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quinta-feira, 20 de março de 2014

Paraíba já registra 19,3 mil casos de diarreia este ano

Estado já registrou 19.352 casos de Doenças Diarreicas Agudas, 499 a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado.


 
Francisco França
Má qualidade da água, sobretudo no interior, está gerando alerta para surto de diarreia
 
A má qualidade da água, sobretudo no interior da Paraíba, está gerando alerta para surtos de diarreia em vários municípios.
 

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), de janeiro a março deste ano foram registrados 19.352 casos de Doenças Diarreicas Agudas (DDA), 499 a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram notificados 18.853 casos. Várias ações de controle da qualidade da água estão sendo desenvolvidas pela SES e pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) para tentar reverter a situação.

Conforme esclarece a nota técnica sobre DDA encaminhada em 2013 pela SES para os municípios paraibanos, “a ocorrência de no mínimo dois casos com o mesmo quadro clínico após ingestão do mesmo alimento ou água da mesma origem caracteriza-se como surto de doença transmitida por alimento ou água”. Dados do último relatório sobre o quadro de doenças diarreicas no Estado encaminhado pela SES ao Ministério da Saúde, mostram que nas duas primeiras semanas de janeiro de 2014, nove municípios paraibanos estavam em situação de epidemia: Cuité, Nova Floresta, Sossego, Assunção, Campina Grande, Esperança, Bonito de Santa Fé, São João do Rio do Peixe e Uiraúna.

O monitoramento das doenças diarreicas agudas acontece diariamente, segundo informou a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas da SES, Anna Stella Pachá, através de informações encaminhadas pelos gestores municipais online.
 
Entretanto, os dados referentes ao início de março ainda não foram consolidados para atualizar a situação dos municípios em situação epidêmica.
 
A gerente operacional de Vigilância Epidemiológica da SES, Bernadete Moreira reforça que a má qualidade da água repercute no agravamento destas doenças. “Isso repercute no aumento do número de casos e no agravamento das doenças diarreicas. Também é responsabilidade dos municípios monitorar e garantir o controle da qualidade da água, verificar a situação dos mananciais, encaminhar as amostras de água. A secretaria vem desenvolvendo várias ações junto aos municípios para sanar este quadro”, disse.

Para o presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup) Buba Germano, os gestores municipais estão realizando as ações de controle específicas.

“Um surto de diarreia pode acontecer por vários motivos além da qualidade da água, como o próprio período chuvoso, que contribui para a proliferação destas doenças. Todos os municípios dispõem de estrutura de atenção básica para realizar este controle. Desconheço estas situações de epidemia.

Mas é preciso analisar caso a caso a situação de cada município”, afirmou.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Açude da cidade de Uiraúna atinge o menor nível desde 1998

10/01/2013 08:45 - Cidades
Açude da cidade de Uiraúna atinge o menor nível desde 1998; Confira
O Nordeste brasileiro chega nesse início de 2013 vivendo novamente as consequências de uma seca devastadora. Essa já pode ser considerada uma das maiores da história.

O Vale do Rio do Peixe, onde fica localizada Uiraúna e diversos outros municípios, vem enfrentando o problema agudo da falta d’água. 

Os pequenos açudes em sua quase totalidade já secaram. Os maiores vêm aguentando, mas estão bem perto de esvaziarem.

Os grandes açudes da Bacia do Rio do Peixe estão sucumbindo e em pouco tempo vão ficar sem água. Em Uiraúna a Barragem Capivara e o Açude Arrojado estão chegando a níveis críticos em seus volumes d’água.

Arrojado

A reportagem do Cofemac esteve na manhã de hoje (09/01/2013) no açude Arrojado e constatou a situação crítica do manancial. Segundo dados da AESA (Agência de Gestão das Águas na Paraíba) o açude tinha em 26 de dezembro passado 1.419.904 metros cúbicos, o que equivale a 39% da capacidade máxima. Esse número deve ter caído, já que já fazem 14 dias da última medição.

Vendo o açude dá pra perceber que há muito tempo a água não chegava a um nível tão preocupante. Esse volume d’água tão baixo só foi visto nos anos de 1993 e 1998, quando a região passou por duas secas terríveis. Em 1993 o Arrojado secou completamente e agora -- 20 anos depois -- a história poderá se repetir, caso não haja inverno regular.

Arrojado vazio durante a seca de 1993

Colapso Total 

Algumas cidades da região e suas zonas rurais estão enfrentando a principal consequência da seca - a falta d’água. Em Triunfo o abastecimento está sendo feito por meio de carros-pipa, inclusive na sede do município.

Entre outros municípios e comunidades prejudicadas estão: Bernardino Batista, Bandarra e cidades do Rio Grande do Norte, a exemplo de Luís Gomes, que enfrenta o colapso total no abastecimento há um ano e três meses.

Temperatura 

O calor provocado pela falta de vegetação e açudes sem água no Sertão tem aumentado vertiginosamente. A temperatura chega bem próxima -- as vezes até passando -- dos 40 graus Celsius nas horas mais quentes do dia.

Inverno 

Janeiro começou com algumas chuvas isoladas. A região de Uiraúna não choveu praticamente nada. Por aqui foram registados apenas dois milímetros.

@folhadosertao
fonte: cofemac


sábado, 27 de outubro de 2012

Trocolli denuncia desperdício de água no açude de Capivara e cobra explicações

Trocolli cobrou da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) explicações sobre o fato 
 

O deputado Trocolli Júnior (PMDB) denunciou o desperdício de água no açude de Capivara, localizado a 5 km do Município de Uiraúna, e cobrou explicações do Governo do Estado sobre o fato. O parlamentar relata que a estiagem já vem gerando preocupação na população e, mesmo assim, as comportas do reservatório foram abertas para beneficiar uma área de plantação de côco.

“O que causa mais revolta nisso tudo é que as comportas foram abertas para beneficiar grandes proprietários, gente influente, que tem plantação de coco na área. A população está revoltada e com muito medo de não ter água para enfrentar a seca. Na zona rural, para se ter idéia, muitos moradores estão recebendo água por meio de carros pipa”, relatou o peemedebista.

O açude Capivara, além do município de Uiraúna, abastece as cidades de Poço Dantas, Bernardino Batista, Joca Claudino, Vieirópolis, São Francisco e Poço de José de Moura, através de um sistema de adutora.

Trocolli cobrou da Agência Executiva de Gestão  das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) explicações sobre o fato e disse que vai solicitar para a próxima semana uma reunião com os técnicos do Governo do Estado para discutir o problema. “É inadmissível tanto desperdício de água para beneficiar uma parcela pequena, enquanto toda a população sofre com a estiagem e a falta de água para atender necessidades básicas”, comentou.

Assessoria

Fonte


quinta-feira, 15 de março de 2012

Vale dos Dinossauros: MPF ajuíza ação contra Dnit e Sudema

15/03/2012 - 16h45

Obras de construção das BRs 405-PB, 426-PB e 434-PB, feitas pelo Dnit, já impactaram diversos locais de preservação, tendo até mesmo destruído um sítio pré-histórico. 
 
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, no dia 8 de março de 2012, ação civil pública, com pedido de liminar, contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado da Paraíba (Sudema), em defesa do patrimônio cultural, paleontológico e científico, formado pelo conjunto dos sítios paleontológicos da Bacia do Rio do Peixe, localizada no sertão da Paraíba.
 
O objetivo da ação, é evitar a continuidade da depredação realizada pelo Dnit contra o patrimônio cultural paleontológico daquela região, bem como responsabilizar, tanto o Dnit quanto a Sudema, pelos danos já causados durante as obras de construção das rodovias BRs 405-PB, 426-PB e 434-PB.
 
Segundo foi apurado, as obras das referidas BRs impactaram diversos locais de preservação, tendo até mesmo destruído um sítio pré-histórico. Foram utilizados explosivos para alargamento do leito existente, maquinário pesado, terraplenagem, sem qualquer espécie de estudos prévios de prospecção arqueológica e paleontológica, e muito menos trabalhos de salvamento. Achados paleontológicos destruídos foram localizados inclusive em “bota-fora” - restos das obras acumulados ao lado das estradas, após concluídas.
 
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) chegou a notificar o Dnit para que paralisasse imediatamente as intervenções físicas na área do Vale dos Dinossauros, por ausência de autorização do órgão competente, bem como explicasse, por escrito, a destruição da área com potencial arqueológico e paleontológico, considerando a existência, na área da obra, desses bens protegidos pela legislação. No entanto, nada foi providenciado pelo Dnit, que deu prosseguimento à devastação até a conclusão final da BR 405-PB.
 
Pegadas destruídas - Em inspeção no Vale dos Dinossauros, técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), verificaram que cercas de placas de rocha centenárias, usadas pela população rural para delimitação de propriedades, nas quais foram identificados grande número de evidências palentológicas, foram completamente destruídas pelas obras da BR 405-PB. Apenas nas obras de implantação dessa rodovia, no município de São João do Rio do Peixe, foram destruídos aproximadamente 2,5 km de cercas de placas de rocha.
 
Para o MPF, o poder público federal deveria ser o primeiro a zelar pelos seus próprios bens e propiciar, por todos seus órgãos, sejam da administração direta ou indireta, a proteção, o zelo e o cuidado com este importante patrimônio. “A participação da Sudema nestes empreendimentos, com a emissão de licenças ambientais sem previsão específica de estudos de prospecção arqueológica, surpreende, pois não só o órgão mantém o Monumento Natural do Vale dos Dinossauros, como não desconhece a existência e a importância dos demais sítios paleontológicos do Vale do Rio do Peixe, muitos dos quais, como o sítio Cabra Assada, destruídos pela estrada que ela própria licenciou.”
 
Liminar - O Ministério Público Federal pede, em caráter de urgência, que a Justiça determine ao Dnit a paralisação imediata de todas as obras civis nos trechos mencionados na ação, abstendo-se de dar-lhes continuidade até que realizados os estudos arqueológicos necessários, sejam identificados, preservados ou salvos os sítios arqueológicos existentes, condicionando o retorno das obras à autorização do Iphan.
Também pede-se que o Dnit abstenha-se de dar início a qualquer obra de engenharia em toda a região da Bacia do Rio do Peixe, sem a contratação prévia de equipe de arqueologia, e sem que os estudos destas estejam concluídos, e realizado o salvamento de todos os sítios identificados na área de impacto das obras.
 
Pedido principal - O MPF pede que a ação seja julgada procedente, para que, mantidas as disposições do pedido liminar, sejam o Dnit e a Sudema condenados solidariamente ao pagamento de indenização pelos danos causados, no valor de R$ 10 milhões, considerada a gravidade dos fatos e a irreversibilidade da destruição já causada. Esse valor deverá ser integralmente revertido para projetos ou estudos de identificação, delimitação, proteção e salvamento de todos os sítios arqueológicos localizados na Bacia do Vale do Rio do Peixe.
 
Área tombada: A área de 700 km², trata-se de um dos mais importantes acervos paleontológicos do Brasil, que ainda padece de falta de estudos, mapeamento e proteção. É composta não só pelo conhecido Monumento Natural do Vale dos Dinossauros, mas por diversos outros sítios, abrange cerca de trinta localidades da região, tais como os municípios de Sousa, Aparecida, Pombal, Uiraúna, Vieirópolis e São João do Rio do Peixe.
 
Vale ressaltar que a área é objeto do Processo de Tombamento nº 1.576-T-09, aberto no Iphan, o que a coloca imediatamente sob a tutela da autarquia, nos termos do Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937.