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domingo, 18 de março de 2012

Pesquisadores estrangeiros visitaram a região nos anos 1970

A Nuclan-Nuclebrás realizou pesquisas sobre a existência de urânio no interior da Paraíba, no período de 1977 a 1982.

 
 
A equipe de que fala Heleno Celestino é da Empresa Nuclear Brasileira (Nuclan-Nuclebrás), empresa criada através do convênio Brasil-Alemanha, na década de 1970, com o objetivo de prospectar e cubar jazidas de urânio em diversas localidades do Brasil.

A Nuclan-Nuclebrás realizou pesquisas sobre a existência de urânio no interior da Paraíba, no período de 1977 a 1982. Na equipe multinacional estavam geólogos da Austrália, Índia, Alemanha e Brasil.

Mesmo sem saber qual era a finalidade da extração, Heleno Celestino acumulou durante os últimos 40 anos aproximadamente 13 toneladas de pedras de urânio brutas em um galpão. O material há alguns anos foi recolhido pelo governo como medida de segurança.

“As pessoas estavam ficando preocupadas com o galpão no centro da cidade cheio de pedras radioativas. Um pessoal do Ceará veio e levou tudo. Foram 17 caminhões carregados de pedras. Agora guardo só algumas de lembranças”, comenta o agricultor.

PREOCUPAÇÃO
O atual pároco da Igreja Católica de São João de Espinharas, Erivaldo Alves, disse que a apreensão dos moradores do município é constante com a possibilidade de ter que deixar a região.

“Há quatro anos, quando cheguei aqui, já se dizia que caso começassem a explorar as jazidas de São José de Espinharas, toda a cidade deveria ser transferida para outro local. Até hoje vai e vem gente, pesquisam, coletam as informações, vão embora e nunca nos mostram nada”, disse Erivaldo Alves.


 

Urânio: Exploração da área é viável

Segundo levantamento a jazida de óxido de urânio em São José de Espinharas teria 12 toneladas de reserva,



Segundo levantamento feito pela Empresas Nucleares Brasileiras (Nuclan-Nuclebrás), na década de 1970, a jazida de óxido de urânio em São José de Espinharas teria 12 toneladas de reserva, mantendo a particularidade de conter um teor de 1.200 partes por milhão, considerado alto pelos pesquisadores que fizeram o estudo.

Na época, geólogos da extinta Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais, órgão do Governo do Estado, afirmaram que a jazida de São José do Espinharas seria estrategicamente viável de ser explorada.

A reserva era superior às descobertas em outros municípios paraibanos em que foram constatadas as presenças de urânio no solo, como na região de Pocinhos, no Compartimento da Borborema, Cajá-Caldas Brandão, no Agreste e a Barra de Santa Rosa, no Curimataú.