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sábado, 7 de outubro de 2017

PB tem cinco praias impróprias para banho e ondas vão de 0,1 m a 2,6 m

João Pessoa, Cabedelo, Baía da Traição e Pitimbu têm praias impróprias, diz Sudema. 
Por G1 PB
Praia da Penha, João Pessoa (Foto: Gabriel Costa/G1/Arquivo)
Praia da Penha, João Pessoa (Foto: Gabriel Costa/G1/Arquivo)
Marés
Às 11h08 deste sábado (7) a maré deve chegar a 0,1 m, segundo o Banco Nacional de Dados Oceanográficos (BNDO), o que se repete às 23h30. As marés altas vão ser às 5h04 e às 17h24, chegando a 2,6 m e 2,5 m respectivamente. No domingo (8), a maré mais baixa é às 11h51 com 0,2 m. As mais altas do dia são às 5h47 e 18h06, ambas com 2,5 m.

Praias próprias para o banho

Mataraca
  • todas
Baía da Traição
  • Camaratuba
  • Cardosas
  • Giz Branco
  • Baía da Traição
  • Trincheira
Rio Tinto
  • todas
Lucena
  • todas
Cabedelo
  • Miramar
  • Mato
  • Formosa
  • Areia Dourada
  • Camboinha
  • Poço
  • Ponta de Campina
  • Intermares
João Pessoa
  • Bessa I e II
  • Caribessa
  • Tambaú
  • Cabo Branco
  • Seixas
  • Jacarapé
  • Arraial
  • Camurupim
  • Barra de Gramame
Conde
  • Jacumã
  • Carapibus
  • Tabatinga
  • Coqueirinho
  • Tambaba
  • Barra do Graú
Pitimbu
  • Bela
  • Barra do Abiaí
  • Pitimbu
  • Guarita
  • Azul
  • Coqueiros
  • Acaú/Pontinha
Praias impróprias para o banho
Cabedelo
  • Jacaré - à esquerda do estuário do rio Paraíba;
João Pessoa
  • Manaíra - em toda sua extensão - e Penha;
Conde
  • Amor - nas proximidades da desembocadura do Rio Gurugi
Baía da Traição
  • Praia do Forte
Pitimbu
  • Praia do Maceió - às margens da desembocadura do Rio Engenho Velho

Fonte

sábado, 30 de setembro de 2017

PB tem cinco praias impróprias e 44 excelentes para banho neste fim de semana, diz Sudema

Maré vai chegar a 1,8m às 12h49, céu deve ficar parcialmente nublado e radiação solar deve chegar ao extremo. 
Por G1 Paraíba

Praia do Bessa é uma das consideradas excelentes; céu deve ficar parcialmente dublado neste sábado (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Praia do Bessa é uma das consideradas excelentes; céu deve ficar parcialmente dublado
neste sábado (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Cinco praias estão impróprias para banho neste fim de semana na Paraíba, mas outras 44 foram consideradas com excelente condição de balneabilidade pela Sudema, de acordo com o relatório publicado na sexta-feira (29). As outras sete praias do litoral foram consideradas em condição muito boa ou satisfatória. 

A maré mais baixa deste sábado (30) vai ser registrada às 6h32 e às 18h51, ambos os horários com 0,8m, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). Às 12h49, a maré deve chegar ao seu máximo no dia, com 1,8m. O céu deve ficar entre parcialmente nublado a claro em todo o litoral paraibano e a temperatura deve variar entre 22°C e 29°C. E o Índice de Radiação Ultravioleta (IUV) nas cidades do litoral deve chegar 12, considerado extremo, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Praias consideradas excelentes para o banho
  • Mataraca - todas
  • Baía da Traição - todas
  • Rio Tinto - todas
  • Lucena - todas
  • Cabedelo - Miramar, Formosa, Camboinha, Ponta de Campina e Intermares
  • João Pessoa - Bessa II, Tambaú, Busto de Tamandaré, Penha, Jacarapé, Arraial, Camurupim, Barra de Gramame
  • Conde - Jacumã, Carapibus, Tabatinga, Coqueirinho, Tambaba, Barra do Graú
  • Pitimbu - Bela, Abiaí, Guarita, Azul, Coqueiros, Acaú/Pontinha
Praias impróprias para o banho
  • Cabedelo
  • Jacaré - à esquerda do estuário do rio Paraíb
  • João Pessoa
  • Manaíra - em toda sua extensão
  • Conde
  • Amor - nas proximidades da desembocadura do Rio Gurugi
  • Jacumã - 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Maceió de Jacumã
  • Pitimbu
  • Maceió - 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho Engenho Velho
Tábua de marés
  • 0h - 1,8m
  • 6h32 - 0,8m
  • 12h49 - 1,8m
  • 18h51 - 0,8m




domingo, 20 de setembro de 2015

Voluntários recolhem lixos de praias do litoral da Paraíba neste sábado

19/09/2015 06h00 - Atualizado em 19/09/2015 17h29 

Ação acontece durante o Dia Mundial da Limpeza de Praias e Rios.
Limpezas vão acontecer em João Pessoa, Rio Tinto e Cabedelo.
 
Do G1 PB
 

Dia Mundial de Limpeza de Praias e Rios acontecem também em cidades da Paraíba (Foto: Karlilian Magalhães/Acervo FMA.)
Dia Mundial de Limpeza de Praias e Rios acontece na Paraíba
(Foto: Karlilian Magalhães/Acervo FMA)
Grupos de voluntários vão realizar uma ação de limpezas de praias, rios e lagos em João Pessoa, Cabedelo e Rio Tinto neste sábado (19), durante o ‘Clean Up Day’, considerado o Dia Mundial da Limpeza de Praias e Rios. Além dessas cidades da Paraíba, a ação ocorre simultaneamente em várias cidades do Brasil e de outro países. Segundo os organizadores da ação na Paraíba, o objetivo é aproximar as pessoas das questões ambientais e conscientizar a população sobre a grande quantidade de lixo depositado na natureza.
 
As ações vão acontecer nas praias do Cabo Branco, Intermares, Camboinha e Barra de Mamanguape. Em Rio Tinto, as atividades começam às 8h, com a concentração dos grupos na Associação de Moradores de Lagoa de Praia, para início da coleta de lixo. Já as 9h, será a saída para coleta de lixo.

Um lanche vai ser realizado às 11h, quando também acontecem a pesagem e sistematização dos dados da atividade e exibição de filmes sobre Resíduos Sólidos do Cine Tela Verde. Essas atividades acontecem na Associação de Moradores de Lagoa de Praia. Durante a noite, a partir das19h, acontece um 'Arrastão Cultural', na Comunidade da Barra de Mamanguape.
Em Ponta de Campina a campanha vai ser coordenada pelo grupo Catação Cabedelo, com o apoio da Alliance Empreendimentos. A partir das 14h30, os voluntários e interessados em participar vão se reunir em frente a um restaurante, com luvas e sacolas, farão o trabalho de coleta de lixo. O evento ocorre anualmente no terceiro sábado de setembro e mobiliza vários grupos de meio ambiente e ONGs em um dia de limpeza nas principais praias urbanas.

A coordenadora do grupo Catação, Danielle Almeida, considera que esse é um trabalho que estava faltando em Ponta de Campina, pois praia acumula muito lixo, chegando a prejudicar a fauna local. “Nós encontramos lixos estranhos aqui. É muito fácil vermos shampoo, condicionador, protetor solar, pacote de arroz, margarina e até embalagens de origem estrangeira, que suspeitamos ser de embarcações. Em Ponta de Campina também observamos a morte frequente de tartarugas marinhas em decorrência do descarte incorreto de lixo no meio ambiente”, relata.

O grupo vai seguir pela faixa de areia focando nos principais pontos de correnteza, como a curva da praia e o local próximo à barreira de contenção. Com essa ação do Clean Up Day, o grupo pretende dar início ao desenvolvimento de um programa de sustentabilidade para a Praia de Campina com o intuito de conscientizar os moradores do local e implementar melhorias que ajudem a manter a limpeza na praia.
 
Fonte

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Polícia desarticula rinha de galo e 14 pessoas são detidas na Paraíba

31/08/2015 10h47 - Atualizado em 31/08/2015 10h47 

Pessoas foram autuadas por maus tratos a animais.
Além disso, foi aplicada uma multa de R$ 19 mil.
 
Do G1 PB

 
Uma rinha de galos foi desarticulada no domingo (30) pela Polícia Militar na cidade de Rio Tinto, no Litoral Norte paraibano. Segundo a Polícia Militar, durante a abordagem no local, 14 pessoas foram conduzidas à Delegacia da Polícia Civil e 38 galos que participavam dos combates promovidos pelos apostadores foram resgatados.
 
De acordo com a polícia, a ação aconteceu em conjunto entre policiais da 2ª Companhia Independente e Batalhão de Polícia Ambiental e também aplicou R$ 19 mil em multas às pessoas que foram detidas e, com isto, autuadas por maus tratos a animais.

O comandante da 2ª Companhia Independente, capitão Alberto Filho, disse que os policiais chegaram ao local, que fica na Aldeia Jaraguá, através de informações levantadas pelo Núcleo de Inteligência da companhia. “É mais uma rinha de galos desarticulada na região, com apoio fundamental do Batalhão Ambiental, o que resulta em uma ação de combate aos maus tratos que os animais estavam sofrendo”, disse.

A polícia relatou que uma das pessoas encontradas na rinha foi um homem de 52 anos que, após consulta ao nome dele, os policiais dizem ter descoberto que ele estava com um mandado de prisão em aberto por crime de homicídio em João Pessoa.
 
Fonte
 
 

sábado, 11 de abril de 2015

Projeto Orla desenvolve ações em Pitimbu, no Litoral Sul da Paraíba

11/04/2015 16h06 - Atualizado em 11/04/2015 16h06 

Oficinas para construção do Plano de Gestão aconteceram em janeiro.
Ações sobre ocupações irregulares já foram realizadas.
 
Do G1 PB
  
Praia de Pitimbu (Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)
Município de Pitimbu aderiu ao Projeto Orla em 2014 (Foto: Francisco
França/Jornal da Paraíba)
Completando 11 anos de atuação, o Projeto Orla continua em andamento e neste início de 2015 está atuando no município de Pitimbu, Litoral Sul da Paraíba. A cidade já recebeu as oficinas com representantes do projeto e agora planeja as mudanças que vão ser feitas nas próximas etapas.

O projeto nacional de ordenamento dos espaços litorâneos sob domínio da União “permite a discussão, planejamento e execução de ações que visem a solução de conflitos de interesses quanto ao uso, forma e destinação dessas áreas de forma participativa e transparente”, como explica a gerente Sandra de Freitas Figueiredo, da Gerência Regional do Patrimônio da União na Paraíba (SPU-PB).

Em Pitimbu, que aderiu ao projeto no início de 2014, as atividades começaram no dia 19 de janeiro deste ano. Na ocasião, foi realizada uma oficina técnica de construção do Plano de Gestão, realizando os primeiros levantamentos sobre os problemas sociais e de infraestrutura existentes na orla da cidade. Esse trabalho de percepção deve ser concluído em abril.
 
De início, já foram desencadeadas algumas ações da agenda paralela em parceria com a Sudema e a Prefeitura Municipal, sobre ocupações irregulares em Praia Bela, problemática dos resíduos sólidos ao longo de toda a orla e em especial em Pontinha. Ao término da produção do Plano de Gestão, diversos projetos de reordenamento serão debatidos e aprovados em um comitê criado com os representantes da sociedade civil e dos setores públicos do município de Pitimbu, além dos integrantes da SPU. Só então, as ações e obras serão iniciadas.
 
Praia de Pitimbu recebe ações do Projeto Orla (Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)
Praia de Pitimbu recebe ações do Projeto Orla (Foto: Francisco França/
Jornal da Paraíba)
 
Sandra relata que a crescente demanda de ocupação das áreas costeiras pelo mercado imobiliário e de exploração de seus recursos para a expansão do turismo, e de outras atividades econômicas, representa risco ao ordenamento desses espaços do ponto de vista da sua sustentabilidade socioambiental.
 
A gestora esplica que o planejamento integrado e participativo das zonas costeiras torna-se foco de instrumentos institucionais voltados para a construção de ambientes de interação e parceria entre os diferentes setores da sociedade e, para a negociação dos diversos interesses incidentes. "Com esse objetivo foi criado o 'Projeto Orla', que se constitui em uma importante política de gestão participativa dos espaços litorâneos brasileiros, conduzida em torno do planejamento e da mediação de conflitos”, explica a gerente da SPU-PB.
 
No Paraíba, desde 2004, já aderiram sete dos nove municípios situados no litoral: João Pessoa, Cabedelo, Conde, Lucena, Mataraca e Baía da Traição, estando esse último em fase de conclusão. O Município de Pitimbu está iniciando os trabalhos, enquanto que Rio Tinto e Marcação ainda não se inscreveram no projeto.
 
Segundo o superintendente do Ideme, Otávio Mendonça, em João Pessoa e na praia de Coqueirinho, no município do Conde, “é possível visualizar as mudanças positivas no processo de reurbanização da orla marítima, que foram concebidas sob a ótica do Plano de Gestão Integrada, produzido pelo Projeto Orla”.

Como aderir ao projeto orla?
Os municípios interessados em aderir ao projeto podem obter a ficha de adesão pela internet, ou solicitá-la diretamente à Coordenação de Gerenciamento Costeiro no respectivo órgão ambiental estadual ou na Gerência Regional do Patrimônio da União. Uma vez preenchida, deve ser encaminhada, pela prefeitura, à Coordenação Estadual do Projeto, para análise e definição de uma agenda de trabalho.


 

domingo, 29 de março de 2015

Reserva apresenta laços entre Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga

Em 29 de março de 2015 às 13:50

Do Redeeconews.com no Nordeste

Abelha-azul na Rebio Guaribas Foto: LSoares/Redeeconews.com
Numa paisagem dominada por vastos canaviais, três áreas descontínuas de Mata Atlântica despontam como sinais de sobrevivência da floresta a aproximadamente 50 quilômetros da capital paraibana, João Pessoa: elas formam a Reserva Biológica Guaribas, administrada pelo Instituto Chico Mendes para Conservação e Biodiversidade (ICMBio).  Duas dessas áreas estão localizadas no Município de Mamanguape (PB). A terceira, separada das demais pela BR-101, é praticamente envolvida pela zona urbana de Rio Tinto (PB).  Juntas, somam 4.028 hectares.

O desmatamento e a caça provocaram o desaparecimento de algumas espécies na região,  como porcos-do-mato, veados, anta, primatas e grandes carnívoros, entre eles as onças.
 
Guariba-de-mãos-ruivas
A Rebio Guaribas abriga centenas de espécies vegetais e animais, muitas incluídas na lista de espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Uma delas, o guaribas-de-mãos-ruivas (Allouata belzebul) inspirou o nome da reserva. Eles são raros no Nordeste, até mesmo nesse recorte preservado do bioma. E foi pura sorte a equipe do Redeeconews.com conseguir gravar imagens de um pequeno grupo desses primatas nas copas das árvores, após uma longa trilha (clique aqui para acessar vídeo).

Outra raridade, fotografada só a grande distância pela nossa equipe,  foi um único inseto reluzente, de cor verde-azulada, visitando flores por um breve instante. Pela foto, o analista ambiental do ICMBio, Afonso Leal, identificou de imediato como sendo uma abelha (Ordem Hymenoptera, superfamília Apoidea), “por causa das pernas posteriores dilatadas e o aparelho bucal longo”. Ele enviou a foto ao entomólogo Celso Feitosa Martins, professor da Universidade Federal da Paraíba, que confirmou a informação. Martins acrescentou que a abelha pertence à tribo Euglossini. As espécies dessa tribo estão entre as mais importantes pelo trabalho de polinização de muitas espécies nativas de florestas tropicais. São conhecidas como “abelhas das orquídeas”, porque os machos apresentam uma íntima relação com as flores de um grande número de espécies da família Orchidaceae.

Cerrado e Caatinga na Mata

Coroa-de-frade
Quem entra na reserva pela primeira vez se surpreende. A vegetação própria da Mata Atlântica mostra forte ligação com formações da Caatinga, a vegetação típica do semiárido, ou do Cerrado, encontrando-se espécies como Melocactus depressus (uma das espécies de coroa-de-frade) Acacia (Acácia), Anadenanthera (Angico-do-cerrado), Croton (Sangra d’água), Spondias (cajá), Hymenaea courbaril (Jatobá), Tabebuia avellanedae (Pau d’árco roxo), entre outras.

Foto: LSoares/Redeeconews.com
Nas três áreas e seu entorno, a vegetação é constituída por formações secundárias florestais e savânicas, áreas de tensão ecológica existentes nos contatos entre essas duas formações e sistemas secundários ou antrópicos, aqueles modificados pela intervenção humana.

O relevo também chama a atenção. Predominam planícies fluviais e marinhas - com grande acúmulo de sedimentos de origem marinha, fluvial e lacustre - e os tabuleiros costeiros, que possuem uma cobertura arenosa branca com aproximadamente um metro de espessura, encobrindo sedimentos areno-argilosos. De acordo com o Plano de Manejo da reserva, o Cerrado encontrado nos tabuleiros reforça a hipótese dessas áreas serem remanescentes de uma distribuição mais ampla e antiga dos domínios dos Cerrados.

Na região chove entre 1.750 e 2.000 milímetros anuais. A estiagem dura geralmente entre dois e três meses, de outubro a dezembro. A evapotranspiração é elevada, com temperaturas que variam de 24 °C a 36 °C.

Pesquisas - Várias pesquisas importantes são realizadas com a participação da equipe da Rebio Guaribas. Uma delas, em andamento, faz parte do Projeto Malha, em parceria com a

Mangaba
Universidade Federal de Lavras (MG), que abriga o Centro Brasileiro de Ecologia de Estradas, coordenado pelo professor Alex Bager. Os pesquisadores estão coletando dados sobre atropelamentos de fauna nas rodovias do entorno.

"Há também interação com universidades federais e estaduais do Rio do Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba, entre outras. Em um dos trabalhos, pesquisadores da UFPB e da Fiocruz realizam expedições num estudo sobre Leishmania e Tripanossoma na Mata Atlântica. Há ainda pesquisas com insetívoras (Drosera) e um importante trabalho com ecologia de pequenos mamíferos, que irá estudar como essa fauna se comporta entre a reserva biológica e o canavial", disse o chefe da Rebio, Getúlio Freitas.

Espécies – Atualmente, os analistas ambientais do ICMBio estão fazendo um novo levantamento das espécies da Rebio Guaribas, juntamente com profissionais de várias instituições que desenvolvem ou desenvolveram pesquisas de mestrado e doutorado nas três áreas da reserva.

Mas o levantamento original dá uma dimensão da importância da área preservada:  espécies como Manilkara salzmanii (Massaranduba), Tabebuia spp. (Pau d’arco), Apuleia leiocarpa (Jitaí-amarelo), Bowdichia virgilioides (Sucupira), Brosimum discolor (Quiri), Ficus sp. (Gameleira), Cariniana legalis (Jequitibá Rosa) e Lecythis luschnathii (Sucupira) destacam-se pelo elevado porte dos indivíduos com que são frequentemente encontrados no interior da floresta.

Entre as espécies mais importantes em densidade destacam-se Ocotea bracteosa (Louro), Caesalpinia echinata (Pau Brasil), Protium heptaphyllum (Amescuaba/Amesclão), P. spruceanum (Amescla de resina, cheiro) e Inga blanchetiana (Ingá caixão).

Vegetação na área de tabuleiro Foto: LSoares
No sub-bosque, predominam Piper arboreum e P. caldense (ambas, Pimenta-de-macaco), enquanto que no estrato herbáceo-arbustivo, Heliconia acuminata (Flor-papagaio) e H. hirsuta (Três hastes), além de várias espécies de Pteridophytas.

Das espécies arbóreas e arbustivas mais abundantes, destacam-se Anacardium occidentale (caju), Byrsonima sp (murici), Curatella americana (Caju bravo), Hancornia speciosa (Mangabeira) e Ouratea hexasperma (Bate butá).

Histórico
Rebio Guaribas Foto: LSoares/Redeeconews.com
O documento que define o plano de manejo da Rebio Guaribas relata que, nos séculos XVI e XVII, o litoral paraibano foi alvo da introdução do cultivo da cana-de-açúcar, especialmente nas várzeas dos rios Paraíba, Mamanguape, Una Miriri, Camaratuba e Gramane.  Os rios Camaratuba e Mamanguape são os mais próximos à Rebio Guaribas e estão diretamente relacionados às comunidades do entorno da reserva.

O solo e o clima favoráveis fizeram com que a indústria canavieira se desenvolvesse no litoral paraibano, desencadeando o surgimento dos primeiros engenhos. Do século XVI até o século XX, processos contínuos de expulsão do agricultor tradicional descapitalizado e dos grupos indígenas ocorreram à medida que a monocultura da cana-de-açúcar ia sendo estabelecida. Ainda assim, conviviam no mesmo espaço agrário os grandes monocultores, os pequenos e dependentes agricultores e os índios  Potiguara.

No século XX, os conflitos relativos ao uso do espaço e dos recursos ambientais tornaram-se mais acirrados.

No início da década de 1960, o modelo colonizador já havia destruído grande parte da Mata Atlântica em favor da plantação da cana-de-açúcar, mas o cultivo se limitava às várzeas de solos aluviais e algumas encostas do tabuleiro. Nessa época, apenas cinco usinas dominavam todo o cenário do litoral paraibano.

Os solos pobres e arenosos da região, na visão da época, garantiam a presença de muitas lavouras de subsistência e de extratos de Mata Atlântica, já que os mesmos não eram aproveitados pelos produtores da cana.

Proálcool e pressões
Um novo impacto na região ocorreu em 1975, com a criação do Programa Nacional do Álcool (Proálcool), lançado com o objetivo de conter gastos com a importação de petróleo. O governo federal ofereceu créditos subsidiados aos produtores de cana-de-açúcar e desencadeou um novo ciclo de ocupação das terras anteriormente destinadas à pequena agricultura, ocupação indígena e áreas de vegetação natural, provocando alterações na dinâmica e na organização do espaço rural da porção oriental do Estado da Paraíba.

Somente em janeiro de 1990 foi oficialmente criada a Reserva Biológica Guaribas. O processo de implantação se iniciou com a transferência definitiva das terras que anteriormente constituíam reservas legais de assentamentos do INCRA nos municípios de Mamanguape e Rio Tinto para a Secretaria de Meio Ambiente (SEMA).

Projeto prevê interligar áreas 1 e 2
Os três fragmentos que formam a Rebio Guaribas são denominados Sema 1, 2 e 3 (alusão à antiga Secretaria Especial de Meio Ambiente, que antecedeu o Ministério do Meio Ambiente).

Atualmente, existe a expectativa de interligar as áreas de reserva em Mamanguape (Sema 1 e 2), para ampliar as condições de sobrevivência das espécies, ameaçadas pela fragmentação causada por rodovias (BR-101 e rodovias estaduais), cultivos agrícolas e atividades industriais.

Apesar da fiscalização, outras ameaças também persistem: a caça, a retirada de madeira e alguns incêndios na mata.  Uma pequena equipe de brigadistas trabalha para proteger as plantas e os animais. Eles dizem que as investidas diminuíram, mas reconhecem que ainda falta muito para acabar.

Fonte


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Projeto usa sonar para pesquisar vida do peixe-boi em estuário na Paraíba

14/02/2015 20h01 - Atualizado em 14/02/2015 20h01

Peixe-boi é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil.
Projeto acontece no estuário do Rio Mamanguape.




 
Do G1 PB


Projeto Peixe Boi usa sonar para fazer pesquisas em Mamanguape, na Paraíba (Foto: Acervo / Fundação Mamíferos Aquáticos)
Pesquisadores querem conhecer a população de Peixe Boi no estuário do
Rio Mamanguape (Foto: Acervo / Fundação Mamíferos Aquáticos)
Pesquisadores da Fundação Mamíferos Aquáticos estão usando a tecnologia de sonar para pesquisar a população de peixe-boi marinho na Paraíba. O objetivo do Projeto Biologia Populacional do Peixei-Boi Marinho é localizar os peixes-bois marinhos no estuário da Área de Proteção Ambiental (APA) da Barra do Rio Mamanguape. O animal é considerado o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil.
 
O projeto é realizado em parceira com a Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Universidade Federal do Ceará (UFC) e conta com o patrocínio da iniciativa privada. O sonar é colocado na lateral de uma embarcação e faz uma varredura no local. Além da distribuição e abundância, o projeto também estuda dados comportamentais e bioacústicos dos animais.

Segundo a bióloga responsável pelo projeto, a ideia surgiu após um censo aéreo feito em 2010 no Nordeste. A APA da Barra do Rio Mamanguape foi escolhida por ser historicamente uma das principais áreas de concentração deste animais. "Estamos trabalhando para estimar a população desta localidade com uma nova metodologia que está sendo implantada aqui no Brasil nos últimos anos. Nós passamos pelo estuário com este aparelho que faz a captação de imagens com base no som acústico que estes animais emitem embaixo d’água", explica. Na frente da embarcação, a equipe fez uma cabine onde foi acoplado um monitor de vídeo, por onde os pesquisadores conseguem fazer a leitura das imagens captadas pelo sonar.

Cinco profissionais participam das buscas no rio: dois observadores, um pesquisador, um responsável pela anotação dos dados e um piloto, que faz manobras pré-estudadas pelo projeto que facilitam a pesquisa. Ainda é usado um hidrofone, que capta o som feito pelos animais.

Projeto Peixe Boi usa sonar para fazer pesquisas em Mamanguape, na Paraíba (Foto: Acervo / Fundação Mamíferos Aquáticos)
Pesquisadores adapataram a embarcação para instalar equipamento (Foto: Acervo /
Fundação Mamíferos Aquáticos)

Fonte

sábado, 17 de janeiro de 2015

Revitalização do Rio Paraíba e implementação de Unidades de Conservação são metas do Governo

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 - 17:03




A revitalização do Rio Paraíba, a criação, delimitação e a implementação de Parques Estaduais são os eixos prioritários da Secretaria Executiva do Meio Ambiente, além do Plano Estadual de Resíduos Sólidos, em elaboração, e o programa de combate à desertificação do semiárido paraibano.


De acordo com o secretário executivo do Meio Ambiente, Fabiano Lucena, o Parque Estadual tem grande importância para o estado.  “O Parque Estadual das Trilhas, recém-criado, é o maior dos parques e, sem dúvida alguma, tem uma importância singular, sobretudo para as pessoas que praticam o ciclismo e outros esportes naquela área”, destacou.
 
Com a criação do Parque das Trilhas, João Pessoa passa a ser uma das cidades do Brasil com maior área de Mata Atlântica protegida por unidade de conservação. Somando o parque com a reserva Mata do Buraquinho, são mil hectares de floresta conservados.

O parque tem sofrido invasões. Pessoas estão retirando areia do local de forma irregular, já que a área é de preservação ambiental. “É preciso uma ação imediata do poder público no sentido de dar solução a esses problemas”, acrescentou o secretário Fabiano Lucena.

O governador Ricardo Coutinho assinou o decreto que cria a Unidade de Conservação Parque Estadual das Trilhas dos Cinco Rios em setembro de 2014. A meta é fazer a preservação da segunda mais importante área remanescente da Mata Atlântica. Antes de o decreto ser assinado, a proposta foi submetida a uma consulta pública.
 
O nome do Parque faz referência aos rios existentes dentro da área de conservação – Cuiá, Aratu, Jacarapé, Mangabeira e Mussuré. A unidade também abriga os Riachos Sanhauá e Estivas. Dentro de todo esse território, existem trilhas já utilizadas pela comunidade.

Além do Parque das Trilhas, a Paraíba tem as seguintes Unidades de Conservação:

- Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro, 607 hectares, localizada no Município de Areia.
- Reserva Ecológica Mata do Rio Vermelho, 1.500 hectares, em Rio Tinto.
- Parque Pico do Jabre, 500 hectares, em Matureia e Mãe d’Água.
- Monumento Natural Vale dos Dinossauros, 40 hectares, na Cidade de Sousa.
- Parque Estadual Pedra da Boca,157,3 hectares, no Município de Araruna.
- Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, em Cabedelo.
- Jardim Botânico Benjamim Maranhão 329,4, em João Pessoa.
- Parque Estadual da Mata do Xém-Xém, 182 hectares, na Cidade de Bayeux.

O Estado da Paraíba tem diversas áreas com potencias para criação de novas Unidades de Conservação. É grande a diversidade de paisagens distribuídas entre áreas úmidas (Manguezais, Cerrado, Mata da Restinga, Mata Atlântica, Brejos de Altitudes e Matas Serranas) e áreas semiáridas, com cobertura florestal de caatinga, apresentando uma estratificação entre a caatinga arbórea fechada das serras e a caatinga arbustiva aberta.
 
Após a conclusão do mapeamento e diagnóstico florestal, o estado vem selecionando áreas que apresentam potencialidades para a criação de novas Unidades de Conservação.



 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Cana-de-açúcar é o produto agrícola mais produzido na PB, aponta IBGE

16/12/2014 12h54 - Atualizado em 16/12/2014 12h54
 
Paraíba produziu 6 milhões de toneladas do produto, um aumento de 3,9%.
Santa Rita foi a cidade da PB que mais produziu cana-de-açúcar em 2013.
 
Do G1 PB
A cana-de-açúcar é o produto agrícola mais produzido na Paraíba, conforme mostra a Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2013, divulgada nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, foram produzidas 6.094.359 toneladas do produto em 2013, um aumento de 3,9% em relação a 2012.

O valor da produção de cana-de-açúcar em 2013 foi de R$ 386 milhões, ainda segundo o IBGE. A área destina à colheita do produto foi de 122.070 hectares, sendo que o rendimento médio é de 49.927 kg por hectare.
 
A cidade paraibana que mais produziu cana-de-açúcar em 2013 foi Santa Rita, com 930 mil toneladas do produto. O valor da produção foi de R$ 58,5 milhões no município. A lista segue com Pedras de Fogo (900 mil toneladas), Sapé (855 mil toneladas) e Rio Tinto (600 mil toneladas).

O segundo produto agrícula com maior produção na Paraíba foi o abacaxi, com uma produção de 285.715 toneladas em 2013. O valor da produção neste ano foi de R$ 325 milhões. Itapororoca é a cidade que mais produziu abacaxi no passado, com 75 mil toneladas produzidas. Porém, a quantidade de abacaxi produzida no estado teve uma queda de 3,03% de 2012 para 2013.

Extração vegetal
O IBGE também divulgou dados sobre a Produção de Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2013. O produto mais explorado na Paraíba é a lenha, com 470.697 toneladas produzidas em 2013. O valor da produção foi de R$ 9,6 milhões.

Em relação aos produtos alimentícios, o mais explorado é a castanha de caju. A Paraíba produziu 239 toneladas do produto em 2013, um crescimento de 4,82% em relação a 2012. O Brasil, no entanto, teve uma queda de 4,03% na produção desse produto.

O produto de extração vegetal que teve o maior aumento de produção na Paraíba em 2013 foi a mangaba, com um crescimento de 6,74%. Em contrapartida, o Brasil teve uma queda de 5,61%. Foram 95 toneladas produzidas na Paraíba em 2013.


 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Poluição em estuários da Paraíba coloca em risco qualidade da água no litoral

08/03/2014



O trabalho que identificou os riscos realizou levantamento e análise do uso do solo e a qualidade da água de rios que desembocam no litoral central do estado. O Gramame e o Miriri foram alguns dos que tiveram os seus estuários analisados. Nos ambientes estuarinos são encontradas formas de vida em que qualquer alteração pode trazer danos. Como a população pratica pesca e agricultura nos rios e nos seus entornos, essas atividades tendem a modificar o ambiente. A repórter Ana Daniela conversou com o orientador do projeto, Eduardo Rodrigues Viana. Ele é professor do Departamento de Geociências da UFPB. 

Clique aqui, para escutar a reportagem.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Cerâmica paraibana vira objeto de estudo de artigo científico

Pesquisadora focou em temas como responsabilidade social e desenvolvimento sustentável

Postado em por edificar

Por Hallita Avelar

Cerâmica paraibana vira objeto de estudo de artigo científicoA cerâmica Salema foi tema de um artigo científico de autoria da pesquisadora Juliana Pedroso Nunes, pós-graduanda em Comunicação e Mídia Digitais pela Satc, de Santa Catarina. A aluna optou por utilizar a empresa paraibana como objeto de estudo para tratar de assuntos como responsabilidade social e ambiental.
 
Segundo a análise da pesquisadora, a cerâmica em questão se mostra interessada nas questões que dizem respeito ao meio ambiente, contando inclusive com um projeto de reflorestamento, com o objetivo de evitar o uso de árvores nativas ou a utilização de combustíveis fósseis, que pode esgotar as reservas do planeta. Mais de 400 mil pés de eucalipto já foram plantados por meio do projeto.
 
Além disso, cerca de 5% da receita da empresa é destinada a ações e projetos de responsabilidade social. Ainda de acordo com o texto, a Salema “participa ativamente do desenvolvimento da comunidade em que se situa (...), oferecendo programas de educação para jovens e adultos e capacitação profissional, treinamentos e cursos”.
 
Para a realização do artigo, a estudante entrevistou o diretor da empresa e ainda coletou informações no site. Datada de 1981, a Salema tem sua sede no município de Rio Tinto, na Paraíba.

 

domingo, 12 de janeiro de 2014

PF investiga fraude que beneficia o superintendente da pesca e deputado estadual

João Pessoa, 11/01/2014 - 11h00

Esquema foi denunciado por pescadores que revelam benefícios a aliados de Juntahy


 A Polícia Federal iniciou investigações sobre graves denúncias de uso político e de desvio de verbas envolvendo a Superintendência do Ministério da Pesca e Aquicultura na Paraíba (MPA/PB). Fruto das denúncias, o Ministério suspendeu, desde o último dia de 2013, a emissão de novas carteiras profissionais de pescador em todo o Brasil. O teria sido montado para beneficiar aliados do deputado estadual Juntahy Menezes (PRB) que indicou o superintendente Samuel Lemos.

Representantes da Federação dos Pescadores e Aquicultores da Paraíba (Fepesca-PB) e de diversas Colônias de Pescadores denunciaram o esquema fraudulento neste final de semana. Segundo eles, o MPA/PB estaria cadastrando falsos pescadores, entregando-lhes carteiras profissionais, Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs), cestas básicas e parcelas do Seguro Defeso (que somam mais de R$ 2 mil), todos benefícios de programas do Governo Federal. Para isso, no entanto, funcionários do Ministério cobrariam valores que variam de R$ 300 a R$ 1.000.

“No Ministério da Pesca existe hoje um tratamento diferenciado, dito em alto e bom som: se o pescador estiver do lado deles, tem tudo, sem estiver do outro lado, não tem nada. E o lado deles é o lado do deputado estadual Jutahy Menezes e do superintendente Samuel Lemos”, afirmou o presidente da Fepesca, Zélio Silva. Segundo ele, as carteiras dos pescadores filiados a Colônias que se posicionam do lado do MPA são emitidas em cerca de 30 dias, enquanto existem carteiras de Colônias não-alinhadas “mofando” há mais de um ano.

A presidente da Colônia de Pescadores de Patos, Ivanilda Souza, denunciou que no município foram desviadas mais de 200 cestas básicas, de 300 enviadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social via MPA. “Além das cestas básicas que nunca apareceram, as que chegaram foram entregues a aliados políticos dos dirigentes do Ministério, quando deveriam ser repassadas à diretoria da Colônia, e, mesmo assim, ainda contemplaram pessoas que nem pescadores são”, revelou Ivanilda. Representantes das Colônias de Aroeiras e Rio Tinto também denunciaram o favorecimento e a perseguição política por parte de funcionários do MPA/PB.

Para Janderley Batista, da Colônia de Pescadores de Coremas, existe uma quadrilha agindo na Paraíba. A organização criminosa seria formada por cerca de dez pessoas, incluindo funcionários do MPA/PB e outros agentes contratados. Todos os nomes já foram informados à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal. “A imoralidade, a corrupção no Ministério é imensa. São registros feitos com data retroativa de pessoas que pagam por isso ou são do grupo político do superintendente Samuel Coelho de Lemos, aliado do deputado pastor Jutahy”, garantiu.

A Fepesca e as Colônias representativas dos pescadores esperam agora que as autoridades competentes tomem as devidas providências para eliminar do Ministério da Pesca na Paraíba qualquer vestígio de mau uso da máquina pública e de ação criminosa.

MaisPB

com Assessoria de Anísio Maia



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Hotéis investem em iniciativas sustentáveis

Segundo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Paraíba (ABIH-PB), 30% dos hotéis de João Pessoa utilizam energia solar para o aquecimento da água.


Fotos: Rizemberg Felipe

Mais do que reduzir custos, os empresários paraibanos donos de hotéis estão cada vez mais preocupados em adotar medidas sustentáveis para agregar valor aos seus empreendimentos.
 
Ações simples como a implantação de coleta seletiva, o uso de lâmpadas econômicas e o reaproveitamento de água da chuva vem sendo cada vez mais comuns e fazem toda a diferença na hora de escolher o hotel onde o turista deve ficar.
 
Segundo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Paraíba (ABIH-PB) e dono do Ambassador Flat Hotel, José Inácio Júnior, 30% dos hotéis de João Pessoa utilizam energia solar para o aquecimento da água. “Na Europa, esta prática é bem mais comum, mas vem crescendo aqui no Brasil e os turistas também passaram a cobrar isso da rede hoteleira”, afirmou o presidente.
 
Outras medidas também fazem parte dessa postura ecologicamente correta. O Ambassador Flat Hotel, localizado na praia do Cabo Branco, na Capital paraibana, adotou um sistema de descarga econômica e ecológica que evita o desperdício de água. Além disso, a administração do hotel resolveu trocar a iluminação por lâmpadas de LED que consome apenas 10% da energia utilizada pelas lâmpadas comuns. A economia foi notável já nos primeiros meses. “As contas de energia e de água reduziram consideravelmente, além de estarmos contribuindo para a preservação do meio ambiente, o que é muito importante”, revelou o empresário José Inácio.
 
Aliada a economia financeira, a conscientização também faz parte deste novo formato. Para ajudar a preservar espécies marinhas, o Ambassador Hotel desenvolveu uma parceria com o projeto Peixe-Boi onde é proposto aos hóspedes uma visita até Barra de Mamanguape onde é possível mergulhar junto aos animais e conhecer um pouco do projeto ecológico. Por meio desse projeto, os moradores da região mudaram suas atitudes e deixaram de caçar o animal para protegê-lo da extinção. “Os turistas estão mais conscientes, eles se interessam por passeios ecológicos e os hotéis só tem a ganhar ao oferecer estas opções de lazer aos hóspedes”, destacou o empresário.
 
O VerdeGreen Hotel é outro exemplo de empreendimento sustentável na Paraíba. Em frente a praia de Manaíra, o hotel é referência de hospedagem na capital. Além das iniciativas comuns aos demais hotéis, como o uso de energia solar para aquecimento de água e o sistema de coleta seletiva, o VerdeGreen também disponibiliza aos hóspedes bicicletas para passeio e carregadores que utilizam energia solar. O aparelho funciona para celulares (iphone e smartphone) e tablets, possuindo entrada USB. É possível conectar três modelos por vez. A medida tem como objetivo incentivar o uso de fontes alternativas e ampliar as ações para reduzir o consumo de energia.
 
Neste ano, a unidade deu início ao projeto de gestão de energia, com objetivo de reduzir em 5% as despesas anuais. Além do sistema de aquecimento de água que utiliza luz solar, o local estimula os hóspedes a economizarem com atitudes corriqueiras, como trocar o elevador pela escada, apagar a luz ao deixar os ambientes, programar o timer do ar condicionado, entre outras.
 
Atitudes como estas mostram a preocupação ambiental e ajudam a construir um mundo mais sustentável.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Educadores do Litoral Norte da PB fazem oficina sobre meio ambiente


04/10/2013 09h29 - Atualizado em 04/10/2013 09h48 

Ao todo são 35 professores da rede pública de Rio Tinto.
Ação quer sensibilizar comunidades da Barro do Rio Mamanguape.
 
Do G1 PB
 
 
Educadores são sensibilizados para a importância de preservar a região. (Foto: Genilson Geraldo/Acervo FMA)
Educadores são sensibilizados para a importância de preservar
a região. (Foto: Genilson Geraldo/Acervo FMA)
Um grupo de 35 professores do ensino fundamental da rede pública de Rio Tinto, no Litoral Norte da Paraíba, está participando de oficinas de sensibilização em Educação Ambiental. A capacitação acontece até a sexta-feira (11) e é promovida pelo Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho, que está sendo executado pela Fundação Mamíferos Aquáticos no litoral paraibano para evitar a extinção do peixe-boi marinho no Nordeste do Brasil.
 
O objetivo das oficinas é sensibilizar as comunidades que integram a Barra do Rio Mamanguape, considerada Área de Proteção Ambiental Federal, sobre a importância da conservação da biodiversidade e proteção ao habitat do peixe-boi marinho. Na oportunidade, os professores estão tendo acesso a informações sobre meio ambiente, desenvolvimento sustentável, educação ambiental e aspectos ecológicos dos peixes-bois marinhos.

Além disso, os participantes também estão se inteirando sobre a importância da APA da Barra do Rio Mamanguape para a população e para a manutenção da biodiversidade e aprender algumas técnicas de arte-educação ambiental e atividades criativas que poderão ser desenvolvidas com seus alunos.

Oficina ensina técnicas lúdicas para serem usadas em sala de aula. (Foto: Genilson Geraldo/Acervo FMA)
Oficina ensina técnicas lúdicas para serem usadas em
sala de aula. (Foto: Genilson Geraldo/Acervo FMA)
Numa parceria com a Secretaria de Educação de Rio Tinto, os encontros acontecem sempre às sextas-feiras, na escolinha da Barra de Mamanguape, das 8h às 16h. Os professores contemplados são das comunidades da Barra de Mamanguape, Praia de Campina, Lagoa de Praia, Tanques, Tavares, Cravaçu, Aritingui, Pacaré e Peba.

Entre julho e setembro, o Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho também promoveu, na Barra de Mamanguape, a Oficina de Agentes Ambientais, que capacitou 21 jovens das comunidades locais. Ao final da oficina, os alunos desenvolveram pequenos projetos ambientais para conservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida da localidade. O Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho vem atuando no litoral paraibano, desde fevereiro deste ano, com ações inovadoras que incluem desenvolvimento de pesquisa e tecnologia, educação ambiental, sustentabilidade, promoção da cidadania e inclusão social.
 
Fonte
 
 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Projeto de defesa do peixe-boi se instala em praia da Paraíba


16/07/2013 06h00 - Atualizado em 16/07/2013 06h00 

ONG apresenta projeto à comunidade nesta terça-feira (16).
Ação envolve pesquisa e defesa da espécie e educação ambiental.
 
Do G1 PB
 
Projeto 'Viva o Peixe-Boi Marinho' realiza ação em Barra de Mamanguape (Foto: Divulgação/Luciano Candisani)
Projeto 'Viva o Peixe-Boi Marinho' realiza ação em
Barra de Mamanguape (Foto: Divulgação/Luciano Candisani)

Os moradores da Barra de Mamanguape conhecem na manhã desta terça-feira (16) um projeto de preservação do peixe-boi marinho que vai oferecer oficinas de educação ambiental e atividades de pesquisa sobre a espécie, que habita a região. A ação faz parte do projeto 'Viva o Peixe-Boi Marinho' e é realizada pela Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA). Barra de Mamanguape, que é considerada Área de Proteção Ambiental (APA), é a primeira região contemplada para abrigar o projeto no Brasil. A atividade desta terça acontece na Colônia de Pescadores.

Equipe faz estudo e avaliação dos contaminantes (Foto: Divulgação/Viva o Peixe-boi Marinho)
Equipe faz estudo e avaliação dos contaminantes
(Foto: Divulgação/FMA)
Segundo o coordenador executivo do projeto e diretor-presidente da FMA, João Carlos Gomes Borges, a Barra de Mamanguape tem uma grande presença de peixes-boi marinhos por manter atributos ecológicos que asseguram a ocorrência desta espécie. “No entanto, percebemos que a região vem passando por mudanças, alterações, influências ligadas a questões antrópicas. Este projeto foi muito discutido, bastante pensado e tem referenciais de estratégia internacional e nacional para a conservação dos sirênios”, diz.
  
As atividades de educação ambiental estão programadas para começar dia 23 e serão desenvolvidas  pela equipe do projeto, que inclui uma coordenação científica, uma médica veterinária e uma educadora ambiental, além da equipe de pesquisadores para análise, estudo e avaliação dos contaminantes e das áreas de forrageio do local. O projeto ainda inclui o trabalho de engenheiros que vão desenvolver uma tecnologia de localização e rastreamento do peixe-boi marinho para melhoria dos estudos com efeitos voltados para conservação da espécie.
 
O trabalho também vai envolver atividades de inclusão social, com capacitação sobre gestão empresarial na Eco Oficina Peixe-Boi & Cia.“A nossa equipe já está instalada na Barra de Mamanguape desde maio. Estamos montando escritório, fazendo articulações no local e alguns estudos prévios”, explica o coordenador.
 
Fonte
 
 

sábado, 18 de maio de 2013

Chuvas destroem feira livre, avenidas e provocam alagamentos em Rio Tinto

Publicado em 18/05/2013 00h00

De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), a previsão é de tempo instável e abrange também as regiões do Agreste e Brejo.


Por Felipe França

As fortes chuvas que caíram nas primeiras horas da tarde desta sexta-feira em Rio Tinto, litoral norte paraibano, provocaram transtornos aos transeuntes e feirantes da feira de frutas e verduras do mercado público da cidade.
 
 
De forma surpreendente, um grande volume de água que desceu da parte alta da cidade em direção ao centro provocou estragos nos calçamentos nas imediações do mercado, e muito entulho misturado com barro e água invadiu o setor de frutas e verduras do comercio central, levando parte das frutas e danificando bancos dos vendedores da ‘feira livre’.
Outro ponto da cidade que ficou alagado foi a Avenida Santa Elizabeth, próximo a antiga cogerência. Por mais de 1 hora o trecho ficou submersos e o transito ficou lento, dificultando a passagem de alguns veículos.

Foto: Internet
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Rural da Prefeitura de Rio Tinto mobilizou de imediato cerca de 20 homens, uma retroescavadeira, uma catrepilha e duas caçambas para a retirada dos entulhos e da areia trazidas pelas chuvas no entorno do mercado público.
Segundo Aesa, chuvas vão continuar
"As frutas tiveram que ser recolhidas na calçada"
A chuva que começou na manhã desta sexta-feira e atinge o litoral paraibano deve continuar até a noite.
De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), a previsão é de tempo instável e abrange também as regiões do Agreste e Brejo.
“Para as próximas horas, o tempo deve permanecer favorável à ocorrência de chuva de intensidade moderada a forte no setor leste do Estado. Nas demais regiões, a previsão é de nebulosidade variável”, explicou a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira.
Temperatura
Em todo o Estado, a expectativa é de que os termômetros variem entre a máxima de 36°C e mínima de 20°C graus. Para quem pretende programar atividades ao ar livre neste final de semana, a dica é ficar de olho no site da Aesa (www.aesa.pb.gov.br). Diariamente são divulgados dois boletins com a previsão meteorológica, sempre no começo da manhã e no final da tarde.
Mais fotos:
"Máquinas tiveram que tirar as areias da rua ao lado do mercado"

 
"Bancos foram arrastados e ficaram danificados"

 

"Trecho de acesso Centro às ruas do Porto e da Linha também ficou submerso"
Fonte: PBVale
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