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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Onze açudes da PB estão secos e outros 24 em estado crítico, diz Aesa

07/02/2015 09h00 - Atualizado em 07/02/2015 09h00 

Relatório apontou que 74 de 121 açudes estão com menos 20% do volume.
Gerente da Aesa explica que não existe possibilidade de fazer análise geral.
 
Do G1 PB
 
Nem os maiores açudes, como o da Gamela, têm resistido à seca deste ano (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Mais da metade dos açudes monitorados estão
em situação crítica (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Onze açudes paraibanos estão secos e outros 24 estão abaixo de 5% da sua capacidade. Conforme relatório de monitoramento da Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa), atualizado na quinta-feira (5), um total de 35 reservatórios paraibanos estão em estado crítico e outros 39 estão em sob observação, totalizando 74 reservatórios com menos de 20% da capacidade.
 
O gerente de monitoramento dos reservatórios da Aesa, Alexandre Magno, comentou que a situação não pode ser analisada sob uma perspectiva geral, mas caso a caso. “Alguns reservatórios são construídos com prazo de validade, para durarem cerca de um ano, dois anos. Outros de fato podem estar em uma situação crítica por conta da falta de recarga. Por isso não podemos afirmar que a Paraíba passa por um problema com seus reservatórios”, comentou.

A maior parte dos açudes que secaram fica na Região da Borborema da Paraíba. Ao todo, sete reservatórios que entraram em colapso estão na região. Outros três ficam no Sertão da Paraíba e um no Agreste. O levantamento mostra que as chuvas caídas entre a quarta-feira e quinta-feira em 54 cidades da Paraíba não foram suficientes para recarregar os reservatórios. Segundo os dados divulgados pela agência de meteorologia, os maiores índices foram registrados em São José dos Cordeiros, no Cariri paraibano, onde choveu 156,1 mm; e no distrito de São Gonçalo, onde fica o açude localizado no município de Sousa, no Sertão. A área recebeu chuva de 108,9 mm.
 
Os açudes que chegaram a 0% do volume por ordem alfabética são: Algodão, na cidade de Algodão de Jandaíra, no Agreste; Bichinho, em Barra de São Miguel, na Borborema; Bom Jesus, em Carrapateira, no Sertão; Caraibeiras, em Picuí, na Borborema; Lagoa do Meio, em Taperoá, na Região da Borborema; Paraíso, na Cidade de São Francisco, no Sertão; Santa Luzia, na Cidade de Santa Luzia, na Borborema; Serrote, em Monteiro, também na região da Borborema; São José IV, em São José do Sabugi, na Borborema; Taperoá II, em Taperoá, na Borborema Paraibana; e por fim, o açude Novo II, na Cidade de Tavares, no Sertão.

Ainda de acordo com Alexandre Magno, a maior parte dos açudes com volume abaixo de 20% não recebe uma recarga considerável há pelo menos dois anos. “Estamos entrando no nosso período chuvoso agora, em fevereiro. Então é normal que alguns deles estejam abaixo, até porque a demanda aumenta gradativamente com o tempo. Vamos aguardar o período chuvoso e então avaliar a situação”, concluiu o gerente da Aesa.

 Fonte


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Açude de Boqueirão começa a receber água

Publicada em 05/02/2015
Açude de Boqueirão começa a receber água Os moradores de 19 municípios paraibanos já podem comemorar. O açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) já começou a receber água proveniente dos Rios Taperoá e Paraíba, que estão registrando desde ontem à noite fortes enchentes. O açude está em situação crítica e encontra-se com apenas 21,4% de sua capacidade.

O reservatório gerenciado pela Agência Nacional das Águas (ANA), em parceria com a Aesa e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), comporta 411 milhões de metros cúbicos e está com pouco mais de 88 milhões de metros acumulados.

Choveu em vários municípios do Cariri e na cidade de São José dos Cordeiros ocorreu a maior precipitação:152 milímetros. Já em Taperoá, choveu 138,5 milímetros. Segundo a Aesa, a precipitação ocorreu entre a tarde de quarta-feira (4) e a manhã desta quinta-feira (5), sendo a maior dos últimos 21 anos na cidade.

Segundo dados da Aesa, desde ontem choveu em 57 éreas monitoradas. Conforme os meteorologistas, a previsão é de que mais chuvas isoladas ocorram durante a tarde e noite em cidades do Cariri, Sertão e Alto Sertão.

Fonte



quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Chuvas isoladas são registradas em várias regiões da Paraíba, diz Aesa


19/12/2013 10h50 - Atualizado em 19/12/2013 10h50 

Maior índice foi registrado na cidade de Sousa, com 63 milímetros de água.
Chuvas devem continuar nas próximas 24 horas.
 
Do G1 PB, com informações da TV Paraíba
 
 

A Agência Executiva de Gestão das Águas do estado da Paraíba (Aesa) registrou entre a noite desta quarta-feira (18) e a manhã desta quinta-feira (19), chuvas isoladas em várias regiões do estado. De acordo com os meteorologistas do órgão, os maiores índices foram registrados no Sertão e no Cariri paraibano. A Aesa registrou pricipitação significativa nas cidades de Sousa (63 milímetros), Monteiro (31,6 mm), Cabaceiras (21 mm) e Patos (16,6 mm).

Segundo Marle Bandeira, meteorologista da Aesa, as chuvas são decorrentes de um sistema meteorológico que está atuando na região e a previsão do órgão é de que continue a chover nas próximas 24 horas. “Não existe relação entre estas chuvas de dezembro com as do período chuvoso no Sertão e Cariri, chuvas isoladas são comuns de acontecer nesta época do ano e essa condição deve começar a reduzir no fim de semana”, explicou Marle.
 
A meteorologista explica que, apesar dos índices registrados, ainda é cedo para avaliar se estas chuvas irão impactar no volume de água dos reservatórios estaduais. No estado, dos 121 mananciais monitorados pela Aesa, 28 estão em situação crítica, com menos de 5% do volume total. Em Taperoá, o açude que abastece o município está com apenas 1% da capacidade.
 
Durante esta quinta-feira (19), a Aesa está realizando a II Reunião de Análise e Previsão Climática para o setor norte da Região Nordeste. Meteorologistas de todo a região e um convidado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em São Paulo, estão na sede do órgão, em Campina Grande, com o objetivo de discutir a previsão de chuvas para 2014.
 
Segundo Marle Bandeira, haverá uma reunião para a análise climática, bem como uma avaliação dos campos atmosféricos e oceânicos de grande escala e uma videoconferência com os centros de meteorologia do Brasil, com o intuito de analisar uma previsão para o país. Hoje à tarde, a partir das 17h (horário local), será realizada uma coletiva de imprensa para divulgar as previsões para o ano que vem.


 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Açude na Paraíba está com apenas 1% da capacidade total, diz Aesa

11/12/2013 11h10 - Atualizado em 11/12/2013 11h11 

Dos 121 açudes da Paraíba, 28 estão com menos de 5% da capacidade.
Previsão da Aesa é de aumento na temperatura nos próximos dias.
 
Do G1 PB, com informações da TV Paraíba
 
 

O Açude Manoel Marciolino, no Município de Taperoá, no Cariri paraibano, está com apenas 1% da sua capacidade total, divulgou a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). O órgão explica que dos 121 açudes do estado monitorados pela agência, 28 estão em situação crítica, com menos de 5% do volume total.

Segundo a Aesa, o manancial de Taperoá, que atende cerca de 16 mil pessoas, tem capacidade para armazenar 15 milhões de metros cúbicos de água, mas atualmente se encontra com pouco mais de 150 mil metros cúbicos, sendo considerado em estado alarmante. A agência explica que a qualidade da água do açude está comprometida, devido à quantidade de barro existente por conta da redução do volume.
 
O motivo da escassez de água é a estiagem que atinge a região do semiárido brasileiro. Na cidade de Taperoá, os moradores estão retirando a pouca água do açude utilizando baldes e garrafas. A cidade está em racionamento há três meses e há 15 dias a população precisa comprar água em carros pipas para o consumo.
  
Aumento na temperatura
A Aesa explica que na Paraíba os termômetros estão marcando temperaturas de até 39,9º. De acordo com Marle Bandeira, meteorologista do órgão, a previsão é de que nas próximas semanas a temperatura continue a subir. A agência deve divulgar na próxima semana detalhes sobre a previsão do clima para o primeiro trimestre de 2014.
 
Segundo a meteorologista, o aumento da temperatura se deve à atuação de uma massa de ar quente e seco sobre o Nordeste brasileiro. “É comum nessa época do ano o registro destas temperaturas, principalmente com a chegada da estação do verão, no próximo dia 21 de dezembro”, disse Marle.
 
Na Cidade de Campina Grande, o órgão já registrou uma temperatura de 32,6 ºC. Já no litoral, os termômetros chegam a marcar 31 ºC por volta das 15 h (horário local). A previsão para a região do Cariri é de 35 ºC. De acordo com a Aesa, há a previsão de chuvas isoladas no Sertão paraibano, mas não existem previsões para chuvas na região do Agreste, Cariri e Litoral.

Fonte

 

sexta-feira, 29 de março de 2013

Açude do Sertão é primeiro a sangrar em 2013 na Paraíba, aponta Aesa


29/03/2013 13h41 - Atualizado em 29/03/2013 13h41

Açude em Serra Grande, no Sertão, registrou sangria na terça-feira.
Segundo Aesa, 51 reservatórios estão com até 20% da capacidade.
 
Do G1 PB

Açude do Serrote, em Monteiro, entrou em colapso (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Apesar de início do período de chuvas, açude
do Serrote secou (Foto: Taiguara Rangel/G1)
O período de chuvas começou e conforme previsão dos analistas da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) da Paraíba, alguns açudes já estão retomando seus volumes. O órgão registrou o primeiro sangramento de um reservatório este ano no açude Cafundó, localizado no município de Serra Grande, no Sertão paraibano. O manancial do Cafundó tem capacidade para 313.680 metros cúbicos de água e ultrapassou o limite de sua lâmina máxima na última terça-feira (26).

O Açude do Serrote, em Monteiro, no Cariri, foi também o primeiro a entrar em colapso este ano e secou no último dia 18 de março, quando a Aesa registrou no local uma medição de 0,0% do seu volume. Conforme medição da Aesa, 51 reservatórios ainda estão com até 20% da capacidade, sendo 36 em observação e 15 em situação considerada crítica.
 
Ainda de acordo com a agência, oito municípios tiveram chuvas, segundo registro da última quarta-feira (27). As precipitações atingiram as estações de monitoramento nas cidades de Baraúnas, Cuité, Emas, Frei Martinho, Ouro Velho, Serra Branca, São Bento e Taperoá, no Curimataú, Cariri e Sertão do estado. A previsão dos meteorologistas da Aesa é de que o período chuvoso deve se estender até o mês de maio.
 
"Continuamos apresentando a mesma situação prevista na reunião climática, com início da temporada de chuvas. Já tivemos chuvas isoladas nos últimos dias no Sertão, que devem continuar", disse a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira. Segundo o gerente de bacias hidrográficas Lucílio Vieira, as precipitações registradas ainda são insuficientes para que haja uma recarga nos volumes dos açudes.


 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Crime ambiental gera 1,3 mil multas na PB

Infrações mais recorrentes em 2012 foram a prática da poluição sonora, segundo chefe da Divisão de Fiscalização da Semam-JP.
 



A prática de crimes ambientais gerou 1.317 multas em 2012 na Paraíba, sendo que 557 autos de infração foram emitidos pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e outros 760 pela Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam-JP). A maioria das penalidades foi imposta a órgãos públicos e a empresas privadas.

Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização da Semam-JP, Alisson Cavalcanti, as infrações mais recorrentes em 2012 foram a prática da poluição sonora, o despejo de resíduos sólidos em locais inadequados e a contaminação de rios, feita principalmente através do lançamento de esgoto. As multas ainda foram aplicadas em empresas que invadiram áreas protegidas por leis ambientais e que emitiram substâncias tóxicas na atmosfera.

“No ano passado, fizemos muitos flagrantes de corte irregular de árvores, que estavam em áreas de proteção permanente. Também constatamos que algumas empresas depositaram os resíduos de construção civil em local inadequado e outras ainda que estavam com chaminés quebradas e que lançavam fumaças na atmosfera, de forma que incomodavam a vizinhança”, acrescentou Alisson Cavalcanti.

De acordo com um relatório divulgado ontem pela Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa, a falta de licença ambiental apareceu entre as principais causas de multas aplicadas em empresas, no ano passado. Das 760 notificações registradas, 300 foram por esse motivo. Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa, a maior parte das autuadas pertence ao ramo da construção civil.

“Esse segmento possui um alto potencial poluidor, porque produz muitos resíduos que causam danos ao meio ambiente, como entulhos, tintas, ferros e solventes. Por isso, eles precisam retirar uma licença e receber orientações dos técnicos ambientais”, disse.

Em outras cidades
Além de João Pessoa, Campina Grande, Alhandra, Taperoá, Jacaraú, Alagoa Grande, Bayeux e Cabedelo foram cidades que também apresentaram quantidade elevada de multas aplicadas por crimes ambientais, segundo estatísticas divulgadas pela Sudema.

O número de autos de infração emitidos no ano passado foi maior em relação aos 270 registros dessa natureza feitos em 2011. Em 2013, só nos primeiros 18 dias de janeiro, o órgão já aplicou 55 multas por prática de crimes ambientais no Estado.

Rigor nas fiscalizações
O que diz a Apan
Para a Associação de Amigos da Natureza (Apan), uma Organização Não Governamental que atua em defesa do meio ambiente, o crescimento das multas é reflexo direto do maior rigor nas fiscalizações. O presidente da entidade, Antônio Augusto Almeida, explica que a multa é a última alternativa que dever utilizada pelo fiscal ambiental. “Por lei, o fiscal deve primeiramente notificar e não autuar de imediato. Se persistir é que ocorrem a autuação e multa. É preciso saber se isso está sendo cumprindo, porque não se pode multar de forma aleatória. É preciso fazer um trabalho de educação junto ao infrator, antes de aplicar a punição ”, observa.

“Mas se essas normas legais foram cumpridas pelos fiscais e mesmo assim houve a multa, acho positivo esse crescimento nas autuações. Isso mostra que os órgãos ambientais estão mais atuantes. A fiscalização é fundamental para a gestão dos recursos ambientais. Mas não se pode esquecer de fazer um trabalho de educação e conscientização”, ressalta.

Prazo de defesa
Após receber um auto de infração, as empresas têm prazo legal para apresentar defesa. Se os argumentos não forem convincentes, a autuação se converte em multa. O valor varia de acordo com o dano praticado. Na maioria dos casos, o problema se resolve de forma administrativa, no próprio órgão ambiental que fez o flagrante. O infrator poderá fazer um acordo e corrigir o dano causado. Mas, se não houver consenso, a situação poderá dar origem a um processo judicial. O caso é comunicado ao Ministério Público, que oferece denúncia à justiça.


 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Aesa fiscaliza infraestrutura de 60 reservatórios hídricos na Paraíba

23/01/2013 12h43 - Atualizado em 23/01/2013 12h45 

Órgão deu início a vistorias nesta quarta-feira (23).
Relatório determinará investimentos de manutenção.
 
Do G1 PB
 
Açude em Triunfo, na Paraíba, também foi atingido pela seca e os animais estão quase sem água para beber  (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude em Triunfo foi atingido pela seca
(Foto: Taiguara Rangel/G1)
Uma fiscalização sobre a infraestrutura dos reservatórios hídricos da Paraíba começou na manhã desta quarta-feira (23). Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), o objetivo será elaborar um relatório que determinará os investimentos de reforma e manutenção dos mananciais.
 
Serão vistoriados 60 açudes e barragens. A primeira visita aconteceu na Lagoa do Meio, que abastece o Município de Taperoá, no Sertão paraibano. De acordo com a Gerência Executiva de Monitoramento das Bacias Hidrográficas, o relatório será concluído até o próximo dia 23 de março.
 
De acordo com a comissão formada por engenheiros e técnicos da Aesa, 122 reservatórios  hídricos são monitorados pelo órgão, mas os outros 62 já foram fiscalizados nos dois últimos anos, 14 deles identificados com inconformidades e em processo de licitação para reformas estruturais.

Após a fiscalização, o relatório com planejamento da manutenção de estrutura física dos açudes e barragens será encaminhado para o Governo do Estado e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

Chuvas
Segundo a Aesa, 38 estações de monitoramento registraram chuvas na segunda-feira (22). A maior precipitação aconteceu no município de Livramento, no Sertão paraibano, que recebeu 137,4 milímetros de água. Conforme a gerência de açudes do órgão, os índices pluviométricos registrados no estado não devem possibilitar nenhuma recuperação destes reservatórios hídricos, pois as chuvas são concentradas e de baixa intensidade.


 

Chove em 17% dos municípios paraibanos

Dados da Aesa mostram que choveu em pelo menos 17% das cidades paraibanas; maior índice pluviométrico foi registrado na Cidade de Livramento. 



Leonardo Silva
De acordo com a meteorologista Carmem Becker, alto índice de chuvas isoladas é comum no mês de janeiro
A chegada da chuva foi motivo de alegria para os moradores de 38 municípios da Paraíba na última segunda-feira e trouxe esperança para milhares de pessoas que sofrem com a estiagem que castiga o Estado. Segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), choveu em pelo menos 17% das cidades paraibanas. O maior índice pluviométrico foi registrado na cidade de Livramento, no Cariri paraibano, que registrou uma chuva de 137,4 milímetros (mm).
De acordo com dados da Aesa, a maioria das chuvas ocorreu em cidades das regiões do Cariri e do Sertão do Estado, áreas mais afetadas pela seca e onde já falta água para consumo humano. As cinco cidades onde foram registrados os maiores índices pluviométricos foram Livramento ( 137,4mm); Santa Cruz (93,33mm); São Domingos de Pombal (81,0mm); Coremas (61,8mm) e Lastro (61,2mm).
Segundo a meteorologista da Aesa, Carmem Becker, no mês de janeiro é comum que sejam registrados altos índices de chuvas isoladas no Estado da Paraíba. “Essas chuvas que estão atingindo a Paraíba são comuns no mês de janeiro. São chuvas de verão, que ocorrem de formas isoladas em várias cidades.
Para se ter uma ideia, na cidade de Livramento foi registrada o maior índice com 137,4mm, entretanto não caiu uma gota de água na cidade de Taperoá, onde o açude local está quase seco”, explicou a meteorologista.
De acordo com Carmem Becker, há previsão de chuvas isoladas em toda a Paraíba nos próximos dias. “Tudo indica que essas chuvas se concentrarão até o final do mês de janeiro, porém sempre de forma isolada”, explicou a meteorologista.


 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Desertificação avança na Paraíba e já atinge 93,27% dos municípios

Cidades | Em 17/12/12 às 10h31, atualizado em 17/12/12 às 10h38 | Por Hermes de Luna

O processo de desertificação se alastra em áreas como a do Compartimento da Borborema. Segundo a Associação de Proteção ao Meio Ambiente, 80% da área territorial de Campina Grande estão totalmente desertificadas


Seca no interior da Paraíba
Dos 223 municípios da Paraíba, 203 já estão sob ameaça de desertificação - 93,27% do total. Em 2009, eram 198 nessa situação (87,78%). O avanço desse processo é agravado com a estiagem prolongada, considerada como uma das piores dos últimos 30 anos. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a situação da maioria dos solos no Estado foi classificada, quanto aos riscos de desertificação, como grave (14,76%) ou muito grave (57,06%).

Mais de 72% dos solos agricultáveis na Paraíba foram atingidos pelo estado de desertificação. O Estado é um dos mais atingidos por esse processo, segundo relatório da organização internacional Greenpeace. Mais de 1,7 milhão de pessoas - metade da população paraibana - sofre com os efeitos desse processo.

O secretário de Desenvolvimento Agropecuário do Estado, Marenilson Batista, confirma o avanço da desertificação. Ele disse que mesmo em áreas verdes é possível observar a degradação da vegetação nativa e o aparecimento de areais.

O processo de desertificação se alastra em áreas como a do Compartimento da Borborema. Segundo dados da Associação de Proteção ao Meio Ambiente, 80% da área territorial de Campina Grande estão totalmente desertificadas.

Estudioso do semiárido, o deputado estadual e professor da UFPB, Francisco de Assis Quintans, alerta que muito se fala sobre seca, que cíclica, mas a desertificação precisa de ações permanentes. "Nada está sendo feito, seja pelos governos do Estado, Federal ou pelos municípios", queixa-se.

Municípios como o de Santa Luzia (a 178 quilômetros de João Pessoa, no Sertão paraibano) enfrentam exôdo sem precedentes. Apenas 8% dos moradores ainda resistem deixar a zona rural. O município tem uma população de 13.489 habitantes, sendo que apenas 1.240 não residem na cidade. Há mais de três dias a cidade não tem água nas torneiras.

Patos (a 294 quilômetros da Capital, no Sertão) enfrenta a seca, temperaturas acima dos 30 graus centígrados ao dia e umidade relativa do ar entre 11% e 16%, comparada as registradas no deserto do Saara, na África.

Na região do Cariri, a falta de chuvas provoca colapso no abastecimento de água. Na cidade de Cabaceiras (localizado na microrregião do Cariri Oriental,a 180 km de João Pessoa) falta água há mais de meses. O município, que ficou famoso no país por servir de cenário para o filme o 'Auto da Compadecida', fica a cerca de 300 metros acima do nível do mar, na área mais baixa do Planalto da Borborema. Tem um população estimada em 5.035 habitantes, segundo censo do IBGE em 2010. Deste total, 2.217 habitantes estão na zona urbana e 2.818 na zona rural.

Um relatório do Greenpeace, em 2009, já destacava que, na Paraíba, a bacia hidrográfica do rio Taperoá (Cariri paraibano) apresentava um processo significativo de desertificação e o município de Cabaceiras apresentava áreas comprometidas. “Há uma perda da biodiversidade. Em função da severidade climática e do desmatamento para uso agropecuário, vem aumentando a área de caatinga baixa e rala na região”, alertava o relatório.

Para o secretário Maerinlson Batista, o trabalho de recuperação dessas áreas é lento e precisa ser trabalhado a partir de agora, com plantação de vegetação resistente ao clima quente e seco. Segundo ele, o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Cariri e Seridó (Procase), que vai permitir o financiamento dos projetos de famílias de agricultores e cooperativas, ajudará nesse trabalho. Em convênio com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), o Procase prevê investimentos de R$ 100 milhões.

O Procase irá convergir com outros programas desenvolvidos pelo Estado para convivência com a estiagem, como distribuição de ração, raquetes de palma, cisternas, poços, além dos investimentos de R$ 220 milhões em adutoras no Estado.

O ambientalista Roberto Almeida observou que a caatinga (bioma do semiárido) paraibana vem sendo agredida nos últimos 50 anos, devido ao tráfico de lenha. O diretor do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Ignacio Hernan Salcedo, alerta que o desmatamento está associado ao consumo de lenha (70% de consumo doméstico e 30% de consumo industrial) no semiárido Paraibano.

Apenas terras indígenas e unidades de conservação federal e estaduais, que ocupam 82,9 mil hectares, são protegidas por lei contra o desmatamento. A área corresponde a 1,42% do território paraibano.

A seca e a desertificação impõe o sacrifício do rebanho bovino. "Uma parte do rebanho foi vendida e outra parte está morrendo por conta da seca", diz o presidente da Federação da Agricultura do Estado da Paraíba (Faepa), Mário Borba. A Paraíba tinha, segundo o IBGE, 1 milhão e 354 mil cabeças de gado em 2011. Pelos cálculos da Faepa, no final de 2012 esse número cairá para 950 mil.

Fonte


sábado, 1 de dezembro de 2012

Chuvas fracas aumentam a umidade relativa do ar no Sertão da Paraíba


30/11/2012 17h47 - Atualizado em 30/11/2012 17h51

Apenas duas cidades do Sertão registraram chuvas na quinta-feira (29).
Aesa explica que precipitação não significa aumento no volume de açudes.
 
Do G1 PB
 

Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, e Taperoá, na Borborema, registraram os maiores índices pluviométricos  na noite da quinta-feira (29), com 13,4mm e 10,2 mm respectivamente, de acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa).
   
A Aesa explica que as chuvas passageiras são comuns nessa época do ano e normalmente não significam aumento no volume dos açudes.  “O pequeno aumento da nebulosidade provoca estes fenômenos, mas não é suficiente para melhorar o déficit hídrico da região. Em Cajazeiras, por exemplo, os 13,4 mm foram registrados no pluviômetro instalado no açude Lagoa do Arroz, que permanece com menos de 30% de sua capacidade”, explicou a meteorologista Carmem Becker.
 
Mas, se não contribuíram para o aumento no nível dos açudes paraibanos, as chuvas isoladas ajudaram para a melhoria na qualidade da umidade relativa do ar no Sertão da Paraíba. Em Patos, localizado no Sertão da Paraíba, onde a umidade relativa do ar ficou em 11%, com as chuvas passageiras, passou a 30%. Em Sousa, também no Sertão paraibano, que já teve 21% de umidade relativa do ar, nesta quinta-feira (29) ficou em 35%, ainda segundo a Aesa.

Previsão do tempo
A previsão para as próximas 24 horas, segundo a Aesa, é de nebulosidade variável em todo o estado, podendo ocorrer chuvas fracas e isoladas. A expectativa é de que o calor diminua na região mais quente. As temperaturas devem ficar mais amenas, com a máxima atingindo os 34ºC.
 

 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Prefeito promete queimar pneus de carros pipa se Exército tirar água de açude

15/11/2012 - 15:54 - Atualizado em 15/11/12 - 16:19  

Deó diz que inadimissível que os taperoaenses enfrentem racionamento, enquanto a água da cidade é levada para outros municípios


O prefeito de Taperoá, Deoclécio Moura Filho, sem partido, declarou, na manhã desta quinta-feira (15), que, se não for parada, por parte do Exército, a retirada de água do açude Manoel Marcionilo, irá convocar os moradores da cidade para fechar a estrada do açude e queimar pneus para que os carros pipas não tenham acesso ao reservatório

O açude Manoel Marcionilo é o principal manancial de Taperoá e atualmente está com 3.850.112 m³ de água, o que equivale a 25,4% de sua capacidade. O racionamento de água em Taperoá está próximo e isso tem preocupado as autoridades.

O prefeito justificou a medida dizendo que a situação de Taperoá é séria e que o açude que abastece só tem pouco mais de 20 % de sua capacidade, por isso não pode permitir a retirada da água.

Segundo Deó, ele encaminhou oficio ao militar responsável pela operação pipa dizendo o que está ocorrendo. Para o prefeito, é inadimissível que os taperoaenses enfrentem racionamento, enquanto a água do açude da cidade é levada para outros municípios distantes.

O prefeito caririzeiro lembra que muitas cidades que estão recebendo a água de Taperoá poderiam receber de Patos, Soledade, Barra ou de outra região que dispusesse de um volume maior e assim não comprometesse o abastecimento da população local. Deó acrescenta que vai encam

sábado, 7 de julho de 2012

Cinco matadouros clandestinos são interditados

Locais estavam funcionando sem a licença da vigilância sanitária, atuando sem estrutura e oferecendo riscos à saúde da população.





Cinco matadouros clandestinos foram interditados em Taperoá depois da instauração de um inquérito policial, que investigava as irregularidades. Os locais estavam funcionando sem a licença da vigilância sanitária, atuando sem estrutura e oferecendo riscos à saúde da população. Conforme o promotor Leonardo Cunha Lima de Oliveira, a prefeitura será notificada para a reforma de um espaço que servirá como abatedouro legal de animais.
 
De acordo com o promotor, não há matadouros públicos na cidade e nenhum dos privados correspondia às exigências da vigilância sanitária. “Houve uma investigação e esses estabelecimentos foram fechados. O Ministério público firmou um pacto, através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com a prefeitura, que deverá reconstruir um dos matadouros interditados, para o funcionamento legal. Esse novo local poderá ser utilizado por todos os profissionais do setor após firmado um convênio com a prefeitura”, contou o promotor.
 
Ele também informou que a prefeitura será notificada para, dentro do prazo de 15 dias, regularizar a situação.
 
De acordo com levantamento do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), 81 matadouros clandestinos funcionam irregularmente em todo Estado. A equipe do JORNAL DA PARAÍBA tentou contato com a Prefeitura de Taperoá, mas não obteve êxito.