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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Campina Grande realiza atividades para divulgar direitos dos animais

05/10/2015 09h13 - Atualizado em 05/10/2015 09h13 

Evento acontece desta segunda-feira (5) até sexta-feira (9).
Intenção é incentivar o cuidado aos animais.




 
Do G1 PB


Semana de proteção dos animais tem programação em Campina Grande (Foto: Reprodução / TV Paraíba)
Semana de proteção dos animais tem programação em Campina Grande
(Foto: Reprodução / TV Paraíba)
Começa nesta segunda-feira (5) a Semana de Conscientização do Direito dos Animas em Campina Grande. O evento é promovido pelo Centro de Zoonoses e vai até a sexta-feira (9) com atividades que incentivem o cuidado e a adoção de animais.
  
Durante os três primeiros dias, equipes do Centro de Zoonoses visitam escolas da rede municipal fazendo atividades de educação humanitária, como peças e palestras, distribuindo panfletos sobre a Lei Municipal 5.512, que protege os animais e dá outras orientações.
 
Na quinta-feira (8), o evento acontece no Centro de Tecnologia do Museu Vivo da Ciência e Tecnologia Lynaldo Cavalcanti, no Centro, e terá uma capacitação de educadores e técnico das escolas com foco no direito dos animais com as professoras Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Camila Azevedo e Ana Paula Lacchia.
 
O encerramento acontece no mesmo local a partir das 8h, com apresentação dos trabalhos feitos nas escolas e capacitação e uma palestra com o secretário executivo dos Direitos dos Animais de Recife, Pernambuco, Rodrigo Vidal, sobre políticas públicas para os animais.



sábado, 2 de maio de 2015

Animais de rua doentes poderão ser mortos para proteger saúde pública na Paraíba

Alegação de especialistas em saúde pública é de que os cães e gatos que vivem nas ruas podem transmitir doenças que oferecem risco a saúde humana, como a raiva e o Calazar, que pode ser transmitida

Cidades | Em 01/05/15 às 13h12, atualizado em 01/05/15 às 13h30 | Por Halan Azevedo

  Alisson Correia
Prefeituras estudam situações
Prefeituras estudam situações
Os animais doentes que vivem abandonados e espalhados em ruas de cidades paraibanas poderão ter que ser sacrificados. As autoridades alegam que a medida é para proteger saúde pública, mas grupos de defesa de animais dizem que cidades do interior estariam armazenando cães em locais inadequados, sem estrutura mínima e defendem o controle populacional com medidas de castração.

A alegação de especialistas em saúde pública é de que os cães e gatos que vivem nas ruas podem transmitir doenças que oferecem risco a saúde humana, como a raiva e o calazar, que pode ser transmitida através de mosquitos infectados, que picam os animais doentes e podem passar a doença se entrarem em contato com a pele humana. A doença tem cura para os humanos, mas não para os animais.

A prefeitura do Município de Sumé, a 265 km de João Pessoa, é uma das cidades que vem se reunindo para tentar solucionar o problema. De acordo com o secretário de Saúde municipal, Antônio Carlos, existe uma estrutura local e a possibilidade de sacrifício de cães é levada em conta.

“Nós temos uma estrutura aqui na cidade e estamos tentando resolver a situação dos animais de rua. São muitos e temos que tomar providências porque é uma questão de saúde pública e eles podem transmitir doenças. Ainda estamos em fase de planejamento, mas a intenção é de sacrificar os animais que estejam doentes e sem condições de tratamento”, disse o secretário.

Em nota, a prefeitura de Sumé informou ao Portal Correio que "não se tomará uma política pública de extermínio indiscriminado de cães e gatos, mas sim, unicamente, o sacrifício de animais doentes que sejam nocivos à saúde humana, desde que haja prévio exame clínico atestado por órgão competente".

No entanto, Lindally Gonzaga, representante da ONG Harpias, que cuida e promove ações de adoção de animais de rua em João Pessoa, as cidades do interior não possuem suporte para custear ou garantir o tratamento correto e as devidas acomodações desses animais, que muitas vezes sofrem com a má alimentação, falta de cuidados e chegam a morrer nos canis.

“Uma prefeitura de cidade do interior não consegue manter um centro com uma estrutura minimamente possível se não houver planejamento. No caso de Sumé, recebemos denúncias de que animais mortos estão no mesmo local que os vivos, em local a céu aberto e sem cuidados. Não podemos tolerar esse tipo de descaso com os animais, que só podem ser sacrificados com confirmação de laudos”, afirmou Lindally Gonzaga. A prefeitura de Sumé nega.

Para a representante da ONG, as cidades devem promover a castração de animais de rua, que é o método mais indicado para o controle populacional. “A melhor maneira de se cuidar e evitar um aumento dessa população é a castração. O que não pode é recolher animais de rua e colocá-los em um local sem condições. Apenas jogá-los para adoção não resolve, até porque a taxa de adoção desses animais é de apenas 10%”, garantiu Lindally.

Centro de Zoonoses em João Pessoa
Na Capital, o trabalho do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses, ligado a Secretaria de Saúde, é de recolher animais que estejam doentes, oferecendo risco a população ou ao trânsito.

Segundo a médica veterinária Suely Silva, os animais que chegam ao local passam por um período de observação para avaliação da saúde e exames. “Os animais chegam e são feitos exames para detectar doenças. Estando bem de saúde, o animal vai para adoção e fica conosco até ser adotados, mas se estiver com alguma doença, como o Calazar, ele tem que ser sacrificado porque a doença não tem cura nos animais e eles podem ajudar a infectar os outros”, falou.

Além dos testes de saúde, os animais não dóceis também correm o risco de serem sacrificados. “Se for dócil e não apresentar comportamento agressivo, vai direto para adoção. Se o animal for de comportamento difícil, nós tentamos ressocializá-lo para que seja adotado”, concluiu a veterinária.

Outras cidades pretendem adotar medidas
Além de João Pessoa e Sumé, outras cidades da Paraíba, como Bayeux, Cabedelo e Santa Rita também estariam com ações de controle populacional de animais de rua.

Segundo o coordenador do Núcleo de Zoonoses da Secretaria Estadual de Saúde, Assis Azevedo, as cidades devem tomar precauções para poder realizar serviços de recolhimento e sacrifício de animais de rua.

“A partir do momento que a prefeitura recolhe esses animais, ela fica responsável por eles. As cidades devem ter estrutura para fazer isso. Elas podem procurar o Zoonoses estadual para orientações. Quanto à eutanásia de animais, a prefeitura só pode realizar isso com os devidos laudos que confirmem a doença e se houver também algo no código de postura do Município. Se o sacrifício for feito sem autorização no código, o Município cometerá um crime”, alertou Assis Azevedo.


 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Mais de 19 mil pneus são recolhidos durante um mês em João Pessoa


16/12/2014 17h19 - Atualizado em 16/12/2014 17h20
 
Pneus foram recolhidos em ações de combate ao mosquito da dengue.
Após serem recolhidos, material é reaproveitado como fonte energética.
 
Do G1 PB

O gerente da Cvaz, Nilton Guedes destacou alguns cuidados que as pessoas devem ter em suas próprias residências para evitar o acúmulo de água parada, o que favorece a reprodução do mosquito. “Os principais locais a serem observados são as calhas, devido às folhas que se acumulam; além dos quintais, por conta dos materiais descartáveis, plásticos e outros objetos que possam acumular água”, explicou ele. 

Ele ainda ressaltou a importância da participação popular no processo de prevenção. “Estamos num período propício para a reprodução do Aedes aegypti, pois a partir do momento em que aumenta a temperatura e a concentração de água, as fêmeas ficam mais ativas para a reprodução. O foco surge rapidamente e por isso é importante a participação cidadã para que tenhamos sucesso”, comentou Nilton Guedes.

De acordo com Nilton Guedes, as equipes de Vigilância Ambiental e Zoonoses seguem com o trabalho de controle químico e a retirada dos focos do mosquito em todos os bairros da Capital, principalmente cemitérios, sucatas e borracharias.


 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

JP: Animais nas ruas não podem ser recolhidos e doação só é permitida para maiores de 18 anos


Zoonoses só pode intervir na situação dos bichos se eles estiverem com doenças contagiosas; animais saudáveis são acompanhados, mas permanecem onde estão

Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente | Em 17/09/2014 às 16h02, atualizado em 17/09/2014 às 16h30 | Por Alisson Correia

   Alisson Correia
Sob chuva ou sol, eles atuam como 'guardas' das ruas
Sob chuva ou sol, eles atuam como 'guardas' das ruas
João Pessoa tem uma população estimada de 80 mil cachorros e 20 mil gatos, conforme levantamento da Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses da Capital. Apesar desses dados, não há uma quantidade específica de bichos que vivem soltos nas ruas, causando dor para algumas pessoas e transtornos para outras. Esse problema existe em vários pontos da cidade, como na rua Caetano de Figueiredo, por exemplo, no bairro Cristo Redentor. Veja abaixo o que fazer para adotar, lidar com a situação e evitar atritos com a vizinhança.

Cachorros que foram abandonados por ex-donos, que já nasceram nas ruas ou são alimentados pela vizinhança, dormem nas calçadas, sob sol e chuva, são os ‘guardas’ da rua, mas não podem ser recolhidos, a não ser por interessados em criá-los. A Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses da Capital disse que só pode intervir na situação dos animais quando eles estão doentes.

O médico veterinário e chefe do setor de Controle Animal, Marcelino Freitas Xavier, disse ao Portal Correio que a Gerência deve cumprir a Lei 9605/98 que trata dos crimes ambientais e da proteção aos animais e não permite a intervenção do órgão nessas situações. “Não podemos utilizar carrocinha e recolhê-los. Os animais só são levados para a Zoonoses quando estão com doenças incuráveis, transmissíveis e em situação grave. Fora isso, eles ficam onde estão”, afirmou.

Ele disse ainda que a Gerência pode ser acionada para acompanhar a situação desses animais soltos nas ruas, como para fazer exames, coletas de sangue e vacinações. Porém, estando saudáveis, permanecem soltos.

A dona de casa Maria do Livramento, de 52 anos, disse que alimenta os cachorros soltos na rua porque se sentimentaliza com a situação deles. “Fico triste em vê-los assim, largados. Eu dou comida, mas não posso criá-los porque já tenho um cachorro em casa. Se eu levar outro, eles podem se estranhar e até se matar, como quase aconteceu quando tentei”, explicou.

Já a dona de casa Judidth Sousa, de 68 anos, falou que tem duas cadelas e não tira cachorros da rua pelo mesmo pensamento da vizinha Maria. “Eles se estranham; é difícil juntar animais que não foram criados juntos desde pequenos. Além disso, já tenho duas, não há mais espaço na minha casa”, afirmou.

O médico veterinário Marcelino Freitas falou que os animais que não crescem juntos se estranham naturalmente e não recomenda que eles sejam levados para casa sem que o interessado em criá-los passe antes por um procedimento específico, necessário para quem deseja adotar.
Adoção

Quem pensava que adotar animais é um procedimento fácil e pode ser feito por qualquer pessoa, se enganou. A Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses tem promovido exposições de animais para adoção e explica como funciona o processo, que não pode ocorrer de forma aleatória.

Em uma exposição, por exemplo, o interessado passa pela Equipe de Posse e Responsáveis, onde é feita a entrevista que coleta informações sobre as condições psicológicas e de moradia dessas pessoas. Ter muitos bichos não ajuda e, segundo o doutor Marcelino, é necessário ter mais de 18 anos. Muitas pessoas acabam chateadas porque voltam para casa sem um bichinho.

“Já mudamos esse conceito de ‘feira de animais’ porque a palavra ‘feira’ remete a compra, venda e troca. Animais não são objetos nem produtos para serem comercializados. Usamos o termo ‘exposição’ que é mais apropriado e reunimos pessoas que têm interesse de adotá-los, mas sob orientação. Ter um animal é saber que será preciso cuidar, alimentar, dar banho, vacinar, dar espaço e conforto para que ele viva com segurança”, destacou.

Marcelino Freitas falou ainda que duas exposições de animais já foram feitas só em setembro na Capital. Segundo ele, a próxima está marcada para ocorrer no dia 23 de setembro, no bairro dos Funcionários 1, na Zona Sul.

Além das exposições, ele disse que a Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses tem ainda um canal via internet que possibilita o intercâmbio e a comunicação entre os interessados em doar ou adotar animais, sem que eles fiquem largados nas ruas.

Por meio do endereço eletrônico vigiambiental.jp@gmail.com, as pessoas podem enviar fotos dos animais, outras formas de contato e o interesse em adotar o doar os bichos. De acordo com o doutor Marcelino, a Gerência tem parceria com cerca de dez instituições, entre ONGs e associações protetoras de animais, e mantém comunicação com pelo menos 60 pessoas para adiantar as adoções.

Quem não gosta de bichos também tem opções

Se há pessoas apaixonadas por animais e que os tratam como humanos, há também quem não gosta e se incomoda com latidos, sujeira e aglomeração deles pelas ruas.

Para essas situações, o doutor Marcelino recomenda que haja um diálogo entre os vizinhos, para que eles entrem em acordo sobre o que fazer com os bichos soltos na rua. De acordo com o especialista, cães e gatos sempre vão estar presentes nesses ambientes enquanto houver alguém prestando assistência a eles.

“Se tem bicho na rua, é porque tem alguém dando comida. Quem se incomoda com a situação deve conversar com os vizinhos que alimentam esses animais para que sejam tomadas medidas, como encaminhá-los para a adoção, por exemplo, da forma como já foi orientado. Caso a situação seja difícil ou se transforme numa confusão, a Polícia Ambiental pode ser acionada”, finalizou.

Fonte

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Criação de animais em zona urbana é problema

Apesar da proibição, moradores de diversos bairros da capital insistem em criar porcos, vacas e cavalos em locais indevidos. 





Walter Paparazzo
Em toda a cidade é possível observar criações irregulares de animais de grande porte
Criações de animais como porcos, vacas e cavalos em zona urbana são situações recorrentes em João Pessoa. Apesar da proibição, assegurada pelo Código de Posturas de João Pessoa em seu artigo 213, não é difícil encontrar vacarias e pocilgas pela cidade. Somente no ano passado, a Secretaria de Meio Ambiente (Semam) recebeu quase 200 denúncias. Para averiguar situações como essas, a Semam e a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) realizam fiscalizações constantes.
 

Além de estar em local indevido, transformando moradias urbanas em pequenas 'ilhas de zona rural', as criações de animais que não são domésticos em casas da zona urbana afetam moradores vizinhos, que, sem outra opção, têm que conviver com mau cheiro e, às vezes, até com doenças oriundas de animais que se proliferam devido à sujeira.

Essa é a situação vivida pela aposentada Maria das Mercês Marcelino. Ela mora há quatro meses no bairro do Rangel, ao lado de uma casa que possui uma criação de porcos. Para ela, um dos maiores problemas é o constrangimento devido ao mau cheiro. “Quando chega alguém aqui em casa, eu fico é com vergonha. Quando chove por aqui é ainda pior, porque é uma catinga que não tem quem aguente”, declarou.

A aposentada disse que quando foi morar próximo à casa que ocasiona todo esse constrangimento não imaginava que seria tão ruim assim. “Desde que eu cheguei aqui ele já tinha esse chiqueiro. Mas parece que a catinga está cada vez pior, às vezes a gente não consegue nem comer quando tá com mau cheiro. Os porcos dele ficam dentro de casa, mas é terrível pra gente”, comentou.

Em frente à sua casa mora a sua nora, a dona de casa Itamiris dos Santos. Ela revelou que toda a sujeira oriunda da pocilga deságua atrás da casa da sua sogra. “A lama do chiqueiro cai atrás do quarto da minha sogra. Vira e mexe ela fica doente e deve ser mesmo por causa disso”, acrescentou.

As moradoras do bairro do Rangel não são as únicas a sofrerem com o problema. Em toda a cidade é possível observar criações irregulares de animais de grande porte que, de uma forma ou de outra, incomodam as pessoas que moram nas redondezas.

No bairro do Cristo encontramos outro exemplo de criação irregular de animais. Uma das moradoras vizinhas à criação, a doméstica Fátima Moraes, afirmou que já sofreu muito com o mau cheiro e no período de chuva é ainda pior. Ao ser indagada sobre a não realização de uma denúncia, ela afirmou que nunca quis se indispor com os vizinhos.

“Isso até que não me incomoda muito mais. Eu cheguei aqui há três anos e já tinha essa criação. Eu não quero ter um mau vizinho, então não pretendo arrumar confusão por besteira. Na chuva é um pouco ruim, mas a gente já acostumou até”, declarou.

O secretário da Semam, Edilton Nóbrega, informou que o problema começou a surgir com a expansão da zona urbana da capital. “Muitas propriedades mudaram sua função devido à expansão da cidade, mas, apesar desse crescimento, muitas propriedades continuam funcionando com o mesmo fim que quando pertenciam à zona rural”, afirmou.

De acordo com a assessoria de comunicação da Semam, o Código de Posturas de João Pessoa, no artigo 213, deixa claro que é vedada a criação ou manutenção de quaisquer animais na área urbana, exceto os domésticos, os mantidos em zoológicos, reservas florestais e áreas especiais de preservação, devidamente licenciado. E, para garantir o cumprimento do artigo, o órgão recebe denúncias e se dirige ao local para averiguar a situação.

Segundo o secretário, quando alguma denúncia é direcionada ao órgão ou a situação é constatada em operações de campo, a propriedade é autuada e embargada. Dependendo da situação, caso não esteja ocasionando muitos danos ao meio ambiente, a Semam dá um prazo ao proprietário da localidade através de um Termo de Ajustamento de Conduta.

“Nós vemos o impacto causado àquela localidade, se tem área de infiltração, tratamento de esgoto. São ações conjuntas, não somente da Semam, para observar todo o impacto e tomar providências com relação a essas situações”, concluiu.

Além da Semam, a Emlur também tem um caminhão que circula 24h por dia observando se há animais de grande porte soltos pela cidade, realizando as apreensões desses animais. A autarquia também recebe denúncias através dos números 0800-083-2425, durante o dia, ou 8867-0930, à noite e nos fins de semana.

Com relação a doenças e animais que se proliferam devido à presença de detritos oriundos de criações ilegais de animais de grande porte, a Coordenação do Centro de Zoonoses informou que, constantemente, realiza visitas às casas para evitar a proliferação desses bichos e, ainda, quando encontra situações de tal tipo, sempre entra em contato com a Semam e demais órgãos responsáveis para solucionar o problema.
 Fonte

Criação de animais em zona urbana é problema

Apesar da proibição, moradores de diversos bairros da capital insistem em criar porcos, vacas e cavalos em locais indevidos. 





Walter Paparazzo
Em toda a cidade é possível observar criações irregulares de animais de grande porte
 
Criações de animais como porcos, vacas e cavalos em zona urbana são situações recorrentes em João Pessoa. Apesar da proibição, assegurada pelo Código de Posturas de João Pessoa em seu artigo 213, não é difícil encontrar vacarias e pocilgas pela cidade. Somente no ano passado, a Secretaria de Meio Ambiente (Semam) recebeu quase 200 denúncias. Para averiguar situações como essas, a Semam e a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) realizam fiscalizações constantes.
 

Além de estar em local indevido, transformando moradias urbanas em pequenas 'ilhas de zona rural', as criações de animais que não são domésticos em casas da zona urbana afetam moradores vizinhos, que, sem outra opção, têm que conviver com mau cheiro e, às vezes, até com doenças oriundas de animais que se proliferam devido à sujeira.

Essa é a situação vivida pela aposentada Maria das Mercês Marcelino. Ela mora há quatro meses no bairro do Rangel, ao lado de uma casa que possui uma criação de porcos. Para ela, um dos maiores problemas é o constrangimento devido ao mau cheiro. “Quando chega alguém aqui em casa, eu fico é com vergonha. Quando chove por aqui é ainda pior, porque é uma catinga que não tem quem aguente”, declarou.

A aposentada disse que quando foi morar próximo à casa que ocasiona todo esse constrangimento não imaginava que seria tão ruim assim. “Desde que eu cheguei aqui ele já tinha esse chiqueiro. Mas parece que a catinga está cada vez pior, às vezes a gente não consegue nem comer quando tá com mau cheiro. Os porcos dele ficam dentro de casa, mas é terrível pra gente”, comentou.

Em frente à sua casa mora a sua nora, a dona de casa Itamiris dos Santos. Ela revelou que toda a sujeira oriunda da pocilga deságua atrás da casa da sua sogra. “A lama do chiqueiro cai atrás do quarto da minha sogra. Vira e mexe ela fica doente e deve ser mesmo por causa disso”, acrescentou.

As moradoras do bairro do Rangel não são as únicas a sofrerem com o problema. Em toda a cidade é possível observar criações irregulares de animais de grande porte que, de uma forma ou de outra, incomodam as pessoas que moram nas redondezas.

No bairro do Cristo encontramos outro exemplo de criação irregular de animais. Uma das moradoras vizinhas à criação, a doméstica Fátima Moraes, afirmou que já sofreu muito com o mau cheiro e no período de chuva é ainda pior. Ao ser indagada sobre a não realização de uma denúncia, ela afirmou que nunca quis se indispor com os vizinhos.

“Isso até que não me incomoda muito mais. Eu cheguei aqui há três anos e já tinha essa criação. Eu não quero ter um mau vizinho, então não pretendo arrumar confusão por besteira. Na chuva é um pouco ruim, mas a gente já acostumou até”, declarou.

O secretário da Semam, Edilton Nóbrega, informou que o problema começou a surgir com a expansão da zona urbana da capital. “Muitas propriedades mudaram sua função devido à expansão da cidade, mas, apesar desse crescimento, muitas propriedades continuam funcionando com o mesmo fim que quando pertenciam à zona rural”, afirmou.

De acordo com a assessoria de comunicação da Semam, o Código de Posturas de João Pessoa, no artigo 213, deixa claro que é vedada a criação ou manutenção de quaisquer animais na área urbana, exceto os domésticos, os mantidos em zoológicos, reservas florestais e áreas especiais de preservação, devidamente licenciado. E, para garantir o cumprimento do artigo, o órgão recebe denúncias e se dirige ao local para averiguar a situação.

Segundo o secretário, quando alguma denúncia é direcionada ao órgão ou a situação é constatada em operações de campo, a propriedade é autuada e embargada. Dependendo da situação, caso não esteja ocasionando muitos danos ao meio ambiente, a Semam dá um prazo ao proprietário da localidade através de um Termo de Ajustamento de Conduta.

“Nós vemos o impacto causado àquela localidade, se tem área de infiltração, tratamento de esgoto. São ações conjuntas, não somente da Semam, para observar todo o impacto e tomar providências com relação a essas situações”, concluiu.

Além da Semam, a Emlur também tem um caminhão que circula 24h por dia observando se há animais de grande porte soltos pela cidade, realizando as apreensões desses animais. A autarquia também recebe denúncias através dos números 0800-083-2425, durante o dia, ou 8867-0930, à noite e nos fins de semana.

Com relação a doenças e animais que se proliferam devido à presença de detritos oriundos de criações ilegais de animais de grande porte, a Coordenação do Centro de Zoonoses informou que, constantemente, realiza visitas às casas para evitar a proliferação desses bichos e, ainda, quando encontra situações de tal tipo, sempre entra em contato com a Semam e demais órgãos responsáveis para solucionar o problema.



quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Pombos invadem Terminal do Valentina

Usuários do terminal reclamam da sujeira provocada pelas aves; controle de zoonoses foi acionado para verificar o local.


  

Alberi Pontes
Concentração dos animais aumentou a quantidade de sujeira e o risco de transmissão de doenças
 
Passageiros que transitam no Terminal de Integração do bairro Valentina Figueiredo estão sofrendo transtornos por conta da presença de pombos. Há cerca de 3 anos, segundo relato de comerciantes da área, o lugar começou a ser ocupado pelas aves que fizeram ninhos e se multiplicaram na estrutura de concreto do local. Com a concentração dos animais, aumentaram a quantidade de sujeira e o risco de transmissão de doenças. Equipes de controle de zoonoses da Secretaria de Saúde de João Pessoa foram acionados para verificar a situação.
 

A dona de casa Ivoneide Lima da Silva frequenta o Terminal de Integração e se mostra preocupada com a presença dos pombos.

“Eu estava esperando o ônibus, quando um pombo fez cocô em cima de mim. Corri para limpar logo, porque me disseram que isso passa doença”, conta.

Sufoco parecido foi testemunhado pela passageira Elza Galdino. “Eu vi quando o motorista saiu do ônibus e foi atingido no olho pelas fezes de um pombo. Ele ficou com o olho doendo.

A gente tem que tomar cuidado e ficar sempre olhando para o alto, porque os pombos sujam tudo”, lamenta.

O gerente de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde de João Pessoa, Nilton Guedes, admitiu que a concentração de pombos já é considerada como uma praga urbana. No entanto, ele diminuiu o risco de contaminação de doenças por meio das fezes.

“Existe a possibilidade de transmissão, mas não temos notificação sobre isso”, declarou.

Apesar disso, o gerente acrescentou que a presença dos pombos precisa ser controlada, mas a solução não ocorre a curto prazo. Ele destacou que a lei proíbe as equipes de zoonoses de fazer o abate dos pombos. Por isso, o controle é demorado.

“Os pombos são atraídos para um determinado lugar por conta da oferta de alimentos e do abrigo. Por conta disso, precisamos fazer uma campanha educativa junto às pessoas que transitam nesse terminal, orientando que elas não deixem resíduos de alimentos no chão. Outra medida que pode ser adotada é fazer a catação dos ovos deixados pelos pombos no local”, declarou.

“Até quinta-feira, enviaremos uma equipe ao local para verificar a situação e adotar algum tipo de providência”, acrescentou.

O QUE DIZ A EMPRESA 
O Terminal de Integração do Valentina pertence à Empresa São Jorge e recebe diariamente passageiros que viajam em seis diferentes linhas urbanas de ônibus, que cortam o bairro do Valentina Figueiredo. Segundo o chefe de Tráfego da Empresa, José Franco da Silva, o problema envolvendo os pombos já havia sido informado à Secretaria de Saúde de João Pessoa.

“A empresa não tem muito o que fazer. Quem joga as comidas no chão são os passageiros. Se a gente tirar os pombos dali, outros virão. É preciso unir forças com a prefeitura. Faremos tudo o que nos for orientado”, assegurou.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Praia de João Pessoa está infestada com caramujos africanos


02/09/2013 17h27 - Atualizado em 02/09/2013 17h27 

Zoonoses e Emlur farão mutirões diários para recolhimento da espécie.
Biólogo recomenda que luvas sejam usadas para o manuseio do animal.
 
Do G1 PB com TV Cabo Branco
 
 
Desde o mês de julho, a praia do Cabo Branco, João Pessoa, uma grande quantidade de caramujos-africanos estão sendo encontradas, no início da manhã ou no final da tarde. Segundo o Centro de Vigilância Ambiental e Zoonose, a infestação acontece por conta da vegetação e do clima propícios, e, a partir desta segunda-feira (2), mutirões estão sendo feitos diariamente para o recolhimento da espécie na praia.

A educadora física Cybelle Navarro usa o espaço da praia para dar aulas e afirma que a realidade é assustadora. “Trabalho aqui há quatro anos e nunca vi esse descontrole na população de caramujos aqui. Os alunos se assustam e acaba sendo perigoso”, contou.
 
Ela confirmou que o número de caramujos começou a aumentar em julho. “Mas só em agosto eu realmente fiquei assustada e procurei o pessoal da Zoonose. Eu e outros professores chegamos uma hora antes das aulas, todos os dias, para fazermos um mutirão. Todos os dias nós capturamos entre 10 kg e 15 kg de caramujos”, explica.

Ronílson José da Paz, biólogo do Ibama, recomenda que as pessoas protejam as mãos para manusear os animais. “É recomendável que seja usada uma luva ou algum saco plástico, já que eles transmitem doenças. Para a eliminação do animal, aconselhamos que coloquem as espécies em um balde com água e sabão, que em pouco tempo eles morrem", explica.

O biólogo explica que o caramujo transmite dois vermes: um causador é da meningite e o outro pode produzir perfurações intestinais, provocando, em casos mais graves, até a morte. No entanto, no Brasil não há registros de doenças provocadas por eles. Com a grande quantidade, é necessário o auxílio dos órgãos de meio ambiente para esse controle. A partir de hoje, no fim da tarde, a Emlur e a Zoonoses farão catação na região.

Introdução ao Brasil
Ronílson conta ainda que a espécie chegou no país através de uma proposta de transformar os animais em escargot, para serem consumidos em restaurantes. “Como a população não tem o hábito de comer esse alimento, a produção foi grande demais e não conseguiu ser comercializada. Depois, os caramujos foram literalmente jogados no mato, provocando essa invasão, já que são animais de forte resistência e prolífica”, conta.

Fonte


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Emlur apreende 83 animais abandonados nas ruas de JP

Levantamento aponta que 83 cavalos e jumentos abandonados foram apreendidos nas ruas de João Pessoa. 





De 1º de janeiro até 31 de março deste ano, 83 animais de tração (cavalos e jumentos) que estavam abandonados foram apreendidos nas ruas de João Pessoa. A média é de quase um animal capturado por dia. Os dados são da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) e foram divulgados ontem.

Segundo levantamento realizado pelo gerente de Apreensões de Animais da Emlur, Odemar Araújo, apenas em março, foram apreendidos 30 animais abandonados em vias públicas, sendo dez equinos (cavalos) e 20 muares (jumentos), todos encaminhados ao Centro de Apreensões de Animais, em Engenho Velho, a 12 quilômetros do Centro da capital.

Após serem encaminhados à chácara, os animais são imediatamente separados e levados para as baias onde recebem capim e água potável, além de serem tratados por um veterinário designado pelo Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses.

Para resgatar os animais apreendidos, os proprietários devem procurar o Centro de Apreensões e pagar multa de R$ 10,00 referente ao muar (jumento), R$ 20,00 ao equino (cavalo) e R$ 30,00 ao bovino (vaca). Caso os animais não sejam resgatados pelos proprietários, após 30 dias de apreensão, eles são doados para pessoas que trabalham com reciclagem, cadastradas previamente pelo Centro de Apreensões.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Moradores da capital reclamam de mosquito da dengue

Gerente da Vigilância Ambiental e Zoonoses de João Pessoa afirmou que quando o terreno baldio está aberto, os agentes de saúde fazem o trabalho de contenção da dengue.





Ilustração
Os moradores também reclamam da proliferação de mosquitos da dengue nos terrenos. A cabeleireira Lucileide Pereira reclamou da quantidade de mosquitos que vêm do lote na frente da sua casa.

“Quando chove, esta rua fica cheia de mosquitos. Eu tenho medo que minha filha pegue dengue. Graças a Deus, ninguém aqui em casa pegou. Mas a gente já soube de casos aqui nesta rua. Estes terrenos estão cheios de potes e locais que acumulam água parada", disse.

O gerente da Vigilância Ambiental e Zoonoses da Secretaria de Saúde de João Pessoa, Milton Guedes, afirmou que se o terreno baldio estiver aberto, os agentes de saúde fazem o trabalho de contenção da dengue.

“Como todos sabem, a responsabilidade é do proprietário. Mas como a dengue não vê fronteiras, nós fazemos o trabalho contra os mosquitos. Os agentes também conversam com os moradores para ajudar no combate contra a proliferação da doença”, finalizou.
 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Animais abandonados são adotados em João Pessoa

23/02/2013 - 08:03 - Atualizado em 23/02/2013 - 11:45
 
Foram doados, ao todo, 58 animais, sendo 37 cães e 21 gatos – a maioria deles, filhotes.

 

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizou, durante todo dia desta sexta-feira (22), a primeira Exposição de Animais para Doação da Secretaria de Saúde (SMS) em 2013. Foram doados, ao todo, 58 animais, sendo 37 cães e 21 gatos – a maioria deles, filhotes.

“Foi um evento muito positivo, em todos os aspectos”, avaliou Nilton Guedes, gerente de Vigilância Epidemiológica da SMS. Na mesma ocasião, o CCZ também realizou uma mostra sobre os serviços prestados pela unidade no controle de pragas e parasitas, com explicações de técnicos, exposição de animais empalhados e observação de larvas, ovas e insetos em microscópios.

“Nossas portas estão abertas à população. Queremos que todos venham, conheçam nossos serviços e ações e se sintam atraídos pela ideia de adotar um animal, não só em eventos como o de hoje, mas também nos dias comuns”, disse Nilton. Escolas, universidades e grupos da comunidade em geral podem agendar visitas ao CCZ. “Também estamos à disposição de visitantes individuais, diariamente”, acrescentou.

Segundo ele, nesta primeira exposição do ano foi implantado o sistema de adoção responsável, no qual o interessado passa por triagem e avaliação para ver se tem possibilidade de criar o animal. “A partir desse primeiro contato, vamos fazer um acompanhamento dessa pessoa, para verificar as condições do animal e prestar esclarecimentos”, explicou.

Bicho de estimação – O vendedor Enilson Ribeiro de Jesus, 42 anos, foi à Exposição de Animais para Doação do CCZ já sabendo o que queria: reaver a cadela Belinha, que ele havia adotado num evento anterior do próprio centro e que, há quatro meses, tinha sido “esquecida” pelo carro de mudança que levou sua família para outro bairro da cidade. “Não tinha um dia em que eu não chorasse e pedisse a Deus para reencontrá-la. Vou cuidar dela até o fim da vida!”, garantiu, aliviado.

Já o montador de móveis Thiago Araújo da Silva, 27, foi à exposição atendendo a um pedido do filho, João Lucas, de apenas 3 anos. Louco por bichos, o menino não sossegou enquanto não saiu do lugar com uma cadelinha. “Ele gosta muito e a gente decidiu adotar. Vamos cuidar direitinho, pois um cachorro é um ser vivo como outro qualquer, merece respeito”, disse ele, consciente da responsabilidade do ato de adotar um animal.

Os cães geralmente são mais procurados nas exposições, mas também há quem se derreta por felinos. “Minha família sempre criou gatos. O último já estava velhinho e morreu, daí decidimos procurar outro. Coincidiu com a exposição, então eu vim logo pegar o nosso bichano”, contou Herbert dos Reis Cabral, estudante de 26 anos.

Zoonoses – A diretoria do CCZ pretende realizar exposições para a adoção de animais com mais frequência – e em outros ambientes, como escolas, praças e logradouros apropriados. “O objetivo é proporcionar vida digna a esses animais e informar as pessoas sobre nossas ações. O CCZ não é um hospital ou um matadouro, mas um espaço para controlar as doenças transmitidas por animais aos homens, como raiva e calazar”, ressaltou Nilton.

Esse trabalho, segundo ele, é feito por meio do controle de populações de animais domésticos (gatos, cães e outros de grande porte) e de animais sinantrópicos (morcegos, pombos, ratos, mosquitos e abelhas, entre outros). “É uma ação que deve ser principalmente educativa, e não apenas focada em atos legais e fiscais. Para isso, precisamos da participação e da colaboração de toda a sociedade, trazendo sugestões e buscando esclarecimentos”, disse.

Ele salientou ainda que é permitido ao CCZ praticar a eutanásia em animais, em conformidade com o Ministério da Saúde e com a Resolução 1.000/2012, do Conselho Federal de Medicina Veterinária. “Fazemos isso somente quando não há mais chance para o animal, devido a doenças como raiva e leishmaniose. É um serviço realizado dentro da lei e com métodos humanitários”, concluiu.

Da Redação (com Assessoria)
WSCOM Online



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Centro de Zoonoses passa por melhorias

Abrigando 140 cães, 40 gatos e mais de 20 equídeos, Centro de Zoonoses de Campina Grande passa por reforma em sua estrutura. 



Manuel Pereira
Força-tarefa com voluntários, Bombeiros e Políciais Militares irá revitalizar o espaço

Sucateado e com condições precárias de funcionamento, o Centro de Controle de Zoonoses de Campina Grande está passando por uma reforma em sua estrutura física. Como a Prefeitura Municipal enfrenta problemas financeiros, a nova diretoria do órgão decidiu promover um mutirão com a participação de Organizações Não-governamentais (Ongs) do município, além da sociedade civil e instituições como a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. O objetivo é oferecer melhores condições aos mais de 200 animais que estão abrigados no local. Os trabalhos começaram ontem e terminam no domingo.
De acordo com Bárbara Barros, diretora do Zoonoses, o espaço que deveria abrigar temporariamente cães, gatos e equídeos precisa de uma revitalização para oferecer melhores condições aos bichos.
“Precisamos melhorar urgentemente as condições do Centro de Zoonoses. E o primeiro passo é convocar para que a sociedade venha participar conosco, seja com trabalho voluntário, para dar mais carinho aos animais, ou com doações. Precisamos de material de construção para reformar as celas, um volume maior de ração, e não temos recursos para isso no momento. Ao longo dessa semana, vamos buscar melhorar as condições físicas do local, para que no próximo domingo, com a presença do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e outros órgãos, nós façamos uma força-tarefa para revitalizar esse espaço”, explicou a nova diretora.
Atualmente, o Centro de Zoonoses abriga em suas dependências cerca de 140 cães, 40 gatos e mais de 20 equídeos. Como todos esses animais acabaram sendo abandonados nas ruas, a diretora ainda estipulou que estejam vagando pelo município cerca de 500 mil animais sem donos, o que, segundo ela, é um número bastante elevado, e que o local não conta com condições para abrigar mais do que a população que já é atendida. Dessa forma, ela aponta que a melhor forma que há para transformar essa realidade é ter uma participação maior da população nas adoções.


 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Zoonoses terá unidade para controlar população animal

Unidade, tem como objetivo reduzir a população de animais errantes por meio de procedimento cirúrgico de esterilização e de ações educativas.



 
 

A cidade de João Pessoa ganha hoje uma Unidade de Controle Populacional de Cães e Gatos. O serviço vai promover a esterilização de animais que vivem em áreas com risco epidemiológico para a transmissão de zoonoses (raiva e leishmaniose). A iniciativa é da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O serviço funcionará no Centro de Zoonoses, na Rua Walfredo Macêdo Brandão, e será inaugurado a partir das 8 horas.
A unidade, que será pioneira na Paraíba, tem como objetivo reduzir a população de animais errantes por meio de procedimento cirúrgico de esterilização e de ações educativas voltada para a posse responsável. “Esperamos diminuir, em médio prazo, o número de animais abandonados ou semidomiciliados que transitam nas vias públicas, oferecendo riscos à saúde por meio de mordeduras, eliminação de parasitas e acidentes automobilísticos, entre outros”, disse a diretora de Vigilância à Saúde da SMS, Nara Arruda.
Segundo Nara, para a utilização do serviço, serão exigidos alguns requisitos aos usuários, como: residir em áreas com risco epidemiológico para transmissão de zoonoses; ter animais indicados por ONGs; ter 60 anos ou mais; ser portador de necessidades especiais; ou ter adotado animais no Centro de Zoonoses.
Etapas
A ideia é separar, por semana, dois dias para a esterilização de fêmeas e três dias para a de machos, sendo cinco animais por dia, em média – o que leva a 25 animais por semana, ou 100 por mês. O início desses procedimentos cirúrgicos ainda está condicionado à conclusão das etapas burocráticas de aprovação no Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba, de acordo com Nara.
As ações de posse responsável, no entanto, já podem ser desenvolvidas no Centro de Zoonoses, com a condução dos médicos veterinários e agentes de saúde ambiental. O auditório do Centro, com capacidade para 100 pessoas, será destinado às parcerias com as secretarias de Educação e de Meio Ambiente, ONGs e outros órgãos que desenvolvem ações voltadas ao tema.


sábado, 10 de novembro de 2012

PB é o quinto no NE em acidentes com escorpiões

Paraíba ocupa quinto lugar no Nordeste em número de acidentes com escorpiões, os dados são do Ministério da Saúde.

 


Alícia Uchôa, do G1
Secretaria Estadual de Saúde realiza evento pra capacitação de técnicos no manejo de escorpiões


O número de ataques por escorpiões na Paraíba, aumentou 33,42% em 2011, que registrou 1.964 casos, em comparação a 2010, que teve 1.472 ocorrências. Entre os Estados do Nordeste, a Paraíba assumiu o quinto lugar, no ano passado, no número de acidentes com escorpiões a cada 100 mil habitantes, ficando atrás apenas de Alagoas, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. Os dados foram repassados pelo coordenador do Programa Nacional de Acidentes por Animais Peçonhentos do Ministério da Saúde, Guilherme Carneiro.

Em virtude dos altos índices, a SES iniciou na manhã de ontem, em João Pessoa, a I Semana Estadual sobre Capacitação, Controle e Manejo de Escorpiões, que será encerrada na próxima sexta-feira. O objetivo do evento é capacitar os técnicos da SES, gerências regionais de Saúde, Centro de Assistência Toxicológicas da Paraíba (Ceatox), centros de zoonoses, municípios sede das regionais e hospitais de referência.

Segundo o chefe do Núcleo de Controle de Zoonoses da SES, Francisco de Assis Azevedo, o índice de casos com escorpiões tem crescido anualmente. “Estamos capacitando os profissionais para a prevenção e assim contribuir com a redução de casos”, pontuou.


domingo, 4 de novembro de 2012

Saúde estadual realiza capacitação sobre controle e manejo de escorpiões

Domingo, 4 de novembro de 2012 11h04

Fonte: Da Redação com Secom/PB

Divulgação
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realiza, entre os dias 5 e 9 deste mês, a “1ª Semana Estadual sobre Capacitação, Controle e Manejo de Escorpiões”. O evento vai acontecer no Hotel Ouro Branco, em João Pessoa e será destinado aos técnicos da Secretaria Estadual de Saúde, gerências regionais de saúde, Ceatox (Hospital Universitário), centros de controle de zoonoses, municípios sede das regionais e hospitais de referência.

A Paraíba é o sétimo Estado a ser capacitado sobre o tema, que foi uma proposta do Ministério da Saúde devido à grande incidência do número de casos de picadas de escorpiões registradas no Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, as crianças e pessoas idosas estão nas estatísticas como as que mais sofrem ataques dos escorpiões. Apenas em 2008, 37 mil brasileiros foram atacados, sendo que a Bahia foi o Estado com maior incidência. O Ministério da Saúde sabe que a situação é grave e vem fazendo um trabalho de prevenção, alertando os moradores para que tomem os cuidados necessários para evitar que proliferação fique fora de controle.

O chefe do Núcleo de Controle de Zoonoses da Secretaria da Saúde, Francisco de Assis Azevedo, explicou que o objetivo do evento é capacitar profissionais de Vigilância em Saúde da SES, Entomologia, Centros de Zoonoses e serviços de referência, visando à estruturação do Programa para Controle e Manejo de Escorpiões. Para falar sobre o tema, estarão em João Pessoa palestrantes da Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde, Coordenação Geral de Doenças Transmissíveis e da Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública.

Na parte teórica da capacitação, os participantes vão receber informações de como reconhecer e diferenciar os escorpiões e a importância epidemiológica e características biológicas. Na prática, eles vão aprender a executar ações de captura e manejo de escorpiões em diferentes ambientes, com especial atenção à zona urbana.

Para afastar os escorpiões das residências, a principal orientação são condutas de manejo ambiental periódicas. As equipes de vigilância em saúde (Controle de Vetores), agentes comunitários de saúde e vigilância sanitária vão fazer recomendações para a população sobre os cuidados com os escorpiões.

Devido às alterações climáticas, em algumas regiões, eles têm se apresentado ativos durante o ano todo. Nesta época do ano, com forte calor e de chuvas frequentes, os escorpiões saem dos esconderijos em busca de alimento. Para afastá-los das residências, a principal orientação é: na área externa do domicílio manter quintais e jardins limpos, não acumular folhas secas e lixo domiciliar; acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes apropriados e fechados, e entregá-los para o serviço de coleta.

Não jogar lixo em terrenos baldios; limpar terrenos baldios situados a cerca de dois metros (aceiro) das redondezas dos imóveis; eliminar fontes de alimento para os escorpiões: baratas, aranhas, grilos e outros pequenos animais invertebrados; evitar a formação de ambientes favoráveis ao abrigo de escorpiões, como obras de construção civil e terraplenagens que possam deixar entulho, superfícies sem revestimento, umidade etc; remover periodicamente materiais de construção e lenha armazenados, evitando o acúmulo exagerado; evitar queimadas em terrenos baldios, pois desalojam os escorpiões; remover folhagens, arbustos e trepadeiras junto às paredes externas e muros; rebocar paredes externas e muros para que não apresentem vãos ou frestas.

Na área interna do domicílio alguns cuidados também são precisos como: rebocar paredes para que não apresentem vãos ou frestas; vedar soleiras de portas com rolos de areia ou rodos de borracha; reparar rodapés soltos e colocar telas nas janelas; telar as aberturas dos ralos, pias ou tanques; telar aberturas de ventilação de porões e manter assoalhos calafetados; manter todos os pontos de energia e telefone devidamente vedados.

Nos casos de acidentes, a equipe de Saúde orienta a vítima a procurar um hospital o mais rápido possível levando o exemplar do animal que causou o ferimento, para que os profissionais de saúde possam identificá-lo e indicar a melhor conduta para o caso. Se for encontrado um escorpião na residência ou estabelecimento comercial, o responsável pode-se dirigir a unidade básica de saúde mais próxima, para o preenchimento de uma notificação, e posteriormente vai ser visitado pela equipe de saúde para a busca e orientação de cuidados e condutas de manejo ambiental periódico.

As equipes de Saúde pedem a colaboração da população para a eliminação dos escorpiões.

Outras informações – O Brasil está na lista dos países que mais têm mortes por picadas de escorpiões e o Nordeste é a Região mais afetada. O perigo é que algumas espécies têm um veneno que é fatal e gostam de viver em lugares escuros, com entulhos, madeiras, sujeira e dentro de casa geralmente ficam escondidas atrás de armários, pias e balcões.

Alguns cuidados simples podem evitar o ataque de um escorpião:

Olhar sempre dentro do sapato antes de colocar o pé
Bater bem a roupa antes de vestir
Olhar e bater as roupas de cama antes de deitar
Não pegar tijolos ou entulhos sem proteção nas mãos
Não andar descalço nem dentro de casa
Não deixar crianças brincando em locais que têm entulhos ou sujeira


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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Poucas clínicas ficam abertas durante 24h

Cidade também não tem clínicas veterinárias da rede particular que funcionem 24 horas.



Outro problema que afeta os animais é a dificuldade em encontrar clínicas particulares que funcionem durante as 24 horas, em João Pessoa. Há 15 dias, a secretária Kélcia Angela Oliveira e Silva viveu esse drama. O cachorro de estimação da família, de apenas seis meses de idade, ficou doente e morreu, em poucas horas, por falta de atendimento. “Era domingo à noite e procuramos encontrar alguma clínica veterinária aberta, mas não achamos. O cachorro era da minha filha e foi um presente de aniversário. Era como um membro da família. Além de ficarmos tristes com a morte em si, estamos indignados com falta de clínica que funcione 24 horas”, acrescentou.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV/PB), George Cavalcanti, nem todas as clínicas são obrigadas a funcionar durante 24 horas. A exigência só precisa ser cumprida por aquelas que realizarem internamento e por hospitais veterinários, como determina a Norma 670/2000 do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

“As instituições que tenham animais internados precisam manter um veterinário de plantão de forma ininterrupta”, destacou. “No entanto, vamos iniciar uma investigação para verificar se as clinicas que afirmam funcionar durante 24 horas em João Pessoa, realmente, estão fazendo isso”, ressaltou George Cavalcanti.

Fonte
 

JP não tem assistência veterinária gratuita

Sem assistência gratuita, aumentam os casos de animais abandonados nas ruas ou entregues ao Centro de Zoonoses.

 




 
João Pessoa possui, em média, um cão ou gato para cada sete habitantes. A cidade abriga 723.515 cidadãos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e 110 mil animais, segundo estimativa do Centro de Zoonoses Municipal.

Apesar disso, a capital ainda não dispõe de um serviço que preste assistência veterinária gratuita aos animais doentes.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV/PB), George Cavalcanti, esse tipo de tratamento está praticamente restrito à rede privada, no Estado. Ele explica que o curso de Medicina Veterinária é oferecido nos campi da Universidade Federal da Paraíba, que funcionam nas cidades de Sousa, Patos e Areia. Nesses locais, é possível encontrar atendimento para os animais, mediante pagamento de pequenas taxas. No entanto, a assistência gratuita não existe no Estado.

O veterinário explica que a realidade é mesma na maioria das regiões do país. No Brasil, só existe hospital público para animais, como gatos e cachorros, em São Paulo. “A instalação de hospitais públicos para animais é uma reivindicação das organizações não governamentais. Mas defendemos que isso só ocorra seguindo certas condições, porque não basta só criar um hospital no papel. É preciso garantir recursos para que ele funcione. Já iniciamos estudos para auxiliar os governos a tomarem essa medida”, acrescentou.

Sem assistência gratuita, aumentam os casos de animais abandonados nas ruas ou entregues ao Centro de Zoonoses de João Pessoa para serem sacrificados. Só no mês passado, 870 cães e gatos foram atendidos no local. Alguns estavam doentes e foram levados pelos próprios donos.

“Na verdade, a população quer é se livrar do problema.

Independente da enfermidade que o animal tenha, algumas pessoas preferem os deixar no Centro de Zoonoses do que procurar o tratamento”, diz o veterinário e coordenador de Vacinação Felipe Sobral.

Ele acrescenta que a única função do serviço é manter o controle das doenças que podem ser transmitidas dos animais para as pessoas, a exemplo de toxoplasmose, raiva e leptospirose. “Não temos estrutura para atender os casos de doenças. A maioria dos animais que chegam aqui foi encontrada nas ruas, após ser abandonada pelos donos. Aqueles que chegam em boas condições de saúde são vacinados e encaminhados para adoção. Já os que estão doentes são direcionados para a eutanásia”.

Mantido pela Secretaria Municipal de Saúde, o Centro é o único serviço público que presta alguma assistência aos animais na capital. No entanto, o local não faz tratamento de doenças.
Apenas aplica vacinas e pratica a chamada eutanásia, ou seja, aplica medicamentos que levarão à morte os cães e gatos que chegam doentes ao local.

O diretor do Centro, Antonio Medeiros, explica que não é atribuição do serviço tratar animais doentes. “Decidimos manter o expediente durante o almoço, para melhorar o atendimento à população. Mas não atendemos casos de animais doentes. No máximo, fazemos exames para verificar se o caso se trata de leishmaniose (doença conhecida como calazar) e, se preciso, aplicamos a vacina”, disse.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ONG e Zoonoses promovem adoção em CG

Parceria entre o Centro Educacional, ONG Quatro Patas e Centro de Zoonoses ofertou sete cães e sete gatos retirados da rua para adoção.

 

Quem passou ontem pela manhã na Praça da Bandeira, no Centro de Campina Grande, se deparou com a possibilidade de levar para casa um animal de estimação. É que uma parceria entre o Centro Educacional Carmela Veloso, a Organização Não-Governamental Quatro Patas e o Centro de Zoonoses do município ofertou sete cães e sete gatos para que eles pudessem ganhar um novo lar.

Essa iniciativa foi proposta por um grupo de alunos da escola que estão participando de uma gincana sociocultural e que através do contato com membros da ONG e direção do Centro de Zoonoses decidiram oferecer animais que foram retirados das ruas através do centro de controle e que estão em condições de ganhar um dono. De acordo com a coordenadora pedagógica, Graça Souto, essa foi uma ação propositiva para um problema que pode causar transtornos para a cidade.

“Nós já estamos realizando campanhas de doação de sangue, órgãos, mas essa de adoção de animais foi bastante positiva já que quando nós conhecemos a realidade das ruas, percebemos que são muitos os bichos que estão soltos contribuindo para a aparição de doenças. Com essa ação de adoção, esperamos que as pessoas se sensibilizem e contribuam para dar uma nova vida a esses animais”, contou Graça.

De acordo com Fernando Grosso, diretor no Centro de Zoonoses de Campina Grande, atualmente, o local conta com mais de 150 animais que foram tirados das ruas, sendo mais de 80% deles gatos e cachorros. Ele ainda destacou que diariamente são levados ao local cerca de uma dezena desses bichos que em sua grande maioria poderia ganhar um novo lar, uma vez que após o tratamento que eles recebem no local, eles ficam prontos para dar alegria aos novos donos.

Esse é o pensamento de Eliece David, 14 anos, aluno do 9ª ano do Carmela Veloso que propôs a ação de adoção por saber o bem que faz uma família ter pelo menos um animal doméstico.

“Eu tenho animal em casa e ele só traz coisa boa para a família.

Dei essa ideia e todo mundo concordou para que a gente também ajude a saúde pública, já que quando os bichos ficam soltos, é bem comum que apareçam doenças”, destacou.

Para quem não pôde participar da ação de adoção de ontem, o Centro de Zoonoses está aberto e pronto para receber pessoas que estejam interessadas em adotar um animal. Para isso, basta, além de ter boa vontade e satisfação em criar um animal, levar um documento original com foto e um comprovante de residência. Aqueles animais que foram adotados ontem, mas que ainda não são castrados, a direção do órgão irá realizar um agendamento para que a operação seja realizada de forma gratuita.


 

sábado, 22 de setembro de 2012

Zoonoses faz 672 apreensões

Entre os animais apreendidos e não resgatados, estão espécies de grande porte como cavalos e mulas, que soltos, oferecem riscos.

 


O número crescente de animais soltos nas ruas de Campina Grande já levou o Centro de Zoonoses do município a fazer 672 apreensões até o início deste mês, entre cavalos, burros, mulas, jumentos e jegues que estavam colocando em risco a vida das pessoas. Além desse grande número, a presença de animais que são vítimas de maus tratos também tem chamado a atenção da direção do local que, para diminuir a quantidade de animais que não são resgatados pelos seus donos, os coloca à disposição para a adoção.

De acordo com Fernando Grosso, diretor do Zoonozes, atualmente o Centro ainda abriga 42 equídeos que, depois de capturados e passado o prazo de cinco dias, não foram resgatados pelos seus donos, o que faz com que o local não tenha condições de receber mais animais dessa família. Ele ainda aponta que muitos chegam ao local com ferimentos nas patas, cabeça e outras partes do corpo, por sofrerem maus tratos.

“Além de muitos se machucarem por se envolverem em acidentes de trânsito, ainda assusta a quantidade de animais que tratamos aqui que sofrem de maus tratos. Os donos exageram no tratamento forçado desses bichos e vários chegam bastante debilitados. Aliado a isso vem o medo da população de denunciar quem pratica os maus tratos”, apontou Fernando Grosso.

Segundo o diretor, o bairro de Bodocongó é o local onde se concentra o maior número de animais soltos que acabam comprometendo o trânsito e provocando acidentes. Ele acrescentou que é preciso uma integração entre o poder público e a sociedade para que essa realidade mude. “Animal solto na rua é crime. As pessoas precisam entender isso. Nós realizamos nosso trabalho de fiscalizar, de promover eventos de doação, mas se não houver uma mudança na cabeça de quem é dono desses bichos, não vai adiantar muito”, acrescentou Fernando.

Já o promotor do Meio Ambiente do Ministério Público, Eulâmpio Duarte, apontou que um dos principais fatores da existência de grande número de animais nas ruas é a desvalorização que os jumentos sofreram, fazendo com que seus respectivos donos prefiram abandoná-los nas ruas a continuar criando. “Nós percebemos que o valor comercial do jumento, por exemplo, caiu bastante. Para esse animal ser vacinado no Parque de Exposição, custa R$ 90, só que ele é vendido por R$ 10. Aliado a isso, os carroceiros não têm um local para colocar os animais para descansar, o que acaba os deixando soltos pelos bairros”, disse Eulâmpio.

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