Mostrando postagens com marcador Ativismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ativismo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Grupo fará ato para conscientizar sobre situação da Barreira do Cabo Branco

Publicado em 07/01/2015 11h53

Ato público acontecerá na manhã deste sábado, 10, a partir das 7 horas

Por Fatospb


O Grupo dos Amigos da Barreira (GAB) vai realizar neste sábado, 10 de janeiro, a partir das 7 horas, uma caminhada com a finalidade de sensibilizar as autoridades públicas e conscientizar a população sobre a situação em que se encontra a falésia do Cabo Branco, em João Pessoa, ponto considerado o mais oriental das Américas e cartão postal da Capital da Paraíba, que sofre há décadas  com a erosão provocada pela degradação ambiental na área, sem nenhuma interferência por parte dos órgãos ambientais da prefeitura e do Estado.

A prefeitura de João Pessoa chegou a interditar o tráfego de veículos na área, mas ainda não anunciou quando será executado um projeto que possa resolver de forma definitiva a situação.

O Grupo dos Amigos da Barreira  é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou políticos, que foi criada e idealizada por Ricardo Lombardi, tendo como vice-presidente o promotor João Arlindo Correa, e a participação de muitos outros cidadãos de João Pessoa.
 
“A ideia surgiu no sentido de despertar a população para assumir o seu papel de guardiã natural deste belo patrimônio: local, estadual, e mundial – claro, estamos falando do ponto mais oriental das Américas. Durante décadas, a barreira vem apresentando sinais de fadiga; algumas naturais, e outras causadas pela falta de políticas carentes de sustentabilidade ambiental", revelou Ricardo Lombardi.
 
"Olhar para trás, é perder tempo. Olhar para frente, sem enxergar nenhuma perspectiva de mudança, é ser conivente com o galopante desmoronamento; além de ficar sem respostas para a pergunta de filhos e netos: ‘- onde vocês estavam em 2015 e por que nada fizeram?!’. A ‘caminhada’ deste sábado é a primeira tentativa de encontrarmos respostas. Queremos contar com VOCÊ e a sua família. A Barreira agradece! A cidade merece! Caminhar é preciso!”, convoca Lombardi.
Fonte: Redação com assesoria/Foto MaisPB
Fonte
 
 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Protesto amarra cruzes contra a retirada de árvores em João Pessoa


11/07/2014 20h24 - Atualizado em 11/07/2014 20h24 

Semam prevê retirada e substituição das árvores na av. Beira Rio.
Possibilidade se deve à construção de duas pontes.
 
Do G1 PB
 
Cruzes pedem que árvores não sejam retiradas na avenida Beira Rio (Foto: Francisco França/G1)
Cruzes pedem que árvores não sejam retiradas na
Avenida Beira Rio (Foto: Francisco França/G1)
 
\

Várias cruzes amarradas aos troncos sinalizam para um protesto contra as retiradas de árvores na avenida Beira Rio, em João Pessoa, desde a noite desta quinta-feira (10). A possibilidade foi suscitada devido às obras de construção de duas pontes no local. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam) disse que há um estudo para substituição, caso haja a retirada. Em toda a extensão da via existem 546 indivíduos arbóreos, segundo o órgão.

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) emitiu uma nota técnica nesta sexta-feira (11), apontando a necessidade de um estudo de impacto ambiental da obra e de um plano de mobilidade urbana para o município.

Dentre os fatores, o órgão enumera a redução de solo permeável no entorno do rio Jaguaribe, falta de solução para o problema de congestionamento na rotatória do bairro Altiplano, ausência de proposta para calçadas, inexistência de implantação de ciclovias e a criação de rotatória que causa insegurança a pedestres e ciclistas. O IAB ainda alerta que "o projeto não prioriza o transporte público sobre o individual, ignorando soluções técnicas que garantam a fluidez do transporte público".
 
A Semam afirmou que há a arborização da avenida prevê condições viáveis, legais e responsáveis para a substituição das árvores, caso elas sejam retiradas. As marcações nas árvores, realizadas pelo movimento 'João Pessoa Que Queremos', vão das imediações da Granja do Governador até o final da avenida, onde há um girador que também foi usado pelos manifestantes. Faixas pretas com a frase 'SOS Beira Rio' sinalizam o protesto.

O chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento (Divar) da Semam, Anderson Fontes, disse que se as árvores tiverem que ser removidas da área, haverá compensação. "Medida compensatória ao meio ambiente será a replantação de árvores nativas, na mesma a quantidade das que foram retiradas. Tais arbóreos estão sendo cultivados no viveiro municipal de plantas nativas do município, no bairro do Valentina de Figueiredo", assegurou.


 

domingo, 4 de agosto de 2013

Público se mobiliza contra paredões de som em João Pessoa

04/08/2013 - 10:21 - Atualizado em 04/08/2013 - 10:54   

Frequentadores dizem que uso do equipamento descaracteriza evento e afasta público-alvo 


O projeto Sabadinho Bom começou em 2010 e acontece todos os sábados na Praça Rio Branco, centro histórico de João Pessoa, das 12h às 17h com apresentações de grupos de chorinho. Além de atrair turistas e pessoas que passam pelo centro, o evento movimenta todo o comércio em torno. O projeto cresceu, bem como seu quantitativo de público. Mas defensores do Sabadinho Bom vem reclamando que carros equipados com paredões de som tem atrapalhado e descaracterizado o evento.
 
Os frequentadores iniciaram uma petição online coletando assinaturas a fim de que sejam tomadas providencias contra os paredões. De acordo com o texto da petição, essas intervenções tem afastado o verdadeiro público-alvo do evento.
Confira o texto:

“O projeto Sabadinho Bom, que acontece todos os sábados, a partir das 12h, na Praça Rio Branco (centro da capital de João Pessoa (PB), vem passando por um processo de descaracterização no entorno de suas atividades, principalmente na Rua Duque de Caxias. A extensão do projeto realizada pela cachaçaria Philipéia, que segue a mesma proposta do chorinho com músicas ao vivo, e que começa logo após a finalização das atividades do projeto sofre intervenção de jovens que tomam a rua com carros equipados com paredões de som descaracterizando o ambiente do Sabadinho Bom e afastando o verdadeiro público ao qual o projeto se propõe. Este abaixo assinado demonstra que a insatisfação do povo é real e solicita uma providência para o duelo de paredões dos órgãos competentes”.

O Conselheiro Cultural da Associação Cultural Beco da Philipeia (ASBEP), Laureano Júnior apoia a mobilização e diz que os paredões não contribuem para o processo de fomento ao movimento artístico popular da capital ou para a difusão da cultura e revitalização da vida noturna no Centro Histórico. “A Associação Cultural apoia esta petição, bem como pede ajuda às autoridades para que este problema seja resolvido o quanto antes, já que até casos de confusão e distúrbios já aconteceram pelas imediações onde ficam os carros e várias reclamações já foram ouvidas de quem realmente está no local pela cultura, que é basicamente o mesmo público que frequenta o Sabadinho”.

da Redação (com assessoria)
WSCOM Online

Fonte

 

sábado, 24 de novembro de 2012

Aramy Fablício - O ativista ambiental da Paraíba

Por Julio Wandam
REDE de Comunicação Os Verdes/RS

 

Aramy ao lado de Richard Hansmussen,
repórter aventureiro.

Nas Redes Sociais, o nome Aramy Fablício ainda pode ser desconhecido. Mas na vida real, em Fagundes na Paraíba é bem conhecido, muito por suas ações que colocam políticos e criminosos ambientais na condição de serem punidos, quando estes colocarem a vida de animais, árvores e pessoas em perigo.
 
 
 
Visto por muitos como uma 'pedra no sapato', em nada se diferencia de outros ativistas ambientais no país. Espécie rara e quase em extinção, o 'ativista ambientalista' recebe estes elogios daqueles que se sentem ameaçados pela coragem e destemor dos que lhes enfrentam no peito e na raça.
 
Em uma de suas ações, contra a derrubada de árvores nativas e centenárias na Praça de Fagundes, ele conta: "Eles fecharam a Prefeitura depois de toda a atrocidade de derrubar árvores, me agrediram, fiz exame de corpo delito, mas os agressores ficaram impunes. Que democracia é essa?", questiona Aramy, 47 anos, com toda uma vida dedicada a militância ambiental, mesmo antes de ele perceber "o quê isso significava".
 
Lembra de seu avô, que era analfabeto, mas um bom violeiro e repentista. "Sempre tive influência dele, desde que me conheço por gente", diz. Desde muito pequeno sofria com a ideia errada dos demais sobre a natureza: “Fui muito hostilizado pelos mais velhos, quando falava que um dia os animais iam sumir; Eles me chamavam de doido”.
 
No começo de sua militância, visitava as escolas, e ora representava uma autoridade do Greenpeace ou de uma ONG internacional do Canadá. Assim, diz ele, conquistou a amizade e simpatia de centenas de pessoas e alunos. Na verdade, Aramy é mais do que os ativistas internacionais são na atualidade, e a época se espelhou naqueles barbudos da década de 70, a bordo do Raibow Warrior, onde protegiam as baleias nos mares.
 
 
 
 
Na briga em defesa da Praça Zuca Ferreira, que foi um dos prefeitos na cidade de Fagundes/PB, Aramy acabou preso ao protestar contra a derrubada de árvores centenárias e saudáveis que embelezavam a praça central da cidade. Aramy alegou que aquilo não era progresso e sim um retrocesso. A prisão de um ambientalista por protestar contra os crimes ambientais, é 'Agenda' comum na vida de ativistas em todas as partes do mundo. É como Certificar aquele Ativista Ambientalista.
 
O jornalista profissional Edimilson Camilo, presente e registrando os fatos, teve o celular de trabalho confiscado na hora em que Aramy estava sendo preso, para que o fato não fosse registrado através de fotografias. "Mas hoje como a tecnologia está muita avançada as pessoas que por ali passavam registraram o ocorrido” comenta o jornalista em artigo feito sobre o desmatamento na Praça de Fagundes/PB. Logo após o ato de prisão, a imprensa da cidade de Campina Grande, veio fazer a cobertura dos fatos. "Nem um órgão competente da área ambiental daria Um laudo autorizando a derrubada de árvores saudáveis", disse o jornalista.
 
 
 
 
Faz alguns meses do ocorrido na Praça Zuca Ferreira, mas segundo Aramy, os comentários nas Redes Sociais não param: "Todo dia as pessoas que moram noutras regiões do Brasil, enviam mensagens, repudiando esta atitude, pois abrange vários temas, como o coronelismo vigente, o abuso contra a natureza e acervo cultural, a lavagem de dinheiro. Derrubaram quatro árvores centenárias!". O que lhe incomoda nisso, foi a continuação da história, quando os agressores não foram punidos pela agressão praticada contra ele e pela arbitrariedade da Polícia, que segundo ele, teria vindo "à mando de algum grandão do poder, quando abusaram e me algemaram, me prenderam; mas como sou um cara querido pela maioria do povo da cidade, eles me liberaram." Houve manifestação da sociedade local, que foi para frente da Delegacia para repudiar a prisão. "Eu estava apenas com uma faixa, com os dizeres: SOS POR FAVOR NÃO NOS DERRUBEM, ESTAMOS VELHAS MAIS SAUDAVES, JÁ DEMOS ABRIGO PROS MAIS VELHOS, MAS PODEMOS DAR ABRIGO POR MUITO TEMPO", argumenta o ativista.
 
 



Outra frente de ação que movimenta, envolve o reflorestamento de árvores nativas, quando realizando atividades com voluntários, recolhe sementes e sacos de leite. O Projeto "Saco de Leite Vazio Não é Lixo" visa receber apoio do Governo, para que faça uma campanha conscientizando as pessoas para não colocarem os sacos de leite fora, destinando-os para uso como invólucro para proteger as mudas de árvores até o crescimento para plantio. Segundo ele, são milhões de sacos de leite vazios do Programa FOME ZERO jogado fora, poluindo o meio ambiente. "Caso o Governo Federal implantasse meu projeto, seria igual a 23 milhões de berços de mudas de árvores plantadas todos os meses", avalia o ambientalista.
 
Para Aramy, que já teve seu projeto apresentado em Rede Nacional na TV Brasil, Cultura e EBC de Brasília, sua intenção é comprometer os políticos com a adesão de sua iniciativa, favorecendo o meio ambiente com mais árvores sendo plantadas e menos lixos sendo descartados de forma equivocada. Teve apoio importante a causa defendida, as reportagens feitas para o Canal TV Record, apresentado por Richard Hansmussen.
 
Na defesa dos animais, começou a cercar os caçadores, buscando apoio nas fazendas, pequenas e grandes propriedades, onde colocava placas feitas de folhas de zinco velhas, onde anunciava que naqueles locais era PROIBIDO CAÇAR E CAPTURAR ANIMAIS.
 
 
 
Assim, em muitos locais, ele conseguiu também apoio para devolver animais apreendidos e assim criou o Projeto Natureza Livre.
 
Em suas andanças pela região, encontrou o ninho de uma ave rara, chamada de Urutau, ave fantasma em Tupi guarani. Segundo o ativista Aramy, esta ave coloca um ovo a cada três anos, e é uma espécie monogâmica, que se utiliza de um processo de mimetismo, se parecendo com um galho seco de árvore, para fugir dos predadores. "Ela imita um complemento de um galho de árvore seca", diz.
 
Quando ele encontrou o ninho, deixou-o intocado e dormiu em cima de uma pedra para proteger o ovinho da ave Urutau de predadores como micos e saguis.
 
Ali ficou por mais de 70 dias, em uma barraca que utilizou de morada na floresta onde havia encontrado a ave fantasma, não mencionando a ninguém que havia feito o achado. Durante este período de vigilância no ninho do Urutau, Aramy temeu por sua vida, as vezes acordando em sonhos com medo de caçadores estarem colocando sua vida em perigo. Teve a visita de reportagem de jornal escrito e televisão, que pedia para virem em equipes reduzidas para não alarmar sobre o local onde estava a ave rara. Fazia várias exigências que eram cumpridas pelas redes de TV e imprensa, pois todos queriam reportar sobre a Ave Fantasma encontrada. Assistiu o nascimento da ave após 30 dias de sua estada na floresta, as idas e vindas da mãe para alimentar o filhote e também os primeiros vôos do Urutau.
 
O ambientalista Aramy Fablicio é idealizador de outros projetos como o "Plantando na Escola", o "Adote uma Árvore", "Biqueira Velha" e "Arte de Reciclar", entre tantos outros de cunho social e ambiental.
 
 
 

domingo, 4 de novembro de 2012

Ambientalistas criticam decoração natalina na capital

De acordo com as entidades, diversas espécies de animais estariam sendo prejudicados por conta do excesso de iluminação e ocupação dos materiais nas árvores e postes da cidade.

 

 

Institutos paraibanos que cuidam do meio ambiente estão insatisfeitos com a decoração natalina do Centro de João Pessoa, iniciada na última terça-feira. De acordo com as entidades, diversas espécies de animais estariam sendo prejudicados por conta do excesso de iluminação e ocupação dos materiais nas árvores e postes da cidade.

A Associação Paraibana dos Amigos da Natureza (Apan) é uma das entidades que combate a forma como a decoração é realizada. “Não somos contra, mas defendemos que essa ornamentação seja feita de outra forma. Apesar de deixar a cidade mais bonita, há muitos malefícios para a fauna e flora da região. Essa decoração prejudica diversas espécies, que têm seus ciclos alterados”, afirmou Socorro Fernandes, membro da diretoria da Apan.

Corujas, morcegos e diversos pássaros e espécies de plantas, segundo Socorro Tavares, são prejudicados por conta da ornamentação. “Existem muitos animais de hábitos noturnos que vivem na região. Eles serão prejudicados, pois muitos deles dependem desse espaço para o descanso, habitação, alimentação e até reprodução. Até a fauna é afetada, pois a iluminação excessiva afeta o ciclo natural das plantas”, explicou.

Uma das soluções, segundo a diretora da Apan, seria o investimento em meios alternativos de ornamentação. “Não somos contra a decoração, muito pelo contrário. Só defendemos que essa decoração seja feita de outra forma, como acontece em diversas outras cidades, que fazem a ornamentação nos passeios públicos, não prejudicando as árvores”, apontou Socorro Tavares.

A coordenação do Instituto Soma Brasil, sociedade civil que desenvolve projetos de cidadania, declarou em nota que, ao instalar a decoração, a Prefeitura de João Pessoa contraria o Código Municipal de Meio Ambiente, pois a iluminação dos refletores virados para as copas das árvores expulsam os pássaros do seu habitat natural. A entidade disse ainda que está organizando uma comissão para pressionar os órgãos públicos.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) não soube informar se foram realizados estudos prévios sobre os possíveis impactos ambientais gerados pela decoração. A Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), responsável pela ornamentação natalina, também não soube esclarecer se foram realizados estudos na região, mas comprometeu-se em analisar as queixas dos ambientalistas e promover as mudanças cabíveis.

Fonte

 

'Soldados' em prol da natureza

Na Paraíba, existem pelo menos três entidades não governamentais que lutam em defesa do meio ambiente.




Desde criança, o biólogo Fernando Yplá já sabia a profissão que iria abraçar na vida. Fascinado pela natureza, o jovem logo se identificou com as questões ambientais e decidiu fundar o Instituto Praiamar, uma Organização Não Governamental (ONG) especializada no combate aos danos causados à flora e fauna.

Sem saber, Yplá reforçou um batalhão de pessoas anônimas que resolveram dedicar tempo e dinheiro na preservação do meio ambiente.

“O instituto foi criado há cinco anos. Realizamos estudos em áreas degradadas e procuramos detectar as fontes poluidoras para cobrar providências. Fazemos ações de educação ambiental e procuramos, por exemplo, conscientizar as pessoas a fazer o descarte correto de lixo”, explica Yplá.

Definida como “trabalho de formiguinha” pelos próprios ambientalistas, a atuação das ONGs ficou mais intensa na Paraíba a partir da década de 1980, como explica o engenheiro agrônomo Antonio Augusto Almeida, que foi secretário de Meio Ambiente de João Pessoa por duas gestões seguidas.

Atualmente, ele é vice-presidente da Associação de Amigos e Protetores da Natureza (Apan), uma das ONGs mais antigas da Paraíba, criada há 30 anos.

Na Paraíba, existem pelo menos três entidades não governamentais que lutam em defesa do meio ambiente. Em comum, todas nasceram com o mesmo objetivo e são compostas por pessoas determinadas a deter os impactos ambientais, causados pela ação humana. Despejo de resíduos sólidos em rios e praias, desmatamento de áreas protegidas por leis federais e combate à matança de animais são apenas algumas das bandeiras de lutas levantadas por essas instituições.

No entanto, a missão não é fácil. Apesar de terem o apoio de leis, as ONGs enfrentam adversários ferrenhos, como explica o vice-presidente da Apan, Antonio Augusto de Almeida. Ele acrescenta que o principal desafio é a falta de conscientização ambiental, principalmente, entre os gestores públicos. “Vemos muitos candidatos aos cargos eletivos que prometem compromisso com as questões ambientais, mas que, quando se elegem, esquecem as promessas feitas”, diz.

A Apan foi criada na década de 1980, no município de Areia, no interior do Estado. O fundador foi o professor do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Lauro Xavier. De acordo com Antonio Almeida, no início, a principal preocupação da entidade era a matança de baleias, que ocorria em praias de Costinha e de Lucena, no litoral norte da Paraíba.

“A matança era uma atração turística. Existia uma empresa estrangeira que lucrava muito em fazer diante do público a esfoleação das baleias. Como gerava lucro, havia um interesse econômico muito grande em manter esse costume no Estado”, conta.

Além das baleias, os rios também eram vítimas da ação humana. “Havia alguns usineiros na Paraíba que achavam normal despejar resíduos químicos nos rios, mesmo que isso contaminasse a fauna e a flora”, frisa o ambientalista.

Foi preciso muita luta para mudar a consciência ambiental. “Naquela época, fizemos uma ação articulada e tivemos o apoio de entidades de classe, como o Crea/PB (Conselho Regional de Engenharia da Paraíba), de sanitaristas e de advogados.

Conseguimos a implantação da Sudema (Superintendência de Administração do Meio Ambiente), que se tornou uma grande parceira das nossas lutas. “ No entanto, com o passar do tempo, as entidades de classe que nos apoiavam ficaram mais apáticas e se distanciaram um pouco das lutas ambientais”, destaca Augusto Almeida.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Presidente de SAB é morto a tiros no Itararé

Poluição em açude pode ter sido a causa da morte do Presidente da Sociedade de Amigos do Bairro do Itararé. 





Mais um homicídio foi registrado em Campina Grande, no Agreste do Estado, ontem pela manhã. Desta vez o alvo foi o presidente da Sociedade de Amigos do Bairro (SAB) do Itararé, o pedreiro José de Lima Pontes, de 61 anos de idade.

Conforme a Polícia Civil, dois homens chegaram em um veículo e, um deles, efetuou seis tiros contra a vítima, que acabou morrendo no local. No momento do crime, José estava trabalhando em uma construção na Rua Joaquim Tavares de Souza.

Segundo informações do delegado que investiga o homicídio, Francisco de Assis da Silva, a vítima morava em um assentamento invadido, conhecido como Santa Cruz, localizado na zona rural e próximo ao bairro do Itararé. “De acordo com as pessoas do mesmo assentamento, a vítima era presidente da SAB e estaria lutando pela não poluição de um açude local, que servia para o consumo da comunidade. Os populares contaram que algumas pessoas estariam aproveitando a água do açude para banhar animais e, com isso, sujando o manancial”, disse o delegado.

Ele também informou que teria sido este o motivo do crime, o descontentamento de alguns moradores contrários à luta da vítima, contra a poluição do açude. “O senhor era conhecido de todos e, pelas declarações, era uma pessoa de bem. Estamos em diligência, mas ainda não conseguimos pistas dos acusados”, contou. O crime aconteceu por volta das 10h30, quando o pedreiro trabalhava em uma obra e foi surpreendido por um veículo Gol, de cor prata e placas não identificadas.

Até o início da noite de ontem a polícia continuava com as investigações, mas nenhum suspeito foi encontrado. A PC também investiga a história contada pelos moradores e está averiguando se a situação corresponde ao crime.


sábado, 8 de setembro de 2012

Campanha utiliza a internet para a revitalização do Riacho das Piabas

Campanha iniciada por ambientalistas, já conta com 200 assinaturas e visa evitar que nascente de água doce desapareça.


 

 
A campanha para revitalização do Riacho das Piabas, que nasce entre o distrito de Jenipapo e os municípios de Lagoa Seca e Puxinanã, alcançou a internet para evitar que a única nascente de água doce da cidade possa desaparecer.

Iniciada por ambientalistas e pessoas ligadas à sociedade civil e religiosa, foi aberta uma petição na internet que já conta com cerca de 200 assinaturas para mobilizar a população e o poder público e projetar a diversidade natural que existe no local.

Para Veneziano Sousa, um dos envolvidos na causa, está havendo uma veloz deterioração da microbacia hidrográfica, que possui uma área com aproximadamente 500 hectares apenas na área rural. Segundo ele, a microbacia abriga uma centena de nascentes de água doce, com flora e fauna ainda desconhecidas e que precisa ser preservada para beneficiar toda a sociedade.

“Nas últimas décadas nós temos assistido a uma perda de biodiversidade muito grande naquela área. Há muitos animais que ainda são caçados e que hoje estão ameaçados de extinção, como é o caso do gato do mato azul. Além disso, já identificamos que em época de chuva aparecem muitos problemas como enxurradas que contribuem com o aparecimento de vários problemas para as pessoas que vivem naqueles arredores”, atestou o pesquisador.

Após a sua nascente, o curso de água chega até a região de Campina Grande conhecida como Conceição, corta o Açude Velho e vai até a Alça Sudoeste da cidade. Lá, ele se estende até o bairro da Catingueira, onde se encontra com o riacho Bodocongó. “O curso da água é bastante extenso, tanto na zona rural como na urbana. Nós estimamos que cada área supera cinco quilômetros de extensão”, avaliou Veneziano.

O secretário de Planejamento de Campina Grande, Ricardo Pedrosa, confirmou que existe um projeto que aborda a revitalização de toda a área por onde passa o Riacho das Piabas.

Segundo ele, o local já vem merecendo uma atenção especial há algum tempo, e que as obras fazem parte do processo de recuperação que se estende até o canal de Bodocongó. “Nós temos pressa em resolver essa situação. O que eu posso adiantar no momento é que nós temos um projeto em andamento que vai contemplar as pessoas que moram naquelas regiões”, disse Pedrosa, que não apontou quando as obras poderão começar.


 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

APAN participa do Grito dos Excluídos 2012

Socorro Fernandes

A APAN participou de todas as edições do Grito dos Excluídos, em 2012 contamos com a participação valiosa das ongs Guajiru, Sos Mata Atlântica, Sea Shepherd, Rede de Ongs pela Mata Atlântica e do movimento Floresta faz a diferença! e de amigos e amigas que trazem consigo o desejo de uma sociedade ambientalmente sustentável...

Reivindicamos através de um documento entregue ao MPF, Prefeitura e Governo do Estado, revitalização de todos os rios do estado, concurso público na SUDEMA e política séria na implantação das unidades de conservação no nosso município evitando os chamados parques de papel...

Vamos à luta e não vote em quem votou contra as florestas! os que aí estão posando de defensores da natureza promoveram o desmonte do código florestal propiciando o maior retrocesso na política ambiental do país.

Há braços!



Não vote em quem votou contra as florestas.


Não vote em quem votou contra as florestas.


Não vote em quem votou contra as florestas.


Não vote em quem votou contra as florestas.


Não vote em quem votou contra as florestas.


Compartilho texto do companheiro Alder Júlio, presente em todas as lutas sociais e contrário à transposição do rio São Francisco na Paraíba, mais uma obra de impacto socioambiental incontestável...

OUTRO GRITO ECOA (TAMBÉM) EM JOÃO PESSOA!

Alder Júlio Ferreira Calado

         Não, não foi o grito do Imperador, a proclamar uma "independência" da qual, mesmo após séculos de crueldades cometidas contra os Povos Indígenas, e após séculos de escravidão, a que foram – e continuam sendo! – submetidos milhões de Afrodescendentes, estes mesmos foram exluídos. Foi o Grito dos Excluídos e Excluídas e seus aliados, que se tem ouvido, alto e bom som, durante esses dias que precedem o 7 de Setembro, pelas ruas e praças de nossas cidades, nas distintas regiões do País.
         Excluídos e Excluídas dos mais diversos direitos que lhes têm sido sistematicamente negados pelas forças que compõem o Capitalismo, por meio da trágica aliança entre o Mercado (grandes corporações transnacionais e nacionais (atuando em quase todos os setores enconômicos: paraísos fiscais e grandes órgãos das finanças, indústria de ponta, laboratórios, agronegócio, no comércio e nos serviços, grandes empreiteiras...) e o Estado (as grandes potências, inclusive o Brasil, em suas diversas esferas de poder e por meio de seus organismos multilaterais).
         Assim organizada, a sociedade brasileira tem-se tornado refém desse modo de produção perverso, de seu respectivo modo de consumo e da forma de gestão nociva às maiorias empobrecidas e marginalizadas, bem como nocivas ao Planeta.
         Trágica aliança que, por todo o mundo e entre nós, ao atender e garantir a satisfação do insaciável apetite dos setores dominantes, produz crescentes levas de excluídos e excluídas. Exclusão que se manifesta, de diferentes modos:
- na esfera econômica: escandalosa concentração de riquezas. De terras e de renda, para o que as forças dominantes fazem o Estado distribuir migalhas para as maiorias famintas, e destinar do tesouro público, de mil maneiras, o grosso das riquezas ao grande capital. Para tanto, recorre-se a uma crescente gama de mecanismos, passando pela precarização crescente das relações de trabalho, dos processos de trabalho, do planejamento e implementação de políticas econômicas perversas, seja quanto à decisão do que, de como e para que(m) se produz, seja quanto ao desvairado incentivo ao consumismo;
- no plano político: vergonhosa sujeição do Estado e seus aparelhos, frequentemente transformados, à luz do dia, em instrumento a serviço dos interesses das forças de Mercado. Disso também são prova os sucessivos e crescentes escândalos (os famigerados "malfeitos"). Para se ter uma vaga idéia da sangria sofrida pelos setores majoritários da sociedade, vale a pena que nos perguntemos: a quanto montam as perdas resultantes dos incessantes escândalos ("Mensalão", "Cachoeira"...)? Quanto do orçamento e destina à propaganda, e a quem interessa tal investimento escandaloso? Que percentual do bolo orçamentário destinado a tocar as várias políticas públicas chega ao seu verdadeiro destino?
na grade de valores: servindo-se de uma complexa e extensa rede de instâncias institucionais (escola, família, igrejas, e principalmente a mídia comercial), vão sendo profundamente afetadas as relações sociais naqueles aspectos mais íntimos das pessoas e grupos, em seus valores, de modo a fazer prevalecer largamente idéias, valores, crenças e usos organicamente sintonizados com os interesses hegemônicos: consumismo, privatização dos espaços públicos, individualismo e concorrência desenfredos, feitos à base da famigerada "Lei do Gerson" ("Faça como eu: tire vantagem em tudo!"), individualismo, imediatismo, tendência crescente a condutas esquizofrênicas
(a sentir-se uma coisa, pensar-se um segunda, querer-se uma terceira, e fazer-se uma quarta...)
         Contra tal ordem de coisas é que, em tantas cidades, nas diferentes regiões do País, e também em João Pessoa, ecoou o 18º GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS.
         Na região metropolitana de João Pessoa, centenas de pessoas compareceram, ontem, às ruas e praças, percorrendo trechos dos mais movimentados da cidade. Vinham também representando suas mais distintas organizações de base: movimentos sociais do campo e da cidade;
pastorais sociais: organizações do campo e da cidade, fazendo ecoar o grito de inúmeras entidades, dentre as quais movimentos sociais populares e sindicais (Índios,Comunidades Quilombolas, Mulheres, Movimento LGBT, Camponeses e Camponesas, Pastorais Sociais lidando com as Crianças, os Jovens, Crianças, Adolescentes, Pastoral Carcerária, Mundo do Trabalho,  redes de Educadores e Educadoras, associações em defesa da vida e de educação preventiva junto a grupos e comunidades vulneráveis a epidemias, em defesa de segmentos afetados pela AIDS, Movimentos de defesa do Meio Ambiente, Centros e Associações comprometidos com a promoção da Cidadania, dos Direitos Humanos, da mística e dos direitos à memória, verdade e publicização e justiça; Amigos e Amigas da Natureza, fóruns de promoção e defesa da saúde pública, do SUS, da educação pública, entidades protagonistas da Economia Solidária, entidades do mundo sindical e do meio universitário e secundarista, entidades lidando com EJA e Educação do Campo, sem esquecer a presença de vários membros do clero e de participantes de outras igrejas e expressões religiosas... em breve: expressivas organizações de base de nossa sociedade.
         Já pela manhã, no local habitual de concentração – a Lagoa -, a ONG Amazonas já se havia instado em sua barraca, equipada com materiais educativos de prevenção contra a AIDS, e, com serviço de som, a anunciar e a chamar a população transeunte a participar do 18º Grito dos Excluídos e Excluídas, que se iniciaria no começo da tarde.
         A partir das 13h30, iam chegando sucessivos grupos, com suas bandeiras, faixas, cartazes, apitos, etc.. Uns chegavam de ônibus, vindos das cidades e da zona rural de vários municípios da redondeza (Bayeux, Santa Rita, Conde, Cabedelo, Cruz do Espírito Santo, Sapé, Mari, São Miguel do Taipu, Pilar, Alhandra, Pitimbu, Jacaraú, Mamanguape, sem esquecer os mais diversos bairros de João Pessoa; outros chegavam por outros meios.
         Enquanto isso, já ligado o carro de som, a Equipe de animação do Grito começava a chamar os presentes a se perfilarem, em cinco blocos, correspondentes aos cinco eixos temáticos detidamente debatidos durante a fase preparatório do Grito (desde início de maio):
1. Eixo da Violência contra as Mulheres, homofóbica e contra a criminalização das Juventudes – Nesse bloco, pontificaram várias organizações e movimentos feministas, diversos segmentos do Movimento LGBT, bem como diversos grupos juvenis (inclusive universitários e secundaristas).
2. Eixo da Reforma Agrária, do Meio Ambiente e da Soberania Alimentar – Aqui se incluíram movimentos e pastorais sociais do campo; organizações engajadas na promoção e defesa do Meio Ambiente, atingidos por baragens, segmentos que lidam com a denúncia e o combate aos agrotóxicos e aos grupos e forças do Mercado que semeiam veneno e morte às fontes de água, aos rios, às matas e florestes, às plantações, aos animais e aos seres humanos...
3. Eixo da Mística, Memória, Verdade e Justiça -  Aqui marcharam grupos, fóruns, organizações de base, trazendo fotos emblemáticas de lutadores e lutadoras do Povo, faixas e cartazes evocativos dos entraves enfrentados quanto à luta da sociedade brasileira pelo seu legítimo DIREITO ao conhecimento da verdade acerca do que se passou, durante tenebroso período da ditadura empresarial-militar, em que ainda restam inexplicados muitos fatos relativos a desaparecidos e torturadores. Direito do qual a sociedade não pode abrir mão, sob pena de favorecer, com tal omissão, semelhante reedição dessas práticas.
4. Eixo Estado, Democracia e Desenvolvimento Sustentável - Ainda que, na 18ª. Edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, se tenha optado pelo tema "Por um Estado a serviço da Nação", bem sabemos tratar-se de tarefa impossível, à medida que, por definição, o Estado é parte componente essencial desse "sistema totalitário mercantil", e, por conseguinte, insusceptível de um processo democrático radical. Prova disto é, por ex., sua incapacidade de universalizar as políticas públicas, mesmo as essenciais, visto que a essas são destinadas apenas as migalhas das riquezas produzidas, haja vista o montante destinado ao Programa Bolsa Família e o que é destinado, via dos mecanismos de política de endividamento, ao pagamento da dívida pública... O modelo de desenvolvimento resulta frontalmente insustentável!
5. Eixo das Políticas Públicas (Saúde, Educação, Moradia, Transporte Público, Mobilidade Urbana)... - Aqui a ênfase recaiu na denúncia às políticas de privatização em curso. Às vezes claramente, por vezes de forma maquiada, prevalece a lógica de Mercado, a tirar vantagens do conluio com o Estado. Saúde, Educação, Transporte Público, Moradia – tudo passa pela trágica parceria entre Estado e Mercado. Nem o SUS escapa. E o quê dizer de outros serviços públicos essenciais, como a saúde e o transporte público?
         Com base nesses eixos, o 18º GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS de João Pessoa e outros municípios paraibanos cuidou de deoxar seu recado, suas denúncias, suas reivindicações, não apenas pelas faixas, cartazes, bandeiras, músicas (tanto as animadas por Ricardo Brindeiro e demais membros da Equipe de Animação, como os dois belos números musicais protagonizados pelo Grupo de Adolescentes e Jovens, protestando contra a criminalização das Juventudes, já no início da marcha), palavras de ordem, fotos de políticos que, na votação do Código Florestal, tiveram posição contrária à luta dos movimentos sociais e organizações de base.
         Não menos importante a destacar é a disposição. fruto do compromisso ético-político, por parte dos participantes do 18º GRITO DOS EXLUÍDOS E EXCLUÍDAS, de dar dar prosseguimento às suas lutas. É o chamado pós-Grito!
         Eis uma breve e parcial leitura do que foi o 18º GRITO DOS EXLUÍDOS E EXCLUÍDAS, no dia de ontem, pelas ruas e praças de João Pessoa. Dele vamos ter relatório circunstanciado e fotos, no momento oportuno, a ser assegurado pela Coordenação da Assembléia Popular. Agora, apenas um pequeno aperitivo de um participante, com o propósito de compartilhar suas impressões e socializar a experiência com pessoas, grupos e movimentos de outras partes da Paraíba e do Brasil.

João Pessoa, 7 setembro de 2012.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Índios são detidos depois de protesto por demarcação de terras na Paraíba

06/06/2012 10h19 - Atualizado em 06/06/2012 10h19
 

Tribo Tabajaras protestou em frente à Central de Polícia para liberar índios.
Dois foram presos após manifestação para fechar fábrica em Alhandra.

Do G1 PB


Dois índios foram presos enquanto participavam de uma manifestação na tarde da terça-feira (5) na cidade de Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba. Os índios da tribo tabajaras passaram mais de três horas detidos. Um protesto organizado pela tribo foi feito na frente da Central da Polícia Civil de João Pessoa para que ele fossem liberados.

Eles participavam de uma manifestação para reivindicar a agilidade da demarcação das terras indígenas e o cancelamento da construção de uma usina de fabricação de cimento quando foram presos. A Polícia Civil informou que a prisão aconteceu porque o casal invandiu uma propriedade privada.

"Ele falou que a gente quebrou, ameaçou os guardas; falou que a gente quebrou os arames e que a gente estava com uma arma perigosa para furar eles. E isso não aconteceu", disse a índia que foi detida, Simone Bernardo. 

O delegado de Alhandra, Fred Magalhães, disse que eles foram presos porque não apresentaram nenhuma prova de que eram indígenas. A defensoria pública do estado rebateu dizendo que não existe documento para comprovar que a pessoa pertence a uma tribo indígena.

Depois de uma negociação, os índios detidos assinaram um termo de compromisso e foram liberados. Segundo o defensor público Daniel Teles Barbosa, um representante da Fundação Nacional do Índio (Funai) foi até o local e reconheceu que os presos eram mesmo indígenas para que eles fossem liberados.

Segundo o delegado, existe uma determinação judicial para que os índios fiquem a pelo menos cinco quilômetros de distância da área que eles invadiram. Os índios afirmam que foram retirados da área em novembro de 2011 porque está sendo construída uma fábrica de cimento no local, que é uma propriedade privada.

Eles querem reaver o terreno e voltar a morar no local. Estudantes universitários e organizações sociais apoiaram a tribo no protesto. "É um povo dos mais antigos, originários da Paraíba. É um direito de reconhecer a sua origem e, sobretudo, a sua terra para trabalhar nela", disse o estudante Gleyssen Ricardo.


 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Bicicletada na Paraíba reúne cerca de 300 ciclistas pela paz no trânsito

Manifestantes pedalaram da praia até o Centro da cidade e voltaram.
Ato pretende valorizar a bicicleta como meio de transporte diário.

Do G1 PB
 
Ciclistas pedalaram pela orla em direção à Avenida Ruy Carneiro para seguirem até a Lagoa, no Centro da cidade (Foto: Maurício Melo/G1)
Ciclistas pedalaram pela orla em direção à Avenida Ruy Carneiro para
seguirem até a Lagoa, no Centro da cidade (Foto: Maurício Melo/G1)

Seguindo a tendência do resto do Brasil, João Pessoa sediou pela segunda vez a manifestação denominada Bicicletada na noite desta terça-feira (6). Em um ato público pedindo consciência em relação à violência no trânsito contra as bicicletas, cerca de 300 ciclistas da capital paraibana partiram do Busto de Tamandaré para orla seguindo até a Avenida Ruy Carneiro, de onde pedalaram até a Lagoa, no Centro da cidade, e voltaram para a praia pela Avenida Epitário Pessoa, chegando novamente ao ponto de partida.

Manifestação reuniu cerca de 300 ciclistas (Foto: Maurício Melo/G1)
Manifestação reuniu cerca de 300 ciclistas
(Foto: Maurício Melo/G1)
A Bicicletada é uma movimentação nacional que tem como intuito apoiar o crescimento e a valorização da bicicleta como meio de transporte diário. O manifesto apoia o uso do veículo de duas rodas por não ser poluente e ser de grande ajuda nos congestionamentos.

Além da Bicicletada, uma Marcha Crítica também foi realizada com cartazes, faixas e panfletos protestando o número elevado de mortes de ciclistas no trânsito e cobrando mais eficiência às políticas públicas de mobilidade. A organização explicou que o passeio foi feito em busca de uma sociedade mais pacífica e humana.

 
Ciclistas fizeram manifesto pela paz no trânsito (Foto: Maurício Melo/G1)
Ciclistas fizeram manifesto pela paz no trânsito
(Foto: Maurício Melo/G1)

Fonte

 

 

Grupo protesta contra mudanças no Código Florestal

07/03/2012 10h22 - Atualizado em 07/03/2012 11h33

Câmara dos Deputados analisa Código Florestal na semana que vem.
Manifestantes ocuparam ruas de Brasília na manhã desta quarta (7).
 

Do G1, em Brasília
  

Representantes de movimentos sociais realizaram um protesto em frente ao Congresso Nacional na manhã desta quarta-feira (7) contra alterações ao Código Florestal, que trata da preservação ambiental em propriedades rurais. O manifesto prejudicou o trânsito no centro de Brasília.


Protesto contra o Código Florestal pede que a presidente DIlma Rousseff vete o Código Florestal (Foto: Natalia Godoy / G1)
Protesto contra o Código Florestal pede que a presidente DIlma
Rousseff vete o Código Florestal (Foto: Natalia Godoy / G1)
Na terça, a Câmara adiou para a próxima semana a votação do projeto que modifica o Código Florestal por falta de acordo em torno de trechos polêmicos do texto, aprovado no ano passado pelo Senado.

Na manhã desta quarta, o relator do projeto na Câmara, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), apresenta o texto final da proposta em reunião fechada.

Participam do protesto cerca de 250 organizações ambientalistas, de pescadores e de camponeses. Para o analista da ONG WWF, Kenzo Jucá, o projeto que está sendo apresentado no Congresso é prejudicial para as florestas.

"É um projeto que faz o Brasil perder a sua principal vantagem comparativa no mundo, que é a sua biodiversidade, e a possibilidade de aliar desenvolvimento com preservação e conservação", disse Jucá.

Protesto interditou três faixas na Esplanada e prejudicou trânsito (Foto: Natalia Godoy / G1)
Protesto interditou três faixas na Esplanada e prejudicou trânsito
(Foto: Natalia Godoy / G1)

Os manifestantes pretendem montar um banner vivo com a mensagem “Veta Dilma” – um pedido para que a presidente vete a proposta do código no caso de aprovação pelo Congresso.


Protesto é conta Código Florestal, que será analisado pela Câmara na semana que vem (Foto: Natalia Godoy / G1)
Protesto é conta Código Florestal, que será analisado pela Câmara na
semana que vem (Foto: Natalia Godoy / G1)

Votação
Segundo o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), uma reunião entre os líderes da base está marcada para a tarde desta quarta-feira (7) para analisar o relatório de Paulo Piau.

"A base aliada está firme. Vamos discutir amanhã e votar na terça [13]. É bom ter paciência para votar. É bom ouvir as pessoas. A rigor, nós temos o mês de março todinho para votar. Se fosse para votar hoje, nós ganharíamos, mas estamos construindo este acordo, e inclusive há um pedido do governo para construirmos este acordo", afirmou o líder.

Para o deputado Paulo Piau, levar o projeto à votação sem acordo entre os líderes partidários pode trazer um "prejuízo". "A nossa preocupação é pedir [...] uma semana para a gente acabar de amadurecer duas coisas: a área de preservação permanente e aplicação do código na área urbana, dois pontos em que ainda falta acordo mínimo", disse o relator.

Fonte

Reflexões de um ambientalista

Por Joaquim Maia Neto
 
Ser ambientalista no Brasil não é fácil. É necessário um esforço enorme para buscar esperança, motivação e expectativa de avanços, evitando dessa forma o esmorecimento. A fantástica biodiversidade do país é sem dúvida uma grande incentivadora de milhares de pessoas que enveredam de diversas maneiras pelo caminho da proteção da natureza. Para quem já tem uma predisposição pela causa, a contemplação da exuberância da fauna, flora, paisagens naturais e processos ecológicos que brindam nosso país com uma riqueza única, é algo que incentiva fazer alguma coisa, dedicar algum tempo para conservar as diversas formas de vida e o ambiente que as sustenta. Outra motivação comum para a luta ambiental é a indignação despertada em nós quando vemos a degradação acelerada motivada pelo poder do dinheiro.
Foi justamente a riqueza da nossa biodiversidade que me levou, logo cedo, a ser um apaixonado pela natureza. Percebendo minha vocação minha mãe já me presenteava, quando ainda criança, com livros que descreviam espécies animais e vegetais de todo o mundo. Eu achava muito interessante saber que ao meu redor era possível observar uma diversidade maior do que aquela retratada nas obras originalmente publicadas no velho mundo ou na América do Norte. Uma breve incursão numa mata, em companhia do meu pai, me permitia observar mais espécies de aves do que as que eu encontrava nos capítulos sobre os ambientes da Europa, por exemplo.
Sendo um garoto caipira, do interior, era natural frequentar os ambientes aquáticos continentais. As pessoas se divertiam nadando ou pescando nos rios, córregos e represas. Logo a ictiofauna me despertaria grande interesse. Numa época na qual as crianças viviam “soltas”, desconectadas da parafernália eletrônica que ainda não dominava os lares, eu passava várias horas do dia “batendo peneira”, tentando identificar os espécimes de peixes. Muitos deles eram capturados por mim e passavam a viver nos meus aquários. Foi assim que tudo começou. O aquarismo, que me levava a fazer até algumas bobagens, como retirar os bichos do seu hábitat, foi importante para trazer o conhecimento de como a natureza funcionava e de quão bela ela é na sua “simplicidade complexa”. O palco das minhas primeiras aventuras ictiológicas foi o Córrego Canela, que hoje não passa de um canal de drenagem encravado na região central de uma São José do Rio Preto que há muito deixou de ser bucólica.
Quando me dei conta de que minha vida jamais se afastaria das questões ambientais, já estava na universidade estudando biologia. Desde então pude experimentar várias maneiras de viver o ambientalismo. O engajamento nos movimentos sociais, políticos e religiosos sempre foi direcionado, senão totalmente, em boa medida para a discussão e defesa do meio ambiente. Tentei de alguma forma contribuir ensinando, pesquisando, debatendo, educando, votando e acima de tudo procurando dar exemplo. O serviço público me permitiu durante um bom tempo ganhar a vida defendendo o meio ambiente, mas dentro da máquina pública é preciso muitas vezes brigar para conseguir fazer o que deve ser feito e nem sempre se sai vitorioso nessa briga. Escrever foi uma forma que encontrei para ter mais armas na batalha ambientalista.
Apesar de não parecer, o ambientalista é essencialmente um otimista. Só continua lutando porque acredita que ainda é possível salvar um sítio natural, um ecossistema, uma espécie, um bioma, o planeta. Porque crê na mudança da sociedade e do comportamento das pessoas. Muitos enxergam os ambientalistas como os cavaleiros do apocalipse que estão sempre prontos a anunciar a tragédia ambiental, o caos, o fim do mundo. Se não fôssemos otimistas, seria mais cômodo aproveitar o que resta do mundo, obtendo o máximo conforto enquanto isso é possível. Ao contrário, preferimos deixar a zona de conforto e lutar pelo futuro.
Hoje eu iria escrever sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, uma lei publicada no final do Governo Lula e que, a exemplo da Política Nacional sobre Mudança do Clima, abordada no artigo anterior, é uma das coisas positivas que recentemente aconteceram no Brasil e que fazem parte do rol de assuntos motivadores a alimentar os ideais dos que lutam por um ambiente mais equilibrado. Infelizmente, por ironia do destino, enquanto eu rascunhava um esboço de texto sobre resíduos, recebia a notícia de um novo carregamento de lixo importado que chegara ao Porto de Itajaí. Eu já havia escrito sobre esse tipo de problema alertando que essas importações poderiam ser mais comuns do que se pensa, pois uma amostra pequena dos containeres é conferida pelos fiscais. A nova importação de lixo, dessa vez proveniente do Canadá, teve um espaço na mídia muito inferior aos casos anteriores, o que é típico de algo que se torna comum. A triste notícia e mais a expectativa da votação do desmonte do código florestal na próxima terça-feira na Câmara dos Deputados, levaram-me a publicar estas reflexões ao invés da discussão sobre os resíduos.
Não importa quantas batalhas sejam perdidas, haverá sempre alguma vitória, ainda que pequena, que mostra que a luta vale a pena. Uma notícia de redução de desmatamento, a publicação de uma lei que facilite a equação de um problema ambiental, a criação de uma unidade de conservação, um movimento organizado de defesa de um bem ambiental, uma vitória do Ministério Público na defesa dos direitos difusos, uma geração mais consciente, todos são motivos para renovar as esperanças. A necessidade de deixar de destruir, de poluir menos, de respeitar a natureza é cada vez mais evidente. Até quem não quer ver será obrigado a abrir os olhos. Fenômenos como os tufões que varreram cidades americanas do mapa na semana passada são cada vez mais frequentes. Está difícil dissociar essa constatação de sua mais provável causa, que são as mudanças do clima. As ações do homem terão que convergir para a equação dos problemas ambientais, cujo caminho é uma relação mais harmoniosa com a natureza. Portanto, não há como os ideais ambientalistas não prevalecerem.  Nós ambientalistas, sabemos disso, mas lutamos ainda assim para que a solução chegue o quanto antes. Assim, quem sabe, as sequelas serão menores.