Mostrando postagens com marcador IBGE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IBGE. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de julho de 2017

João Pessoa é 77% urbanizada e Campina Grande, 10%, diz IBGE

Dados são da publicação Áreas Urbanizadas do Brasil 2015, divulgada nesta quinta-feira.
Por G1 PB

Mapas mostram áreas urbanizadas de João Pessoa e Campina Grande (Foto: Reprodução/Áreas Urbanizadas do Brasil 2015)
Mapas mostram áreas urbanizadas de João Pessoa e Campina Grande
(Foto: Reprodução/Áreas Urbanizadas do Brasil 2015)


A Cidade de João Pessoa tem 77,33% de sua área territorial urbanizada. Por outro lado, Campina Grande tem apenas 10%. Os dados são da publicação Áreas Urbanizadas do Brasil 2015, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o documento, João Pessoa tem 163,54 km² da área de 211,475 km² urbanizada. Desse total, 91,07% é área considerada densa - caracterizada por uma ocupação urbana contínua, com pouco espaçamento entre as construções e maior capilaridade de vias - e 9,93%, pouco densa - com uma ocupação mais espaçada.

Campina Grande, por sua vez, que tem 593,026 km², tem apenas 59,79 km² de área urbanizada. Desse território, 91,69% é considerado denso e 8,31%, pouco denso. De acordo com a publicação, em todas as concentrações urbanas do país houve predominância de áreas densas, a maioria delas superando 90%.


 
 
 

sábado, 20 de junho de 2015

Paraíba já desmatou 90% da Mata Atlântica de seu território, diz IBGE


20/06/2015 19h07 - Atualizado em 20/06/2015 19h08 

Estado só mantém 483km² de área de Mata Atlântica.
Presidente da Apan diz que situação é preocupante.
 
Krystine Carneiro Do G1 PB

A Paraíba só tem 483km² de área remanescente de Mata Atlântica, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável divulgados na sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, 90,1% da área original - que era de 5.980 em todo o estado - já foi desmatada. Os dados são referentes ao ano de 2012.
 
De acordo com a publicação, também restam 111 km² de mangue. Com esses dados, a Paraíba é o estado que teve o quinto maior percentual de desmatamento de Mata Atlântica no país, ficando atrás apenas de Goiás (97,3%), Rio Grande do Norte (90,8%), Sergipe (90,7%) e Alagoas (90,3%). 
 
Para o presidente da Associação Paraibana da Natureza (Apan), Antonio Augusto, o dado é preocupante. A Mata Atlântica é um pequeno ecossistema fundamental para a preservação dos mananciais de água potável. Se essa cobertura vegetal foi extinta, as consequências serão desastrosas. João Pessoa, que hoje não tem escassez de água, passará a ter, principalmente porque tivemos uma precipitação pluviométrica baixa esse ano”, comentou.

Segundo Antonio Augusto, a Mata Atlântica na Paraíba ainda tem uma faixa estreita no Litoral e alguns resquícios no Brejo. “Os órgãos ambientais deveriam ser extremamente rigorosos com relação a licenciamento e autorização para desmatamento. Isso, infelizmente, não acontece”, disse.
 
O presidente da Apan ainda atribuiu o alto índice de desmatamento à falta de planejamento urbano dos municípios onde há Mata Atlântica. “Hoje o litoral é a região com a maior densidade demográfica do estado, onde as cidades têm um crescimento acelerado. Seria primordial que houvesse um disciplinamento desse crescimento”, disse Antonio Augusto. Outra causa é a “falta de educação ambiental e conscientização da população e, sobretudo, dos empresários e empreendedores”.

O G1 solicitou, às 17h da sexta-feira, um posicionamento em relação aos dados à Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). A assessoria de imprensa informou que ia encaminhar o pedido ao setor responsável, mas que, no horário em que a solicitação foi realizada, não havia mais expediente no órgão e que só seria possível comentar o assunto na segunda-feira (22).



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Cana-de-açúcar é o produto agrícola mais produzido na PB, aponta IBGE

16/12/2014 12h54 - Atualizado em 16/12/2014 12h54
 
Paraíba produziu 6 milhões de toneladas do produto, um aumento de 3,9%.
Santa Rita foi a cidade da PB que mais produziu cana-de-açúcar em 2013.
 
Do G1 PB
A cana-de-açúcar é o produto agrícola mais produzido na Paraíba, conforme mostra a Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2013, divulgada nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, foram produzidas 6.094.359 toneladas do produto em 2013, um aumento de 3,9% em relação a 2012.

O valor da produção de cana-de-açúcar em 2013 foi de R$ 386 milhões, ainda segundo o IBGE. A área destina à colheita do produto foi de 122.070 hectares, sendo que o rendimento médio é de 49.927 kg por hectare.
 
A cidade paraibana que mais produziu cana-de-açúcar em 2013 foi Santa Rita, com 930 mil toneladas do produto. O valor da produção foi de R$ 58,5 milhões no município. A lista segue com Pedras de Fogo (900 mil toneladas), Sapé (855 mil toneladas) e Rio Tinto (600 mil toneladas).

O segundo produto agrícula com maior produção na Paraíba foi o abacaxi, com uma produção de 285.715 toneladas em 2013. O valor da produção neste ano foi de R$ 325 milhões. Itapororoca é a cidade que mais produziu abacaxi no passado, com 75 mil toneladas produzidas. Porém, a quantidade de abacaxi produzida no estado teve uma queda de 3,03% de 2012 para 2013.

Extração vegetal
O IBGE também divulgou dados sobre a Produção de Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2013. O produto mais explorado na Paraíba é a lenha, com 470.697 toneladas produzidas em 2013. O valor da produção foi de R$ 9,6 milhões.

Em relação aos produtos alimentícios, o mais explorado é a castanha de caju. A Paraíba produziu 239 toneladas do produto em 2013, um crescimento de 4,82% em relação a 2012. O Brasil, no entanto, teve uma queda de 4,03% na produção desse produto.

O produto de extração vegetal que teve o maior aumento de produção na Paraíba em 2013 foi a mangaba, com um crescimento de 6,74%. Em contrapartida, o Brasil teve uma queda de 5,61%. Foram 95 toneladas produzidas na Paraíba em 2013.


 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Consumir água imprópria é única opção de famílias em zona rural na PB


13/05/2013 09h21 - Atualizado em 13/05/2013 09h21 

Casas da zona rural de Olivedos nunca tiveram acesso a água encanada.
Água é considerada imprópria, mas Governo diz que recupera poços.
 
Taiguara Rangel 
 
Do G1 PB
 
Cerca de 12 carros-pipa retiram água diariamente de poço artesiano em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Cerca de 12 carros-pipa retiram água diariamente de poço
artesiano em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Considerada um bem raro para os moradores da zona rural de Olivedos, no Curimataú paraibano, há quase trezentos anos a água continua sendo escassa na região. Estas famílias, que representam 47,6% dos quase quatro mil habitantes do município – povoado a partir de 1722 e emancipado em 1961 – nunca tiveram acesso a água encanada e convivem até hoje com a necessidade de carros-pipa e poços artesianos para abastecer suas casas com líquido considerado impróprio para consumo. Na falta destas opções, mesmo possuindo um rendimento mensal mediano per capita de apenas R$ 127,50, os agricultores precisam comprar água por até R$ 200.
 
Os dados são os mais recentes divulgados sobre os olivedenses, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2010). De acordo com a gerência de execução de obras da Secretaria de Infraestrutura do estado, atualmente 170 municípios na Paraíba estão sendo atendidos com abastecimento de carros-pipa por decreto de situação emergencial. Também já foram recuperados 133 poços artesianos desde outubro do ano passado, somados a outros 353 que ainda passarão por reformas.
 
De acordo com o Governo da Estado, a zona urbana é abastecida pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), com fornecimento a 697 'ligações de água'. Conforme o IBGE, 93,4% das casas naquela zona rural têm saneamento básico considerado inadequado.

Um dos únicos poços artesianos que fornecem água aos agricultores na zona rural de Olivedos fica na fazenda Campos. Construído em 1992, diariamente chegam até 12 carros-pipa do exército e particulares retirando o líquido do poço em períodos de seca, segundo o proprietário Lídio Meira. A fazenda também possuiu durante muito tempo a única fonte de abastecimento da zona rural, com um açude que existe desde 1921.

Açude ainda serve para o abastecimento de pelo menos 18 famílias em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Reservatório serve para o abastecimento de pelo menos
18 famílias (Foto: Taiguara Rangel/G1)
“Esse açude é chamado de 'Milagre' porque, em épocas mais 'brabas', até Pocinhos e outras cidades ele já ajudou a abastecer sem nunca secar. Já resistiu a várias secas, até que houve a construção do poço. Continua vindo gente aqui direto pegar água para o gado e para casa, mas o poço é que está salvando a vida dos bichos e ajudando todos os moradores por aqui”, afirmou o administrador da fazenda, Inácio Marcelo, 58 anos.

Um estudo realizado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) do Ministério de Minas e Energia, identificou 44 poços artesianos no município, mas apenas 17 em funcionamento. A água de 91% dos pontos analisados foi considerada salobra, com média na quantidade de sólidos totais dissolvidos (STD) de 8.631,88 mg/L.

“Conforme a Portaria 1.469/Funasa, que estabelece os padrões de potabilidade da água para consumo humano, o valor máximo permitido para os sólidos dissolvidos é 1.000 mg/L. Teores elevados neste parâmetro indicam que a água tem sabor desagradável, podendo causar problemas digestivos, principalmente nas crianças, e danifica as redes de distribuição”, assinalam os pesquisadores.

Açude é uma das poucas opções para consumo doméstico e de animais em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude é uma das poucas opções para consumo
doméstico e de animais (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Para Fernandes Pereira, 22 anos, seus quatro irmãos e ainda os pais, o açude considerado 'milagre' é a única fonte de água existente. Ele considera a água boa para o consumo de toda a família, que subsiste majoritariamente do trabalho em uma olaria na região. “Serve para tudo aqui em casa. Acho que retiramos uns 200 litros por dia. É para banho, beber, lavar a casa e ainda dar para as galinhas”, disse. Outras 18 famílias na fazenda Campos também dependem do açude e ainda do poço para o acesso à água.
 
Porém, para aqueles a quem a operação carro-pipa atende de modo insuficiente, resta como única solução comprar água. O abastecimento particular de 6 a 8 mil litros custa de R$ 120 a R$ 200, segundo a merendeira Lúcia de Fátima, da escola municipal José Inocêncio, zona rural de Olivedos. Assim, o morador da zona rural acaba gastando mais do que o próprio sustento para comprar água. O rendimento mensal mediano per capita dos agricultores na zona rural de Olivedos é de apenas R$ 127,50, enquanto a média na Paraíba é de R$ 170, conforme o IBGE.
 
“Já moro aqui há mais de 20 anos e vi muita seca. Praticamente só tem dois poços com água suficiente para abastecer a população. Na cidade tem a água encanada de Boqueirão (açude Epitácio Pessoa) que só chega à noite, mas na zona rural o jeito é comprar água porque o carro-pipa do Exército não dá para o consumo do mês”, alegou.
 
 
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Desertificação avança na Paraíba e já atinge 93,27% dos municípios

Cidades | Em 17/12/12 às 10h31, atualizado em 17/12/12 às 10h38 | Por Hermes de Luna

O processo de desertificação se alastra em áreas como a do Compartimento da Borborema. Segundo a Associação de Proteção ao Meio Ambiente, 80% da área territorial de Campina Grande estão totalmente desertificadas


Seca no interior da Paraíba
Dos 223 municípios da Paraíba, 203 já estão sob ameaça de desertificação - 93,27% do total. Em 2009, eram 198 nessa situação (87,78%). O avanço desse processo é agravado com a estiagem prolongada, considerada como uma das piores dos últimos 30 anos. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a situação da maioria dos solos no Estado foi classificada, quanto aos riscos de desertificação, como grave (14,76%) ou muito grave (57,06%).

Mais de 72% dos solos agricultáveis na Paraíba foram atingidos pelo estado de desertificação. O Estado é um dos mais atingidos por esse processo, segundo relatório da organização internacional Greenpeace. Mais de 1,7 milhão de pessoas - metade da população paraibana - sofre com os efeitos desse processo.

O secretário de Desenvolvimento Agropecuário do Estado, Marenilson Batista, confirma o avanço da desertificação. Ele disse que mesmo em áreas verdes é possível observar a degradação da vegetação nativa e o aparecimento de areais.

O processo de desertificação se alastra em áreas como a do Compartimento da Borborema. Segundo dados da Associação de Proteção ao Meio Ambiente, 80% da área territorial de Campina Grande estão totalmente desertificadas.

Estudioso do semiárido, o deputado estadual e professor da UFPB, Francisco de Assis Quintans, alerta que muito se fala sobre seca, que cíclica, mas a desertificação precisa de ações permanentes. "Nada está sendo feito, seja pelos governos do Estado, Federal ou pelos municípios", queixa-se.

Municípios como o de Santa Luzia (a 178 quilômetros de João Pessoa, no Sertão paraibano) enfrentam exôdo sem precedentes. Apenas 8% dos moradores ainda resistem deixar a zona rural. O município tem uma população de 13.489 habitantes, sendo que apenas 1.240 não residem na cidade. Há mais de três dias a cidade não tem água nas torneiras.

Patos (a 294 quilômetros da Capital, no Sertão) enfrenta a seca, temperaturas acima dos 30 graus centígrados ao dia e umidade relativa do ar entre 11% e 16%, comparada as registradas no deserto do Saara, na África.

Na região do Cariri, a falta de chuvas provoca colapso no abastecimento de água. Na cidade de Cabaceiras (localizado na microrregião do Cariri Oriental,a 180 km de João Pessoa) falta água há mais de meses. O município, que ficou famoso no país por servir de cenário para o filme o 'Auto da Compadecida', fica a cerca de 300 metros acima do nível do mar, na área mais baixa do Planalto da Borborema. Tem um população estimada em 5.035 habitantes, segundo censo do IBGE em 2010. Deste total, 2.217 habitantes estão na zona urbana e 2.818 na zona rural.

Um relatório do Greenpeace, em 2009, já destacava que, na Paraíba, a bacia hidrográfica do rio Taperoá (Cariri paraibano) apresentava um processo significativo de desertificação e o município de Cabaceiras apresentava áreas comprometidas. “Há uma perda da biodiversidade. Em função da severidade climática e do desmatamento para uso agropecuário, vem aumentando a área de caatinga baixa e rala na região”, alertava o relatório.

Para o secretário Maerinlson Batista, o trabalho de recuperação dessas áreas é lento e precisa ser trabalhado a partir de agora, com plantação de vegetação resistente ao clima quente e seco. Segundo ele, o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Cariri e Seridó (Procase), que vai permitir o financiamento dos projetos de famílias de agricultores e cooperativas, ajudará nesse trabalho. Em convênio com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), o Procase prevê investimentos de R$ 100 milhões.

O Procase irá convergir com outros programas desenvolvidos pelo Estado para convivência com a estiagem, como distribuição de ração, raquetes de palma, cisternas, poços, além dos investimentos de R$ 220 milhões em adutoras no Estado.

O ambientalista Roberto Almeida observou que a caatinga (bioma do semiárido) paraibana vem sendo agredida nos últimos 50 anos, devido ao tráfico de lenha. O diretor do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Ignacio Hernan Salcedo, alerta que o desmatamento está associado ao consumo de lenha (70% de consumo doméstico e 30% de consumo industrial) no semiárido Paraibano.

Apenas terras indígenas e unidades de conservação federal e estaduais, que ocupam 82,9 mil hectares, são protegidas por lei contra o desmatamento. A área corresponde a 1,42% do território paraibano.

A seca e a desertificação impõe o sacrifício do rebanho bovino. "Uma parte do rebanho foi vendida e outra parte está morrendo por conta da seca", diz o presidente da Federação da Agricultura do Estado da Paraíba (Faepa), Mário Borba. A Paraíba tinha, segundo o IBGE, 1 milhão e 354 mil cabeças de gado em 2011. Pelos cálculos da Faepa, no final de 2012 esse número cairá para 950 mil.

Fonte


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Seca mata até abelhas e reduz em 80% produção de mel no Estado


03/12/2012 às 09:59

 
Um fenômeno atípico observado nos últimos meses na Paraíba está preocupando os apicultores do Estado. Cerca de 70% dos enxames de abelhas abandonaram suas colméias por conta da seca que assombra o Sertão, o Cariri, o Curimataú e até o Brejo paraibano. A estiagem dizimou a florada, o que impõe uma queda de até 60 toneladas na produção anual.

Os dados apontam números decrescentes da produção de mel em algumas cidades, como é o caso de Catolé do Rocha (localizada no Sertão, a 411 km de João Pessoa). Considerada pelos criadores de abelhas o município com maior potencial de produção da Paraíba, sua arrecadação em 2012 ainda não ultrapassou a margem de 40 toneladas de mel, número bem inferior aos anos anteriores, onde os produtores alcançavam a marca de 150 toneladas do produto anualmente.

Já no Brejo paraibano - região que tradicionalmente não enfrenta problemas com falta de água -, cerca de 70% dos enxames abandonaram suas colméias por conta da seca. Em Bananeiras e cidades circunvizinhas, que possuem a média de 150 criadores de abelhas, a escassez de água frustra o desenvolvimento da agricultura, por conta disso, as abelhas não encontram alimentos para se manterem e saem em busca de sobrevivência.

A confirmação deste fenômeno veio do presidente da Associação Paraibana de Apicultura, Caetano José de Lima. “As abelhas estão abandonando as colméias porque não encontram alimentos nas cidades atingidas pela seca. Temos cidades que das 50 toneladas de mel que produziam por ano, arrecadaram apenas 15, em 2012”.

Diante da situação, os apicultores paraibanos encaminharam à Confederação Brasileira de Apicultura, uma solicitação para inserção da discussão do problema, na pauta do encontro anual entre a CBA e o Ministério da Agricultura. “Precisamos de políticas públicas para o Nordeste, que auxiliem os apicultores durante os meses de estiagem. Vamos solicitar esta discussão também ao Governo do Estado da Paraíba”, conclui o presidente.

A imigração e a morte das abelhas devem influenciar a produção de mel em toda a Paraíba. Estima-se uma queda superior a 80% na produção de mel. São projeções da Cooperativa Regional dos Produtores Rurais (Coaprodes), sediada em Bananeiras.

Em 2011, a Paraíba produziu 303 toneladas de mel, 12,2% a mais do que o ano anterior, segundo a Pesquisa Municipal Agropecuária do IBGE.  

Redação com Polyanna Sorrentino





quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ações para defesa civil e saneamento

Apenas 65 municípios paraibanos adotaram medidas para prevenir deslizamentos ou recuperar áreas atingidas por chuvas e alagamentos.



Francisco França
Apenas seis municípios têm equipes capacitadas para agir em casos de calamidade pública

Alguns municípios paraibanos estão desprovidos de ações na área de prevenção de tragédias naturais. De acordo com o IBGE, apenas 65 adotaram medida para prevenir deslizamentos ou recuperar áreas ambientais que foram atingidas por chuvas e alagamentos durante 2010 e 2011.

Em oito cidades foram construídos muros de proteção e diques; em 10 foram feitos serviços de drenagem e desassoreamento e em 23 foram criadas redes de águas pluviais. O IBGE ainda constatou que foram feitas obras de contenção, de drenagem e de demolição de casas em 16 cidades. Apenas dois municípios possuem o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) e só seis capacitaram suas equipes para agir em caso de calamidade pública.

Apesar disso, o coordenador da Defesa Civil da Paraíba, José Walber Rufino, considerou positiva a quantidade de municípios que realizaram alguma medida preventiva no Estado.

Saneamento básico
O estudo também mostrou que apenas 27 cidades elaboraram alguma política para administrar os recursos para o saneamento básico. Em nove, a política foi criada por lei.

No Estado, só há 18 cidades com legislação municipal que protege os mananciais; 31 têm alguma legislação para o sistema de abastecimento de água nos loteamentos novos; 19 têm alguma lei que normatiza a drenagem e só cinco têm política de coleta seletiva.

Fonte

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Frota conta com 400 ônibus

Ao todo, são 466 ônibus divididos em 91 linhas e que atende a uma população de 723 mil pessoas. 


 


João Pessoa possui pouco mais de 723 mil habitantes, segundo dados do Censo Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para atender a população existem seis empresas de ônibus no município que oferecem mais de 400 veículos. “Na Semob (Superintendência de Mobilidade Urbana) temos uma frota cadastrada de 541 veículos, incluindo aqueles que ficam na reserva, enquanto outros vão para manutenção.

Circulando na cidade temos 466, divididos em 91 linhas”, afirmou o chefe da Divisão de Ônibus (Dion), Francisco Alcântara.

Segundo ele, as seis linhas circulares possuem demanda maior, já que percorrem grande parte dos bairros da cidade, a exemplo da 5110, diferente das linhas radiais, que saem do bairro para o Centro da cidade. “Apesar de trafegarem por outros bairros, são linhas de rotas mais simples. Os circulares possuem rotas maiores, atraindo maior número de passageiros”, pontua.

Alcântara diz que toda linha é direcionada de acordo com a demanda. Umas atendem suficientemente a população, outras têm oferta maior que a procura e ainda há as que precisam ser redimensionadas, a exemplo da 501 – Colinas do Sul, que recentemente sofreu alterações.

“Essa linha tem um percurso longo e passa constantemente por áreas de conflito de trânsito, com grande fluxo de veículos, o que promovia muita perda de tempo e dificuldade de operação.

Incrementamos mais três ônibus na frota que já contava com cinco. Da 501 fizemos a 5201 e a 2501, que além de continuar atendendo a população com rota pela avenida Epitácio Pessoa, segue por dentro do Cristo Redentor, por uma área mais tranquila, reduzindo o tempo de viagem”, detalha.

De acordo com o chefe da Dion, essa é uma solução a curto prazo com a finalidade de suprir necessidades emergenciais, na qual esse tipo de intervenção dá maior fluidez no trânsito. Há cerca de um ano, a Semob vem fazendo alterações no trânsito para dinamizá-lo, principalmente focando no transporte público, que é transporte de massa.


 

sábado, 22 de setembro de 2012

Falta saneamento em 16,8% das casas na PB

Dados do Censo 2010 do IBGE, revelam que 181.553 domicílios paraibanos são inapropriados para abrigar as famílias. 



Rizemberg Felipe
Mau cheiro e doenças: esgoto a céu aberto é uma das principais causas de doenças, como leptospirose e hepatite

Com uma vassoura nas mãos, a dona de casa Leandra Domingos Pereira tenta reduzir a quantidade de esgoto que corre em frente a sua casa. A água suja, que sai da tubulação da cozinha e do banheiro, deveria seguir para uma estação de tratamento, mas, em vez disso, abre caminho pela rua e se junta a um amontoado de lixo depositado perto dali.
 
“Aqui é muito sofrimento. Esse mau cheiro é tão grande que meus filhos já ficaram doentes. É um aperreio que parece não ter fim”, lamenta a dona de casa.

Leandra reside no bairro do Róger, em João Pessoa, numa área conhecida como “Terra do Nunca”. Apesar da localidade ficar a menos de 500 metros de distância do Centro, os moradores ainda sofrem com a ausência de saneamento básico e estão entre os domicílios considerados inapropriados para a habitação, segundo os critérios adotados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o Censo Demográfico 2010, a Paraíba possui o total de 1.080.672 domicílios. Destes, 181.553 são considerados inapropriados para abrigar as famílias, representando um índice de 16,8%. O motivo é que eles não apresentam qualquer condição de saneamento básico considerado adequado. Ou seja, elas não estavam conectados à rede geral de abastecimento de água, ao esgotamento sanitário nem tinham acesso à coleta de lixo.

A maior parte dessa população que não tem acesso aos serviços públicos vive na área rural. Dos 250.911 domicílios instalados no campo, 174.634 são inadequados por não estarem ligados à rede geral de abastecimento de água, ao esgotamento sanitário e ao acesso à coleta de lixo. Já na área urbana, são 829,7 mil domicílios urbanos. Desta quantidade, pelo menos, 6.638 não são cobertos por nenhum dos três serviços públicos.

Para o engenheiro sanitarista Edmilson Fonseca, os dados são motivo de preocupação. Ele explica que a ausência de saneamento básico é o principal responsável pelos diagnósticos das chamadas doenças de veiculação hídrica, que recebem esse nome por possuírem ligação direta com água contaminada.

Esquistossomose, leptospirose, hepatite, meningite e leishmaniose estão entre essas patologias.

Na Paraíba, o diagnóstico dessas cinco doenças aumentou nos últimos dois anos, segundo dados do DataSUS, serviço criado pelo Ministério da Saúde. Os casos de esquistossomose saltaram de 73 em 2010 para 155 no ano seguinte. Já nos seis primeiros meses de 2012, foram 28 notificações.

A leptospirose fez oito vítimas em 2010 e outras 24 no ano seguinte. Já no primeiro semestre de 2012, houve três casos. A hepatite totalizou 141 diagnósticos só entre janeiro e junho deste ano e outros 483 nos 12 meses de 2011. Os diagnósticos de meningite também cresceram no Estado e já chegaram a 138,7%, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2010, a Paraíba teve 62 ocorrências. No ano seguinte, o número subiu para 148. Outros 26 diagnósticos ocorreram entre janeiro e junho de 2012.

Já leishmaniose também atingiu 28 pessoas no Estado, em 2010. Já no ano seguinte, esse número subiu para 46, representando 64,2% de aumento. Só nos seis primeiros meses de 2012, já houve 12 notificações.

Além dessas, existem mais de cem doenças causadas pela ausência de saneamento básico. Para o engenheiro sanitarista Edmilson Fonseca, é a falta de investimentos nessa área que influencia diretamente na saúde das pessoas.

“Estudos do Ministério da Saúde já mostraram que, para cada dólar gasto no saneamento básico, evita-se de gastar quatro dólares no tratamento da saúde. Isso mostra que os serviços de esgotamento, coleta de lixo e fornecimento de água tratada são importantes ferramentas de prevenção às doenças”, observou.

Segundo a gerente executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Talita Tavares, o governo estadual realiza ações permanentes em parceria com os municípios para evitar o avanço das doenças. “Quando se fala em vigilância à saúde, pensamos em capacitações das equipes de saúde e ações preventivas como imunizações da população, campanhas educativas e atenção no controle dos casos. Além disso, temos ações que agilizam o diagnóstico e tratamento, como materiais que distribuímos aos municípios para permitir a realização dos testes rápidos que detectam doenças sexualmente transmissíveis”, disse.

Fonte

 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cagepa se compromete em melhorar abastecimento de água na Paraíba

18/09/2012 10h39 - Atualizado em 18/09/2012 10h39

Reunião entre MP e Cagepa discutiu falta de água potável no Sertão.
Duas localidades receberão visitas de técnicos para estudar soluções.


Do G1 PB
 

Em reunião com o Ministério Público, Cagepa se comprometeu em resolver os problemas (Foto: Divulgação)
Em reunião com o MP, Cagepa se comprometeu
em resolver a situação (Foto: Divulgação)
Uma reportagem do Globo Rural na semana passada mostrou que milhares de famílias estão sofrendo com o problema da falta de água potável no Sertão da Paraíba. Uma reunião na segunda-feira (17) entre representantes do Ministério Público e da Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) discutiu o problema e ficou firmado que a companhia vai trabalhar na região para melhorar o abastecimento.

Nesta terça-feira (18), o diretor de operação e manutenção definirá datas para enviar técnicos às localidades afetadas para serem feitos estudos da situação e definir as soluções. A promotora de Justiça Sônia Maia também vai programar para as mesmas datas das inspeções audiências públicas com a participação da população atingida pela falta de água.
 
As duas localidades da região sertaneja são a comunidade de Riacho do Jardim, no município de Brejo do Cruz, com cerca de 50 famílias e a cidade de São José do Brejo do Cruz, que tem população de 1.707 habitantes, de acordo com dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

No caso de Riacho do Jardim, o diretor Marco Túlio explicou que na tubulação da adutora passa água bruta, sem tratamento, e que não pode ser servida à população. Mas o maior entrave é que a localidade é zona rural e a legislação não permite a atuação da Cagepa. “Nossas equipes especializadas vão fazer um estudo de sondagem e o caminho será a perfuração de poços artesianos, já que a Cagepa não pode atuar na zona rural”, explicou o diretor.

Já o problema em São José do Brejo do Cruz é menos complicado, já que é uma área urbana, de acordo com a Cagepa. A cidade possui um grande açude e o órgão pretende fazer com que as casas recebam água dele, mas estão faltando o tratamento da água e o abastecimento. A Cagepa infomou que será feita a interligação das tubulações.

Falta de água potável no Sertão


No mês de abril o Governo do Estado da Paraíba havia decretado estado de emergência por conta da seca em 195 municípios do estado. Com o início do inverno, as chuvas caíram no Sertão, mas não foram o suficiente para melhorar a situação dos sertanejos. A região vive um longo período de estiagem e os moradores sofrem com a falta de água potável.

Na zona rural de Sousa são poucos os açudes e os que existem estão com o volume de água baixo. Os moradores tem cisternas construídas, mas precisam recorrer a meios alternativos, como barreiros, poços, açudes. A agricultora Damiana Soares precisa beber a água do açude. "É só um carro para abastecer a região, aí quando falta a gente bebe daqui mesmo. Essa água não serve nem para ser filtrada de tão barrenta e pesada que é", disse.

A constatação ainda mais forte é que o calor e o mormaço da região fazem com que os animais entrem nos reservatórios das quais as pessoas utilizam a água. De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), 880 mil pessoas convivem com a seca, pois não têm água potável em casa.

Fonte

 

domingo, 16 de setembro de 2012

31,4% das casas de JP não têm saneamento

Número foi apontado na pesquisa 'Indicadores Sociais Municipais - Análise do Censo 2010', do IBGE.




Sentada na calçada, em uma rua da Comunidade do ‘S’ (no bairro do Róger, em João Pessoa), Maria José Idalino falou sobre os problemas de viver em um local sem esgotamento sanitário adequado.

“Tem época que dá muita muriçoca aqui. As crianças já estão tão acostumadas com a sujeira que nem adoecem tanto”, afirmou, ao reclamar das poças de água na rua - formadas pelo despejo de tubulações ligadas aos chuveiros e às pias das casas.

Já os dejetos, segundo ela, passam por uma galeria ‘improvisada’ feita pelos próprios moradores e que desemboca em mangues próximos. Assim como o domicílio de Maria José, 31,4% (66.962) do total de moradias (213.256) de João Pessoa não possuem uma infraestrutura plena de saneamento básico.

O número foi apontado na pesquisa 'Indicadores Sociais Municipais - Análise do Censo 2010', do IBGE, que classifica o serviço em três níveis (adequado, semiadequado e inadequado).

Para o Instituto de pesquisa, a estrutura de saneamento só é adequada quando o domicílio tem escoadouro ligado à rede geral ou à fossa séptica, serviço de água proveniente de rede geral de abastecimento e lixo coletado diretamente ou indiretamente pelos serviços de limpeza.

A classificação é de semiadequado quando a residência é atendida por pelo menos um desses serviços e de inadequado quando ela não é coberta por nenhum deles. Ainda de acordo com os dados do IBGE, 0,2% (aproximadamente 426) dos domicílios da capital apresentam esta última situação. Já 31,2% (66.535) são cobertos por uma estrutura semiadequada.

“O ideal é que todos os domicílios sejam atendidos pelo saneamento básico. Mas a criação e a manutenção dessas infraestruturas requerem elevados investimentos em obras e constantes melhoramentos e os gestores não se interessam por esse trabalho - porque são obras que não 'aparecem'”, opinou o professor do Departamento de Estatística da UFPB - doutorando em Saúde Pública e especialista em demografia, Jozemar Pereira Santos.

Ele enfatizou, ainda, que “as boas condições de saneamento não só melhoram a saúde dos habitantes, mas também as condições do meio ambiente. Doenças relacionadas com os sistemas precários de água e esgoto e às deficiências de higiene são responsáveis por muitas mortes no mundo todo”.

ABASTECIMENTO
Para o professor Jozemar Santos, se não houver um planejamento adequado para atender ao crescimento populacional, haverá também um colapso no abastecimento de água e de energia elétrica.

“Já vivenciamos esse tipo de problema. É recorrente a falta de água em alguns bairros”, exemplificou, ao lembrar que os setores de educação, saúde e emprego também são essenciais para atender o crescimento populacional. “Vemos hoje que muitas empresas não conseguem contratar empregados pela falta de qualificação”, exemplificou.

SAÚDE
Inchaço populacional também pede aumento nos serviços de saúde. Conforme Glauco Oliveira, já foram licitados 15 Postos de Saúde da Família que vão aumentar a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde gerido pelo município.

Além disso, há um projeto aprovado e com recursos alocados para a construção de mais duas Unidades de Pronto-Atendimento (uma no Valentina Figueiredo e outra em Cruz das Armas) – afora a já inaugurada em 2011, a UPA Oceania.

Fonte

 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Famílias sofrem com falta de água potável em zona rural do Sertão da PB

07/09/2012 12h02 - Atualizado em 07/09/2012 12h02

Segundo IBGE, 880 mil pessoas não têm água potável em casa na Paraíba.
Famílias da zona rural de Sousa, no Sertão do estado, são as mais afetadas.
 
Do G1 PB com TV Paraíba
 

No mês de abril o Governo do Estado da Paraíba havia decretado estado de emergência por conta da seca em 195 municípios do estado. Com o início do inverno, as chuvas caíram no Sertão, mas não foram o suficiente para melhorar a situação dos sertanejos. A região vive um longo período de estiagem e os moradores sofrem com a falta de água potável.

Na zona rural de Sousa são poucos os açudes e os que existem estão com o volume de água baixo. Os moradores tem cisternas construídas, mas precisam recorrer a meios alternativos, como barreiros, poços, açudes. A agricultora Damiana Soares precisa beber a água do açude. "É só um carro para abastecer a região, aí quando falta a gente bebe daqui mesmo. Essa água não serve nem para ser filtrada de tão barrenta e pesada que é", disse.
Já na casa da agricultora Doralice Gonçalves existe cisterna, mas a serventia não é a ideal. Ela ficou com medo de limpar a cisterna para receber o novo abastecimento porque nunca se sabe quando chega este abastecimento. O último foi há três meses e, enquanto o caminhão pipa não chega trazendo litros de esperança, a família utiliza a água suja sem tratamento.

Ela, o marido e as duas filhas matam a sede com esta água cheia de resíduos. "As minhas filhas têm disenteria de vez em quando. O meu marido só tem um rim e se adoeçer nós vamos viver de quê? A situação é essa", disse. A água para tomar banho, cozinhar e lavar roupas é ainda pior. Ela tem que pegar no açude para não gastar a água usada para beber. A cor amarelada e barrenta dá sinais de que a qualidade não é boa. "Não tem outra, tem que usar ela mesmo. Do jeito que está aí eu uso", disse.

A constatação ainda mais forte é que o calor e o mormaço da região fazem com que os animais entrem nos reservatórios das quais as pessoas utilizam a água. De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), 880 mil pessoas convivem com a seca, pois não têm água potável em casa. 



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

880,7 mil paraibanos não têm água tratada

Sem aceso à água tratada, 23,38% da população paraibana, precisa recorrer a poços e outros tipos de fontes para garantir abastecimento.


 
Rizemberg Felipe
De acordo com dados do IBGE, a Paraíba possui 57.089 domicílios sem água encanada
Por outro lado, a pesquisa apontou que 829.018 domicílios são atendidos pela rede pública de fornecimento de água. Ao todo, são 2.901.563 paraibanos que dispõem desse serviço, já que o IBGE calcula que cada moradia possui, em média, 3,5 habitantes.

Das pessoas que não têm água encanada em casa, a maior parte recorre a poços ou nascentes naturais, existentes dentro da propriedade. São 57.089 domicílios nessa situação, o que corresponde a 199.811 pessoas, segundo estimativa do IBGE. A maior quantidade de casas, nestas condições, está localizada nas cidades de Jericó (6.795), Pedras de Fogo (2.494), São Sebastião de Umbuzeiro (2.366), Santa Rita (2.113), Mamanguape (1.699), Mari (1.468), São José do Rio do Peixe (1.191), Areia (1.097) e Baía da Traição (963).

Outras 50.988 moradias também são atendidas por poços ou nascentes naturais, no entanto, localizadas longe das propriedades, o que obriga que 178.458 habitantes precisem se deslocar, por alguma distância, para fazer o transporte de latas e baldes cheios com a água. Ainda de acordo com IBGE, a maioria dessas pessoas que não têm acesso à água encanada vive na zona rural.

Entre essas pessoas está a dona de casa Maria das Mercês da Silva, 59 anos. Ela mora numa comunidade conhecida como “Ilha dos Pescadores”, localizada às margens da PB 008, na divisa de João Pessoa e Conde. No local, só há apenas três casas, que não são atendidas por tratamento de água. Os moradores precisam recorrer a lago e a um poço artesiano, construído na área.

“Todos os dias, eu pego meu balde, coloco na cabeça e vou atrás da água. Preciso caminhar uma meia hora para ir e voltar. É um sofrimento grande, mas não tem jeito. Faz 23 anos que vivo assim”, lamenta.

Na precária casa, feita de taipa, Maria das Mercês vive com dois adultos e duas crianças, que já apresentaram na saúde as consequências da falta do tratamento de água. “Minha neta vive com dores de barriga. Acho que é por causa dessa água mesmo, que é muito barrenta. Meu sonho é que um dia a água encanada chegasse aqui, mas isso é muito difícil”, diz a dona de casa.

Perto dali, outra área também sofre a falta da água de qualidade, apesar de estar localizada em zona urbana. Mesmo atendida pela rede da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a Comunidade de Paratibe, localizada ao lado do bairro do Valentina Figueiredo, precisa recorrer a poços artesianos.

Segundo a moradora Jorlane Nascimento Pereira, 23 anos, o motivo disso são as constantes faltas de água que ocorrem na região. “Aqui, falta água umas três vezes por semana. Às vezes, ficamos o dia todo sem uma gota de água na torneira. Por isso, tiramos água no poço”, diz.

O poço ao qual Jorlane se refere fica no quintal da casa e possui 25 metros de profundidade. Apesar da estrutura ficar perto de uma fossa, a água retirada é usada sem tratamento doméstico prévio. “A gente tira a água para beber, tomar banho, limpar a casa e fazer comida. Não colocamos água sanitária e nem fervemos, não", explica a dona de casa.


 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

54,4% da capital tem vegetação


Levantamento da Semam-JP mostra que percentual da cobertura verde na capital paraibana é de 54,4%, superando média nacional.

 

Rizemberg Felipe
Dos 211,474 quilômetros quadrados (km²) de extensão da cidade, 115.041 são ocupados por espécies da flora brasileira


Mais da metade do território da capital paraibana ainda é coberta por vegetação, segundo levantamento feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam-JP). Dos 211,474 quilômetros quadrados (km²) de extensão da cidade, 115.041 são ocupados por espécies da flora brasileira e de outras nacionalidades. O percentual da cobertura verde é de 54,4% e supera a média nacional. Em outras cidades brasileiras, a flora ocupa entre 14% a 35% dos territórios.

Só nas praças, calçadas e canteiros centrais de João Pessoa, a estimativa é que existam cerca de 150 mil árvores plantadas, atualmente. Se dividido pelo número de habitantes, esse número equivale a uma árvore para cada grupo de cinco pessoas, já que a população pessoense está estimada em 723 mil moradores, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de considerar satisfatória, a Semam acredita que essa proporção ainda pode ser alterada e a cidade possuir até mais árvores que habitantes. O engenheiro agrônomo e coordenador dos trabalhos de arborização da Semam, Anderson Fontes, explica que a capital possui reservas ambientais que conservam resquícios da Mata Atlântica. A principal delas é a Mata do Buraquinho, com 570 hectares de área verde. “Além dela, temos parques como o Arruda Câmara e o Cuiá, que contribuem”, completa.

O especialista ainda acrescenta que as áreas verdes estão presentes nos 65 bairros da cidade. A Semam ainda não elaborou um inventário arbóreo, mas estudos preliminares constataram a existência de árvores nas 7.333 ruas da cidade. As espécies mais comuns são exóticas e oriundas de outras regiões do mundo. Para ampliar a quantidade de espécies pertencentes à flora brasileira, a Semam começou a fazer introduzir na cidade árvores nativas da Mata Atlântica.



terça-feira, 19 de junho de 2012

Paraíba sofre com redução da caatinga

Pesquisa do IBGE revela que a Paraíba só conta com 11% da mata atlântica.





A Paraíba só conta com 11% (75.641 hectares) da Mata Atlântica original do Estado, conforme dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa 'Indicadores de Desenvolvimento Sustentável' (IDS 2012). O estudo do IBGE revelou, ainda, que a caatinga também sofreu uma redução na Paraíba: até 2009 foi devastada uma área de 23.447 (45,7%) quilômetros quadrados, do total anterior de 51.357 km² existentes. Isso significa que apenas 54% desse tipo de vegetação ainda pode estar presente no Estado.

Segundo o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis na Paraíba (Ibama), Bruno Eloy, o problema do desmatamento ocorre no interior, onde os agricultores que vivem de culturas de subsistência têm o costume de devastar as áreas – sem procurar autorização do Ibama.

“Eles desmatam áreas de preservação permanente, mas ao longo de vários anos o Ibama vem combatendo essa prática com operações de fiscalização", disse Bruno. Em João Pessoa, a assessoria de imprensa da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) afirmou que a cidade foi a primeira do Brasil a dispor de um Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica - lançado e aprovado em novembro de 2010. O projeto realizou uma pesquisa para reconhecimento dos problemas e potencialidade de cada área verde e definiu ainda aquelas prioritárias para recuperação.

Conforme a assessoria, em 2011, a prefeitura também aprovou o Sistema Municipal de Áreas Protegidas (Smap), que está desenvolvendo ações como o cercamento das áreas verdes. A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA entrou em contato com o coordenador de Estudos Ambientais da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Gerônimo Villas-Boas, a fim de saber as ações realizadas para proteger a mata nativa em nível estadual, mas, até o fechamento desta edição, não foi obtida resposta.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Paraíba perde liderança nacional do abacaxi

Apesar da previsão de crescimento em 4,91% na produção, pesquisa aponta que colheita de abacaxi do Pará, deve superar a da Paraíba.  

Publicado em 13/06/2012 às 06h00 

Hallita Avelar
Francisco França
Paraíba manteve a liderança na produção do abacaxi nos últimos quatro anos

A Paraíba deverá perder este ano a liderança nacional na produção de abacaxi, segundo números do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE. A pesquisa, realizada em maio, revela que o número de frutos que serão colhidos nos campos paraibanos será inferior à produção do Pará.

Apesar de a Paraíba prever um crescimento no número de unidades do fruto de 4,91% sobre o ano passado, o Pará deve superar as expectativas da Paraíba com uma alta mais forte de 16,27% na produção. A Paraíba manteve a liderança da produção do fruto nos últimos quatro anos (2008-2011).

Em números absolutos, a previsão é que a produção paraibana atinja 288,959 milhões de unidades de abacaxi, enquanto o Pará vai alcançar este ano 314,544 milhões de frutos, uma produção de 8,85% (25,5 milhões de unidades a mais) que a paraibana. Na terceira posição, vem Minas Gerais, que este ano vai somar 228,703 milhões do frutos, o que representa uma queda de 4,64% sobre o ano passado (218,095 milhões de unidades).

No ano passado, a Paraíba superou o Pará com uma pequena margem de diferença. O Estado somou um total de 275,437 milhões de frutos produzidos, enquanto o Pará teve 270,532 milhões.

Essa alteração de posição da primeira colocação no cenário nacional da produção de abacaxi deve-se mais ao maior investimento do Estado do Pará no setor e não a uma queda da Paraíba, na avaliação do agrônomo José Rinaldo, do IBGE. “O problema é que o Pará aumentou a área destinada à colheita do abacaxi. Em 2011, eles usavam 8,968 mil hectares para o plantio do abacaxi. Agora, são 10,597 mil (+18,16%). Já a Paraíba passou dos 9,331 mil hectares para os 9,735 (+4,32%). Isso deve gerar um crescimento no rendimento do Pará em torno de 45%”, explicou.

Ele também acredita que esse cenário não deverá ser revertido facilmente pelo Estado.

“O problema é que a Paraíba não tem aumentado de maneira significativa o espaço destinado ao abacaxi, havendo até algumas pequenas reduções, como em Santa Rita, uma das maiores áreas do Estado para o plantio, que caiu de 3 mil hectares para 2,1 mil, o que representa, uma queda de 30% em sua área este ano", frisou. (veja gráfico com as maiores áreas)

Apesar disso, os técnicos avaliam que a qualidade do fruto produzido na Paraíba continua bem superior ao do Pará, devido às condições climáticas favoráveis ao plantio no Nordeste, o que faz da região a responsável por 40% da produção nacional. A Paraíba participa este ano com 18% do país.

Segundo o assessor estadual da cultura do abacaxi da Emater-PB, Leôncio da Costa Vilar, a produção do fruto na Paraíba é capaz de gerar uma movimentação de renda bastante alta. “Neste ano, o plantio do abacaxi deve injetar em torno de R$ 200 milhões na economia local. Mesmo caindo para a segunda posição do ranking, a Paraíba é um dos estados de maior produção, tendo ocupado a liderança nos últimos quatro anos”, disse.

Sobre a possibilidade da Paraíba retomar a primeira posição, Leôncio afirma que “é cedo para projetar, pois é preciso ainda fazer um estudo das políticas públicas aplicadas no Pará para saber se elas também podem ser usadas aqui, mas potencial é o que não falta ao Estado”, opinou.



Paraíba tem novo mapa geográfico

Com o objetivo é facilitar o estudo e a elaboração de pesquisas acadêmicas, IBGE faz atualizações nos mapas da Paraíba.

 

 

Já está disponível no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a versão atualizada do mapa da Paraíba. Em novo layout, as informações geográficas do Estado, como relevo, rios e tipos de solo, estão mais precisas e detalhadas. O objetivo é facilitar o estudo e a elaboração de pesquisas acadêmicas que abordem esses conteúdos.

O trabalho de atualização, que começou no ano passado, foi feito pela Coordenação de Cartografia da unidade do IBGE instalada no Rio de Janeiro (RJ). Para isso, os técnicos utilizaram dados coletados a partir de imagens de satélites, de pesquisas demográficas e até de informações repassadas ao órgão por cientistas e usuários do Portal do IBGE.

Segundo o coordenador de Cartografia do IBGE/RJ, Marcelo Maranhão, a última atualização feita no mapa da Paraíba ocorreu há mais de cinco anos. Apesar desse tempo, não ocorreram mudanças representativas na geografia do Estado.

“O que houve nessa atualização foi uma ampliação de escala, que permite a visualização mais detalhada, por exemplo, dos nomes dos rios, estradas, serras, picos, reservatórios, praias e acidentes geográficos. O mapa está disponível no site do IBGE e os usuários já poderão pegar uma cópia e imprimi-los em gráficas para o estudo”, afirmou Marcelo Maranhão.

Além da Paraíba, foram disponibilizados, ontem, também os mapas dos Estados de Goiás, Ceará, Rio de Janeiro e Piauí. Até o final deste ano, a previsão é que seja concluída também a atualização dos mapas de Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Espírito Santo.

“A partir de agora, nossa intenção é fazer essa atualização com uma regularidade menor. Por isso, pretendemos iniciar uma nova série de estudos já a partir do próximo ano”, declarou Marcelo Maranhão.

Para o professor de Geografia Hamilton Santos, que tem 12 anos de experiência no ensino da disciplina na capital, a atualização do IBGE, se feita com mais regularidade, se tornará uma importante ferramenta de trabalho em sala de aula. Mesmo que não indiquem as mudanças geológicas, em decorrência do curto tempo, os estudos podem apontar o crescimento econômico e o desenvolvimento do Estado.

Segundo o especialista, a atualização ainda previne prejuízos educacionais, a exemplo de reprovação em exames. “Sem atualização, as informações ficam defasadas e isso pode prejudicar alunos que se submetem a vestibulares e concursos, que usam o IBGE como fonte de estudo”, advertiu.


 

domingo, 27 de maio de 2012

Mais de 20% das moradias paraibanas ficam ao lado de esgotos a céu aberto

Mais de 170 mil domicílios paraibanos estão ao lado de esgotos a céu aberto, o que representa 22% das casas, o dobro da média nacional, que é de 10%, segundo o IBGE, o que significa mais pessoas doentes, mais gastos públicos com saúde, com hospitais, com PSF e com remédios.

A Paraíba ficou em 11º lugar na lista dos estados que têm mais casas com esgotos a céu aberto no entorno. No Nordeste, o Piauí tem a pior situação.

Os dados do IBGE mostram ainda que em João Pessoa, mais de 8,7 mil domicílios estão nessa situação.

De acordo com Cláudia Coutinho, especialista em Engenharia Ambiental, falta empenho do poder público para mudar essa realidade.

– O que está faltando é a questão dos governos, seja de esfera municipal, estadual ou federal, se empenhar a ter essa política de saneamento básico, implantar todo esse sistema de coleta de esgoto sanitário e do tratamento também. Porque só coletar e jogar nos rios e nos mares não vai adiantar, vai só tirar o esgoto da frente da população, mas vai poluir outros locais. Então tá faltando na verdade, é a vontade política para se fazer esse trabalho – disse Cláudia.

* Com informações da TV Cabo Branco

Por: Redação 
 
 
 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Lixo invade ruas das cidades da Paraíba

Lixo proveniente de mais de 240 mil domicílios no estado, vai parar nas ruas e em terrenos baldios, é o que mostra pesquisa do IBGE. 

 

Problema é agravado pela falta de conscientização da populão,
diz Emlur. Kleide Teixeira
Mais de 240 mil domicílios paraibanos não dão o destino adequado ao lixo. É o que aponta o último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010.

O estudo indica ainda que pouco mais de 72% desses lares queimam os resíduos no próprio domicílio.

Em João Pessoa, terrenos baldios ou logradouros são os principais locais de despejo, com quase 50% dos casos. No bairro São José, por exemplo, é possível encontrar lixo em todo lugar: terrenos vazios, tetos de casas, becos e principalmente nas margens do Rio Jaguaribe - que corta a comunidade.

“O rio está muito sujo e precisando de uma limpeza urgente, pois o inverno está chegando”, comentou o líder comunitário Valmir José, ao acrescentar que o pessoal joga “tudo que não presta no leito, mas as autoridades também precisam fazer sua parte”.

Em um terreno baldio no bairro, os entulhos tomam conta do espaço. Até colchões são despejados no local. Também não é incomum encontrar lixo doméstico e até móveis nos logradouros da comunidade.

Para Francisco Lucas Rangel, diretor de operações da Emlur, a razão para esses altos índices se deve a fatores como a necessidade de conscientização da população. “Mesmo quando há coleta, as pessoas costumam não esperar pelo carro. Vão colocando o lixo na calçada, na via, nos rios, e lixo atrai lixo.

Temos equipes de educação que visitam as comunidades para conscientizar os moradores sobre o problema”, afirma.

O advogado e ex-superintendente do Ibama na Paraíba, Anselmo Castilho, explica que o município, estado e governo federal são responsáveis pela fiscalização dos casos. “No entanto, nós, enquanto cidadãos, precisamos ficar alerta visto que esta é uma questão de saúde pública. Tanto há perigo iminente na queimada do lixo, quanto a exposição deste pode causar danos ao bem estar da população”, comenta.

Segundo a pesquisa do IBGE, há, em João Pessoa, a coleta do lixo de 210 mil domicílios permanentes, dos 213.256 existentes.

“Não existem comunidades sem coleta regular de lixo na capital, existem sim, todavia, áreas de difícil acesso. Para estas áreas designamos um funcionário que vai com um carrinho de mão recolher todo o lixo”, comenta. Ele frisa que há coleta pelo menos três vezes por semana nas localidades da capital.

LEGISLAÇÃO
A Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, dispõe sobre as condutas lesivas ao meio ambiente, como é o caso da destinação inadequada do lixo. Em seu art. 54, a “Lei dos Crimes Ambientais” prevê pena de reclusão de um a quatro anos e multa para quem “causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora”.

Fonte