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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Ações da Emater são destaque no Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016 - 09:28
As ações e o trabalho que a Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater realiza para a formação de uma rede da agroecologia sustentável junto aos agricultores familiares foram apresentadas na manhã da quarta-feira (13), durante o Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental e Sustentabilidade - Congestas 2016, que aconteceu no auditório da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba.

Entre os conferencistas, a bióloga e extensionista rural da Emater, Sandra Vidal, que falou sobre “Agroecologia – Princípios e Conceitos”, levando ao conhecimento dos participantes, as experiências no campo das práticas agroecológicas, a organização da cadeia produtiva e a assistência técnica continuada.

Sandra destacou, entre outras iniciativas executadas pela Gestão Unificada, o acompanhamento das políticas públicas, o assessoramento e gestão das atividades agropecuárias, seguindo todas as ações definidas pelo Programa Assistência Técnica e Extensão Rural e também os programas de aquisição de alimentos PNAE e PAA, a recuperação de áreas degradadas, construção de barragens subterrâneas, feira de comercialização de produtos da agricultura familiar etc.

Outra ação que chamou a atenção foi o Projeto Ecoprodutivo, idealizado pela atual direção da Gestão Unificada, presente em seis comunidades rurais, inclusive assentamentos e comunidades quilombolas.

A experiência de venda direta ao consumidor pelos próprios agricultores, como acontece com a comunidade quilombola Bonfim, no município de Areia, despertou o interesse de alguns participantes do congresso. Com a colaboração do Coletivo Gaia Parahyba, as 22 famílias da Bonfim são organizadas para fazerem suas vendas diretas aos consumidores, a partir das próprias produções agrícolas.

No encerramento do debate, participantes ressaltaram, espontaneamente, o papel da extensão rural praticada pela Emater junto aos agricultores familiares e, de modo geral, em favor da melhoria da qualidade de vida da população que passa a consumir alimentos saudáveis, a ter uma consciência ambiental.

O objetivo do Congresso, o sexto que acontece seguidamente, tem por objetivo debater a importância da gestão ambiental para a garantia do meio ambiente ecologicamente equilibrado, economicamente viável e socialmente justo para esta geração e as futuras. O evento contou com o apoio da Sudema, Universidade Federal da Paraíba, do Ibama e outros órgãos.

Repercussão – O biólogo Ronilson José da Paz, coordenador do Congestas 2016, disse que a palestra de Sandra Vidal foi importante para o conhecimento das ações da Emater com relação à sustentabilidade ambiental, principalmente com relação à agroecologia, uma vez que o uso adequado dos recursos naturais e a adoção de técnicas corretas de manejo da água, dos solos e dos agroquímicos permitirão ao homem do campo uma melhor gestão ambiental, propiciando a segurança alimentar e a sua fixação no ambiente, como vem sendo executados pela empresa estadual de extensão.

Lembrou que a extensionista recordou que a Emater executa ações como a formação de cidadãos preparados para preservar o meio ambiente, a consolidação de sistemas de produção sustentáveis com a adoção de práticas conservacionistas.

E também orienta a utilização de defensivos agrícolas alternativos e menos danosos à saúde do homem e ao meio ambiente, a destinação correta dos resíduos orgânicos e sólidos, a orientação de produção de alimentos seguros. Igualmente, faz a orientação para cumprir a legislação ambiental em todo o processo produtivo, tem feito um diferencial, que vem melhorando a economia do homem do campo.
 
 
 

Ações da Emater são destaque no Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental

 
As ações e o trabalho que a Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater realiza para a formação de uma rede da agroecologia sustentável junto aos agricultores familiares foram apresentadas na manhã da quarta-feira (14), durante o Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental e Sustentabilidade - Congestas 2016, que aconteceu no auditório da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba.
Entre os conferencistas, a bióloga e extensionista rural da Emater, Sandra Vidal, que falou sobre “Agroecologia - Princípios e Conceitos”, levando ao conhecimento dos participantes, as experiências no campo das práticas agroecológicas, a organização da cadeia produtiva e a assistência técnica continuada.
1481-a.jpgSandra destacou, entre outras iniciativas executadas pela Gestão Unificada, o acompanhamento das políticas públicas, o assessoramento e gestão das atividades agropecuárias, seguindo todas as ações definidas pelo Programa Assistência Técnica e Extensão Rural e também os programas de aquisição de alimentos PNAE e PAA, a recuperação de áreas degradadas, construção de barragens subterrâneas, feira de comercialização de produtos da agricultura familiar etc.
Outra ação que chamou a atenção foi o Projeto Ecoprodutivo, idealizado pela atual direção da Gestão Unificada, presente em seis comunidades rurais, inclusive assentamentos e comunidades quilombolas.
A experiência de venda direta ao consumidor pelos próprios agricultores, como acontece com a comunidade quilombola Bonfim, no município de Areia, despertou o interesse de alguns participantes do congresso. Com a colaboração do Coletivo Gaia Parahyba, as 22 famílias da Bonfim são organizadas para fazerem suas vendas diretas aos consumidores, a partir das próprias produções agrícolas.
No encerramento do debate, participantes ressaltaram, espontaneamente, o papel da extensão rural praticada pela Emater junto aos agricultores familiares e, de modo geral, em favor da melhoria da qualidade de vida da população que passa a consumir alimentos saudáveis, a ter uma consciência ambiental.
DSC_0546.JPGO objetivo do Congresso, o sexto que acontece seguidamente, tem por objetivo debater a importância da gestão ambiental para a garantia do meio ambiente ecologicamente equilibrado, economicamente viável e socialmente justo para esta geração e as futuras. O evento contou com o apoio da Sudema, Universidade Federal da Paraíba, do Ibama e outros órgãos.
Repercussão - O biólogo Ronilson José da Paz, coordenador do Congestas 2016, disse que a palestra de Sandra Vidal foi importante para o conhecimento das ações da Emater com relação à sustentabilidade ambiental, principalmente com relação à agroecologia, uma vez que o uso adequado dos recursos naturais e a adoção de técnicas corretas de manejo da água, dos solos e dos agroquímicos permitirão ao homem do campo uma melhor gestão ambiental, propiciando a segurança alimentar e a sua fixação no ambiente, como vem sendo executados pela empresa estadual de extensão.
Lembrou que a extensionista recordou que a Emater executa ações como a formação de cidadãos preparados para preservar o meio ambiente, a consolidação de sistemas de produção sustentáveis com a adoção de práticas conservacionistas.
E também orienta a utilização de defensivos agrícolas alternativos e menos danosos à saúde do homem e ao meio ambiente, a destinação correta dos resíduos orgânicos e sólidos, a orientação de produção de alimentos seguros. Igualmente, faz a orientação para cumprir a legislação ambiental em todo o processo produtivo, tem feito um diferencial, que vem melhorando a economia do homem do campo.


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Paraibano usa método natural de adubação e combate a pragas

08/04/2015 11h24 - Atualizado em 08/04/2015 11h24 

Agricultor faz mistura de esterco e compostagem.
Parceira com a Emater facilita a irrigação.
 
Do G1 PB
 

http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2015/04/paraibano-usa-metodo-natural-de-adubacao-e-combate-pragas.html

O agricultor José Carlos da Silva, da Zona Rural do Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa, usa um método natural de adubação e combate a pragas na sua plantação, onde ele cultiva milho, feijão, inhame, alface e outras hortaliças. O lavrador faz uma mistura manual de materiais e objetos que não usam agrotóxicos.

Em um recipiente o agricultor coloca casca de castanha, calda bordalisa e sulfato de cobre. A mistura é batida com água e depois é colocada em uma bomba que comporta 20 litros e que irriga a plantação e combate as pragas.

Para adubação, tudo é natural, de acordo com José Carlos. "Eu uso esterco de gado, esterco de galinha e compostagem, que é o resto de folhas que eu junto e coloco na terra e deixo um tempo e ela vira terra vegetal," explicou o agricultor.
 
O único problema para a plantação orgânica de José Carlos era o óleo diesel usado no motor que bombeia a mistura batida para irrigação. O agricultor procurou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB) que lhe ajudou na criação de uma solução.

Como o terreno da propriedade é inclinado, a Emater montou um aparelho chamado carneiro hidráulico. Nesse método, a força da água em declive é usada para fazer o bombeamento, além de não ter o barulho do motor.

Com o novo material, o agricultor vai economizar cerca de R$ 600 por mês e o valor do investimento feito junto à Emater será recuperado em dois meses. O plantio também vai dar mais retorno.

Para ter o auxílio do órgão, o agricultor deve se dirigir ao escritório da Emater. "Uma entrevista é feita para analisar o que realmente a plantação produz e do que precisa para aprimorá-la. Técnicos e Agrônomos comparecem à propriedade e um estudo é feito", explicou o diretor técnico da Emater, Vlaminck Saraiva.



sexta-feira, 29 de março de 2013

Mil famílias quilombolas da Paraíba são cadastradas em mutirão


29/03/2013 12h18 - Atualizado em 29/03/2013 12h18

Ação aconteceu em 36 comunidades distribuídas em 23 municípios.
Famílias cadastradas agora poderão ter acesso a benefícios sociais.
 
Do G1 PB

Famílias quilombolas foram cadastradas na Paraíba (Foto: Divulgação/Secom)
Famílias quilombolas foram cadastradas na Paraíba
(Foto: Divulgação/Secom)
Mais de mil famílias participaram do mutirão para preenchimento do Cadastro Único, realizado em 36 comunidades quilombolas, distribuídas em 23 municípios paraibanos. O mutirão foi encerrado nesta quinta-feira (28), envolvendo mais de 200 profissionais. A ação faz parte de projeto do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para oferecer às famílias benefícios sociais federais.
 
Até o início do mutirão, o Cadastro Único na Paraíba contava com 725 famílias cadastradas como quilombolas, das quais apenas 634 recebem o Bolsa Família. A secretária de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), Aparecida Ramos, destacou que a iniciativa contou com várias etapas.
 
“Fizemos primeiro capacitação na sede da Secretaria para os profissionais dos 23 municípios que fizeram as entrevistas com as famílias quilombolas. Paralelo a isso, encaminhamos uma equipe do Programa Cidadão que registrou toda a documentação das pessoas para que elas pudessem fazer a inscrição no Cadastro Único”, disse.
 
Para receber o mutirão, os municípios mobilizaram a população convocando para a ação. No Conde, durante a mobilização em 26 e 27 de março, em tendas armadas nas comunidades Mituaçu, Gurugi e Ipiranga, as famílias quilombolas tiveram a oportunidade também de demonstrar atividades culturais exibições de teatro e capoeira.

A Sedh também informou que está acompanhando o levantamento que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) da Paraíba está fazendo da produção dos quilombolas na Paraíba, para que as famílias sejam inseridas em programas de segurança alimentar.
 
Fonte
 
 
 

sábado, 19 de janeiro de 2013

Apicultura é fonte de renda em assentamento no Brejo paraibano

Sábado, 19 de janeiro de 2013 17h24

Fonte: Da Redação com Secom/PB

Foto: Secom/PB
A produção de mel de abelhas traz novas perspectivas para agricultores familiares no Brejo paraibano. No assentamento Socorro, em Areia, a atividade ganha uma dimensão ainda maior porque está se tornando a principal fonte de renda para muitos trabalhadores. Um exemplo de sucesso é o caso do assentado José Geraldo Trajano.

Ele exerce as atividades agrícolas em uma área de seis hectares, mas foi somente há três anos que iniciou o projeto de apicultura. Trabalha com 180 colmeias com uma produção de 60 quilos. José Geraldo considerou uma excelente produtividade e ficou tão animado que já pensa em dedicação exclusiva.

Sua história com a apicultura começou há alguns anos quando, por recomendação de médica, seu filho passou a consumir mel da abelha uruçu. O mel dessa espécie, além de muito saboroso, dá um excelente retorno. Em épocas favoráveis, a produção chega a 10 litros/ano/colônia.

“Pensamos, inclusive, em trabalhar exclusivamente com a criação de abelhas uruçu”, disse. O mel da abelha uruçu, devido suas potencialidades medicinais, tem um alto valor comercial. “Um livro de mel de uruçu está sendo comercializado em média a R$ 50,00”, completa.

Destacando o apoio recebido do Governo do Estado, por meio da Emater, cujo projeto foi acompanhado pelos escritórios local e regional de Areia, o financiamento inicial foi para 20 colmeias. Os técnicos enfatizam que as acomodações foram adaptadas em uma antiga residência, que depois foi ampliada com a construção de um galpão.
 

domingo, 17 de junho de 2012

Nascentes do Rio Gramame estão poluídas

Retirada da mata, prática de agricultura sem apoio técnico agravaram a situação.





A falta de educação ambiental e o desconhecimento técnico de parte da população colocam em risco as nascentes do Rio Gramame. A bacia é responsável por cerca de 70% do sistema de abastecimento de água doce da Grande João Pessoa (que compreende a capital, Bayeux, Cabedelo, parte de Santa Rita, e das cidades de Pedras de Fogo e Conde). Devido à falta de cuidados, as águas das nascentes estão poluídas e a consequência disso pode ser drástica.

O professor Hamílcar José Almeida Filgueira, responsável pelo projeto 'Restauração das Nascentes do Rio Gramame', conta que se verificou o desmatamento indiscriminado no campo, principalmente para o consumo de lenha e carvão em atividades domésticas e de pequenas indústrias de forma não sustentável. A retirada de matas ciliares, a prática da agricultura e da pecuária sem apoio técnico e a expansão da zona urbana sem planejamento são outros fatores que agravam a situação.

Na avaliação do professor, a falta de educação ambiental e a ausência de interesse político são os grandes entraves para a preservação das nascentes dos rios na Paraíba. “Durante a realização do projeto, notamos que uma das medidas para preservação é cercar o ambiente para evitar a retirada indevida de mata e a consequente degradação”, frisa. O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Os agricultores das proximidades das nascentes precisariam ser compensados. Em outras palavras, seria uma espécie de troca: o agricultor ajuda na preservação e recebe uma compensação financeira. Sem isso, fica difícil tornar o projeto realidade. “Os agricultores precisam da área para garantir a sobrevivência da família, não é tão fácil quanto parece”, afirma Hamílcar. “Quando iniciamos os estudos, o primeiro questionamento dos agricultores foi sobre como iriam sustentar suas famílias”, reforça.

O levantamento feito pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) catalogou 72 nascentes ao longo do rio, mas por falta de verba suficiente, foram escolhidas as mais representativas. Com isso, o estudo dos pesquisadores da UFPB foi desenvolvido ao longo das nascentes Cabelão, Cacimba da Rosa, comunidade Nova Aurora e comunidade Fazendinha. O trabalho também se estendeu à nascente Bela Rosa, localizada no divisor de águas nas bacias hidrográficas dos rios Gramame e Paraíba. Todas as nascentes estão no município de Pedras de Fogo.


sábado, 12 de maio de 2012

Praga da cochonilha do carmim já chegou à Campina Grande e destrói plantações

 
 
Praga da cochonilha do carmim já chegou à Campina Grande e destrói plantaçõesImagem (Assessoria)
O problema da praga da cochonilha do carmim já está atingindo as plantações de palma na região de Campina Grande e causando sérios prejuízos, principalmente neste momento em que a pior seca dos últimos anos está castigando o Nordeste. A informação é do deputado e engenheiro Romero Rodrigues.

No ano passado, o deputado participou na Embrapa em Campina Grande, no bairro do Centenário, seminário com técnicos do Ministério da Agricultura, para discutir alternativas para o combate a praga da cochonilha do carmim que ataca as plantações de palmas forrageiras, já devastou mais de 100 mil hectares em 54 municípios da Paraíba, causando um prejuízo de quase R$ 500 milhões.

O deputado Romero Rodrigues preocupado com o problema idealizou a iniciativa que contou com as presenças de técnicos do Governo Federal, secretários de Agricultura do Nordeste, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e outras autoridades.

Conforme as informações são cerca de 10 mil produtores rurais prejudicados pela destruição nos palmais e que estão sendo obrigados a buscar formas alternativas para a sobrevivência dos animais, principalmente do gado. Os prejuízos provocados pela ação do parasita também gera desemprego e reduz a renda, principalmente em 12 municípios do Cariri Ocidental e Oriental, onde a devastação já é quase 100%.

Nessas localidades, o problema é ainda mais grave porque os agricultores têm a agricultura e pecuária como suas principais atividades econômicas. Além do Cariri, os municípios da área compreendida pela Serra de Teixeira também foram afetados. Em toda Paraíba restam apenas 80 mil hectares de palmas que inclusive já estão sujeitas ao ataque da cochonilha. Com a velocidade de propagação da praga, é possível que essas áreas remanescentes também sejam dizimadas em até um ano.

Para minimizar as dificuldades enfrentadas pelos agricultores, técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PB) junto com pesquisadores da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), tem buscado soluções para sanar as dificuldades. Como ainda não existe no mercado rural nenhum tipo de defensivo agrícola capaz de combater a cochonilha, os pesquisadores e extensionistas rurais estão procurando introduzir nas áreas afetadas, uma espécie de palma conhecida como PB1, que geneticamente é resistente à praga. Porém, a planta só existe no Sertão da Bahia e custa até 50 centavos por raquete. Para obtê-la, o agricultor precisa de recursos financeiros, transporte e manuseio do produto, até às áreas rurais da Paraíba.

De acordo com o pesquisador da Emepa, Edson Batista Lopes, a cochonilha é uma praga de origem mexicana e que foi introduzida no Brasil pelo Estado de Pernambuco, para fins comerciais. "A praga da cochonilha é usada no exterior para produção de carmim, uma substância aproveitada para dar coloração a objetos, como batons, guloseimas como sorvetes e outros derivados. Ao ser trazida para o Brasil, os responsáveis perderam o controle biológico e as populações aumentaram e se espalharam por todas as áreas, principalmente Pernambuco e Paraíba", explicou o pesquisador.

Edson explicou que na região do Cariri Ocidental, praticamente toda área em que existia o cultivo de palma forrageira, foi devastada e com isso, milhares de agricultores estão sendo obrigados a conviver com os problemas. Ele disse que como ainda não existem formas mais eficientes de combate a praga, e a solução mais plausível para o momento é a substituição das palmas afetadas pela espécie PB1 mais conhecida como "palma doce", os órgãos responsáveis tem se dedicado ao máximo a busca da incorporação destas espécies para reduzir as dificuldades, que tem aumentado imensuravelmente na região, que já sofre com a seca.


 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Praga devasta palma no sertão da Paraíba e veneno causa morte de animais

Estimativas da Faepa apontam que dos 160 mil hectares de plantio de palma forrageira na Paraíba, aproximadamente 40% foram destruídos pelo inseto em 2011.

 

Em tempo de estiagem, a palma forrageira é uma das alternativas para alimentar o rebanho paraibano. Entretanto, o aparecimento da praga “cochonilha do carmim”, nos últimos anos, provocou queda na produção, sobretudo na região do Cariri, onde ela é mais cultivada. Estimativas da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa) apontam que dos cerca de 160 mil hectares de plantio de palma forrageira na Paraíba, aproximadamente 40% foram destruídos pelo inseto no ano passado, o que representa 64 mil hectares.

Além dos prejuízos, outro problema tem causado preocupação nas autoridades: o uso excessivo de agrotóxicos. Na última quinta-feira, 13 bovinos acabaram morrendo em uma propriedade rural da cidade de Boa Vista, no Cariri, em um intervalo de apenas quatro horas. De acordo com os levantamentos iniciais feitos pelos técnicos da Defesa Agropecuária, as suspeitas são de que eles tenham morrido vítimas de intoxicação provocada pela ingestão de palma que continha excesso de produtos agrotóxicos, colocados para combater a cochonilha.

Segundo os especialistas, o excesso de agrotóxicos nos produtos pode também provocar complicações em humanos, já que a palma é usada para fabricação de bolos, sucos e doce.

“É preciso ficar alerta. A utilização de produtos químicos em excesso é um problema muito sério e que precisa ser combatido. Em verduras e na fruticultura esses agrotóxicos também são comuns e fica o alerta”, observou o agrônomo e gerente regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Sales Júnior.

No próximo dia 13 deste mês, os técnicos da Emater irão promover um encontro junto com equipes da Vigilância Sanitária para discutir o problema. “O público prioritário será os produtores que comercializam na Empasa e em feiras livres.

Nós precisamos fazer esse alerta”, alertou novamente Sales Júnior.

O agricultor Cândido Vieira, do distrito de Galante, município de Campina Grande, conta que desde o ano passado está difícil conseguir comprar a palma. “A questão é que alimentar o gado só com ração é impossível, devido ao alto preço. E se não alimentar bem o gado, ele corre o risco de cair de fraqueza. É uma dura realidade”, afirmou. O presidente da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa), Manoel de Almeida Duré, disse que o principal meio de se enfrentar a praga é a plantação de variedades resistentes a ela. Já foram desenvolvidas pelo pesquisadores do órgão as variedades Palmepa 1, 2, 3 e 4. Ano passado foram distribuídas 350 mil raquetes da tipo 1.

Fonte