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domingo, 24 de agosto de 2014

Descarte incorreto de lixo prejudica pesca em mangues

Na capital, há ainda o problema de construções irregulares próximas aos mangues.

 

Rizemberg Felipe
Os mangues de João Pessoa e Região Metropolitana sofrem com o descarte incorreto de lixo que poluem as águas e margens dos rios provocando danos ambientais, inclusive a escassez de peixes, segundo os próprios pescadores que moram nas comunidades ribeirinhas. Na capital, há ainda o problema de construções irregulares próximas aos mangues.

Na comunidade Porto do Capim, no Varadouro, em João Pessoa, os moradores reclamam do lixo jogado pela população e empurrado pela força das águas e que ao chegarem à área de mangue encalham, deixando o local com vestígios dos danos ambientais, como contou o pescador Cosme de França, 64 anos. “A situação está a cada dia pior. As pessoas jogam garrafas descartáveis, sacolas plásticas e latinhas de refrigerantes e a água acaba trazendo, mas quando chega aqui na margem do rio (Jaguaribe) a gente colhe e joga no local certo”, relatou.
 
“Além disso, sabemos que há um descarte de água doce no rio, que apesar de ser limpa, está contribuindo para a escassez dos peixes nessa área, que são de água salgada”, completou.
 
Cosme de França ressaltou que algumas espécies de peixe estão cada vez mais difíceis de ser encontradas no rio Jaguaribe, como a pescada, garapega, tainha e camurim, também conhecido como robalo.
 
Ainda na comunidade Porto do Capim, à margem do manguezal, é possível ver uma placa indicativa de Área de Preservação Permanente (APP), que impede algumas ações que possam agredir o meio ambiente, como pescar, caçar e construir, conforme a Lei Ambiental nº 9.605/1998, entretanto, também é visível casas construídas no local, separadas do rio apenas por uma pequena porção de vegetação, típica dos mangues, e por um cercado de madeira. Isso também representa risco aos moradores, devido à instabilidade do solo.
 
Já próximo à praia de Intermares, em Cabedelo, na Grande João Pessoa, a reportagem não identificou a presença de construções na área de mangue, mas o acúmulo de lixo também é preocupante. Sacolas, plásticos e até restos de animais mortos são alguns tipos de materiais descartados às margens do rio Jaguaribe, que divide os bairros do Bessa, em João Pessoa e Intermares. A situação de desrespeito às leis ambientais se repete próximo à praia do Jacaré, também em Cabedelo.
 
Segundo o secretário de Pesca e Meio Ambiente de Cabedelo, Walber Farias, o órgão já vem realizando trabalhos de preservação nas regiões de manguezais, localizadas na cidade de Cabedelo. Ele afirmou que em julho deste ano foi enviada equipe para fiscalizar a área. Walber Farias explicou ainda que a poluição presente nos mangues é decorrente também da ação humana. O lixo e os restos de resíduos sólidos são depositados pelas pessoas que passam no local, que acabam acompanhando o trajeto do rio Jaguaribe, sendo assim distribuído para outras localidades.
 
“A Prefeitura vem combatendo esse tipo de poluição. Realizamos visitas habituais nas áreas de mangue. Inclusive, recentemente encaminhamos equipe ao local, e não detectamos essa grande demanda de lixo. Entretanto, muito dos resíduos vem dentro do rio, a corrente traz e fica preso na maré baixa. Algumas pessoas também contribuem para a poluição, jogando lixo no local. Fiscalizamos constantemente, recebemos muitas denúncias, coibimos o depósito nos mangues de lixo e esgoto, já que a cidade de Cabedelo não tem esgotamento sanitário. O trabalho é árduo, mas estamos tentando cumprir esse papel”, esclareceu.
 
A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA entrou em contato por telefone com a Secretaria de Meio Ambiente (Semam), no entanto, o secretário não quis se pronunciar sobre o assunto. A reportagem também tentou contato com a Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de João Pessoa, através de telefone e email, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Polícia solta 400 caranguejos capturados ilegalmente na PB


04/01/2014 20h17 - Atualizado em 04/01/2014 20h17

Animais estão em período de reprodução e pesca é proibida.
Apreensão foi realizada nas cidades de Jacumã e Conde.
 
Do G1 PB
 
 
Caranguejos foram soltos no mangue do Cetas, em Cabedelo (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Caranguejos foram soltos no mangue do Cetas, em Cabedelo
(Foto: Walter Paparazzo/G1)

Cerca de 400 caranguejos foram devolvidos ao meio ambiente pela Polícia Militar Ambiental da Paraíba no final da tarde deste sábado (4), em Cabedelo. De acordo com o Tenente Aragão, os animais foram capturados em operação realizada entre as cidades de Jacumã e Conde, nas proximidades da PB 008.
Policiais mostram a diferença de tamanho entre um caranguejo adulto e um filhote (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Policiais mostram a diferença de tamanho
entre um caranguejo adulto e um filhote
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Ele explicou que o caranguejo está em período de reprodução nos três primeiros meses do ano e que a captura é estritamente proibida durante esse tempo, por isso a operação. “O caranguejo faz uma caminhada pela margem do mangue para se reproduzir, aí o cidadão se aproveita dessa desvantagem para capturá-lo, para fazer a pesca, para venda ou para se alimentar. Mas nesse período a pesca é completamente proibida”, afirma o tenente.
 
Dentre os caranguejos apreendidos, muitos ainda eram filhotes, que também tem a pesca proibida.  A Polícia Ambiental afirma realizar rondas e patrulhas para evitar a captura desses animais durante todo o período de reprodução. Eles foram soltos no mangue do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Cabedelo, na Grande João Pessoa.

Fonte

 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ação do Ibama devolve mais de 3 mil caranguejos aos mangues da Paraíba

21/01/2013 18h02 - Atualizado em 21/01/2013 18h02 

Animais haviam sido capturados no período da proibição da captura.
Fiscalizações foram feitas em comércios, feiras e margens de rodovias.
 
Do G1 PB

Caranguejos foram devolvidos para o mangue (Foto: Divulgação/Ibama)
Ao todo, 3.540 caranguejos foram devolvidos para
o mangue (Foto: Divulgação/Ibama)
Após operações de proteção ao período reprodutivo do caranguejo-uçá, 3.540 caranguejos foram soltos nos mangues após serem coletados ilegalmente no período da proibição da captura, entre os dias 12 e 17 de janeiro, que garante que os animais possam se reproduzir e manter as populações da espécie. A ação foi feita pelo Ibama, o Batalhão Ambiental da Polícia Militar da Paraíba e a Polícia Rodoviária Federal.

As fiscalizações foram feitas em locais de comércio de caranguejos, feiras livres e margens de rodovias litorâneas e próximas de manguezais nos municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita e Conde, e também incursões nos mangues, tanto na Região Metropolitana de João Pessoa, como no Litoral Sul do estado. Foi feito ainda uma barreira na BR-101, para coibir o transporte do caranguejo, e fiscalização no Litoral Norte paraibano.
 
No comércio, foram encontradas pouquíssimas irregularidades. Centenas de comerciantes de caranguejo procuraram o Ibama na véspera deste primeiro período de andada para declarar os estoques, conforme determina a lei, que define o período de proteção à reprodução do caranguejo-uçá. A declaração de estoque é necessária para que os caranguejos capturados antes do início da andada possam ser comercializados.
 
A proteção à andada do caranguejo-uçá é essencial para a manutenção do equilíbrio ecológico nos mangues, que funcionam como berçários da vida marinha e constituem Área de Preservação Permanente. Durante os períodos de andada, que ocorrem nos dias de marés mais extremas, durante a lua nova e a lua cheia, os caranguejos-uçá abandonam suas tocas e andam pelo mangue para acasalar e liberar as larvas, ficando muito vulneráveis à captura predatória.

Os próximos períodos de proibição da captura do caranguejo-uçá são:
-de 28 de janeiro a 02 de fevereiro;
-de 11 a 16 de fevereiro;
-de 26 de fevereiro a 03 de março;
-de 12 a 17 de março;
-de 28 de março a 02 de abril.

Quem captura, comercializa, transporta ou beneficia caranguejo-uçá durante os períodos de andada é sujeito a pena de um a três anos de detenção e multa que pode variar de R$ 700 a R$ 100 mil, acrescido de R$ 20 por quilo do crustáceo. As pessoas que estiverem transportando caranguejo-uçá durante os períodos da proibição podem ter os seus veículos apreendidos.


 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Criança morre afogada quando catava caranguejos em João Pessoa


15/01/2013 15h48 - Atualizado em 15/01/2013 15h48

Bombeiros e Samu fizeram os primeiros socorros mas menino não resistiu.
Garoto foi levado por correnteza e acabou se afogando no mangue.
 
Do G1 PB

Bombeiros retirou a criança do mangue (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Bombeiros retiraram a criança do mangue
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
No início da tarde desta terça-feira (15), uma criança de 8 anos morreu afogada em um mangue no Porto do Capim, no Bairro do Varadouro, em João Pessoa. A criança estava catando caranguejo na região e foi levada por uma correnteza.

O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Médico de Urgência encontraram o corpo da criança, fizeram o atendimento de primeiros socorros no local, mas quando estavam levando a vítima para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa ela morreu.

O Samu confirmou a morte da criança ainda na ambulância e que ela não chegou sequer a ser internada no Trauma.


 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dez catadores de caranguejos são detidos no Litoral Sul da Paraíba

10/02/2012 18h33 - Atualizado em 10/02/2012 18h33

Mais de mil caranguejos já foram apreendidos neste defeso na Paraíba.
Catadores flagrados são multados e respondem por crime ambiental.

Do G1 PB
 
Dez catadores de caranguejos são detidos no Litoral Sul da Paraíba (Foto: Divulgação/Ibama)
Dez catadores de caranguejos são detidos no Litoral
Sul da Paraíba (Foto: Divulgação/Ibama)
Agentes ambientais detiveram dez catadores de caranguejo em flagrante no Litoral Sul paraibano. A ação, comandada pelo Ibama, ocorreu na tarde desta quinta-feira (9), com o objetivo de preservar o período reprodutivo do crustáceo, conhecido como “andada”, quando fica proibida sua captura, transporte, comercialização, beneficiamento e armazenamento. Os catadores, um deles menor de idade, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Caaporã, onde responderão pelo delito.
Segundo informações do Ibama, as pessoas flagradas com os animais durante o período da proibição são multadas, têm os caranguejos apreendidos e ainda devem responder a processo por crime ambiental na Justiça. No caso do flagrante realizado nesta quinta, os fiscais constataram que, além do desrespeito ao período da andada, os animais vem sendo capturados com a utilização de redinha - técnica predatória e de utilização proibida no estado há cerca de 15 anos.

Os períodos em que fica proibida a captura do caranguejo-uçá ocorrem entre os dias 8 e 13 e de 22 a 27 de fevereiro. No mês de março, o período de proteção à andada ocorre entre os dias 9 e 14 e também de 23 a 28. As andadas ocorrem em períodos diferentes a cada ano, uma vez que dependem de diversos fatores, como as fases da lua, com grande influência nas variações das marés.

Balanço das apreensões
Apenas nos primeiros dois dias da atual andada, mais de mil caranguejos apreendidos foram devolvidos aos mangues no litoral paraibano. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ainda destacam que o respeito ao período da andada é essencial à reprodução dos animais, que são a fonte de sustento de muitas famílias da região litorânea.
 
Fonte
 
 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ibama devolve mais de dois mil caranguejos à natureza na Paraíba

01/02/2012 18h39 - Atualizado em 01/02/2012 18h39

Animais estavam em período de reprodução, conhecido como andada.
Durante a operação foram fiscalizados dezenas de estabelecimentos.

Do G1 PB
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Ibama resgata caranguejos na Paraíba (Foto: Divulgação/Ibama)
Ibama resgata 2268 caranguejos na Paraíba
(Foto: Divulgação/Ibama)
As equipes de fiscalização da superintendência do Ibama na Paraíba apreenderam e devolveram aos manguezais do litoral do estado 2.268 caranguejos-uçá, durante os dois períodos reprodutivos do crustáceo, conhecidos como andada, no mês de janeiro, quando ficaram proibidas a captura, armazenamento, transporte, beneficiamento e comercialização do animal.

Durante a Operação Uçá, foram fiscalizados dezenas de estabelecimentos que declararam estoques, percorridos pontos de comércio de caranguejo-uçá em todo o litoral da Paraíba e os mangues.

Este ano, ainda haverá mais quatro períodos de proteção à reprodução da espécie, dos dias 8 a 13 e 22 a 27 de fevereiro, e dos dias 9 a 14 e 23 a 28 de março. As pessoas físicas e jurídicas que atuam na cadeia produtiva do caranguejo-uçá devem declarar os estoques que possuírem ao Ibama na véspera de cada período de proibição.

Os estabelecimentos ou pessoas flagrados desrespeitando o período da andada, ou deixando de declarar estoque, estarão sujeitos à apreensão dos caranguejos e multa que varia de R$ 700,00 a R$ 100 mil, acrescida de R$ 20 por quilo do animal apreendido, além de responderem na justiça por crime ambiental.