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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Seca prejudica a cadeia produtiva da cana-de-açúcar

29/11/2012 - 19:41 - Atualizado em 29/11/12 - 19:44  

A seca que atinge a Região Nordeste também deve reduzir em mais de 25% a safra 


A seca que atinge a Região Nordeste também deve reduzir em mais de 25% a safra de cana-de-açúcar dos produtores da Paraíba. A estimativa é da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), que representa 1.700 fornecedores no estado. O problema, explicou o presidente da Asplan, Murilo Paraíso, está no fato de a estiagem, que normalmente afeta o agreste e o sertão nordestinos, desta vez se estendeu um pouco mais e atingiu também a zona da mata paraibana, onde estão os canaviais. Com a seca, disse ele, o ciclo de vida da cana começou a ser afetado, ou seja, uma planta que vive cinco safras em média, com a escassez da chuva, está morrendo antes do tempo.

Diante das perdas anunciadas, o setor - que segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), gera em torno de 18.000 empregos formais e um total 44.000 empregos quando incluídas as atividades indiretas e dependentes da produção canavieira - também prevê a diminuição do número de contratações. “Com a seca, tivemos uma redução de pelo menos dois meses de safra porque começamos um mês mais tarde e a safra terminará um mês antes. Vamos moer 25% a menos e isso, é claro, se refletirá no número de contratações que não tem como ser o mesmo”, desabafou o dirigente da Asplan, Murilo Paraíso, acrescentando que a situação afetará ainda as safras seguintes porque depois dessa seca existe cana que não brota mais.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Álcool e do Açúcar da Paraíba – Sindalcool, Edmundo Barbosa, o segmento sucroalcooleiro paraibano deve ser resguardado pelo poder público de alguma maneira tendo em vista a sua importância na economia do estado. “O setor é o segundo maior exportador e o maior empregador na economia do estado. Analisando o Produto Interno Agrícola, há uma liderança absoluta e na arrecadação de impostos ele é também o setor econômico que mais arrecada encargos sociais, tributos federais como o IPI, e na arrecadação estadual, a contribuição do etanol significa cerca de 4,5% do ICMS arrecadado”, explicou o dirigente, frisando também que a área plantada na Paraíba, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), incluindo todos os municípios canavieiros alcança 140.000 hectares.

Atenuante para o sofrimento

O anúncio de que a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (MP) 583 que abre crédito extraordinário de R$ 676 milhões para os municípios, principalmente do semiárido nordestino, que sofrem com a estiagem reacende as esperanças do produtor nordestino que sofre os efeitos da escassez de chuvas este ano. A MP já havia sido aprovada pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional e a matéria será apreciada pelo Senado. De acordo com a MP, o dinheiro será destinado ao Ministério da Integração Nacional para a adoção de medidas de defesa civil. Do total dos recursos liberados, R$ 500 milhões deverão ser reservados para aquisição de alimentos, entrega de cestas básicas e abastecimento de água, por meio de carros-pipa, para o consumo da população das áreas atingidas pela seca. O restante do dinheiro será utilizado para auxílio emergencial financeiro dos municípios.

 Da Redação (com Assessoria)

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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Quatro usinas da Paraíba recebem hoje selo de Dilma

Selo é concedido pela Comissão Nacional de Diálogo e Avaliação do Compromisso Nacional. 

Publicado em 14/06/2012 às 08h00 

Quatro das sete usinas de cana-de-açúcar da Paraíba serão agraciadas hoje no Palácio do Planalto pela presidente Dilma Rousseff, com o Selo “Empresa Compromissada”, concedido pela Comissão Nacional de Diálogo e Avaliação do Compromisso Nacional às empresas do setor consideradas cumpridoras de todas as boas práticas empresariais e trabalhistas.

“O país vai saber que na Paraíba não existe mais o uso de trabalho escravo ou degradante na cadeia produtiva do setor sucroenergético”, revelou Edmundo Coelho Barbosa, presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool e do Açúcar da Paraíba (Sindalcool-PB), acrescentando que o número e a proporção de empresas paraibanas que receberão o selo é maior que o de Pernambuco. "Apenas uma de 23 usinas pernambucanas vai receber o selo", disse.

As empresas paraibanas, que durante todo o ano passado foram auditadas e aprovadas segundo as regras estabelecidas no Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, são as seguintes: Japungu Agroindustrial (Santa Rita), Monte Alegre (Mamanguape), Miriri Alimentos e Bionergia (Santa Rita) e Giasa - LDC SEV (Pedras de Fogo).

Segundo Edmundo Barbosa, o selo foi criado para identificar e reconhecer positivamente a empresa, por suas ações em benefício do trabalhador manual na cana-de-açúcar. A concessão, segundo ele, visa estimular a ética positiva, ou seja, as boas práticas empresariais, e não confere à empresa que o recebe qualquer vantagem no âmbito governamental ou comercial.

Ainda de acordo com Edmundo Barbosa, este reconhecimento, durante o evento da Conferência Rio+20, sinaliza para o mundo que “aqui no Brasil é possível conciliar crescimento econômico, inclusão social e proteção ambiental”. Segundo ele, a maior parte do setor já vinha tratando tema com seriedade, mas sempre houve contestação por parte da comunidade internacional. “Não poderia ter momento mais adequado para o setor produtivo dar esta resposta de comprometimento com a melhoria das condições de trabalho das pessoas e disseminar as melhores práticas trabalhistas e ambientais”, completou.

Hoje, o setor sucroenergético da Paraíba emprega aproximadamente 60 mil trabalhadores diretos e indiretos e 25% da safra, é feita por meio da mecanização. “O nosso maior gargalo é a qualificação profissional dos nossos trabalhadores”, alertou Barbosa, que cobra medidas para elevar a competitividade da indústria de etanol e redução de impostos sobre os investimentos para a ampliação da produção.

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