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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Prefeitura diz que já iniciou trabalhos

Obras de esgotamento em Várzea Nova devem ser entregues em dezembro de 2013; segunda a Cagepa serão investidos mais de R$ 4 milhões.


 

Segundo o secretário de Infraestrutura de Santa Rita, Werissom Duarte, a Prefeitura já iniciou, desde o começo deste ano, alguns trabalhos para minimizar esses transtornos. No entanto, ele admitiu que a população ainda terá que enfrentar os problemas, pelo menos, por mais cinco meses. É que o serviço de esgotamento sanitário, que deverá eliminar a presença de esgoto nas ruas, só deverá ser iniciado em janeiro, pela Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa).

“O esgotamento é de competência do Estado e a previsão é que comece no próximo ano, mas não sei qual valor que será investido. Já os serviços de tapa-buracos e recapeamento em Várzea Nova e em Odilândia (outro distrito de Santa Rita) já foram iniciados e estão sendo pagos pela Prefeitura”, afirmou.

“Fizemos licitações e contratamos a empresa, mas tivemos alguns problemas com a firma, mas que já foram resolvidos. Os trabalhos foram retomados e já estamos até concluindo as obras em diversos pontos de Várzea Nova. Não temos condições de fazer tudo ao mesmo tempo, mas estamos priorizando algumas regiões do centro de Santa Rita e também de bairros mais afastados”, acrescentou.

CAGEPA
A assessoria da Cagepa informou que os trabalhos em Várzea Nova estão em fase de instalação do 'canteiro de obras', com conclusão para o início dos trabalhos em 30 dias e previsão de entrega para dezembro de 2013.

A implantação do esgotamento sanitário terá um investimento de R$ 4.503.886,99. A obra prevê a execução de 1.071 ligações domiciliares e 1.500 ligações intradomiciliares; implantação de 7.500m de rede coletora e construção de uma estação elevatória, que enviará os esgotos para a estação de tratamento em Santa Rita.


 

Lixo e esgoto em Várzea Nova

Moradores de Várzea Nova, considerada um dos maiores distritos urbanos da Paraíba, sofrem com a falta de saneamento e infraestrutura.





Ruas esburacadas, esgoto correndo a céu aberto, lixo, ratos e insetos nas ruas. Estas são algumas consequências da falta de infraestrutura que castiga os moradores de Várzea Nova, distrito da cidade de Santa Rita, localizada a onze quilômetros de João Pessoa.

A ausência de saneamento básico já é motivo de doenças entre crianças e levou o Ministério Público da Paraíba (MPPB) a instaurar inquérito civil público para cobrar providências aos governos estadual e municipal. Já a Prefeitura de Santa Rita, por sua vez, informou que pretende investir, até o final deste ano, cerca de R$ 1,5 milhão em serviços de tapa-buracos e recapeamento das principais vias do local.

Várzea Nova é considerada como um dos maiores distritos urbanos da Paraíba. A população é estimada em 35 mil habitantes, o que representa 29,16% dos 120 mil moradores que vivem em Santa Rita, segundo estimativa do Censo Demográfico feito em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A localidade possui algumas indústrias de alimentos e de vestuário e muitos comércios informais. No entanto, o aparente desenvolvimento do distrito contrasta com as precárias condições de infraestrutura. A Rua Pedro Barbosa Ribeiro, por exemplo, que dá acesso a Várzea Nova e fica paralela à BR-230, está tomada por buracos e esgoto a céu aberto.

A dona de casa Josete da Silva mora no local há 10 anos. Ela tem três filhos e lamenta a situação, relatando que as crianças adoecem com frequência, em virtude do contato com o esgoto.

“Aqui é um mau cheiro muito grande que chega até a causar mal-estar. Meus filhos vivem com problemas de pele. Quando dá umas cinco horas da tarde, os ratos começam a aparecer. Eles são enormes. Vêm atraídos por esse lixo e mau cheiro aí”, conta.

Perto dali, a situação é parecida. A Rua da Conquista é calçada, mas não possui drenagem. A água da chuva e decorrente de algumas casas corre ao céu aberto. “Aqui, existe muita muriçoca e baratas também. Quando chove, a situação fica ainda pior, porque alaga tudo aqui”, diz a dona de casa Lindinalva Bezerra, 19 anos.

Já na rua Roberto dos Santos Correio, o problema são os buracos. “Nem carro, nem moto e nem bicicleta passa lá. Só pessoas a pé mesmo. Se uma pessoa ficar doente, terá que ser socorrida nos braços, porque ambulância não passa”, lamenta a estudante Luíza Carla de Souza.

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