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sábado, 20 de outubro de 2012

158 poços já perfurados

Perfuração de poços continua em mais seis cidades da Paraíba, beneficiando 27.595 pessoas residentes na zona rural.
 
 

Famílias da zona rural do interior paraibano vêm sofrendo esse ano por falta de chuvas, que prejudicou principalmente quem trabalha com a agricultura. Uma das medidas para amenizar a situação dessas pessoas é a construção dos poços artesianos.

Este ano, 158 poços já foram perfurados em comunidades rurais do Estado e a programação segue na próxima semana em mais seis municípios (Mamanguape, São João do Cariri, Parari, Nazarezinho, Cajazeiras e Catingueira), beneficiando 27.595 pessoas residentes em localidades da zona rural.

O baixo índice pluviométrico em várias cidades da Paraíba está refletindo no tempo seco e na falta de água. Uma das soluções são os poços que são perfurados em pequenas comunidades rurais e cada um atende em média a demanda de cinco ou mais famílias. Segundo o chefe da Divisão de Hidrogeologia e Sondagens da CDRM, Milton Mafra, a profundidade máxima desses poços, também chamados cacimbas no Nordeste, é de 50 metros, mas a média tem sido 35 metros.

A vida útil de um poço pode chegar a mais de 20 anos, de acordo com a vazão de 1.500 litros por hora. Em muitas localidades, como no Cariri, essa água dos poços serve para atender os rebanhos. No ano passado, foram perfurados apenas 26 poços artesianos. “Esse número foi baixo em comparação a esse ano porque passamos o primeiro semestre organizando a equipe e solicitando as máquinas para o trabalho, que só começou a partir de junho. Já em 2012 vamos ter um salto significativo de perfurações de poços, podendo chegar até 200”, informou Milton.

A estiagem e a escassez de água são os pré-requisitos para solicitar a perfuração de poços. Segundo Milton Mafra, as demandas podem surgir por meio do Projeto Cooperar e Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), em atendimento a pleitos de associações de comunidades rurais. O chefe da Divisão de Hidrogeologia e Sondagens da CDRM informou que a solicitação de poços também chega por meio de projetos apresentados nas plenárias do Orçamento Democrático Estadual (ODE).

Dos seis municípios que vão ser beneficiados com os poços artesianos na próxima semana, todos eles registraram chuvas abaixo da média este ano. Segundo a meteorologista Marle Bandeira, o município de Cajazeiras deveria ter atingido uma média de 822 milímetros (mm) de chuva, mas só registrou 720mm. Como Cajazeiras, outras cidades também não atingiram a média de chuvas. “Esse ano foi um ano seco, podendo ser comparado a 1998”, disse.

Outra maneira para amenizar os efeitos da estiagem é a abertura das comportas dos açudes da Paraíba. Do total de mananciais monitorados (121) diariamente pela Aesa, 26 estão com capacidade inferior a 20%, até essa semana, e cinco têm menos de 5%. (Especial para o JP)


 

sábado, 16 de junho de 2012

Cariri une festa junina à feira de produtos orgânicos

São João Agroecológico será realizado no Cariri paraibano, a partir deste sábado (16) nas cidades de Congo, Sumé e Monteiro. 

Publicado em 16/06/2012 às 06h00 

Um projeto para unir a cultura junina com a feira, principal local de comércio para os produtos da agricultura. Assim é o São João Agroecológico, que será realizado no Cariri paraibano a partir deste sábado. O objetivo é conscientizar a população de três cidades - Congo, Sumé e Monteiro - sobre os benefícios do consumo de produtos orgânicos.

A primeira cidade a receber o evento será o Congo. A partir das 5h, os moradores poderão comprar cenoura, batatinha e muita verdura com a música regional ao vivo. Até o meio-dia, as pessoas poderão aproveitar as ofertas no município e nas outras duas cidades, no dia 18, em Sumé e no dia 20, em Monteiro.

“Pretendemos reunir o maior número de pessoas possível. A importância deste evento para o agricultor é a certeza que o Sebrae e as instituições parceiras estão apoiando estas ações de comercialização dos produtos orgânicos”, disse o gestor do projeto Agroecológico Integrado Sustentável (Pais) do Sebrae, o analista João Bosco da Silva.
 
Segundo ele, existem mais de 100 unidades desta metodologia nas cidades de Monteiro, Sumé, São João do Cariri, Serra Branca e Campina Grande.