arlindo Correa, e a participação de muitos outros cidadãos de João Pessoa.
 
“A ideia surgiu no sentido de despertar a população para assumir o seu papel de guardiã natural deste belo patrimônio: local, estadual, e mundial – claro, estamos falando do ponto mais oriental das Américas. Durante décadas, a barreira vem apresentando sinais de fadiga; algumas naturais, e outras causadas pela falta de políticas carentes de sustentabilidade ambiental", revelou Ricardo Lombardi.
 
"Olhar para trás, é perder tempo. Olhar para frente, sem enxergar nenhuma perspectiva de mudança, é ser conivente com o galopante desmoronamento; além de ficar sem respostas para a pergunta de filhos e netos: ‘- onde vocês estavam em 2015 e por que nada fizeram?!’. A ‘caminhada’ deste sábado é a primeira tentativa de encontrarmos respostas. Queremos contar com VOCÊ e a sua família. A Barreira agradece! A cidade merece! Caminhar é preciso!”, convoca Lombardi.
Fonte: Redação com assesoria/Foto MaisPB
Fonte
 
 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Tartaruga é encontrada morta na praia do Cabo Branco, em João Pessoa

17/11/2014 12h06 - Atualizado em 17/11/2014 12h06 

Animal surgiu boiando na praia do Cabo Branco, nesta segunda-feira.
Mais de 100 tartarugas foram achadas mortas no litoral da PB, diz biológa. 

Do G1 PB

 
Tartaruga foi encontrada deteriorada na praia do Cabo Branco, em João Pessoa (Foto: Diego Lima/Arquivo Pessoal)
Tartaruga foi encontrada deteriorada na praia do Cabo Branco,
em João Pessoa (Foto: Diego Lima/Arquivo Pessoal)

Uma tartaruga-marinha foi encontrada morta na Praia do Cabo Branco, em João Pessoa, na manhã desta segunda-feira (17). De acordo com Diego Lima, de 26 anos, que encontrou o animal enquanto fazia uma caminhada pela orla, a tartaruga tinha cerca de dois metros de comprimento e estava bastante deteriorada. O animal surgiu boiando no trecho de mar próximo à Estátua de Iemanjá.
 
No final de semana uma outra tartaruga e um golfinho foram encontrados mortos no litoral paraibano. Na Praia de Jacumã, no Município do Conde, no Litoral Sul da Paraíba, uma tartaruga-marinha foi achada por banhistas no domingo (16). O golfinho, por sua vez, foi encontrado na noite de sexta-feira (14) na Praia de Manaíra, em João Pessoa, perto da área conhecida como Quadra de Manaíra. O animal apresentava marcas de redes de pesca, segundo os banhistas.

De acordo com Rita Mascarenhas, bióloga e coordenadora da ONG e do projeto Tartarugas Urbanas na capital paraibana, mais de 120 tartarugas-marinha já foram encontradas mortas no litoral da Paraíba somente neste ano. Ela explica que a maior causa da morte dos animais encontrados em praias urbanas é a ação humana.
 
“Na maioria dos casos esses animais morrem ou pela ingestão de material plástico, proveniente de lixo despejado nos rios que vão parar no mar, ou pela ação de pescadores. As ocorrências são vão diminuir quando houver um trabalho de conscientização para não jogarem lixo nos córregos e rios, assim como por meio de uma fiscalização maior da ação dos pescadores”, completou.

 
Uma outra tartaruga foi encontrada na praia de Jacumã, no Litoral Sul da Paraíba, no domingo (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Uma outra tartaruga foi encontrada na praia de Jacumã,
no Litoral Sul da Paraíba, no domingo (Foto: Walter Paparazzo/G1)
 Fonte

 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Ação nas praias da Paraíba quer ajudar na preservação do peixe-boi

05/06/2014 11h26 - Atualizado em 05/06/2014 11h26 

Campanha que está abordando banhistas já passou por 28 praias.
Abordagem ensina como proceder ao encontrar animal encalhado.
 
Do G1 PB
 
Projeto 'Viva o Peixe-Boi Marinho' realiza ação em Barra de Mamanguape (Foto: Divulgação/Luciano Candisani)
Ação promove educação sobre como preservar o
peixe-boi marinho (Foto: Divulgação/Luciano Candisani)

A campanha educativa itinerante do Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho está sendo intensificada nas praias da Paraíba nesta semana em celebração ao Dia do Meio Ambiente, nesta quinta-feira (5). Desde fevereiro, a equipe já percorreu 28 praias do litoral abordando os banhistas e falando sobre como ajudar a preservar o peixe-boi marinho. Este mês a campanha chega às praias Carapibus, Coqueirinho do Sul, Praia do Amor (no Conde) e volta a Cabo Branco e Tambaú (em João Pessoa).
 
De acordo com a educadora ambiental do Projeto, Gisela Sertório, um dos principais motivos para que o peixe-boi marinho ocupe o status de criticamente ameaçado de extinção no país são os impactos ambientais provocados pelo homem.
Lixo, esgoto e substâncias tóxicas lançadas nos mares e nos rios, circulação intensa de embarcações motorizadas nos locais de ocorrência da espécie, degradação dos manguezais, destruição da mata ciliar, construções desordenadas em praias e estuários, perda de habitat (estuários e áreas costeiras), captura acidental em redes de pesca. Todos estes fatores colocam em risco o ambiente, a saúde e a vida da espécie, segundo a educadora.

“Acredito que este movimento está sendo muito válido. Nas nossas visitas, percebemos que muitas pessoas não têm informações suficientes sobre o peixe-boi marinho. Dizem que ele é dócil, aproxima-se com facilidade, mas acham que podem tocar, alimentar. Elas não têm a consciência de que isso traz problemas ao animal e nem que ele está ameaçado de extinção”, diz Gisela.

A campanha também está orientando sobre o que fazer em casos de encalhe. A orientação para quem encontrar qualquer animal marinho vivo ou morto na praia é de comunicar primeiramente ao órgão ambiental atuante na região ou entrar em contato com a própria Fundação pelos telefones: (83) 9961-1338/ (83) 9961-1352/ (81) 3304-1443. Se o animal estiver vivo, deve-se protegê-lo do sol, não alimentar nem devolver à água e evitar aglomeração em torno do animal.
 
 
Fonte
 
 
 

sábado, 29 de março de 2014

Oito praias da PB estão impróprias para banho, diz Sudema

29/03/2014 06h00 - Atualizado em 29/03/2014 06h00
 
Cinco das praias são em João Pessoa e duas em Cabedelo.
Toda a extensão da praia de Manaíra deve ser evitada por banhistas.
 
Do G1 PB
 

Praia de Manaíra, em João Pessoa (Foto: Alberi Pontes/Secom-PB)
Praia de Manaíra está imprópria para banho
(Foto: Alberi Pontes/Secom-PB)
Oito praias do litoral paraibano foram classificadas como impróprias para banho esta semana pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). Devem ser evitadas por banhistas as praias do Jacaré e Miramar, em Cabedelo, Bessa I, Manaíra, Cabo Branco, do Seixas e da Penha, em João Pessoa, e do Maceió, em Pitimbu.
 
Segundo o relatório de balneabilidade, estão imprópros os trecho de 100 metros à direita e à esquerda da galeria de águas pluviais das praias do Jacaré e Miramar, o trecho de 100 metros à direita e à esquerda da galeria de águas pluviais no Bessa I, toda extensão da praia de Manaíra, o trecho de 100 metros à direita e à esquerda da galeria de águas pluviais do Cabo Branco, o trecho de 100 metros à direita e à esquerda das Palhoças do Seixas, o trecho de 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Rio Cabelo na Penha e o trecho de 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho do Engenho Velho, no Maceió.

Outras 48 praias estão apropriadas para o banho. A qualidade da água varia entre excelente, muito boa e satisfatória. Porém, a Sudema recomenda aos banhistas que evitem os trechos de praias localizados em áreas frontais a desembocaduras de galerias de águas pluviais, principalmente se houver indício de escoamento recente.
 
 
Fonte
 
 

sábado, 22 de março de 2014

Oito praias da Paraíba estão impróprias para banho, diz Sudema

22/03/2014 06h00 - Atualizado em 22/03/2014 06h00 

Só na capital, cinco praias devem ser evitadas por banhistas.
Classificação é válida até o dia 28 de março.
 
Do G1 PB
 
Banhistas se divertiram na praia do Cabo Branco durante o feriado do Dia da República  (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Praia do Cabo Branco deve ser evitada essa
semana (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Oito praias do litoral paraibano foram classificadas com impróprias para banho esta semana. Segundo o relatório semanal de balneabilidade da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), os banhistas devem evitar as praias do Bessa I, Manaíra, Cabo Branco, Seixas e Penha, em João Pessoa, Costinha, em Lucena, do Jacaré, em Cabedelo, e do Maceió, em Pitimbu. A classificação é válida até a emissão do próximo relatório, em 28 de março.

Toda a extensão da Praia de Manaíra deve ser evitada por banhistas. No Bessa I, o trecho que está impróprio para banho fica a 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Maceió do Bessa. No Cabo Branco, a área evitada deve ser a 100 metros à direita e à esquerda da galeria de águas pluviais.
 
Ainda em João Pessoa, na Praia do Seixas, a área não recomendada é a 100 metros à direita e à esquerda das Palhoças do Seixas. Enquanto isso, na Penha, deve-se evitar o trecho de 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Rio Cabelo.

Na Praia do Jacaré, deve ser evitada a área localizada na margem direita do estuário do Rio Paraíba. Em Pitimbu, a recomendação para os banhistas é respeitar a área de 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho do Engenho Velho. Na Praia de Costinha, deve ser evitado o trecho de 100 metros à direita do mangue.

Todas as outras praias são consideradas próprias para banho, sendo classificadas como satisfatória, muito boa ou excelente. Mesmo assim, a Sudema recomenda aos banhistas que evitem os trechos de praias localizados em áreas frontais a desembocaduras de galerias de águas pluviais, principalmente se houver indício de escoamento recente.
 
Fonte
 
 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Prefeitura de João Pessoa apresenta projeto de reurbanização de praias

19/02/2014 19h07 - Atualizado em 19/02/2014 19h07 

Calçadas da orla serão padronizadas.
Projeto visa melhorar a mobilidade urbana.
 
Do G1 PB
  
Projeto foi apresentado ao Ministério Público (Foto: Ernane Gomes/MPPB)
Projeto foi apresentado ao Ministério Público
(Foto: Ernane Gomes/MPPB)
Um projeto de reurbanização das praias de Tambaú e Cabo Branco foi apresentado ao Ministério Público por representantes da Prefeitura de João Pessoa nesta quarta-feira (19), durante audiência pública realizada pela 2ª Promotoria do Meio Ambiente e Patrimônio Social da capital. O projeto visa à padronização das calçadas e melhoria da mobilidade urbana.

Segundo o procurador do município, Leon Delácio Silva, o projeto de reurbanização tem o objetivo de garantir o acesso democrático tanto da calçada da praia quanto do passeio público localizado em frente às residência e busca cumprir o Código de Posturas. Ele ainda garantiu que as residências que cumprem a legislação não serão prejudicadas.

A prefeitura deve antes de efetivar o início das obras do projeto, realizar uma audiência pública, providenciar a licença ambiental e verificar a necessidade de alteração da legislação municipal quanto à execução de custeios da obra, como também informar à 2ª Promotoria do Meio Ambiente e Patrimônio Social a data e horário da audiência pública para apresentação do projeto à sociedade como garantia de transparência e cumprimento dos princípios de controle social.
 
“Quero deixar claro que o Ministério Público não é gestor público nem pode e nem se deve confundir diante da sociedade como tal, lembrando que ao município é devido o direito e o dever de planejar e efetivar a suas políticas públicas e administrativas desde que consolidadas nos ditames legais, cabendo à Promotoria orientar, fiscalizar e tomar as medidas administrativas e judiciais cabíveis, em caso de afronta a qualquer dispositivo legal e em vigência”, explicou o promotor de Justiça João Geraldo Barbosa.

Participaram da audiência o secretário de Planejamento, Rômulo Polari, o secretário de Infraestrutura, Ronaldo Guerra, o representante da Secretaria de Turismo, Roberto Lucena, e a representante da Seplan, Susana Acioli.
 
Fonte