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quarta-feira, 26 de março de 2014

Sudema diz que poda irregular compromete árvores em CG

Entre 50% e 60% das 30 mil árvores adultas da zona urbana sofrem cortes desiguais que prejudicam o crescimento e põem em risco a vida delas.


 


Leonardo Silva
Prática pode causar acidentes com pessoas que residem em áreas próximas às árvores podadas incorretamente
 
 Além dos números que apontam um déficit de árvores em Campina Grande que chega a atingir a quantidade de 700 mil unidades, outro problema ambiental que a cidade vem enfrentando nos últimos anos são as podas irregulares que as plantas de grande porte sofrem.
 

De acordo com o acompanhamento que a Superintendência do Meio Ambiente (Sudema) do município vem fazendo desde o ano 2000, entre 50% e 60% das 30 mil árvores adultas da zona urbana sofrem cortes desiguais que prejudicam o crescimento e põem em risco a vida delas.

Segundo apontou Roberto Almeida, coordenador da Sudema em Campina Grande, a utilização de técnicas que não respeitam as normas ambientais acabam maltratando as árvores, uma vez que muitas delas são reparadas de um lado, principalmente quando os galhos estão próximos à rede elétrica de abastecimento. “O que estamos vendo são podas que deixam as árvores pensas. Elas são cortadas só de um lado, quando deveriam ser reparadas em forma de V. E isso ocorre entre 50% e 60% das plantas”, confirmou.

Esse tipo de prática alertada pode causar além de graves acidentes com pessoas que residem em áreas próximas às árvores podadas incorretamente, até mesmo levar à morte da planta. Como acrescentou Roberto Almeida, a época de chuvas e ventos fortes é mais propícia para que acidentes desse tipo aconteçam, como foi registrado durante o período chuvoso de 2012, quando foram registradas quedas de árvores no Açude Novo, área central da cidade. “Além de gerar esses problemas de quedas e até morte das árvores, como acontece na época do inverno, é preciso ter atenção para as podas das raízes, que também não vem sendo feita de forma correta”, acrescentou.

A Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Campina Grande, através de Denise de Sena, responsável pela área de projetos ambientais da pasta, afirmou que neste ano foi iniciado uma atividade de poda que respeitasse ainda mais as indicações ambientais para evitar danos às árvores. Segundo ela, a prefeitura tem feito um trabalho cuidadoso, contudo algumas empresas privadas que são autorizadas para também realizar esse tipo de corte, às vezes podem comprometer a estrutura da planta.

“Nós estamos fazendo um trabalho de verificação acerca das podas. Existe um técnico da secretaria que está exclusivamente voltado para um estudo minucioso sobre esse assunto. Iremos avançar para regularizar essa questão do corte irregular das árvores, assim como estamos fazendo sobre o que diz respeito ao plantio de mudas na cidade. Assim como a poda, o plantio de novas árvores faz parte do nosso projeto que pretende até o final do ano plantar até nove mil mudas no município. Tenho certeza que vamos avançar nesses dois aspectos para minimizar esse déficit ambiental que algumas pessoas apontam que Campina Grande tem”, completou Denise de Sena.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Coleta de lixo continua suspensa em Cabedelo

Marquise suspendeu coleta de lixo porque a prefeitura teria se recusado a firmar acordo para sanar dívida que já passava de R$ 6,4 milhões.
 

 
Por meio de nota, a Marquise informou que não tem como retomar o serviço, já que a prefeitura anunciou “o pagamento parcial das faturas de abril e maio do ano passado, sem fazer qualquer referência ao restante da dívida”. Conforme a Marquise, a decisão de suspender a coleta de lixo em Cabedelo foi tomada - e comunicada à prefeitura - após inúmeras tentativas de negociação da dívida, que hoje continua em R$ 5,6 milhões.

O procurador-geral de Cabedelo, Antônio Duvale, disse que com a parcela paga pela prefeitura, a empresa terá de cumprir com o contrato e retomar o serviço de coleta de lixo. “Nós entendemos que com esse pagamento ela deve retornar o serviço”, afirmou. Ele disse que a equipe do prefeito Leto Viana já está fazendo uma análise da legalidade do débito que o município tem com a Marquise.

A Marquise suspendeu a coleta de lixo porque a prefeitura teria se recusado a firmar acordo para sanar uma dívida que já passava de R$ 6,4 milhões. Segundo a empresa, “uma proposta de equacionamento dos débitos de forma escalonada chegou a ser aprovada pelo município, mas o prefeito Leto Viana se recusou a assinar qualquer acordo - fato comunicado à Marquise no último dia 5”.

Segundo o procurador Antônio Duvale, a prefeitura buscou o apoio do Tribunal de Contas do Estado para fazer uma inspeção técnica no contrato, que tem vigência até junho de 2015.

“Nós fizemos uma consulta ao tribunal para ver a forma de efetuar esse pagamento, porque entendemos que existem alguns itens exauridos no contrato e que continuam sendo efetuados pela empresa. A gente está vendo como fazer esse pagamento, porque senão o prefeito pode responder por ter pago algo que não tinha previsão contratual”, destacou.

O prefeito Leto Viana assumiu o cargo no dia 20 de novembro de 2013, com a renúncia de Luceninha. Ele disse que em dois meses de gestão já pagou à empresa Marquise o equivalente a três meses de serviços, totalizando mais de R$ 1,5 milhão.

“Recebemos uma dívida de, aproximadamente, R$ 6 milhões referente a nove meses de coleta de lixo. Pagamos uma parte, mas, em dois meses, é humanamente impossível resolver todos os problemas da nossa cidade”, afirmou o gestor.

No final de semana a prefeitura de Cabedelo realizou um mutirão para limpar a cidade, até que se resolva a pendência com a Marquise. Segundo a prefeitura, a ação não teve nenhum ônus e envolveu caminhões, caçambas, retroescavadeira, dezenas de agentes de limpeza, removendo entulhos, lixo doméstico e as podas de árvores.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Poda em árvores muda paisagem do Campus I

Algarobas estão sendo podadas para evitar quedas de galhos e outros acidentes; Campus tem cerca de 100 árvores da espécie.  


 

Nelsina Vitorino
Segundo o prefeito universitário o Campus está passando por um processo de arborização
 
A paisagem na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) vem mudando nos últimos dias. Para quem diariamente circula pelo Campus I da instituição, em Campina Grande, e está habituado a presença de dezenas de árvores, já começou a perceber a diferença pelo início de uma poda que a Prefeitura Universitária deu início na semana passada. O alvo são cerca de 100 algarobas que pela idade e o perigo de acidentes estão sendo cortadas para evitar problemas no local.
 

Como essas plantas não são nativas da região, segundo o professor Geraldo Baracuhy, que é engenheiro agrônomo e prefeito universitário, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) até autoriza a extração da espécie, mas não é o que está acontecendo na universidade. De acordo com ele, esse processo de corte em boa parte da árvore está sendo feita para que sejam evitados acidentes como, queda de grandes galhos, derrubada da árvore em época de chuva, entre outros episódios que podem comprometer quem circula no local.

“Nós não vamos matar nem extrair nenhuma árvore daqui. O que estamos fazendo é uma reeducação para arborização do campus, para que a Algaroba cresça de forma que possamos controlá-la com podas periódicas para que não cause nenhum problema nem para o meio ambiente, nem para as pessoas que passam por aqui. Pela altura de muitas delas, tornou-se um perigo a queda de um galho, ou até mesmo da própria árvore na época das chuvas”, explicou o prefeito universitário acrescentando que em breve a paisagem do campus será renovada.

“Em três meses quem voltar à universidade verá uma paisagem renovada. A Algaroba tem o poder de crescimento muito acelerado, e com a época de chuva, isso vai ser mais acentuado, e em breve os galhos novos irão crescer. Vamos podá-los criando um ambiente mais propício e com árvores menores, evitando os perigos que estamos passando com galhos próximos de fiação elétrica, queda próxima aos veículos, invasão nos corredores dos prédios. São medidas que precisamos tomar e que não trarão prejuízo ao meio ambiente”, garantiu o professor Geraldo.

Ainda de acordo com ele, o campus I está passando por um processo de arborização que já contou com o plantio de 52 mudas de ipê dentro da área de circulação, além de mais 76 novas mudas da mesma espécie que serão plantadas ao redor da universidade. De acordo com ele, as covas já começaram a ser preparadas na área externa e em breve irão oferecer uma proposta ambiental melhor não só a UFCG, mas a cidade. “Estamos fazendo isso desde o ano passado, e a nossa meta até o mês de março é plantar dentro e fora do campus duas mil mudas”, prometeu o prefeito da UFCG.
 
 
 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Semam plantam árvores nativas nos PSF's de João Pessoa

02/07/2013 - 15:11 - Atualizado em 02/07/2013 - 15:29 

Estão sendo plantadas mudas de aroeira-roxa, Pau-Brasil, ipê roxo, pau-de-amendoim entre outros


Para contribuir com temperaturas mais amenas e o conforto ambiental da cidade, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) vem fazendo o plantio de árvores nativas nas Unidades de Saúde da Família (USFs). Equipes do Plantio Urbano da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) trabalham com as mudas da Mata Atlântica, produzidas no Viveiro Municipal de Plantas Nativas.

Estão sendo plantadas mudas de aroeira-roxa, Pau-Brasil, ipê roxo, pau-de-amendoim entre outros. As mudas têm entre 1,80 e 2,20 metros de altura e já possuem copa. O plantio é realizado pela equipe de seis auxiliares de jardinagem, coordenados por um técnico da Semam. Primeiro as covas são preparadas na dimensão certa para receberem as mudas, acrescentando terra vegetal e composto orgânico. Os técnicos também consideram o porte e o comportamento de cada espécie, que são distribuídas harmonicamente no projeto de arborização.

Inicialmente estão sendo feitos plantios nas USF Quatro Estações, em Mangabeira VII, USF do Cuiá e USF Geisel, em um total de 35 mudas. Para o secretário de Meio Ambiente, Edilton Nóbrega, “o plantio de mudas de árvores nativas garante sombra, tornando a temperatura mais amena e ainda deixa a cidade mais bela, numa ação que promove saúde e qualidade de vida para a população”, complementou.

Monitoramento - A Semam monitora as mudas, principalmente no período de estiagem, fazendo adubação de cobertura, poda de manutenção e avaliando se o sistema de irrigação está acionado, para garantir o crescimento e a robustez de cada muda plantada. Cada diretor de USF assina um termo de compromisso emitido pela Semam, onde também se responsabiliza pelo cuidado com as plantas.


Da Redação com Assessoria
WSCOM Online


 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Árvore cai em cima de carro no bairro do Bessa, em João Pessoa


24/04/2013 09h45 - Atualizado em 24/04/2013 09h46 

Segundo a Semam, esta é a sexta árvore que cai em 2013 na capital.
Órgão diz que plantio errado contribui para o tombamento.
 
Do G1 PB
Árvore tomba e cai por cima de carro no bairro do Bessa, em João Pessoa  (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Árvore cai por cima de carro no bairro do Bessa,
em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Uma árvore caiu na manhã desta quarta-feira (24) por cima de um carro, no bairro do Bessa,  em João Pessoa. De acordo com o chefe de Divisão de Arborização e Reflorestamento da Secretaria do Meio Ambiente da capital paraibana (Seman), Anderson Fontes, este foi o sexto caso de tombamento de árvores desde o início do ano. A última árvore a tombar foi um pé de oliveira, no bairro do Varadouro, também em João Pessoa. O plantio errado somado às chuvas contribuem para os acidentes, segundo a Semam.

Sobre o tombamento desta manhã, a Semam ainda vai fazer um laudo técnico sobre as causas. "No entanto, podemos afirmar que a maior parte desses acidentes com árvores acontece por causa do plantio errado. Naquela área do Bessa, há muitas algarobas, que são árvores de porte grande e raízes superficiais. Como muitas são plantadas em calçadas, com as chuvas, que têm sido intensas, acabam tombando”, explicou Anderson Fontes.


Árvores com raízes artificiais plantadas em locais de pouco espaço contribuem para acidentes (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Árvores com raízes artificiais plantadas em locais de pouco espaço
contribuem para acidentes (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Fontes disse ainda que problemas como cupins e fungos também ocasionam tombamentos. “Quando nós verificamos que há árvores que apresentam algum tipo de risco de queda, fazemos de imediato uma poda para dar mais equilíbrio. Em seguida, averiguamos o que está provocando esse risco e, caso seja necessário, fazemos um tratamento fitossanitário para combater sobretudo os fungos, que apodrecem as raízes”.
João Pessoa, ainda de acordo com a Seman, é uma das capitais brasileiras que registram um dos menores números de tombamento por ano. “Nós temos uma média de 17 quedas de árvores por ano. Há capitais em que a média é de 40 tombamentos anuais. Esse número reduzido de tombamentos de árvores é devido, em parte, ao processo de monitoramento que temos adotado”, declarou Anderson Fontes.

Em 2012 foram realizadas mais de nove mil podas de árvores. Este ano, segundo o chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da Seman, foram mais de 1,2 mil podas. “É um número ainda aquém do que desejamos, haja vista que a capital paraibana tem cerca de 300 mil árvores plantadas em calçadas, canteiros centrais e praças. Porém, sem sombra de dúvidas, podemos dizer que o que temos feito tem produzido os resultados esperados”, pontuou.

Apoio da população
Anderson Fontes destacou que o apoio da população é fundamental ao trabalho da Seman. Quem perceber risco de desabamento de alguma árvore deve ligar para a Seman pelo telefone 3218-9183. “Nós vamos até o local e emitimos um parecer técnico, fazemos um laudo da situação da árvore. Logo em seguida, enviamos esse laudo para a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), que vai executar o que as providências que sugerimos, como a poda das árvores”, explicou.

Bairros e avenidas de maior risco
O chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da Seman afirmou que os bairros mais antigos são os que apresentam o maior risco de tombamento de árvores. Entre os bairros estão Tambiá, Roger, parte da Torre, Jaguaribe e Varadouro. “Esses bairros, por serem os mais antigos da capital, têm as árvores mais antigas, que requerem um maior cuidado e são mais vulneráveis a tombamentos”, acrescentou Anderson Fontes.

As avenidas que apresentam os maiores riscos de tombamento de árvore são Epitácio Pessoa, Camilo de Holanda e Maximiano Machado. “Mas também temos as ruas Monsenhor Walfredo Leal e a Avenida Coremas”, completou.
Fonte

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ipês amarelos passam por exames de ultrassom para verificar doenças

Sedurb e Semam monitoram estado de saúde dos ipês da Lagoa do Parque Solon de Lucena com exames de ultrassom. 


Francisco França
Exames fazem parte do programa Poda Programada

Os 86 ipês amarelos que compõem a paisagem do Parque Solon de Lucena (Lagoa), em João Pessoa, estão passando por um processo de monitoramento, através de exames de ultrassom, que fazem uma leitura no interior da planta para verificar o estado de saúde e descobrir se ela apresenta alguma doença. A ação que prevê cuidados específicos de conservação das espécies centenárias foi iniciada na manhã de ontem e faz parte do programa anual 'Poda Programada' da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) do município, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente (Semam).
De acordo com o engenheiro agrônomo da Divisão de Paisagismo da Sedurb, Anderson Fontes, no ano passado 300 árvores foram avaliadas, por meio do mesmo projeto, onde apenas quatro delas foram diagnosticadas com um elevado grau de risco de tombamento, onde não mais apresentavam possibilidades de tratamento. “Essas quatro árvores eram da espécie castanhola, que devido à situação apresentada foram retiradas do local e substituídas pela espécie sibipiruna, que são árvores nativas da Mata Atlântica”, afirmou.
Anderson Fontes acrescentou que nas demais 296 árvores foram realizados tratamentos, como podas de limpeza, descupinização, aplicação de fungicida à base de cobre e em alguns casos foi feita ainda a dendrocirurgia para tampar os ferimentos da árvore.
Segundo o engenheiro agrônomo, a ação deste ano também vai avaliar 300 árvores em João Pessoa, no entanto, ele estima que todas elas serão no Parque Solon de Lucena (Lagoa).
“Provavelmente, os 300 exames de ultrassom previstos para este ano serão feitos na Lagoa, devido ao projeto de urbanização da área, já anunciado polo atual prefeito”, declarou.
Conforme detalhou Anderson Fontes, na Lagoa existe um legado ambiental com aproximadamente 932 árvores, distribuídas em uma média de 32 espécies.
Ainda de acordo com Anderson Fontes, as árvores passam inicialmente por um estudo exterior, em que através da avaliação do técnico é possível identificar alguns problemas e em seguida é feito o estudo interno (ultrassom). “Depois de termos a avaliação concluída de cada árvore, iniciaremos os tratamentos específicos em cada uma delas, mas somente após este período de floração”, disse ao acrescentar que o exame de ultrassom dura apenas cinco minutos, “a demora maior é na instalação do equipamento”.
Anderson Fontes informou que as árvores mais antigas estão localizadas na região central da cidade, principalmente nas avenidas Getúlio Vargas, Tabajara, Eurípedes Tavares, Epitácio Pessoa, Maximiniano Figueiredo, João Machado, Monsenhor Walfredo Leal e Odon Bezerra, além do Parque Solon de Lucena (Lagoa) e da Praça da Independência. Para concluir, ele fez um alerta à população.
“Queremos reforçar a atenção daqueles que usam as sombras das árvores da Lagoa para descansar, estudar, entre outras atividades, para que também as preservem, pois muitas delas apresentam grandes feridas no tronco, além de outras agressões promovidas pela própria população. Um exemplo dessa interferência humana são os sinais de fogo que encontramos próximo à raiz de algumas delas”, destacou.


 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Sedurb faz trabalho de poda de árvores

Poda e ordenamento dos comerciantes já está sendo feito para garantir a segurança na 249ª Romaria de Nossa Senhora da Penha.

 

Walter Paparazzo
249ª Romaria de Nossa Senhora da Penha, acontece no próximo sábado (24)
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), deu início aos trabalhos de poda e ordenamento dos comerciantes para a 249ª Romaria de Nossa Senhora da Penha, que acontece próximo sábado.
 
Já foram podadas 73 mangueiras localizadas na avenida João Machado, onde fica a Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, local de concentração de muitos fiéis. Durante o trajeto, que segue pela avenida Pedro II, outras seis árvores passaram pelo mesmo processo. Amanhã, a poda programada acontecerá em toda a extensão da avenida Hilton Souto Maior, em Mangabeira, e será concluída no entorno do Santuário da Penha.

Para garantir a segurança dos romeiros durante o trajeto de 14 quilômetros da procissão, a Sedurb trabalha com uma equipe composta por 12 podadores e um engenheiro agrônomo. “No Santuário da Penha, serão podados os galhos de castanholas, aroeiras da praia e leucenas, entre outras espécies de árvores”, disse o chefe da Divisão de Paisagismo da Sedurb, Anderson Fontes.


 

sábado, 22 de setembro de 2012

Sedurb volta a realizar ultrassom em árvores

Exame, realizado em árvores centenárias, faz uma leitura no interior da planta, verificando o estado de saúde e reduzindo riscos de tombamento.

Publicado em 21/09/2012 às 06h00




João Pessoa possui aproximadamente 150 mil árvores, localizadas em calçadas, canteiros centrais e praças. As árvores centenárias receberão cuidados específicos como meio de conservação através de exames de ultrassom, que fazem uma leitura no interior da planta para verificar o estado de saúde e descobrir se ela apresenta alguma doença. O serviço já havia sido iniciado em fevereiro, mas, por conta das chuvas, foi suspenso, já que o trabalho só pode ser feito em período de sol.

Em comemoração ao Dia da Árvore, os exames serão retomados hoje, na Praça da Independência.

Segundo o engenheiro agrônomo da Divisão de Paisagismo da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Anderson Fontes, foram selecionadas 300 árvores para realizar o trabalho com o aparelho de ultrassom. “Das 300 árvores, já examinamos 53, quando iniciamos as análises em fevereiro último. Começaremos a ação novamente amanhã (hoje) e a previsão é de que até dezembro deste ano o trabalho tenha sido concluído”, pontuou.

Anderson Fontes ainda destacou que nenhuma das 53 árvores examinadas apresentou algum risco. “Todas tiveram o resultado positivo, todas estão sadias, mas em algumas delas fizemos podas de contenção de copa, que reduz de 20 a 40% dos galhos das árvores, como medida de manutenção e para evitar que os mais pesados tombem, além de promover a segurança dos pedestres e dos veículos”, ressaltou.

O engenheiro agrônomo disse que após a análise, os técnicos verificam a possibilidade de tratamento fisiológico, onde são realizadas as podas, ou o fitossanitário, que examina a saúde das árvores. Caso seja detectada alguma contaminação, o tratamento é feito com produtos químicos medicamentosos, a exemplo da descupinização. “Fazemos uma barreira química, isolando a árvore para que após a aplicação do produto o cupim não volte para ela. No caso dos fungos, examinamos o tipo para ver qual o fungicida a ser aplicado. Para cada árvore há um laudo técnico específico”, explicou.

De acordo com Anderson Fontes, as árvores mais antigas estão localizadas na região central da cidade, principalmente nas Avenidas Getúlio Vargas, Tabajara, Eurípedes Tavares, Epitácio Pessoa, Maximiniano Figueiredo, João Machado, Monsenhor Walfredo Leal e Odon Bezerra, além do Parque Sólon de Lucena (Lagoa) e da Praça da Independência. “Um estudo realizado em 2007 pela PMJP caracterizou as árvores dessa região com maior potencial para quedas de galhos ou até mesmo tombamentos, por estarem em áreas de maior vulnerabilidade, já que possuem grande fluxo de veículos”, disse.

Outra medida de conservação das árvores centenárias é a poda periódica, no entanto Anderson Fontes sinalizou que as pessoas não devem realizar a poda por conta própria, pois o serviço realizado sem a técnica adequada pode matar a árvore. “Em caso de encontrar qualquer problema numa árvore, a população deve acionar os órgãos responsáveis”, destacou.

A realização de exames de ultrassom é promovida pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) e faz parte da ação Poda Programada da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb).


sábado, 10 de março de 2012

Poda de árvore só com autorização da Sedurb

Poda ou corte sem autorização, pode resultar em multa de até R$ 10 mil. Sedurb está realizando a poda programada e emergencial.

 
 

A poda e o corte de árvores sem autorização do órgão ambiental podem gerar multa que varia de R$ 500,00 a R$ 10 mil. Em casos de flagrante, o desrespeito à legislação ambiental pode resultar até mesmo em prisão. Segundo o engenheiro agrônomo da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Anderson Fontes, antes de realizar a poda ou o corte de uma árvore a população precisa solicitar a permissão à secretaria.
 
O engenheiro e coordenador do Programa Poda Programada da Sedurb explica que embora parte da população julgue que uma árvore plantada em frente a uma residência é de propriedade do dono da casa, a legislação protege a árvore, e a poda ou corte só podem ocorrer após avaliação de técnicos. “A árvore é pública e é um bem coletivo mesmo estando em calçadas e não tendo sido plantada pela prefeitura”, afirmou.

Um dos problemas para aplicação da lei é a carência de funcionários. “O número de fiscais ainda é pequeno e, em geral, o corte irregular de árvores é visto como algo normal pela população. Mas se o órgão de proteção ambiental flagrar a retirada irregular o responsável pode ser preso”, explicou Fontes.

Para solicitar a poda de galhos que podem cair ou até mesmo para pedir o corte de árvores que estejam causando danos, a população pode ligar para 3218-9183, em horário comercial, e solicitar a avaliação técnica de profissionais da Sedurb. São eles os responsáveis pela liberação ou não do corte de árvores na capital. Os técnicos também podem ser acionados por meio do telefone 0800 285 9020. O engenheiro lembra que uma poda aparentemente simples fere a árvore. “A poda é uma ferida aberta na árvore que pode permitir a entrada de fungos e doenças”, declarou Fontes.

O projeto Poda Programada já realizou manutenção em mais de 400 árvores em janeiro último e deve ser levado para todos os 65 bairros da capital em uma média de até 20 ruas por bairro. Esta semana, a poda aconteceu nas árvores do Parque Sólon de Lucena, a Lagoa.

Para acelerar o processo das podas antes da chegada do inverno, a Seman e a Sedurb colocaram à disposição seis equipes nas ruas – quatro para atender à poda programada e duas para atuar em uma outra ação voltada para preservação das árvores, a chamada poda emergencial que atende às solicitações da população.

Dados da Sedurb mostram que apenas este ano, 450 pessoas já solicitaram a verificação de condições de saúde de árvores na capital e podas emergenciais. Em média, entre o intervalo de tempo entre o pedido para avaliar as condições e a execução do serviço é de 20 dias.