As notícias reproduzidas pelo blog Meio Ambiente da Paraíba têm o objetivo de oferecer um panorama do que é publicado diariamente sobre o meio ambiente da Paraíba e não representam o posicionamento dos compiladores. Organizações e pessoas citadas nessas matérias que considerem seu conteúdo prejudicial podem enviar notas de correção ou contra-argumentação para serem publicadas em espaço similar e com o mesmo destaque das notícias anteriormente veiculadas.
Obras em Monteiro fazem parte do Eixo Leste da transposição e, segundo o ministro, devem ser concluídas no final do próximo ano.
Déborah Souza Adalberto MarquesSegundo Francisco Teixeira, a Paraíba vai ser beneficiada pelos eixos Leste, no Cariri do Estado, e Norte, no Sertão
O ministro da Integração Nacional, Francisco
Teixeira, visitou ontem as obras da tranposição das águas do rio São
Francisco na cidade de Monteiro, Cariri paraibano, e disse que
praticamente 100% do Estado será beneficiado com as águas da
transposição.
As obras de Monteiro, que fazem parte do Eixo Leste, foram iniciadas
este mês e, segundo o ministro, devem ser concluídas no final do próximo
ano. No local está sendo construído um túnel com três quilômetros de
extensão que trará as águas do São Francisco do Estado de Pernambuco
para a Paraíba.
“Praticamente 100% do Estado poderá ser atendido pelas águas do São
Francisco. Isso não é porque a Paraíba é melhor do que os outros
Estados, é porque a Paraíba necessita mais. Hoje é o Estado que tem a
menor disponibilidade hídrica do Brasil, com cerca de 200 metros cúbicos
por habitante/ano. Então, é o Estado que mais está sofrendo com a
seca”, pontuou.
Segundo Francisco Teixeira, a Paraíba vai ser beneficiada pelos eixos
Leste, no Cariri do Estado, e Norte, no Sertão, existindo também a
possibilidade de uma terceira vertente no Estado, que também receberia
as águas do São Francisco no Vale do Piancó.
O projeto para essa terceira entrada, apresentado pelo governo do
Estado ao Ministério da Integração Nacional, ainda está em fase de
estudos, mas, segundo Francisco Teixeira, já tem recursos previstos no
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
“Estamos elaborando o termo de referência para o estudo de
viabilidade. O anteprojeto está lá no ministério para, em breve, a gente
lançar os estudos e termos eles prontos até meados de 2015 para em
2016 lançar a obra dessa terceira entrada da Paraíba. O recurso para o
projeto já está previsto no PAC”, explicou Francisco, reforçando que
“com a terceira entrada no Alto Piancó a Paraíba poderá ter quase todos
os municípios recebendo o reforço hídrico do São Francisco”.
Sobre o prazo de entrega das obras, que já sofreram vários atrasos, o
ministro disse acreditar que elas serão entregues na época prevista
pelo governo federal, no segundo semestre de 2015.
“Aqui no Eixo Leste estamos acelerando o processo, pressionando a
empresa para colocar mais gente na obra. Já conseguimos resolver alguns
detalhes que tinham de desapropriação, faltam só alguns pequenos
detalhes do lado da Paraíba, mas já conseguimos abrir a frente no
Estado, que é esse túnel, considerado a obra crítica do Eixo Leste. Esse
túnel está sendo escavado em duas frentes. Ele é a obra limite,
prevista para terminar em dezembro de 2015”, disse.
Órgão está contratando pessoal e adquirindo mais maquinário.
Do G1 PB
A perfuração e a instalação de 900 poços artesianos está sendo
projetada pela Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais da
Paraíba (CDRM) para este ano. No ano passado, o órgão perfurou 310 e em
2012, 195 poços em toda a Paraíba.
Para crescer tanto em quantidade, a CDRM afirma que novas equipes que
estão sendo contratadas por meio de Processo Seletivo Simplificado e que
haverá aquisição de novos maquinários.
Além disso, a companhia divulgou que já em janeiro, as quatro equipes
de perfuração e as três de instalação vão acelerar os trabalhos. “Vamos
atender as demandas do Vale do Piancó, Cariri, Seridó e demais regiões,
dentro das prioridades, e assim contribuir com a oferta de água”, disse
através de nota o diretor presidente da CDRM, Marcelo Sampaio Falcão.
Segundo Falcão, para ampliar o número de poços, o Governo do Estado
tenta uma parceria com o Governo Federal. "Com mais recursos, equipes e
perfuratrizes, o órgão terá condições técnicas de perfurar em média 80
poços por mês", disse.
O processo seletivo simplificado para contratação de pessoal em caráter
excepcional vai preencher 20 vagas na CDRM. Três dos contratados
exercerão a função de operador de sonda; quatro serão auxiliar de
sondagem; quatro vão atuar como auxiliar de serviço de campo; dois, como
auxiliar de serviço de campo na área de alvenaria; quatro montadores,
dois auxiliares de serviço mecânico e um engenheiro mecânico.
O
vereador Rênio Macedo, presidente da Câmara Municipal de Santana dos
Garrotes, ganhou destaque na imprensa estadual neste sábado (12) após ter feito uma participação ao vivo no programa "Vale em Debate" da Rádio Cidade FM de Piancó.
Em sua participação, Rênio prometeu presentear o comunicador do programa
com uma Ave Arribação. A “oferta” prometida poderia ser um simples
presente a um grande radialista, se não fosse o fato da ave ter sua caça
proibida pelo IBAMA na região.
"Primeiramente, não estou ai presente por que eu estou viajando, estou
aqui na cidade de Olho D'água, mas irei levar a você umas Arribação.
Daqui a 15 dias entregarei em mãos". disse o vereador ao apresentador.
No Brasil, a caça da Arribação é crime ambiental, punido com multa de R$ 500,00 por unidade apreendida e o infrator pode ser condenado à prisão.
A frase do vereador foi percebida por poucas pessoas, mas chegou até o
jornalista Luis Torres, um dos mais conhecidos da Paraíba, que fez texto
sobre o assunto.
Veja abaixo na íntegra o texto publicado no blog do jornalista.
Réu confesso: vereador promete ave proibida para apresentador de programa
Não se sabe se foi por falta de informação, mas o presidente da Câmara
Municipal de Santana dos Garrotes, Rênio Macedo, prometeu presentear um
radialista com arribação, ave que tem sua caça proibida pelo Ibama na
região.
Em uma participação por telefone, o parlamentar prometeu levar o
‘presente’ ao comunicador em quinze dias, já que estava de viagem. As
declarações do Rênio Macedo foram feitas a Rádio Cidade de Piancó nesta
semana.
A arribação é uma ave migratória autóctone do nordeste brasileiro. É a
única espécie de pomba do mundo a pôr ovos e criar seus filhotes
diretamente no chão, tornando-se mais susceptível à captura e ao abate, o
que poderá colocar a espécie em situação de risco de extinção durante
seu período reprodutivo caso não haja proteção dos pombais.
No Brasil, a caça da arribação é crime ambiental, punido com multa de R$
500,00 por unidade apreendida e o infrator pode ser condenado à prisão.
Intenção dos protestos é cobrar celeridade no andamento dos trabalhos nos eixos Norte e Leste, que passam pela Paraíba.
Givaldo Cavalcanti
Inconformados com o atraso nas obras da transposição das águas do Rio
São Francisco, que pretende solucionar a falta de água em 54 municípios
da Paraíba, a população de várias cidades do Sertão e Cariri do Estado,
apoiados por organizações comunitárias e pela Igreja, vai promover na
manhã de hoje o 'Dia D' de protestos contra a demora na conclusão dos
serviços. A intenção é cobrar celeridade no andamento dos trabalhos nos
eixos Norte e Leste, que passam pela Paraíba.
De acordo com o padre Djacy Brasileiro, pároco da Cidade de Pedra
Lavrada, um dos municípios onde os cidadãos protestarão contra os
atrasos nas obras, a intenção é mostrar para as autoridades que o povo
continua esperando pelo andamento dos serviços, já que com os prejuízos
trazidos pela última estiagem, a situação de milhares de famílias piorou
bastante.
“Entramos em contato com várias cidades não só da região do Vale do
Piancó, como também do Sertão e Cariri paraibanos, e vamos realizar uma
passeata a partir das 10h. A concentração será em frente às paróquias
das cidades, e nosso propósito é relembrar a necessidade da conclusão
dessa obra para milhares de pessoas. Continuaremos cobrando das
autoridades, porque os agricultores não irão suportar uma outra seca
como esta última que ainda estamos enfrentando”, disse o padre.
A preocupação de padre Djacy reflete-se no resultado de um relatório
organizado pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), divulgado no
mês de novembro do ano passado.
Segundo o texto, dos dez lotes que compõe o eixo norte, quatro
estavam paralisados, e apenas um havia sido concluído. Já o eixo sul,
dos seis lotes que recebem as obras da transposição, dois estavam
parados. Segundo acrescentou o padre Djacy Brasileiro, essas localidades
estagnadas são justamente as que prejudicam o povo paraibano.
Seminário acontecerá no dia 7 de junho, no Teatro da Facisa. Região metropolitana de Campina Grande foi criada em 2009.
Do G1 PB
Vice-governador Rômulo Gouveia compareceu à abertura do 'Cidade Expressa' (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Uma solenidade de abertura nesta quarta-feira (29) marcou o início do seminário 'Cidade Expressa' em Campina Grande.
O debate visa despertar a atenção para a mobilidade urbana e
concretização da região metropolitana de Campina Grande. O evento
acontece no próximo dia 7 de junho, no Teatro da Facisa.
O lançamento do seminário aconteceu na sede da Associação Comercial de
Campina Grande (ACCG) e contou com a presença do vice-governador da
Paraíba, Rômulo Gouveia, do secretário de de Planejamento de Campina
Grande, Marcio Caniello, do consultor em cooperativismo e
desenvolvimento regional Rosalvo Meneses Filho e do superintendente da
Rede Paraíba de Comunicação, Guilherme Lima, além da presença de
empresários e pesquisadores do tema.
Para o vice-governador, a importância da região metropolitana e do
debate em torno da mobilidade urbana passam pela própria preponderância
de Campina Grande enquanto entreposto comercial da Paraíba. "É um
esforço importante para a geração de emprego e renda. Fico muito feliz
pelo compromisso firmado pela nossa cidade. O desenvolvimento da Paraíba
passa muito por Campina Grande e precisamos descobrir novos ciclos para
alavancar o crescimento da cidade", afirmou Rômulo Gouveia.
Segundo o superintendente da Rede Paraíba de Comunicação, Guilherme
Lima, "será prestado todo apoio e adesão do grupo na divulgação das
propostas. Campina Grande é uma cidade que precisa dessa discussão em
torno da mobilidade". De acordo com o consultor da ACCG, Rosalvo Meneses
Filho, é importante que a Região Metropolitana de Campina Grande,
criada através da Lei Complementar 92/2009, saia do papel. "Precisamos
que se torne instrumento de ação, pensando os problemas que já se
acumulam para resolver em um futuro próximo", alegou.
O secretário de Planejamento de Campina Grande, Marcio Caniello,
afirmou que a Prefeitura vem tomando medidas que possam ajudar a sanar
os problemas de mobilidade e implementar definitivamente a Região
Metropolitana. "Queremos parabenizar a iniciativa. Precisamos discutir
planos para que o crescimento de Campina Grande não se transforme em
transtorno", disse.
No próximo dia 7 de junho, a programação contará, dentre os vários
debates, com a palestra do ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro, o
pernambucano doutor em engenharia do transporte Osvaldo Lima Neto, o
potiguar doutor em arquitetura Ruskin Freitas, o secretário de Meio
Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Helvio Polito Lopes Filho, o
vice-presidente do Fórum Nacional das Regiões Metropolitanas, Luciano
Pinto, e o secretário de Planejamento da Paraíba, Gustavo Nogueira.
A Paraíba tem 11 regiões metropolitanas regulamentadas por leis: Araruna, Cajazeiras, Esperança, Itabaiana, Guarabira, Vale do Piancó, Sousa, Mamanguape, Patos, João Pessoa e Campina Grande.
Seminário Cidade Expressa
Data: sexta-feira (7)
Horário: 8h
Local: Teatro da Facisa
Após meses de estiagem
no Sertão da Paraíba, pelo menos no Vale do Piancó entrou a noite desta
sexta-feira (04) com muita chuva e a sensação térmica em 24°C. Conforme
informação de um viajante, durante um percurso que ele fez no trecho que
liga a cidade de Patos a Conceição, choveu bastante.
Na cidade de Diamante, a
população foi surpreendida com a chuva forte repentina. Choveu por
quase uma hora. De acordo com o agricultor Luis Pereira o clima vem
mudando nos últimos dias, fazendo com que a esperança de dias melhores
chegue mais perto.
Click para ampliar
Os internautas
comemoraram a mudança de clima postando mensagens em suas paginas, nas
redes sociais. A chuva já serviu de esperança para os moradores que
sofrem com a estiagem desde o ano passado.
Para as próximas semanas os meteorologistas preferem adotar a cautela no que se refere a aguardar que o fenômeno se repita.
De acordo com Carmem
Becker, as previsões da Aesa apontaram que até o final do mês de março
as chuvas devem aparecer, mas de forma muito irregular. Segundo ela
apontou, essas precipitações são referentes a uma época denominada de
pré-estação, que nas áreas do Cariri e Sertão indicam chuvas bastante
irregulares e esparsas.
Famílias caminham 5 km para buscar água em jumentos. Governador pede ajuda à União para minimizar efeitos da seca
A seca prolongada já afeta 2,3 milhões de
paraibanos, cerca de 70% da população em 198 dos 223 municípios do
Estado. São famílias que enfrentam os efeitos da estiagem, como a fome, a
sede e a perda do rebanho,
há mais de três meses. Os 122 açudes monitorados pela Agência Executiva
de Gestão das Águas (Aesa) já perderam 2,1 bilhões de metros cúbicos de
água - a capacidade total é de 3,9 bilhões. As cidades mais
prejudicadas são Triunfo, no Alto Sertão, e Cabaceiras, na região do
Cariri, onde já falta água há um mês.
"Nos próximos 180 dias, vamos continuar com os carros-pipa,
a recuperação de 486 poços e fornecimento de ração", afirma o
secretário estadual de Infraestrutura, Efraim Morais, que coordena o
Comitê Integrado de Enfrentamento à Estiagem. "A situação é crítica.
Começamos a perder a água dos mananciais e fica cada vez mais distante
buscar e distribuir. Doze cidades já racionam água para evitar o colapso", diz.
O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, prorrogou na terça-feira
passada os decretos de situação de emergência de 170 cidades por mais
180 dias. As outras 28 cidades terão os decretos prorrogados no dia 26
deste mês. Segundo Morais, o governo já pediu mais R$ 32 milhões para
mais 180 dias de estiagem ao governo federal, além dos R$ 10 milhões já
liberados para os últimos 90 dias de seca.
Em Pedra Branca, a 480 km de João Pessoa, famílias caminham mais de 5 km para buscar água com jumentos. A cidade tem apenas 4 mil habitantes e fica no Vale do Piancó, no Polígono da Seca, formado por 23 municípios.
O agricultor Sebastião Silva já perdeu as cabras que tinha e é um dos
que usam o jumento. "É uma situação difícil, não temos ajuda", reclama.
Fé e protesto. O padre da cidade, Djacy Brasileiro, tem celebrado
missas de protesto dentro de barragens para alertar sobre a situação
crítica. "Vi muito gado morrer e muita gente desesperada. A situação é
dramática e existe morosidade por parte dos governos", diz o sacerdote.
No total, 684 carros-pipa abastecem áreas urbanas e rurais na Paraíba
- 239 são do Estado e 445 do Exército. De acordo com o governo, a
Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais (CDRM) perfurou neste
ano 169 poços. A Companhia de Água e Esgotos precisou racionar a oferta
de água em 15 cidades e nove distritos.
O Programa Nacional de Agricultura Familiar liberou R$ 18 milhões
para o Estado. Segundo a Secretaria Executiva de Agricultura Familiar, o
dinheiro já foi repassado aos produtores.
Prejuízo. A perda chega a 40% do rebanho animal e a 90% da safra
agrícola, de acordo com o governo. A falta de chuva afeta cerca de 60
mil produtores e causa prejuízos. Alimentos e água tiveram quase 50% de
aumento nas áreas de seca.
Investimentos iniciais para irrigação de lavouras somam R$ 60 mil
Na comunidade Cacimba Nova, em Conceição, Sertão paraibano, a agroecologia é a palavra de ordem para os produtores rurais. As famílias produzem tomate, cebola, batata doce, cenoura,
feijão, dentre outros produtos. A água para irrigação é captada no açude
Videl, um manancial construído nos anos 1980 e que modificou a
realidade da comunidade. Em plena seca dos anos 1990, os agricultores de
Cacimba Nova exportavam toneladas de cenoura para o Estado do Paraná.
A produção agrícola naquela comunidade recebeu recentemente novo impulso por meio de apoio do Projeto Cooperar. Os investimentos
iniciais para irrigação de lavouras somam R$ 60 mil. Com a orientação
de técnicos do Cooperar, as famílias de produtores rurais estão
implantando técnicas alternativas de agroecologia, bem como práticas de
conservação do solo.
O presidente da Associação Comunitária Cacimba Nova, João Costa, destacou que a produtividade
está recebendo um forte impulso via a ajuda financeira do Cooperar e do
Banco Mundial. “O Governo do Estado tem sido exemplar no aspecto da
produtividade e nós queremos mais produção e, acima de tudo, ajudar a
desenvolver o Sertão tão sofrido”, declarou.
João Costa, esposa, filhos e demais famílias da comunidade buscam com
os benefícios trabalhar sempre com a agroecologia, tendo o devido
acompanhamento de técnicos da Emater, do Cooperar. “Vou fazer um
projeto bem maior, de expansão, e por em prática tudo o que nos foi
ensinado para convivermos melhor com a natureza”, acrescentou.
Produção – Os principais produtos de Cacimba Nova
são tomate, batata doce e cenoura, porém, as famílias também plantam
melancia, pimentão, feijão e abóbora. Em determinadas safras, a
comunidade chega a produzir cerca de 30 toneladas de tomate e batata por
hectare. A produção é vendida para os mercados de Cajazeiras, Patos,
Campina Grande e Serra Talhada (PE). “O Nordeste tem solução e Cacimba
Nova, com seu projeto de irrigação e o apoio do Cooperar, está dando
exemplo de como se faz desenvolvimento rural sustentável”, afirmou João
Costa. De forma direta, a associação é composta por 12 famílias.
Por meio da contribuição do Cooperar, jovens da região que precisaram
partir para o Sudeste do país já estão retornando às suas famílias para
atuar na agricultura irrigada. Agora, com gerenciamento adequado para
gerar maior lucratividade e até criar renda para outras famílias.
O coordenador geral do Projeto Cooperar, Roberto Vital, e o
representante do Banco Mundial, Eduard Bresnyan, visitaram na semana
passada a comunidade Cacimba Nova e avaliaram que a experiência daquelas
famílias de fato é promissora, por isso é referência na região e deve
ser exemplo em todo o Vale do Piancó. “O Cooperar atendeu a demanda da
comunidade porque observou que havia potencial, a partir de um pequeno investimento, para começar o processo educativo de produção de agroecologia”, afirmou Roberto Vital.
Eduardo Bresnyan avaliou que a comunidade realiza um desenvolvimento
integrado. “Organizados, os agricultores enfrentam os desafios da seca
no Sertão e isto é modelo para outras cidades”, observou.
A agricultora Vera Lúcia Costa é uma das mulheres de Cacimba Nova que
no dia-a-dia trabalha na roça dividindo as tarefas com os homens. Selma
Leite Costa, professora de Biologia e esposa do presidente João Costa,
tem transferido seus conhecimentos na área ambiental aos agricultores
familiares. “Nós queremos ter um ambiente saudável, devolvendo à
natureza tudo o que ela nos deu. É um compromisso nosso”, disse.
Sônia Maria Alves Dantas Dias é facilitadora do método ITOG –
Investimento, Tecnologia, Organização e Gestão. Por meio de uma ONG, ela
presta consultoria ao Cooperar. A bióloga ensina os beneficiários do
Cooperar a serem bem sucedidos a partir de um plano de ação.
Os animais estão morrendo de fome e os criadores têm pouco o que fazer. Muitos buscam alternativas para não perder mais animais.
Do Globo Rural
A falta de chuva secou açudes, prejudicou lavouras, transformou a
paisagem. Na propriedade de José Neto, em Pedra Branca, no sertão do
estado, a vegetação que servia de alimento para o gado, secou. Sem ter
como sustentar os animais, ele tentou vender o rebanho de 30 cabeças,
mas só conseguiu negociar os animais que estavam em melhor estado.
Os que restaram, procuram tirar dali mesmo algum alimento, sem sucesso.
O criador diz nunca ter sentido de maneira tão severa os efeitos de uma
seca. “É muito triste ver um animal com fome e não ter condições de
salvá-lo”.
A maioria dos pequenos criadores da região vive situação semelhante na
região do Vale do Piancó. Por causa disso, é comum ver cenas de
verdadeiros cemitérios de animais a céu aberto.
Às margens da rodovia, dezenas de animais mortos estão espalhados pelo
caminho. Para conseguir andar é preciso desviar de ossos e carcaças que
restaram.
Para não perder mais nenhum animal, Daniel Carvalho, de 61 anos, luta
para manter o resto do rebanho. Ele começa bem cedo, prepara a carroça e
saí em busca de mandacarú, uma planta típica do semiárido nordestino e
resistente à seca. Na propriedade, ele queima os espinhos e tritura,
depois mistura com farelo de galhos secos e serve para os animais. O
rebanho magro e faminto não perde tempo.
Sem a principal fonte de renda, os criadores estão sobrevivendo do Bolsa-Família, benefício do Governo Federal.
Preocupado com a situação dos moradores da zona rural, o padre do
município, Djacir Brasileiro, teve a ideia de publicar fotos e relatos
na internet. Ele pretende chamar atenção para o drama vivido pelos
sertanejos.
Cidades | Em 25/07/12 às 09h48, atualizado em 25/07/12 às 09h54 | Por Da Redação, com Assessoria de Comunicação
Uma
adutora de 26,5 quilômetros de extensão vai beneficiar a população do
Vale do Piancó com águas da transposição do rio São Francisco.
Uma
adutora de 26,5 quilômetros de extensão vai beneficiar a população do
Vale do Piancó com águas da transposição do rio São Francisco. O pleito
antigo da região para tornar o rio Piancó perene vai se tornar realidade
graças à aprovação do projeto técnico encaminhado pelo Governo do
Estado ao Ministério da Integração Nacional para a chegada das águas no
município de Conceição.
Os estudos foram aprovados por
unanimidade pelo Conselho Gestor do São Francisco, que envolve os quatro
estados que receberão as águas (Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e
Paraíba), além do Ministério da Integração Nacional; Ministério das
Minas e Energia, Casa Civil da Presidência da República, Agência
Nacional das Águas, dentre outros órgãos.
O secretário dos
Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, João Azevedo,
explicou que a adutora será implantada desde o eixo Norte da
transposição até a Barragem Condado, no Município de Conceição. "Estamos
agora na fase de detalhamento do projeto para que em 2013 a gente tente
incluir como obra prioritária do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC)”, destacou o secretário, acrescentando que a adutora vai permitir
que a água do São Francisco seja melhor distribuída na Paraíba.
As
outras três entradas das águas do Rio São Francisco na Paraíba são por
Monteiro, via barragem Porções, (eixo Leste) e São José das Espinharas
(eixo Norte), esse eixo com duas entradas, uma na barragem Engenheiro
Avidos e outra na Lagoa do Arroz. O Governo federal retomou em
Pernambuco no mês de abril as obras do lote 12 que vão atingir Monteiro,
com previsão de chegada das águas até o final de 2014.