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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Tambaba Vive

Você está em Folha do Meio Ambiente Edição Impressa 2013 04
 
APA de Tambaba
 
Instituto Agronômico de Campinas se juntou a UFPA para produzir trabalhos sobre a sustentabilidade em Tambaba
 
 
20 de abril de 2013 Antônio Fernando Caetano Tombolato

 

Há 10 anos tenho frequentado a área de Tambaba motivado pela riqueza e exuberância da natureza local, principalmente pela flora extremamente diversa, resultado de um mosaico composto por diferentes formações edáficas e disponibilidade aquífera. Toda essa motivação gerou um intercâmbio entre o Instituto Agronômico de Campinas, SP, onde trabalho há mais de 35 anos, e as Universidades Federal da Paraíba e em Areia. Produzimos alguns trabalhos, dentre os quais o “Potential ornamental plants of Tambaba Environmental Protected Area, Paraiba State, Brazil” apresentado em um Simpósio Internacional em Buenos Aires.

Parabenizo a Folha do Meio Ambiente e especialmente o jornalista Reginaldo Marinho pela abordagem abrangente no artigo “Praia de Tambaba – santuário ambiental prestes a ser estuprado”, artigo de capa - edição 228/março. O texto evidencia a atual situação de fragilidade na qual se encontra a proteção ambiental da região de Tambaba, uma das poucas ilhas verdes do litoral norte da região nordeste brasileira, fruto de um estágio de regeneração de cerca de 30 anos. Um leigo poderia se equivocar pelo baixo porte das árvores e arbustos nativos imaginando tratar-se de uma vegetação jovem, mas que na verdade representa o perfil típico da cobertura vegetal do tabuleiro.
 
Lamentavelmente a ânsia por investimentos lucrativos em curto prazo ignoram o real valor da preservação e exploração racional dos recursos naturais de maneira sustentável e que valorizam a característica regional – fauna, flora, vida marinha, mananciais fluviais, manguezais, geografia das falésias, cultura popular, agricultura familiar, artesanato e a expressão do naturismo de renome mundial – elementos que compõem um complexo de grande valor para o futuro da exploração do (eco)turismo internacional que cada vez mais procura descobrir e valorizar as expressões naturais e  culturais diferenciadas.
 
Um projeto de porte megalomânico certamente de instalação economicamente inviável, devido ao vultoso investimento da ordem de bilhões, pretende eliminar o resquício de Mata Atlântica (inquestionavelmente protegida pela legislação federal) ainda existente na APA de Tambaba. Ignora-se quem seriam os reais investidores (se é que existem) e se estes estariam cientes de que a exploração turística de Tambaba poderia ser feita de maneira ecologicamente sustentável. Uma vez eliminada a mata nativa que garantia existe de que o projeto (talvez) especulativo será efetivamente implantado? Certamente o local estará, então, aberto para qualquer outro tipo de ocupação desordenada e a implantação de um modelo repetitivo já presente em diversos locais não só do Brasil como também em outros países (“resorts”, campos de golfe, condomínios de alto padrão, privatização de praias, loteamentos, e, quem sabe, até indústrias de mineração e etc). Se não for utopia, é a destruição certa do que ainda resta da Natureza de Tambaba. Seria este tipo de desenvolvimento-padrão que o governo estadual vislumbra para o emergente turismo da Paraíba ou seria preferível um programa de desenvolvimento turístico diferenciado de modo a valorizar a cultura, sua população, a natureza e o turismo? 
 
(*) Antônio Fernando Caetano Tombolato - Diretor do Jardim Botânico - Instituto Agronômico – IAC - Campinas SP - tombolat@iac.sp.gov.br
 
 

 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Natureza sem proteção rigorosa

Área de Proteção Ambiental de Tambaba, no Conde, não possui plano de manejo, o qual determina o que pode ser construído na área.









Fotos: Francisco França
Plano de Manejo deve começar a ser feito em junho e concluído em um ano, segundo a Sudema
Quem conhece as praias do Litoral Sul, no Conde, se encanta com facilidade. O congestionamento aos finais de semana reforça a tese de que o local é mesmo destino certo para quem quer descansar e desfrutar da beleza e tranquilidade de praias como Tabatinga, Coqueirinho e Tambaba. Tão certo como o encantamento dos turistas é o interesse de investidores brasileiros e estrangeiros pela área, considerada uma 'mina de ouro'.

Mas os problemas não se resumem às construções desordenadas, resultado de licenças emitidas sem o devido rigor em anos anteriores. Recentemente um incêndio destruiu parte da Área de Proteção Ambiental de Tambaba (APA), que engloba uma área de 11.320 hectares. Situações que sugerem falha na fiscalização por parte da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). Na prática, a APA criada há oito anos, não foi realmente implantada e não consegue barrar a ambição dos empresários.
A falta do plano de manejo dificulta a fiscalização efetiva prevista na APA. O plano é um documento de conduta que traz as peculiaridades da área e impõe regras e flexibilidades para o seu ordenamento. O coordenador de estudos ambientais da Sudema, Tiago Silva, disse que a elaboração do plano de manejo deve começar em junho próximo e ser concluído em um ano. É importante ressaltar que a categoria APA é flexível e não impede a instalação de equipamentos de forma coerente.

De acordo com Tiago, a lei que cria as APAs não traz 'amarras', as quais cabem ao plano de manejo, que deve complementá-las. “É um documento importante que determina o que pode ser construído, como o tipo de equipamento turístico e o tipo de comércio”, frisou. Há casos de licenças concedidas pela Sudema classificadas como 'estranhas' pelos atuais servidores.

Segundo o coordenador, a APA de Tambaba é praticamente toda loteada, isso porque nunca houve ordenamento. “A ideia agora é criar as condutas e zonear corretamente”, afirmou. O plano será construído com recursos advindos da compensação ambiental de uma empresa de cimento que se instalou no Litoral Sul. “Hoje a gente percebe que a APA passou anos sem sua real implantação”, declarou.

Apesar disso, o coordenador disse que a simples existência da APA já serve para barrar alguns 'abusos' por parte de empresários que querem construir nas praias do Litoral Sul.

“Mesmo sem ter sido implantada, houve realmente uma proteção naquela área. Talvez se a APA não tivesse sido criada, o Litoral Sul hoje poderia ser comparado a uma 'selva de pedra', na qual todos os espaços estariam ocupados com hotéis, pousadas, resorts e residências”, afirmou Tiago Silva.
 

Prática do naturismo atrai turistas para a Paraíba

Prática do naturismo atrai turistas para a a praia de Tambaba, no litoral sul do estado.



Conhecida mundialmente pela prática do naturismo, a Praia de Tambaba recebe centenas de visitantes quase que diariamente.

A beleza do local impressiona os turistas, que aproveitam a ocasião para fotografar. Conseguir uma vaga de estacionamento aos finais de semana requer um pouco de paciência. Ao descer a ladeira que leva à praia, o visitante pode optar por entrar na área destinada à prática do naturismo, onde tirar roupa se torna obrigatória.

Mas muitos banhistas ficam na primeira parte da praia, onde não é preciso ficar pelado. O fluxo de turistas aumenta aos finais de semana e feriados. Bom para quem visita, melhor para os comerciantes. É o caso de Maria de Fátima Borges, que vende chapéu na entrada de Tambaba. “A gente consegue ganhar um dinheirinho. Todos os dias eu vendo, graças a Deus”, disse.

Só em pensar que parte da APA pode ser destruída para construção de imóveis, os turistas se mostram apreensivos.

“Aqui é um paraíso que precisa ser preservado para as futuras gerações. Precisamos nos unir para evitar qualquer ação que venha a degradar o meio ambiente”, disse a turista de São Paulo Analice Correia Santos.

O dono da pousada do Bilú, no início da praia de Tambaba, também é um dos defensores da preservação do bioma de Mata Atlântica que ainda resta no local. “Se isso aqui for destruído, teremos muito a perder, porque espécies importantes da fauna e flora, algumas em extinção, vão se acabar”, comentou. Ele destacou que Tambaba ganhou recentemente dois títulos internacionais. O empresário disse ainda que incêndios na área ocorrem com frequência.

sábado, 23 de março de 2013

Praia de Tambaba: Não vale estuprar a mais bela praia de naturismo do mundo

Turismo & sustentabilidade
 
PRAIA DE TAMBABA
Não vale estuprar a mais bela praia de naturismo do mundo
 
21/03/2013 Reginaldo Marinho, de João Pessoa-PB
 

A praia de Tambaba pode estar com os dias contados. Indicada pelo portal Brasil Naturista como sendo a praia mais conhecida do segmento, no plano internacional, além de ter sido sede do 30º Congresso Internacional de Naturismo, em 2008, a praia integra a Área de Proteção Estadual de Tambaba, criada pelo decreto estadual 22.882, de 26 de março de 2002. Adjacente à praia de Tambaba, encontra-se uma extensão de Mata Atlântica que está em pleno processo de recomposição, desde o desmatamento provocado pelo mercado imobiliário, com a demarcação de vários loteamentos, na década de 80. Em apenas 30 anos, esse nicho de Mata Atlântica expressa, através dessa força que se reconstitui, o símbolo de um organismo que insiste em viver. Essa Unidade de Conservação está ameaçada de ter um de seus recantos mais nobres extinto para dar lugar a gigantesco complexo turístico, composto de quatro resorts, com 1.892 apartamentos, um campo de golfe de 18 buracos, quatro condomínios com 959 lotes residenciais, três pousadas com 288 unidades habitacionais, três clubes, un centro comercial e estacionamentos com 1.400 vagas.
 
Todo trecho da praia de Tambaba, praia naturista conhecida internacionalmente, se insere na APA de mesmo nome e apresenta orla exposta, retilínea, com grandes falésias e estreita faixa de praia. A erosão é bastante intensa na área atuando diretamente sobre as falésias favorecendo voçorocas. No trecho predomina cobertura do bioma da Mata Atlântica em estágio de regeneração. Possui grande concentração de arrecifes areníticos, com formatos interpretativos como Pedra da Baleia, da Caveira, do Elefante, etc.

 
O anúncio desse megaprojeto turístico assusta muita gente. Assusta a população local, assusta os ambientalistas e assusta as ONGs que defendem a natureza. É compreensível que o prestígio que Tambaba conquistou ao longo dos anos provoque todo tipo de fantasias na mente consumidora, mas empreendimentos dessa magnitude deveriam ser instalados em áreas já antropisadas, que existem várias na região. 


Ao sair de Tambaba, registrei um crime ambiental que para queimar a mata que fica na fronteira da Área de Proteção Ambiental de Tambaba e o assentamento rural denominado Sítio Tambaba. Para incendiar, sem nenhuma precaução, quatro lotes de 15x35m, os proprietários causaram incêndio que atingiu uma extensão aproximada de 10 hectares. Restaram na área a mesa construída com parte da madeira derrubada, o banco, troncos calcinados e vestígios de uma divertida bebedeira com muitas latas de cerveja.
 

 Antônio Augusto de Almeida - ENTREVISTA

 “A agressão à APA de Tambaba é um triste exemplo. A verdade é que gestão ambiental em nosso estado – e muito no Brasil inteiro - é somente formalidade para mascarar a legalidade”.
 
O engenheiro Antônio Augusto de Almeida tem histórico de seriedade e de luta pelas questões ambientais. Professor, ambientalista, sanitarista, Antônio Augusto foi secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, na gestão do prefeito Ricardo Coutinho, atual governador do Estado da Paraíba, e é vice-presidente da Associação dos Amigos da Natureza. (RM)
 
 
Folha do Meio - O projeto Reserva de Garaú vai ocupar uma área contínua de 186 hectares. Que impactos ambientais vão ocorrer para a fauna e flora da região?
Antônio Augusto -  A área escolhida para implantação do projeto é a mais preservada e a que ainda guarda as características básicas do ecossistema local, entre as quais a fauna remanescente. As demais áreas já estão antropisadas.  
“Essa coisa do empresário imobiliário se apropriar de uma área notável por suas características naturais e paisagísticas, que é um patrimônio da sociedade, para agregar valor ao produto e, consequentemente, maximizar o lucro do capital, é uma velha estratégia posta em prática nos países que ainda não tem uma consciência da sustentabilidade”.
 
FMA - Pelo mapa de ocupação da área, se percebe que a cobertura florestal a ser conservada corresponde a apenas a uma franja perimetral a Leste do empreendimento. Nesse caso, a nesga de floresta residual passaria a exercer uma função paisagística simplesmente? 
Antônio Augusto -  Exatamente. A flora que restará terá função simplesmente paisagística para vender o empreendimento e depois passará a  sofrer pressão porque “incomoda” pois tem custo de manutenção e segurança.  Essa coisa do empresário imobiliário se apropriar de uma área notável por suas características naturais e paisagísticas, que é um bem comum de todos ou, patrimônio da sociedade, para agregar valor ao produto e, consequentemente, maximizar o lucro do capital, é uma velha estratégia posta em prática nos países que ainda não tem uma consciência da sustentabilidade. Em resumo: destrói a notabilidade, sai incólume da cena do crime e transfere a culpa para os compradores e seja lá quem for.
 
FMA - A área do empreendimento irá ocupar uma extensão de floresta secundária, do bioma Mata Atlântica, em estágio avançado de recomposição. A conservação dessa recuperação florestal não poderia cumprir uma função pedagógica para difundir uma experiência de sucesso que nasceu do acaso?
Antônio Augusto -  Claro que sim, a natureza dá lições, a todo momento, porém a ganância e a mentalidade da destruição impedem que se tirem proveito delas. 
 
FMA - Para construir esse complexo turístico, o empreendimento terá que desflorestar praticamente a área toda. Não seria mais interessante que esse projeto fosse deslocado para uma área já degradada?
Antônio Augusto - Sim. A visão da sustentabilidade econômica e socioambiental  aponta para uma apropriação de um patrimônio natural notável preservado, por uma maioria, inclusive de empresas, que se instalassem no entorno, passando a gozar de uma qualidade de vida cada vez melhor. Num país sério, o responsável por um órgão ambiental que licencia um empreendimento localizado numa APA, oficialmente instituída, mofaria na cadeia.
 
FMA - O incremento populacional previsto será de 8.800 pessoas, que corresponde a 41% do total de habitantes do município. Que impactos poderiam ser causados por essa concentração de população adicional?
Antônio Augusto -  Imagine-se cerca de 9 mil pessoas, numa estimativa por baixo, e mais de 1.400 veículos  trafegando em áreas pavimentadas. É a urbanização de uma área de preservação. Infelizmente, em nosso país a culpa por prática de ilícitos, que implicam em perdas de vidas ou danos coletivos diversos, acaba diluindo-se e vem a impunidade. Num país sério, o responsável por um órgão ambiental que licencia um empreendimento localizado numa APA, oficialmente instituída, mofaria na cadeia.
 
FMA - Qual seria a vocação turística mais adequada para Tambaba, considerando-se o patrimônio ambiental existente?
Antônio Augusto - Como disse anteriormente ou, ao invés de matar a galinha dos ovos de ouro, preservá-la, colher e fazer eclodir seus ovos para se ter novas galinhas.
 
FMA - As experiências fracassadas de megacomplexos turísticos, no Brasil e na Espanha, indicariam que a licença ambiental poderia ser usada para mascarar o loteamento da área?
Antônio Augusto -  Sim. Vivemos uma vulnerabilidade total das instituições responsáveis pela implementação das bases da sustentabilidade em nosso país, especialmente na Paraíba. A verdade é que gestão ambiental em nosso estado – e muito no Brasil inteiro - é somente formalidade para mascarar a legalidade.
 
FMA - O projeto arquitetônico apresentado não incorpora nenhuma vinculação sustentável ou comprometida com o turismo ecológico. De que forma poderia se praticar um turismo ambiental, que garantisse a manutenção florestal e assegurasse o desenvolvimento econômico vocacionado da região?
Antônio Augusto -  Como já disse, é um projeto, de um modo geral,  votado para o lucro imediato e nisso, como não poderia deixar de ser, está contribuindo a arquitetura convencional.
 
FMA - Considerando o prestígio internacional de Tambaba, de que modo poderia ser praticado o turismo na área, como vetor econômico, sem impactar o meio ambiente?
Antônio Augusto - Tambaba tem os pré-requisitos para o desenvolvimento de um turismo sustentável, desde que preservada na sua integridade. Há inúmeras experiências mundiais e algumas em nosso país nesse sentido. São muitos os exemplos recentemente divulgados, guardadas as diferenças culturais, como na Croácia.
 
 FMA - Numa visão macro, que medidas a Prefeitura do Conde deveria adotar para potencializar a vocação turística natural, sem causar tantos danos ambientais?
Antônio Augusto -  Uma prefeitura como a do Conde deveria ter, além de uma legislação ambiental consubstanciada no seu plano diretor, um projeto estratégico de desenvolvimento sustentável. 
Porém, não nos devemos iludir. Como está o sistema eleitoral e o processo da gestão pública em nosso país e estado, em que não há continuidade administrativa e o administrador se comporta como dono, proprietário, não é fácil. A própria comunidade ambiental tem que reagir. Há que haver mobilização séria na área política e junto aos órgãos fiscalizadores.
 

Para salvar Tambaba, a própria comunidade ambiental tem que reagir.
Há que haver mobilização séria na área política e junto aos
órgãos fiscalizadores
 
 
 
 
Fotos: Reginaldo Marinho  
 

O crime ambiental choca os olhos de quem visita a APA de Tambaba. O assentamento rural denominado Sítio Tambaba virou cinza. Aproximadamente 10 hectares foram queimados para virar lotes de 5x35m. Tambaba está ameaçada de ter um de seus recantos mais nobres extinto para dar lugar a gigantesco complexo turístico, composto de quatro resorts, com 1.892 apartamentos, um campo de golfe, quatro condomínios com 959 lotes residenciais, três pousadas com 288 unidades habitacionais, três clubes, un centro comercial e estacionamentos com 1.400 vagas.Como licenciar um empreendimento situado dentro de uma APA?
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 









Professor ANDRÉ PIVA adverte:
um absurdo acontece na APA de Tambaba
O grave é que a licença ambiental já foi até previamente concedida


 Professor André Piva, da UFPB, e sua filha Alice.

O professor André Piva, da Universidade Federal da Paraíba, tem conhecimento, experiência e autoridade para criticar e analisar projetos que envolvem turismo e meio ambiente. André Piva, Doutorado em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia, é o Coordenador do Programa de Pós-graduação lato sensu em Turismo de Base Local - UFPB. Com vasta experiência em planejamento, organização e execução de eventos artístico-culturais, especialmente na cadeia produtiva do turismo, André Piva conhece muito bem o empreendimento na APA de Tambaba e tem posições. Pesquisador nas áreas de turismo e cultura em perspectivas da economia criativa e indústrias criativas.    (Reginaldo Marinho)

Violência ambiental - “Tambaba já é oficialmente considerada como Área de Proteção Ambiental, por isso nosso estarrecimento com uma licença já previamente concedida, e indícios de que o empreendimento pode se tornar realidade. Como isso é possível? Quais as forças e interesses que estão possibilitando tal conduta?”
 
Massacre na fauna - “Um impacto total e violento. Vai simplesmente erradicar a fauna do lugar. Não se trata apenas de extinguir ou expulsar animais silvestres que habitam e sobrevivem da área, mas de comprometer toda a fauna de uma grande área de todo o entorno que depende da mata que o projeto vai destruir, ou seja, há animais do próprio local e de outras áreas que dependem da alimentação nativa do lugar, de relacionamentos para procriação, de pássaros que lá vivem e voam para outros locais fazendo o natural trabalho de semeadura, como também de pássaros que trazem sementes dos outros locais. 
 
O megaempreendimento vai quebrar a contiguidade de áreas conservadas com áreas em recuperação e o rio com áreas de mangues, fontes de alimentação da vida silvestre. Vai fechar o contato natural dos animais com suas fontes de alimentação e, certamente, as construções e dejetos a serem despejados poluirão o rio e o mangue”.
 
Na contramão da ONU e da sustentabilidade - “Walter Aguiar, enquanto representante do governo da Paraíba, disse que o Estado não tem posição contrária a construção de resorts porque condiz com a realidade do turismo.Explicou que a tentativa é construir em conjunto com a sociedade de forma participativa e de maneira sustentável, levando em conta os objetivos do milênio pautados pela ONU”.
 
Esse pensamento nos preocupa. Se o Estado aceita os resorts na Paraíba por condizer com a realidade do turismo, colocamo-nos, como pesquisadores, embasados na literatura acadêmico-científica, que o turismo compatível com tal tipo de empreendimento, nada tem de sustentável, contrário, portanto, às diretrizes da ONU. 
 
No caso, o empreendimento se torna um oásis de luxo cercado de favelas. O Estado não pode pender para o poder econômico, beneficiando poucos privilegiados em detrimento do povo”.
 
Agressão irrecuperável - “O projeto trará uma agressão irrecuperável ao meio ambiente, poluição do rio Garaú e uma urbanização desordenada no entorno, além da extinção da praia naturista de Tambaba, que é um produto turístico especial, claro que para públicos específicos, entretanto de grande valor simbólico. 
O certo é que o projeto arquitetônico, assim como toda a concepção do empreendimento nada tem de sustentabilidade, mesmo que no projeto se diga isso, ou mesmo se tratar de um projeto ecoturístico tudo não passa de falácias”. 
 
Como confiar na fiscalização? - “É sabido que os construtores, após o projeto aprovado, não cumprem com o comprometido e não há como se confiar na fiscalização. Não vemos quaisquer chances de sustentabilidade estrutural no projeto: abastecimento de água, coleta de lixo e tratamento de esgotos, formas de se evitar a favelização da área, estrutura de mobilidade compatível com o número de público que se quer atrair”.
 
Desafio do novo prefeito - “O município do Conde já foi muito agredido e muito depredado, mas ainda dá tempo de corrigir muita coisa. Temos que pensar em programas macros e micros para o desenvolvimento de seu turismo em bases exclusivamente sustentáveis. Há muito o que fazer e muitos desafios para a nova administração. O setor de turismo conta com pessoal competente, com muita boa vontade, porém temo se eles realmente conseguirão derrotar interesses poderosos”.
 
APA de Tambaba - “É fundamental conservar as áreas da APA de Tambaba. O verde do município deve ser preservado e valorizado ao máximo, em função do turismo. Há que se incrementar parques ecológicos, bosques, hortos florestais e florais, estruturas variadas para práticas ecoturísticas, construções de vias mais condizentes com o tráfego de veículos, leis mais severas para construções e aí por diante”. 
 
 
  
Área de Proteção Ambiental de Tambaba
A APA tem por finalidade garantir a integridade dos ecossistemas terrestres e aquáticos, proteger os cursos d`água, melhorar a qualidade de vida da população e disciplinar a ocupação da área.
 
Silvestre Gorgulho
 
Tambaba é uma praia situada no município de Conde, a 17 km de João Pessoa-PB. É conhecida por ser uma praia onde se pratica o nudismo, sendo a primeira praia do Brasil a permitir o naturismo por lei municipal.
 
 
 

A área é de rara beleza e tem mirantes lindíssimos que permitem observar a natureza exuberante de toda a costa, com trilhas para caminhadas a beira mar. Além das falésias multicoloridas, existe uma Unidade de Conservação de uso sustentável – APA de Tambaba - que abrange parte da microrregião do litoral sul do estado da Paraíba entre os municípios de Conde, Alhandra e Pitimbú
 
 
 
 
 
O nome vem do tupi-guarani e tem dois significados: “o conteúdo das conchas” e “monte de Vênus”. Segundo a lenda, uma bela índia de nome Tambaba, apaixonou-se por um guerreiro de outra tribo. O cacique, pai de Tambaba, não permitiu o casamento. A bela índia pôs-se a  chorar e suas lágrimas inundaram as terras secas e transformaram primeiro num lago e depois numa praia, com ondas suaves. Deus sol eternizou o local como um templo natural do amor e da vida. A praia, que tem uma topografia intimista e protegida, é um presente dos deuses com suas águas cristalinas e mornas.
 
A área é de rara beleza e tem mirantes lindíssimos que permitem observar a natureza exuberante de toda a costa, com trilhas para caminhadas a beira mar. Além das falésias multicoloridas, existe uma Unidade de Conservação de uso sustentável – APA de Tambaba - que abrange parte da microrregião do litoral sul do estado da Paraíba entre os municípios de Conde, Alhandra e Pitimbu. 
 
Encontram-se inseridas na APA as praias de Tabatinga, Coqueirinho, Tambaba, Graú e praia Bela e as localidades de Mata da Chica, Garapaú, Andreza, Roncador e Mucatu.
 
A APA está em uma das mais belas áreas do litoral paraibano, resguardando um mosaico de fitofisionomias da Floresta Atlântica, como a mata de tabuleiro, a mata de reestinga e os maguezais. Além disso, apresenta formações geomorfológicas   de beleza singular como suas falésias, nichos de cabeceiras, vales e canyons.
 
A APA de Tambaba tem por finalidade garantir a integridade dos ecossistemas terrestres e aquáticos, proteger os cursos d`água que integram a região, melhorar a qualidade de vida da população e disciplinar a ocupação da área, para que esta não avance de forma desordenada e em ritmo acelerado, como se apresentava antes da criação da UC, contribuindo assim para a redução da degradação do ambiente local e sua restauração futura.
 
 
 
 

domingo, 13 de janeiro de 2013

APAN convida interessados para defesa da APA de Tambaba

A Associação Paraibana dos Amigos da Natureza - APAN convida os interessados para defender a APA de Tambaba contra a instalação de um empreendimento que comprometerá todo o ecossistema, bem como a Praia Naturista de Tambaba.

Veja abaixo o convite:
Por favor, repassem para os seus contatos...
A APA Tambaba é uma unidade de conservação de uso sustentável, criada através do decreto estadual 22.885, no ano de 2002. Está inserida numa das mais belas áreas do litoral sul paraibano e se caracteriza por apresentar trechos de vegetação do bioma mata atlântica ainda preservados e estruturas geomorfológicas de beleza singular.
Ocupações e construções irregulares, desmatamentos e queimadas assim como a desarticulação do Conselho Gestor da APA têm contribuído para a degradação e descaracterização da Unidade comprometendo os objetivos pelo qual fora criada.
Para agravar ainda mais a situação encontra-se em fase de licenciamento no órgão ambiental licenciador e fiscalizador da Paraíba, o empreendimento denominado Complexo “Eco-turístico” Reserva de Garaú (vide youtube), constituído de 04 resorts, 03 condomínios, áreas comerciais e campo de golfe, que, se construído, ocupará todo o loteamento Barra de Jacumã/Tambaba de aproximadamente 238 hectares, que concentra a maior área contínua de Mata Atlântica da APA Tambaba.
Vale salientar que há no local uma fauna bastante diversificada, desde aves, pequenos mamíferos, além de inúmeros répteis, sendo que muitos em vias de extinção...
A área apresenta ainda sítios arqueológicos e estudos comprovaram a existência de artefatos indígenas carecendo de mais investigações.
Diante disto, os moradores, veranistas, surfistas, ciclistas, naturistas, trilheiros e todos os paraibanos, estão convidados a participar de Audiência Pública a ser realizada no dia 14 de janeiro de 2013, às 15:00 h, no Salão Paroquial da Igreja matriz no Município de Conde-PB, em que se apresentará o Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório do empreendimento da LORD Negócios Imobiliários.
Sua presença é muito importante para garantir a preservação da APA Tambaba, por tudo que ela representa ao patrimônio natural e histórico do estado da Paraíba.
“A APA TAMBABA ESTÁ MORRENDO... E VOCÊ?”

Conheça os impactos que serão gerados com  implantação do empreedimento:





sábado, 5 de janeiro de 2013

Santuário: Tambaba tem mais um reconhecimento nacional e é eleita uma das seis praias mais bonitas do Nordeste

03/01/2013



A prefeita eleita do Conde, Tatiana Correia, tem o privilégio de administrar uma das faixas litorâneas mais bonitas do Brasil. Esse rico e badalado patrimônio natural não deixa de ser destaque no noticiário nacional principalmente no período de verão quando o sol e o mar se tornam os grandes destaques da temporada.

Os principais meios de comunicação do país estão elegendo os mais requisitados paraísos tropicais do nordeste e o litoral do Conde aparece como um dos mais privilegiados nesses requisitos ao colocar no ranking das praias mais bonitas pelo menos três dos seus balneários – Tambaba, Tabatinga e Coqueirinho.

Tatiana assume com o compromisso de conceder ao Turismo a atenção que até agora nenhuma gestão anterior dispensou principalmente com relação à Tambaba que, ao contrário do prestígio que goza lá fora sempre foi tratada com preconceito pelos gestores do município. Para essa missão de alavancar o Turismo no Conde, Tatiana escalou a filha, Juliana Correia, para comandar a pasta em seu Governo.

Tambaba é visto como um relicário da natureza. Em seus limites existem tesouros ambientais incomparáveis, únicos por guardarem e preservarem as riquezas do que resta da Mata Atlântica do ponto de vista da flora e da fauna. Tambaba é também uma área de misticismo, onde religiões como a Jurema surgiram e se difundiram pelo nordeste. A Jurema é uma seita que tem a Acácia, árvore nativa da região, como seu símbolo de poder e magia e Tambaba é vista como sendo seu berço natural.

Tambaba seria também um local sagrado que, segundo os esotéricos, guardaria um dos portais para outras dimensões. Esse potencial religioso e místico, na opinião de muita gente como o empresário Marcos Bilú, dono da pousada e restaurante a Arca do Bilú, “pode e deve ser explorado como mais uma vertente para valorizar o balneário”.

Bilú defende a criação de um parque nacional ecológico, de uma reserva ambiental para a área de Tambaba como forma de preservar esse patrimônio natural, onde as tradições como a da Jurema Sagrada poderia ser cultuada ao exemplo do Santo Daime na floresta amazônica manifestação religiosa que já se espalhou por todo país e serve de atração turística para a região Norte.


TURISMO
PORTAL IG: Tambaba está entre as seis praias mais bonitas do Nordeste

Portal selecionou seis praias que costumam tirar o fôlego à primeira vista

Em um período propício para descobertas e escolha de novos roteiros, o Portal IG promove uma pesquisa junto aos internautas para saber qual a praia mais bonita do Nordeste. De acordo com a pesquisa, o IG informou que a Região tem mais de 3 mil quilômetros de praias, sendo difícil apontar qual é a mais bonita. Para ajudar o internauta, o portal selecionou seis praias que costumam tirar o fôlego à primeira vista. Entre as selecionadas está a praia de Tambaba, no litoral sul da Paraíba.

“A equipe do IG reconhece que a tarefa dos internautas foi uma ‘das mais ingratas: a de eleger apenas uma praia para chamar de incrível, linda, maravilhosa’ do Nordeste brasileiro”. O portal reafirma que não foi fácil eleger essas seis praias.

Sobre a praia de Tambaba, a equipe destacou as rochas e falésias que protegem a beleza do local e também ajudam a dividir a praia em dois setores para que todos os visitantes se sintam confortáveis - os que preferem praticar o naturismo ou aqueles que fazem a opção por não tirar a roupa.

As outras cinco praias escolhidas foram Carneiros e Coqueiros, em Pernambuco; Gunga, em Alagoas, Jericoacoara, no litoral cearense, do Espelho, em Trancoso, na Bahia e Genipabu, no Rio Grande do Norte. Para votar basta acessar: http://migre.me/cEgie.

Revista da Trip - A praia de Tambaba também será destaque da revista de bordo da Trip Linhas Aéreas, produzida pela Editora Trip. A editora está produzindo uma reportagem sobre a prática do naturismo e algumas praias naturistas serão citadas no material. A revista começará a circular nos voos da companhia aérea em março. Na Paraíba, a Trip iniciou dois voos diretos em João Pessoa e Salvador, em dezembro do ano passado.


Secom-PB



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Tambaba vai sediar campeonato de surf naturista no próximo final de semana

Da Redação
 
Tambaba vai sediar campeonato de surf naturista no próximo final de semanaimagem (da internet)

A Praia de Tambaba, em Conde,  vai sediar, na próxima semana, a 5ª edição do Campeonato Tambaba Open Surf Naturista. Os praticantes de surf e bodyboard poderão participar do evento naturista nos dias 15 e 16 de setembro.

O evento está sendo organizado pela entidade Naturistas Unidos (NU) e vai comemorar os cinco anos do Projeto SurfNU, que tem como proposta difundir o naturismo através do surfe. Segundo os organizadores, o evento pretende, também, congregar e estimular o desenvolvimento de práticas esportivas naturistas e incentivar a frequência de jovens. "Assim como despertar a população para uma consciência ecológica e consolidar o naturismo como movimento filosófico que busca a vida ao natural", disse o coordenador do Projeto SurfNU, Carlos Santiago.

Carlos Santiago disse que o surf representa a natureza, segundo ele, o projeto é o único do gênero no mundo, e será apresentado pela delegação brasileira no 33º Congresso Internacional de Naturismo que acontecerá na Croácia, no mesmo período em que vai ser realizado o 5º Tambaba Open de Surf Naturista.

Competição - Durante o campeonato serão disputadas três categorias: local (sem limite de idade, destinada ao residente ou freqüentador da praia de Tambaba e que esteja devidamente habilitado pela Comissão de Credenciamento Local); Open (categoria aberta e sem limite de idade); e o maior grau de dificuldade (Expression Session) - categoria aberta e sem limite de idade.

Inscrição - Os interessados poderão se inscrever nos dias 15 e 16 de setembro, das 9h às 12h, junto à secretaria do campeonato, na Praia de Tambaba. "Será cobrada uma taxa de inscrição de R$ 30,00 por cada categoria, exceto a Expression Session, cuja gratuidade está associada à inscrição em uma das competições do campeonato", explicou Carlos Santiago.

Premiação - De acordo com a organização da 5ª Edição do Tambaba Open de Surf Naturista, serão premiados os quatro melhores das categorias local e open. A primeira colocação receberá uma prancha, troféu e brinde, enquanto que as demais serão premiadas com troféus e brindes. Já a categoria Expression Session, apenas a manobra de maior grau de dificuldade será premiada com prancha, troféu e brinde.


 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Passeio por sete praias do Litoral Sul da PB tem naturismo e gastronomia

25/01/2012 07h15 - Atualizado em 25/01/2012 08h25

Roteiro começa por Barra de Gramame e termina em praia naturista.
Carapibus, Coqueirinho e Tambaba são outros destaques do roteiro.

Inaê Teles  
Do G1 PB
 
Praia de Coqueirinho na Paraíba (Foto: Inaê Teles/G1)
Banhistas aproveitam o sol na Praia de Coqueirinho (Foto: Inaê Teles/G1)
 
As praias do Litoral Sul da Paraíba aguardam turistas interessados em belas paisagens e uma certa dose de aventura. A mais tradicional maneira de curtir o roteiro, de preferência sempre com emoção, é fazer o passeio de buggy. No trajeto, que dura aproximadamente quatro horas, o visitante conhece as praias do Amor, Carapibus, Coqueirinho, Jacumã, Tabatinga, Tambaba e ainda Barra de Gramame. Os mais animados podem, inclusive, conhecer uma praia dedicada ao naturismo.

Programação Turismo Paraíba (Foto: Arte/G1)


O roteiro normalmente começa por Barra de Gramame, onde há o encontro do rio com o mar. Quem optar pelo banho, precisa ficar atento com a correnteza e não se afastar muito da margem. O prato típico do local é galinha de capoeira.

No Bar do Zezinho, que fica à beira da barra, a grande atração é um goiamum, um caranguejo que foi "treinado" para tirar fotos com turistas e é chamado de "Robocop V". O seu antecessor," Robocop IV", morreu ao ser derrubado por um turista quando era fotografado.

Saindo de Gramame, a próxima parada no passeio de buggy é a Praia do Amor, que tem este nome devido a uma pedra furada com formato semelhante ao de um coração. Em seguida, vem a Praia de Jacumã, com ondas um pouco mais fortes e um maceió com água doce. Na beira-mar, bares servem petiscos e bebidas.

Já em Carapibus, é possível tomar banho em piscinas naturais que se formam nos corais quando a maré está baixa. Em determinadas épocas do ano, a água fica cristalina e peixes coloridos podem ser vistos . Polvos e moreias também costumam aparecer entre os corais. Para mergulhos, é necessário levar máscara e snorkel.
A próxima praia é Tabatinga, com mar mais agitado e dois maceiós. No período da tarde é possível ver tartarugas no momento que elas levantam a cabeça para respirar. Não é sempre que elas aparecem, mas com um pouco de paciência vale a pena se sentar nas falésias e ficar olhando para o mar na espera das tartarugas.

O trajeto entre a Praia do Amor e a Praia de Carapibus é possível fazer caminhando pela areia. Já para seguir ao Coqueirinho é necessário pegar o asfalto e seguir por uma estrada de barro. Nesta praia há o maior número de bares à beira-mar, além de áreas distintas para surfistas e banhistas.


Praia de Tambaba na Paraíba (Foto: Inaê Teles/G1)
Entrada da Praia de Tambaba (Foto: Inaê Teles/G1)
 
A última praia do percurso é Tambaba, que tem uma área para prática do naturismo. Os visitantes que não quiserem ficar nus podem ficar na parte reservada para pessoas vestidas.  O passeio também pode ser feito de carro, a pé ou de bicicleta.

GastronomiaAo longo das praias é possível se deliciar com a culinária local. Os frutos do mar estão presente em praticamente todos os restaurantes e bares.

Pratos típicos na Paraíba (Foto: Canyon/Divulgação)
Frutos do mar ganham espaço nos restaurantes
(Foto: Canyon/Divulgação)

Na Praia de Tambaba, na área naturista, o Camarão à Tambaba, que reúne quatro tipos de camarão (ao alho e óleo, milanesa, ao molho de tomate e à francesa), é servido em uma pousada com restaurante na beira-mar. Arroz e purê acompanham o prato. 

Outra opção em Tambaba é a Arca do Bilu, cujo proprietário é um surfista com muitas histórias para contar. É bom ir com tempo para ouvir os contos de Bilu. Uma em especial é a que explica o prato Lenda de Tambaba.

Em uma única refeição o turista se delicia com marisco, carne de siri, peixe, camarão e lagosta. O prato acompanha arroz, pirão e farofa com dendê.

Já em Coqueirinho, o restaurante Canyon oferece pratos como a Sinfonia Marítima (com peixe, camarão, lagosta, siri mole, lula, ostra e sururu) e também aperitivos, como pastéis de camarão que ficam ainda mais gostosos com as caipifrutas, caipirinhas feitas com frutas locais.

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domingo, 11 de dezembro de 2011

Tambaba comemora duas décadas de naturismo na Paraíba


Praia de Tambaba completa 20 anos este mês, falta de estrutura, segurança e controle ao acesso são principais reclamações.

Publicado em 11/12/2011 as 08h25


Resguardada em um pequeno trecho do Litoral Sul da Paraíba, a praia de Tambaba permanece ainda no imaginário de muitos como um destino exótico. Primeira praia oficialmente naturista do Nordeste, Tambaba, que pertence ao município do Conde, na Paraíba, chega aos seus 20 anos com pouco a comemorar nesse período. A falta de segurança, de apoio logístico aos turistas, de controle ao acesso e às regras para a entrada são apenas alguns dos problemas apontados por quem frequenta o local.


Piscinas naturais, areia branca e belezas naturais seriam ingredientes suficientes para tornar a praia naturista um ótimo atrativo turístico. Do lado de fora da praia de nudismo, alguns poucos turistas ainda procuram por um espaço nas areias da praia, onde não é preciso ficar nu. Na área restrita à prática do nudismo, contudo, há poucos frequentadores.

Dono da Pousada Tambaba Naturista, única pousada e restaurante dentro da área naturista de Tambaba, o empresário Hidebrando Bezerra explica que o pudor e o receio de ser visto por outras pessoas ainda é o que inibe os frequentadores. “Os turistas paraibanos pouco vêm aqui. A maioria é de estrangeiros e turistas vindos de São Paulo, Belo Horizonte, onde também há praia de naturismo. Ainda há muita desinformação sobre a prática do naturismo”, comenta.

Turistas vindas de Recife, as contadoras Ligiani Oliveira e Cintia Bastos, comprovam o receio. As amigas entraram rapidamente apenas para registrar a visita em fotos e matar a curiosidade de conhecer a praia de nudismo.

Apesar do medo de serem vistas por conhecidos, elas saíram maravilhadas com as belezas naturais da praia. “Foi tranquilo porque não tinha muita gente e constrangimento passou rápido.

Valeu a experiência”, comenta Ligiani.

Hildebrando explica que, embora deserta, Tambaba é destino final do roteiro turístico de muitas empresas de turismo e que, sempre aos finais da tarde, o movimento aumenta na praia.

“Alguns se hospedam aqui e sequer vão a João Pessoa ou a outro equipamento turístico. Outros vêm em grupo, em excussão apenas para conhecer e com a proximidade do verão isso tende a aumentar”, justifica.

Embora não haja muita divulgação direcionada para a praia naturista de Tambaba, a presidente da PBTur, Ruth Avelino, defende que o litoral sul paraibano é um dos roteiros mais procurados nos eventos turísticos.
“O litoral sul de nosso estado, incluindo Tambaba, tem se tornado um destino bastante procurado pelo trade turístico e super requisitado”, afirma.

A praia faz aniversário nos dias 10 e 11 de dezembro. Afastado de suas atividades, no entanto, o presidente da Sociedade de Naturismo de Tambaba (Sonata), Daniel Santos, disse que a programação comemorativa foi adiada para o próximo ano. “Estou um pouco afastado e não pensei em nada ainda”, se justifica.

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