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sábado, 11 de abril de 2015

Projeto Orla desenvolve ações em Pitimbu, no Litoral Sul da Paraíba

11/04/2015 16h06 - Atualizado em 11/04/2015 16h06 

Oficinas para construção do Plano de Gestão aconteceram em janeiro.
Ações sobre ocupações irregulares já foram realizadas.
 
Do G1 PB
  
Praia de Pitimbu (Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)
Município de Pitimbu aderiu ao Projeto Orla em 2014 (Foto: Francisco
França/Jornal da Paraíba)
Completando 11 anos de atuação, o Projeto Orla continua em andamento e neste início de 2015 está atuando no município de Pitimbu, Litoral Sul da Paraíba. A cidade já recebeu as oficinas com representantes do projeto e agora planeja as mudanças que vão ser feitas nas próximas etapas.

O projeto nacional de ordenamento dos espaços litorâneos sob domínio da União “permite a discussão, planejamento e execução de ações que visem a solução de conflitos de interesses quanto ao uso, forma e destinação dessas áreas de forma participativa e transparente”, como explica a gerente Sandra de Freitas Figueiredo, da Gerência Regional do Patrimônio da União na Paraíba (SPU-PB).

Em Pitimbu, que aderiu ao projeto no início de 2014, as atividades começaram no dia 19 de janeiro deste ano. Na ocasião, foi realizada uma oficina técnica de construção do Plano de Gestão, realizando os primeiros levantamentos sobre os problemas sociais e de infraestrutura existentes na orla da cidade. Esse trabalho de percepção deve ser concluído em abril.
 
De início, já foram desencadeadas algumas ações da agenda paralela em parceria com a Sudema e a Prefeitura Municipal, sobre ocupações irregulares em Praia Bela, problemática dos resíduos sólidos ao longo de toda a orla e em especial em Pontinha. Ao término da produção do Plano de Gestão, diversos projetos de reordenamento serão debatidos e aprovados em um comitê criado com os representantes da sociedade civil e dos setores públicos do município de Pitimbu, além dos integrantes da SPU. Só então, as ações e obras serão iniciadas.
 
Praia de Pitimbu recebe ações do Projeto Orla (Foto: Francisco França/Jornal da Paraíba)
Praia de Pitimbu recebe ações do Projeto Orla (Foto: Francisco França/
Jornal da Paraíba)
 
Sandra relata que a crescente demanda de ocupação das áreas costeiras pelo mercado imobiliário e de exploração de seus recursos para a expansão do turismo, e de outras atividades econômicas, representa risco ao ordenamento desses espaços do ponto de vista da sua sustentabilidade socioambiental.
 
A gestora esplica que o planejamento integrado e participativo das zonas costeiras torna-se foco de instrumentos institucionais voltados para a construção de ambientes de interação e parceria entre os diferentes setores da sociedade e, para a negociação dos diversos interesses incidentes. "Com esse objetivo foi criado o 'Projeto Orla', que se constitui em uma importante política de gestão participativa dos espaços litorâneos brasileiros, conduzida em torno do planejamento e da mediação de conflitos”, explica a gerente da SPU-PB.
 
No Paraíba, desde 2004, já aderiram sete dos nove municípios situados no litoral: João Pessoa, Cabedelo, Conde, Lucena, Mataraca e Baía da Traição, estando esse último em fase de conclusão. O Município de Pitimbu está iniciando os trabalhos, enquanto que Rio Tinto e Marcação ainda não se inscreveram no projeto.
 
Segundo o superintendente do Ideme, Otávio Mendonça, em João Pessoa e na praia de Coqueirinho, no município do Conde, “é possível visualizar as mudanças positivas no processo de reurbanização da orla marítima, que foram concebidas sob a ótica do Plano de Gestão Integrada, produzido pelo Projeto Orla”.

Como aderir ao projeto orla?
Os municípios interessados em aderir ao projeto podem obter a ficha de adesão pela internet, ou solicitá-la diretamente à Coordenação de Gerenciamento Costeiro no respectivo órgão ambiental estadual ou na Gerência Regional do Patrimônio da União. Uma vez preenchida, deve ser encaminhada, pela prefeitura, à Coordenação Estadual do Projeto, para análise e definição de uma agenda de trabalho.


 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Índios realizam protesto


Índios reivindicavam políticas públicas voltadas para a segurança e agilidade na investigação do assassinato de um cacique em julho.

 

 


Lideranças dos povos potiguaras realizaram na manhã de ontem, no Centro de João Pessoa, uma caminhada saindo da sede da Procuradoria Federal, na Praça João Pessoa, terminando em frente ao Palácio da Redenção. Os manifestantes protestaram contra os crimes cometidos contra índios neste ano e reivindicaram políticas públicas voltadas para a segurança das 32 aldeias existentes no Estado.

Os potiguaras pedem celeridade na investigação das mortes do cacique Geusivam Silva de Lima, 30 anos, e de Claudemir Ferreira da Silva, 37 anos, que fazia a segurança do cacique. Os dois foram assassinados a tiros no último dia 31 de julho, após um ataque à aldeia Vergonha, no município de Marcação, quando dois motociclistas não identificados invadiram a área e cometeram o crime.

De acordo com o cacique geral dos potiguaras na Paraíba, Sandro Gomes, este não é um caso isolado de violência. Em 2009, Aníbal Cordeiro Campos, cacique da aldeia Jaraguá, foi alvo de cinco tiros quando teve sua casa arrombada. “Estamos pedindo que o Estado dê atenção aos índios porque nossas aldeias estão sendo invadidas pela criminalidade. Os caciques estão sendo ameaçados de morte, nove já receberam telefonemas anônimos”, revela Sandro. Ele acredita que a questão esteja relacionada às terras indígenas. “Existem pessoas interessadas em ocupar o território dos índios”, afirma.

De acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), a Paraíba possui uma população indígena de aproximadamente 15 mil pessoas, concentradas em 32 aldeias entre as três terras indígenas registradas e declaradas pelo governo federal: Jacaré do São Domingos, Potiguara de Monte Mor e São Miguel, que juntas somam 35.328 hectares. Essa área fica no Litoral Norte, especificamente nos municípios de Baía da Traição, Marcação e Rio Tinto. Os povos indígenas se queixam da má estrutura das delegacias locais. Faltam agentes e equipamento às unidades, denunciam os índios.

“Nós formulamos um documento solicitando a conclusão do inquérito do atentado de 2009 e fazendo um apelo para que as mortes deste ano não fiquem impunes. Vamos entregar isso ao governador Ricardo Coutinho, ao procurador da República Duciran Farena, ao presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo, e, posteriormente, ao Ministério da Justiça”, afirma o capitão potiguara José Ciríaco, integrante da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI) e uma das lideranças à frente da manifestação.

O capitão diz que o povo potiguara quer que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se sensibilize com a morte e tome providências junto à Polícia Federal para identificar os assassinos, os possíveis mandantes e garantir a segurança dos caciques ameaçados.


 

sábado, 4 de agosto de 2012

Paraíba tem 15 mil nas terras indígenas

Território indígena na Paraíba é de aproximadamente 20 mil hectares, com 32 aldeias; nove caciques Potiguaras já sofreram ameaças este ano.



De acordo com dados do Instituto Socioambiental, organização não governamental, cerca de 15 mil índios vivem espalhados em 32 aldeias que compõem as cinco terras indígenas no Estado, que juntas somam aproximadamente 20 mil hectares (1 hectare corresponde a um campo de futebol oficial). As terras estão localizadas nas cidades paraibanas de Baía da Traição, Marcação e Rio Tinto. Tradicionalmente, cada aldeia do povo potiguar tem seu próprio cacique.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ao menos nove caciques que vivem na Terra Indígena Potiguara foram ameaçados de morte somente este ano. Sete deles teriam registrado queixa da ocorrência. A organização indigenista, ligada à Igreja Católica, relembra casos de agressão contra lideranças potiguaras, como o atentado contra o cacique Aníbal Potiguara, baleado dentro de casa, na Aldeia Jaraguá, em Rio Tinto, em março de 2009. Na ocasião, Aníbal vinha denunciando a invasão da área indígena por plantadores de cana. Ainda segundo o Cimi, em abril deste ano, Lima liderou um grupo de índios que retomou uma área de 90 hectares pertencente à terra indígena na Aldeia Brejinho, em Marcação.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Três munícipios do Litoral Norte discutem fim de lixões em audiência com Ministério Público

Publicado em 29 de maio de 2012 por Jardel Cândido 
 
Apenas o rejeito tem como destino o lixo e isso representa apenas 15% de todos os resíduos sólidos produzidos nas cidades”, explicou.
 
Encontrar um local adequado para dar o destino correto ao “lixo”. Esse é o grande desafio das cidades de Rio Tinto, Marcação e Baía da Traição (no Litoral Norte, a cerca de 50 quilômetros de João Pessoa), que estão localizadas em área indígena.

O problema é agravado porque as três cidades, assim como os demais municípios brasileiros, têm até o início de agosto para implementar a política municipal de gerenciamento de resíduos sólidos; caso contrário poderão responder pelo descumprimento da Lei Federal 12.305/2010, que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O assunto foi discutido, nesta segunda-feira (28), na sede do Ministério Público da Paraíba, em João Pessoa. A reunião teve a participação dos prefeitos das três cidades, do promotor de Justiça de Rio Tinto, José Raldeck de Oliveira, e do coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do Meio Ambiente (Caop do Meio Ambiente), o promotor de Justiça José Farias.

Os prefeitos demonstraram interesse em desenvolver o projeto “construção de cidadania socioambiental nos municípios paraibanos”, do Ministério Público da Paraíba. A iniciativa prevê a implementação da coleta seletiva, do gerenciamento integrado de resíduos sólidos urbanos e a criação de conselhos municipais de meio ambiente.

Nos dias 13, 14 e 15 de junho, o Caop do Meio Ambiente e a Promotoria de Justiça de Rio Tinto vão promover audiências públicas para discutir o problema com autoridades e com a sociedade civil organizada. A primeira audiência (a do dia 13) será no ginásio da cidade de Marcação; a segunda (do dia 14), no clube “O Tubarão”, em Baía da Traição e a terceira (no dia 15), no ginásio da cidade de Rio Tinto. O Ministério Público Federal já demonstrou interesse em participar das audiências.

Reaproveitamento
O promotor de Justiça que coordena o Caop do Meio Ambiente, José Farias, destacou que o gerenciamento integrado dos resíduos sólidos é a solução socioambiental e econômica mais adequada para o “lixo” produzido nas cidades, uma vez que possibilita um reaproveitamento de 85% do material. “A destinação correta do material orgânico é a compostagem; do inorgânico, a reciclagem. Apenas o rejeito tem como destino o lixo e isso representa apenas 15% de todos os resíduos sólidos produzidos nas cidades”, explicou.