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terça-feira, 17 de junho de 2014

Ministério da Integração diz que 'nova' Camará será entregue até 2015

17/06/2014 18h57 - Atualizado em 17/06/2014 21h33 

Barragem estourou há dez anos, matou cinco e deixou 3 mil desabrigados.
Estado diz que primeira etapa estará concluída até o fim de 2014.
 
Wagner Lima  

Do G1 PB
 
'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
Cerca de três mil pessoas ficaram desabrigadas e
cinco morreram quando a barragem estourou
(Foto: Severino Antonio da Silva /
arquivo pessoal)
A obra de reconstrução da barragem de Camará, destruída há dez anos, está prevista para terminar no segundo semestre de 2015. O cronograma é do Ministério da Integração Nacional. Na época em que estourou, a barragem lançou 17 milhões de metros cúbicos de água que percorreram cerca de 25 km até invadir as ruas da parte baixa de Alagoa Grande, Areia, Alagoa Nova e Mulungu, no Brejo da Paraíba.

Mais de 28 mil habitantes da cidade de Alagoa Grande, a 119 km de João Pessoa tiveram suas vidas afetadas. Cinco pessoas morreram e três mil ficaram desabrigadas. Mas apesar da previsão do governo federal, o secretário estadual de Recursos Hídricos do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo, ressaltou que a primeira etapa estará concluída até o final de 2014.
A reconstrução de Camará acontece por decisão da Justiça. Dados fornecidos pela assessoria de Comunicação do Ministério da Integração Nacional apontam que o investimento é da ordem de R$ 84.976,067, do qual R$ 75 milhões são originários do governo federal com a contrapartida de R$ 9.976.067 do tesouro estadual.
 
Com mais de 75 km do sistema de adutora e investimentos, a obra está orçada em R$ 75 milhões e atendimento direto a mais de 45 mil pessoas de cidades a exemplo de  Alagoa Nova, Arara, Areial,  Lagoa Seca, Remígio, Serraria, Matinhas, Remígio e Esperança. As duas obras juntas contemplarão 175 mil paraibanos.

A assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional explicou  que “é importante frisar que, além da reconstrução da Barragem Camará, o Ministério irá implantar a 1ª etapa do Sistema Integrado de Abastecimento de Água, composta por estação elevatória, adutoras e ETA visando abastecimento humano”.

'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
'Tragédia de Camará' completa dez anos (Foto: Severino
Antonio da Silva / arquivo pessoal)
O conjunto de obras do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC)  irá beneficiar as cidades de Alagoa Grande, Alagoa Nova, Areia, Areial, Esperança, Cepilho, Lagoa Seca, Matinhas, Montadas, Remígio, São Miguel, São Sebastião de Lagoa de Roça e Cepilho (Distrito de Areia) e Lagoa do Mato (Distrito de Remígio).

João Azevedo explicou que o governo do Estado atendeu a todas as determinações feitas pela Justiça e que todas as obras foram realizadas: reconstrução da ponte sobre o rio Mamanguape; a restauração da PB -079; a restauração da PB -075; a recuperação das estradas vicinais de Alagoa Grande; a reconstrução da passagem molhada de São José do Miranda.

Também foram concluídas a recuperação das casas semi-destruídas na zona urbana de Alagoa Grande; a reconstrução de uma escola na zona rural de Alagoa Nova; a reconstrução de muros, calçadas e pavimentação de ruas, e a reconstrução das casas destruídas na zona urbana de Alagoa Grande e na zona rural de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.
 
Fonte
 
 
 

População ainda sofre uma década após tragédia de Camará, na Paraíba

17/06/2014 08h09 - Atualizado em 17/06/2014 11h06 

Tragédia foi ocasionada pelo rompimento de uma barragem.
Cinco pessoas morreram e três mil ficaram desabrigadas em 2004.
 
Wagner Lima  

Do G1 PB

Camará. A palavra que se refere à planta nativa brasileira ganhou outra referência para mais de 28 mil habitantes da cidade de Alagoa Grande, a 119 km de João Pessoa. Para eles, Camará é sinônimo de desespero e morte, desde que a barragem rompeu no dia 17 de junho de 2004 e lançou em torno de 17 milhões de metros cúbicos de água que percorreram, aproximadamente, 25 quilômetros até invadir as ruas da parte baixa de Alagoa Grande, Areia, Alagoa Nova e Mulungu.
Na memória dos moradores do Brejo ficou o registro e a angústia de três mil desabrigados, segundo dados da Prefeitura de Alagoa Grande, que ainda tentam esquecer a noite da tragédia, as cinco mortes e parte da história de cada um destruída pela força das águas. “Foi de repente. A gente percebeu que não era uma enchente normal. A ponte começou a encher d'água até que avisaram que a barragem de Camará tinha estourado”, relembrou a dona de casa Leonita Alencar, de 61 anos, que mora ao lado da ponte por onde passa o Rio Mamanguape.

Leonita Alencar, 61 anos, vítima da tragédia da barragem de Camará, em Alagoa Grande (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Leonita Alencar, 61 anos, vítima da tragédia da
barragem de Camará, em Alagoa Grande
(Foto: Wagner Lima/G1 PB)
A noite de Leonita Alencar, o marido e a filha caçula foi às margens da rodovia em frente à casa da família na Rua Ernesto Cavalcante. “Chegou a um metro e meio nas paredes da casa". E a cada minuto observando a fúria provocada pela intensidade e volume das águas, Leonita diz ter sentido a sensação de que tudo se acabaria ali. “Perdemos tudo e senti muito medo. Tive a sensação de que o mundo estava se acabando. Ainda hoje tenho trauma: não posso ver muita água que fico nervosa”, contou.
 
A força das águas levou as paredes da casa, móveis, objetos, roupas, mas nenhuma perda doeu tanto quanto a das fotos que Leonita Alencar guardava de fases importantes da vida como juventude, casamento e nascimento dos quatro filhos. “Pedi foto dos meus 15 anos, do nosso casamento em 1972 e de vários momentos da nossa vida. Por sorte, consegui recuperar as fotos do casamento e dos 15 anos. No ano passado ganhei no meu aniversário uma foto que minha irmã conseguiu revelar”, frisou.
 
"Tive a sensação de que o mundo estava se acabando. Ainda hoje tenho trauma: não posso ver muita água que fico nervosa"
Leonita Alencar, moradora de Alagona Grande
 
Em outro ponto da cidade, o professor de física da Universidade Federal de Campina Grande, Rafael de Lima Rodrigues, descia a 'Ladeira do Colégio das Freiras' para avisar aos moradores das ruas próximas ao rio Mamanguape sobre a notícia ouvida na Cultura FM do rompimento da barragem de Camará.
 
“Realmente, a água veio destruindo tudo nessa parte baixa da cidade. Eu saí avisando de rua em rua sobre o rompimento da barragem. Algumas famílias acreditaram e conseguiram até fazer a mudança. Outras, ignoraram. No máximo, colocaram os móveis em cima de tamboretes e cadeiras pensando que a água era pouca. Na última vez que desci, vi carros sendo cobertos e uma correnteza muito forte. Triste ver que dez anos depois ainda tem gente esperando para receber indenização”, disse.

Correrias, saques e escuridão
Em aproximadamente 25 km de trajeto da barragem de Camará até o Centro de Alagoa Grande, a água saiu arrastando árvores, postes de energia elétrica e objetos. A professora Fátima Barbosa conta que estava deitada para dormir quando o irmão bateu na janela avisando de uma 'enchente'. “Eu ignorei porque pensei que fosse resultado da chuva fraca que tava caindo, mas quando abri a porta vi muita gente correndo, gritando desesperada e eu fiquei atordoada. Depois do choque inicial, sair daqui foi a única coisa que a gente pensou em fazer”, contou.

Fátima Barbosa, professora, vítima da barragem de Camará (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Fátima Barbosa mostra até onde a água subiu
naquele ano (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Fátima Barbosa explicou que faltou energia duas vezes naquela noite de 17 de junho de 2004 e a ajuda demorou muito para a urgência que existia. “A ajuda não chegou tão rápido quanto a gente precisava. Ajuda mesmo só chegou no outro dia à tarde. Tinha muitos curiosos, isso é verdade, mas a ajuda foi chegando aos poucos... umas doze horas depois. A ajuda inicial foram as nossas famílias e amigos uns ajudando aos outros”, disse.

Alojada em cima de uma barreira, após a casa da mãe também ficar alagada, Fátima Barbosa contou que o marido e o pai ficaram na Rua Professor Antônio Benvindo com água na cintura por conta dos saques. “Meu marido e meu pai permaneceram na rua porque estavam acontecendo muitos saques. Outras pessoas se aproveitaram da situação para ir para o local receber doações de quem realmente precisava”, lembrou.

As cenas do muro sendo derrubado, das pessoas correndo desesperadas e a angústia de não saber quem tinha ficado no interior das casas quando foram invadidas pela água não se comparam, segundo Fátima Barbosa, a cena em que o filho chorava. “O sufoco que a gente passou para conseguir as coisas... e perder tudo rapidamente”, desabafou. A cena que não vai sair da minha cabeça é a do meu filho que dizia que estava com fome e eu não tinha nada para dar a ele. Eu vou viver cem anos e não vou esquecer aquela noite de forma nenhuma.

 Maria Monteiro da Silva, 76, moradora, vítima da barragem de Camará, comprou novas imagens dos santos levados pelas águas (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Maria Monteiro da Silva comprou novas imagens dos santos
levados pelas águas (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
 
Na Rua da Glória, uma das mais atingidas, a idosa Maria Monteiro da Silva, de 76 anos, moradora da casa de nº  605, ao tentar abrir a porta da cozinha e sentir a pressão da água que começava a tomar conta da residência de apenas três cômodos, correu para a rua. Na fuga da força das águas, caiu e quebrou a clavícula.

“O que vivi naquela noite foi aperreio e agonia. Ainda hoje me lembro do que passei. A água destruiu a porta e levou foi tudo. Carregou panela, bojão, roupas. Só fiquei com um colchão porque na agonia eu coloquei ele em cima da parede”, disse. Católica, Maria Monteiro teve que comprar novamente as imagens dos santos que mantém relação de devoção porque as imagens anteriores foram levadas pelas águas.
 
 Maria Monteiro da Silva, 76 (a esquerda) e a agricultora, Severina dos Santos Sales Oscar da Silva, 57, vítimas da barragem de Camará (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Maria Monteiro e a agricultora Severina dos
Santos estão entre vítimas da barragem de Camará
(Foto: Wagner Lima/G1 PB)
A filha de Maria Monteiro, a agricultora, Severina dos Santos Sales Oscar da Silva, 57, ao se levantar às pressas da cama, conta que engalhou o brinco no “mosquiteiro” e teve a orelha rasgada. “Os troços já 'tavam' descendo tudo pelo buraco na parede. Eu pensei: 'Eu tirando minha mãe e minha filha, abaixo de Deus o diabo pode levar'. Aí fiz carreira só de camisola. Depois eu condenei essa camisola. Foram anos para construir as coisas e quinze minutos para o satanás acabar.

A gente não era dono da casa, mas eu achei que a gente ia receber uma casa, mas não. Os donos bateram em cima. Só recebi R$ 3.120 de indenização. Eu não tinha só R$ 3.120 na minha casa, meu filho. Eu escapei só com a vida”, frisou. A água chegou a um metro e oitenta centímetros. Ao retornarem para as duas casas, Severina abriu uma porta entre as duas moradias para ter acesso mais rápido para socorrer a mãe.
 
Fonte
 
 
 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Sudema apreende aves silvestres em quatro cidades paraibanas

09/05/2013 19h45 - Atualizado em 09/05/2013 20h07 

Fiscalização foi em Mulungu, Gurinhém, Alagoa Grande e Juarez Távora.
Cerca de 50 aves foram apreendidas e um caçador foi detido.
 
Do G1 PB
 

Aves do tipo galo de campina foram apreendidas durante fiscalização da Sudema (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Aves do tipo galo de campina foram apreendidas durante fiscalização
da Sudema (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Mais de 60 aves silvestres foram apreendidas pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) nesta quinta-feira (9) em quatro cidades do Agreste paraibano. A fiscalização aconteceu nas vias públicas, onde as aves eram expostas para comércio, de Mulungu, Gurinhém, Alagoa Grande e Juarez Távora, segundo o chefe da Fiscalização da Sudema, major Luiz Tibério. Ao todo, foram apreendidas 64 aves.

Sudema apreendeu 64 aves e um tatu (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Sudema apreendeu 64 aves e um tatu
(Foto: Walter Paparazzo/G1)

Ainda de acordo com o major Tibério, as pessoas que foram flagradas comercializando as aves foram multadas. O valor da multa é de R$ 500 por ave.

Entre as espécies apreendidas, estavam canário, caboclinho, azulão, galo de campina e rolinha.

Prisão de caçador
O major Tibério ainda informou que um suposto caçador foi flagrado com quatro espingardas, duas aves abatidas e um tatu durante a fiscalização em Mulungu.

Ele foi detido e encaminhado para a delegacia da cidade. “Ele estava com uma das espingardas e os donos das outras armas fugiram ao ver a equipe da Sudema”, comentou.


 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Estado da Paraíba é condenado a pagar R$ 1 mi por danos morais coletivos às vítimas de Camará

21.02.2013 - 11:48

 
O Estado da Paraíba deverá pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos em razão do rompimento da Barragem Camará, no município de Alagoa Nova, em 17 de junho de 2004.

A decisão foi da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

No acórdão, foi afastado o pagamento dos honorários advocatícios.

Consonante à 3ª Vara Federal da Paraíba, que também julgou o caso, o colegiado entendeu que o acidente com a barragem provocou prejuízos à coletividade, culminando com a devastação ambiental por causa da enxurrada liberada pelo rompimento da estrutura.

O acidente causou mortes e destruição em vários municípios no entorno da construção.

“Em se tratando de dano moral, a sua quantificação não é tarefa das mais fáceis. Na compensação por danos morais coletivos há de se ressaltar o caráter personalíssimo da natureza da reparação, visto que envolvem questões subjetivas e o interesse jurídico, no caso em tela, não leva em consideração o indivíduo em si, mas o grupo de indivíduos lesados como um todo, se caracterizando como interesse transindividual (de natureza indivisível)”, afirmou o relator desembargador federal Francisco Barros Dias.

A ação foi ajuizada pelo Ministério Público Federal contra o estado da Paraíba e as empresas CRE Engenharia, Andrade e Galvão Engenharia e Holanda Engenharia, que construíram a barragem com recursos dos governos federal e estadual. Em 2004, quando o acidente aconteceu, foi instaurado um inquérito civil público que concluiu que o rompimento da Barragem de Camará decorreu de problemas na construção da obra, que ficou a cargo das construtoras demandadas.

No juízo de primeiro grau, o Estado da Paraíba foi condenado a reconstruir a Barragem de Camará; a promover a da inserção das famílias atingidas em políticas públicas já existentes; a reimplantar todos os serviços públicos afetados pelo desmoronamento da barragem, tais como reconstrução de pontes, rodovias, prédios públicos, muros, calçadas e pavimentação de ruas; e a reconstruir as casas residenciais destruídas nas zonas urbana e rural dos municípios de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.
 

Consultor Jurídico


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Vazamentos causam falta d'água na Paraíba

15/02/2013 - 13:07

Em João Pessoa, dez bairros foram atingidos 


Para os moradores de dez bairros de João Pessoa e de sete municípios paraibanos, a sexta-feita, 15, está sendo sem água nas torneiras. De acordo com a Cagepa, através da sua página do Twitter, o serviço poderá ser normalizado no período da tarde ou noite, dependendo da localidade.

Na Capital paraibana, a falta d’água no Bairro dos Estados e Pedro Gondim ocorreu por causa de um vazamento na rua Alfredo Coitinho Lira, e a normalização está prevista para 18h. No caso dos Funcionários II, III e IV, Esplanada, Grotão, João Paulo II, Costa e Silva e Ernani Sátiro, o abastecimento foi suspenso para o conserto de um vazamento na rua Anacleto de Souza. O serviço deve retornar às 15h.

Para as cidades de Sapé, Mari, Sobrado, Mulungu, Gurinhém, Caldas Brandão e Cajá, o a água deve voltar para as torneiras às 19h, e a falta d’água foi motivada por um vazamento.

da Redação
WSCOM Online


 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Camará: Estado recorre de decisão

Segundo o procurador-geral do Estado, todas as providências quanto ao assunto já foram adotadas, não cabendo danos morais. 


 
 

O procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, afirmou ontem que o governo do Estado vai recorrer da decisão da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, com sede em Recife, que manteve sentença de primeiro grau condenando o Estado da Paraíba a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivo, pelo rompimento da barragem Camará, na região do Brejo, em 17 de junho de 2004. “Entendemos que todas as providências que eram cabíveis o governo adotou, não só para reconstruir a barragem como para indenizar as famílias tendo em vista os prejuízos materiais. E por isso estamos recorrendo da decisão”, explicou Carneiro.

Ainda segundo ele, o governo do Estado está investindo R$ 35 milhões para reconstrução da nova barragem Camará. O governador Ricardo Coutinho, não obstante o problema não tenha surgido no seu governo, já tomou a decisão política e administrativa de fazer a reconstrução da barragem. Estão sendo investidos R$ 35 milhões para reconstruir, as obras já estão em andamento e a previsão é que até o final deste exercício de 2013 seja reinaugurada”, disse.

Além disso, o procurador do Estado garantiu que o governo vem cumprindo as sentenças de 1º grau determinando indenização às famílias pelas perdas materiais. “No tocante às indenizações materiais, que são aqueles prejuízos financeiros que as pessoas efetivamente tiveram, o governo já vem indenizando essas famílias através de indenizações que são fixadas nas comarcas de origem, no caso Guarabira e Alagoa Grande, de modo que, com o devido respeito que tenho pelo TRF que não é cabível indenização por dano moral a encargo do Estado”, comentou.

A ação proposta pelo Ministério Público Federal requeria a reparação e punição do Estado e das construtoras pelo rompimento da barragem. A sentença, proferida pela juíza Cristina Garcez, da 3ª Vara Federal, condenou o Estado a, dentre outras medidas, reconstruir a barragem de Camará, promovendo a inserção das famílias atingidas dentro das políticas públicas já existentes, reimplantação dos serviços públicos afetados pelo rompimento e reconstrução das casas destruídas na zona urbana de Alagoa Grande e na zona rural de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.

A barragem rompeu no governo de Cássio Cunha Lima, segundo a perícia, por falta de monitoramento após a construção, conforme recomendado pelo Manual de Segurança e Inspeção de Barragem do Ministério da Integração Nacional.


 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

TRF culpa Governo da Paraíba por rompimento de barragem de Camará

23/01/2013 16h49 - Atualizado em 23/01/2013 16h49 

Acidente ocorrido em 2004 deixou cinco mortos e três mil sem casa.
Estado foi condenado a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
 
Jhonathan Oliveira  

Do G1 PB
 
 
Em julgamento na terça-feira (22) o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, sediado em Recife,  responsabilizou o Governo da Paraíba pelo rompimento da barragem de Camará, na região do Brejo, ocorrido em 17 de junho de 2004. A 2ª Turma do TRF excluiu de culpa o consórcio de construtoras responsável pela obra e apontou que o acidente teria sido causado pela falta de manutenção na barragem. O governo do estado ainda pode recorrer da decisão.

A decisão foi com base em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal, que pedia que o Estado e as construtoras CRE Engenharia Ltda, Holanda Engenharia Ltda e Andrade Galvão Ltda fossem responsabilizados pelo rompimento. O TRF manteve o entendimento da Justiça Federal da Paraíba, em sentença dada em 2011, excluindo as empresas e culpando apenas a administração estadual.
 
No julgamento de terça-feira, o TRF impôs uma condenação por danos morais coletivos no valor de R$ 1 milhão ao Estado. Esses recursos devem ser revertidos para o Fundo de Reconstituição dos Interesses Supraindividuias Lesados (criado pela  Lei nº 7.347/1985). Como já havia sido determinado em 1ª instância, a corte orientou  que o governo do estado faça a reconstrução da barragem e de casas e estradas nas cidades de Alagoa Grande, Alagoa Nova, Areia e Mulungu, que foram atingidas pelas águas de Camará.
 
De acordo com o advogado Dirceu Galvão, que representou o consórcio de construtoras no processo, disse que as empresas conseguiram comprovar que não tiveram culpa no rompimento da barragem. 'Tivemos provas robustas no sentido de que o Governo do Estado não tomou os cuidados com a barragem”, disse. Dirceu afirma que o governo recebeu uma manual de segurança quando a obra foi entregue e que deveria ter ocorrido uma preocupação especial principalmente com relação ao primeiro enchimento. “Uma das medidas que poderia ter sido feita era o esvaziamento. O consórcio alertou o Governo, que preferiu não fazer”, pontuou.

A barragem foi construída na gestão do governador José Maranhão (PMDB) e rompeu durante a administração do hoje senador Cássio Cunha Lima (PSDB). O atual procurador-geral do governo, Gilberto Carneiro, disse que o o governador Ricardo Coutinho (PSB) já havia decidido reconstruir Camará independente de decisão judicial. No entanto, afirmou que o Estado não concorda com a condenação por danos morais coletivos e vai recorrer.

“Entendemos que não há culpa do Estado no acidente. Vamos recorrer da condenação por danos morais coletivos porque já estamos indenizando as famílias no tocante aos danos materiais”, disse Carneiro. Segundo o procurador, serão impetrados recursos especiais  no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Gilberto Carneiro informou também que a obra de reconstrução da barragem de Camará está em plena execução. Os investimentos na chamada Nova Camará chegam a R$ 75 milhões, sendo R$ 29 milhões para a construção da barragem, R$ 39 milhões para o sistema de abastecimento de água com adutoras, estações elevatórias e estações de tratamento, e mais R$ 7 milhões para a construção da barragem de nível Pitombeira-Serra Grande, que reforça o sistema de abastecimento de Alagoa Grande.

Rompimento
O acidente da  Barragem de Camará ocorreu na noite de 17 de junho de 2004 . Após o rompimento as águas inundaram parte dos municípios de Alagoa Grande, Mulungu, Alagoa Nova e Areia. A tragédia ocasionou a  morte de cinco pessoas e deixou cerca de três mil desabrigados. Onze dias depois, a barragem sofreu outro desmoronamento.

Um relatório produzido por engenheiros da Universidade Federal de Paraíba, em novembro de 2004,  mostrou que a barragem tinha capacidade para mais de 26 milhões de metros cúbicos de água. Conforme o mesmo relatório foram gastos na obra cerca de R$ 24 milhões.


 

sábado, 30 de junho de 2012

DER libera tráfego para veículos de pequeno e grande porte na PB-054

SecomPB
 
DER libera tráfego para veículos de pequeno e grande porte na PB-054Imagem (da Internet)
Com a redução das chuvas e ações rápidas do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER), foi liberado no final da tarde desta sexta-feira (29) o tráfego para veículos de pequeno e grande porte na PB-054, rodovia que interliga a BR-230 a Itabaiana, interditada no dia anterior por causa do grande volume de água no desvio onde está sendo construída uma nova ponte, destruída nas chuvas do ano passado. Na rodovia que liga a BR-230 a Ingá, o tráfego poderá ser liberado na manhã deste sábado (30), nos desvios construídos nos trechos onde o DER executa obras de construção.

As chuvas que caíram esta seman provocaram danos nos desvios construídos nos trechos onde o DER executa obras de construção e recuperação de pontes nas referidas rodovias estaduais. Por causa disso, três estradas foram interditadas desde a tarde desta quinta-feira (28), após inspeção feita pelo DER: a PB-004, nas imediações da Ponte da Batalha, entre os municípios de Santa Rita e Cruz do Espírito Santo, na região metropolitana de João Pessoa; e a PB-054, no trecho que interliga a BR-230 ao município de Itabaiana; e a rodovia que interliga a BR-230 ao município de Ingá.

Em Itabaiana, as águas danificaram o desvio construído por conta das chuvas no ano passado. Na área da Ponte da Batalha, em Cruz do Espírito Santo, a enxurrada também destruiu boa parte do desvio existente. A Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Estadual sinalizam os dois trechos com tráfego interrompido, e as equipes de fiscalização do DER também foram deslocadas para auxiliar neste serviço. A previsão é de que até esta segunda-feira (2) os desvios sejam refeitos, segundo avaliou o superintendente do DER, Carlos Pereira.

Máquinas e equipes do órgão estão sendo deslocados para as áreas com problemas com o objetivo de amenizar os transtornos dos usuários e evitar acidentes. "Renovamos nosso apelo para usuários de transportes coletivos, de carros particulares, e a população em geral para que não tentem utilizar os trechos interditados porque a interdição é por absoluta falta de segurança", alertou Carlos Pereira.

Nas obras da Ponte da Batalha, o desvio provisório foi danificado, rompido pela enxurrada das águas do rio Paraíba, que também recebeu água do rio Gurinhém. Nesta obra, os investimentos são da ordem de R$ 2 milhões.
 
Alternativas de tráfego - Para se dirigir a Cruz do Espírito Santo a alternativa é pela PB-073, via Café do Vento e Sapé, ou então por Mulungu. Na área de Itabaiana o acesso alternativo é seguir pela estrada de Juripiranga (PB-048) ou Pedras de Fogo (PB-032). Para acesso ao município de Ingá as pessoas devem trafegar via Riachão do Bacamarte, pela BR-230.

De acordo com o dirigente do DER, na noite de quarta-feira (27) e madrugada de quinta-feira (28), choveu o equivalente à média do que normalmente chove em 15 a 20 dias de inverno.

Fonte
 

terça-feira, 22 de junho de 2004

Rompimento de barragem deixa cinco mortos na Paraíba

21/06/2004 - 10h34 

da Folha Online

Cinco pessoas morreram por causa do rompimento da barragem de Camará, em Alagoa Nova (a cerca de 150 km da capital, João Pessoa, na Paraíba), ocorrido na semana passada. No domingo, o corpo de um homem foi encontrado às margens de um rio.

Segundo o governo do Estado, três vítimas foram identificadas. São elas: Palmira Rocha Oliveira, 80, José Pedro Soares, 70, e Welington Sobral Luna, 27. As outras duas vítimas são homens.

Cerca de 3.000 pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas. De acordo com o governo, os desabrigados são os que tiveram as casas destruídas. Já os desalojados tiveram as casas inundadas, mas elas podem ser recuperadas. Elas foram encaminhadas para abrigos públicos ou estão em casas de parentes ou amigos.

Avaliação
O governador do Estado, Cássio Cunha Lima (PSDB), visitou no domingo algumas das áreas atingidas. Os municípios mais afetados foram Alagoa Grande e Mulungu. Também foram atingidos Araçagi, Alagoinha, Mamanguape e Rio Tinto -- as duas últimas já perto do litoral paraibano.

O governador passará esta segunda-feira na região para conversar com prefeito e avaliar os estragos causados pelo rompimento da barragem.

O governador aguardará um laudo técnico para saber se há condições de recuperar a barragem ou se será necessário construir uma nova.

Construção
O rompimento ocorreu por volta das 21 h de quinta-feira. Segundo o governador, o reservatório, construído entre 2000 e 2002 (gestão anterior), apresentou problemas de fundação e construção. O governo afirma que a atual gestão da Secretaria de Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e Minerais havia detectado algumas rupturas no reservatório e notificado a empresa responsável pela obra.

Um buraco de 20 m de altura por 15 m de largura, surgiu da base acima na parte esquerda da barragem, na junção entre o muro de concreto e a lateral de solo e pedra, onde ela se fixa.

Com o decorrer do tempo, o buraco foi se expandido e o volume de água do vazamento, aumentando. O período de maior vazão foi entre 21 h e 1 h de quinta para sexta, ainda segundo Góis. Ele disse que por volta das 10 h quase todo o reservatório havia secado.

A barragem tem capacidade para armazenar 27 milhões de m³ de água, o equivalente a 26,5 bilhões de litros. Antes de começar a vazar, acumulava 17 milhões de m³, o que equivale a cerca de 60% da sua capacidade.

A assessoria de imprensa do consórcio responsável pela obra, formado pela Andrade Galvão Engenharia Ltda. e CRE Engenharia Ltda., informou na sexta que técnicos das empresas estavam na barragem apurando as causas do vazamento.

Destruição
O abastecimento de água, a rede telefônica e de energia ficaram comprometidos em Mulungu e Alagoa Grande. Neste último, os telefones voltaram a funcionar na noite de sexta.

Em Mulungu, que já enfrentou uma grande enchente em fevereiro, a rede elétrica foi totalmente danificada. De acordo com informações passadas pela assessoria do governo, a cidade deverá ficar 15 dias sem energia.

Em Alagoa Grande, a energia já foi restabelecida. Neste município, o Exército, em parceria com a Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba) está distribuindo água em carros-pipa. A previsão é de que o abastecimento só volte ao normal em 15 dias.

Ajuda
Diante da situação, que descreveu como "calamitosa", Cunha Lima ligou na manhã de sexta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo ajuda humana e material. "O presidente foi extremamente solidário e ágil nas providências."

De acordo com o governo da Paraíba, com base em dados do Censo de 2000, Alagoa Grande tem cerca de 29 mil habitantes. Mulungu tem cerca de 9.000. Alagoa Nova, onde está a barragem, tem cerca de 18.500 habitantes, também de acordo com o Censo.