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terça-feira, 17 de junho de 2014

Ministério da Integração diz que 'nova' Camará será entregue até 2015

17/06/2014 18h57 - Atualizado em 17/06/2014 21h33 

Barragem estourou há dez anos, matou cinco e deixou 3 mil desabrigados.
Estado diz que primeira etapa estará concluída até o fim de 2014.
 
Wagner Lima  

Do G1 PB
 
'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
Cerca de três mil pessoas ficaram desabrigadas e
cinco morreram quando a barragem estourou
(Foto: Severino Antonio da Silva /
arquivo pessoal)
A obra de reconstrução da barragem de Camará, destruída há dez anos, está prevista para terminar no segundo semestre de 2015. O cronograma é do Ministério da Integração Nacional. Na época em que estourou, a barragem lançou 17 milhões de metros cúbicos de água que percorreram cerca de 25 km até invadir as ruas da parte baixa de Alagoa Grande, Areia, Alagoa Nova e Mulungu, no Brejo da Paraíba.

Mais de 28 mil habitantes da cidade de Alagoa Grande, a 119 km de João Pessoa tiveram suas vidas afetadas. Cinco pessoas morreram e três mil ficaram desabrigadas. Mas apesar da previsão do governo federal, o secretário estadual de Recursos Hídricos do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo, ressaltou que a primeira etapa estará concluída até o final de 2014.
A reconstrução de Camará acontece por decisão da Justiça. Dados fornecidos pela assessoria de Comunicação do Ministério da Integração Nacional apontam que o investimento é da ordem de R$ 84.976,067, do qual R$ 75 milhões são originários do governo federal com a contrapartida de R$ 9.976.067 do tesouro estadual.
 
Com mais de 75 km do sistema de adutora e investimentos, a obra está orçada em R$ 75 milhões e atendimento direto a mais de 45 mil pessoas de cidades a exemplo de  Alagoa Nova, Arara, Areial,  Lagoa Seca, Remígio, Serraria, Matinhas, Remígio e Esperança. As duas obras juntas contemplarão 175 mil paraibanos.

A assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional explicou  que “é importante frisar que, além da reconstrução da Barragem Camará, o Ministério irá implantar a 1ª etapa do Sistema Integrado de Abastecimento de Água, composta por estação elevatória, adutoras e ETA visando abastecimento humano”.

'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
'Tragédia de Camará' completa dez anos (Foto: Severino
Antonio da Silva / arquivo pessoal)
O conjunto de obras do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC)  irá beneficiar as cidades de Alagoa Grande, Alagoa Nova, Areia, Areial, Esperança, Cepilho, Lagoa Seca, Matinhas, Montadas, Remígio, São Miguel, São Sebastião de Lagoa de Roça e Cepilho (Distrito de Areia) e Lagoa do Mato (Distrito de Remígio).

João Azevedo explicou que o governo do Estado atendeu a todas as determinações feitas pela Justiça e que todas as obras foram realizadas: reconstrução da ponte sobre o rio Mamanguape; a restauração da PB -079; a restauração da PB -075; a recuperação das estradas vicinais de Alagoa Grande; a reconstrução da passagem molhada de São José do Miranda.

Também foram concluídas a recuperação das casas semi-destruídas na zona urbana de Alagoa Grande; a reconstrução de uma escola na zona rural de Alagoa Nova; a reconstrução de muros, calçadas e pavimentação de ruas, e a reconstrução das casas destruídas na zona urbana de Alagoa Grande e na zona rural de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.
 
Fonte
 
 
 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Projeto recupera mata ciliar do Mamanguape

Projeto Rio Mamanguape abrange sete municípios do Brejo paraibano e já beneficiou cerca de 15 pessoas. 




Há 6 anos um projeto vem trabalhando para a recuperação do Rio Mamanguape, que abrange sete municípios do Brejo paraibano, através da conservação e preservação de suas nascentes. De acordo com o engenheiro civil Lucílio Vieira, da Cooperativa de Projetos, Assistência Técnica e Capacitação do Nordeste – Ltda. (Coopacne), que executa o Projeto Rio Mamanguape, cerca de 15 mil pessoas já foram beneficiadas através da iniciativa, que já começou a recuperar a mata ciliar do rio, degradada por anos com o desmatamento.

Ele explicou que o projeto tem o intuito de ajudar especialmente os agricultores das cidades de Alagoa Nova, Areial, Esperança, Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Matinhas e Montadas, inclusive com ações educativas e construção ou recuperação de tanques e cisternas. “A grande solução para o abastecimento de água nessas cidades seria a recuperação da Barragem de Camará, já que apesar das chuvas serem consideráveis na região, não existem reservatórios para captar essa água”, informou.
 
As cisternas, uma solução encontrada pelo projeto como solução pontual, estão beneficiando hoje centenas de famílias. Conforme o engenheiro, já foram disponibilizadas entre mil a 1.200 equipamentos do tipo, para a reserva de água. “O trabalho educativo se estende na recuperação da mata ciliar do rio Mamanguape, inclusive com a ajuda dos próprios agricultores. Nós reflorestamos com 50% de plantas nativas, assim como árvores frutíferas e outras que possam também servir como fonte produtiva para os agricultores”, explicou.
 
O Projeto Rio Mamanguape está realizando a II Semana da Água, que aconteceu nas sete cidades do Brejo paraibano, sendo encerrada amanhã, em Lagoa Seca. Conforme a coordenadora da área de Educação da Coopacne, Maria Zélia Araújo, cerca de 600 pessoas, em cada um dos municípios, estiveram presentes ao evento, dentre gestores municipais, educadores, agricultores e estudantes. “Nós realizamos um trabalho de educação para a conservação do meio ambiente, desde o manuseio dos resíduos sólidos, o reaproveitamento da água, passando pelas doenças que podem ser ocasionadas por causa da exposição ao lixo”, disse.
 
O evento está acontecendo no Convento Ipuarana e se estenderá também através de uma oficina sobre as expectativas pertinentes à reedição do Projeto Rio Mamanguape em suas várias áreas de atuação, a partir da 8h, na Câmara de Vereadores, que acontecerá hoje. Amanhã haverá uma concentração ao lado da Secretaria de Ação Social, a partir das 8h, para uma caminhada que percorrerá várias ruas centrais da cidade e será encerrada na Praça da Igreja Matriz da cidade.

Fonte

 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Aesa contesta estudo do Inmet

Meteorologistas da Aesa afirmam que estudo do Inmet não retrata a realidade paraibana, e que o estado deve registrar chuvas acima da média.





Apesar de um estudo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicar que as chuvas na região do semiárido nordestino devem ficar abaixo da média histórica este ano, meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) afirmam que o estudo não retrata a realidade paraibana e que o estado deve registrar chuvas acima da média, especialmente a partir de março, com a regularidade da ocorrência de chuvas em todas as regiões.

De acordo com o meteorologista Alexandre Magno, o estudo realizado pelo Inmet faz uma previsão geral, colocando nas mesmas condições Estados com períodos chuvosos diferenciados, o que leva a um equívoco sobre a previsão de chuvas em cada unidade da federação. “Cada Estado possui regiões com períodos chuvosos diferentes, então, a previsão falha porque coloca uma realidade para todos os estados como se fosse uma coisa só, mas não é”, disse.

Ele explicou que todos os estudos feitos pela Aesa mostram que a Paraíba vai ter melhoria na ocorrência de chuvas. “A perspectiva continua sendo de que, a partir de março, deve aumentar a regularidade das precipitações chuvosas e todas as regiões do estado vão ter seus totais chuvosos oscilando dentro da média histórica”, afirmou Alexandre Magno, acrescentando que, este ano, os índices de registro de chuvas em pontos estratégicos de cada região paraibana, mesmo com as chuvas ainda sendo irregulares, se mantém dentro da média.

Como exemplos, o meteorologista mencionou alguns dos índices alcançados do início do ano até agora nos principais pontos de verificação de cada região. “No Alto Sertão, tivemos 236,5 milímetros (mm) em Riacho dos Cavalos. Em Coremas, 148 mm; Alhandra, 194,1 mm; No Brejo, Bananeiras teve 122,2 mm; Matinhas, 118,9; Monteiro, 102,3 mm. Tudo dentro da média, e ressaltando que estamos apenas no primeiro mês do período chuvoso das regiões do Semiárido, Cariri e Sertão, e, no Litoral, o período chuvoso se inicia somente em abril”, salientou.

A meteorologista Marle Bandeira, que participou da divulgação do estudo do Inmetpor meio de vídeo-conferência, explicou que os resultados dos estudos são divulgados em forma de probabilidades. “As chances das chuvas ficarem abaixo do normal são de 40%. Já a perspectiva das precipitações permanecerem dentro do padrão normal, que é de 35%. Há ainda 25% de probabilidade de chover acima da média histórica”, informou.

O relatório foi elaborado para o setor Norte da região Nordeste que, no caso da Paraíba, abrange o Sertão, Cariri e Curimataú. “É importante destacar que não estamos falando da previsão para todo o nosso Estado. De modo geral, as outras regiões devem ter chuva dentro da média histórica, apenas no semiárido é que temos essa possibilidade de chover abaixo do normal”, destacou Marle Bandeira.