As notícias reproduzidas pelo blog Meio Ambiente da Paraíba têm o objetivo de oferecer um panorama do que é publicado diariamente sobre o meio ambiente da Paraíba e não representam o posicionamento dos compiladores. Organizações e pessoas citadas nessas matérias que considerem seu conteúdo prejudicial podem enviar notas de correção ou contra-argumentação para serem publicadas em espaço similar e com o mesmo destaque das notícias anteriormente veiculadas.
Entre 50% e
60% das 30 mil árvores adultas da zona urbana sofrem cortes desiguais
que prejudicam o crescimento e põem em risco a vida delas.
Givaldo Cavalcanti Leonardo SilvaPrática pode causar acidentes com pessoas que residem em áreas próximas às árvores podadas incorretamente
Além dos números que apontam um déficit de
árvores em Campina Grande que chega a atingir a quantidade de 700 mil
unidades, outro problema ambiental que a cidade vem enfrentando nos
últimos anos são as podas irregulares que as plantas de grande porte
sofrem.
De acordo com o acompanhamento que a Superintendência do Meio
Ambiente (Sudema) do município vem fazendo desde o ano 2000, entre 50% e
60% das 30 mil árvores adultas da zona urbana sofrem cortes desiguais
que prejudicam o crescimento e põem em risco a vida delas.
Segundo apontou Roberto Almeida, coordenador da Sudema em Campina
Grande, a utilização de técnicas que não respeitam as normas ambientais
acabam maltratando as árvores, uma vez que muitas delas são reparadas de
um lado, principalmente quando os galhos estão próximos à rede elétrica
de abastecimento. “O que estamos vendo são podas que deixam as árvores
pensas. Elas são cortadas só de um lado, quando deveriam ser reparadas
em forma de V. E isso ocorre entre 50% e 60% das plantas”, confirmou.
Esse tipo de prática alertada pode causar além de graves acidentes
com pessoas que residem em áreas próximas às árvores podadas
incorretamente, até mesmo levar à morte da planta. Como acrescentou
Roberto Almeida, a época de chuvas e ventos fortes é mais propícia para
que acidentes desse tipo aconteçam, como foi registrado durante o
período chuvoso de 2012, quando foram registradas quedas de árvores no
Açude Novo, área central da cidade. “Além de gerar esses problemas de
quedas e até morte das árvores, como acontece na época do inverno, é
preciso ter atenção para as podas das raízes, que também não vem sendo
feita de forma correta”, acrescentou.
A Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Campina Grande,
através de Denise de Sena, responsável pela área de projetos ambientais
da pasta, afirmou que neste ano foi iniciado uma atividade de poda que
respeitasse ainda mais as indicações ambientais para evitar danos às
árvores. Segundo ela, a prefeitura tem feito um trabalho cuidadoso,
contudo algumas empresas privadas que são autorizadas para também
realizar esse tipo de corte, às vezes podem comprometer a estrutura da
planta.
“Nós estamos fazendo um trabalho de verificação acerca das podas.
Existe um técnico da secretaria que está exclusivamente voltado para um
estudo minucioso sobre esse assunto. Iremos avançar para regularizar
essa questão do corte irregular das árvores, assim como estamos fazendo
sobre o que diz respeito ao plantio de mudas na cidade. Assim como a
poda, o plantio de novas árvores faz parte do nosso projeto que pretende
até o final do ano plantar até nove mil mudas no município. Tenho
certeza que vamos avançar nesses dois aspectos para minimizar esse
déficit ambiental que algumas pessoas apontam que Campina Grande tem”,
completou Denise de Sena.
Marquise
suspendeu coleta de lixo porque a prefeitura teria se recusado a firmar
acordo para sanar dívida que já passava de R$ 6,4 milhões.
Por meio de nota, a Marquise informou que não tem como retomar o
serviço, já que a prefeitura anunciou “o pagamento parcial das faturas
de abril e maio do ano passado, sem fazer qualquer referência ao
restante da dívida”. Conforme a Marquise, a decisão de suspender a
coleta de lixo em Cabedelo foi tomada - e comunicada à prefeitura -
após inúmeras tentativas de negociação da dívida, que hoje continua em
R$ 5,6 milhões.
O procurador-geral de Cabedelo, Antônio Duvale, disse que com a
parcela paga pela prefeitura, a empresa terá de cumprir com o contrato e
retomar o serviço de coleta de lixo. “Nós entendemos que com esse
pagamento ela deve retornar o serviço”, afirmou. Ele disse que a equipe
do prefeito Leto Viana já está fazendo uma análise da legalidade do
débito que o município tem com a Marquise.
A Marquise suspendeu a coleta de lixo porque a prefeitura teria se
recusado a firmar acordo para sanar uma dívida que já passava de R$ 6,4
milhões. Segundo a empresa, “uma proposta de equacionamento dos débitos
de forma escalonada chegou a ser aprovada pelo município, mas o prefeito
Leto Viana se recusou a assinar qualquer acordo - fato comunicado à
Marquise no último dia 5”.
Segundo o procurador Antônio Duvale, a prefeitura buscou o apoio do
Tribunal de Contas do Estado para fazer uma inspeção técnica no
contrato, que tem vigência até junho de 2015.
“Nós fizemos uma consulta ao tribunal para ver a forma de efetuar
esse pagamento, porque entendemos que existem alguns itens exauridos no
contrato e que continuam sendo efetuados pela empresa. A gente está
vendo como fazer esse pagamento, porque senão o prefeito pode responder
por ter pago algo que não tinha previsão contratual”, destacou.
O prefeito Leto Viana assumiu o cargo no dia 20 de novembro de 2013,
com a renúncia de Luceninha. Ele disse que em dois meses de gestão já
pagou à empresa Marquise o equivalente a três meses de serviços,
totalizando mais de R$ 1,5 milhão.
“Recebemos uma dívida de, aproximadamente, R$ 6 milhões referente a
nove meses de coleta de lixo. Pagamos uma parte, mas, em dois meses, é
humanamente impossível resolver todos os problemas da nossa cidade”,
afirmou o gestor.
No final de semana a prefeitura de Cabedelo realizou um mutirão para
limpar a cidade, até que se resolva a pendência com a Marquise. Segundo a
prefeitura, a ação não teve nenhum ônus e envolveu caminhões, caçambas,
retroescavadeira, dezenas de agentes de limpeza, removendo entulhos,
lixo doméstico e as podas de árvores.
Algarobas estão sendo podadas para evitar quedas de galhos e outros acidentes; Campus tem cerca de 100 árvores da espécie.
Givaldo Cavalcanti Nelsina VitorinoSegundo o prefeito universitário o Campus está passando por um processo de arborização
A paisagem na Universidade Federal de Campina
Grande (UFCG) vem mudando nos últimos dias. Para quem diariamente
circula pelo Campus I da instituição, em Campina Grande, e está
habituado a presença de dezenas de árvores, já começou a perceber a
diferença pelo início de uma poda que a Prefeitura Universitária deu
início na semana passada. O alvo são cerca de 100 algarobas que pela
idade e o perigo de acidentes estão sendo cortadas para evitar problemas
no local.
Como essas plantas não são nativas da região, segundo o professor
Geraldo Baracuhy, que é engenheiro agrônomo e prefeito universitário, o
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) até autoriza a extração da espécie, mas não é o que está
acontecendo na universidade. De acordo com ele, esse processo de corte
em boa parte da árvore está sendo feita para que sejam evitados
acidentes como, queda de grandes galhos, derrubada da árvore em época de
chuva, entre outros episódios que podem comprometer quem circula no
local.
“Nós não vamos matar nem extrair nenhuma árvore daqui. O que estamos
fazendo é uma reeducação para arborização do campus, para que a Algaroba
cresça de forma que possamos controlá-la com podas periódicas para que
não cause nenhum problema nem para o meio ambiente, nem para as pessoas
que passam por aqui. Pela altura de muitas delas, tornou-se um perigo a
queda de um galho, ou até mesmo da própria árvore na época das chuvas”,
explicou o prefeito universitário acrescentando que em breve a paisagem
do campus será renovada.
“Em três meses quem voltar à universidade verá uma paisagem renovada.
A Algaroba tem o poder de crescimento muito acelerado, e com a época de
chuva, isso vai ser mais acentuado, e em breve os galhos novos irão
crescer. Vamos podá-los criando um ambiente mais propício e com árvores
menores, evitando os perigos que estamos passando com galhos próximos de
fiação elétrica, queda próxima aos veículos, invasão nos corredores dos
prédios. São medidas que precisamos tomar e que não trarão prejuízo ao
meio ambiente”, garantiu o professor Geraldo.
Ainda de acordo com ele, o campus I está passando por um processo de
arborização que já contou com o plantio de 52 mudas de ipê dentro da
área de circulação, além de mais 76 novas mudas da mesma espécie que
serão plantadas ao redor da universidade. De acordo com ele, as covas já
começaram a ser preparadas na área externa e em breve irão oferecer uma
proposta ambiental melhor não só a UFCG, mas a cidade. “Estamos fazendo
isso desde o ano passado, e a nossa meta até o mês de março é plantar
dentro e fora do campus duas mil mudas”, prometeu o prefeito da UFCG.
02/07/2013 - 15:11 - Atualizado em 02/07/2013 - 15:29
Estão sendo plantadas mudas de aroeira-roxa, Pau-Brasil, ipê roxo, pau-de-amendoim entre outros
Para contribuir com temperaturas
mais amenas e o conforto ambiental da cidade, a Prefeitura Municipal de
João Pessoa (PMJP) vem fazendo o plantio de árvores nativas nas
Unidades de Saúde da Família (USFs). Equipes do Plantio Urbano da
Secretaria de Meio Ambiente (Semam) trabalham com as mudas da Mata
Atlântica, produzidas no Viveiro Municipal de Plantas Nativas.
Estão sendo plantadas mudas de aroeira-roxa, Pau-Brasil, ipê roxo,
pau-de-amendoim entre outros. As mudas têm entre 1,80 e 2,20 metros de
altura e já possuem copa. O plantio é realizado pela equipe de seis
auxiliares de jardinagem, coordenados por um técnico da Semam. Primeiro
as covas são preparadas na dimensão certa para receberem as mudas,
acrescentando terra vegetal e composto orgânico. Os técnicos também
consideram o porte e o comportamento de cada espécie, que são
distribuídas harmonicamente no projeto de arborização.
Inicialmente estão sendo feitos plantios nas USF Quatro Estações, em
Mangabeira VII, USF do Cuiá e USF Geisel, em um total de 35 mudas. Para o
secretário de Meio Ambiente, Edilton Nóbrega, “o plantio de mudas de
árvores nativas garante sombra, tornando a temperatura mais amena e ainda deixa a cidade mais bela, numa ação que promove saúde e qualidade de vida para a população”, complementou.
Monitoramento - A Semam monitora as mudas,
principalmente no período de estiagem, fazendo adubação de cobertura,
poda de manutenção e avaliando se o sistema de irrigação está acionado,
para garantir o crescimento
e a robustez de cada muda plantada. Cada diretor de USF assina um termo
de compromisso emitido pela Semam, onde também se responsabiliza pelo
cuidado com as plantas.
Segundo a Semam, esta é a sexta árvore que cai em 2013 na capital.
Órgão diz que plantio errado contribui para o tombamento.
Do G1 PB
Árvore cai por cima de carro no bairro do Bessa,
em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Uma árvore caiu na manhã desta quarta-feira (24) por cima de um carro, no bairro do Bessa, em João Pessoa.
De acordo com o chefe de Divisão de Arborização e Reflorestamento da
Secretaria do Meio Ambiente da capital paraibana (Seman), Anderson
Fontes, este foi o sexto caso de tombamento de árvores desde o início do
ano. A última árvore a tombar foi um pé de oliveira, no bairro do
Varadouro, também em João Pessoa. O plantio errado somado às chuvas
contribuem para os acidentes, segundo a Semam.
Sobre o tombamento desta manhã, a Semam ainda vai fazer um laudo
técnico sobre as causas. "No entanto, podemos afirmar que a maior parte
desses acidentes com árvores acontece por causa do plantio errado.
Naquela área do Bessa, há muitas algarobas, que são árvores de porte
grande e raízes superficiais. Como muitas são plantadas em calçadas, com
as chuvas, que têm sido intensas, acabam tombando”, explicou Anderson
Fontes.
Árvores com raízes artificiais plantadas em locais de pouco espaço
contribuem para acidentes (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Fontes disse ainda que problemas como cupins e fungos também ocasionam
tombamentos. “Quando nós verificamos que há árvores que apresentam algum
tipo de risco de queda, fazemos de imediato uma poda para dar mais
equilíbrio. Em seguida, averiguamos o que está provocando esse risco e,
caso seja necessário, fazemos um tratamento fitossanitário para combater
sobretudo os fungos, que apodrecem as raízes”.
João Pessoa, ainda de acordo com a Seman, é uma das capitais
brasileiras que registram um dos menores números de tombamento por ano.
“Nós temos uma média de 17 quedas de árvores por ano. Há capitais em que
a média é de 40 tombamentos anuais. Esse número reduzido de tombamentos
de árvores é devido, em parte, ao processo de monitoramento que temos
adotado”, declarou Anderson Fontes.
Em 2012 foram realizadas mais de nove mil podas de árvores. Este ano,
segundo o chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da Seman,
foram mais de 1,2 mil podas. “É um número ainda aquém do que desejamos,
haja vista que a capital paraibana tem cerca de 300 mil árvores
plantadas em calçadas, canteiros centrais e praças. Porém, sem sombra de
dúvidas, podemos dizer que o que temos feito tem produzido os
resultados esperados”, pontuou.
Apoio da população
Anderson Fontes destacou que o apoio da população é fundamental ao
trabalho da Seman. Quem perceber risco de desabamento de alguma árvore
deve ligar para a Seman pelo telefone 3218-9183. “Nós vamos até o local e
emitimos um parecer técnico, fazemos um laudo da situação da árvore.
Logo em seguida, enviamos esse laudo para a Secretaria de
Desenvolvimento Urbano (Sedurb), que vai executar o que as providências
que sugerimos, como a poda das árvores”, explicou.
Bairros e avenidas de maior risco
O chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da Seman afirmou
que os bairros mais antigos são os que apresentam o maior risco de
tombamento de árvores. Entre os bairros estão Tambiá, Roger, parte da
Torre, Jaguaribe e Varadouro. “Esses bairros, por serem os mais antigos
da capital, têm as árvores mais antigas, que requerem um maior cuidado e
são mais vulneráveis a tombamentos”, acrescentou Anderson Fontes.
As avenidas que apresentam os maiores riscos de tombamento de árvore
são Epitácio Pessoa, Camilo de Holanda e Maximiano Machado. “Mas também
temos as ruas Monsenhor Walfredo Leal e a Avenida Coremas”, completou.
Sedurb e Semam monitoram estado de saúde dos ipês da Lagoa do Parque Solon de Lucena com exames de ultrassom.
Jaine AlvesFrancisco FrançaExames fazem parte do programa Poda Programada
Os 86 ipês amarelos que compõem a paisagem do Parque Solon de Lucena
(Lagoa), em João Pessoa, estão passando por um processo de
monitoramento, através de exames de ultrassom, que fazem uma leitura no
interior da planta para verificar o estado de saúde e descobrir se ela
apresenta alguma doença. A ação que prevê cuidados específicos de
conservação das espécies centenárias foi iniciada na manhã de ontem e
faz parte do programa anual 'Poda Programada' da Secretaria de
Desenvolvimento Urbano (Sedurb) do município, em parceria com a
Secretaria de Meio Ambiente (Semam).
De acordo com o engenheiro agrônomo da Divisão de Paisagismo da
Sedurb, Anderson Fontes, no ano passado 300 árvores foram avaliadas, por
meio do mesmo projeto, onde apenas quatro delas foram diagnosticadas
com um elevado grau de risco de tombamento, onde não mais apresentavam
possibilidades de tratamento. “Essas quatro árvores eram da espécie
castanhola, que devido à situação apresentada foram retiradas do local e
substituídas pela espécie sibipiruna, que são árvores nativas da Mata
Atlântica”, afirmou.
Anderson Fontes acrescentou que nas demais 296 árvores foram
realizados tratamentos, como podas de limpeza, descupinização, aplicação
de fungicida à base de cobre e em alguns casos foi feita ainda a
dendrocirurgia para tampar os ferimentos da árvore.
Segundo o engenheiro agrônomo, a ação deste ano também vai avaliar
300 árvores em João Pessoa, no entanto, ele estima que todas elas serão
no Parque Solon de Lucena (Lagoa).
“Provavelmente, os 300 exames de ultrassom previstos para este ano
serão feitos na Lagoa, devido ao projeto de urbanização da área, já
anunciado polo atual prefeito”, declarou.
Conforme detalhou Anderson Fontes, na Lagoa existe um legado
ambiental com aproximadamente 932 árvores, distribuídas em uma média de
32 espécies.
Ainda de acordo com Anderson Fontes, as árvores passam inicialmente
por um estudo exterior, em que através da avaliação do técnico é
possível identificar alguns problemas e em seguida é feito o estudo
interno (ultrassom). “Depois de termos a avaliação concluída de cada
árvore, iniciaremos os tratamentos específicos em cada uma delas, mas
somente após este período de floração”, disse ao acrescentar que o exame
de ultrassom dura apenas cinco minutos, “a demora maior é na instalação
do equipamento”.
Anderson Fontes informou que as árvores mais antigas estão
localizadas na região central da cidade, principalmente nas avenidas
Getúlio Vargas, Tabajara, Eurípedes Tavares, Epitácio Pessoa,
Maximiniano Figueiredo, João Machado, Monsenhor Walfredo Leal e Odon
Bezerra, além do Parque Solon de Lucena (Lagoa) e da Praça da
Independência. Para concluir, ele fez um alerta à população.
“Queremos reforçar a atenção daqueles que usam as sombras das árvores
da Lagoa para descansar, estudar, entre outras atividades, para que
também as preservem, pois muitas delas apresentam grandes feridas no
tronco, além de outras agressões promovidas pela própria população. Um
exemplo dessa interferência humana são os sinais de fogo que encontramos
próximo à raiz de algumas delas”, destacou.
Poda e ordenamento dos comerciantes já está sendo feito para garantir a segurança na 249ª Romaria de Nossa Senhora da Penha.
Walter Paparazzo249ª Romaria de Nossa Senhora da Penha, acontece no próximo sábado (24)
A Secretaria de
Desenvolvimento Urbano (Sedurb), da Prefeitura Municipal de João Pessoa
(PMJP), deu início aos trabalhos de poda e ordenamento dos comerciantes
para a 249ª Romaria de Nossa Senhora da Penha, que acontece próximo
sábado.
Já foram podadas 73 mangueiras localizadas na avenida João Machado,
onde fica a Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, local de concentração de
muitos fiéis. Durante o trajeto, que segue pela avenida Pedro II,
outras seis árvores passaram pelo mesmo processo. Amanhã, a poda
programada acontecerá em toda a extensão da avenida Hilton Souto Maior,
em Mangabeira, e será concluída no entorno do Santuário da Penha.
Para garantir a segurança dos romeiros durante o trajeto de 14
quilômetros da procissão, a Sedurb trabalha com uma equipe composta por
12 podadores e um engenheiro agrônomo. “No Santuário da Penha, serão
podados os galhos de castanholas, aroeiras da praia e leucenas, entre
outras espécies de árvores”, disse o chefe da Divisão de Paisagismo da
Sedurb, Anderson Fontes.
Exame,
realizado em árvores centenárias, faz uma leitura no interior da
planta, verificando o estado de saúde e reduzindo riscos de tombamento.
Publicado em 21/09/2012 às 06h00
Jaine Alves
João Pessoa possui aproximadamente 150 mil árvores, localizadas em
calçadas, canteiros centrais e praças. As árvores centenárias receberão
cuidados específicos como meio de conservação através de exames de
ultrassom, que fazem uma leitura no interior da planta para verificar o
estado de saúde e descobrir se ela apresenta alguma doença. O serviço já
havia sido iniciado em fevereiro, mas, por conta das chuvas, foi
suspenso, já que o trabalho só pode ser feito em período de sol.
Em comemoração ao Dia da Árvore, os exames serão retomados hoje, na Praça da Independência.
Segundo o engenheiro agrônomo da Divisão de Paisagismo da
Superintendência de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Anderson Fontes,
foram selecionadas 300 árvores para realizar o trabalho com o aparelho
de ultrassom. “Das 300 árvores, já examinamos 53, quando iniciamos as
análises em fevereiro último. Começaremos a ação novamente amanhã (hoje)
e a previsão é de que até dezembro deste ano o trabalho tenha sido
concluído”, pontuou.
Anderson Fontes ainda destacou que nenhuma das 53 árvores examinadas
apresentou algum risco. “Todas tiveram o resultado positivo, todas estão
sadias, mas em algumas delas fizemos podas de contenção de copa, que
reduz de 20 a 40% dos galhos das árvores, como medida de manutenção e
para evitar que os mais pesados tombem, além de promover a segurança dos
pedestres e dos veículos”, ressaltou.
O engenheiro agrônomo disse que após a análise, os técnicos verificam
a possibilidade de tratamento fisiológico, onde são realizadas as
podas, ou o fitossanitário, que examina a saúde das árvores. Caso seja
detectada alguma contaminação, o tratamento é feito com produtos
químicos medicamentosos, a exemplo da descupinização. “Fazemos uma
barreira química, isolando a árvore para que após a aplicação do produto
o cupim não volte para ela. No caso dos fungos, examinamos o tipo para
ver qual o fungicida a ser aplicado. Para cada árvore há um laudo
técnico específico”, explicou.
De acordo com Anderson Fontes, as árvores mais antigas estão
localizadas na região central da cidade, principalmente nas Avenidas
Getúlio Vargas, Tabajara, Eurípedes Tavares, Epitácio Pessoa,
Maximiniano Figueiredo, João Machado, Monsenhor Walfredo Leal e Odon
Bezerra, além do Parque Sólon de Lucena (Lagoa) e da Praça da
Independência. “Um estudo realizado em 2007 pela PMJP caracterizou as
árvores dessa região com maior potencial para quedas de galhos ou até
mesmo tombamentos, por estarem em áreas de maior vulnerabilidade, já que
possuem grande fluxo de veículos”, disse.
Outra medida de conservação das árvores centenárias é a poda
periódica, no entanto Anderson Fontes sinalizou que as pessoas não devem
realizar a poda por conta própria, pois o serviço realizado sem a
técnica adequada pode matar a árvore. “Em caso de encontrar qualquer
problema numa árvore, a população deve acionar os órgãos responsáveis”,
destacou.
A realização de exames de ultrassom é promovida pela Prefeitura
Municipal de João Pessoa (PMJP) e faz parte da ação Poda Programada da
Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb).
Poda ou corte sem autorização, pode resultar em multa de até R$ 10 mil. Sedurb está realizando a poda programada e emergencial.
Luzia Santos
A poda e o corte de árvores sem autorização do órgão ambiental podem
gerar multa que varia de R$ 500,00 a R$ 10 mil. Em casos de flagrante, o
desrespeito à legislação ambiental pode resultar até mesmo em prisão.
Segundo o engenheiro agrônomo da Secretaria de Desenvolvimento Urbano
(Sedurb), da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Anderson Fontes, antes
de realizar a poda ou o corte de uma árvore a população precisa
solicitar a permissão à secretaria.
O engenheiro e coordenador do Programa Poda Programada da Sedurb
explica que embora parte da população julgue que uma árvore plantada em
frente a uma residência é de propriedade do dono da casa, a legislação
protege a árvore, e a poda ou corte só podem ocorrer após avaliação de
técnicos. “A árvore é pública e é um bem coletivo mesmo estando em
calçadas e não tendo sido plantada pela prefeitura”, afirmou.
Um dos problemas para aplicação da lei é a carência de funcionários.
“O número de fiscais ainda é pequeno e, em geral, o corte irregular de
árvores é visto como algo normal pela população. Mas se o órgão de
proteção ambiental flagrar a retirada irregular o responsável pode ser
preso”, explicou Fontes.
Para solicitar a poda de galhos que podem cair ou até mesmo para
pedir o corte de árvores que estejam causando danos, a população pode
ligar para 3218-9183, em horário comercial, e solicitar a avaliação
técnica de profissionais da Sedurb. São eles os responsáveis pela
liberação ou não do corte de árvores na capital. Os técnicos também
podem ser acionados por meio do telefone 0800 285 9020. O engenheiro
lembra que uma poda aparentemente simples fere a árvore. “A poda é uma
ferida aberta na árvore que pode permitir a entrada de fungos e
doenças”, declarou Fontes.
O projeto Poda Programada já realizou manutenção em mais de 400
árvores em janeiro último e deve ser levado para todos os 65 bairros da
capital em uma média de até 20 ruas por bairro. Esta semana, a poda
aconteceu nas árvores do Parque Sólon de Lucena, a Lagoa.
Para acelerar o processo das podas antes da chegada do inverno, a
Seman e a Sedurb colocaram à disposição seis equipes nas ruas – quatro
para atender à poda programada e duas para atuar em uma outra ação
voltada para preservação das árvores, a chamada poda emergencial que
atende às solicitações da população.
Dados da Sedurb mostram que apenas este ano, 450 pessoas já
solicitaram a verificação de condições de saúde de árvores na capital e
podas emergenciais. Em média, entre o intervalo de tempo entre o pedido
para avaliar as condições e a execução do serviço é de 20 dias.