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sexta-feira, 28 de março de 2014

Túnel que trará água à PB fica pronto em 2015

Obras em Monteiro fazem parte do Eixo Leste da transposição e, segundo o ministro, devem ser concluídas no final do próximo ano.
 

 


Adalberto Marques
Segundo Francisco Teixeira, a Paraíba vai ser beneficiada pelos eixos Leste, no Cariri do Estado, e Norte, no Sertão
O ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, visitou ontem as obras da tranposição das águas do rio São Francisco na cidade de Monteiro, Cariri paraibano, e disse que praticamente 100% do Estado será beneficiado com as águas da transposição.

As obras de Monteiro, que fazem parte do Eixo Leste, foram iniciadas este mês e, segundo o ministro, devem ser concluídas no final do próximo ano. No local está sendo construído um túnel com três quilômetros de extensão que trará as águas do São Francisco do Estado de Pernambuco para a Paraíba.
 
“Praticamente 100% do Estado poderá ser atendido pelas águas do São Francisco. Isso não é porque a Paraíba é melhor do que os outros Estados, é porque a Paraíba necessita mais. Hoje é o Estado que tem a menor disponibilidade hídrica do Brasil, com cerca de 200 metros cúbicos por habitante/ano. Então, é o Estado que mais está sofrendo com a seca”, pontuou.
 
Segundo Francisco Teixeira, a Paraíba vai ser beneficiada pelos eixos Leste, no Cariri do Estado, e Norte, no Sertão, existindo também a possibilidade de uma terceira vertente no Estado, que também receberia as águas do São Francisco no Vale do Piancó.
 
O projeto para essa terceira entrada, apresentado pelo governo do Estado ao Ministério da Integração Nacional, ainda está em fase de estudos, mas, segundo Francisco Teixeira, já tem recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
 
“Estamos elaborando o termo de referência para o estudo de viabilidade. O anteprojeto está lá no ministério para, em breve, a gente lançar os estudos e termos eles prontos até meados de 2015 para em 2016 lançar a obra dessa terceira entrada da Paraíba. O recurso para o projeto já está previsto no PAC”, explicou Francisco, reforçando que “com a terceira entrada no Alto Piancó a Paraíba poderá ter quase todos os municípios recebendo o reforço hídrico do São Francisco”.
 
Sobre o prazo de entrega das obras, que já sofreram vários atrasos, o ministro disse acreditar que elas serão entregues na época prevista pelo governo federal, no segundo semestre de 2015.
 
“Aqui no Eixo Leste estamos acelerando o processo, pressionando a empresa para colocar mais gente na obra. Já conseguimos resolver alguns detalhes que tinham de desapropriação, faltam só alguns pequenos detalhes do lado da Paraíba, mas já conseguimos abrir a frente no Estado, que é esse túnel, considerado a obra crítica do Eixo Leste. Esse túnel está sendo escavado em duas frentes. Ele é a obra limite, prevista para terminar em dezembro de 2015”, disse.
 

sábado, 4 de janeiro de 2014

Companhia prevê perfuração de 900 poços artesianos este ano na Paraíba

04/01/2014 09h48 - Atualizado em 04/01/2014 09h54 

CDRM tenta parceria como Governo Federal.
Órgão está contratando pessoal e adquirindo mais maquinário.
 
Do G1 PB
 
 
A perfuração e a instalação de 900 poços artesianos está sendo projetada pela Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais da Paraíba (CDRM) para este ano. No ano passado, o órgão perfurou 310 e em 2012, 195 poços em toda a Paraíba.
 
Para crescer tanto em quantidade, a CDRM afirma que novas equipes que estão sendo contratadas por meio de Processo Seletivo Simplificado e que haverá aquisição de novos maquinários.
 
Além disso, a companhia divulgou que já em janeiro, as quatro equipes de perfuração e as três de instalação vão acelerar os trabalhos. “Vamos atender as demandas do Vale do Piancó, Cariri, Seridó e demais regiões, dentro das prioridades, e assim contribuir com a oferta de água”, disse através de nota o diretor presidente da CDRM, Marcelo Sampaio Falcão. 
 
Segundo Falcão, para ampliar o número de poços, o Governo do Estado tenta uma parceria com o Governo Federal. "Com mais recursos, equipes e perfuratrizes, o órgão terá condições técnicas de perfurar em média 80 poços por mês", disse.
 
O processo seletivo simplificado para contratação de pessoal em caráter excepcional vai preencher 20 vagas na CDRM. Três dos contratados exercerão a função de operador de sonda; quatro serão auxiliar de sondagem; quatro vão atuar como auxiliar de serviço de campo; dois, como auxiliar de serviço de campo na área de alvenaria; quatro montadores, dois auxiliares de serviço mecânico e um engenheiro mecânico.
 
 
Fonte
 
 
 

domingo, 13 de outubro de 2013

Réu confesso: Vereador do Vale do Piancó promete presentear apresentador com Arribação, ave proibida pelo IBAMA

domingo, 13 de outubro de 2013


O vereador Rênio Macedo, presidente da Câmara Municipal de Santana dos Garrotes, ganhou destaque na imprensa estadual neste sábado (12) após ter feito uma participação ao vivo no programa "Vale em Debate" da Rádio Cidade FM de Piancó.

Em sua participação, Rênio prometeu presentear o comunicador do programa com uma Ave Arribação. A “oferta” prometida poderia ser um simples presente a um grande radialista, se não fosse o fato da ave ter sua caça proibida pelo IBAMA na região.

"Primeiramente, não estou ai presente por que eu estou viajando, estou aqui na cidade de Olho D'água, mas irei levar a você umas Arribação. Daqui a 15 dias entregarei em mãos". disse o vereador ao apresentador.

No Brasil, a caça da Arribação é crime ambiental, punido com multa de R$ 500,00 por unidade apreendida e o infrator pode ser condenado à prisão.

A frase do vereador foi percebida por poucas pessoas, mas chegou até o jornalista Luis Torres, um dos mais conhecidos da Paraíba, que fez texto sobre o assunto.

Veja abaixo na íntegra o texto publicado no blog do jornalista.

Réu confesso: vereador promete ave proibida para apresentador de programa

Não se sabe se foi por falta de informação, mas o presidente da Câmara Municipal de Santana dos Garrotes, Rênio Macedo, prometeu presentear um radialista com arribação, ave que tem sua caça proibida pelo Ibama na região.

Em uma participação por telefone, o parlamentar prometeu levar o ‘presente’ ao comunicador em quinze dias, já que estava de viagem. As declarações do Rênio Macedo foram feitas a Rádio Cidade de Piancó nesta semana.

A arribação é uma ave migratória autóctone do nordeste brasileiro. É a única espécie de pomba do mundo a pôr ovos e criar seus filhotes diretamente no chão, tornando-se mais susceptível à captura e ao abate, o que poderá colocar a espécie em situação de risco de extinção durante seu período reprodutivo caso não haja proteção dos pombais.

No Brasil, a caça da arribação é crime ambiental, punido com multa de R$ 500,00 por unidade apreendida e o infrator pode ser condenado à prisão.



OUÇA!



Fonte: catingueiraonline


 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Municípios fazem 'Dia D' contra a demora nas obras da transposição

Intenção dos protestos é cobrar celeridade no andamento dos trabalhos nos eixos Norte e Leste, que passam pela Paraíba.
 





Inconformados com o atraso nas obras da transposição das águas do Rio São Francisco, que pretende solucionar a falta de água em 54 municípios da Paraíba, a população de várias cidades do Sertão e Cariri do Estado, apoiados por organizações comunitárias e pela Igreja, vai promover na manhã de hoje o 'Dia D' de protestos contra a demora na conclusão dos serviços. A intenção é cobrar celeridade no andamento dos trabalhos nos eixos Norte e Leste, que passam pela Paraíba.
 
De acordo com o padre Djacy Brasileiro, pároco da Cidade de Pedra Lavrada, um dos municípios onde os cidadãos protestarão contra os atrasos nas obras, a intenção é mostrar para as autoridades que o povo continua esperando pelo andamento dos serviços, já que com os prejuízos trazidos pela última estiagem, a situação de milhares de famílias piorou bastante.
 
“Entramos em contato com várias cidades não só da região do Vale do Piancó, como também do Sertão e Cariri paraibanos, e vamos realizar uma passeata a partir das 10h. A concentração será em frente às paróquias das cidades, e nosso propósito é relembrar a necessidade da conclusão dessa obra para milhares de pessoas. Continuaremos cobrando das autoridades, porque os agricultores não irão suportar uma outra seca como esta última que ainda estamos enfrentando”, disse o padre.
 
A preocupação de padre Djacy reflete-se no resultado de um relatório organizado pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), divulgado no mês de novembro do ano passado.
 
Segundo o texto, dos dez lotes que compõe o eixo norte, quatro estavam paralisados, e apenas um havia sido concluído. Já o eixo sul, dos seis lotes que recebem as obras da transposição, dois estavam parados. Segundo acrescentou o padre Djacy Brasileiro, essas localidades estagnadas são justamente as que prejudicam o povo paraibano.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

'Cidade Expressa' debate mobilidade urbana em Campina Grande

29/05/2013 11h35 - Atualizado em 29/05/2013 18h15

Seminário acontecerá no dia 7 de junho, no Teatro da Facisa.
Região metropolitana de Campina Grande foi criada em 2009.
 
Do G1 PB
 
 
Vice-governador Rômulo Gouveia compareceu à abertura do 'Cidade Expressa' (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Vice-governador Rômulo Gouveia compareceu à abertura do
'Cidade Expressa' (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Uma solenidade de abertura nesta quarta-feira (29) marcou o início do seminário 'Cidade Expressa' em Campina Grande. O debate visa despertar a atenção para a mobilidade urbana e concretização da região metropolitana de Campina Grande. O evento acontece no próximo dia 7 de junho, no Teatro da Facisa.



O lançamento do seminário aconteceu na sede da Associação Comercial de Campina Grande (ACCG) e contou com a presença do vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia, do secretário de de Planejamento de Campina Grande, Marcio Caniello, do consultor em cooperativismo e desenvolvimento regional Rosalvo Meneses Filho e do superintendente da Rede Paraíba de Comunicação, Guilherme Lima, além da presença de empresários e pesquisadores do tema.

Para o vice-governador, a importância da região metropolitana e do debate em torno da mobilidade urbana passam pela própria preponderância de Campina Grande enquanto entreposto comercial da Paraíba. "É um esforço importante para a geração de emprego e renda. Fico muito feliz pelo compromisso firmado pela nossa cidade. O desenvolvimento da Paraíba passa muito por Campina Grande e precisamos descobrir novos ciclos para alavancar o crescimento da cidade", afirmou Rômulo Gouveia.
 
Segundo o superintendente da Rede Paraíba de Comunicação, Guilherme Lima, "será prestado todo apoio e adesão do grupo na divulgação das propostas. Campina Grande é uma cidade que precisa dessa discussão em torno da mobilidade". De acordo com o consultor da ACCG, Rosalvo Meneses Filho, é importante que a Região Metropolitana de Campina Grande, criada através da Lei Complementar 92/2009, saia do papel. "Precisamos que se torne instrumento de ação, pensando os problemas que já se acumulam para resolver em um futuro próximo", alegou.
 
O secretário de Planejamento de Campina Grande, Marcio Caniello, afirmou que a Prefeitura vem tomando medidas que possam ajudar a sanar os problemas de mobilidade e implementar definitivamente a Região Metropolitana. "Queremos parabenizar a iniciativa. Precisamos discutir planos para que o crescimento de Campina Grande não se transforme em transtorno", disse.
 
No próximo dia 7 de junho, a programação contará, dentre os vários debates, com a palestra do ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro, o pernambucano doutor em engenharia do transporte Osvaldo Lima Neto, o potiguar doutor em arquitetura Ruskin Freitas, o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Helvio Polito Lopes Filho, o vice-presidente do Fórum Nacional das Regiões Metropolitanas, Luciano Pinto, e o secretário de Planejamento da Paraíba, Gustavo Nogueira.

A Paraíba tem 11 regiões metropolitanas regulamentadas por leis: Araruna, Cajazeiras, Esperança, Itabaiana, Guarabira, Vale do Piancó, Sousa, Mamanguape, Patos, João Pessoa e Campina Grande.
 
Seminário Cidade Expressa
Data: sexta-feira (7)
Horário: 8h
Local: Teatro da Facisa

Fonte

 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Fim de tarde com muita chuva no Vale do Piancó após meses de estiagem: Internautas comemoraram a mudança de clima. Confira!


Após meses de estiagem no Sertão da Paraíba, pelo menos no Vale do Piancó entrou a noite desta sexta-feira (04) com muita chuva e a sensação térmica em 24°C. Conforme informação de um viajante, durante um percurso que ele fez no trecho que liga a cidade de Patos a Conceição, choveu bastante.

Na cidade de Diamante, a população foi surpreendida com a chuva forte repentina. Choveu por quase uma hora. De acordo com o agricultor Luis Pereira o clima vem mudando nos últimos dias, fazendo com que a esperança de dias melhores chegue mais perto.
 
Click para ampliar

Os internautas comemoraram a mudança de clima postando mensagens em suas paginas, nas redes sociais. A chuva já serviu de esperança para os moradores que sofrem com a estiagem desde o ano passado.

Para as próximas semanas os meteorologistas preferem adotar a cautela no que se refere a aguardar que o fenômeno se repita.

De acordo com Carmem Becker, as previsões da Aesa apontaram que até o final do mês de março as chuvas devem aparecer, mas de forma muito irregular. Segundo ela apontou, essas precipitações são referentes a uma época denominada de pré-estação, que nas áreas do Cariri e Sertão indicam chuvas bastante irregulares e esparsas.

DiamanteOnline
 
 
 

domingo, 11 de novembro de 2012

Na Paraíba, 70% da população vive em situação de emergência por causa da seca

11/11/2012 - 10:40 

Famílias caminham 5 km para buscar água em jumentos. Governador pede ajuda à União para minimizar efeitos da seca


A seca prolongada já afeta 2,3 milhões de paraibanos, cerca de 70% da população em 198 dos 223 municípios do Estado. São famílias que enfrentam os efeitos da estiagem, como a fome, a sede e a perda do rebanho, há mais de três meses. Os 122 açudes monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) já perderam 2,1 bilhões de metros cúbicos de água - a capacidade total é de 3,9 bilhões. As cidades mais prejudicadas são Triunfo, no Alto Sertão, e Cabaceiras, na região do Cariri, onde já falta água há um mês.

"Nos próximos 180 dias, vamos continuar com os carros-pipa, a recuperação de 486 poços e fornecimento de ração", afirma o secretário estadual de Infraestrutura, Efraim Morais, que coordena o Comitê Integrado de Enfrentamento à Estiagem. "A situação é crítica. Começamos a perder a água dos mananciais e fica cada vez mais distante buscar e distribuir. Doze cidades já racionam água para evitar o colapso", diz.

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, prorrogou na terça-feira passada os decretos de situação de emergência de 170 cidades por mais 180 dias. As outras 28 cidades terão os decretos prorrogados no dia 26 deste mês. Segundo Morais, o governo já pediu mais R$ 32 milhões para mais 180 dias de estiagem ao governo federal, além dos R$ 10 milhões já liberados para os últimos 90 dias de seca.

Em Pedra Branca, a 480 km de João Pessoa, famílias caminham mais de 5 km para buscar água com jumentos. A cidade tem apenas 4 mil habitantes e fica no Vale do Piancó, no Polígono da Seca, formado por 23 municípios.

O agricultor Sebastião Silva já perdeu as cabras que tinha e é um dos que usam o jumento. "É uma situação difícil, não temos ajuda", reclama.

Fé e protesto. O padre da cidade, Djacy Brasileiro, tem celebrado missas de protesto dentro de barragens para alertar sobre a situação crítica. "Vi muito gado morrer e muita gente desesperada. A situação é dramática e existe morosidade por parte dos governos", diz o sacerdote.

No total, 684 carros-pipa abastecem áreas urbanas e rurais na Paraíba - 239 são do Estado e 445 do Exército. De acordo com o governo, a Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais (CDRM) perfurou neste ano 169 poços. A Companhia de Água e Esgotos precisou racionar a oferta de água em 15 cidades e nove distritos.

O Programa Nacional de Agricultura Familiar liberou R$ 18 milhões para o Estado. Segundo a Secretaria Executiva de Agricultura Familiar, o dinheiro já foi repassado aos produtores.

Prejuízo. A perda chega a 40% do rebanho animal e a 90% da safra agrícola, de acordo com o governo. A falta de chuva afeta cerca de 60 mil produtores e causa prejuízos. Alimentos e água tiveram quase 50% de aumento nas áreas de seca.
Estadão

Fonte

sábado, 3 de novembro de 2012

Cooperar apoia produção agroecológica em Conceição

03/11/12 - 12:08

Investimentos iniciais para irrigação de lavouras somam R$ 60 mil

 

Na comunidade Cacimba Nova, em Conceição, Sertão paraibano, a agroecologia é a palavra de ordem para os produtores  rurais. As famílias produzem tomate, cebola, batata doce, cenoura, feijão, dentre outros produtos. A água para irrigação é captada no açude Videl, um manancial construído nos anos 1980 e que modificou a realidade da comunidade. Em plena seca dos anos 1990, os agricultores de Cacimba Nova exportavam toneladas de cenoura para o Estado do Paraná.

A produção agrícola naquela comunidade recebeu recentemente novo impulso por meio de apoio do Projeto Cooperar. Os investimentos iniciais para irrigação de lavouras somam R$ 60 mil. Com a orientação de técnicos do Cooperar, as famílias de produtores rurais estão implantando técnicas alternativas de agroecologia, bem como práticas de conservação do solo.

O presidente da Associação Comunitária Cacimba Nova, João Costa, destacou que a produtividade está recebendo um forte impulso via a ajuda financeira do Cooperar e do Banco Mundial. “O Governo do Estado tem sido exemplar no aspecto da produtividade e nós queremos mais produção e, acima de tudo, ajudar a desenvolver o Sertão tão sofrido”, declarou.

João Costa, esposa, filhos e demais famílias da comunidade buscam com os benefícios trabalhar sempre com a agroecologia, tendo o devido acompanhamento de técnicos da Emater, do Cooperar. “Vou fazer um projeto bem maior, de expansão, e por em prática tudo o que nos foi ensinado para convivermos melhor com a natureza”, acrescentou.

Produção – Os principais produtos de Cacimba Nova são tomate, batata doce e cenoura, porém, as famílias também plantam melancia, pimentão, feijão e abóbora. Em determinadas safras, a comunidade chega a produzir cerca de 30 toneladas de tomate e batata por hectare. A produção é vendida para os mercados de Cajazeiras, Patos, Campina Grande e Serra Talhada (PE). “O Nordeste tem solução e Cacimba Nova, com seu projeto de irrigação e o apoio do Cooperar, está dando exemplo de como se faz desenvolvimento rural sustentável”, afirmou João Costa. De forma direta, a associação é composta por 12 famílias.

Por meio da contribuição do Cooperar, jovens da região que precisaram partir para o Sudeste do país já estão retornando às suas famílias para atuar na agricultura irrigada. Agora, com gerenciamento adequado para gerar maior lucratividade e até criar renda para outras famílias.

O coordenador geral do Projeto Cooperar, Roberto Vital, e o representante do Banco Mundial, Eduard Bresnyan, visitaram na semana passada a comunidade Cacimba Nova e avaliaram que a experiência daquelas famílias de fato é promissora, por isso é referência na região e deve ser exemplo em todo o Vale do Piancó. “O Cooperar atendeu a demanda da comunidade porque observou que havia potencial, a partir de um pequeno investimento, para começar o processo educativo de produção de agroecologia”, afirmou Roberto Vital. 

Eduardo Bresnyan avaliou que a comunidade realiza um desenvolvimento integrado. “Organizados, os agricultores enfrentam os desafios da seca no Sertão e isto é modelo para outras cidades”, observou. 

A agricultora Vera Lúcia Costa é uma das mulheres de Cacimba Nova que no dia-a-dia trabalha na roça dividindo as tarefas com os homens. Selma Leite Costa, professora de Biologia e esposa do presidente João Costa, tem transferido seus conhecimentos na área ambiental aos agricultores familiares. “Nós queremos ter um ambiente saudável, devolvendo à natureza tudo o que ela nos deu. É um compromisso nosso”, disse.

Sônia Maria Alves Dantas Dias é facilitadora do método ITOG – Investimento, Tecnologia, Organização e Gestão. Por meio de uma ONG, ela presta consultoria ao Cooperar. A bióloga ensina os beneficiários do Cooperar a serem bem sucedidos a partir de um plano de ação.

Da Redação (com Assessoria)
WSCOM Online


 Fonte

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Seca provoca cenário desolador no sertão da Paraíba

30/10/2012 06h54 - Atualizado em 30/10/2012 07h00
 
Os animais estão morrendo de fome e os criadores têm pouco o que fazer.
Muitos buscam alternativas para não perder mais animais.


Do Globo Rural
  


A falta de chuva secou açudes, prejudicou lavouras, transformou a paisagem. Na propriedade de José Neto, em Pedra Branca, no sertão do estado, a vegetação que servia de alimento para o gado, secou. Sem ter como sustentar os animais, ele tentou vender o rebanho de 30 cabeças, mas só conseguiu negociar os animais que estavam em melhor estado.
Os que restaram, procuram tirar dali mesmo algum alimento, sem sucesso. O criador diz nunca ter sentido de maneira tão severa os efeitos de uma seca. “É muito triste ver um animal com fome e não ter condições de salvá-lo”.
A maioria dos pequenos criadores da região vive situação semelhante na região do Vale do Piancó. Por causa disso, é comum ver cenas de verdadeiros cemitérios de animais a céu aberto.
Às margens da rodovia, dezenas de animais mortos estão espalhados pelo caminho. Para conseguir andar é preciso desviar de ossos e carcaças que restaram.
Para não perder mais nenhum animal, Daniel Carvalho, de 61 anos, luta para manter o resto do rebanho. Ele começa bem cedo, prepara a carroça e saí em busca de mandacarú, uma planta típica do semiárido nordestino e resistente à seca. Na propriedade, ele queima os espinhos e tritura, depois mistura com farelo de galhos secos e serve para os animais. O rebanho magro e faminto não perde tempo.
Sem a principal fonte de renda, os criadores estão sobrevivendo do Bolsa-Família, benefício do Governo Federal.
Preocupado com a situação dos moradores da zona rural, o padre do município, Djacir Brasileiro, teve a ideia de publicar fotos e relatos na internet. Ele pretende chamar atenção para o drama vivido pelos sertanejos.
  


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Vale do Piancó também receberá águas do São Francisco

Cidades | Em 25/07/12 às 09h48, atualizado em 25/07/12 às 09h54 | Por Da Redação, com Assessoria de Comunicação

Uma adutora de 26,5 quilômetros de extensão vai beneficiar a população do Vale do Piancó com águas da transposição do rio São Francisco.

Uma adutora de 26,5 quilômetros de extensão vai beneficiar a população do Vale do Piancó com águas da transposição do rio São Francisco. O pleito antigo da região para tornar o rio Piancó perene vai se tornar realidade graças à aprovação do projeto técnico encaminhado pelo Governo do Estado ao Ministério da Integração Nacional para a chegada das águas no município de Conceição.

Os estudos foram aprovados por unanimidade pelo Conselho Gestor do São Francisco, que envolve os quatro estados que receberão as águas (Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba), além do Ministério da Integração Nacional; Ministério das Minas e Energia, Casa Civil da Presidência da República, Agência Nacional das Águas, dentre outros órgãos.

O secretário dos Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, João Azevedo, explicou que a adutora será implantada desde o eixo Norte da transposição até a Barragem Condado, no Município de Conceição. "Estamos agora na fase de detalhamento do projeto para que em 2013 a gente tente incluir como obra prioritária do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, destacou o secretário, acrescentando que a adutora vai permitir que a água do São Francisco seja melhor distribuída na Paraíba.

As outras três entradas das águas do Rio São Francisco na Paraíba são por Monteiro, via barragem Porções, (eixo Leste) e São José das Espinharas (eixo Norte), esse eixo com duas entradas, uma na barragem Engenheiro Avidos e outra na Lagoa do Arroz. O Governo federal retomou em Pernambuco no mês de abril as obras do lote 12 que vão atingir Monteiro, com previsão de chegada das águas até o final de 2014.

Fonte