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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Prefeitura de João Pessoa interdita trânsito na ladeira do Cabo Branco

05/11/2014 13h34 - Atualizado em 06/11/2014 09h01 

Interdição se deve ao avanço da erosão na barreira do Cabo Branco.
Anúncio da medida foi feito nesta quarta-feira (5).
 
Wagner Lima Do G1 PB
 
O trânsito de veículos na ladeira do Cabo Branco, em João Pessoa, foi parcialmente interditado na terça-feira (4). A medida emergencial, divulgada durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (5), foi tomada por causa do avanço da erosão na barreira do Cabo Branco, um dos principais pontos turísticos da Paraíba. O valor total do investimento para conter a erosão e o prazo de início e conclusão das obras não foram divulgados.
 
Nos próximos dias, segundo a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob), o acesso de veículos à área deverá ser totalmente proibido. O superintendente do órgão, Roberto Pinto, disse não saber a quantidade de veículos atingidos com a mudança no trânsito porque o órgão não dispõe de contagem na área.
 
Secretários municipais e o representante da Acquatool LPP Ltda, responsável pelos projetos de contenção na área, concederam a entrevista coletiva no auditório da Receita Municipal, no Centro Administrativo Municipal, no bairro de Água Fria, na capital.

 
A destruição da barreira tem  chamado a atenção de turistas, comerciantes e defensores do meio ambiente. O problema foi mostrado em reportagem do Jornal Nacional no último sábado (1º).

Com a interdição, os motoristas que seguem do Cabo Branco em direção à Estação Cabo Branco vão poder seguir pela ladeira nas imediações da Praça de Iemanjá, possivelmente até este final de semana, segundo o titular da Semob, Roberto Pinto. Para quem vem da PB-008 e pretende ir até a orla o fluxo de veículos em direção à Estação Cabo Branco e a ladeira estão proibidos.

A alternativa é pegar a rotatória em frente à Estação das Artes (anexo da Estação Cabo Branco) seguir em frente pela Rua Luzinete Formiga Lucena, pegar a segunda via à direita, a Rua Zita Maria Carneiro da Cabral até a Avenida Panorâmica do Cabo Branco até o acesso às ladeiras que levam ao Cabo Branco.

Sem infraestrutura
O representante da Acquatool Consultoria, Pedro Antônio Molinas, responsável pelos estudos e projetos para conter a erosão, reconheceu que os motoristas devem enfrentar dificuldades porque essas ladeiras são de paralelepípedos e com iluminação precária. A Secretaria de Planejamento reforçou que os projetos estão em curso para dotar os acessos de condições de tráfego.
 
Durante a coletiva, o secretário do Planejamento do município, Rômulo Polari, não citou prazos para as obras e ao ser indagado sobre o volume de recursos para a obra disse que não teria como adiantar. “A gente não sabe a quandidade de recursos porque os projetos estão em elaboração”, frisou.

Quebramares serão colocados a 300 metros da beira-mar 
A praia do Cabo Branco, conhecida pelas piscinas naturais e reproduções de várias espécies, contará nesse trecho onde se registra a erosão da barreira, a instalação de quebramares distantes 300 metros da beira-mar. A ideia é a de que eles fiquem submersos para conter a intensidade das ondas que quebram na base da barreira.

A estimativa, segundo Pedro Molinas da Acquatool Consultoria, é a de que a cada ano a barreira tem perdido em torno de até 50 metros devido às ações de intensidade das marés na base da barreira e as intervenções urbanas no alto da barreira.

O técnico Pedro Antônio Molinas, da  Acquatool Consultoria, explicou que a distância é maior do que a prevista no projeto inicial que era de apenas 50 metros. Ele garantiu que o impacto no paisagem natural será o mínimo possível. “Intervenções deixam as praias alijadas, artificiais, mas nós vamos fazer com que os quebramares fiquem submersos e o máximo que se possa ver é um 'colchão de espumas brancas' e só os visualize em maré baixa”, frisou.

Na base da barreira serão feitos reparos com o mesmo tipo de material dos quebramares, além de outras medidas no alto da barreira: implantação de projetos de drenagem, reflorestamento e a interdição total de veículos na área mais atingida com a proibição da pista de subida.

O titular do Planejamento, Rômulo Polari, explicou que os dois projetos para a construção da Praça do Sol Nascente, na Praia do Sexias e o de revitalização da Praça de Iemanjá já estão prontos e com recursos alocados para iniciar as obras, mas as ações foram suspensas devido ao aumento da erosão no local.

Impacto do fluxo de veículos contribuiu para erosão da barreira, diz estudo 
Pedro Antônio Molinas, da  Acquatool Consultoria, mostra impacto dos veículos sobre a barreira do Cabo Branco (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Pedro Antônio Molinas, da Acquatool
Consultoria, mostra impacto dos veículos sobre
a Barreira do Cabo Branco (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Tremores ocasionados por veículos de pequeno porte ao frear ou mudar de direção acarretam peso sob o solo maior que o do próprio automóvel. Essa foi uma das constatações iniciais obtidas pelo estudo de impacto realizado pela Acquatool Consultoria.
 
Pedro Antônio Molinas explicou que a interdição do tráfego na área é definitiva. “O impacto da erosão não foi apenas natural, mas também por conta da intervenção humana. O retorno do tráfego na área não tem volta nunca mais. Não obstante, o desafio de proteger a barreira é maior”, disse.

Por conta dos resultados iniciais do estudo, a ladeira do Cabo Branco e adjacência serão destinadas apenas para a circulação de pedestres, ciclistas e praticantes de outros esportes. Na frente da Estação Cabo Branco será permitida apenas a passagem de ônibus de turismo para o desembarque de turistas. Mais adiante, os motoristas deste tipo de transporte terão um novo contorno em frente à estação para retornar a uma área destinada ao estacionamento.
 
Erosão preocupa visitantes e comerciantes 
Para os visitantes e comerciantes da área o impacto na erosão tira um pouco do encanto do lugar. A turista Elaine Lousado disse por conta da erosão deixou de ver mais perto da Ponta do Seixas por conta da interdição do mirante. “Daqui nós tempos uma visão não totalmente boa como se estivesse com a estrutura adequada”, frisou.

O comerciante Aluísio César, que tem uma barraca na Praia do Seixas, disse teme perder o ponto por conta do avanço do mar. “A cada dia que passa o mar tá vindo mais e mais e a barreira está caindo”, frisou.
 
O  geógrafo Williams Guimarães reforçou que uma série de fatores têm contruído para o desgaste da falésia do Cabo Branco, entre eles o tráfego de veículos, a falta de vegetação no topo da falésia, que também sofre o impacto de construções na área. “As construções no topo da falésia também potencializaram a erosão na barreira”, afirmou.
 
Um projeto para contenção da erosão da barreira do Cabo Branco deve ser iniciado ainda este ano, segundo o secretário do Planejamento de João Pessoa, Rômulo Polari. “A solução é fazer quebra mares ao longo das imediações dessa fenda dos corais de forma artificial. Vamos corrigir essa ruptura da barreira dos corais”, disse.


 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Parte da barreira do Cabo Branco cede após chuvas em João Pessoa

04/09/2013 12h26 - Atualizado em 04/09/2013 12h26 

Defesa Civil municipal afirma que local já foi limpo.
Não houve feridos.
 
Do G1 PB

Na manhã desta quarta-feira (4), agentes da Defesa Civil e da Emlur limparam o local onde houve um deslizamento de terra na Barreira do Cabo Branco, zona leste de João Pessoa. As informações são de Noé Estrela, coordenador da Defesa Civil municipal.  (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Na manhã desta quarta-feira (4), agentes da Defesa Civil e da Emlur limparam o local onde houve um deslizamento de terra na Barreira do Cabo Branco, zona leste de João Pessoa. As informações são de Noé Estrela, coordenador da Defesa Civil municipal (Foto: Walter Paparazzo/G1)
 
 
 
 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

João Pessoa ganha status de 'caribe brasileiro' pelo Estadão; confira

12/02/2014 | 08h23min

Catamarãs levam para mergulhos na água cristalina que se acumula entre os recifes. Em meia
hora de navegação, você entende o por quê da região ter sido apelidada de ‘Caribe brasileiro’

Bruna Toni / TEXTO e Hélvio Romero / FOTOS
 
JOÃO PESSOA
 
A única coisa que nos cercava era uma imensidão de água morna e esverdeada, interrompida por manchas mescladas que indicavam as áreas com concentração de corais, onde se escondem pequenos peixes de tons diversos. Sob os pés, areia clara constituída por minúsculas conchas. O silêncio seria total, não fossem as conversas dos pouco mais de 15 turistas que nos acompanhavam no passeio cuja principal atração é o mergulho. O calor não permitia a ninguém ficar dentro do catamarã que nos levou pelo Atlântico. Nem o visual. Quem se arriscaria a perder a chance de explorar tudo que o chamado “Caribe brasileiro” tem a oferecer?
 
Mergulhar durante cerca de duas horas em uma das piscinas naturais menos exploradas da Paraíba já compensaria pela beleza natural e comércio local, formado por pescadores. Mas há um quê de especial ali que faz a pequena João Pessoa tornar-se referência. A oeste, a cerca de quinhentos metros de onde estamos, fica a famosa Ponta do Seixas, o extremo oriental das Américas, cuja a distância até a África (aproximadamente 3.800 quilômetros) é a menor possível para quem sai do continente. Se é abuso querer avistar terras africanas dali, o passeio do Seixas garante, no mínimo, a sensação de estar em uma das principais rotas do mundo. E onde o sol nasce primeiro.
 
O caminho até lá não leva mais de meia hora para quem parte do litoral sul da capital paraibana. É possível fazê-lo por meio de uma agência (a maior delas é a Luck), que oferece a comodidade do transporte e pode incluir outros passeios no roteiro (em média, R$ 65 por pessoa).
 
Para quem quer gastar menos e ficar livre para escolher aonde ir, a dica é alugar um carro para passar o dia. Mas é preciso se programar. “Preste atenção às fases da lua”, orienta Hector, o guia da Secretaria Municipal de Turismo que nos acompanha até a vila de pescadores, na Praia da Penha, de onde sai o catamarã. O recado, aparentemente banal, logo é compreendido. “Tudo depende da maré. Para dar passeio bom, a lua precisa ser nova ou minguante”, explica.

Depois de consultar a natureza para saber se a maré estará baixa – o que pode ser feito pelo site da Capitania dos Portos da Paraíba –, é bom não arriscar e fazer a sua reserva. Ainda pouco conhecido, o transporte até a piscina do Seixas é feito apenas por uma empresa, a Maresia Turismo, e, dependendo do dia, pode ter lotação máxima (cem pessoas).
 
Outra opção para mergulho é o Picãozinho, arrecife de corais que fica em Tambaú, mais ao centro de João Pessoa. Por causa da intensa exploração, porém, a capacidade das sete embarcações que rumam para lá foi reduzida, tornando o passeio mais caro. “O Seixas está muito mais preservado porque só é frequentado por pescadores que vivem na redondeza e poucos turistas”, conta Leonardo Guedes, biólogo e proprietário da Maresia Turismo.
 
Léo, como é conhecido por essas bandas, cobra R$ 30 por pessoa e aluga máscaras de mergulho por R$ 10. Dentro da embarcação, há bebidas e petiscos. Como o ponto de encontro e saída do catamarã é um restaurante, o Muxima, muitos turistas aproveitam para almoçar por ali mesmo. Seu ponto forte é a culinária angolana e regional.
 
VIAGEM A CONVITE DA FUNDAÇÃO CULTURAL DE JOÃO PESSOA E DA SECRETARIA DE CULTURA


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Contenção da erosão na falésia não sai do papel

Projeto que visa a proteger a barreira da degradação  foi concluído em 2012, mas não há data prevista para a execução das obras.
 



Francisco França
Situação de descaso na área da falésia preocupa moradores e turistas, que lamentam avanço do mar

As tentativas do poder público municipal de João Pessoa para conter a erosão na falésia do Cabo Branco, na capital, ainda não saíram do papel. O projeto que visa proteger a barreira do impacto das ondas e infiltrações fluviais que degradam o local foi concluído em 2012. No entanto, ainda não há data prevista para a execução das obras. Além do desgaste natural, o tráfego intenso de veículos pesados e construções nas proximidades da falésia agravam o problema.
 
Até agosto do ano passado, a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) aguardava a liberação orçamentária para a realização das obras. De acordo com a assessoria da Seplan, o projeto já foi encaminhado para o gabinete do prefeito Luciano Cartaxo e está em projeto de lançamento da licitação.
 
O secretário de Planejamento, Rômulo Polari, informou que o orçamento do projeto, da ordem de R$7 milhões, foi aprovado pela Caixa Econômica Federal e, após o processo licitatório, a previsão é que as obras comecem ainda em setembro deste ano. “O projeto prevê duas obras. Uma de contenção das ondas, a 300 metros de distância da praia, para atenuar a contenção das ondas, e a outra será o reforço da barreira”, explicou.
 
Enquanto as obras não começam, a erosão na falésia continua e a situação fica ainda mais preocupante devido às chuvas mais frequentes que tem ocorrido na cidade. Na área da falésia existem apenas as placas de alerta aos banhistas e visitantes sobre o perigo de acidentes que podem ocorrer por conta dos desmoronamentos e a interdição, em um trecho próximo à Estação Ciência Cabo Branco, para evitar o tráfego de veículos no acesso ao Farol Cabo Branco.
 
A situação de descaso na área da falésia preocupa moradores e turistas, que lamentam que o avanço do mar possa acabar com um dos cartões postais da cidade. Acostumado a passar todos os dias pela calçadinha que margeia a área da falésia, o funcionário público José Dias se diz preocupado com o abandono do poder público pelo local. “Se não fizerem nada, isso aqui vai ficar cada vez pior. Tem também o perigo da barreira desabar, porque mesmo sendo proibido, turistas e até mesmo moradores continuam caminhando próximo à barreira”, denuncia.
 
Já o médico Francisco Soares revela que a demora na execução do projeto para conservar o que resta da falésia não o surpreende. Há mais de trinta anos visitando a cidade e mantendo uma casa para veraneio no bairro do Cabo Branco, ele acredita que falta empenho do poder público para dar andamento às obras. “Desde que eu vim para João Pessoa para estudar que os governantes faziam projetos para recuperar essa área. Até hoje não se fez nada, ficou só no papel e parece que não há interesse do poder público para preservar a barreira”, lamentou.

PRAÇA DE IEMANJÁ
Além da falésia do Cabo Branco, a praça com um monumento em homenagem a Iemanjá, localizada nas proximidades da barreira, está totalmente destruída. Segundo os moradores e comerciantes da área, o local também sofre ação de vândalos, além do desgaste natural causado pelo impacto das ondas.
 
No projeto elaborado pela Prefeitura de João Pessoa está prevista a recuperação da Praça de Iemanjá como uma das obras a serem realizadas na segunda etapa. De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Rômulo Polari, devido ao avanço do mar no trecho da Praça de Iemanjá, a área para a construção da nova estrutura será menor. Ainda segundo Polari, as equipes da Secretaria estão reexaminando o projeto.


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Maré alta derruba coqueiros e abala estrutura de bar à beira mar na PB

23/02/2013 17h36 - Atualizado em 23/02/2013 17h36

Na Ponta de Seixas a maré foi a 2,3m de altura neste sábado.
Tábua de Marés prevê maré ainda mais alta para os próximos dias.
 
Do G1 PB
Os frequentadores de um bar na praia de Ponta de Seixas, em João Pessoa se assustaram com a força com que as ondas bateram no estabelecimento neste sábado (23). O estabelecimento fica na beira da praia e a maré chegou a 2,3m durante a tarde. (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Os frequentadores de um bar na praia de Ponta de Seixas, em João Pessoa se assustaram com a força com que as ondas bateram no estabelecimento neste sábado (23). O estabelecimento fica na beira da praia e a maré chegou a 2,3m durante a tarde. (Foto: Walter Paparazzo/G1)
 

De acordo com a Tábua de Marés, nos próximos dias a maré subirá ainda mais, chegando a 2,5m principalmente na terça, quarta e quinta-feiras. Além de estruturas construídas, coqueiros e árvores também são derrubados pela força do mar. (Foto: Walter Paparazzo/G1)


De acordo com a Tábua de Marés, nos próximos dias a maré subirá ainda mais, chegando a 2,5m principalmente na terça, quarta e quinta-feiras. Além de estruturas construídas, coqueiros e árvores também são derrubados pela força do mar. (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Fonte

 

Semam promove ação educativa para frequentadores de Picãozinho e Seixas



Secom/JP


Semam promove ação educativa para frequentadores de Picãozinho e Seixas  Imagem da Internet

Com o objetivo de estimular uma conduta de preservação e cuidado nos ambientes recifais, técnicos da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) vão promover, neste fim de semana, ações de educação ambiental com proprietários de embarcações e frequentadores de Picãozinho e Seixas. No sábado (23) a ação começa às 8h e no domingo (24), às 9h.

Numa parceria com a Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros, Capitania dos Portos e Secretaria de Turismo de João Pessoa (Setur), os fiscais vão orientar os banhistas para que tenham uma prática responsável durante as atividades recreativas.

O secretário de Meio Ambiente, Edilton Rodrigues, disse que o objetivo da Semam é disciplinar e acompanhar as visitas àquelas áreas que são recursos naturais protegidos por lei. "Em breve, a Prefeitura vai propor o reconhecimento das áreas de Picãozinho e Seixas como unidades de conservação. Queremos estimular o hábito do ecoturismo, para que as pessoas façam uso e se beneficiem do contato com a natureza de forma responsável, preservado a área", afirmou.

Orientações - Os técnicos da Semam vão orientar os frequentadores para que não pisem nos corais, que são frágeis e podem ser destruídos com facilidade. Alimentar os peixes também não é uma conduta adequada, já que prejudica a saúde dos animais marinhos. Restos de conchas, estrelas do mar e corais servem de abrigo e, por isso, não devem ser coletados. Os equipamentos de mergulho devem ser mantidos perto do corpo, para que não destruam os corais.

Corais - Os recifes de corais, assim como as florestas tropicais, são considerados sistemas com maior biodiversidade concentrada. São formações milenares, compostas de plantas e dos próprios corais, que podem ser considerados espécies de animais.

Nos recifes de corais ficam abrigadas uma parte fundamental da cadeia alimentar marinha. Eles se desenvolvem somente onde a temperatura chega perto dos 20 ºC, formado uma barreira natural, protegendo a terra da erosão marinha e diminuindo a força das ondas. São também uma importante fonte de alimento para o homem, já que funcionam como um viveiro natural de diversas espécies marinhas, onde se alimentam e se desenvolvem os peixes. Alguns cientistas chegaram a comprovar o valor medicinal dos corais encontrados no fundo dos oceanos.


sábado, 17 de novembro de 2012

Falta dinheiro para começar obra da Falésia

Início das intervenções depende diretamente da liberação orçamentária da Caixa Econômica Federal.


 
 

A assessoria de imprensa da Seplan informou que o início das intervenções depende diretamente da liberação orçamentária da Caixa Econômica Federal. Após o final da análise e aprovação emitida pelo órgão, a Prefeitura de João Pessoa realizará o processo de licitação, para escolher a empresa que participará das obras. Só depois as intervenções serão iniciadas.

Segundo informações do secretário adjunto da Seplan, Glauco Oliveira, o projeto de contenção da erosão na falésia do Cabo Branco é dividido em duas etapas: a primeira é de R$ 8 milhões, em que será feito arrecife artificial a 150 metros da costa, em uma área nas proximidades da praça de Iemanjá e um enrocamento aderente no calçadão e no pé da barreira.

A segunda etapa consiste em arrecife artificial a 150 metros da costa e enrocamento aderente, só que desta vez na Praia do Seixas. A previsão é que a segunda etapa custe R$ 7 milhões, no entanto ainda não há dotação orçamentária para ela.


 

Falésia continua sem solução no Cabo Branco


Defesa Civil Municipal mantém o alerta para que os banhistas e pedestres fiquem atentos ao trafegar pelo perímetro que vai da Praça de Iemanjá.


 

Rizemberg Felipe

Após quase três meses desde apresentação do projeto de contenção da erosão na falésia do Cabo Branco, as obras ainda não foram iniciadas. Isso porque a Caixa Econômica Federal (CEF) ainda não expediu a liberação orçamentária para o início das intervenções. De acordo com a Secretaria de Planejamento de João Pessoa (Seplan), desde o mês passado, o órgão aguarda a conclusão da análise, para dar continuidade ao processo.

Por essa razão, a Defesa Civil Municipal mantém o alerta para que os banhistas e pedestres fiquem atentos ao trafegar pelo perímetro que vai da Praça de Iemanjá, que está parcialmente destruída devido aos efeitos da erosão e da força das ondas do mar, até a Praia do Seixas, visto que os riscos de deslizamento continuam.

O coordenador do órgão, Noé Estrela, disse que os riscos se mantêm sobretudo em dias de feriados e finais de semana. “A barreira tem vários pontos negativos, que vão continuar até a conclusão das obras. Há meses alertamos a população sobre os riscos de deslizamento, por conta dos fortes ventos da região.

Muita gente aproveita os dias livres para ir ao local e não toma os cuidados necessários”, comentou.

De acordo com Noé Estrela, apesar das placas de alerta presentes em toda a extensão da falésia, a falta de atenção de quem visita o local ainda é comum. “O problema é que muita gente aproveita os dias livres para ir àquela região, muitos aproveitam a sombra das barreiras para se proteger do sol, outros caminham no topo da barreira sem se preocupar. Nós alertamos que isso é perigoso, o local pode ter deslizamento e machucar quem está embaixo ou derrubar quem está em cima”, alertou.

Mesmo com as orientações da Defesa Civil expostas em placas de sinalização, que alertam sobre os riscos de desmoronamento na área, os banhistas ignoram o perigo, a exemplo do físico Gilberto Costa, 64 anos, que caminha frequentemente à beira-mar, passando por baixo da barreira.

“Aproveito a maré baixa para caminhar por aqui, apesar de saber do risco. No entanto, é lamentável esse estado, pois como a barreira não tem visibilidade política, a não ser no dia que realmente cair e sobrar para o atual gestor, a situação vai continuar a mesma. Com um visual desse, é uma pena”, lamentou.

Já o vigilante Carlos Antônio, 31 anos, que costuma visitar o local com a esposa e o filho pequeno, passa pela parte de cima da barreira para chegar à praia. “Nós passamos por cima porque é o único acesso que temos, mas mesmo assim tememos que algo aconteça durante nossa passagem. Por outro lado, evitamos passar por baixo da barreira ou nos acomodar lá, porque acredito que o risco é ainda maior, tendo em vista que já existem muitas pedras que caíram da barreira”, declarou. (Especial para o JP. Colaborou Jaine Alves)


 

sábado, 23 de junho de 2012

Defesa Civil interdita barreira do Cabo Branco

Área interditada corresponde ao trecho entre a Ponta do Seixas e a Praça de Iemanjá; bloqueio é uma forma de prevenir deslizamentos.




Kleide Teixeira
Segundo a Defesa Civil, o trecho ficará interditado até o início das obras de intervenção na barreira


A Coordenadoria Municipal da Defesa Civil (Comdec) e a Secretaria de Infraestrutura de João Pessoa (Seinfra) interditam na manhã de hoje a barreira do Cabo Branco, entre a Ponta do Seixas e a Praça de Iemanjá. O local foi vistoriado ontem pelas equipes dos dois órgãos e o bloqueio acontece hoje de forma preventiva, para evitar deslizamentos.

Segundo a Comdec, o trecho ficará interditado até o início das obras de intervenção na barreira, que estão dentro do planejamento municipal, mas ainda não há data para serem executadas. O coordenador da Defesa Civil, Noé Estrela, alertou que a população deve evitar trafegar no pé da barreira – sobretudo neste período chuvoso.

Além da barreira do Cabo Branco, as equipes do Comdec e da Seinfra visitaram ontem comunidades no bairro dos Novais, São José, Tito Silva (no Miramar), entre outras – a fim de verificar a situação dos moradores em meio às chuvas.


OBRAS DE CONTENÇÃO
No fim do mês de maio a Prefeitura de João Pessoa conseguiu a licença ambiental que permite a instalação do projeto de contenção da erosão na barreira do Cabo Branco. A autorização foi concedida durante reunião ordinária do Conselho de Proteção Ambiental (Copam), órgão vinculado ao Governo do Estado. Com a licença ambiental, o governo municipal poderá apresentar o projeto à Caixa Econômica Federal (CEF) e solicitar os recursos de R$ 6 milhões para dar início às obras. A previsão da Secretaria de Planejamento de João Pessoa é iniciar os trabalhos em 2013.