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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Moradores da capital reclamam de mosquito da dengue

Gerente da Vigilância Ambiental e Zoonoses de João Pessoa afirmou que quando o terreno baldio está aberto, os agentes de saúde fazem o trabalho de contenção da dengue.





Ilustração
Os moradores também reclamam da proliferação de mosquitos da dengue nos terrenos. A cabeleireira Lucileide Pereira reclamou da quantidade de mosquitos que vêm do lote na frente da sua casa.

“Quando chove, esta rua fica cheia de mosquitos. Eu tenho medo que minha filha pegue dengue. Graças a Deus, ninguém aqui em casa pegou. Mas a gente já soube de casos aqui nesta rua. Estes terrenos estão cheios de potes e locais que acumulam água parada", disse.

O gerente da Vigilância Ambiental e Zoonoses da Secretaria de Saúde de João Pessoa, Milton Guedes, afirmou que se o terreno baldio estiver aberto, os agentes de saúde fazem o trabalho de contenção da dengue.

“Como todos sabem, a responsabilidade é do proprietário. Mas como a dengue não vê fronteiras, nós fazemos o trabalho contra os mosquitos. Os agentes também conversam com os moradores para ajudar no combate contra a proliferação da doença”, finalizou.
 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Animais abandonados são adotados em João Pessoa

23/02/2013 - 08:03 - Atualizado em 23/02/2013 - 11:45
 
Foram doados, ao todo, 58 animais, sendo 37 cães e 21 gatos – a maioria deles, filhotes.

 

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizou, durante todo dia desta sexta-feira (22), a primeira Exposição de Animais para Doação da Secretaria de Saúde (SMS) em 2013. Foram doados, ao todo, 58 animais, sendo 37 cães e 21 gatos – a maioria deles, filhotes.

“Foi um evento muito positivo, em todos os aspectos”, avaliou Nilton Guedes, gerente de Vigilância Epidemiológica da SMS. Na mesma ocasião, o CCZ também realizou uma mostra sobre os serviços prestados pela unidade no controle de pragas e parasitas, com explicações de técnicos, exposição de animais empalhados e observação de larvas, ovas e insetos em microscópios.

“Nossas portas estão abertas à população. Queremos que todos venham, conheçam nossos serviços e ações e se sintam atraídos pela ideia de adotar um animal, não só em eventos como o de hoje, mas também nos dias comuns”, disse Nilton. Escolas, universidades e grupos da comunidade em geral podem agendar visitas ao CCZ. “Também estamos à disposição de visitantes individuais, diariamente”, acrescentou.

Segundo ele, nesta primeira exposição do ano foi implantado o sistema de adoção responsável, no qual o interessado passa por triagem e avaliação para ver se tem possibilidade de criar o animal. “A partir desse primeiro contato, vamos fazer um acompanhamento dessa pessoa, para verificar as condições do animal e prestar esclarecimentos”, explicou.

Bicho de estimação – O vendedor Enilson Ribeiro de Jesus, 42 anos, foi à Exposição de Animais para Doação do CCZ já sabendo o que queria: reaver a cadela Belinha, que ele havia adotado num evento anterior do próprio centro e que, há quatro meses, tinha sido “esquecida” pelo carro de mudança que levou sua família para outro bairro da cidade. “Não tinha um dia em que eu não chorasse e pedisse a Deus para reencontrá-la. Vou cuidar dela até o fim da vida!”, garantiu, aliviado.

Já o montador de móveis Thiago Araújo da Silva, 27, foi à exposição atendendo a um pedido do filho, João Lucas, de apenas 3 anos. Louco por bichos, o menino não sossegou enquanto não saiu do lugar com uma cadelinha. “Ele gosta muito e a gente decidiu adotar. Vamos cuidar direitinho, pois um cachorro é um ser vivo como outro qualquer, merece respeito”, disse ele, consciente da responsabilidade do ato de adotar um animal.

Os cães geralmente são mais procurados nas exposições, mas também há quem se derreta por felinos. “Minha família sempre criou gatos. O último já estava velhinho e morreu, daí decidimos procurar outro. Coincidiu com a exposição, então eu vim logo pegar o nosso bichano”, contou Herbert dos Reis Cabral, estudante de 26 anos.

Zoonoses – A diretoria do CCZ pretende realizar exposições para a adoção de animais com mais frequência – e em outros ambientes, como escolas, praças e logradouros apropriados. “O objetivo é proporcionar vida digna a esses animais e informar as pessoas sobre nossas ações. O CCZ não é um hospital ou um matadouro, mas um espaço para controlar as doenças transmitidas por animais aos homens, como raiva e calazar”, ressaltou Nilton.

Esse trabalho, segundo ele, é feito por meio do controle de populações de animais domésticos (gatos, cães e outros de grande porte) e de animais sinantrópicos (morcegos, pombos, ratos, mosquitos e abelhas, entre outros). “É uma ação que deve ser principalmente educativa, e não apenas focada em atos legais e fiscais. Para isso, precisamos da participação e da colaboração de toda a sociedade, trazendo sugestões e buscando esclarecimentos”, disse.

Ele salientou ainda que é permitido ao CCZ praticar a eutanásia em animais, em conformidade com o Ministério da Saúde e com a Resolução 1.000/2012, do Conselho Federal de Medicina Veterinária. “Fazemos isso somente quando não há mais chance para o animal, devido a doenças como raiva e leishmaniose. É um serviço realizado dentro da lei e com métodos humanitários”, concluiu.

Da Redação (com Assessoria)
WSCOM Online



sábado, 28 de julho de 2012

SMS vai analisar água fornecida pela Cagepa

Análise da água é uma determinação do MPPB, para evitar que a população consuma água contaminada com metais cancerígenos.



Kleide Teixeira
Obrigatoriedade será estendida aos demais municípios do estado, gestor que não cumprir responderá a processo

A partir deste mês, a Secretaria de Saúde de João Pessoa (SMS) está obrigada a fazer análises mensais sobre a qualidade da água servida à população através da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). A recomendação é do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tem a finalidade de evitar a presença de metais pesados e cancerígenos na água, irregularidade que foi constatada quatro anos atrás, por estudos feitos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

A obrigatoriedade de fazer os exames será estendida às prefeituras dos demais municípios do Estado. Além do abastecimento feito pelo poder público, elas terão que analisar também a água presente em poços. Os gestores que não cumprirem a medida responderão a processo judicial.

Segundo o promotor do Meio Ambiente e coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Meio Ambiente, José Farias de Souza Filho, a Prefeitura de João Pessoa está obrigada a fazer, todos os meses, as análises e enviar os resultados ao MPPB.

“Essa medida, que foi acordada pelos 82 promotores de Meio Ambiente da Paraíba, busca garantir que a água servida à população esteja dentro dos padrões de qualidade estabelecidos por lei. Por serem gestores municipais, essa responsabilidade é das prefeituras”, explicou o promotor.

O Ministério Público da Paraíba decidiu tornar obrigatória a realização das análises, após suspeitar da qualidade da água que é fornecida pela Cagepa à população. Segundo José Farias, a Bacia de Gramame é o principal reservatório usado no abastecimento de água em João Pessoa.

No entanto, em 2009, exames nesse local apontaram quantidade excessiva de agrotóxicos, fertilizantes e 26 tipos diferentes de metais pesados. “Estudos químicos, biológicos e toxicológicos apontaram que a água estava contaminada com metais pesados, cancerígenos e extremamente perigosos para a saúde da sociedade”, afirmou Farias.

Na época, o MPPB criou uma força tarefa com equipes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Ministério Público Federal (MPF), Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) para identificar as fontes poluidoras. “Descobrimos que 60 indústrias, instaladas no Distrito Industrial de João Pessoa, estavam despejando os resíduos sólidos na bacia. Uma delas foi fechada, outras foram autuadas e outras ainda foram obrigadas a adequar as estruturas para evitar a contaminação”, disse o promotor.

A recomendação do MPPB foi publicada no Diário Oficial do órgão, no último dia 16, e está em vigor. Pelo documento, técnicos da Secretaria de Saúde precisam coletar amostras, enviá-las aos laboratórios e cadastrar os resultados no Sistema de Informação e Vigilância da Água para Consumo Humano (Sisagua), serviço vinculado ao Ministério da Saúde.

Fonte