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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Onze açudes da PB estão secos e outros 24 em estado crítico, diz Aesa

07/02/2015 09h00 - Atualizado em 07/02/2015 09h00 

Relatório apontou que 74 de 121 açudes estão com menos 20% do volume.
Gerente da Aesa explica que não existe possibilidade de fazer análise geral.
 
Do G1 PB
 
Nem os maiores açudes, como o da Gamela, têm resistido à seca deste ano (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Mais da metade dos açudes monitorados estão
em situação crítica (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Onze açudes paraibanos estão secos e outros 24 estão abaixo de 5% da sua capacidade. Conforme relatório de monitoramento da Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa), atualizado na quinta-feira (5), um total de 35 reservatórios paraibanos estão em estado crítico e outros 39 estão em sob observação, totalizando 74 reservatórios com menos de 20% da capacidade.
 
O gerente de monitoramento dos reservatórios da Aesa, Alexandre Magno, comentou que a situação não pode ser analisada sob uma perspectiva geral, mas caso a caso. “Alguns reservatórios são construídos com prazo de validade, para durarem cerca de um ano, dois anos. Outros de fato podem estar em uma situação crítica por conta da falta de recarga. Por isso não podemos afirmar que a Paraíba passa por um problema com seus reservatórios”, comentou.

A maior parte dos açudes que secaram fica na Região da Borborema da Paraíba. Ao todo, sete reservatórios que entraram em colapso estão na região. Outros três ficam no Sertão da Paraíba e um no Agreste. O levantamento mostra que as chuvas caídas entre a quarta-feira e quinta-feira em 54 cidades da Paraíba não foram suficientes para recarregar os reservatórios. Segundo os dados divulgados pela agência de meteorologia, os maiores índices foram registrados em São José dos Cordeiros, no Cariri paraibano, onde choveu 156,1 mm; e no distrito de São Gonçalo, onde fica o açude localizado no município de Sousa, no Sertão. A área recebeu chuva de 108,9 mm.
 
Os açudes que chegaram a 0% do volume por ordem alfabética são: Algodão, na cidade de Algodão de Jandaíra, no Agreste; Bichinho, em Barra de São Miguel, na Borborema; Bom Jesus, em Carrapateira, no Sertão; Caraibeiras, em Picuí, na Borborema; Lagoa do Meio, em Taperoá, na Região da Borborema; Paraíso, na Cidade de São Francisco, no Sertão; Santa Luzia, na Cidade de Santa Luzia, na Borborema; Serrote, em Monteiro, também na região da Borborema; São José IV, em São José do Sabugi, na Borborema; Taperoá II, em Taperoá, na Borborema Paraibana; e por fim, o açude Novo II, na Cidade de Tavares, no Sertão.

Ainda de acordo com Alexandre Magno, a maior parte dos açudes com volume abaixo de 20% não recebe uma recarga considerável há pelo menos dois anos. “Estamos entrando no nosso período chuvoso agora, em fevereiro. Então é normal que alguns deles estejam abaixo, até porque a demanda aumenta gradativamente com o tempo. Vamos aguardar o período chuvoso e então avaliar a situação”, concluiu o gerente da Aesa.

 Fonte


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Sertão paraibano sofre com 2º ano de seca

Paraíba apresentou queda de 69,3% na produção de grãos e chuvas não são suficientes para salvar a plantação e recuperar capacidade dos açudes.





Francisco França
Diversos açudes paraibanos estão em situação crítica, com capacidade abaixo de 5% do seu volume total
Fome e sede. Assim podem se resumir as principais privações enfrentadas pelos sertanejos e pequenos produtores paraibanos, que já enfrentam dois anos consecutivos de seca (2012/2013). Do chão tórrido já não brota nem alimentação para o rebanho.

Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Paraíba (Fetag-PB) 40% dos animais morreram. As perdas na safra do sertanejo alcançaram 97% no primeiro semestre e até agora não há sinal de chuva suficiente para salvar mais a plantação. Em Patos, um dos principais reservatórios que abastece a cidade, o Jatobá, só oferece água enlameada. Ele e mais 16 açudes paraibanos estão em situação crítica, com capacidade abaixo de 5% do seu volume total.
 
No outro reservatório, o Farinha, a situação é menos crítica, mas ele não tem suporte para atender as comunidades que ficam no seu entorno. As principais culturas da região de Patos, milho e feijão, foram dizimadas. Enquanto no Litoral e Brejo, as chuvas apareceram em julho, dando esperança aos trabalhadores da região de recuperar algumas culturas, no Sertão, tudo tende a piorar neste segundo semestre.
 
Para o presidente da Fetag-PB, Liberalino Ferreira, a situação é uma das piores dos últimos anos. “Há dificuldade até para o carro-pipa buscar água. Para o sertanejo, só resta agora aguardar o próximo inverno que começa em janeiro. O principal temor é enfrentar mais um ano de estiagem. No Brejo e Litoral ainda podem ocorrer chuvas e alguns produtos podem ser recuperados”, frisou.
 
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Patos, José Martins Ermínio, pelo menos 700 agricultores que dependem do Jatobá e do Farinha estão sem ter o que comer e beber por causa da estiagem. “A produção de milho e feijão dos últimos 2 anos caiu cerca de 85%. A batata-doce, mais resistente ao solo seco, a queda foi menor, mais ou menos 70%. Em Patos, o povo produz para o seu sustento, mas com a falta de chuva muitos estão passando necessidade”, afirmou José Martins.
 
Os programas assistenciais do governo federal como Bolsa Estiagem e Bolsa Família são atualmente as principais fontes de renda para milhares de sertanejos. A água que chega à cidade vem de carro-pipa, que abastece as cisternas uma vez por mês. “Com essa água o pessoal tem de economizar para passar os 30 dias”, declarou José Martins.
 
Até meados do ano, a Paraíba apresentou queda de 69,3% na produção de grãos plantados no mês de maio quando relacionada à projeção de fevereiro. Em relação à superfície cultivada no mesmo período, as perdas são de 57% segundo a pesquisa Mensal de Previsão e Acompanhamento da Safra Agrícola, do Grupo de Coordenação das Estatísticas Agropecuárias, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
A seca foi a responsável pela baixa na produção de leguminosas, oleaginosas e cereais no Estado. Os produtos que tiveram maiores quedas na produção foram arroz (-96%), algodão (-81%) e milho (-75,9%). Em maio foram colhidos 76.516 toneladas de grãos e em fevereiro este montante foi de 249.703 toneladas, o que representa 173.187 toneladas a menos.
 
RESERVATÓRIOS EM BAIXA REDUZEM 50% DA PESCA
A situação em Patos e também das cidades circunvizinhas não atinge apenas as famílias de agricultores. Quem vive da pesca está recorrendo a outros açudes, já que o alimento no Jatobá e no Farinha não é mais encontrado. O esvaziamento dos reservatórios reduziu a atividade pesqueira em até 50% na região e prejudica a vida de pelo menos 100 famílias na cidade.
 
De acordo com secretário da Colônia de Pescadores de Patos Itamar Targino Ramos, os pescadores da cidade estão desempenhando a atividade em outros municípios como Piancó, Olho D'Água e Catingueira. “Nos açudes destes locais ainda encontramos Tilápia, Piau, Curimatã e Tucunaré. No Jatobá só tem peixe morto, sem oxigênio”, frisou.
 
Na Colônia de Pescadores pode-se dizer que a situação dos moradores não é tão crítica porque o local é saneado e, segundo Itamar Targino, ainda chega água nas torneiras. O problema maior é com a fonte de renda, que está cada vez mais ameaçada.
 
Além da estiagem, Itamar Targino disse que os dois principais açudes estão assoreados. Em maio os pescadores realizaram uma mobilização chamada “Patos: Pró Água”, numa tentativa de chamar a atenção das autoridades para a limpeza do Jatobá e Farinha. “Fizeram uma limpeza no Jatobá, mas precisamos do desassoreamento tanto dele quanto o do Farinha. Se isso não ocorrer, eles não vão poder armazenar muita água”, afirmou.
 
AESA: 17 AÇUDES EM SITUAÇÃO CRÍTICA
A Paraíba conta com 17 açudes em situação crítica segundo a última pesquisa da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa). Entre eles está o Jatobá, que de todo o seu potencial de armazenamento (17.516.00 m³) conta apenas com 708.795 m³ de água, ou seja, 4%. O Farinha está numa situação um pouco melhor, ou seja, é um dos reservatórios que está em observação e está 20% abaixo do seu volume total.
 
Sete açudes paraibanos estão com menos de um por cento de seu volume total, segundo dados da Aesa. São eles: Serrote, em Monteiro (0,3%); Ouro Velho, em Ouro Velho (0,6%); Caraibeiras, em Picuí (0,2%); São José IV, em São José do Sabugi (0%); Bastiana, em Teixeira (0,7%); São Francisco II, em Teixeira (0,4%) e Várzea, em Várzea (0,4%).
 
No caso do Farinha, em Patos, dados da Aesa mostram que ele conta com apenas 6,6% de sua capacidade máxima (25.738.500 m³). Seu volume atual é de 1.705.400 m³. Os dados são referentes às últimas pesquisas da Aesa realizadas entre primeiro de junho e primeiro de agosto.



terça-feira, 25 de junho de 2013

Chuvas no Litoral fazem Gramame/Mamuaba sangrar; no Sertão, açudes estão secos

Estado vive dois extremos. Segundo a Aesa, no Sertão paraibano o déficit pluviométrico já teve um desvio negativo de 43,5%. No Litoral, em três dias da semana passada choveu mais do que a média histórica do mês 


Cidades | Em 25/06/2013 às 09h16, atualizado em 25/06/2013 às 15h18 | Por Priscila Andrade e Hermes de Luna

Reprodução/Internet

sábado, 15 de junho de 2013

Garimpo e agricultura causam desertificação em Picuí, diz pesquisa da UFCG

 

UFCG
 
Um trabalho científico desenvolvido na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) aponta a extração de minérios e o cultivo de espécies como agave e algodão como fatores importantes na desertificação de áreas do interior nordestino.
 
O estudo, realizado no município paraibano de Piauí, utilizou técnicas avançadas de geoprocessamento, associando análises espaciais em Sistemas de Informação Geográfica (SIG) com Sensoriamento Remoto, para produzir um mapa de classificação dos novéis de degradação do solo.
 
Verificou-se que a degradação ambiental dos solos pelo garimpo a significativa, mais não mais expressiva do que a degradação das terras pelos meios convencionais de cultivo da agriculturas, observa o doutorando em Recursos Naturais, Thyago de Almeida Silveira, autor da pesquisa.
 
O trabalho, intitulado Estimativa das áeas em Processo Degradaçao Ambiental por Garimpo e Agricultura no Município de Picuí, será apresentado em setembro na Universidad Nacional Agraria La Molina, em Lima, Peru, durante o IV Congreso Latinoamericano de Agroecologia.


 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ciclistas desbravam as belezas da Serra do Talhado, em Santa Luzia



Assessoria
Ciclistas desbravam as belezas da Serra do Talhado, em Santa Luzia


Conhecida mundialmente por servir de cenário para o curta-metragem "Aruanda" (1960) - documentário de Linduarte Noronha -, a serra que abriga a comunidade quilombola "Talhado", localizada na zona rural do município de Santa Luzia, será palco do "2º Eco Pedal Talhado", no próximo dia 10 de março. O evento já se consolida como um dos mais importantes para os praticantes do ciclismo, no Sertão paraibano.

Este ano, são esperados em torno de 250 participantes. Ciclistas de várias regiões da Paraíba, além dos Estados do Rio Grande do Norte e de Pernambuco já confirmaram presenças. A primeira edição do evento, em 2012, registrou pouco mais de 200 participações.

De acordo com um dos organizadores do "EcoPedal Talhado", o advogado Petrônio Nóbrega, o evento tem o objetivo de se tornar uma grande confraternização entre os praticantes do esporte, que cresce a cada dia em todo o Estado. "Além da pratica sadia do ciclismo, o evento tem esse cunho de promover um grande encontro entre os adeptos do pedal", salienta.

Percurso
O "Eco Pedal Talhado" dispõe de dois percursos parecidos, porém, o que muda é à distância e o nível de dificuldade. O primeiro possui 55 quilômetros e é indicado pela organização aos ciclistas de nível técnico elevado, que curtem uma boa trilha de montain bike com dificuldade moderada. Já o outro é de 42 km, indicado para os praticantes de nível intermediário.

Além disso, o aspecto visual do local chama a atenção dos participantes. A trilha é composta de serras, além de vegetação seca, forte presença de arbustos com galhos retorcidos e com raízes profundas, proveniente da caatinga que assola a região do semiárido nordestino.

"O que seria então uma trilha de percurso técnico e dificuldade moderada? O percurso é um mix de tudo isso e foi à solução encontrada pela organização do evento, juntar algumas trilhas e assim fazer um caminho só pela enigmática Serra do Talhado, com trechos suaves, algumas subidas e muitos períodos técnicos em suas ladeiras, para que todos que se inscrevam no evento, consigam fazer o trajeto de forma tranquila, porém, com algumas dificuldades para apimentar um pouco o evento", diz Petrônio Nóbrega.

Inscrições

As inscrições para o "2º Eco Pedal Talhado" estão abertas. O valor é de R$ 50 por ciclista. Todos os inscritos receberão camisetas personalizadas do evento. Além disso, os participantes contarão com um café da manhã reforçado, e com o apoio de ambulâncias e uma equipe de socorristas, pontos de hidratação e carros para o transporte dos ciclistas que não conseguirem concluir o percurso.

 Os interessados podem se inscrever individualmente ou por equipes.  Já confirmaram participação grupos dos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Juripiranga, Bananeiras, Sôlanea, Guarabira, Alagoinha, Sapé, Patos, Sousa, Cajazeiras, Picuí e São Mamede, todos da Paraíba; além de Recife e Timbaúba, em Pernambuco; e de cidades como Natal, Parelhas, Currais Novos, Jaçanã e Tangará, no Rio Grande do Norte.

Fonte

 

domingo, 11 de novembro de 2012

Pó de sílica ameaça a saúde dos paraibanos

Silocose atinge cada vez mais os trabalhadores que não usam equipamentos de proteção

 

 




Uma doença que não tem cura e cada vez mais tem atingido trabalhadores da mineração paraibana. É a silicose, doença respiratória causada pela aspiração de pó de sílica, cristal comum encontrado nos leitos de rocha. Nas cooperativas de mineração, a estimativa é que número de trabalhadores não chegue a 50. Contudo, quando o assunto é a extração irregular, pode chegar a mais de mil, segundo os representantes das sete cooperativas no Estado.

“Temos sete cooperativas criadas na Paraíba, mas que juntas não devem somar mais de mil mineradores. Diferente dos mais de cinco mil que extraem irregularmente nos garimpos”, disse Marcelo Falcão, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais da Paraíba (CDRM). Ele acrescentou que o número de trabalhadores que não participam de cooperativas e que extraem os minérios de forma irregular é inversamente proporcional àqueles que se organizam em grupo e se preparam para a extração de forma legal.

As cooperativas agregam mineradores nas cidades de Frei Martinho, Picuí, Nova Palmeira, Pedra Lavrada, Junco do Seridó, Assunção e Várzea. Nelas, os trabalhadores são orientados e participam de treinamentos para usarem todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como capacete, óculos, luvas, botas e, principalmente, a máscara, que impede o contato da sílica com o sistema respiratório.

“Nosso principal gargalo é a cultura do trabalhador que diz não se adaptar ao uso desses equipamentos. Nós estamos em um processo de mudança que vai desde o trabalho rudimentar até as orientações que oferecemos nos treinamentos em parcerias com instituições públicas e privadas. Só que muita coisa poderia ser evitada se os mineradores adotassem algumas práticas, como molhar o local para eliminar a poeira, procurar o médico regularmente, entre outras”, destacou o presidente.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

14 açudes da Paraíba têm menos de 20% de água

Cidades | Em 30/07/12 às 06h57, atualizado em 30/07/12 às 06h58 | Por Daniel Mota, Jornal Correio da PB
 
Aesa: chuvas ocasionais não são suficientes para aumentar a capacidade de mananciais e outros podem entrar em colapso


Catorze açudes estão com menos de 20% da capacidade de armazenamento na Paraíba. Destes, três deles estão com volume inferior a 5%, o que torna a situação crítica. Dos doze açudes, nove ficam no Sertão, quatro no Cariri e um no Curimataú do Estado. Além disso, até ontem a Agência Estadual de Gestão das águas (Aesa) tinha registrado oito reservatórios sangrando, e um totalmente seco, localizado em São José de Sabugi, no Sertão. Outros quatro reservatórios estão próximos de chegar aos 20% de volume armazenado. Em São Gonçalo, perímetro irrigado de Sousa, o Ministério Público determinou racionamento de água.

De acordo com o gerente regional de Bacia da hidrográfica da Aesa, Isnaldo Candido da Costa, as chuvas ocasionais que vem caindo nos últimos dias não serão o suficiente para aumentar a capacidade dos açudes.

“Ainda temos quase sete meses de seca e de lá pra cá não acredito que possa aumentar a capacidade desses açudes. A tendência é que outros que já estão chegando à capacidade mínima entrem em estado crítico. Por outro lado, temos que levar em consideração que os maiores mananciais, como Coremas, Boqueirão e Engenheiro Ávidos, estão com capacidade acima da metade e não oferece muita preocupação”, explicou.

Os açudes que estão com capacidade abaixo dos 20% são ‘Bichinho’, em Barra de São Miguel, com 15,9%, ’Serrote’, em Monteiro, com 5,4% e ‘Ouro Velho’, em Ouro Velho, no Cariri, com 2,9% e ‘Prata II”, em Prata, com18,3%.

Já no Sertão, o açude ‘Carneiro’, em Jericó está com apenas 16,6% da capacidade total, ‘Saco’, em Nova Olinda com 7,1%, ‘Chupadouro I’, em São João do Rio do Peixe, com 9,6%, ‘São Mamede’, em São Mamede, com 18,2, “Farinha’ em Patos, com 18,7%, Novo II’, em Tavares, com 17,6% ‘Bastiana’, em Teixeira, com 5,6%, além dos reservatórios de ‘Sabonete’ e ‘São Francisco II’ também com 9,5% e 2,8%, respectivamente.

No Curimataú paraibano, reservatório de Caraibeiras, em Picuí, está com apenas 13,8% de sua capacidade, que é de mais de 2,7 milhões de m³.

Sangrando


Dos oito açudes que estão sangrando, seis ficam na Zona da Mata e dois no Agreste da Paraíba.

Os reservatórios de ‘Aracagi’, em Aracagi, ‘Brejinho’, em Juarez Távora, ‘Chã das Pereiras’ em Ingá, ‘São Salvador’, em Sapé, ‘Tauá’, em Cuitegi, ‘Gramame/Mamuaba’, no Conde, ‘Jangada’, em Mamanguape e ‘Olho d’água’, em Mari.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Mesmo com chuvas, maioria dos açudes não sangra na PB, diz Aesa

19/06/2012 10h41 - Atualizado em 19/06/2012 11h19
Dois açudes que estão sangrando são muito pequenos.
'Não há mais como recuperar esses açudes', diz gerente. 

Do G1 PB

Chuva causa transtornos no Centro de João Pessoa (Foto: André Resende/G1)
Choveu 51.6 mm na capital paraibana
(Foto: André Resende/G1)
Mesmo com as chuvas desta semana na Paraíba, apenas dois açudes em todo o estado atingiram seu volume máximo segundo dados desta terça-feira (19) do Monitoramento de Açudes a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa). O manacial Olho d'Água, em Mari, e Jangada, em Mamanguape, estão sangrando, porém, os açudes são considerados muito pequenos pela Aesa, com menos de 900 mil m³ de capacidade máxima.

De acordo com o gerente de Bacias Hidográficas da Aesa, Isnaldo Cândido, a Paraíba está vivenciando uma situação atípica para o mês. “Normalmente, em março, abril, maio e junho os mananciais atingem as cotas máximas, mas neste ano, eles não tiveram recargas suficientes”, explicou.
 
Um dos principais açudes da Paraíba, o Epitácio Pessoa, também conhecido como Boqueirão, está com apenas 77% da capacidade atingida. Entre outras cidades, o manancial abastece a cidade de Campina Grande. “Isso preocupa principalmente porque sabemos que em agosto, setembro e outubro as chuvas diminuem ainda mais”, revelou Isnaldo.

Ainda de acordo com o gerente, algumas barragens menores têm situações ainda mais críticas, como o açude de Caraibeiras, em Picuí, que só preencheu 14,4% de sua capacidade. Outros pequenos mananciais com o do Serrote, em Monteiro, e o de Ouro Velho, tabém tem índices muito baixos, com 5,4% e 5,8% respectivamente. “Não há mais como recuperar esses açudes este ano. Só de Deus fizer um milagre e mudar a previsão de chuvas”, lamentou Isnaldo.

Fonte

 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Mineradores da PB acham turmalina de 800g em antigas escavações

11/06/2012 21h05 - Atualizado em 11/06/2012 21h05
 
Pedra preciosa foi vendida por quase R$ 1,5 milhão.
Achado aconteceu na cidade de Picuí, no Curimataú.

Do G1 PB



Trabalhadores de uma mina da Cidade de Picuí, no Curimataú Paraibano, encontraram uma turmalina escondida em antigas escavações da região. A pedra preciosa tem mais de 800g.

E o achado foi valioso: a turmanina foi vendida por quase R$ 1,5 milhão a empresários de Minas Gerais.


 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Paraíba tem nove mil garimpeiros informais

Trabalhadores estão dispersos pela região do Seridó , condições de trabalho são precárias.

Publicado em 29/04/2012 as 11h38
 

O sonho de gerar riqueza a partir do trabalho com a terra passa pela cabeça de muitos trabalhadores. Mas, para os garimpeiros, isso é mais que um anseio, é uma tarefa diária que não se resume apenas à busca pelo ouro. Na região do Seridó do Estado, muitos paraibanos se dividem entre o trabalho na agricultura e nas minas de extração de quartzito e cristal de rocha. Segundo um projeto da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), coordenado pelo professor Antônio Pedro Ferreira Sousa, mais de 9 mil trabalhadores informais mal remunerados estão distribuídos em 17 municípios daquela região que corre o risco de sofrer consequências ambientais pelo trabalho desordenado.

“A informalidade é muito grande, o que continua depredrando um patrimônio que pertence a União. O que nós estamos buscando é trazer esses trabalhadores para a formalidade”, explicou o professor.

Desde 2008, o projeto Desenvolvimento da Pequena Mineração do Seridó Paraibano no Âmbito do Arranjo Produtivo Local, possibilizou a criação de 7 entidades nos municípios de Picuí, Várzea, Junco do Seridó, Frei Martinho, Assunção, Nova Palmeira e Pedra Lavrada; elas reúnem mineradores que dividem desde os custos, até os lucros da extração de quartzito. “Aquela área chega a alcançar 20 mil quilômetros quadrados, e isso dificultou muito o nosso levantamento. A maioria desses garimpeiros vive em condições de miséria, e nosso objetivo foi apresentar algumas alternativas para que eles tenham um aumento significativo de renda”, acrescentou Antonio Pedro.

Uma dessas possibilidades é a produção de mosaicos que aproveitam grande parte do mineral que é extraído. Além de diminuir o impacto ambiental, os trabalhadores podem ter um acréscimo em sua renda de mais de 1000%. “Nós podemos reduzir a zero as perdas, porque além de proporcionar uma transformação na maneira de lidar com os minérios, nós vamos inserir uma política de sustentabilidade para melhorar o nível de vida desses pequenos produtores", ressalta o pesquisador da UFCG, Antônio Pedro Sousa.