Mostrando postagens com marcador Mata do Buraquinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mata do Buraquinho. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Preguiça pendurada em fiação sobre BR-230 é resgatada em João Pessoa

18/02/2017 19h29 - Atualizado em 18/02/2017 19h29
Animal atravessava rodovia pelo fio quando foi resgatada neste sábado.
Uma das faixas foi interditada para o trabalho da polícia.

Do G1 PB



Preguiça foi resgatado pela Polícia Ambiental com ajuda da Energisa em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Preguiça foi resgatado pela Polícia Ambiental com ajuda da Energisa em
João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Uma das faixas da BR-230 foi interditada na tarde deste sábado (18) em João Pessoa para o resgate de um bicho-preguiça que estava pendurado na fiação elétrica que cruza a rodovia. A interdição aconteceu nas imediações do campus I da UFPB, no sentido Cabedelo para João Pessoa. Uma equipe da Polícia Militar Ambiental e outra da Energisa, concessionária de energia elétrica na Paraíba.

De acordo com o cabo Jorge, do Batalhão de Polícia Ambiental, o animal, que estava pendurado em um fio, foi resgatado sem ferimentos. A polícia utilizou um caminhão da Energisa que conta com uma plataforma para resgatar o animal. Após ser recolhido, o bicho-preguiça foi libertado na Mata do Buraquinho.

Animal saiu de reserva florestal em João Pessoa e cruzava rodovia por fio quando foi resgatada (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Animal saiu de reserva florestal em João Pessoa e cruzava rodovia por fio quando
foi resgatada (Foto: Walter Paparazzo/G1)
 
Fonte

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Jiboia de 3 metros é capturada perto de pousada no Litoral Sul da Paraíba

07/02/2015 13h41 - Atualizado em 07/02/2015 13h41

Polícia Ambiental foi chamada para capturar animal na Praia de Tabatinga.
Cobra não estava ferida e deve ser libertada em reserva de Mata Atlântica.
 
Do G1 PB
 

Jiboia de 3 metros estava em área povoada na praia de Tabatinga, no Litoral Sul (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Jiboia de 3 metros estava em área povoada na praia de Tabatinga,
no Litoral Sul (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Uma jiboia de aproximadamente três metros foi capturada na manhã deste sábado (7) na imediações da Praia de Tabatinga, na Cidade do Conde, no Litoral Sul da Paraíba. Segundo informações do Batalhão de Polícia Ambiental, o animal estava perto de uma pousada. Pessoas que passavam pelo local avistaram a cobra e acionaram a polícia pelo telefone.
 
De acordo com o tenente Moreno, da Polícia Ambiental, a captura foi complexa por se trata de um animal de grande porte. “Deu trabalho, mas nossa equipe é capacitada para esse tipo de captura e conseguimos colocá-la na jaula. Ele não estava ferida e após um exame rápido será libertada de novo na natureza”, comentou.

Ainda segundo o policial, a jiboia será liberada na Reserva de Mata Atlântica que fica ao lado do Batalhão de Polícia Ambiental, em João Pessoa. “Como era uma região muito habitada, decidimos trazer a cobra para o batalhão e iremos soltá-la na mata, que é um habitat natural dela. A norma do Ibama nos permite esse tipo de procedimento”, completou.

Cobra foi levada para Batalhão de Polícia Ambiental, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Cobra foi levada para Batalhão de Polícia Ambiental,
em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Fonte

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Descoberta uma nova espécie de cobra-coral na Mata Atlântica

17/06/2014

Daniele Bragança


CobraGentil3 120 Coberta por anéis vermelhos, pretos e brancos, a Micrurus potyguara é venenosa, assim como outras corais verdadeiras. Foto: Claudio Sampaio/divulgação.

Uma cobra coral verdadeira coletada numa pequena área preservada na capital da Paraíba é a mais nova espécie de serpente conhecida no país. A espécie descrita na edição de abril da revista Zootaxa mostra como a rica biodiversidade da maltratada Mata Atlântica ainda esconde novas descobertas.

A maioria dos exemplares usados na descrição da nova espécie, batizada de Micrurus potyguara, foi encontrada na Mata do Buraquinho, um remanescente de Mata Atlântica localizado dentro do Jardim Botânico de João Pessoa, na capital da Paraíba. Uma floresta urbana, portanto.

De hábitos preferencialmente noturnos, mas que também pode ser encontrada durante o dia, a cobra coral verdadeira de pequeno porte pode chegar até 1 metro e 20 centímetros de comprimento e alimenta-se de presas cilíndricas como anfisbenideos, conhecidas como cobra-duas-cabeças.

De acordo com o Dr. Gentil Alves Pereira Filho, um dos autores da nova descoberta, a Micrurus potyguara tem o corpo coberto por anéis vermelhos, pretos e brancos que se estendem do dorso ate o ventre. “Trata-se de uma serpente potencialmente perigosa devido a seu veneno, embora não se tenha registros de acidentes nem com humanos. Até o momento poucos exemplares desta nova espécie são conhecidos e a distribuição atual esta restrita aos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco”, explicou. Também participaram da descoberta os biólogos Matheus Godoy Pires, Nelson Jorge da Silva, Darlan Tavares Feitosa, Ana Lúcia da Costa Prudente e Hussam Zaher.

Ainda de acordo com o biólogo, a serpente difere morfologicamente de outras espécies de cobras corais verdadeiras que ocorrem na área por apresentar as escamas parietais totalmente negras, a ponta da cauda negra, a ponta do focinho também inteiramente negra. “Não se sabe muito sobre a ecologia da serpente, não sabemos se ela se distribui ao longo de toda a Floresta Atlântica ou se esta restrita apenas a porção ao norte, onde foi encontrada”.

A serpente recebeu o nome Micrurus potyguara em homenagem aos índios Potiguares que habitavam em grande número a região onde a serpente foi descoberta.

Para Alves, a principal importância da descoberta da nova espécie reside no fato que ela sobrevive no bioma mais ameaçado do país, onde muitas espécies “são extintas sem nem mesmo terem sido cientificamente descobertas”. Há 3 semanas, foram divulgado os novos dados de desmatamento na Mata Atlântica: 23,9 mil hectares de floresta foram perdidos, um aumento de 9% comparado com o período anterior (2011 e 2012), quando foram registrados 21,9 mil hectares de desmate. Os dados são da 9ª edição do Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, feito pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
 
Micrurus Apostoleps 012-1 O nome potyguara homenageia os índios Potiguares que habitavam em grande número a região onde a serpente foi descoberta. Foto: Claudio Sampaio/Divulgação.



domingo, 16 de março de 2014

Decisões não são cumpridas

Recuperação da área da Mata do Buraquinho degradada ainda não foi feita, contrariando ordem de Justiça.


 

No mesmo posicionamento favorável ao Ministério Público Federal (MPF) em 2009, a Justiça Federal pediu ainda que a área degrada em decorrência das ocupações irregulares fosse recuperada pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Conforme o decisão judicial, cabe a estes órgãos reflorestar a área e ainda ao Ibama a responsabilidade de reconstruir a cerca que limita a área de preservação. No entanto, não é o que se vê no local onde existiu a comunidade Paulo Afonso.

O muro que delimita a área da Mata do Buraquinho, na faixa que é de responsabilidade do Ibama, foi reconstruído. Mas há buracos na estrutura e falta de manutenção durante todo o percurso, o que facilita a ação de vândalos, que despejam lixo e derrubam árvores da reserva. Na parte da comunidade São Geraldo, os moradores informam que a coleta de lixo é realizada regularmente. Eles alegam que a sujeira encontrada dentro da mata e próximo às residências é de responsabilidade de pessoas que não são moradoras da comunidade.

O aposentado Antônio Laurentino, que mora na São Geraldo há 16 anos, revela que o lixo que se acumula na mata é trazido de fora e por pessoas de outros bairros. Restos de móveis, resíduos domésticos ainda embalados, além de animais mortos são deixados constantemente na área verde. “Muita gente coloca o lixo na mata e são pessoas de fora, de outros bairros.

Pessoas chegam de outros locais, a qualquer hora do dia, e jogam o lixo aqui. A gente limpa, o carro passa, mas no outro dia fica a mesma coisa”, reclamou.

Em parte do terreno onde existia a comunidade Paulo Afonso o descaso com o meio ambiente continua e o descarte inadequado de lixo é o principal problema. Segundo os moradores da área, quase todos os dias restos de móveis, eletrodomésticos, entulhos de construção e outros resíduos são deixados no local. Para se ver livre do mau cheiro e insetos atraídos pela sujeira, alguns moradores ateiam fogo nos materiais, o que também pode causar danos à reserva.

O procurador-jurídico da Cagepa, Fábio Andrade, informou que a empresa, juntamente com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), reconstruiu o muro que delimita a Mata do Buraquinho, conforme a recomendação judicial. Já sobre o processo de reflorestamento na área onde existiu a comunidade Paulo Afonso, o representante da estatal alegou que a empresa já solicitou a demanda ao Ibama e aguarda uma resposta do órgão federal. No entanto, ainda não há previsão para a execução do projeto.

A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA tentou contato telefônico com a superintendência do Ibama para saber mais informações sobre a ação de reflorestamento. Mas, até o fechamento desta edição não obteve resposta.

INSEGURANÇA E MEDO NO LOCAL
Além da degradação ambiental, as áreas invadidas pelas duas comunidades também favorecem a crimes, como tráfico de drogas e estupros. Moradores das proximidades denunciam que adolescentes estariam utilizando os terrenos abertos na mata para práticas ilegais e temem ser vítimas da violência.

No trecho da mata onde existiu a comunidade Paulo Afonso, os moradores denunciam que adolescentes já foram levadas para a reserva e sofreram abusos sexuais. O local também é propício para esconderijo de assaltantes. “De vez em quando a gente vê garotos entrando aí com mulheres. Como o local é esquisito, eles usam para estupros e também para se esconder da polícia.

À noite aqui é perigoso e muita gente já foi assaltada”, disse um comerciante que preferiu não se identificar.
Já na comunidade São Geraldo, o problema, segundo relato dos moradores, é o tráfico de drogas. A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA esteve no trecho da comunidade, próximo a um motel, e verificou que um grupo de jovens e adolescentes utilizava o “quintal” de uma das casas, localizada praticamente dentro da mata, para usar e comercializar entorpecentes.

Um morador das proximidades que não quis se identificar relata que é constante a entrada de adolescentes e adultos no interior da mata. Segundo ele, a maioria utiliza os fundos das casas como acesso. “Têm dias que eles entram na mata, em grupo, e passam o dia aí. Depois saem drogados. Tem gente até de fora mesmo”, completa.

domingo, 28 de julho de 2013

Mata vira refúgio de bandidos

Falta de proteção por cercas e ocupação irregular dificultam fiscalizações e preocupam moradores, que sofrem assaltos constantes.


 

Francisco França
Criminosos estão usando a área como esconderijo e para descartar objetos
“A gente tem medo, porque não tem como saber quem pode estar escondido nessa mata, observando nossas casas”. A preocupação da moradora (que por medo não se identificou), do bairro Cristo Redentor, em João Pessoa, é compartilhado por outros moradores da rua Daura Morais Moura, que têm como vizinho os resquícios de Mata Atlântica da Mata do Buraquinho. A falta de proteção por cercas e a ocupação desordenada da área dificultam as fiscalizações da Polícia Militar (PM) no local.

Enquanto isso, os moradores do local evitam sair de casa à noite e se tornaram reféns do medo. Os moradores denunciam que a falta de uma cerca de proteção possibilita o ingresso de criminosos no local, que utilizam a área para descartar materiais ilícitos e supostamente como esconderijo.
 
“Há muitas trilhas nessa mata e já comentaram que existe até uma casa lá dentro, que é utilizada como esconderijo. Certa vez, vários homens passaram em um carro, pararam o veículo e jogaram uma sacola. Quando a gente foi olhar, a sacola estava cheia de documentos. Quando telefonamos para os proprietários, descobrimos que todos tinham sido roubados”, contou uma moradora que preferiu não se identificar.
 
Sempre às 18h os moradores se recolhem em suas residências, o que não impede a ação de bandidos. “Ficar na frente de casa, nem pensar. Mas por outro lado, até dentro de casa a gente corre perigo, porque várias residências já foram assaltadas aqui. Meu vizinho possui cerca elétrica e mesmo assim foi assaltado”, contou uma moradora que preferiu não se identificar.
 
Já Antônia Costa (nome fictício), foi assaltada às 15h, a poucos metros de sua residência. Dois homens em uma moto abordaram a vítima, apontaram um arma para sua cabeça e exigiram que ela entregasse todos os pertences. “Muita gente já foi assaltada aqui e o medo da violência impede que a gente saia de casa. Eu acredito que essa mata deveria ser murada, o que poderia evitar o acesso de pessoas que se escondem para praticar crimes”, opinou Antônia Costa.
 
De acordo com o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Bruno Faro, a área em questão pertence à Superintendência do Patrimônio da União (SPU), portanto a recolocação das cercas de proteção seria atribuição do órgão. A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA entrou em contato com a SPU, mas as ligações não foram atendidas.
 
No Ministério Público Federal (MPF), o procurador responsável pela temática, Werton Magalhães, encontra-se em férias, mas a assessoria de imprensa do órgão explicou que a situação da Mata do Buraquinho já foi alvo de ação judicial ainda no ano de 1990, e por enquanto se encontra em fase de execução. O MPF cobrou o reflorestamento de áreas desmatadas por ocupações irregulares.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Jacaré é capturado embaixo de carro em Santa Rita, na Paraíba

24/04/2013 08h37 - Atualizado em 24/04/2013 08h37 

Segundo a PM Ambiental, animal estava 'tranquilo' e saudável. 
Polícia informou que o jacaré tem 1,3 metro de comprimento.
 
Do G1 PB
 
 
Jacaré foi capturado embaixo de carro na cidade de Santa Rita (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Jacaré foi capturado embaixo de carro na cidade de Santa Rita
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Policiais do Batalhão de Policiamento Ambiental capturaram às 5h desta quarta-feira (24) um jacaré  de 1,3 metro de comprimento. De acordo com o soldado Leandro Régis, o animal estava embaixo do carro de um morador que percebeu a presença do réptil quando se preparava para sair de casa com o veículo. Próximo à casa há um rio e os policiais acreditam que as chuvas recentes tenham contribuído para a saída do jacaré do local. A captura ocorreu no bairro de Tibiri, em Santa Rita, Região Metropolitana de João Pessoa.
 
“O jacaré estava tranquilo, o que facilitou o processo de captura com o uso de uma borracha. Além disso, ele estava, aparentemente, em perfeito estado de saúde”, afirmou Leandro Régis. “Os moradores contaram que tiveram um grande susto quando perceberam a presença do animal embaixo do carro da família”, completou.
 
Mesmo tranquilo, o soldado garante que os moradores correram risco. “A mulher do dono do carro percebeu logo a presença do jacaré e acionou a PM Ambiental, atitude indicada para a população em geral. Podemos dizer que esse tipo de animal tem uma das maiores mordidas e, nem de longe, a população deve cogitar em fazer a captura sozinha”, alertou o soldado.


Jacaré foi solto na Mata do Buraquinho, em João Pessoa  (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Jacaré foi solto na Mata do Buraquinho, em João Pessoa
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Após ter sido capturado, o jacaré foi solto na Mata do Buraquinho, em João Pessoa. “Como ele estava aparentemente bem, saudável, não observamos necessidade de triagem e o devolvemos logo à natureza”, finalizou o soldado Leandro Régis.
 
Fonte
 
 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Bombeiros registram dois incêndios na Mata do Buraquinho, na Paraíba

28/01/2013 20h52 - Atualizado em 28/01/2013 20h52 

Casos aconteceram às 13h e no início da noite.
Os dois focos aconteceram próximos à BR-230.
 
Do G1 PB
 
Ocorrências foram registradas às margens da BR-230, nas proximidades da UFPB (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Ocorrências foram registradas nas proximidades da UFPB
(Foto: Walter Paparazzo/G1)

Bombeiros não sabem o que causou os incêndios (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Bombeiros não sabem o que causou os incêndios
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Dois incêndios na Mata do Buraquinho, uma reserva de Mata Atlântica, foram registrados pelo Corpo de Bombeiros nesta segunda-feira (28). Segundo a aspirante Valdene, o primeiro aconteceu por volta das 13h e o segundo no início da noite.

Ambas as ocorrências foram registradas às margens da BR-230, nas proximidades da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). De acordo com a aspirante, havia uma distância pequena entre os dois focos de incêndio.

Os bombeiros foram logo chamados e combateram o fogo para proteger a reserva ambiental. O incêndio foi de pequena a média proporção, conforme informou a aspirante Valdene. O órgão ainda não sabe o que causou as chamas e apenas uma perícia deve revelar o motivo.

Fonte

 

Bombeiros revelam tentativa de provocar incêndio criminoso em reserva na PB



 
 
Dayana Lucas
 
Bombeiros revelam tentativa de provocar incêndio criminoso em reserva na PBImagem de Celular

Flagramos no fim da noite desta segunda-feira (28), na mata do Buraquinho, localizada às margens da BR 230, próximo ao Unipê um foco de incêndio, que segundo denúncia, seria criminoso.

O fato foi confirmado pela tenente do Corpo de Bombeiros Valdênia: "O incêndio é criminoso, em menos de 24 horas foram dois focos no mesmo local", disse.

O primeiro aconteceu por volta de 12:30h, foi controlado. Para surpresa da equipe do Corpo de Bombeiros, a mesma coisa ocorreu pouco tempo depois. Os Bombeiros nas duas ocorrências conseguiram controlar o fogo, evitando que se propagasse para reserva.


 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Seca e poluição podem ter impedido floração dos ipês em João Pessoa

05/01/2013 10h01 - Atualizado em 05/01/2013 10h02

Florada das árvores acontece de setembro a dezembro. 
Ipês fazem parte do cartão-postal de João Pessoa.
 

Do G1 PB com Larissa Keren
Desde 2010 os ipês do centro de João Pessoa não têm uma florada plena (Foto: Felipe Gesteira/Jornal da Paraíba)
Desde 2010 os ipês do centro não têm uma
florada plena
(Foto: Felipe Gesteira/Jornal da Paraíba)
De setembro a dezembro, os moradores de João Pessoa sempre se encantavam com a florada dos Ipês roxo, rosa e amarelos do Parque Solon de Lucena, mais conhecida como a Lagoa, que enfeitavam o centro da cidade. No entanto, nos últimos anos, apenas algumas árvores floriram de forma tímida em pontos isolados do local.

Segundo o chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) da capital, Anderson Fontes, o tempo seco e a poluição podem ser as causas da não floração das árvores.

“Não existe conclusão científica sobre o assunto, mas estudos mostram que os ipês plantados em locais urbanos sofrem bastante influência do calor excessivo, dos gases poluentes liberados pelos carros e pela falta de nutrientes no solo. Este é o cenário em que estão inseridas as árvores da Lagoa. Desde 2010 os ipês do Centro de João Pessoa não têm uma florada plena”, disse Anderson Fontes.
Ele disse, ainda, que as árvores que estão em locais de reserva, como a Mata do Buraquinho e no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, já tiveram sua floração no período correto.

De acordo com Anderson Fontes, a Secretaria de Meio Ambiente faz a catalogação destas árvores.
O chefe da Divisão da Arborização e Reflorestamento da Secretaria de Meio Ambiente, disse, ainda, que várias cidades do Nordeste também sofrem com a não floração dos ipês quando o clima esquenta.

 “Não é um caso isolado de João Pessoa, não. Várias cidades nordestinas que tem ipês em solos urbanos, sem a proteção climática das demais árvores, sofrem com o clima quente. Com a experiência que eu tenho no estudo dos Ipês, acredito que as árvores do centro de João Pessoa não vão florar este ano”, disse chefe da Divisão da Arborização e Reflorestamento da Semam.




domingo, 28 de outubro de 2012

Jacarés são capturados dentro de motel em João Pessoa

27/10/2012 17h31 - Atualizado em 27/10/2012 19h27 

Animais estão sadios e vão ser devolvidos à natureza, diz polícia.
Área de mata facilitou a ocupação do motel pelos animais.


Dois jacarés-do-papo-amarelo foram capturados pelo Batalhão da Polícia Ambiental na tarde deste sábado (27) dentro de um motel, em João Pessoa. Como estão sadios, os animais serão devolvidos à natureza, segundo Batalhão de Polícia Ambiental.
 
De acordo com o sargento Waldir Pereira,  um dos animais tinha porte médio e o outro já era considerado de porte grande. “Como o motel está localizado em área de mata, é comum a Polícia Ambiental realizar capturas desse tipo por aqui. A última, por exemplo, foi há umas três semanas”, contou.

Waldir Pereira disse ainda que a captura dos animais não foi difícil. “Temos técnicas que facilitam o nosso trabalho. Porém, é importante lembrar que a população tome todo o cuidado possível quando vir algum animal desse porte. Uma mordida de jacaré pode dilacerar um dedo, por exemplo”, orientou.

Os animais que, segundo o sargento, estão sadios, vão ser soltos na Mata do Buraquinho, próximo a um açude. “Para finalizar, gostaríamos de pedir para que a população quando presenciar uma ocorrência desse tipo, entre em contado com o policiamento ambiental pelos telefones 190 ou 3218-7222.


domingo, 30 de setembro de 2012

Ocupações ameaçam a Mata Atlântica

Um dos biomas mais ricos e importantes para o ecossistema brasileiro, a Mata Atlântica, sofre a ação da ocupação irregular em João Pessoa.
 



Um dos biomas mais ricos e importantes para o ecossistema brasileiro, a Mata Atlântica, sofre a ação da ocupação irregular em João Pessoa. Nessas áreas, que são consideradas de Preservação Permanente, a chegada das pessoas e das moradias trouxe muito lixo, dejetos e desmatamento – modificando todo o ambiente antes preservado.

Apesar de a capital ter sido a primeira cidade a elaborar um Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, em novembro de 2010, ambientalistas apontaram que as intervenções não foram significativas e a vegetação continua sob constante ameaça.

No bairro do Rangel, por exemplo, a falta de cercamento em trechos da Mata do Buraquinho deixa a vegetação exposta a todo tipo de poluição, além da ação ilegal de retirada de madeira. A mata em questão é uma das 20 áreas vistas como prioritárias pelo plano municipal.

Porém, segundo a presidente da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza (Apan), Socorro Fernandes, em visitas feitas há alguns meses na mata foi constatada a existência de fezes e diversos materiais orgânicos em seu interior. “Por ser uma área pública, não se pode sanear e os moradores acabam direcionando os efluentes para a mata”, completou Socorro, ao acrescentar que o mesmo problema é visto na parte da Mata Atlântica 'ocupada' pela comunidade do Timbó, nos Bancários.

Em visita ao local, a reportagem do JORNAL DA PARAÍBA verificou que canos de concreto que passam ao lado das moradias estão ligados diretamente ao Rio Timbó. O mau cheiro chega a incomodar os próprios moradores do local.

O rio está um filete, estreito por falta da vegetação que segura o solo”, afirmou Socorro, referindo-se à destruição da mata ciliar nas margens do rio – vegetação considerada de preservação e permanente e de grande importância para a proteção dos mananciais. Sem ela, a erosão das margens leva terra para dentro do rio – provocando o assoreamento e mudando os cursos da água.

A presidente da Apan destacou, ainda, que praticamente todas as comunidades ribeirinhas da capital são ocupações irregulares, que devastam a mata ciliar e poluem os rios – entre elas a São José, Padre Hildo Bandeira, São Rafael e Boa Esperança.

“A Mata Atlântica também regula o clima, a temperatura e a chuva. Ao perdê-la, estaremos fadando a cidade de João Pessoa a ter um clima mais quente, e a população a perder em qualidade de vida. No futuro, se a devastação continuar, corremos sérios riscos de escassez de água”, alertou Socorro, ao afirmar que o Plano da Mata Atlântica precisa ser aplicado de forma efetiva “urgentemente”.

No bairro do Tambiá, uma outra reserva ambiental tem sido afetada pela ação da ocupação dos homens. O Parque Lauro Pires Xavier, área prioritária no Plano Municipal de Conservação, está rodeado de residências, comércio e estabelecimentos de serviços.

Dentro do próprio parque, duas famílias construíram casas e ocupam a área há aproximadamente 15 anos – segundo moradores da área que preferiram não se identificar. Várias árvores situadas próximas às construções foram cortadas e grande quantidade de lixo pode ser vista no parque. Como consequência, o Rio da Bomba (que passa pelo local) está bastante poluído.
 

Fonte

sábado, 22 de setembro de 2012

Trilha fotográfica acontece neste sábado em Jardim Botânico na PB

22/09/2012 06h00 - Atualizado em 22/09/2012 06h00

Visitantes vão poder participar de atividades no 'Dia de Defesa da Fauna'.
Jardim Botânico fica na Mata do Buraquinho em João Pessoa. 

Do G1 PB

Jardim Botânico em João Pessoa (Foto: José Lins/Secom-PB)
Trilha fotogrpafica acontece neste sábado (22) na capital
(Foto: José Lins/Secom-PB)
Neste sábado (22) várias atividades vão ser promovidas no Jardim Botânico de João Pessoa duante o "Dia de Defesa da Fauna". Os visitantes vão poder participar de uma trilha fotográfica a partir das 9h. Na ocasião cada fotógrafo, profissional ou amador, poderá registrar e inscrever seu trabalho na exposição. Os visitantes também participam de  trilhas para a visualização de animais da Mata do Buraquinho.

As atividades especiais do ‘Dia de Defesa da Fauna’ têm por objetivo agregar valores ambientais ao cotidiano das crianças, jovens e adultos que visitam o Jardim Botânico, apresentando a temática da interação fauna e flora, com enfoque na Mata do Buraquinho. As trilhas serão realizadas durante todo o dia, com grupos saindo pela manhã às 9h e às 10h e, pela tarde, às 14h e às 15h, sempre acompanhados de biólogos. O visitante deverá estar usando calças compridas e sapatos.

O Jardim Botânico está localizado na Mata do Buraquinho, em João Pessoa, e é considerado um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica em área urbana do País. É uma instituição que mantém coleções documentadas de plantas diversas, possui flora e fauna nativas e tem a finalidade de dar suporte a atividades de pesquisa, fomentar a conservação, promover educação ambiental e lazer contemplativo. O Jardim Botânico está aberto à visitação de terça-feira a sábado, das 8h às 17h. Mais informações pelo telefone: (83) 3218-7880.

Jardim Botânico em João Pessoa (Foto: José Lins/Secom-PB)
Jardim Botânico está localizado na Mata do
Buraquinho (Foto: José Lins/Secom-PB)
Fotografias
As fotografias selecionadas serão exibidas em meio virtual, através das redes sociais e no site da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), na última semana deste mês. Poderão se inscrever fotógrafos amadores e profissionais, nas seguintes categorias: criança (até 13 anos), jovens (de 14 a 17 anos), adulto amador, adulto profissional e fotos de celular.

Serão aceitas apenas as fotos tiradas neste sábado (22) e todas passarão por uma avaliação para garantir que atendam aos critérios estabelecidos no regulamento disponível no site da Sudema. As inscrições serão realizadas nesse mesmo dia, até 16h, mediante preenchimento de uma ficha e apresentação da imagem em formato digital.

Dia de Defesa da Fauna
No dia 21 de setembro de 2000, o então presidente Fernando Henrique Cardoso assinou o Decreto n° 3.607, que designou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) como autoridade administrativa para, efetivamente, implementar a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES). Esse tratado internacional, também conhecido como Convenção de Washington, é de 3 de março de 1973 e tem o Brasil como seu signatário desde 1975. O Decreto foi publicado no Diário Oficial em 22 de setembro, data então do início de sua vigência.

Fonte

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O verde das cidades brasileiras visto do espaço

Paulo André Vieira*
 

Nossa primeira viagem via satélite pelas áreas verdes das cidades rendeu muitas curtidas, comentários e emails dos leitores. Recebemos várias sugestões de áreas verdes urbanas, principalmente no Brasil, que mereciam ter entrado em nossa lista. Embarcamos então no Google Earth e fomos conferir as dicas dos leitores. Abaixo vocês podem ver o resultado de nossa viagem, agora se mantendo exclusivamente dentro de nosso país. As imagens foram retiradas do Google Earth.


Jardim Botânico Benjamim Maranhão, João Pessoa


O Jardim Botânico Benjamim Maranhão, antes popularmente conhecido como Mata do Buraquinho, é a maior floresta densa e plana cercada por área densamente urbanizada do mundo. O parque conta com espécies animais e vegetais típicas da mata atlântica. Além de área de lazer, o jardim botânico tem o objetivo de estudar espécies da fauna e da flora, desenvolver atividades de educação ambiental e preservar o patrimônio genético das plantas. Desde a criação do jardim botânico são visíveis as invasões às margens da reserva, onde podem ser constatados casos de subtração de território de preservação, assim como desmatamento.

Serra da Cantareira, São Paulo


A Serra da Cantareira abrange os municípios de São Paulo, Guarulhos, Mairiporã e Caieiras. Sua encosta sul pertence ao Parque Estadual da Cantareira, com 7.916 hectares, apresentando normas rígidas de preservação da mata atlântica nativa e portando poucas trilhas. Possui cobertura vegetal de mata atlântica além de diversidade de fauna e flora, abrigando cerca de 200 espécies de aves, dentre elas o tucano-de-bico-verde e o macuco. A Serra sofre atualmente diversos impactos e ameaças como as ocupações irregulares, desmatamentos e despejo ilegal de lixo e entulho.

Reserva Florestal Adolpho Ducke, Manaus


A Reserva Florestal Adolpho Ducke, com 100 km2, é limítrofe ao perímetro urbano da cidade de Manaus. Se encontra coberta por uma típica floresta tropical úmida de terra firme da Amazônia, ou Floresta Densa Tropical. A reserva se encontra em excelente estado de conservação, e não é aberta à visitação pública, com visitas permitidas apenas para propósitos de pesquisa e educação. Em sua borda encontra-se o Jardim Botânico Adolpho Ducke, o maior do mundo, possuindo mais de 5 km² de área para pesquisas e mais de 3km de trilhas, que levam o visitante ao interior da mata primária onde é possível encontrar árvores como um angelim-pedra (Dinizia excelsa) de 40 metros e 400 anos de idade.

Jardim Botânico, Brasília


O Jardim Botânico de Brasília foi o primeiro do Brasil com um ecossistema predominante de cerrado, e sua área já estar em parte delimitada desde a construção da cidade. Possui uma área de cerca de 5 mil hectares, dos quais 526 hectares são abertos à visitação, com plantas nativas e exóticas devidamente identificadas, além de uma trilha ecológica com 4.500 metros.

Parque Natural Morro do Osso, Porto Alegre


O Parque Natural Morro do Osso é um parque municipal de Porto Alegre, criado em 1994, e que oferece uma das mais belas vistas da cidade. Um dos últimos redutos de Mata Atlântica da região, o Morro do Osso é habitado por aves silvestres e bugios ruivos. O parque dispõe de uma sede com auditório para atividades educacionais e programas de educação ambiental. Visitas orientadas podem ser agendadas por instituições de ensino e pesquisa. Em abril de 2004 um grupo da etnia kaingang iniciou o processo de ocupação da porção oeste do Morro do Osso. Muitos ecologistas, incluindo a direção do parque, se manifestam contra presença dos indígenas no local, alegando serem eles a principal ameaça às fauna e flora existente no morro.

Parque Metropolitano de Pituaçu, Salvador


O Parque Metropolitano de Pituaçu está situado na orla marítima de Salvador. Com 425 hectares de área e um cinturão de Mata Atlântica, é fonte de lazer e turismo para a cidade com sua fauna e flora diversificadas, além da beleza da Lagoa de Pituaçu. Em 2006, foram plantados no entorno da lagoa, exemplares de pau-brasil, aroeira, pau-pombo, jenipapeiro, cajá, mangaba, cedro e ipês roxo e amarelo, visando a repor a área da mata perdida. O maior problema enfrentado pelo parque é a construção de grandes prédios que praticamente invadem a reserva, além da construção de uma nova avenida que deve cortar o parque.

Parque Ambiental do Utinga, Belém


O Parque Estadual do Utinga, localizado entre os municípios de Belém e Ananindeua, tem 1.340 hectares de área de floresta de terra firme, várzea e igapós, onde vivem várias espécies de mamíferos, répteis, anfíbios e insetos, além da grande variedade de aves e flora diversificada. Abriga os Lagos Bolonha e Água Preta, responsáveis por 60% da água que chega às casas dos municípios de Belém, Marituba e Ananindeua.

Parque Ecológico do Rio Cocó, Fortaleza


O Parque Ecológico do Rio Cocó é uma área de conservação localizado na cidade de Fortaleza. O manguezal do Rio Cocó em seus trechos preservados formam uma mata de mangues de rara beleza, situado no coração de Fortaleza onde várias espécies de moluscos, crustáceos, peixes, répteis, aves e mamíferos compõem cadeias alimentares com ambientes propícios para reprodução, desova, crescimento e abrigo natural. Por ter toda a sua área dentro do município de Fortaleza em região de grande desenvolvimento urbano, os limites do parque estão constantemente sofrendo problemas de impacto ambiental e degradação do bioma.


*Com informações da Wikipedia.

Fonte


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

54,4% da capital tem vegetação


Levantamento da Semam-JP mostra que percentual da cobertura verde na capital paraibana é de 54,4%, superando média nacional.

 

Rizemberg Felipe
Dos 211,474 quilômetros quadrados (km²) de extensão da cidade, 115.041 são ocupados por espécies da flora brasileira


Mais da metade do território da capital paraibana ainda é coberta por vegetação, segundo levantamento feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam-JP). Dos 211,474 quilômetros quadrados (km²) de extensão da cidade, 115.041 são ocupados por espécies da flora brasileira e de outras nacionalidades. O percentual da cobertura verde é de 54,4% e supera a média nacional. Em outras cidades brasileiras, a flora ocupa entre 14% a 35% dos territórios.

Só nas praças, calçadas e canteiros centrais de João Pessoa, a estimativa é que existam cerca de 150 mil árvores plantadas, atualmente. Se dividido pelo número de habitantes, esse número equivale a uma árvore para cada grupo de cinco pessoas, já que a população pessoense está estimada em 723 mil moradores, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de considerar satisfatória, a Semam acredita que essa proporção ainda pode ser alterada e a cidade possuir até mais árvores que habitantes. O engenheiro agrônomo e coordenador dos trabalhos de arborização da Semam, Anderson Fontes, explica que a capital possui reservas ambientais que conservam resquícios da Mata Atlântica. A principal delas é a Mata do Buraquinho, com 570 hectares de área verde. “Além dela, temos parques como o Arruda Câmara e o Cuiá, que contribuem”, completa.

O especialista ainda acrescenta que as áreas verdes estão presentes nos 65 bairros da cidade. A Semam ainda não elaborou um inventário arbóreo, mas estudos preliminares constataram a existência de árvores nas 7.333 ruas da cidade. As espécies mais comuns são exóticas e oriundas de outras regiões do mundo. Para ampliar a quantidade de espécies pertencentes à flora brasileira, a Semam começou a fazer introduzir na cidade árvores nativas da Mata Atlântica.



sábado, 30 de junho de 2012

PM Ambiental resgata raposa dentro de mercadinho em João Pessoa

30/06/2012 10h52 - Atualizado em 30/06/2012 10h52
 
Polícia teve trabalho para conseguir o capturar o animal arisco.
Animal será solto em seu habitat natural, na Mata do Buraquinho.


Do G1 PB
 
Raposa se escondeu atrás dos móveis (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Raposa se escondeu atrás dos móveis do mercadinho
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Uma visitante inusitada apareceu na manhã deste sábado (30) em um mercadinho no bairro Castelo Branco, em João Pessoa. Ao abrir o estabelecimento, o dono do local encontrou uma raposa em uma das prateleiras. Assustado, ele chamou a polícia.
De acordo com o sargento Moreira da Polícia Ambiental o animal era muito arisco e demorou a ser capturado. Segundo ele, o bicho deveria estar procurando por comida, pois no local existe uma criação de galinhas.

O policial informou ainda que a raposa não apresentava ferimentos e será solta na Mata do Buraquinho, que fica próximo ao local onde ela foi encontrada e é habitat natural do animal.



sábado, 7 de abril de 2012

Polícia Ambiental resgata 3 preguiças neste sábado (7) em João Pessoa

07/04/2012 18h36 - Atualizado em 07/04/2012 18h36
  
Dois dos animais corriam risco de morrer quando foram resgatados.
Preguiças foram encontradas no Valentina, Bancários e Castelo Branco.
 
Do G1 PB
 
Preguiça foi retirada de fio de alta tensão no Valentina (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Preguiça foi retirada de fio de alta tensão no Valentina (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Três preguiças foram resgatadas pela Polícia Ambiental em diferentes pontos de João Pessoa apenas neste sábado (7). As ocorrências foram registradas nos bairros do Valentina, Bancários e Castelo Branco.

O caso mais recente foi no Valentina, próximo ao Cuiá, onde o animal estava pendurado em um fio de alta tensão. Segundo o sargento Dornelas, da Polícia Ambiental, a preguiça corria risco de morrer eletrocutada na rede de energia.

Animal corria risco de morrer eletrocutado (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Animal corria risco de morrer eletrocutado
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Ele disse que é comum encontrar esses animais em fios ou postes da cidade. “Às vezes os postes estão perto das árvores e elas vão se arrastando até chegar lá”, explicou.

Devido ao grande número de curiosos no local, o trânsito ficou congestionado na Ladeira do Cuiá.

Nos Bancários, a preguiça foi resgatada no quintal de uma casa do conjunto por volta das 15h. No Castelo Branco, o resgate aconteceu na Universidade Federal da Paraíba. De acordo com o sargento Dornelas, o animal estava na grade da universidade, quase indo para a rua, quando foi capturado por volta das 13h. “Ela também corria risco, uma vez que esses animais atravessam a rua lentamente e muitas vezes os carros não os veem”, disse.

Como estavam sadias, as três preguiças foram soltas dentro da Mata do Buraquinho, reserva de Mata Atlântica localizada em João Pessoa.


domingo, 18 de março de 2012

João Pessoa tem o triplo de áreas verdes recomendadas pela ONU

Domingo, 18/03/2012


 
Aline Guedes

Clima mais ameno, ar mais puro, melhor infiltração da água das chuvas. Vários são os benefícios que a Mata do Buraquinho traz para a qualidade de vida dos pessoenses. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a Paraíba possui apenas 16,11% da Mata Atlântica original remanescente, no Estado. Apesar da queda drástica de área verde ao longo dos anos, a reserva ainda é considerada a maior em área urbana do País, um pulmão que oxigena o desmatamento fruto da verticalização de construções na Capital. Conservar o que restou do bioma é um desafios de toda sociedade e que será discutido na Conferência Rio+20, que acontece entre os dias 20 a 22 de junho, na capital carioca.

A importância desse “pulmão verde” é tamanha que João Pessoa possui 40m² de áreas verdes por habitante, quase o triplo da média ideal recomendada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que é de 15m². O dado positivo é resultado da grande concentração de Mata Atlântica em espaços isolados, como o Parque Arruda Câmara, os espaços no entorno da UFPB e a própria Mata do Buraquinho. De acordo com uma pesquisa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), os bairros situados próximos à reserva possuem até cinco graus de temperatura a menos, comparado ao resto da cidade. “Além do refrigério natural, a vegetação da Mata do Buraquinho faz com que as águas das chuvas sejam mais absorvidas, evitando as enchentes e ainda purifica do ar”, afirmou a secretária de Meio Ambiente de João Pessoa, Lígia Tavares.

Mata tem 10 trilhas abertas ao público
Túneis de bambuzal fecham o céu e espécies exóticas de plantas colorem o caminho. Esse é o cenário encantador do principal atrativo do Jardim Botânico Benjamim Maranhão: as trilhas, onde são desenvolvidos percursos interpretativos que abordam temas sobre a Mata do Buraquinho, a Mata Atlântica e o Rio Jaguaribe. Nelas, o visitante entra em contato com o ar puro e a mata virgem, vislumbrando um universo de natureza intacta que impressiona a população acostumada com o asfalto e concreto da vida urbana. “Recebemos muitos turistas aqui e todos se surpreendem com a riqueza da fauna e flora. Muitos revelam que não acreditavam que ainda existissem lugares como aqui”, conta a guia e educadora ambiental do JBBM, Janicleide dos Santos.
São 12 trilhas, mas só 10 são abertas ao público. “Essas outras duas são mais utilizadas em pesquisas. Restringimos o acesso também porque o solo é mais encharcado e possuem difícil acesso”, explicou o biólogo Pedro Gadelha. A maior trilha possui mais de 1,5 km, mas é possível juntar um percurso a outros. “Existem trilhas mais fáceis, onde crianças, idosos e até deficientes físicos podem participar, algumas moderadas e outras difíceis, onde é necessário um bom condicionamento físico para atravessar o percurso íngreme e alguns obstáculos”, disse a diretora Suênia Oliveira.

Essa central de purificação possui 515 hectares. A grandeza do conglomerado verde pode ser vista em qualquer registro aéreo de João Pessoa e está no entorno de seis bairros (Jaguaribe, Bancários, Torre, Rangel, Água Fria e Castelo Branco) e duas comunidades (São Geraldo e São Rafael) da Capital. O rio Jaguaribe também atravessa a reserva. Dentro dela, está inserido o Jardim Botânico Benjamim Maranhão (JBBM), o maior do Nordeste, com 343 hectares. Existem quatro JB no Nordeste: em João Pessoa, em Recife, em Salvador e no Piauí.

“No Brasil, são 30 Jardins Botânicos registrados, mas também existem alguns parques que não possuem registro no Ministério do Meio Ambiente. O diferencial de João Pessoa é que é uma reserva totalmente natural. A maioria dos Jardins Botânicos são construídos em estufa”, explicou a diretora do JBBM, Suênia Oliveira.

João Pessoa não possui um aparelho para medir a poluição do ar, mas os ambientalistas acreditam que a filtragem feita pela mata é considerável. A constatação é baseada no fenômeno da fotossíntese. As árvores retiram o gás carbônico (CO2) da atmosfera, o absorvem e liberam oxigênio (O2) no ar,  armazenando o carbono.

Mais de 500 espécies catalogadas
Já foram catalogadas mais de 500 espécies de plantas no JBBM, desde espécies mais comuns até espécies mais difíceis de ser encontradas. Alguns exemplos são: macaíba, ipê, jatobá, cajá, sucupira, gameleira, copiúba. Também são encontradas muitas espécies exóticas na Mata do Buraquinho, como mangueira, dendê, algumas ornamentais. “Uma espécie que temos aqui e está em risco de extinção é o jacarandá branco. Algumas raras são o ticum e peroba”, conta o biólogo Pedro Gadelha.

Os animais não são tão fáceis de ver. Segundo o biólogo, eles se assustam com a presença do homem. Mas em silêncio e com um pouco de sorte, é possível flagrar um teju, um macaco ou uma preguiça percorrendo a mata. Muitos estudos sobre a fauna ainda estão sendo realizados por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mas já foram registradas ocorrências de preguiça, sagui, duas espécies de jacaré (do papo amarelo e o coroa), além de várias espécies de cobras, insetos, aves, cutia e raposa.

A sede do Batalhão da Polícia Ambiental funciona dentro do Jardim Botânico e conta com mais de 100 agentes. Rondas periódicas são feitas no local para garantir a segurança, porém, segundo a diretoria do JBBM, nunca houve nenhuma ocorrência dentro do Jardim.

A visitação no Jardim acontece de terça a sábado, das 8h até as 17h. São disponibilizados dois horários de trilha (9h e 14h). Também são oferecidas oficinas de reaproveitamento de materiais e jardinagem, porém só com agendamento prévio, através do telefone 3218-7880. Todas as atividades são gratuitas. Para grupos acima de 10 pessoas (escolas, universidades, empresas) é necessário marcar com a direção do Jardim. É obrigatório o uso de calças compridas e sapato fechado para fazer as trilhas.

Turismo controlado é estratégia para preservar
O turismo controlado é a estratégia do Jardim Botânico Benjamim Maranhão para preservar as trilhas e a biodiversidade da Mata do Buraquinho, em João Pessoa. Apenas 200 pessoas visitam o parque semanalmente e, segundo a direção do Jardim, o número é considerado ideal para não causar impacto no bioma.

“Não é nosso objetivo receber um grande público, como o da Bica, por exemplo. Quanto mais contida a presença do homem, maior a conservação do bioma”, explica a diretora do JBBM, Suênia Oliveira. O pisoteio constante causa alargamento nas trilhas, perda de vegetação, além do impacto auditivo e olfativo que a presença do homem causa nos animais. “Eles se assustam quando estamos por perto. Afinal de contas, estamos entrando no habitat deles”, afirma. A maior parte dos visitantes vem ao Jardim através de grupos de escolas e universidades. Durante as férias, o fluxo aumenta bastante, principalmente aos sábados.

Por esse motivo, as trilhas do JBBM não podem ser feitas de bicicleta ou qualquer outro veículo, mas apenas a pé e com o acompanhamento de um guia autorizado. O parque é uma área de preservação permanente desde 1989, através de um decreto do Ibama. Apesar da redução de Mata Atlântica na Paraíba, as áreas de invasão em Jaguaribe não são consideradas perdas para a direção do JBBM. “Quando o parque foi criado, esses locais já estavam invadidos, então não podemos dizer que o espaço foi reduzido. Pelo contrário, com a retirada da comunidade Paulo Afonso, em Jaguaribe, a nossa área foi ampliada”, disse Suênia.

No Rio+20, representantes do JBBM estarão presentes na comissão paraibana da Caatinga. “A rede brasileira de JB’s vai ter uma representação nacional. Por isso, vamos apoiar e dar subsídio para outros biomas na Conferência”.

Em relação ao título de cidade mais verde do país que João Pessoa chegou a ganhar na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Eco-92), o biólogo afirma que tudo foi uma questão de marketing. Foi levado em consideração o número de árvores por habitante. Mas se um dia João Pessoa foi mesmo a capital mais verde do Brasil, atualmente, muito dessa natureza se perdeu com o desenvolvimento imobiliário. “Bancários e Altiplano são dois exemplos. O crescimento desordenado invadiu áreas verdes para a construção de imóveis e hoje é quase impossível ver árvores nesses locais”.

“Esse lugar é uma maravilha”
Em uma das rotas, a visão exuberante do enlace natural de uma gameleira com um dendezeiro batiza um dos percursos mais procurados: a trilha do abraço. Já na trilha da preguiça, como o próprio nome sugere, o visitante poderá ver de perto o mais ilustre habitante da fauna local, o bicho preguiça.

É em busca de todas essas surpresas da natureza que os turistas vêm até o Jardim Botânico, como a artista plástica Naedja Maciel que trouxe a amiga Karen Riggs dos Estados Unidos para fazer uma trilha. “Esse lugar é uma maravilha. Para nós duas, que amamos jardinagem, ver toda essa diversidade de plantas foi um deleite. Fazemos caminhada em parques lá na Califórnia, mas nada comparado à imensidão daqui”, contou Naedja.

A estudante Veruska Fernandes, mesmo morando em João Pessoa, conheceu o parque pela primeira vez na última semana. “Queria fazer uma coisa diferente e decidi vir aqui. Adorei percorrer a trilha e com certeza pretendo voltar”, disse.
 


 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Manaíra e Cabo Branco são ilhas de calor

Cidades,
Domingo, 26/02/2012

Álisson Arruda

A temperatura entre os bairros de João Pessoa varia até 5,32º C e os níveis mais altos de ‘ilhas de calor’ e desconforto térmico estão concentrados em Manaíra e Cabo Branco. Segundo pesquisa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), as altas temperaturas são resultado do aumento da área edificada e pavimentada, e a consequente redução de áreas verdes. A projeção feita pelo estudo é que, daqui a 50 anos, as ilhas de calor estarão espalhadas por toda cidade e os bairros atingirão o nível mais alto na classificação de desconforto térmico.



Segundo o geógrafo do Departamento de Engenharia e Meio Ambiente do Campus IV da UFPB, Joel Santos, autor da pesquisa “Campo térmico urbano e sua relação com o uso e cobertura do solo em João Pessoa”, os bairros próximos à orla da Capital apresentaram as maiores diferenças de temperatura em relação à Mata do Buraquinho, considerada como ponto de referência nas condições térmicas para a população, por ser um local que se assemelha ao ambiente rural. “Quem mora na orla subentende-se que mora bem, mas as áreas mais nobres têm os piores parâmetros”, frisou.

Após Manaíra, seguem na lista dos bairros mais incômodos para os moradores em relação à temperatura os de Cabo Branco, Bancários, Centro e Mangabeira. Segundo o pesquisador, os dados são preocupantes, pois afetam diretamente a qualidade de vida da população.

A pesquisa monitorou 10 pontos e aplicou um questionário aos moradores para conferir o nível de incômodo em diferentes temperaturas. “Para calcular o índice de desconforto térmico, utilizamos os dados de temperatura e umidade do ar de cada local. Em Manaíra, a ilha de calor foi de 5,32º C a mais que a Mata do Buraquinho”, esclareceu Joel Santos.

“Isso ocorre em função dos tipos de materiais empregados para pavimentação e cobertura do solo associado ao aumento da área edificada nesses bairros e sua urbanização, que compromete a cobertura vegetal desses ambientes”, afirmou, acrescentando que no período seco a intensidade da ilha de calor é ainda maior em relação ao período chuvoso. Já o ponto que mais se aproximou no local de referência foi o bairro dos Expedicionários. De lá até a Mata do Buraquinho a diferença é de 3,52ºC. A justificativa está no fato de o bairro ser residencial com áreas verdes ainda preservadas e pouca verticalização.

Sensação térmica é parcialmente desconfortável
A sensação térmica dos habitantes de João Pessoa, de maneira geral, está classificada como parcialmente confortável ou desconfortável no período seco e de confortável a parcialmente confortável nos meses de chuva. No entanto, daqui a 50 anos, se forem mantidas as médias de crescimento da temperatura e de redução da umidade do ar, não haverá mais áreas consideradas confortáveis e todo o território será classificado na escala mais alta do Índice de Desconforto Térmico (IDT).

A pesquisa realizada na UFPB fez um levantamento do crescimento da temperatura desde 1963 e constatou que há um aumento de 0,034ºC a cada ano e uma diminuição de 0,049 na umidade relativa do ar. “A temperatura do ar e o nível de conforto térmico têm tendência crescente e a umidade relativa tendência decrescente. Esses dados são baseados nos testes estatísticos para série temporal de temperatura e umidade relativa do ar referente há 48 anos de medições realizada pelo Estação Meteorológica do  INMET localizada na Br – 230”, esclareceu o professor Joel Santos.

De acordo com os dados da pesquisa, os cenários dos níveis térmicos indicam condições de forte desconforto ambiental para os anos de 2050 e 2060, durante o período seco, e desconfortável para o período chuvoso no ano de 2060 em toda área de estudo. Para os anos de 2020, 2030 e 2040 são previstos níveis de conforto térmico desconfortáveis para o período seco e parcialmente confortável para o período chuvoso. “O bairro de Manaíra é mais preocupante porque será o primeiro a entrar numa situação alarmante”, destacou. 

Intensidade máxima do calor ocorre à noite
A intensidade máxima da ilha de calor urbano em João Pessoa varia entre 3,33 °C e 5,32 °C e é um fenômeno que geralmente ocorre durante o período noturno. O pesquisador Joel Santos esclareceu que isso ocorre porque a intensidade máxima de temperatura e umidade relativa do ar são essencialmente diurnos e, com isso, a pavimentação absorve a energia e calor solar durante o dia e  libera à noite.

Ele afirmou que a pavimentação de asfalto é a mais prejudicial porque tem o poder de absorver ainda mais calor do que refletir. Os dados coletados na pesquisa comprovaram aquilo que as pessoas já sentem nas ruas, que são temperaturas mais elevadas sempre entre às 11 h e 14 h, e as mínimas nas primeiras horas da manhã. “Mesmo que o pico da ilha de calor seja registrado mais à noite, o desconforto é maior durante o dia por causa da maior taxa de insolação”, destacou.

Pesquisa da UFPB calcula aquecimento causado pela urbanização
A pesquisa da UFPB é pioneira na Paraíba no sentido em que conseguiu fazer uma amostragem para investigar todo o perímetro urbano e calcular o aumento do desconforto térmico como resultado do processo de urbanização da cidade. “Os trabalhos produzidos nessa área do conhecimento para João Pessoa eram mais pontuais, se tratando de praças, bairros e ruas, e agora, temos um referencial para toda cidade”, destacou o professor Joel Santos, acrescentando que os dados obtidos podem servir de subsídio para o planejamento e a gestão ambiental do município.

A pesquisa foi resultado de um trabalho de conclusão de doutorado em Recursos Naturais e faz parte de financiamento de um projeto aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os trabalhos foram feitos por dois anos e nove meses, incluindo o período de medição das variáveis de temperatura e umidade relativa do ar durante três meses no período chuvoso e seco.

Foram instalados equipamentos chamados termo-higrômetro em postes de telefonia para coletar dados de temperatura e umidade, e o entorno de cada ponto foi mapeado para verificar o uso do solo e material empregado. Ele disse que, apesar de a pesquisa ter feito a comparação entre 10 pontos, é preciso considerar que as condições térmicas de determinado local podem se estender a outros bairros próximos ou variar dentro no mesmo bairro. Com isso, os moradores da comunidade São Rafael, no Castelo Branco, por exemplo, são diretamente beneficiados com as condições térmicas da Mata.

“A ideia era verificar como esses materiais de recobrimento interferem nas condições do campo térmico (desconforto térmico, formação de ilhas de calor, etc) do clima urbano da cidade”, explicou o pesquisador. Após essa etapa, foi feita a análise dos dados para se conhecer as condições de conforto e desconforto térmico da população, com a aplicação de 300 questionários em horários distintos.

Verticalização precisa seguir parâmetros ambientais
A verticalização nas construções em João Pessoa está crescendo a cada ano, mas precisam ser planejadas para garantir qualidade de vida dos moradores. “Se antes se tinha o crescimento das áreas urbanizadas, hoje nós verificamos o aumento da verticalização. Não condeno isso, mas deve ser planejada. A cidade está crescendo levando em conta a questão da especulação imobiliária, mas precisa de parâmetros ambientais”, afirmou.

Ele defende que o uso e ordenamento territorial da cidade devem levar em consideração critérios que não sejam meramente econômicos, mas que também envolvam critérios que garantam conforto para os cidadãos. Além disso, ele afirmou que os resultados da pesquisa reforçam a importância na legislação que proíbe a construção dos espigões próximos à orla.

Segundo o professor Joel Santos, por causa de um crescimento despreocupado com o meio ambiente, a gestão pública hoje está tentando corrigir, por exemplo, o erro de ocupação em áreas de risco nas margens de rio. Para ele, a saída é continuar retirando as pessoas dos locais inadequados e investir na ocupação comprometida com a questão ambiental, valorizando a cobertura vegetal, mantendo as áreas que ainda têm e repondo ou implantando novas áreas verdes.

Para ele, áreas verdes são fundamentais para manter a qualidade de vida da população e devem estar bem distribuídas no perímetro urbano. Isso porque, áreas verdes criadas ou preservadas distantes das áreas de maior crescimento urbano não conseguem resolver o desconforto térmico dos moradores. “Tem certa influência na cidade como um todo, mas é restrito para locais com ilhas de calor mais intensas”, alertou.

Estudo teve parceria de professores da UFCG
A pesquisa foi realizada com orientação do professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Vicente de Paulo Rodrigues da Silva,  e do professor Eduardo Rodrigues Viana de Lima, da UFPB. Também colaboraram com os trabalhos os professores Angelina Dias Leão Costa e Lincoln Eloi de Araújo, ambos da UFPB. Alunos do curso de graduação e pós-graduação de geografia, ecologia e arquitetura também participaram do estudo.

De acordo com o professor Joel Santos, os resultados da pesquisa em João Pessoa não diferem muito do que foi verificado em outras capitais do Nordeste. No entanto, ele diz que é preciso estar atento ao porte da cidade que não é tão grande como Recife e Fortaleza, por exemplo. Segundo ele, o objetivo agora é estudar a variação gradual das condições de temperatura e umidade do ar ao se afastar dos pontos analisados. Isso poderá revelar, por exemplo, até onde vai a influência da Mata do Buraquinho nos bairros vizinhos.

Manaíra é bairro mais quente da Capital
Para suportar o calor no bairro de Manaíra, considerado o mais quente segundo a pesquisa da UFPB, os moradores precisam colocar ventiladores e ar condicionados em vários cômodos da casa. É o caso da artista plástica Edclée Carvalho. Para ela, “nem ar condicionado consegue vencer o calor e é preciso até levar um ventilador portátil dentro de casa”.

Ela relatou que há mais de dez anos mora no bairro e acredita que a sensação de calor só aumenta. “Sinto muito calor aqui e a impressão que dá é que a cada ano a temperatura só aumenta. Não tem como dormir sem ar condicionado e para trabalhar eu tenho que ligar o ar condicionado e o ventilador no ateliê. Todos os cômodos da minha casa têm ventilador no teto. Só na sala coloquei dois porque senão ninguém aguenta”, disse.

De acordo com a artista plástica, mesmo no inverno, são poucos os dias que ela se sente confortável apenas com as janelas do apartamento abertas. Ela disse que, ao longo dos anos, verifica a construção de prédios e redução das áreas verdes. “As praças do bairro são pouco arborizadas. Era para ser tudo verde para ver se melhorava essa temperatura. Nem nos canteiros das ruas têm árvores”, defendeu.

Manaíra será um dos bairros atendidos pelo projeto de arborização da Prefeitura da Capital. A meta  é arborizar 285 ruas em oito bairros, em zonas residenciais. Pelo menos10 mudas serão plantadas por rua, totalizando 2.850 mudas. Em Manaíra, serão arborizadas as avenidas João Câncio da Silva, Monteiro da França, Esperança, João Franca e Ingá.

Semam se baseia em pesquisa para plantar árvores
Os técnicos da Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) já tomaram conhecimento da pesquisa através de um evento acadêmico, mas como o trabalho foi apresentado só em dezembro do ano passado, ainda não foi possível utilizar os resultados como referência para os projetos da Prefeitura de João Pessoa. No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa da Semam, o setor já possui um levantamento que consta no projeto “João Pessoa verde para o mundo” e no Planejamento da Arborização Urbana para 2012. Nesse levantamento a Semam priorizou áreas que apresentam menor cobertura vegetal e maior índice de urbanização, que são fatores que provocam a formação de ilhas de calor.

Por esses motivos, os bairros da orla foram contemplados, segundo a secretária de Meio Ambiente da Capital, Lígia Tavares.  “A Constituição Estadual sobre a limitação dos gabaritos na orla é clara no que diz respeito à construção de prédios no litoral paraibano. Entendemos que a Constituição deve ser respeitada. A zona costeira, em todo território da Paraíba, é patrimônio ambiental, cultural, paisagístico, histórico e ecológico”, afirmou.

Por isso, ela disse que é preciso estar atento à lei, que limita a construção de prédios acima de 35 metros de altura nos 500 metros de largura a partir da preamar de sizígia, que é a maior maré registrada no litoral. “Já na primeira quadra da praia,  deve ser respeitado o limite de 150 metros da maior maré, só podendo ser construídos prédios de até 12 metros e 90 centímetros”, complementou Lígia Tavares.

PMJP elaborou projeto de arborização
A prefeitura de João Pessoa elaborou um planejamento de arborização urbana para este ano. As áreas foram sugeridas pelos técnicos da Semam, considerando a demanda da população e a necessidade de alguns locais específicos. Foram observados critérios como áreas públicas, parques, praças e zonas comerciais e residenciais com baixo índice de arborização, além de novos loteamentos.

Segundo o planejamento, serão arborizadas 133 escolas e CREIs, e 127 unidades de saúde; zonas residenciais em Cidade Verde, Bairro das Indústrias, Cidade Verde Mangabeira, Bairro dos Estados, Manaíra, Tambaú, Cabo Branco, Mangabeira VII e José Américo; zonas comerciais, como a Avenida Epitácio Pessoa e Centro; corredores ecológicos, como o Engenho Triunfo, em Mumbaba; além de plantio em áreas de preservação permanente ou degradadas, como o Parque Natural Municipal do Cuiá, girador da UFPB, Parque Temático Augusto dos Anjos, Bosque das Águas, Parque Parayba e áreas de mata ciliar e nascente do Rio Cabelo. 

João Pessoa foi primeira a ter Plano da Mata Atlântica
Segundo a Semam, a gestão municipal está preocupada com as questões ambientais e, por isso, João Pessoa foi a primeira cidade brasileira a elaborar o Plano da Mata Atlântica. Lançado em novembro de 2010, o Plano foi elaborado pelos técnicos da Divisão de Estudos e Pesquisas (DIEP) da Semam, em parceria com Fundação SOS Mata Atlântica. Em junho passado, a Câmara de Vereadores aprovou o Sistema Municipal de Áreas Protegidas (SMAP), que define e estabelece critérios e normas para criação, implantação e gestão das Unidades de Conservação (UCs) da natureza e parques administrados pela prefeitura.

Segundo a Semam, com o sistema a cidade efetivou uma política de conservação e recuperação do meio ambiente, por meio da criação e gestão de áreas protegidas no município. O SMAP estabeleceu os parques de requalificação ambiental, visando ampliar a qualidade ambiental para as áreas de moradia popular.

Além disso, o Viveiro Municipal de Plantas Nativas da Prefeitura de João Pessoa foi contemplado com projeto do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF), gerido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que vai beneficiar cerca de 100 coletores de sementes e viveiristas na Mata Atlântica e mais 300 famílias de extrativistas na Amazônia.  A ação fortalece a produção de sementes e mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, para restauração florestal no Nordeste. O Viveiro produz mudas recomposição de áreas degradadas. Em 2011, produziu 38.766 mudas de árvores nativas e distribuídas outras oito mil mudas.