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sexta-feira, 5 de maio de 2017

População denuncia despejo de esgoto no Mar dos Macacos, em Intermares

Vídeos postados ontem mostram o momento que as ondas do mar se misturam às águas poluídas


Praia do surfista em Intermares (Foto: Reprodução/panoramio)

O esgoto mais uma vez invadiu a praia de Intermares, em Cabedelo, e deixou o Mar dos Macacos poluída, depois que pescadores locais abriram, na tarde de quinta-feira (04), o maceió para dar passagem às águas contaminadas rumo à praia. A ação levou a população local a denunciar o problema por meio das redes sociais, reclamando da “fedentina” na praia e no mar, prejudicando os banhistas.  

O secretário de Meio Ambiente de Cabedelo, Walber Farias Marques, admitiu nesta sexta (05) que a água chega, de fato, com esgoto, e explicou que ao longo do rio Jaguaribe, às margens, existem comunidades que despejam o esgoto diretamente no rio, e o braço do rio que desagua entre Intermares e João Pessoa leva esse esgoto para o Maceió.

“De vez em quando o maceió abre, ou espontaneamente em função das chuvas, ou moradores e pescadores daquela comunidade ali, abrem, como foi feito ontem. Eles abrem para pescar”, afirmou o secretário.

No entanto, segundo ele, outro motivo que faz essas comunidades abrirem o maceió, também, é para que, com as chuvas, a água não retorne para as casas dos ribeirinhos que residem às margens do rio e sofrem com as inundações.

“Margeando o rio Jaguaribe, tanto do lado de João Pessoa como de Cabedelo, tem aproximadamente umas 300 casas em comunidades carentes, na beira do rio, lançando o esgoto diretamente no rio, e vai para dentro do maceió”, explicou o secretário.
Esse material fica sedimentado no fundo do maceió, que ao ser aberto, polui a praia com o esgoto que vem junto com a água e os sedimentos do rio.

De acordo com o secretário, o problema está sendo discutido pelas prefeituras de Cabedelo e João Pessoa, o Ministério Público Federal, Ibama e Sudema, e segundo ele, para solucionar a questão, as famílias teriam que ser transferidas para outras localidades. “É um problema social, econômico e ambiental. “A gente está tentando viabilizar uma área para transferir parte dessas comunidades para coibir esse lançamento de esgoto no rio”, disse.

Vídeos postados ontem mostram o momento que as ondas do mar se misturam às águas poluídas. Walber Farias informou que a última audiência com o MPF para tratar do assunto foi realizada no final do ano passado.

Fonte

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Carnaval tem 7 prisões por poluição sonora com 'paredão' no litoral da PB

28/02/2017 18h01 - Atualizado em 28/02/2017 18h01
 
Equipamentos foram apreendidos pela Polícia Militar.
Donos dos 'paredões' foram detidos e vão pagar multa de R$ 5 mil.

Do G1 PB


'Paredão de som' foi apreendido em Lucena, no Litoral Norte da Paraíba (Foto: Comunicação Social do BPAmb)
'Paredão de som' foi apreendido em Lucena, no Litoral Norte da Paraíba
(Foto: Comunicação Social do BPAmb)
Sete pessoas foram detidas e tiveram seus “paredões de som” apreendidos durante o Carnaval 2017, no litoral da Paraíba. No fim da manhã desta terça-feira (28), três pessoas foram presas e autuadas por poluição sonora em Lucena, no Litoral Norte do estado. Todos foram multados em R$ 5 mil e tiveram o equipamento apreendido.

O número se soma a outra prisão feita na segunda-feira (27), em Baía da Traição, também no Litoral Norte, e mais três realizadas em Jacumã, no Litoral Sul, no domingo (26). O balanço é do comandante do Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb), major Cristóvão Lucas. 

O batalhão realizou ações para combater a perturbação do sossego durante o feriadão. Para diminuir o número de ocorrências, o BPAmb apostou na conscientização dos foliões e tem feito várias blitzen educativas nas cidades que realizam eventos de carnaval, com a distribuição de panfletos orientando as pessoas.

O crime de poluição sonora tem pena prevista de 1 a 4 anos de prisão e o infrator ainda tem que pagar uma multa que pode variar de R$ 5 mil a R$ 50 milhões, conforme prevê o artigo 61 do Decreto 6.514/2008.



sábado, 14 de janeiro de 2017

Estabelecimentos comerciais e casas na orla de JP serão autuados por poluírem praia

O secretário do Meio Ambiente informou que neste verão foi montada uma força tarefa para intensificar a fiscalização na orla da Capital.
Praias de Manaíra e Seixas estão impróprias para o banho


Os estabelecimentos comerciais ou casas na orla de João Pessoa, que forem flagrados despejando resíduos de forma clandestina serão notificados. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Abelardo Jurema Neto, os responsáveis pela poluição na área poderão ser multados em até R$ 50 mil. Conforme relatório da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) duas praias em João Pessoa estão impróprias para o banho. Há  restrições nas Praias de Manaíra e Seixas.
 
O secretário do Meio Ambiente informou que neste verão foi montada uma força tarefa para intensificar a fiscalização na orla da Capital. Os técnicos das Secretarias de Infraestrutura (Seinfra) e Meio Ambiente (Semam) fiscalizaram os cerca de quase dez quilômetros de praia, do Cabo Branco ao Bessa – até a divisa com Intermares.

“Os donos de estabelecimentos ou casas que forem flagrados despejando resíduos de forma clandestina serão notificados. Aqueles que forem reincidentes poderão ser multados”, ressaltou Aberlado. Serão fiscalizadas eventuais ligações clandestinas de esgoto e o lixo que a população joga inadequadamente nas ruas. 

“Essas ações têm o objetivo de contribuir para manter as nossas praias livres de poluição. É uma ação que tem como foco a preservação do meio ambiente e a saúde da população. Estamos atuando num período que antecede o verão, considerando que as nossas praias são um dos maiores atrativos para o turismo da cidade”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Abelardo Jurema Neto.


 

quarta-feira, 2 de março de 2016

MPF/PB convoca sociedade para consulta pública sobre poluição do rio Gramame

1 de março de 2016

Comunidades do Distrito Industrial serão ouvidas sobre impactos causados pela degradação 

MPF/PB convoca sociedade para consulta pública sobre poluição do rio Gramame
Crédito da imagem: pescanordeste.com.br
O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF/PB) vai realizar, no dia 14 de março, consulta pública sobre os impactos da poluição do Rio Gramame sobre a Comunidade Mumbaba. O objetivo da consulta é prestar esclarecimentos à população e ouvir as indagações e demandas das comunidades afetadas pelo problema.

Conforme o edital de convocação, o evento trará o debate sobre os diversos impactos causados pela poluição da Bacia do Gramame e, em especial, do Riacho Mussuré, sobre as comunidades existentes no Distrito Industrial, principalmente sobre a comunidade Mumbaba.

A consulta pública será realizada na Igreja Assembleia de Deus de Mumbaba, situada na Rua Almerindo Luís da Silva, s/n, próximo ao campo de futebol, no Distrito Industrial, em João Pessoa (PB), com início às 13h30. Promovida pelo Fórum Permanente de Proteção ao Gramame, a consulta será aberta a toda a sociedade e será presidida pelo Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, José Godoy Bezerra de Souza.

Tramita no MPF inquérito civil que trata do despejo de produtos químicos no leito do Rio Gramame e os impactos produzidos por essa agressão sobre as comunidades que se situam em seu entorno.

Inquérito Civil nº 1.24.000.000257/2007-59.


Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República na Paraíba
Fone Fixo: (83)3044-6258
Celular: (83) 99132-6751
No twitter: @MPF_PB

Fonte



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Paredões de som serão proibidos no réveillon de João Pessoa


 
asdhgvsaghdvghvsagdghvsaghdA utilização dos paredões de som durante o réveillon na orla de João Pessoa vai ser proibida. A determinação foi definida pela Secretaria de Meio Ambiente Municipal (Semam) e os proprietários que desrespeitarem a determinação podem ter os equipamentos de som ou os carros apreendidos.
 
Segundo a Semam, a proibição visa combater a poluição sonora durante a festividade e preservação das áreas de proteção ambiental da praia. Membros da Guarda Municipal e da Polícia Militar vão estar promovendo a fiscalização no local e autuando possíveis infratores.
 
De acordo com o chefe da Divisão de Fiscalização da Semam, Allison Cavalcanti, as áreas da orla são protegidas por lei e os infratores vão ser punidos.
 
“Estamos lidando com uma área que é protegida por três esferas legais. São leis federais, estaduais e municipais que estabelecem o cuidado com a vegetação da praia. Vamos atuar com rigor na preservação do espaço”, contou Allison Cavalcanti.



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Excesso de poluição mata peixes no Açude Velho, em Campina Grande

Quinta-Feira, 23 de julho de 2015 13h15
 

Foto: Paraibaonline
 
  
Uma grande concentração de óleo diesel nas águas do Açude Velho, localizado no centro de Campina Grande, tem feito com que inúmeros peixes do manancial morram.

Nos últimos dias foram detectados vários peixes mortos boiando e outros agonizando pela falta de oxigênio nas águas do açude, principalmente nas imediações do Monumento em Homenagem ao Sesquicentenário.

Pessoas que circulam diariamente no local reclamam do problema e pedem uma ação imediata dos órgãos ambientais.
 



quarta-feira, 13 de maio de 2015

Antigo Lixão do Róger ainda polui água do Rio Sanhauá

13/05/2015 06H00


Pesquisa da UFPB constata que água e solo estão fora do padrão.
Outros fatores também contribuem para degradação.


 JAINE ALVES


Fotos: Francisco França
Lixão não é o único agente poluidor, esgoto e óleo descartados pela população que mora no entorno também,
polui água subterrânea a na superfície. Fotos: Francisco França
  
O antigo 'lixão' do Róger, em João Pessoa, desativado há mais de 10 anos, continua causando prejuízos ambientais para o solo e a água do Rio Sanhauá na região, mas ligações clandestinas, pequenas embarcações e estabelecimentos comerciais também contribuem para a degradação do afluente. É o que aponta uma pesquisa do Departamento de Engenharia Ambiental, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), coordenada pela professora Cláudia Nóbrega, que por meio da coleta de amostras verificou que a água e o sedimento do rio estão fora do padrão de classificação estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

De acordo com a professora, o objetivo da pesquisa é avaliar se há contaminação e poluição das águas superficiais e subterrâneas, além do sedimento no entorno da área do antigo lixão, onde são feitas análises físicas, químicas e microbiológicas para avaliar o grau de degradação. “Fazemos também a análise de metais pesados que também foram encontrados na água superficial do Rio Sanhauá, bem como o monitoramento do chorume lixiviado (processo de extração de uma substância presente em componentes sólidos através da sua dissolução num líquido) das células, o que mostra que praticamente não há concentração, mas ainda há degradação da matéria orgânica nessa área”, afirmou.

Cláudia Nóbrega destacou que o lixão não é o único agente poluidor, mas que outros poluentes também afetam as águas subterrâneas e superficiais, como a poluição de esgoto e óleo descartados pela população que reside ou trabalha no entorno. “A poluição da área não é exclusivamente provocada pelas atividades do antigo lixão, pois lá também já funcionou um curtume e há oficinas e postos de combustíveis no entorno. Com isso encontramos o parâmetro chamado de 'óleos e graxas', que provavelmente são oriundos desses estabelecimentos comerciais e também de pequenas embarcações, que também poluem”, disse. “Além disso, tem uma área de invasão, que despeja seus esgotos sanitários diretamente no rio. São uma série de fatores que contribuem para degradação do Sanhauá”, completou.

PADRÃO
Devido a esses poluentes, a pesquisadora disse que o rio está fora do padrão de classificação estabelecido pela resolução 358 do Conama, que classifica a água doce, salobra e salgada, cada uma delas com várias classificações. “O Sanhauá é da classe 3, mas a área recebe grande carga de poluente e por conta disso alguns parâmetros estão fora padrão. O órgão ambiental precisa agir para que o corpo aquático volte a ter as características do padrão em que foi enquadrado. A Sudema (Superintendência de Administração do Meio Ambiente) tem que agir junto aos demais órgãos para solucionar o problema, a exemplo do que foi feito nos rios Tâmisa e Sena, que foram despoluídos”, observou.

Os relatórios da pesquisa são enviados para a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), que encaminha para outros órgãos e que financia o projeto de pesquisa, auxiliando no monitoramento.

RECUPERAÇÃO
O estudo foi iniciado em março de 2006 e segundo Cláudia Nóbrega, desde então os resultados são praticamente os mesmos, o que sugere que os agentes poluidores continuam. “O rio não tem condições de se regenerar na mesma velocidade com que é poluído. Já encontramos metais pesados, como chumbo e alumínio, mas ao mesmo tempo encontramos crianças brincando em meio à poluição, pessoas usando o rio para lazer, pesca e venda de peixe, camarão e marisco. Isso pode causar doenças de pele e outras mais sérias devido ao consumo de alimentos e metais pesados, que com a ingestão constante do mercúrio, por exemplo, pode resultar em doenças neurológicas, e o alumínio contribuir para o Alzheimer, conforme apontam alguns estudos. O ideal seria retirar todos os poluidores e depois tratar a água”, sugeriu.

No entorno do antigo lixão do Róger é possível flagrar situações de desague de poluentes, como esgoto e lixo. Para os moradores da comunidade do 'S', localizada próximo ao lixão, o problema tem causado prejuízos à população, em especial crianças e idosos, que possuem a imunidade mais delicada, como contou a dona de casa Marluce da Silva, 48 anos. “Viver aqui é uma nojeira. Se a gente tivesse para onde ir já teria saído daqui. Além do chorume do lixão, o esgoto tem causado doenças em quem mora aqui, denunciou.

Cláudia Nóbrega lembrou que já há um projeto de recuperação do solo da área do antigo lixão, cujo tratamento evitará que o chorume produzido no local entre em contato com água, de modo que a incidência de poluição no lençol freático também diminuirá. “Os gases provenientes da decomposição dos resíduos depositados no Róger também serão colhidos por meio de um sistema de tubos, que também diminuirá a contaminação do ambiente”, disse.
 
TERCEIRA CÉLULA
Segundo a Emlur, as obras estão em andamento, e já está sendo construída a terceira célula de tratamento, que conta com drenos para coletar o chorume e os gases, além de tratá-los.
 
SUDEMA E SEMAM 
A assessoria de comunicação da Sudema informou que o órgão não tem competência dentro de João Pessoa, devido à cidade ter um órgão ambiental municipal, de modo que a responsabilidade é da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam).

No entanto, a Semam não realiza fiscalizações no entorno do afluente afim de evitar a poluição causada por moradores, pescadores e comerciantes, conforme informou o chefe de Fiscalizações, Waldir Diniz. “Só atuamos quando se trata de denúncias, pois, infelizmente, não trabalhamos com prevenção. Quem pode ter algum trabalho nesse sentido é a Sudema, já que o rio passa por várias regiões do Estado e porque ela realizada coletas para análises”, afirmou.



 

sábado, 25 de abril de 2015

Prefeitura retira mais 17 outdoors irregulares das ruas de João Pessoa

25/04/2015 12h36 - Atualizado em 25/04/2015 12h36

Retiradas foram realizadas nos bairro do Bessa e Altiplano.
Sedurb vai continuar ações em áreas residenciais.
 
Do G1 PB
Operação retirou outdoors que estão irregulares em terrenos de João Pessoa (Foto: Rizemberg Felipe / Jornal da Paraíba)
Operação retirou outdoors irregulares em
terrenos (Foto: Rizemberg Felipe / Jornal da Paraíba)
Foram retirados 17 outdoors que estavam instalados irregularmente nos bairros do Altiplano e Bessa, em João Pessoa, pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, nesta sexta-feira (24). Os outdoors não cumpriam o Código de Posturas do Município, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb). No dia 16 de abril, um total de onze placas publicitárias que estavam instaladas de forma irregular já haviam sido retiradas. Além deles, no dia 7 de abril, a Sedurb retirou 11 outdoors de áreas públicas na zona sul da capital paraibana.

O secretário responsável pelas retiradas, Hildevânio Macedo, disse que as ações devem continuar, pois em áreas residenciais se encontram cerca de 60% dos outdoors e também os painéis luminosos da capital paraibana.
 
O Código de Posturas prevê que esse tipo de publicidade só pode ser instalada em áreas não edificadas. Além disso, é necessário também possuir uma autorização de publicidade e estar em dia com o pagamento das taxas de propaganda emitidas pela Prefeitura Municipal de João Pessoa.
 
Segundo Hildevânio Macedo, durante todo o mês de abril, as equipes da Sedurb estiveram empenhadas na retirada de outdoors em áreas públicas nos bairros do Bessa, Altiplano e Bancários. Em maio, as equipes da Sedurb vão continuar as ações em áreas residenciais.

Denuncie
Quem desejar realizar denúncias em caso de poluição visual pode entrar em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, pelo telefone: (83) 3218-9151. O atendimento funciona das 8h às 12h e das 14h às 18h, de segunda a sexta-feira.
Fonte

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Outdoors irregulares são retirados de ruas de João Pessoa pela prefeitura

16/04/2015 18h05 - Atualizado em 16/04/2015 18h05 

Material estava em terrenos no bairro do Bessa.
Secretário diz que 90% dos outdoors da cidade estão irregulares.




 
Do G1 PB
 

Operação retirou outdoors que estão irregulares em terrenos de João Pessoa (Foto: Cornélio Felipe/Secom-JP)
Operação retirou outdoors que estão irregulares em terrenos de João Pessoa
(Foto: Cornélio Felipe/Secom-JP)
Um total de onze outdoors que estavam instalados de forma irregular foram retirados de ruas do bairro do Bessa, em João Pessoa, nesta quinta-feira (16). A ação foi realizada por equipes da  Secretaria de Desenvolvimento Urbano do município (Sedurb) e os outdoors foram encaminhados ao depósito da prefeitura da cidade. De acordo com o secretário do órgão, Hildevânio Macedo, essa retirada faz parte de um projeto de limpeza visual da cidade que vai desde a retirada de pequenas propagandas até a remoção de painéis e outdoors.

O Código de Posturas do Município, prevê que esse tipo de publicidade só pode ser instalado em áreas não edificadas e em terrenos particulares. Além disso, é necessário também ter uma autorização de publicidade e estar em dia com o pagamento das taxas de propaganda.

Nos próximos dias, a Sedurb vai continuar a operação nas áreas residenciais onde, segundo levantamento do órgão, estão cerca de 60% dos outdoors da Capital. De acordo com Hildevânio Macedo, cerca de 90% dos outdoors instalados pelas ruas de João Pessoa apresentam alguma irregularidade. “Depois de constatar o tamanho do problema, nós notificamos as empresas e demos um prazo para que isso fosse resolvido. Vamos agora intensificar as ações para garantir a limpeza visual da cidade”, ressaltou ele.

No dia 7 de abril, a Sedurb retirou 11 outdoors localizados em áreas públicas na Zona Sul da Capital. No sábado (11), a equipe esteve nos bairros do Cabo Branco, Tambaú, Manaíra, Bessa e na Avenida Epitácio Pessoa recolhendo as propagandas que se encontravam nas calçadas.
 
Fonte

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Operação em João Pessoa retira outdoors instalados irregularmente

08/04/2015 08h05 - Atualizado em 08/04/2015 08h11

Cinco outdoors foram removidos por irregularidades na instalação.
'Praticamente 100% dos outdoors da cidade são irregulares', diz secretário.
 
Do G1 PB
  
Operação retirou outdoors que estão irregulares em terrenos de João Pessoa (Foto: Rizemberg Felipe / Jornal da Paraíba)
Operação retirou outdoors que estão irregulares (Foto: Rizemberg Felipe / Jornal da Paraíba)

Cinco outdoors instalados de forma irregular em ruas de João Pessoa foram retirados pela Prefeitura Municipal de João Pessoa nesta terça-feira (7). Os outdoors não cumpriam o Código de Posturas do Município, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb). Os outdoors foram removidos no bairro dos Bancários, Zona Sul da cidade.
 
A ação conjunta aconteceu entre a Sedurb, Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) e uma equipe da Polícia Rodoviária Federal. Cerca de 15 funcionários participaram da retirada e um caminhão foi utilizado.

O secretário da Sedurb, Hildevânio Macedo, afirmou que outras publicidades serão retiradas. "Fizemos um mapeamento e observamos que praticamente 100% dos outdoors instalados na cidade apresentam alguma irregularidade", explicou. A estimativa é que 600 outdoors são irregulares.

Esse tipo de publicidade só pode ser instalado em áreas não edificadas, devem possuir autorização e estar em dia com as taxas de propaganda, segundo o Código de Posturas do Município. As dimensões permitidas são de 3,50m x 9,50m com moldura.


 

domingo, 1 de março de 2015

Sedurb notifica empresas de publicidade em João Pessoa

26/02/2015 11h25 - Atualizado em 26/02/2015 11h25 

Empresas devem apresentar autorizações e comprovantes de pagamento.
Análise da Sedurb deve durar cerca de vinte dias.




 
Do G1 PB



Painéis luminosos de João Pessoa não estão de acordo com o Código de Posturas da cidade (Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)
Painéis luminosos de João Pessoa não estão de acordo com o Código de Posturas da cidade
(Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)
Foram notificadas, até esta quarta-feira (25), 22 empresas de publicidade que atuam em João Pessoa com instalação de outdoors e painéis luminosos. O objetivo da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) é que os empresários compareçam à secretaria no prazo de até 48 horas para apresentarem as autorizações de publicidade e os comprovantes de pagamento das taxas.

“Todas elas devem trazer os documentos de autorização até a próxima sexta-feira [27]. A partir daí, vamos analisar todos os casos separadamente para saber se é possível a permanência dos outdoors e dos painéis de LED nos locais afixados”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Urbano, Hildevânio Macedo.
 
Ainda segundo o secretário, esse processo de análise deve durar cerca de vinte dias. Durante esse período, terá início o processo de retirada dos outdoors e painéis luminosos. “Caso as propagandas estejam irregulares, vamos novamente notificar essas empresas. Dessa vez, para a retirada dos outdoors e painéis. Se elas não obedecerem, será a Sedurb quem irá retirá-los”, explicou.

No dia 9 de fevereiro deste ano, houve uma reunião entre representantes da PMJP e das empresas de publicidade, com o objetivo de esclarecer as normas do Código de Posturas do Município sobre o assunto. “Todos os responsáveis estão cientes da situação. Tivemos uma reunião com as empresas e explicamos que elas precisam dar entrada no pedido para se regularizarem”, disse Macedo.

Ao G1, Hildevânio já havia adiantado que quase todos os painéis luminosos instalados em João Pessoa estão em desacordo com o Código de Posturas do município, que proíbe que qualquer tipo de anúncio seja afixado em áreas edificadas. A lei ainda proíbe que sejam instaladas publicidades com dispositivo luminoso em período noturno que prejudiquem de qualquer maneira a vizinhança.

Além disso, alguns outdoors têm dimensões maiores do que a permitida pelo código, que é de 3,50m x 9,50m com moldura, sendo sua maior dimensão no sentido horizontal, e altura máxima de 6m acima do nível do solo.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano possui um número de telefone de contato caso a população queira denunciar algum tipo de poluição visual. O número é o (83) 3218-9151 e funciona das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Fonte


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Painéis luminosos de João Pessoa devem ser retirados, diz secretário

22/02/2015 08h59 - Atualizado em 22/02/2015 08h59 

Anúncios publicitários não podem ser instalados em áreas edificadas.
Código de Posturas do município também limita as dimensões das placas.
Krystine Carneiro Do G1 PB


Painéis luminosos de João Pessoa não estão de acordo com o Código de Posturas da cidade (Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)
Painéis luminosos de João Pessoa não estão de acordo com o Código de Posturas da cidade
(Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)

Os painéis luminosos que estão instalados em alguns do principais corredores de João Pessoa vão ter que ser retirados. A informação foi confirmada pelo secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Hildevânio Macêdo. O motivo é que a maioria deles está em desacordo com diversos pontos do Código de Posturas do município.

“Tivemos uma reunião com as empresas e explicamos que elas precisam dar entrada no pedido para se regularizar na Sedurb. No entanto, de pronto, nós já verificamos que quase 100% dos painéis luminosos, também chamados de painéis de LED, estão instalados em áreas edificadas, onde já existe imóvel, e o Código de Posturas do município diz que só pode existir publicidade em terrenos não edificados”, explicou o secretário.
Além disso, alguns deles têm dimensões maiores do que a permitida pelo código, que é de 3,5m x 9,5m com moldura, sendo sua maior dimensão no sentido horizontal, e altura máxima de 6m cima do nível do solo. Os painéis estão localizados em grandes corredores de João Pessoa, como a Avenida Epitácio Pessoa, o Retão de Manaíra (Avenida Flávio Ribeiro Coutinho), a Rua Josefa Taveira, a Avenida Ruy Carneiro, Avenida Edson Ramalho e a Principal dos Bancários (Rua Sérgio Guerra).

O Código de Posturas de João Pessoa ainda proíbe que sejam instaladas publicidades com dispositivo luminoso em período noturno que prejudiquem de qualquer maneira a vizinhança. A estudante de moda Camila Oliveira é pessoense e estuda em Fortaleza, mas sempre passa as férias na casa da mãe, que mora em um prédio no Retão de Manaíra. Ela diz que chega a se assustar com a luz dos painéis.
“Incomoda mesmo não sendo exatamente na frente da minha janela. O meu prédio fica virado para a rua de trás, mas noto sempre à noite. Mesmo com a luz acesa, quando estou concentrada, dá alguns clarões nos prédios vizinhos, refletindo. Levo um susto porque penso que é relâmpago ou que aconteceu algo ao redor”, relatou, explicando que as luzes também atrapalham na hora de dirigir. “Pra mim, que tenho astigmatismo, é ruim. Acho que é quando os painéis mais incomodam mesmo”, concluiu.

Outdoors também não podem ser instalados em terrenos edificados (Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)
Outdoors também não podem ser instalados
em terrenos edificados (Foto: Rizemberg
Felipe/Jornal da Paraíba)
A reunião da Sedurb foi feita no dia 9 de fevereiro e, além de representantes das empresas donas dos painéis luminosos, teve a presença de agências de publicidade e de empresas proprietárias de outdoors na cidade. Todos foram informados das regras do Código de Posturas e se comprometeram a entregar um relatório à secretaria e se regularizar, segundo Hildevânio Macedo. Já a partir desta segunda-feira (23), os fiscais da Sedurb vão começar uma operação para notificar os donos de equipamentos de publicidade instalados em áreas irregulares.

Segundo levantamento feito pela Sedurb, o bairro onde mais são registrados casos de poluição visual em João Pessoa é Mangabeira, principalmente na Rua Josefa Taveira. Também existem muitas placas e outdoors irregulares em grandes corredores como a Avenida Beira Rio (Avenida José Américo de Almeida e Avenida Duarte da Silveira), a Avenida Cruz das Armas, a Avenida Ranieri Mazzilli, Avenida Pedro II, Avenida Ruy Carneiro, Avenida Tancredo Neves e Avenida Airton Senna.

Regularização
Tanto letreiros quanto anúncios devem ter autorização da Sedurb para serem instalados. Segundo Hildevânio, o interessado deve apresentar o projeto básico na prefeitura para ser avaliado pela Sedurb. Se o projeto estiver de acordo com as regras do Código de Posturas, a secretaria emite a autorização de no máximo 12 meses e o proprietário deve pagar as taxas devidas.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Lixo hospitalar é achado despejado em terreno baldio de Campina Grande

20/02/2015 16h28 - Atualizado em 20/02/2015 18h27 

No local há lençóis manchados de sangue, esparadrapos e outros itens.
Direção de maternidade afirma que não houve descarte incorreto.
 
Do G1 PB




Lixo hospitalar foi encontrado despejado em um terreno baldio na cidade de Campina Grande, na manhã desta sexta-feira (20). Após relato dos moradores do bairro do Jardim Quarenta, a reportagem da TV Paraíba constatou no local lençóis do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea) manchados de sangue, além de sacolas, máscaras hospitalares, esparadrapos e pinças usadas em procedimentos médicos.
 
Segundo a direção do Isea, o material teria sido utilizado pela maternidade há bastante tempo e não foi descartado recentemente, a exemplo dos lençóis, que seriam antigos. Portanto, não teria havido um despejo realizado pela unidade, mas por terceiros.
 
O terreno fica localizado no cruzamento das Ruas Iaiá de Melo e Rua do Sol. A área não possui nenhum tipo de cerca ou muro e, além do lixo hospitalar, entulho e lixo doméstico também foram depositados no local.
 
No momento da reportagem, um caminhão de lixo da Prefeitura de Campina Grande passou pelo local, mas a equipe foi informada que o lixo hospitalar não poderia ser recolhido pelo veículo.

Fonte

 

sábado, 17 de janeiro de 2015

Operação ‘Som Legal, Cidade Sossegada’ começa nesta sexta

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 - 11:45
Uma ação conjunta entre a Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e Poder Judiciário começou a ser executada nesta sexta-feira (16), nas cidades do litoral paraibano com o objetivo de combater os abusos no uso de aparelho sonoro e outros meios de poluição sonora e perturbação alheia.
 
Intitulada “Som Legal, Cidade Sossegada”, a operação deverá conduzir à delegacia qualquer pessoa que cometa a infração. O alvo principal são aqueles que permanecem com som alto, seja em carros, bares ou outros ambientes que venham a incomodar a população.
 
“Não vamos mais permitir que haja reincidência. O infrator não será mais advertido duas vezes. Ele será levado à delegacia, terá o equipamento apreendido e será feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência para que o mesmo responda na Justiça por perturbação alheia”, explicou Isaías Gualberto, delegado geral adjunto da Secretaria de Segurança e Defesa Social (Seds).
 
O projeto “Som Legal, Cidade Sossegada” começou a ser idealizado há cerca de um ano, quando os órgãos envolvidos na operação perceberam que os infratores eram advertidos, mas depois que os policiais deixavam o local, voltavam a aumentar o som e continuavam perturbando o ambiente.
 
Multiplicadores – “A partir dessa constatação, pensamos em criar uma forma conjunta de combater esse tipo de ação. Estamos apenas começando um projeto piloto. Depois dessa primeira etapa, vamos abranger todas as regiões do Estado. Além da apreensão dos equipamentos e da autuação dos infratores, vamos realizar um trabalho educativo nas escolas para que os alunos sejam multiplicadores na conscientização da população a respeito da poluição sonora”, disse a promotora de justiça Andréa Bezerra.
 
Para o major Tibério Leite, do Batalhão do Meio Ambiente, o trabalho conjunto deverá ser o diferencial nesta ação, principalmente porque está havendo um novo entendimento sobre a questão da poluição sonora no Estado. “Antigamente cada instituição trabalhava separadamente e, muitas vezes, sem a sintonia necessária para alcançar o sucesso. Por isso, surgiu a necessidade de unirmos as forças e praticarmos um novo tipo de abordagem. Não vamos ser mais tolerantes com o abuso de som alto e quem estiver perturbando o ambiente será levado de imediato para a delegacia a fim de fazer o procedimento necessário. Nosso objetivo é que até o final do ano a operação “Som Legal, Cidade Sossegada” esteja abrangendo todo o Estado”, destacou.
 
Segundo estudo realizado pela Polícia Ambiental e dados divulgados pelo Núcleo de Análise Criminal e Estatística da Seds, os atendimentos às denúncias de perturbação do sossego alheio feitos pelo Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop) – 190, entre janeiro e novembro de 2014, chegaram a 24 mil ocorrências em todo o Estado. Ainda segundo o estudo, a maior incidência de reclamações ocorre no horário das 17h às 3h, e nos dias de sexta-feira, sábado e domingo.


 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Prefeitura interdita restaurante de hotel por jogar esgoto no mar, na PB

08/01/2015 20h18 - Atualizado em 08/01/2015 20h53 

Semam explica que hotel também estaria com licença ambiental vencida.
Gerente do hotel diz que escorria água, mas problema foi corrigido.
 
Do G1 PB

 

O restaurante do Hotel Tambaú, na praia de mesmo nome, foi interditado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa após uma equipe de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) receber uma denúncia de moradores e banhistas de que o restaurante estaria despejando no mar o esgoto das águas usadas na cozinha e na lavagem de roupa. De acordo com o documento do embargo da Semam, além de constatar a irregularidade, o hotel também estaria com a licença ambiental vencida e, pelas duas infrações, foi multado em mais de R$ 90 mil.

O embargo foi feito no sábado (3), mas a informação só foi divulgada nesta quinta-feira (8). Em entrevista ao Jornal da Paraíba, o gerente do estabelecimento, Fernando Sousa, explicou que o restaurante não foi fechado, e ainda garantiu que o embargo foi em uma área do hotel onde estava sendo servido o café da manhã. “O restaurante está funcionando normalmente. Estava escorrendo um pouco de água, mas a equipe de manutenção já corrigiu esse problema”, disse.

Segundo a secretária de Meio Ambiente da capital, Daniella Bandeira, o restaurante não deveria estar funcionando, e, no caso do funcionamento permanecer, o hotel está descumprindo a determinação da prefeitura. Ainda segundo a secretaria, até o início da tarde desta quinta (8), nenhum representante do Hotel Tambaú havia procurado a Semam para cumprir os ritos legais e as medidas saneadoras necessárias.

O G1 entrou em contato com o hotel no início da noite desta quinta (8) para saber sobre o posicionamento do estabelecimento a respeito das informações divulgadas pela Semam, mas o gerente não se encontrava no local e o telefone pessoal dele não foi informado.


 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

MPPB elabora campanha para combater a poluição sonora

22 de dezembro de 2014 às 12:51

Decibelimetro
Decibelímetro.
Mais de 24 mil atendimentos de perturbação do sossego foram registrados no serviço “190”, entre janeiro e novembro deste ano, na Paraíba, sendo que 81,2% das ocorrências são provenientes de quatro municípios da Grande João Pessoa: João Pessoa, Santa Rita, Bayeux e Cabedelo. Apenas a Capital paraibana é responsável por 13.175 registros desse tipo (o equivalente a 54,8% do total). Em média, isso equivale a 72 registros por dia ou três reclamações de barulho excessivo por hora.

O problema levou o Ministério Público da Paraíba (MPPB), através do Centro de Apoio Operacional (Caop) às Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, a elaborar, junto com as polícias civil e militar do estado, uma campanha de combate à poluição sonora intitulada “Som legal – cidade sossegada”. A campanha foi discutida na última quarta-feira (17), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em João Pessoa, pela coordenadora do Caop do Meio Ambiente, promotora Andrea Bezerra Pequeno, pelo promotor Raniere Dantas, pelo major da PM, Luiz Tibério Leite, pela delegada Cassandra Duarte e pelo juiz Antonio Eimar de Lima.

De acordo com a promotora de Justiça Andrea Bezerra Pequeno, que coordena o Caop do Meio Ambiente, vários são os entraves que dificultam, atualmente, o combate à poluição sonora no estado da Paraíba, como a falta de um protocolo padrão de atendimento das ocorrências por parte das forças policiais; a falta de educação da população em relação ao assunto e a ausência de um órgão estadual ou municipal de fiscalização atuante e ativo em praticamente todas as cidades da Paraíba, com técnicos capacitados para o uso de decibelímetros. “Hoje, a Sudema só se encontra instalada nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Patos. Mesmo assim, nesse último caso, com precárias condições de funcionamento, principalmente, por falta de efetivo humano”, explicou.

Na maioria dos casos, a poluição sonora é provocada pelo uso irregular de carros de som, paredões, estabelecimentos comerciais e até mesmo templos religiosos, principalmente nas pequenas cidades, onde há o costume de uso de caixas difusoras de som em postes.

A campanha
Para enfrentar e coibir a poluição sonora, a campanha “Som legal – cidade sossegada” foi idealizada de modo a atender a dois grandes objetivos: promover cursos de capacitação de forma integrada e pautados na legalidade para que as polícias cumpram seu dever de fiscalização e combate às infrações de perturbação ao sossego alheio ou poluição sonora, com intuito de preservar a ordem pública e promover um atendimento padronizado em relação a esse problema pelas forças policiais. A campanha deve ser iniciada em janeiro, com a realização do primeiro curso de capacitação para policiais.

Para isso, a Polícia Militar deverá designar guarnições para participarem da operação do projeto-piloto, inclusive com uso de decibelímetro e capacitar, por meio de Centros de Ensino e da Acadepol, os policiais militares de todo o Estado no atendimento padronizado, conscientizando-os da seriedade dessas infrações, que costumeiramente estão associadas à prática de outros crimes mais graves, como: alcoolemia ao volante; lesões corporais; uso ou tráfico de entorpecentes; menores de 18 anos de idade consumindo bebidas alcoólicas; homicídios e exploração sexual infantil. “O Ciop deverá encaminhar, mensalmente, ao Caop do Meio Ambiente relatório estatístico de todas as denúncias verificadas, para fins de acompanhamento, fiscalização e mapeamento das áreas com maior incidência desde tipo de delito e, consequentemente, uma atuação ministerial mais enfática e precisa”, explicou a promotora de Justiça.

Já a Polícia Civil deve designar equipe policial para compor a Delegacia do Meio Ambiente que deverá agir de forma proativa em investigações especializadas e, sempre que possível, agir de forma integrada com a PM.

Para isso, a Acadepol e o Centro de Ensino deverão capacitar os policiais civis do Estado quanto ao atendimento padronizado e célere, para a rápida e efetiva resolução das ocorrências trazidas pela Polícia Militar, referentes à perturbação de sossego alheio e poluição sonora, evitando a ausência demorada das guarnições e viaturas nas áreas destinadas ao patrulhamento.

Outra medida que deverá ser adotada pela Polícia Civil é a remessa célere do procedimento elaborado ao Judiciário, comunicando o fato ao Caop do Meio Ambiente para fins de acompanhamento e fiscalização do trâmite processual. “A ideia é fomentar e recomendar entre as autoridades policiais entendimento quanto ao enquadramento do artigo 42 da Lei das Contravenções Penais, como a coletividade sendo a vitima (delito de ação penal pública incondicionada), não necessitando da indicação de uma vítima determinada para constatação do delito”, acrescentou a representante do MPPB.

Andréa Bezerra informou que o Ministério Público estadual também deverá atuar de forma padronizada nos procedimentos policiais relacionados à poluição sonora e à perturbação do sossego alheio, inclusive, com a estipulação de cláusulas especiais nas transações penais e termos de ajustamento de conduta sobre cursos de educação ambiental a ser ministrado pelo Batalhão Ambiental; a destinação de multas aplicadas no Juizado Especial Criminal, sobre a aquisição de decibelímetros e outros equipamentos destinados ao combate à poluição sonora, por exemplo.

O MPPB vai participar dos cursos de capacitação da Acadepol e do Centro de Ensino da PM, ministrando palestras voltadas à educação ambiental e ao enfrentamento da poluição sonora, além de analisar os dados remetidos pelo Ciop e pela polícia civil, encaminhado aos promotores de Justiça que atuam nos municípios onde forem feitos os registros de poluição sonora. “Também vamos trabalhar junto a templos religiosos, por meio de termos de ajustamento de conduta, fazendo com estes se enquadrem aos limites sonoros permitidos, através de licenciamento ambiental”, disse a promotora de Justiça.

Assessoria

Fonte


domingo, 21 de dezembro de 2014

Poluição sonora tira o sono de moradores em bairros da capital


 
 
Mangabeira é o campeão de reclamações com 380 denúncias. Em seguida vem o bairro do Bessa, com 250 denúncias. O terceiro é o Valentina com 165 registros. 
 

Francisco França
 
Francisco França
Carros de som estão entre os principais causadores de poluição sonora
Para muitas pessoas, após as 22h é hora de começar a se preparar para descansar. Porém, para moradores de bairros como Mangabeira, Bessa e Valentina, a realidade é diferente, isso porque é a partir dessa hora que o barulho começa em igrejas, bares e carros que estacionam e ligam o som alto para dar início a festas que impedem a noite de sono dos moradores. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente (Semam) de João Pessoa, esses três bairros lideram a lista no que diz respeito à poluição sonora, que só nesse ano gerou 2.128 denúncias junto ao órgão.

Somente o bairro de Mangabeira, que ficou em primeiro lugar no número de reclamações, apresentou 380 denúncias junto à Semam. Em segundo lugar vem o bairro do Bessa, com 250 denúncias. Logo em seguida, vem o bairro do Valentina de Figueiredo, com 165 denúncias. Além destes bairros, o chefe de fiscalização da Semam, Waldir Diniz, ainda elencou outros bairros em que casos de registro de poluição sonora são recorrentes, como Tambaú, Manaíra, Cabo Branco e Funcionários.

“Inicialmente o número de denúncias é alto porque a gente observa o aumento no número de igrejas e academias, principalmente, que vem crescendo vertiginosamente. Isso sem falar nos bares. Com relação ao bairro de Mangabeira, lá é o bairro mais populoso de João Pessoa, o que eu acredito que seja o motivo pelo qual as ocorrências são mais provenientes de lá”, comentou.

De acordo com Waldir, em áreas residenciais, até as 19h, o volume máximo permitido é de 55 decibéis. Das 19h às 22h, esse volume diminui para 50 decibéis. Já após as 22h, o volume máximo permitido é de 45 decibéis. Quando moradores reclamam do alto volume de carros ou estabelecimentos, o órgão vai no local e realiza a medição do volume, só depois disso começa a agir.

“Ao chegar ao local, os fiscais da Semam primeiro medem a altura do som. Se estiver extrapolando, nós orientamos. Se não estiver, ainda assim a gente aborda os proprietários dos locais e orienta que ele não aumente o volume além daquele que está ali, para que as pessoas identifiquem a necessidade de não infringirem a legislação ambiental”, completou.

Segundo o chefe da divisão de fiscalização da Semam, muita gente desconhece a legislação ambiental, que delimita a altura de som máxima até certo horário, o que ocasiona grande parte dos transtornos, por isso, segundo ele, o objetivo primeiro do órgão é orientar e educar ao invés de, como primeira medida, multar. “A maioria dos empreendimentos que são abertos são de
pessoas que desconhecem a legislação ambiental. Além disso, muitos deles também não são licenciados. Apesar de, muitas vezes, chegarmos aos locais durante um período em que há a intervenção da lei, a gente prioriza a orientação, e é assim que temos tentado trabalhar. Primeiramente, orientando”, explicou.

Além da Semam, outro órgão responsável por realizar as fiscalizações de casos de poluição ambiental é o Batalhão de Polícia Ambiental. Segundo o soldado Bruno Silva, do setor de estatística do Batalhão, do começo do ano até o mês de agosto foram autuados 101 estabelecimentos devido a casos de poluição sonora em toda a Região Metropolitana. “Os casos Segundo o chefe da divisão de fiscalização da Semam, muita gente desconhece a Além da Semam, outro órgão responsável por realizar as fiscalizações de casos de mais frequentes provêm de Mangabeira e do Cristo. São os bairros em que mais registramos as ocorrências”, afirmou.

Pessoa já se acostumaram com o barulho

Noites sem sono se tornaram frequentes na vida da dona de casa Marinalda da Costa, de 35 anos, após a abertura de uma igreja evangélica ao lado da sua casa, no bairro de Mangabeira. Segundo ela, que hoje relata que o barulho se tornou algo normal, o problema era ainda maior quando suas filhas eram bebês. Hoje elas têm quatro anos e já se acostumaram à barulheira que,  segundo ela, vira a noite pelo menos uma vez por mês.

“Minhas filhas perdiam noites de sono, e eu também, né? Até as 21h, 22h tudo bem, mas após isso é complicado. Eles às vezes ensaiam até tarde e também tem umas vigílias em que eles viram a noite pelo menos uma vez por mês tocando a noite toda”, relatou, dizendo que nunca pediu para que diminuíssem o som por já ter se acostumado com o problema.

Segundo a moradora, outro problema são pessoas que ligam o som do carro e começam festas altas horas da noite. Apesar de declarar que esses casos diminuíram muitos nos últimos tempos, ela afirma que isso chegava a ser pior do que a igreja ao lado da sua casa. “Eu acho que falta educação do povo que, muitas vezes, não tem noção de que isso importuna a gente”, disse.

André Soares, de 31 anos. Ao lado de sua casa também funcionava uma igreja evangélica que tinha sido adaptada dentro de uma residência. Quando o local funcionava e virava as noites, o jeito era ter que ficar sem dormir ou então utilizar protetores auriculares. “Eu cansei de ficar sem dormir ou então de tentar dormir de todo jeito com aqueles protetores de ouvido. Isso acontecia com frequência e não adiantava pedir para baixar”, lamentou.

Segundo o funcionário público, há cerca de seis meses ele não ouve mais barulhos provenientes da igreja. Ele ainda não sabe se o local parou de funcionar ou não, mas, de qualquer forma, afirma “agradecer a Deus” pela barulheira ter acabado. “Sei que é uma contradição agradecer a Deus pela igreja ter saído do lado de sua casa, mas a realidade é essa, porque eu não aguentava mais esse barulho”, declarou.

Apesar da igreja ter parado com o barulho constante, André afirmou que ainda há casos de poluição sonora frequentes no local. “Mangabeira é, com certeza, o bairro em que há mais poluição. Eu digo isso a você porque se não é de um lado, é de outro. São carros, academias, igrejas, tudo importuna aqui”, comentou o funcionário público.Apesar da igreja ter parado com o barulho constante, André afirmou que ainda há casos de

Apesar da igreja ter parado com o barulho constante, André afirmou que ainda há casos de poluição sonora frequentes no local. “Mangabeira é, com certeza, o bairro em que há mais poluição. Eu digo isso a você porque se não é de um lado, é de outro. São carros, academias, igrejas, tudo importuna aqui”, comentou o funcionário público.

Multa pode chegar a R$ 5 mil
De acordo com o chefe da divisão de fiscalização da Semam, Waldir Diniz Junior, inicialmente a orientação dos fiscais do órgão é de educar, porém, em casos de recorrência, algumas punições são estabelecidas para quem descumprir as normas presentes na legislação ambiental, dentre elas multa que pode ir de R$ 1.201 a R$ 5 mil. “Muita gente diz que desconhece, que não sabia da lei e tudo mais, então a gente preza por orientar, mas, em caso de reincidência, começamos as autuações. A multa por poluição sonora varia por decibéis, podendo variar de R$ 1.201, em casos que passem até 10 decibéis do limite, a R$ 5 mil, em casos que ultrapassem 40 decibéis do limite estabelecido”, informou. Ainda de acordo com Waldir, em casos de igrejas e bares ­que, muitas vezes, não são licenciados ­ inicialmente se faz a notificação, depois a interdição da música eletrônica ou mecânica. “Posteriormente, se continuar com o não licenciamento então começamos a multar. Nesses casos, a multa varia de R$ 8 mil a R$ 40 mil”, completou.


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Coligações de candidatos ao governo da PB são multadas por 'lixo eleitoral'

15/12/2014 20h01 - Atualizado em 15/12/2014 20h01
 
Coligação de Ricardo foi multada em R$ 79 mil e a de Cássio em R$ 75 mil.
Decisão do TRE-PB foi publicada nesta segunda-feira (15) e cabe recurso.
 
Do G1 PB com Jhonathan Oliveira

Ruas de sessões eleitorais em João Pessoa amanheceram o domingo (5) cobertas de panfletos de candidatos (Foto: André Resende / G1)
Ruas de sessões eleitorais em João Pessoa
amanheceram o domingo (5) cobertas de panfletos
de candidatos (Foto: André Resende / G1)
As coligações 'A Força do Trabalho' e 'A Vontade do Povo', do governador eleito Ricardo Coutinho e do senador Cássio Cunha Lima, respectivamente, foram multadas pela juíza eleitoral Niliane Meira por despejo de material de campanha nas ruas durante om segundo turno das eleições, em 26 de outubro.
 
A coligação de Ricardo Coutinho foi multada em R$ 79 mil e a de Cássio em R$ 75 mil, as multas foram aplicadas em atendimento a duas representações movidas pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e as decisões foram publicadas nesta segunda-feira (15). As duas coligações ainda podem recorrer.
 
A aplicação de multa por conta de lixo eleitoral nas ruas, incluindo 'santinhos' e panfletos, foi estabelecida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) às vésperas da eleição. O valor imputado à coligação do governador Ricardo Coutinho foi superior porque houve a constatação da distribuição de material em um maior número de lugares, de acordo com a Justiça.

A defesa da coligação de Cássio afirmou que não teve conhecimento da distribuição de material e argumentou ainda que adversários poderiam realizar a conduta para criar uma situação de crime. Já a de Ricardo alegou, entre vários pontos, que não poderia ser responsabilizada pelas ações pontuais isoladas de eleitores, que não ordenou a prática e ainda disse que o material encontrado nas ruas seria a 'cola' de votação levada pelos eleitores.
A juíza entendeu que os candidatos não poderiam ser pessoalmente responsabilizados pelo despejo do lixo eleitoral, já que não se pode garantir que a prática teve reflexo direto nas urnas. Por isso as multas foram direcionadas apenas para as coligações, que são responsáveis pelo controle e organização das ações de campanha eleitoral.
 
“Fica evidente que a prática foi autoria de pessoas que tiveram fácil acesso ao material de propaganda. Os papéis têm o mesmo layout e de forma concentra estavam nas ruas, pelo que, repito, não é crível que se tratou de conduta isolada da parte de eleitores que apenas tiveram por intuito levar a 'cola' para o local de votação ou mesmo opositores”, afirmou a magistrada .
 
 
 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Poluição provoca morte de peixes no rio do Cabelo, em João Pessoa

26/11/2014 18h45 - Atualizado em 27/11/2014 17h01 

Muitos peixes foram encontrados mortos nesta quarta-feira (26).
Segundo Semam, explicação é redução de oxigênio na água.
 
Do G1 PB

Peixes foram encontrados mortos em rio de João Pessoa (Foto: Rizemberg Felipe / Jornal da Paraíba)
Peixes foram encontrados mortos em rio de João Pessoa
(Foto: Rizemberg Felipe / Jornal da Paraíba)
 
Vários peixes foram encontrados mortos no início da tarde desta quarta-feira (26) nas margens do Rio do Cabelo, no Distrito Industrial de Mangabeira, em João Pessoa.  De acordo com a diretora da Divisão de Fiscalização da Seman, Socorro Menezes, a morte se deve ao baixo nível de oxigênio na água, que está apresentando menos de 1 miligrama do gás por litro.
  
Técnicos da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) e a Polícia Ambiental foram enviados ao local para coleta de amostras da água do rio. O resultado das amostras, de acordo com Socorro Menezes, apresentou que a concentração de oxigênio no trecho do rio é de menos do que o necessário, já que o valor mínimo necessário para a manutenção da vida dos peixes é de 2 mg/l.
 
Socorro explicou que a poluição do Rio Cabelo vem provocando a redução da concentração de oxigênio da água, porém ainda não é possível avaliar se a alta presença de poluentes se deve à proximidade do rio com o Distrito Industrial de Mangabeira.
 
"A nascente do rio está situada por trás do presídio Silvio Porto e já constatamos que a poluição começa nesse ponto", disse ela. Uma força-tarefa com equipes da Semam deve ser montada para encontrar a origem da poluição do rio. "Esperamos que, assim, possamos devolver ao rio as condições mínimas para presença de vida e evitar a morte de peixes e outros animais", concluiu.
 
Fonte
 
 

domingo, 26 de outubro de 2014

TRE estipula multa de até R$ 75 mil para 'lixo eleitoral' nas ruas da Paraíba

25/10/2014 17h25 - Atualizado em 25/10/2014 20h03
 
TRE realizou sessão extraordinária neste sábado (25).
Decisão atende a pedido do MPE protocolado na sexta-feira (24).
 
Do G1 PB
 
Ruas de sessões eleitorais em João Pessoa amanheceram o domingo (5) cobertas de panfletos de candidatos (Foto: André Resende / G1)
Ruas de sessões ficaram sujas no 1º turno
das eleições de 2014 (Foto: André Resende / G1)
A Justiça Eleitoral estabeleceu neste sábado (25) uma multa de R$ 75 mil para os candidatos que promoverem derramamamento de material eleitoral pelas ruas das cidades da Paraíba. A decisão atende a um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), que solicitou na sexta-feira (24) que fosse estabelecida uma multa de R$ 10 mil nestes casos. Para quem for flagrado distribuindo santinhos, a multa estipulada é de R$ 25 mil.

Na sexta-feira, as duas coligações que disputam o segundo turno já haviam sido representadas previamente pela Procuradoria Regional Eleitoral na Paraíba (PRE-PB) em uma ação para que se comprometam a não despejar material de campanha como panfletos e santinhos pelas vias públicas. A ação foi motivada pelo cenário visto no dia 5 de outubro, durante o primeiro turno das eleições de 2014, quando vários municípios paraibanos amanheceram com as ruas tomadas por material de campanha de candidatos.


Ainda na sexta-feira, a juíza Liliane Meira tinha negado o pedido de liminar do MPE, mas na sessão do sábado a corte votou a favor do pedido de agravo apresentado pelo órgão, estabelecendo a multa. A própria juíza Liliane considerou baixo o valor da multa solicitada pelo MPE e refez o pedido, solicitando o valor de R$ 75 mil, que foi aprovado.

Foi pedido também pelo Ministério Público que as coligações promovam, até o final do dia da votação, a limpeza dos pontos em que for constatada a referida situação, sob pena de nova multa nos mesmos valores. O procurador regional eleitoral Rodolfo Alves Silva, ressaltou que a situação está longe de ser inédita. ”Como se trata de prática habitual, tudo indica que se repetirá por ocasião do segundo turno, causando novamente grande transtorno para todo o Estado”, disse.

A conduta de deixar a propaganda espalhada pelas ruas burla a legislação eleitoral, mais especificadamente o artigo 39, parágrafo 5º, inciso II, da Lei n.º 9.504/97 (Lei Geral das Eleições), na medida em que se equipara a propaganda de boca de urna. De acordo com Rodolfo Alves Silva, os prejuízos vão além da propaganda eleitoral ilícita.
 
“Causa uma série de transtornos às cidades, gerando gastos públicos adicionais para que possa haver a posterior limpeza, prejudicando o sistema de drenagem de águas pluviais e gerando o risco de acidentes pessoais e, inclusive, de entupimento da rede de esgoto, caso venha a cair nos bueiros”, completou.