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sábado, 1 de julho de 2017

Distribuição de mudas é cancelada devido às chuvas em João Pessoa

Ação ambiental da TV Cabo Branco com a Prefeitura de João Pessoa vai ser remarcada.
 
Projeto da TV Cabo Branco com a Prefeitura de João Pessoa distribui e planta mudas na cidade (Foto: Daniel Sousa/TV Cabo Branco)
Projeto da TV Cabo Branco com a Prefeitura de João Pessoa distribui e
planta mudas na cidade (Foto: Daniel Sousa/TV Cabo Branco)
 
A distribuição de mudas de árvores que seria feita neste sábado (1º), como parte do projeto ambiental da TV Cabo Branco em parceria com a Prefeitura de João Pessoa, foi cancelada devido às chuvas. Uma nova data para a ação será divulgada em breve.

Seriam distribuídas gratuitamente 500 mudas de diversas espécies. Na ocasião, a Secretaria de Meio Ambiente ainda plantaria dez coqueiros para contribuir com a beleza da orla da capital.

O projeto Junho Verde tem promovido ações de conscientização em escolas municipais e praças públicas. Um dos eventos foi o “Dia V”, que aconteceu no dia 5, no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica.

Segundo o chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam), Anderson Fontes, mais de 18 mil mudas já foram distribuídas ou plantadas em áreas degradadas e urbanas. A meta da prefeitura, em conjunto com a Rede Paraíba de Comunicação, é de chegar às 30 mil árvores até o fim do ano.
 
 
 

sábado, 6 de maio de 2017

Distribuição de 300 mudas nativas acontece neste sábado em praça de João Pessoa

Mudas são de saboneteiras, algodão da praia, ipê de jardim e ipê rosa.
 
As mudas serão distribuídas com a população (Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)
As mudas serão distribuídas com a população (Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)

A distribuição de 300 mudas de árvores nativas marca a programação deste sábado (6) na Praça Cristo Rei, no Bairro de Mangabeira, em João Pessoa. As mudas, produzidas no Viveiro Municipal de Plantas Nativas, incluem saboneteiras, algodão da praia, ipê de jardim e ipê rosa. A ideia é que o morador possa também dispor de mudas para plantar nos quintais e jardins de suas casas. O evento, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente (Semam), acontece das 9h às 12h. 
 
A distribuição de mudas de árvores nativas faz parte da política ambiental da da prefeitura de João Pessoa e pretende incentivar a revitalização de áreas verdes dos espaços públicos, como margens de rios e canteiros de ruas e praças. Segundo a Semam, as árvores contribuem para diminuir o calor e melhoram a umidade do ar. Ruas arborizadas podem ter uma diferença de até cinco graus de diferença nas temperaturas. Uma árvore com folhagem muito densa impede a incidência da luz solar em até 80%. Elas ainda reduzem a força da chuva, ajudando a evitar enchentes, preservam as margens dos rios e ainda nos dão frutos.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

UFPB convida comunidade universitária para discutir Política Ambiental

A Prefeitura Universitária (PU) vai realizar no dia 5 de maio, às 9h, no Auditório do Bloco Multimídia do Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba (CT/UFPB), Campus de João Pessoa, audiência pública para a formulação da Política Ambiental da instituição. A Comissão de Gestão Ambiental está solicitando, da comunidade universitária, sugestões que serão elencadas e discutidas durante o debate. Os interessados podem enviar suas propostas até sexta-feira (28), para o endereço de e-mail: politica.ambiental@prefeitura.ufpb.br.

O prefeito universitário João Marcelo Alves Macêdo, em entrevista à Agência de Notícias (AgN), falou dos objetivos da Política Ambiental da Universidade. Ele revelou que durante os seus 60 anos de existência, a instituição nunca obteve regularização de licença para desenvolver esse plano.

O trabalho está sendo feito em parceria com a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA) e deve ser implementado após consulta feita aos estudantes, professores, técnico-administrativos e à comunidade extra universitária, depois da aprovação do Conselho Universitário (CONSUNI) no mês de maio.

Segundo João Marcelo, a política ambiental, com um prazo de 180 dias para ser implantada, abrangerá todos os quatro Campi da UFPB. O prefeito é da opinião que ainda falta à comunidade universitária uma consciência ambiental e a que instituição pode ser autossustentável.

AgN/UFPB: A Prefeitura Universitária (PU), em audiência pública, vai debater com os seus segmentos, órgãos públicos e outras organizações municipais, estaduais e federais, sua política ambiental para os próximos anos. Qual é o objetivo principal do Plano Ambiental da UFPB?
João Macedo (JM): A Universidade há muito tempo viveu à margem da legislação por decisões equivocadas, por achar que ela só se submetia as decisões e legislação de âmbito federal, porque tinha uma autonomia. A autonomia universitária foi confundida. Por exemplo, nós tivemos obras sem alvará e uma série de complicadores. Diante de tudo isso, quando assumimos, começamos a discutir justamente um trabalho de regularização. Então, o que nos fizemos? Primeiro nós buscamos a SUDEMA e fizemos a regularização da licença de operações. O Campus nunca foi licenciado. Em seus 60 anos, a Universidade nunca teve uma licença ambiental. Com a SUDEMA, acertamos 17 condicionantes, que são pontos que devemos cumprir ao longo de 180 dias. Temos prazo para cada uma dessas situações e estamos dando cumprimento. Um dos itens, por exemplo, é manter atualizado um contrato ou um convênio com as cooperativas e associações de catadores, porque devemos fazer a chamada reciclagem. Precisamos separar o nosso lixo.

AgN/UFPB: Quais seriam os demais pontos a serem cumpridos?
JM: Outro ponto que nós temos é a criação de uma política ambiental, ou seja, imagine que o Campus I está dentro de um resquício de Mata Atlântica. Nós temos uma reserva. Salvo engano, são aproximadamente 82 hectares. Os limites da Universidade vão até ao rio lá embaixo, ou seja, o rio que divide o Castelo Branco dos Bancários ou daquela parte lá que tem o Conjunto Paulo Miranda, que é a ponta dos Bancários, depois das três ruas. Então aquela divisão ali, aquela Mata pertence à Universidade e ela deve ser preservada. A gente tem uma cerca que delimita o Campus de João Pessoa e as pessoas acham que ali é do público, mas pertence à UFPB. Na Unidade de Mangabeira, são aproximadamente 40 hectares. Nós temos que dar conta de tudo isso. Dentro de toda essa política ambiental, nós lançamos uma chamada pública para discutir tudo isso.

AgN/UFPB: O que será repensado dentro dessa politica ambiental voltada à melhoria da UFPB? O que pretende contemplar?
JM: Nesse sentido, a política ambiental vai discutir tudo que é de responsabilidade da Universidade e daqueles que convivem com a Universidade, para preservação do meio ambiente. Vamos contemplar desde a A3P, que é a Agenda do Ministério do Meio Ambiente, até toda discussão ambiental. Ou seja, nós temos aqui um espaço riquíssimo e que precisa de cuidados. Então, hoje nós estamos convocando toda a comunidade universitária (estudantes, professores e técnico-administrativos), bem como os órgãos ambientais. Nós expedimos ofício convidando a SUDEMA; Secretaria do Municipal do Meio Ambiente (SEMAM); Polícia Florestal; o Ministério Público Estadual; Ministério Público Federal; Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para discutirem essa politica ambiental da UFPB. Precisamos repensar toda essa estrutura ambiental dentro da universidade, que vai desde o estudo sobre a coleta de resíduos; ao tratamento dado aos resíduos químicos; à política de gestão de processos; ao uso de construções inteligentes e construções sustentáveis; e à regularização fundiária, ou seja, ao uso do solo. Tudo isso está contemplado dentro dessa política.

AgN/UFPB: Essa política vai contemplar todos os Campi da UFPB?
JM: Sim. Todos os quatros Campi. Campus I, no bairro Castelo Branco, Unidade de Mangabeira, Unidade de Santa Rita; Campus II, Areia; Campus III, Bananeiras; Campus IV, Rio Tinto e Mamanguape. Considere também que nós temos outros locais como o futuro Museu de Medicina, que vai funcionar no antigo Instituto de Medicina Legal, onde funcionou a Faculdade de Medicina, perto do Cemitério Boa Sentença; a antiga Fundação José Américo, onde hoje funciona a Clínica de Psicopedagogia; a antiga Faculdade de Direito, onde funciona a Prática Forense, no centro da Capital, entre outros espaços que são de propriedade da UFPB.

AgN/UFPB: No momento atual, a UFPB tem estrutura representativa para discutir essa política ambiental?
JM: Nesse sentido, nós temos toda uma estrutura que vai contemplar e ser afetada por essa política ambiental. Nós não pensamos coisas mirabolantes. Na verdade, por isso é que nós estamos convidando a comunidade universitária a contribuir com essa discussão e a debater, para que nós possamos colocá-la em prática. Não adiantaria que nós, aqui, no Gabinete da Prefeitura Universitária, discutíssemos uma política ambiental, fizéssemos uma redação belíssima com todo o cientificismo necessário para colocar no papel, mas que, quando chegasse à comunidade, não fosse implementada, não tivesse a adesão dos nossos estudantes, professores e servidores técnico-administrativos. Convidamos também as entidades representativas do segmento universitário como Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba (SINTESPB), Associação dos Docentes da UFPB (ADUFPB) e Diretório Central do Estudante (DCE), para que se façam presente a essa discussão, pois nós precisamos pensar tudo isso.

AgN/UFPB: Em sua opinião, falta, ainda, na comunidade universitária, uma consciência ambiental?
JM: Sim. Como instituição educacional, nós precisamos pensar nisso. De vez em quando, penso em nossos netos que não vão ter os recursos naturais abundantes. Hoje, o que mais assola a gente é um calor, que é fruto do uso desregrado de recursos ambientais, ou seja, devastação de matas ou uso de combustíveis fósseis, e uma série de outras coisas. Então, se nós não tivermos essa consciência ambiental, nós vamos ter sérios problemas. Digo isso, preocupado com esses dez 10 ou 15 anos que temos pela frente, não é coisa para 50 ou 100 anos. Vejamos o problema hídrico que nós passamos, estamos saindo, mas nós não podemos nos descuidar. E a Universidade tem um papel fundamental, porque aqui estamos formando novos recursos humanos. Aqui é onde temos cursos de engenharia, se tivermos construções inteligentes e sustentáveis que usem, por exemplo, luz solar, que recolham resíduos sólidos e reutilizem a água. Se tudo isso ocorrer, o que vai acontecer? Nós vamos formar melhor nossos engenheiros. Então, a Universidade tem que ser exemplo nas suas ações, mas não exemplos ruins como, infelizmente, em alguns momentos nós fomos.

AgN/UFPB: Como corrigir esse erro institucional de 60 anos?
JM: Reconhecendo esse erro institucional da Universidade, nós buscamos corrigir. Então a discussão dessa nova política é isso. Existe todo um simbolismo também. Daí levamos essa discussão para dentro do CT, que é um Centro de Tecnologia e que é responsável por isso, já que lá tem Curso de Engenharia Ambiental, de Engenharia Civil e de Arquitetura que podem impactar essa política. Vamos começar a discussão por lá. Agora é um momento ímpar. Essa discussão que nós vamos levar ao CONSUNI da UFPB, precisa passar por uma etapa antes. Estou muito feliz porque desde o dia 18 de abril deste ano, quando expedimos memorando solicitando sugestões para a melhoria da nossa política ambiental, recebemos diversas contribuições. As pessoas realmente estão vindo até a instituição se mostrando preocupadas e querendo discutir isso. Uma demonstração que nós podemos ter sucesso nessa nova política ambiental.

AgN/UFPB: Qual é o prazo para implantação desse Plano Ambiental?
JM: O prazo é de 180 dias. Nós assinamos no dia 20 de fevereiro deste ano. Então temos até 20 de agosto para entregar o Plano junto à SUDEMA. Vamos fazer a discussão no dia 5 de maio. Pretendemos fechar o mês de maio com esse processo chegando ao CONSUNI e tendo um relator designado.

AgN/UFPB: De fato, a UFPB tem condições de ser uma cidade autossustentável?
JM: Com certeza. Uma instituição educacional que não acredita na mudança, não pode ser educacional. A educação é capaz de mudar o mundo; ela muda as pessoas. Se você pegar uma pessoa antes de ser letrada e depois de letrada - como diriam os mais antigos – você vai ver a diferença. É um compromisso nosso, o de ensinar. Na medida que nos policiarmos para ter uma consciência da separação do lixo, uma consciência daqueles espaços de preservação e que pensemos na sustentabilidade de uma maneira geral, nós conseguiremos, sim, fazer diferente e transformar a sociedade. A Universidade se propõe a repensar seus hábitos e, ao repensar os hábitos, nós vamos ter um avanço. É uma série de ações que já existe e que vai ser concatenada e inclusa dentro de um grande plano, que é um plano de política ambiental, ou seja, pensar diferente. A política ambiental é pensar as ações de maneiras diferentes. Nós desenvolvemos e dispomos de diversas tecnologias, mas durante muito tempo não foram fomentadas. O problema é que muitas vezes não era visto isso. Nós hoje estamos tentando descobrir, dentro de tudo que a Universidade produz, as melhores soluções. Temos que separar o que é técnico do que é político, o que não contempla a instituição. Na Prefeitura Universitária, nos buscamos as decisões técnicas. Qual a decisão técnica? Nós precisamos ter uma politica ambiental. Qual a decisão técnica? Nós precisamos reutilizar a água. Qual a decisão técnica? Nós precisamos melhorar a eficiência iluminatória da nossa Instituição, a iluminação dela precisa mudar. Nesse sentido, a Universidade está pensando diferente, está pensando no futuro, numa mudança e numa transformação que está chegando. Primeiro passo: definição de uma política ambiental. Pensar diferente. Transformar. Isso é uma nova UFPB que tem refletido sobre o seu papel diante da sociedade. Quando concluirmos essa política ambiental, ela será exemplo para as demais instituições públicas do nosso Estado. As soluções aqui construídas poderão inspirar outros gestores públicos a pensarem diferente.

Fonte: Agência de Notícias da UFPB - Paulo César Cabral
 
 
 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

'João Pessoa Carbono Zero' distribui mudas de árvores e lança selo de qualidade

Lançamento acontece neste domingo, no Parque da Lagoa.
 
Lançamento do
Lançamento do "João Pessoa Carbono Zero" acontece no
Parque da Lagoa (Foto: Diogo Almeida/G1) 
 
 
 
O programa "João Pessoa Carbono Zero" será lançado no domingo (9), no Parque da Lagoa. A ação conta com distribuição de mudas de árvores nativas e técnicos estarão à disposição da população para esclarecer dúvidas e outras questões relativas ao programa. Na ocasião, também será lançado o selo de qualidade “Empresa Amiga do Meio Ambiente”.

A campanha da TV Cabo Branco em parceria com a Prefeitura de João Pessoa, lançada em março, para o plantio de 30 mil mudas de árvores em João Pessoa, integra o programa.

A política ambiental de João Pessoa será norteada conforme o programa elaborado pelos técnicos da Secretaria de Meio Ambiente (Semam). O projeto contém as ações da prefeitura para preservação e recuperação do meio ambiente, bem como as diretrizes para a política de desenvolvimento sustentável da cidade para o período 2017 a 2020.

No local de lançamento, a distribuição de mudas de árvores será feita na "Tenda Verde". Já o selo “Empresa Amiga do Meio Ambiente” será o instrumento que a Semam vai utilizar para certificar e reconhecer as empresas e os empreendimentos que cumprirem todas as etapas do licenciamento ambiental.

Carbono Zero
O João Pessoa Carbono Zero contém o detalhamento das ações de preservação e recuperação ambiental da cidade e tem como foco principal contribuir para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) produzidas aqui na capital. As ações do programa têm um caráter prático, como atividades de recuperação ambiental das nascentes de rios e áreas degradadas, plantio e distribuição de mudas de árvores nativas e reordenamento de estabelecimentos comerciais da orla da cidade.

Já como parte das ações do Carbono Zero, a Semam promoveu o plantio de 250 mudas de coqueiros na orla do Cabo Branco e no Dia Mundial da Água deu início ao diagnóstico da nascente do Rio Cuiá. Outras ações serão desenvolvidas, como o inventário da emissão dos gases de efeito estufa (GEE). A partir desse inventário, outras ações serão incorporadas, em busca do equilíbrio das emissões poluidoras, para contribuirmos com um ambiente mais limpo e preservado, abrangendo diversos bairros da cidade. 


 

sexta-feira, 31 de março de 2017

Semam dá continuidade e amplia o debate sobre as questões ambientais

Por Jô Vital - em

Ampliar o debate e contribuir com as discussões sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, buscando soluções e compartilhando experiências de sucesso. Com este objetivo a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), vai receber os representantes dos municípios da região metropolitana, no dia 11 de abril deste ano, durante o I Fórum de Gestão Ambiental da Região Metropolitana de João Pessoa. O Fórum será realizado das 9h às 13h, no auditório da Estação Ciência, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas acessando o link   https://goo.gl/1ZMWUE .

O I Fórum de Gestão Ambiental da Região Metropolitana de João Pessoa dá continuidade à série de debates, iniciada em novembro do ano passado, promovida pela Semam em João Pessoa. Ao ampliar a área de abrangência, incluindo representantes das cidades da Região Metropolitana, a PMJP espera contribuir com a troca de conhecimentos e experiências entre os municípios, estabelecendo parcerias.

O secretário de Meio Ambiente, Abelardo Jurema Neto, ressaltou que o I Fórum Metropolitano tem como foco ampliar e estabelecer o debate entre os municípios. “Abrir canais de diálogo, estabelecer parcerias, trocar conhecimento e entender como as cidades da região metropolitana estão enfrentando os problemas relativos às questões ambientais é o caminho para afinarmos nossas ações. As questões sobre desenvolvimento sustentável e meio ambiente de João Pessoa e das demais cidades repercutem sobre todos os moradores da região metropolitana. Por isso é tão importante que tenhamos esse espaço de discussão e troca de conhecimento”, concluiu.

Programação - A programação foi elaborada para que todos os representantes dos municípios possam ter espaço para falar sobre os diversos modelos de gestão ambiental. Estão previstas as participações de representantes das cidades de Cabedelo, Pitimbu, Caaporã, Pedras de Fogo, Conde e Bayeux.

9h - Abertura
9h15 - “Gestão Ambiental no Município de João Pessoa”
Abelardo Jurema Neto
Secretário de Meio Ambiente de João Pessoa
9h30 - “Mudanças Climáticas: qual o papel das cidades?”
Andreia Banhe
Gerente do Programa CDP Cities América Latina
9h50 - “Plano de Governo de  Caaporã 2017-2020: um modelo de gestão sustentável”
Antonio Loureiro Cavalcante
Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Econômico de Caaporã
10h10 - “Estudos Parciais das Nascentes dos Rios Gramame, Mamuaba, Papocas e Mumbaba”
Pedro José Cesar Lima
Diretor de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Pedras de Fogo
10h30 - “Diagnóstico Preliminar da Atual Situação do Município de Pitimbu frente à Política Nacional de Resíduos Sólidos”
Cleiton Silva
Diretor de Meio Ambiente da Secretaria de Turismo e Meio Ambiente de Pitimbu
10h50 - “Licenciamento Ambiental Municipal: a experiência de Cabedelo”
Walber Farias Marques
Secretário de Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura de Cabedelo
11h10 - “As potencialidades ambientais do Conde e os desafios da Semam”
Aurora Maria Figueiredo Coelho Costa
Secretária de Meio Ambiente do Conde
11h30 - “Urbanização de assentamentos precários nas comunidades de Bayeux”
Fabiana Lisboa
Secretária de Meio Ambiente de Bayeux
11h50 - Encerramento



 

segunda-feira, 20 de março de 2017

TVs Cabo Branco e Paraíba iniciam projeto que plantará 60 mil mudas

Em comemoração aos 30 anos das emissoras, serão plantadas espécies nativas em João Pessoa e Campina Grande

TVs Cabo Branco e Paraíba iniciam projeto que plantará 60 mil mudas 
Por Juliana Miranda, TV Cabo Branco
O fim de semana foi de cuidar do meio ambiente. As TVs Cabo Branco e Paraíba plantaram as primeiras mudas do projeto ambiental que irá mudar a paisagem de João Pessoa e Campina Grande com 30 mil novas árvores em cada uma das cidades. 

Na capital, o lançamento da ação aconteceu no último sábado e contou com a presença de representantes da Rede Paraíba de Comunicação e da Prefeitura Municipal de João Pessoa. Vinte coqueiros foram plantados na Praia do Cabo Branco e mudas foram distribuídas gratuitamente para a população. Ao todo, mais de 1.200 coqueiros irão embelezar ainda mais toda a orla pessoense, do Gramame ao Bessa. 

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, parabenizou a Rede Paraíba pela parceria e a população pelo engajamento na ação, comparecendo em peso para a distribuição de mudas. “Isso demonstra esse compromisso que o cidadão pessoense tem não só com o presente, mas com o futuro de João Pessoa acima de tudo”. 

Prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, plantando uma das mudas do projeto (Foto: TV Cabo Branco)
Prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, plantando uma das
mudas do projeto (Foto: TV Cabo Branco)
 
No último domingo, foi a vez de Campina Grande ficar ainda mais verde. O Açude Velho, principal cartão-postal da cidade, ganhou um novo bosque com quarenta mudas de jacarandá-mimoso, que foram plantadas por colaboradores da TV Paraíba e pela prefeitura do município, que é parceira no projeto.
 
O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, registrou a preocupação da gestão municipal em relação ao meio ambiente e à sustentabilidade. “É com muita alegria que participamos de ações como essa, porque compreendemos a preocupação ambiental da Rede Paraíba, e abraçamos a causa. Ao completar 30 anos, a empresa brinda a cidade com esse maravilhoso presente, que é o plantio de 30 mil árvores, numa parceria estabelecida com a Prefeitura de Campina Grande”, destacou.
Para Carol Marques, gerente de Comunicação e Marketing das TVs Cabo Branco e Paraíba, o projeto visa presentear a população paraibana com novas áreas arborizadas. “São 30 mil árvores em cada cidade, a gente escolheu as duas maiores cidades do estado, para trazer mais verde a essas cidades, para marcar esses 30 anos de uma forma diferente.”
60 mil mudas serão plantadas em João Pessoa e Campina Grande (Foto: TV Cabo Branco)
60 mil mudas serão plantadas em João Pessoa e Campina Grande
(Foto: TV Cabo Branco)

Em comemoração aos 30 anos das afiliadas Globo na Paraíba, a Rede Paraíba de Comunicação idealizou o projeto com o apoio das prefeituras de João Pessoa e de Campina Grande, este por meio do projeto Minha Árvore. Nos próximos meses, as gestões municipais vão seguir um calendário de plantio que foi definido entre os parceiros e novas datas para distribuições gratuitas de mudas serão agendadas.

Fonte


 

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Estação recebe exposição sobre biodiversidade em recife de corais, em JP

Exposição permanece em cartaz até o fim do mês de março; entrada é gratuita
Mais entretenimento | Em 25/02/2017 às 12h17, atualizado em 25/02/2017 às 12h43 | Por Redação

 
Estação Cabo Branco
Estação Cabo Branco. Divulgação/Secom-JP.

Está aberta para visitação a exposição “Biodiversidade em Recifes de Corais”, no primeiro pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano. A exposição permanece em cartaz até o fim do mês de março. O horário de visitação é terça a sexta-feira de 9h às 18h, e sábados, domingos e feriados das 10h às 19h. A entrada é gratuita.
  
Em “Biodiversidade em Recifes de Corais”, o visitante vai encontrar 19 fotografias subaquáticas tiradas de lugares inusitados de autoria de Dhieggo Gomes, que nos transportam, com emoção refletida nas imagens, para a curiosidade sobre o universo subaquático, e ao mesmo tempo valoriza a biodiversidade local em áreas de recifes de corais do Seixas.
 
Seu olhar poético nos remete a uma sensação da “vida pulsante” através do registro de fotografias subaquáticas, onde é possível encontrar organismo, tais como, algas (flutuantes e enraizadas “sob o movimento do mar”), corais (antozoários), peixes (enguia, peixe lagarto, dentre outras espécies de “cores vivas”), anelídeo (poliqueto) e o molusco (tintureiro ou Aplysia).
 
Dhieggo revela, com simplicidade, uma estética criativa e promove um diálogo com o público, explorando a temática “Meio Ambiente”, motivando os espectadores para a real necessidade de uma sensibilização crítica para a conservação.
 
O artista contribui também para uma visão científico-educativa e nos leva e refletir sobre os encantos que a vida marinha nos proporciona, e nos faz pensar que “é preciso conhecer para poder preservar” nosso patrimônio biológico e monumental.



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Ambientalistas farão campanha para preservação do caranguejo

Paraíba
26.01.2017 - 17:08:06


Ambientalistas farão campanha para preservação do caranguejo

Secretários de Meio Ambiente de vários municípios, além de representantes da Sudema e da ONG SOS Caranguejo-Uçá estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira, 26, com o Superintendente do Ibama, Thiago Diniz. O encontro teve como objetivo o planejamento da campanha educativa de preservação do caranguejo porque se aproximam as datas de "andada" do crustáceo, período em que fica proibida sua captura. 

A ação terá início nesta sexta-feira, 27, às 7h30 no Mercado Público de Cabedelo, e as 10h será lançada oficialmente a campanha no "Golfinho Bar". O trabalho educativo será realizado em toda extensão do litoral paraibano e nos mercados livres. 

Confira a programação da campanha:

Dia 27/01 - (Sexta-feira) 
7h30 - Mercado público de Cabedelo
8h30 - Mercado público de Bayeux
9h - Mercado público de Tambaú (João Pessoa)
10h - Bar Golfinhos (Bessa)- Lançamento oficial da campanha.

Dia 03/02 - (Sexta-feira)
9h30 - Barra de Camaratuba 
10h30 - Baia da Traição

Fonte



sábado, 14 de janeiro de 2017

Estabelecimentos comerciais e casas na orla de JP serão autuados por poluírem praia

O secretário do Meio Ambiente informou que neste verão foi montada uma força tarefa para intensificar a fiscalização na orla da Capital.
Praias de Manaíra e Seixas estão impróprias para o banho


Os estabelecimentos comerciais ou casas na orla de João Pessoa, que forem flagrados despejando resíduos de forma clandestina serão notificados. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Abelardo Jurema Neto, os responsáveis pela poluição na área poderão ser multados em até R$ 50 mil. Conforme relatório da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) duas praias em João Pessoa estão impróprias para o banho. Há  restrições nas Praias de Manaíra e Seixas.
 
O secretário do Meio Ambiente informou que neste verão foi montada uma força tarefa para intensificar a fiscalização na orla da Capital. Os técnicos das Secretarias de Infraestrutura (Seinfra) e Meio Ambiente (Semam) fiscalizaram os cerca de quase dez quilômetros de praia, do Cabo Branco ao Bessa – até a divisa com Intermares.

“Os donos de estabelecimentos ou casas que forem flagrados despejando resíduos de forma clandestina serão notificados. Aqueles que forem reincidentes poderão ser multados”, ressaltou Aberlado. Serão fiscalizadas eventuais ligações clandestinas de esgoto e o lixo que a população joga inadequadamente nas ruas. 

“Essas ações têm o objetivo de contribuir para manter as nossas praias livres de poluição. É uma ação que tem como foco a preservação do meio ambiente e a saúde da população. Estamos atuando num período que antecede o verão, considerando que as nossas praias são um dos maiores atrativos para o turismo da cidade”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Abelardo Jurema Neto.


 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

MPF pede na Justiça retirada de ocupações irregulares na foz do Rio Cabelo


28 de dezembro de 2016 às 9h42
 
Condomínio, granja e balneários de associações invadiram área de preservação permanente

MPF pede na Justiça retirada de ocupações irregulares na foz do rio Cabelo
Imagem: Google Earth

O Ministério Público Federal (MPB) na Paraíba ajuizou duas ações civis públicas com pedidos de liminar para que a Justiça Federal determine ao condomínio Village Atlântico Sul, à Associação dos Fiscais de Rendas e dos Agentes Fiscais do Estado da Paraíba (Afrafep), à Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) e à proprietária de uma residência próxima, Lenora Costa Silveira, que removam as ocupações irregulares por eles mantidas na área de preservação permanente (APP) do rio Cabelo, em João Pessoa. As ações foram ajuizadas em 19 de dezembro de 2016.

Além da remoção imediata, o Ministério Público também requer que os demandados cerquem a faixa mínima de 30 metros a ser protegida, conforme a legislação ambiental, para garantir o processo de recuperação ambiental. Nos pedidos de liminar, o MPF requer que seja fixada multa diária para cada um dos demandados que deixar de remover a respectiva ocupação irregular, como indicado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam), bem como o cercamento da faixa a ser protegida. Para o condomínio, pede-se uma multa de R$ 1.000,00. Para a AABB e Afrapep, o pedido da multa é de R$ 2.000,00. Para Lenora Silveira, pede-se multa de R$ 500,00. As multas são passíveis de elevação, caso mantida a postura de inércia dos promovidos, sem prejuízo de outras medidas compulsórias em caso de ineficácia da multa.


Petição inicial AABB, Afrafep e Lenora Silveira

Requer-se, ainda, determinação judicial para que o Município de João Pessoa e a União adotem providências cabíveis para a remoção das construções irregulares, elaboração e implementação de plano de recuperação de área degradada. Além disso, pede-se que a União cancele a inscrição de todos os demandados, como ocupantes precários de terrenos de marinha, em razão dos danos ambientais por eles provocados.

As ações foram ajuizadas a partir do Inquérito Civil nº 1.24.000.000152/2006-19, instaurado pelo MPF para apurar impactos ambientais no rio Cabelo. O curso de água nasce nas imediações do Complexo Penal de Mangabeira e deságua na Praia da Penha, após percorrer cerca de 9,5 quilômetros. O percurso do rio Cabelo envolve áreas da União, notadamente, nas proximidades da sua foz, no Município de João Pessoa.

No mérito, o Ministério Público Federal pede a condenação dos demandados a removerem todas as construções irregulares na APP do rio Cabelo, restaurar o meio ambiente degradado e ainda pagar indenização por danos materiais e morais ao meio ambiente e à coletividade, em valor não inferior a R$ 2 milhões para o condomínio Village Atlântico Sul, R$ 1 milhão para a AABB, R$ 1,5 milhão para a Afrafep e R$ 20 mil para a proprietária da residência.

Village Atlântico Sul - O condomínio foi construído praticamente contíguo ao espelho d’água do rio Cabelo, em flagrante violação à legislação protetora de margens de rios, em plena propriedade da União. Em 2009, o Village foi autuado pela Semam por construir, sem autorização dos órgãos ambientais competentes, um muro de arrimo “a ponto de sufocar uma das margens do rio”.

Segundo parecer técnico do órgão ambiental, o muro encontra-se “colado na área lateral do canal, quando deveria obedecer a um afastamento de, no mínimo, 30 metros”. O parecer registra que a situação “é agravada pelo lançamento das águas pluviais de algumas residências do próprio condomínio “, e também que “foi observado que algumas residências do condomínio fazem lançamentos de águas servidas no rio”. Ainda conforme o parecer, as águas despejadas no curso d’água pelas residências do condomínio “são responsáveis pela instalação e aceleração de processos erosivos no talude e poluição no rio Cabelo”. As águas servidas despejadas no leito do rio têm “forte odor característico de desinfetante”.

No entanto, ao longo de mais de cinco anos, o condomínio não removeu as ocupações ilícitas, nem a Semam adotou qualquer medida reparadora efetiva, mesmo com o “patente desinteresse do condomínio em restaurar a área de preservação permanente destruída”, relata-se na ação. Além disso, apesar de a Semam ter constatado que a área de preservação do rio foi invadida por casas do condomínio, ela não autuou o empreendimento pela invasão, mas apenas em razão do muro de arrimo.

Em 2011, o MPF expediu recomendação à Semam no sentido de que promovesse as diligências necessárias para efetivar a autuação do condomínio Village do Atlântico Sul, fazendo-o recuar os limites das construções e recompor a vegetação ciliar destruída. Desde então, o Ministério Público tem solicitado ao órgão ambiental, de forma insistente, informações a respeito das providências adotadas para cumprir a recomendação.

No início de 2012, a Semam informou que o condomínio havia solicitado prazo para apresentar projeto de recuperação de área degradada. Em setembro de 2014, após o MPF reiterar as solicitações de informações, a Secretaria limitou-se a pedir agendamento de reunião, sem mencionar que providências havia adotado. Em janeiro de 2016, após nova reiteração do MPF, a Secretaria exarou parecer técnico, confirmando, enfim, a inércia do condomínio quanto à implementação das medidas determinadas pelo órgão ambiental. Comprovou-se que, após mais de cinco anos de aviso das violações ambientais, nenhuma das medidas recomendadas pela Seman tinham sido realizadas. Ainda em 2012, no curso de um processo administrativo do órgão ambiental, o condomínio já havia deixado claro que “não considera a possibilidade de demolição dos domicílios e, consequentemente, o recuo da APP”.

Afrapep - Em 2012 e 2013, a Semam autuou a associação dos fiscais por lançar esgotos ‘in natura’ no rio Cabelo. Outro auto de infração mais antigo havia sido lavrado em 2008, em razão da Afrafep ter “construído campo de futebol em local especialmente protegido por lei”. O local, nesse caso, é o próprio leito do rio que teve o fluxo de água obstruído e canalizado através de manilhas. A área foi aterrada para permitir a construção do campo de futebol e de um muro, tudo sobre o leito do rio.

Em 2011, o MPF recomendou providências à Semam, a qual já havia indicado a necessidade de remoção do aterro, retirada das manilhas e do muro sobre o leito do rio, abertura de calha do rio até a largura mínima de 10 metros, recuo do muro e recuperação da faixa de APP nas margens da calha do rio Cabelo. As indicações do órgão ambiental incluíam o plantio com espécies nativas para recomposição da mata ciliar ao longo das margens do curso d’água, projeto para cercamento de toda a extensão da área da intervenção, recuo das edificações da faixa de praia para propiciar a recuperação natural da vegetação pioneira nativa, bem como a reintegração da área pública. Até 2016, essas medidas ainda não foram realizadas, conforme parecer mais recente da Semam solicitado pelo MPF.

AABB - Em 2008, a associação dos bancários foi autuada por lançar para dentro do Rio Cabelo “produtos químicos (sulfato de alumínio) provenientes da limpeza de piscinas”, configurando poluição ambiental. Apesar de claramente ter invadido a APP do rio, a associação não foi autuada pela Semam por tal infração. Em 2011, parecer técnico do órgão ambiental atestou a existência de aterro de acesso na faixa da área de preservação, lançamento de resíduos domésticos, criação de aves domésticas (ganso e galinhas) nas margens do rio, apropriação de espaço de uso comum, com cercamento em área de marinha−praia, dentre outros.

No caso da AABB, o MPF também recomendou à Semam que adotasse diversas medidas mitigadoras indicadas pelo órgão ambiental, como a retirada das manilhas e do aterro de acesso à associação; projeto hidráulico para a abertura da calha do rio até a largura mínima de 10 metros; projeto de engenharia para construção de uma ponte de acesso elevado sobre o rio; recuperação de uma faixa de 30 metros nas margens do rio; plantio com espécies nativas ao longo das margens do rio, dentre outras. Conforme a Semam constatou, em 2016, a AABB realizou apenas 45% das medidas mitigadoras dos danos ambientais causados pela associação na APP do rio Cabelo.

Proprietária da residência - Em parecer técnico produzido pela Semam, em 2011, constava que a proprietária da residência próxima à foz deveria recompor a área degradada por ter ocupado a APP. Trata-se nesse caso de uma residência de menor porte construída nas margens do rio Cabelo. O parecer constatou lançamento contínuo de resíduos domésticos, criação de aves domésticas (gansos e galinhas) nas margens do rio e apropriação de espaço de uso comum com cercamento em área de marinha-praia.

Também no caso da proprietária Lenora Silveira, o MPF recomendou, em 2011, que fossem adotadas as providências indicadas pela Semam para a recomposição da área degradada, como desocupar a faixa da APP, com eliminação de criação de animais domésticos e de edificações; retirar a vegetação exótica que compõe a cerca viva e manter a vegetação nativa nas margens, retirar cerca que invade a área de marinha, onde circulam os frequentadores da Praia da Penha, moradores e pescadores locais.

Embora o parecer da Semam, em 2016, não mencione a atual situação da APP ocupada por Lenora Silveira, a proprietária do imóvel informou ao MPF que havia recuado as construções inseridas na área protegida. No entanto, não teve interesse em firmar termo de ajustamento de conduta, envolvendo comprovação da reparação integral dos danos causados e possível indenização compensatória, apesar do longo tempo em que usufruiu da área degradada em terreno de marinha sob sua posse atual.

Para o Ministério Público Federal, o presente caso demonstra a fragilidade do aparato administrativo de sancionamento por danos ambientais, de modo que, na ausência de providências espontâneas do infrator, o Município não se valeu ainda de qualquer meio para compelir, concretamente, os infratores à reparação do dano, fato que serve para estimular novas degradações, já que o Estado não realiza suas atribuições até as últimas consequências, deixando praticamente a critério dos violadores corrigir ou não danos ambientais graves, como observado no presente caso.

Ainda conforme apontou o MPF, além da obrigação de demolir e de restaurar a área degradada, deve existir indenização em razão do uso ilegal de área protegida, sendo, inclusive, a responsabilidade de proteção ao meio ambiente objetiva, sem quaisquer excludentes. “Sem a imposição de qualquer indenização por dano material e moral, o infrator se sente livre para degradar o meio ambiente diante da certeza de que, mesmo que seja autuado pelos órgãos ambientais, não sofrerá qualquer consequência por sua conduta ilícita, além das módicas multas administrativas e do dever de reparar”, alerta o Ministério Público.

Ação Civil Pública nº 0805040-30.2016.4.05.8200 (Condomínio Village Atlântico Sul)
Ação Civil Pública nº 0805042-97.2016.4.05.8200 (AABB, Afrafep e Lenora Silveira)




terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Ipês amarelos do Centro de João Pessoa voltam a florar em dezembro

27/12/2016 11h38 - Atualizado em 27/12/2016 12h19

Árvores passaram dois anos florando em um período atrasado.
Revitalização do Parque da Lagoa ajudou a corrigir o atraso, diz Semam.

Do G1 PB
Após dois anos acontecendo em um período atrasado, a floração dos ipês amarelos do Parque Solon de Lucena e do Parque Arruda Câmara, a Bica, em João Pessoa, voltou a acontecer na época certa. De acordo com o chefe da divisão de arborização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam), Anderson Fontes, a floração começou no último dia 22, e durante 20 dias vai permanecer colorindo de amarelo o centro da cidade.

Anderson Fontes explica que o clima e o trânsito de pessoas e veículos no Parque Solon de Lucena antes da revitalização contribuíram para o atraso na floração e acredita que o tratamento feito nas árvores do local ajudou a voltar a floração para o período certo.

“Praticamente não existia mais gramado aqui. Com a revitalização, a nova grama fez com que o solo retivesse melhor a água e com que os ipês buscassem melhor os nutrientes. Buscamos fazer novos tratos culturais e ter um cuidado mais minucioso em relação as espécies. O ambiente onde os ipês estão hoje é propício para que eles tenham melhores condições e venham a florar no tempo certo”, explica o diretor.

Segundo os dados da secretaria, no total são 1600 ipês catalogados na capital paraibana, entre amarelos, roxos e rosa. A floração dos ipês das flores rosas e roxas foi no início de dezembro e agora o período é para os amarelos, que concentram 144 unidades apenas no Parque Solon de Lucena.

“Este é realmente um presente de fim de ano, os ipês voltarem a trazer para o pessoense essa floração na época certa. Culturalmente, os ipês amarelos estão para a paisagem de João Pessoa como as cerejeiras estão para o Japão. Quem mora na cidade há muito tempo já sabe que quando está chegando o Natal, além de Papai Noel, vem também as flores amarelas dos ipês”, completa Fontes.


Ipê amarelo florescido no Parque Solón de Lucena, no Centro de João Pessoa, em dezembro de 2016 (Foto: Diogo Almeida/G1)
Ipê amarelo florescido no Parque Solon de Lucena, no Centro de João Pessoa,
em dezembro de 2016 (Foto: Diogo Almeida/G1)


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

MPF/PB promove reunião para apurar poluição em praias de João Pessoa

23 de dezembro de 2016 às 9h55

Será formado GT entre Cagepa, Semam, Sudema e Seinfra para mapear causas de alteração de balneabilidade


O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF/PB) promoveu reunião com o chefe da Divisão de Fiscalização da Secretaria do Meio Ambiente de João Pessoa (Semam), Allison Cavalcanti de Araújo, e o presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcus Vinícius Fernandes Neves, para tratar da poluição lançada no mar em praias de João Pessoa, a ponto de se afetar a balneabilidade de trechos do Bessa, além de Manaíra, Tambaú e Cabo Branco.

A Semam havia informado ao MPF que promovera diversas autuações por infrações ambientais decorrentes de lançamentos de efluentes pela rede de saneamento da Cagepa. No entanto, o presidente da Companhia sustentou que se trataria de ocorrências comuns em qualquer rede com as dimensões daquela, sendo que estava adotando providências imediatas para a correção de todas as falhas detectadas. Acrescentou ainda que as ligações clandestinas feitas pela própria população são um fator poluente a ser considerado.

Conforme foi decidido no encontro, a Cagepa terá de informar em 30 dias um planejamento de ações para corrigir pontos de ligação clandestina de esgoto nas praias. Em 60 dias, a companhia terá de fornecer relatório de ações efetivadas. O prazo começou a contar do dia 7 de dezembro, quando foi realizada a reunião.

GT - Será formado um grupo de trabalho entre Cagepa, Semam, Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura de João Pessoa (Seinfra), para mapeamento dos pontos que possam ser associados a alterações frequentes de balneabilidade que causem poluição marítima, por meio da sobreposição de mapas com a localização da rede de drenagem, da rede de esgoto e da rede hidrográfica. A Cagepa ficará responsável por monitorar a eficácia de todas as medidas no tocante à balneabilidade.

O Ministério Público Federal acompanhará os trabalhos do grupo buscando parceria com o Ministério Público Estadual.

Investigações - As apurações se desenvolvem no âmbito de dois inquéritos civis públicos instaurados pelo MPF a partir de notícia de poluição marítima no litoral da grande João Pessoa, notadamente nas imediações da praia de Manaíra e do Bessa. Além disso, tramita na Justiça Estadual a Ação Civil Pública nº 00413465-55.2013.815.200, ajuizada pelo Ministério Público Estadual, em que se aponta o subdimensionamento da rede de esgotos em João Pessoa, sob responsabilidade da Cagepa, causador de transbordamentos de efluentes in natura para os rios da capital.

Segundo o procurador da República José Guilherme Ferraz, um dos problemas recorrentes da rede de esgotamento mantida pela Cagepa seria a ausência de bombas reservas nas estações elevatórias, de modo que, havendo pane na bomba em funcionamento, decorreria o lançamento dos referidos efluentes em cursos d’água. Outros problemas determinantes de risco de poluição detectados pelo Ministério Público são decorrentes de diversos fatores, tais como: entupimento de rede, ligações clandestinas, resíduo sólido coletado na rede e furto de equipamentos da Cagepa.

Tramita ainda na Polícia Federal o Inquérito nº 0117/2014, que visa a apurar eventuais responsabilidades da referida empresa e de outros causadores de poluição marítima. Nesse inquérito, o Ministério Público requisitou que peritos federais acompanhassem diligências do GT, inclusive coletando amostras dos poços de visita da rede da Cagepa nos bairros de Castelo Branco, Manaíra, Miramar, Tambaú e Cabo Branco para detectar possível lançamento de esgoto in natura naqueles pontos, além de averiguar o funcionamento das estações elevatórias mantidas pela empresa de acordo com as pertinentes normas técnicas de funcionamento.

Inquérito Civil nº. 1.24.000.000072/2009-14
Inquérito Civil nº. 1.24.000.000158/2012-34

Fonte

 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Cagepa é multada por derramamento de esgoto em praias de João Pessoa

14/01/2016 18h02 - Atualizado em 14/01/2016 18h02
Valor da multa aplicada ultrapassa os R$ 3 milhões.
Cagepa diz que vai recorrer com uma defesa administrativa.
Do G1 PB
Praia de Manaíra, em João Pessoa (PB) (Foto: Krystine Carneiro/G1 PB)
Praia de Manaíra, em João Pessoa
(Foto: Krystine Carneiro/G1 PB)
Sete autos de infração, que somados ultrapassam os R$ 3 milhões, foram aplicados contra a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa). O motivo, segundo a Prefeitura de João Pessoa, é o derramamento de esgotos entre as praias do Cabo Branco e Manaíra, ambas na capital. Os autos foram aplicados pelas secretarias de Meio Ambiente (Semam) e de Infraestrutura (Seinfra), de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (14).

De acordo com a Prefeitura de João Pessoa, no início de janeiro técnicos detectaram derramamento de esgotos dos poços de visita da Cagepa nas praias da capital, o que gerou sete autos de infração, cada um deles no valor de R$ 452 mil. O esgoto que estoura nas ruas escorre para as galerias pluviais, desaguando no mar.

Segundo a assessoria de imprensa da Cagepa, o presidente do órgão, Marcus Vinícius Neves, questiona a postura da Semam-JP ao autuar a companhia por despejo de esgotos na orla de Cabo Branco e Manaíra. Marcus Vinícius destacou que a Cagepa não foi notificada das obstruções na rede e, portanto, foi cerceada do direito de defesa, já que os problemas foram solucionados em tempo hábil.
 
Ainda de acordo com a nota divulgada pela Cagepa, todos os casos foram sanados até um dia após o recebimento dos autos, inclusive os últimos quatro - recebidos na última quarta-feira (13) - foram resolvidos antes mesmo do recebimento e, mesmo assim, a Cagepa foi multada.
 
“Vamos recorrer com uma defesa administrativa refutando a medida, a qual consideramos arbitrária e com valores desproporcionais”, disse o presidente.
 
Denúncias
Em 2014, a Semam recebeu 625 denúncias de esgoto clandestino. Nesta primeira quinzena de 2016 foram recebidas 91 denúncias. As áreas com maior índice dessa ocorrência são os bairros da praia, Mangabeira e Bancários.
 
Quando é constatada ligação clandestina a Semam é acionada para que os responsáveis sejam autuados. Em João Pessoa existem galerias pluviais na praias do Cabo Branco, Tambaú e Manaíra.As denúncias de esgoto clandestino devem ser encaminhadas para o telefone 3218 9208, da Semam, entre às 7h e as 22h.

O esgoto, quando é lançado nas ruas e se encaminha para as galerias pluviais, pode provocar uma série de doenças como cólera, diarréia, esquistossomose, entre outros, além de contaminar solo, flora, fauna e a água do mar.
 
A rede de drenagem de águas pluviais dos bairros da orla deságua no mar. A Seinfra realiza a limpeza e manutenção periódicas dessas galerias.
 
As fiscalizações da Semam e Seinfra foram intensificadas com a chegada do verão e tem o  objetivo de garantir a qualidade da água das nossas praias e a saúde dos banhistas.