Mostrando postagens com marcador Parque Estadual do Jacarapé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Parque Estadual do Jacarapé. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de dezembro de 2014

Cerca de 17 mil novas árvores são plantadas em João Pessoa em 2014

14/12/2014 09h18 - Atualizado em 14/12/2014 09h18 

Espécies de Ipês são os mais procurados pelos moradores.
Semam orienta sobre plantas mais adequadas para cada local.
 
Do G1 PB
 
Ipês roxos e cor-de-rosa já floresceram em João Pessoa (Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)
Ipês roxos estão entre os mais populares entre moradores
(Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba)

Cerca de 17  mil novas árvores foram distribuídas em áreas de recuperação de João Pessoa em 2014. Ela foram plantadas distribuídas em áreas de recuperação, a exemplo do Parque Cuiá e de Jacarapé, e em áreas urbanas, que contemplam praças, canteiros centrais e calçadas residenciais.
 
De acordo com o chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento (Divar) da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam), Anderson Fontes, as espécies dos Ipês (roxo, rosa, amarelo ou branco) são as mais procuradas pela população para o plantio. Seguido pelo pau-brasil, oitizeiro, mangueiras e jambeiros.
 
Lagoa deve ser revitalizada e trânsito migrará para outros pontos do Centro (Foto: Juliana Brito/G1)
Espécies precisam ser adequadas
ao local (Foto: Juliana Brito/G1)
Apesar disso, Fontes alerta que antes de plantar a nova árvore, a Semam indica qual a planta mais adequada para o local, evitando assim sua retirada no futuro. “Este ano, 63 árvores precisaram ser retiradas. Ou porque a árvore estava com algum problema na sua estrutura ou porque foi plantada em local inapropriado”, explica Fontes.
 
Para adquirir uma muda, a pessoa ou instituição interessada deve seguir até o Viveiro Municipal de Plantas Nativas da Prefeitura de João Pessoa, localizado no bairro Valentina Figueiredo, próximo ao Sesc Gravatá. O serviço é gratuito.

Sobre os Ipês
Ao todo existem 1.600 exemplares da espécie espalhados por toda João Pessoa. Durante a Semana da Primavera, que aconteceu em setembro deste ano, foram plantados na capital paraibana 50 novas mudas de ipês, principalmente na região do Parque Solon de Lucena.

O resultado deste trabalho começou a ser observado pela população desde novembro com a floração dos ipês roxos e rosas. Agora a expectativa está para a floração dos ipês amarelos e brancos, que devem ocorrer até o final deste mês.
 
Fonte
 
 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Parques ecológicos degradados

Área de preservação para a manutenção da fauna e flora características da Zona da Mata, cede lugar a ocupações irregulares, acúmulo de lixo e retirada de recursos naturais.



 


A placa com o alerta de que é proibido desmatar, caçar e construir, segundo manda a legislação, parece ter sido ignorada nos Parques Estaduais do Aratu e Jacarapé, em João Pessoa, e na Mata do Xém-Xém, em Bayeux, na Região Metropolitana. O que deveria ser área de preservação para a manutenção da fauna e flora características da Zona da Mata, cede lugar a ocupações irregulares, acúmulo de lixo e retirada de recursos naturais. A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), órgão responsável pela gestão dos parques, admite a precariedade na fiscalização, o que deixa os locais vulneráveis às intervenções humanas.
 
A situação mais crítica é a do parque do Aratu, no bairro de Jacarapé, na capital. Com 341 hectares de extensão, conforme informações da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), o parque abriga espécies de árvores características da Mata Atlântica e ainda de mangue. Contudo, a área está ameaçada pela ocupação irregular de dezenas de famílias, acúmulo de lixo e “depósito” de entulho de construção civil.

No interior do parque, trechos onde havia vegetação nativa transformaram-se em pequenos lotes para a construção de casebres e outros viraram até lavouras. O agricultor Alfredo Belarmino, de 77 anos, conta que chegou no Parque do Aratu há quase 20 anos. Ele cercou dois terrenos e vive do plantio de raízes. Assim como o idoso, pelo menos outras 20 famílias repetiram o mesmo ato e ocuparam vários terrenos da área verde.
 
“Fui um dos primeiros a chegar aqui. Depois foram chegando outras pessoas e até hoje muita gente que não tem onde morar, vem para cá. Eles vão chegando, montando as barracas e de repente constroem as casinhas”, disse o agricultor. A “urbanização” no Aratu é visível e várias “estradas de acesso” foram abertas no meio da mata. Em outros espaços, o lixo doméstico, plásticos, metais e restos de cimento se espalham entre as árvores.
 
A história da dona de casa Inácia Rodrigues confirma a situação relatada pelo agricultor. Desempregada, com sete filhos e sem ter onde morar, há seis anos ela construiu um casebre dentro da área do parque para abrigar a família. A poucos metros da casa dela, outras duas residências estão começando a ser construídas.
Com as ocupações irregulares, a falta de coleta de lixo e outros problemas de infraestrutura afetam os moradores. “Parece que a gente não existe. Não temos nada. Como não tem coleta, o jeito é queimar o lixo ou enterrar”, disse a dona de casa.
 
E o descarte inadequado de resíduos se repete na área de proteção vizinha, o Parque Estadual de Jacarapé, e na Mata do Xém-Xém. Moradores e comerciantes das proximidades denunciam que pessoas vindas de outros locais é que são os responsáveis por jogar o lixo às margens da área verde.
 
“Essas pessoas vem à noite, de carro, jogam o lixo aqui e vão embora. A gente já tem consciência que não podemos jogar o lixo na mata e colocamos as sacolas perto da pista para o carro da prefeitura recolher”, disse Shirlene Franklin, que mora em um sítio próximo à Mata do Xém-Xém. No Jacarapé, o lixo que agride a mata vai desde lixo doméstico até objetos eletrônicos, como aparelhos de televisão e computadores.